O churrasco foi um desastre: Andres não via a família há meses e acho que se ele disse duas palavras é muito, num momento contou a mesma piada duas vezes. Lorena riu nas duas. Valentina se pendurava no meu braço falando em ficar mais uns dias. Eu comia e respondia sim, não, óbvio, e sentia o olhar de Lorena cada vez que eu baixava os olhos pro prato, e quando eu levantava a cabeça ela já estava olhando pra outro lado, como se nada. Tinha colocado uma camiseta decotada, clara, sem sutiã. Cada vez que ela se inclinava pra servir algo dava pra ver metade da teta. Valentina falava comigo de não sei o quê e eu dizia que sim, e por dentro estava pensando nas tetas da mãe dela. Depois disso não aconteceu muita coisa, fiquei com a Valentina a tarde toda, tomamos mate, conversamos e tiramos um cochilo. Depois do jantar, mais ou menos às 11 e meia, todo mundo levantou. Andrés bocejou, disse que a viagem tinha acabado com ele e entrou no quarto. Valentina me deu um beijo longo, eu disse pra irmos ver alguma coisa no quarto, ela insistiu que eu tomasse banho antes de ir me deitar com ela. Sussurrando no ouvido dela perguntei se ela não tomava banho comigo, ela disse que não, que estava muito cheia por causa do jantar. Lorena, da porta, disse que ia pendurar umas toalhas que tinham ficado no lavadero. O banheiro ficava na entrada da cabana, um quartinho de merda, pequeno, colado no lavadero. Entro pra tomar banho e sério que eu não aguentava mais. Valentina não queria transar, a filha da puta, dizia que estava com sono, e eu tinha passado o jantar inteiro olhando pras tetas da mãe. Tive que bater uma no chuveiro, com a água quente, apressado, com a mão fechada e a testa contra o azulejo, tentando gozar rápido pra poder ir dormir. E de repente abre a porta e entra Lorena com a mesma camisola enorme que ela usa de pijama. Aquela que fica gigante nela, aquela que abre no decote e deixa ver as tetas como se nada, essas tetas enormes que se mexem quando ela anda.
Ela viu meu pau na mão e não disse nada. Parou na porta, me olhou, e depois levantou a camiseta até o pescoço. Sem pressa. Tirou, jogou no chão e ficou ali, com as tetas de fora, pesadas, brancas, com estrias fininhas na lateral e os mamilos já duros. —Gostou, meu amor? —disse—. Vem. Chupa elas. Peguei ela pela mão e colei contra mim, dentro da banheira, e a gente se molhou todo. A água caía pelo meio das tetas, escorria pela barriga, e eu ficava hipnotizado, olhando como a água descia pela pele. Beijei ela devagar, passei o dedo pelo lábio e ela mordeu, e deixou meu pau ainda mais duro. —Tarado —disse na minha boca—. Olha como você tá. Ela pegou no meu pau, apertou, subiu e desceu duas vezes, e depois virou, se apoiou na parede com as duas mãos, empinou a bunda e ficou de quatro. Eu segurei os quadris dela e enfiei de uma vez. Entrou inteira e ela soltou todo o ar. Meti assim, de quatro, com a água caindo nas minhas costas, sem tirar as mãos daquelas tetas que balançavam pra todo lado a cada estocada. Apertava, segurava, levantava, e ela gemia e empurrava pra trás me procurando. —Me enche, filho da puta —dizia—. Me enche. —Gosta das minhas tetas, né? Tarado. Gosta das tetas da sua sogra. —Adoro —falei—. Fico louco. —Eu sei que sim. Já vi como você me olhava na mesa, com minha filha do lado. —Riu e o riso virou gemido—. Nem disfarça, garoto. Eu jurava que só tinha olhado por uns segundos, mas pelo jeito sou péssimo pra disfarçar. Fiquei assim um tempão, de vez em quando beijava ela segurando pela cara e virando pra mim, até que a buceta dela começou a apertar e ela disse "para, para, para". Sai, vira, e goza ali, com a mão, contra a parede, com a boca aberta e os olhos fechados. Dava pra sentir aquele calor da buceta dela que deixava meu pau cada vez mais duro, aquele cheiro, tudo. Eu não não aguentava mais um minuto. Colei ela contra mim e preenchi ela toda, com o rosto no pescoço dela, mordendo o ombro, tremendo. Terminamos e ficamos nos dando beijinhos, como dois adolescentes cheios de hormônios, com a água ainda caindo na cara. —Vai —ela me disse—. Rápido. Entrei. Valentina estava dormindo. Deitei do lado, com o coração a mil, e fiquei olhando pro teto. Não sei quanto tempo passou. Uma hora, duas. Às três e quinze o celular iluminou na mesa de cabeceira. Lorena (03:14): tá acordado? Lorena (03:14): não consigo dormir Lorena (03:15): tô com a buceta ainda pulsando. Sabe quanto tempo faz que eu não gozava assim? Lorena (03:15): e o do lado roncando. Nem com viagra esse filho da puta consegue me foder direito. Fiquei olhando pra tela, com o brilho batendo na minha cara. Valentina dormia de costas, destampada até a cintura. Eu (03:16): tô Eu (03:16): tô com o pau duro demais, para com isso kkkkk Lorena (03:16): kkkkk Lorena (03:16): mentira Eu (03:17): te mostro Lorena (03:17): me mostra Levantei de lado, abaixei o elástico, tirei uma foto com flash e mandei. Lorena (03:18): puta merda Lorena (03:18): tenho que enfiar os dedos ou não durmo Eu (03:18): enfia Lorena (03:19): tá sozinho? Eu (03:19): tá dormindo do lado Lorena (03:19): melhor Eu (03:21): me manda alguma coisa? Ou tenho que ir até o seu quarto? kkkkk Lorena (03:24): calma que tô tirando o sutiã Lorena (03:24): não consigo com uma mão só kkkkk Lorena (03:26):[foto]Eu abri. Ela estava na cama dela, no quarto ao lado, com a luz apagada e o flash batendo na parede. Tinha tirado o sutiã e segurava os peitos com o braço de baixo pra não caírem de vez. Na foto dava pra ver a cara de cansada e de tesuda ao mesmo tempo, as bochechas vermelhas, e aquelas tetas enormes amassadas contra o braço, com os mamilos duros e a marca branca do biquíni ainda ali. Do outro lado da parede, Andrés roncava. Eu (03:27): Lore, são enormes Eu (03:27): eu amo Eu (03:27): sai, por favor Lorena (03:28): me dá dois minutos Saí assim como estava, de cueca, meio descabelado. Pra ser de madrugada eu estava morrendo de calor mesmo. Fiquei no gramado, tremendo um pouco, olhando pra porta. Ela saiu três minutos depois, com uma regata decotada demais e um shortinho que juro que era da Valentina. Fechou a porta sem barulho e andou rápido até mim. —Vem. Levei ela pela mão até o carro, que estava estacionado na entrada. Entramos os dois, coloquei música. Nos beijamos devagar. Um beijo que nem com minha namorada eu dava. Passei a mão pela coxa dela, pra cima, e a encontrei molhada de novo. Rocei com os dedos e ela fechou os olhos e encostou a testa no meu ombro, se movendo devagar contra minha mão, meio gemendo e mordendo minha orelha. Tirou a regata e o short da Valentina. Ficou nua em cima de mim, com a pele arrepiada, e se deitou sobre mim com todo o peso: as tetas amassadas contra meu peito, as coxas abertas dos lados dos meus quadris. Fui roçando a buceta dela com a ponta do pau, enfiando devagarinho, devagar. Quando ela o teve inteiro ficou quieta, com os olhos fechados. —Fica assim —disse—. Um segundo. Ficamos assim. Sentia apertado, profundo. Eu acariciava as costas dela, os lados, as bochechas. Ela abriu os olhos e me olhou de cima, bem perto, e afastou o cabelo da minha testa. —Sabe que você é o primeiro cara em meses que olha pra minha cara? —disse. —Lore… —Não Não diga nada. Cala a boca. E começou a se mover. Foi devagar. Muito devagar. Levantava quase toda e voltava a sentar, com as mãos apoiadas no meu peito, e cada vez que descia soltava o ar pela boca. Eu segurava os quadris dela e ajudava, mas era ela que ditava o ritmo, e não tinha nada a ver com o da ducha. Isso era outra coisa. Era uma cutie de quarenta e poucos fodendo um cara de dezenove com toda a paciência do mundo, como se estivesse me ensinando. —Assim que eu gosto —dizia baixinho—. Devagarinho. Sem pressa. Temos a noite toda, gato. Peguei as tetas dela. Apertei, segurei, pesadas, e ela mordeu o lábio, se moveu mais rápido por um segundo e depois voltou a relaxar. Chupei os mamilos dela um de cada vez. Ficaram enormes na minha boca. Era uma cutie brunette, mas as tetas eram brancas, realmente eram enormes. —Isso —disse, com a voz estranha—. Continua chupando meu amor. Chupei as tetas dela por um bom tempo enquanto ela se movia em cima de mim, e num momento percebi que ela já não ditava o ritmo, que tinha perdido, que estava tremendo. Sentava curto, apressada, com a respiração fodida, e apertava meus ombros com as duas mãos. —Olha pra mim —eu disse—. Não fecha os olhos. Olha pra mim. —Ai, puta merda. Sentou até o fundo e ficou ali, cravada, tremendo inteira, com a cara contraída e a boca aberta sem sair nada. Eu coloquei as mãos nos quadris dela e segurei, e empurrei pra cima umas duas vezes, curtinho, enquanto ela se agarrava em mim e se sacudia. Beijei de volta, um beijo sujo, com língua, segurando pelo pescoço. Gozou com um som longo, quase um choro, e depois desabou em cima de mim com o corpo todo, sem forças, com a cara no meu pescoço. Ficou ali. Eu ainda estava dentro dela e dava pra sentir cada batida. Não me deixou gozar. —Pronto —disse depois de um tempo, com a voz quebrada—. Já era. Você me matou. —Tá bem? —Tô melhor do que estive em cinco anos. Acariciei as costas dela, de cima a baixo, devagar, enquanto a respiração dela se acalmava. Dei um beijo na testa dela. Depois na bochecha. Ela levantou o rosto e me beijou, suave, com os lábios ainda tremendo, e ficou ali por um bom tempo. —Não quero voltar —disse ela. —Eu também não. —Vai amanhecer em duas horas. —Eu sei. A gente foi pro banco de trás. Ela sentou do meu lado, apoiou a cabeça no meu ombro, e eu acariciava as tetas dela, distraído, enquanto os dois olhávamos o teto do carro. —Posso te falar uma coisa? —disse ela. —Pode. —Não quero fuck com mais ninguém além de você. Eu admito que estava pensando em como limpar o que ela sujou, mas deixou de importar em alguns segundos. Com a voz meio medrosa, perguntei se ela não ia me deixar na mão, falei pra não me deixar assim tão excitado. Ela ficou de quatro, me olhando, eu apoiando as costas na porta de trás, ela me tocou com uma paciência. Aquelas mãos pequenas, macias e um pouco enrugadas. —Me dá um beijo —falei. Ela se aproximou e começou a me beijar devagar, beijos curtos mas apaixonados, enquanto isso eu acariciava as tetas dela, levantava elas por baixo, arranhava de leve. Estava hipnotizado. —Vou gozar, Lore —falei. Ela colocou meu pau na boca e em poucos segundos enchi tudo de porra. Eu fiquei meio surpreso, Valentina nunca tinha engolido meu sêmen, só uma vez quando a gente era namorados, depois ela dizia que dava nojo. Voltamos juntos até a lateral da cabana e ali a gente se separou, porque a janela dela dá pra esse lado. Antes de ir, ela pegou meu rosto com as duas mãos e me deu um beijo curto e forte, daqueles que a gente dá pra guardar. —Vai dormir —disse ela. —Vai você. Amanheceu e o campo se encheu de barulho de pássaro e cheiro de grama molhada. Eu não tinha dormido nada. Às sete ouviu-se a chaleira na cozinha e depois a voz de Andrés, madrugador, dizendo que o dia estava lindo pra ir ao lago. Levantei e entrei no banheiro antes que alguém visse meu rosto. Quando saí, Valentina já estava na cozinha de camisola, abraçada à caneca de café do pai dela. Lorena mexia algo no fogão com o cabelo preso, uma camiseta enorme, descalça, e quando entrei ela me olhou de canto por um segundo e disse "bom dia" igual pra todo mundo. Andrés estava euforico. Tinha achado uma vara velha no galpão e tinha decidido que ia pro lago com a Valentina, pescar, passar o dia. Que se a gente quisesse ir também. Valentina antes tinha me dito que queria melhorar a relação com o velho dela, porque ele chorando uma noite disse que se arrepende de deixar elas sempre tão sozinhas. De qualquer forma ele dava uma vida maravilhosa pra elas, não era má pessoa. Lorena disse que não queria ir, que estava de saco cheio do sol, que estava se sentindo meio mal e que ia arrumar a casa e preparar um pastel de papa, que era a especialidade dela. Eu disse que sim, que ia, e ela levantou o olhar do fogão e me olhou por um segundo longo. —Ah, não. Vou levar pra fazer o service do carro. Lembra que eu te falei, amor? —eu disse —Lembro, mas era hoje? —disse Valentina. —Sim, sim. E a oficina fica perto daqui, então me convém. —eu disse Às oito eles foram. Andrés pegou as varas, os sanduíches, um isopor. Valentina me deu um beijo rápido na boca, "a gente se vê à noite", e entraram no carro. O carro foi embora pela estrada de terra e o barulho se perdeu entre as árvores. —A gente ficou sozinhos? —eu disse. Lorena saiu da cozinha secando as mãos. —A gente ficou sozinhos. Atravessou o quintal, me pegou pela camiseta com o punho e me levou pra dentro sem dizer mais nada. Me jogou no sofá e subiu em cima de mim, e me beijou com amor, com as duas mãos no meu rosto, como se fizesse dois dias que a gente não se via. —A manhã toda —disse entre beijos—. A manhã toda sozinhos. A gente se beijou assim, como dois namorados, jogados no sofá, e em algum momento eu levantei com ela cruzando as pernas na minha cintura e levei ela até o banheiro. Abri o chuveiro. O vapor começou a encher o ambiente e ela tirou a camiseta pela cabeça, depois a calcinha, e entrou debaixo d'água e ela me pegou pela mão. Nos beijamos debaixo d'água. Levantei ela pelas pernas. Coloquei ela de pé contra a cerâmica, com as pernas enroscadas na minha cintura, e meti forte desde o começo, sem escalas. Ela se agarrava no cano do chuveiro e gemia sem se preocupar, porque naquela casa não tinha ninguém pra ouvir. —Mais —ela dizia—. Mais, vai. E quando já estava pra gozar, com as unhas cravadas na minha nuca, escutamos o carro. Ficamos os dois duros. —Não pode ser —ela disse. O motor desligou. Escutamos as portas e a voz da Valentina, longe, no quintal. —¡Lore! ¡Esquecemos a conservadora! Eu tirei de dentro dela, fechei a torneira de um golpe e ficamos os dois pingando, em silêncio, escutando. —Lore, tá aí? —Sai, sai —ela me disse, num sussurro, me empurrando—. Vai pro quarto. Rápido. Abri a porta do banheiro com a toalha na cintura, atravessando o corredor. Dava pra ouvir a porta da cabana abrindo. Lorena pegou outra toalha, se enrolou e saiu pra sala bem quando a Valentina entrou. —Que que você tá fazendo? —disse Valentina. —Eu tava tomando banho, filha. —Lorena passou a mão no cabelo molhado, tranquila—. Vocês não iam embora? —Esquecemos a conservadora. Lorena pegou ela da bancada e entregou. Andrés entrou atrás, procurando as chaves do carro. —E o cara? —perguntou Andrés. —Tá dormindo acho, não vi ele —disse Lorena. Os dois foram embora. O carro pegou. Foi embora. Lorena trancou a porta com chave, encostou de costas na madeira e riu baixinho, com os olhos fechados. —A puta da mãe —ela disse—. Quase. Saí do quarto com a toalha. —Foram embora? —Foram. E não voltam até o meio-dia. —Ela se aproximou, pegou a toalha do nó e jogou no chão—. Então você e eu temos um tempo sozinhos. Ela me levou pro quarto dela. Pra cama dela. Pra cama que ela dividia com o Andrés. —Aqui? —eu disse, olhando os lençóis. —Aqui. E não me faz sentir culpada. Ela me jogou na cama. Subiu em cima e me beijou, e tomou o tempo dela, se livrando da toalha, descendo pela minha barriga, mordendo o meu de lado, até que ela pegou com a mão e colocou na minha boca sem parar de me olhar nos olhos. Eu olhei pro teto, pro ventilador de aspas parado, pra foto dos quatro na mesa de cabeceira, e me deixei levar. Estava totalmente entregue à vontade e à experiência dela. Naquele dia, naquela cama, fizemos tudo o que em dois dias não tínhamos conseguido fazer por medo de que alguém ouvisse. Ela sentou de costas, com as mãos nos meus joelhos, e se moveu devagar enquanto eu apertava os peitos dela por trás e mordia o ombro dela. Depois eu a coloquei de lado e entrei assim, abraçado às costas dela, com o rosto na nuca, e ela esticou a mão pra trás e me puxou pelo cabelo. Depois de frente, de novo, com as duas pernas abertas e as mãos na minha bunda, e me beijava e me dizia coisas e me pedia pra não parar. —Você sabe o que isso é pra mim? —me disse num momento, com a voz embargada—. Você sabe quantos anos faz que eu não me sinto assim? Gozou três vezes. A última ela fez com os dedos, do meu lado, enquanto eu chupava os peitos dela e falava no ouvido dela, depois ficou deitada, sem ar, com uma perna pendurada na cama. —Pronto —disse, com a voz toda fodida—. Não aguento mais. Sério. Ficamos os dois deitados, suando, naquela cama alheia. Ela com o braço nos olhos. Eu olhando pro teto. —Você sabe que amanhã, dia 25, é o aniversário? —disse de repente. —De quê? —Nosso. Meu e do Andrés. —Tirou o braço dos olhos—. Vamos estar aqui. Os quatro. —Lore… —Eu sei. —Virou de lado e me olhou—. Mas eu vou passar mal pra caralho. E você vai estar sentado na minha frente, do lado da minha filha, e não vai poder fazer nada. Chegou perto e me deu um beijo curto, na boca. E se levantou pra buscar água. O dia 25 a gente passou assim, como ela tinha dito. Sentados os quatro à mesa, era um banquete aquela mesa, nunca vi tanta comida junta, Andrés contando de novo a história do barco, Valentina feliz. Lorena colocou um vestido e se maquiou e ficou a noite toda num me olhava de longe sem me tocar, e no brinde ela me olhou por cima do copo um segundo a mais. Nada mais. Depois disso não aconteceu mais nada na cabana. Os últimos dias foram de família: piscina, churrasco, truco, e nós dois nos comportando como dois desconhecidos educados. Quando voltei pra minha casa, foram uns dias em que fiquei muito viado. Sentia que estava fazendo tudo errado, que era um lixo de pessoa. Por isso, durante pelo menos 3 meses inventei todo tipo de desculpa pra não ir na casa da Valentina. Como se não bastasse pra foder tudo de vez, já falei da Guada antes… Depois desses três meses evitando todo mundo, chegou o Ano Novo. A Valentina insistiu pra irmos na casa da família dela. Eu não queria, mas também não tinha vontade de brigar. Então fomos. A Guada tinha 29, loira, baixinha mas fitness, tudo o contrário da Valentina. Tinha um cu enorme e tinha fama de infiel. Vivia saindo pra balada em festas eletrônicas e se entupindo de droga, mas era linda. Depois de trair o namorado, tava solteira há anos, e sempre fazia piada na mesa de que invejava meu relacionamento com a Valentina. Naquela noite a Valentina não queria sair. O Andrés e a Guada se meteram e insistiram. No fim a Valentina ficou dormindo com a Lorena, e a Guada e eu fomos pra balada. Não nos vimos a noite toda. Ela tava com as amigas dela e eu sem conhecer ninguém, bebendo tranquilo, na minha. A próxima vez que a vejo ela me enche o saco dizendo: —Cuidado aí, hein. Tô te cuidando. Uma amiga dela pergunta se eu sou o namorado dela. Eu digo que ela é minha sister in law. A amiga meio que dá em cima de mim e a Guada me tira de lá rindo e gritando, totalmente drogada. Na volta voltamos no meu carro. As luzes de LED vermelhas que eu tinha colocado embaixo davam ao interior todo um tom meio escuro, meio quente. A música tava baixa, algo lento, dessas músicas que te deixam pensando demais. Eu dirigia em silêncio, com as duas mãos no volante, tentando não olhar demais pra ela. Ela ia com a cabeça apoiada contra o vidro, olhando a rua, mas de vez em quando ela virava e me olhava de rabo de olho, como se estivesse medindo alguma coisa. Quando chegamos perto da casa dela, ela me disse, quase sem me olhar: —eu… não quero ir ainda. Tem uma festinha perto, um after. Vamos um pouco. Não me neguei. Estava meio passado dos tragos e não queria que a noite acabasse ali. Fomos. Era um apartamento pequeno, escuro, com pouca gente. Não conhecíamos ninguém. Ficamos parados encostados numa parede, bebendo, falando merda. Ela foi se aproximando aos poucos. Primeiro me tocava o braço quando ria. Depois passava a mão pelas minhas costas. Depois se encostava em mim quando alguém passava perto. Estava muito confiante, mão boba, como se o álcool tivesse tirado o freio dela. Num momento, enquanto eu olhava para outro lado, ela pegou meu rosto com as duas mãos e me beijou. Rápido. Um beijo curto, mas com língua. Ela roubou o beijo e depois riu, como se nada tivesse acontecido. Eu a afastei devagar, com as mãos nos ombros dela. —Guada… não. Melhor a gente ir. Ela não ficou brava. Só assentiu e me seguiu até o carro. Fomos embora. De novo as luzes vermelhas, de novo a música baixa. Ela começou a olhar o celular, mas eu sentia que não estava prestando atenção em nada. Parei numa rua tranquila, a algumas quadras da casa dela, porque precisava esfriar a cabeça um pouco. Assim que desliguei o motor, ela deixou o celular no banco, pegou minha mão e me olhou. Não disse nada. Só se aproximou. Começamos a nos beijar. No começo devagar, como medindo até onde podíamos chegar. Depois mais forte. Ela me pegou pelo pescoço, eu peguei a cintura dela. O carro se encheu do barulho da nossa respiração e da música de fundo. Ela se subiu um pouco em direção a mim, se ajeitou de lado, e sem parar de me beijar abaixou o zíper da calça com uma mão. Tirou meu pau devagar. Estava duro fazia um tempo. Ela olhou por um segundo, como se estivesse decidindo alguma coisa, e depois abaixou a cabeça. Primeiro beijou o tronco. Exatamente igual à Lorena. Beijos lentos, molhados, subindo e descendo por todo o comprimento, sem pressa. Ela chupava de lado, deixando a saliva escorrer pela pele. Valentina nunca tinha feito isso comigo. Nunca. Com ela sempre era direto, rápido, quase por obrigação. Guada, por outro lado, tomou seu tempo. Beijava a base, depois subia até a cabeça, passava pelos lábios, e voltava a descer. De vez em quando olhava pra cima, com os olhos semicerrados, como se perguntasse se estava tudo bem. Depois colocou na boca. Inteira. E engoliu até o fundo, sem nojo, sem hesitar. Me segurou pela base com uma mão e com a outra se tocava por cima do short. Eu passava a mão pelo cabelo dela, sem forçar, só acariciando. Dava pra ouvir o barulho da saliva, da respiração pelo nariz, e de vez em quando um gemido baixo que vibrava no meu pau. Quando senti que estava pra gozar, avisei, com a voz meio falhada. Ela não tirou. Pelo contrário: enfiou mais fundo e ficou parada, engolindo tudo. Senti a garganta dela se mexer. Quando terminei, ela limpou a boca com as costas da mão, arrumou o cabelo e sentou de novo no banco, como se nada tivesse acontecido. Ficamos em silêncio por um tempo. Eu olhando pro teto do carro, ela olhando pela janela. Depois disso ela me excluiu de todas as redes. Não me bloqueou, simplesmente desapareceu. Como se tivesse fingido demência. E até hoje continuo namorando a Valentina. Mas aquela noite foi um sinal claro: eu não devia mais pisar naquela casa. E assim foi. Faz um ano que não entro, só pra deixar a Valentina na porta e voltar.[/foto]

Ela viu meu pau na mão e não disse nada. Parou na porta, me olhou, e depois levantou a camiseta até o pescoço. Sem pressa. Tirou, jogou no chão e ficou ali, com as tetas de fora, pesadas, brancas, com estrias fininhas na lateral e os mamilos já duros. —Gostou, meu amor? —disse—. Vem. Chupa elas. Peguei ela pela mão e colei contra mim, dentro da banheira, e a gente se molhou todo. A água caía pelo meio das tetas, escorria pela barriga, e eu ficava hipnotizado, olhando como a água descia pela pele. Beijei ela devagar, passei o dedo pelo lábio e ela mordeu, e deixou meu pau ainda mais duro. —Tarado —disse na minha boca—. Olha como você tá. Ela pegou no meu pau, apertou, subiu e desceu duas vezes, e depois virou, se apoiou na parede com as duas mãos, empinou a bunda e ficou de quatro. Eu segurei os quadris dela e enfiei de uma vez. Entrou inteira e ela soltou todo o ar. Meti assim, de quatro, com a água caindo nas minhas costas, sem tirar as mãos daquelas tetas que balançavam pra todo lado a cada estocada. Apertava, segurava, levantava, e ela gemia e empurrava pra trás me procurando. —Me enche, filho da puta —dizia—. Me enche. —Gosta das minhas tetas, né? Tarado. Gosta das tetas da sua sogra. —Adoro —falei—. Fico louco. —Eu sei que sim. Já vi como você me olhava na mesa, com minha filha do lado. —Riu e o riso virou gemido—. Nem disfarça, garoto. Eu jurava que só tinha olhado por uns segundos, mas pelo jeito sou péssimo pra disfarçar. Fiquei assim um tempão, de vez em quando beijava ela segurando pela cara e virando pra mim, até que a buceta dela começou a apertar e ela disse "para, para, para". Sai, vira, e goza ali, com a mão, contra a parede, com a boca aberta e os olhos fechados. Dava pra sentir aquele calor da buceta dela que deixava meu pau cada vez mais duro, aquele cheiro, tudo. Eu não não aguentava mais um minuto. Colei ela contra mim e preenchi ela toda, com o rosto no pescoço dela, mordendo o ombro, tremendo. Terminamos e ficamos nos dando beijinhos, como dois adolescentes cheios de hormônios, com a água ainda caindo na cara. —Vai —ela me disse—. Rápido. Entrei. Valentina estava dormindo. Deitei do lado, com o coração a mil, e fiquei olhando pro teto. Não sei quanto tempo passou. Uma hora, duas. Às três e quinze o celular iluminou na mesa de cabeceira. Lorena (03:14): tá acordado? Lorena (03:14): não consigo dormir Lorena (03:15): tô com a buceta ainda pulsando. Sabe quanto tempo faz que eu não gozava assim? Lorena (03:15): e o do lado roncando. Nem com viagra esse filho da puta consegue me foder direito. Fiquei olhando pra tela, com o brilho batendo na minha cara. Valentina dormia de costas, destampada até a cintura. Eu (03:16): tô Eu (03:16): tô com o pau duro demais, para com isso kkkkk Lorena (03:16): kkkkk Lorena (03:16): mentira Eu (03:17): te mostro Lorena (03:17): me mostra Levantei de lado, abaixei o elástico, tirei uma foto com flash e mandei. Lorena (03:18): puta merda Lorena (03:18): tenho que enfiar os dedos ou não durmo Eu (03:18): enfia Lorena (03:19): tá sozinho? Eu (03:19): tá dormindo do lado Lorena (03:19): melhor Eu (03:21): me manda alguma coisa? Ou tenho que ir até o seu quarto? kkkkk Lorena (03:24): calma que tô tirando o sutiã Lorena (03:24): não consigo com uma mão só kkkkk Lorena (03:26):[foto]Eu abri. Ela estava na cama dela, no quarto ao lado, com a luz apagada e o flash batendo na parede. Tinha tirado o sutiã e segurava os peitos com o braço de baixo pra não caírem de vez. Na foto dava pra ver a cara de cansada e de tesuda ao mesmo tempo, as bochechas vermelhas, e aquelas tetas enormes amassadas contra o braço, com os mamilos duros e a marca branca do biquíni ainda ali. Do outro lado da parede, Andrés roncava. Eu (03:27): Lore, são enormes Eu (03:27): eu amo Eu (03:27): sai, por favor Lorena (03:28): me dá dois minutos Saí assim como estava, de cueca, meio descabelado. Pra ser de madrugada eu estava morrendo de calor mesmo. Fiquei no gramado, tremendo um pouco, olhando pra porta. Ela saiu três minutos depois, com uma regata decotada demais e um shortinho que juro que era da Valentina. Fechou a porta sem barulho e andou rápido até mim. —Vem. Levei ela pela mão até o carro, que estava estacionado na entrada. Entramos os dois, coloquei música. Nos beijamos devagar. Um beijo que nem com minha namorada eu dava. Passei a mão pela coxa dela, pra cima, e a encontrei molhada de novo. Rocei com os dedos e ela fechou os olhos e encostou a testa no meu ombro, se movendo devagar contra minha mão, meio gemendo e mordendo minha orelha. Tirou a regata e o short da Valentina. Ficou nua em cima de mim, com a pele arrepiada, e se deitou sobre mim com todo o peso: as tetas amassadas contra meu peito, as coxas abertas dos lados dos meus quadris. Fui roçando a buceta dela com a ponta do pau, enfiando devagarinho, devagar. Quando ela o teve inteiro ficou quieta, com os olhos fechados. —Fica assim —disse—. Um segundo. Ficamos assim. Sentia apertado, profundo. Eu acariciava as costas dela, os lados, as bochechas. Ela abriu os olhos e me olhou de cima, bem perto, e afastou o cabelo da minha testa. —Sabe que você é o primeiro cara em meses que olha pra minha cara? —disse. —Lore… —Não Não diga nada. Cala a boca. E começou a se mover. Foi devagar. Muito devagar. Levantava quase toda e voltava a sentar, com as mãos apoiadas no meu peito, e cada vez que descia soltava o ar pela boca. Eu segurava os quadris dela e ajudava, mas era ela que ditava o ritmo, e não tinha nada a ver com o da ducha. Isso era outra coisa. Era uma cutie de quarenta e poucos fodendo um cara de dezenove com toda a paciência do mundo, como se estivesse me ensinando. —Assim que eu gosto —dizia baixinho—. Devagarinho. Sem pressa. Temos a noite toda, gato. Peguei as tetas dela. Apertei, segurei, pesadas, e ela mordeu o lábio, se moveu mais rápido por um segundo e depois voltou a relaxar. Chupei os mamilos dela um de cada vez. Ficaram enormes na minha boca. Era uma cutie brunette, mas as tetas eram brancas, realmente eram enormes. —Isso —disse, com a voz estranha—. Continua chupando meu amor. Chupei as tetas dela por um bom tempo enquanto ela se movia em cima de mim, e num momento percebi que ela já não ditava o ritmo, que tinha perdido, que estava tremendo. Sentava curto, apressada, com a respiração fodida, e apertava meus ombros com as duas mãos. —Olha pra mim —eu disse—. Não fecha os olhos. Olha pra mim. —Ai, puta merda. Sentou até o fundo e ficou ali, cravada, tremendo inteira, com a cara contraída e a boca aberta sem sair nada. Eu coloquei as mãos nos quadris dela e segurei, e empurrei pra cima umas duas vezes, curtinho, enquanto ela se agarrava em mim e se sacudia. Beijei de volta, um beijo sujo, com língua, segurando pelo pescoço. Gozou com um som longo, quase um choro, e depois desabou em cima de mim com o corpo todo, sem forças, com a cara no meu pescoço. Ficou ali. Eu ainda estava dentro dela e dava pra sentir cada batida. Não me deixou gozar. —Pronto —disse depois de um tempo, com a voz quebrada—. Já era. Você me matou. —Tá bem? —Tô melhor do que estive em cinco anos. Acariciei as costas dela, de cima a baixo, devagar, enquanto a respiração dela se acalmava. Dei um beijo na testa dela. Depois na bochecha. Ela levantou o rosto e me beijou, suave, com os lábios ainda tremendo, e ficou ali por um bom tempo. —Não quero voltar —disse ela. —Eu também não. —Vai amanhecer em duas horas. —Eu sei. A gente foi pro banco de trás. Ela sentou do meu lado, apoiou a cabeça no meu ombro, e eu acariciava as tetas dela, distraído, enquanto os dois olhávamos o teto do carro. —Posso te falar uma coisa? —disse ela. —Pode. —Não quero fuck com mais ninguém além de você. Eu admito que estava pensando em como limpar o que ela sujou, mas deixou de importar em alguns segundos. Com a voz meio medrosa, perguntei se ela não ia me deixar na mão, falei pra não me deixar assim tão excitado. Ela ficou de quatro, me olhando, eu apoiando as costas na porta de trás, ela me tocou com uma paciência. Aquelas mãos pequenas, macias e um pouco enrugadas. —Me dá um beijo —falei. Ela se aproximou e começou a me beijar devagar, beijos curtos mas apaixonados, enquanto isso eu acariciava as tetas dela, levantava elas por baixo, arranhava de leve. Estava hipnotizado. —Vou gozar, Lore —falei. Ela colocou meu pau na boca e em poucos segundos enchi tudo de porra. Eu fiquei meio surpreso, Valentina nunca tinha engolido meu sêmen, só uma vez quando a gente era namorados, depois ela dizia que dava nojo. Voltamos juntos até a lateral da cabana e ali a gente se separou, porque a janela dela dá pra esse lado. Antes de ir, ela pegou meu rosto com as duas mãos e me deu um beijo curto e forte, daqueles que a gente dá pra guardar. —Vai dormir —disse ela. —Vai você. Amanheceu e o campo se encheu de barulho de pássaro e cheiro de grama molhada. Eu não tinha dormido nada. Às sete ouviu-se a chaleira na cozinha e depois a voz de Andrés, madrugador, dizendo que o dia estava lindo pra ir ao lago. Levantei e entrei no banheiro antes que alguém visse meu rosto. Quando saí, Valentina já estava na cozinha de camisola, abraçada à caneca de café do pai dela. Lorena mexia algo no fogão com o cabelo preso, uma camiseta enorme, descalça, e quando entrei ela me olhou de canto por um segundo e disse "bom dia" igual pra todo mundo. Andrés estava euforico. Tinha achado uma vara velha no galpão e tinha decidido que ia pro lago com a Valentina, pescar, passar o dia. Que se a gente quisesse ir também. Valentina antes tinha me dito que queria melhorar a relação com o velho dela, porque ele chorando uma noite disse que se arrepende de deixar elas sempre tão sozinhas. De qualquer forma ele dava uma vida maravilhosa pra elas, não era má pessoa. Lorena disse que não queria ir, que estava de saco cheio do sol, que estava se sentindo meio mal e que ia arrumar a casa e preparar um pastel de papa, que era a especialidade dela. Eu disse que sim, que ia, e ela levantou o olhar do fogão e me olhou por um segundo longo. —Ah, não. Vou levar pra fazer o service do carro. Lembra que eu te falei, amor? —eu disse —Lembro, mas era hoje? —disse Valentina. —Sim, sim. E a oficina fica perto daqui, então me convém. —eu disse Às oito eles foram. Andrés pegou as varas, os sanduíches, um isopor. Valentina me deu um beijo rápido na boca, "a gente se vê à noite", e entraram no carro. O carro foi embora pela estrada de terra e o barulho se perdeu entre as árvores. —A gente ficou sozinhos? —eu disse. Lorena saiu da cozinha secando as mãos. —A gente ficou sozinhos. Atravessou o quintal, me pegou pela camiseta com o punho e me levou pra dentro sem dizer mais nada. Me jogou no sofá e subiu em cima de mim, e me beijou com amor, com as duas mãos no meu rosto, como se fizesse dois dias que a gente não se via. —A manhã toda —disse entre beijos—. A manhã toda sozinhos. A gente se beijou assim, como dois namorados, jogados no sofá, e em algum momento eu levantei com ela cruzando as pernas na minha cintura e levei ela até o banheiro. Abri o chuveiro. O vapor começou a encher o ambiente e ela tirou a camiseta pela cabeça, depois a calcinha, e entrou debaixo d'água e ela me pegou pela mão. Nos beijamos debaixo d'água. Levantei ela pelas pernas. Coloquei ela de pé contra a cerâmica, com as pernas enroscadas na minha cintura, e meti forte desde o começo, sem escalas. Ela se agarrava no cano do chuveiro e gemia sem se preocupar, porque naquela casa não tinha ninguém pra ouvir. —Mais —ela dizia—. Mais, vai. E quando já estava pra gozar, com as unhas cravadas na minha nuca, escutamos o carro. Ficamos os dois duros. —Não pode ser —ela disse. O motor desligou. Escutamos as portas e a voz da Valentina, longe, no quintal. —¡Lore! ¡Esquecemos a conservadora! Eu tirei de dentro dela, fechei a torneira de um golpe e ficamos os dois pingando, em silêncio, escutando. —Lore, tá aí? —Sai, sai —ela me disse, num sussurro, me empurrando—. Vai pro quarto. Rápido. Abri a porta do banheiro com a toalha na cintura, atravessando o corredor. Dava pra ouvir a porta da cabana abrindo. Lorena pegou outra toalha, se enrolou e saiu pra sala bem quando a Valentina entrou. —Que que você tá fazendo? —disse Valentina. —Eu tava tomando banho, filha. —Lorena passou a mão no cabelo molhado, tranquila—. Vocês não iam embora? —Esquecemos a conservadora. Lorena pegou ela da bancada e entregou. Andrés entrou atrás, procurando as chaves do carro. —E o cara? —perguntou Andrés. —Tá dormindo acho, não vi ele —disse Lorena. Os dois foram embora. O carro pegou. Foi embora. Lorena trancou a porta com chave, encostou de costas na madeira e riu baixinho, com os olhos fechados. —A puta da mãe —ela disse—. Quase. Saí do quarto com a toalha. —Foram embora? —Foram. E não voltam até o meio-dia. —Ela se aproximou, pegou a toalha do nó e jogou no chão—. Então você e eu temos um tempo sozinhos. Ela me levou pro quarto dela. Pra cama dela. Pra cama que ela dividia com o Andrés. —Aqui? —eu disse, olhando os lençóis. —Aqui. E não me faz sentir culpada. Ela me jogou na cama. Subiu em cima e me beijou, e tomou o tempo dela, se livrando da toalha, descendo pela minha barriga, mordendo o meu de lado, até que ela pegou com a mão e colocou na minha boca sem parar de me olhar nos olhos. Eu olhei pro teto, pro ventilador de aspas parado, pra foto dos quatro na mesa de cabeceira, e me deixei levar. Estava totalmente entregue à vontade e à experiência dela. Naquele dia, naquela cama, fizemos tudo o que em dois dias não tínhamos conseguido fazer por medo de que alguém ouvisse. Ela sentou de costas, com as mãos nos meus joelhos, e se moveu devagar enquanto eu apertava os peitos dela por trás e mordia o ombro dela. Depois eu a coloquei de lado e entrei assim, abraçado às costas dela, com o rosto na nuca, e ela esticou a mão pra trás e me puxou pelo cabelo. Depois de frente, de novo, com as duas pernas abertas e as mãos na minha bunda, e me beijava e me dizia coisas e me pedia pra não parar. —Você sabe o que isso é pra mim? —me disse num momento, com a voz embargada—. Você sabe quantos anos faz que eu não me sinto assim? Gozou três vezes. A última ela fez com os dedos, do meu lado, enquanto eu chupava os peitos dela e falava no ouvido dela, depois ficou deitada, sem ar, com uma perna pendurada na cama. —Pronto —disse, com a voz toda fodida—. Não aguento mais. Sério. Ficamos os dois deitados, suando, naquela cama alheia. Ela com o braço nos olhos. Eu olhando pro teto. —Você sabe que amanhã, dia 25, é o aniversário? —disse de repente. —De quê? —Nosso. Meu e do Andrés. —Tirou o braço dos olhos—. Vamos estar aqui. Os quatro. —Lore… —Eu sei. —Virou de lado e me olhou—. Mas eu vou passar mal pra caralho. E você vai estar sentado na minha frente, do lado da minha filha, e não vai poder fazer nada. Chegou perto e me deu um beijo curto, na boca. E se levantou pra buscar água. O dia 25 a gente passou assim, como ela tinha dito. Sentados os quatro à mesa, era um banquete aquela mesa, nunca vi tanta comida junta, Andrés contando de novo a história do barco, Valentina feliz. Lorena colocou um vestido e se maquiou e ficou a noite toda num me olhava de longe sem me tocar, e no brinde ela me olhou por cima do copo um segundo a mais. Nada mais. Depois disso não aconteceu mais nada na cabana. Os últimos dias foram de família: piscina, churrasco, truco, e nós dois nos comportando como dois desconhecidos educados. Quando voltei pra minha casa, foram uns dias em que fiquei muito viado. Sentia que estava fazendo tudo errado, que era um lixo de pessoa. Por isso, durante pelo menos 3 meses inventei todo tipo de desculpa pra não ir na casa da Valentina. Como se não bastasse pra foder tudo de vez, já falei da Guada antes… Depois desses três meses evitando todo mundo, chegou o Ano Novo. A Valentina insistiu pra irmos na casa da família dela. Eu não queria, mas também não tinha vontade de brigar. Então fomos. A Guada tinha 29, loira, baixinha mas fitness, tudo o contrário da Valentina. Tinha um cu enorme e tinha fama de infiel. Vivia saindo pra balada em festas eletrônicas e se entupindo de droga, mas era linda. Depois de trair o namorado, tava solteira há anos, e sempre fazia piada na mesa de que invejava meu relacionamento com a Valentina. Naquela noite a Valentina não queria sair. O Andrés e a Guada se meteram e insistiram. No fim a Valentina ficou dormindo com a Lorena, e a Guada e eu fomos pra balada. Não nos vimos a noite toda. Ela tava com as amigas dela e eu sem conhecer ninguém, bebendo tranquilo, na minha. A próxima vez que a vejo ela me enche o saco dizendo: —Cuidado aí, hein. Tô te cuidando. Uma amiga dela pergunta se eu sou o namorado dela. Eu digo que ela é minha sister in law. A amiga meio que dá em cima de mim e a Guada me tira de lá rindo e gritando, totalmente drogada. Na volta voltamos no meu carro. As luzes de LED vermelhas que eu tinha colocado embaixo davam ao interior todo um tom meio escuro, meio quente. A música tava baixa, algo lento, dessas músicas que te deixam pensando demais. Eu dirigia em silêncio, com as duas mãos no volante, tentando não olhar demais pra ela. Ela ia com a cabeça apoiada contra o vidro, olhando a rua, mas de vez em quando ela virava e me olhava de rabo de olho, como se estivesse medindo alguma coisa. Quando chegamos perto da casa dela, ela me disse, quase sem me olhar: —eu… não quero ir ainda. Tem uma festinha perto, um after. Vamos um pouco. Não me neguei. Estava meio passado dos tragos e não queria que a noite acabasse ali. Fomos. Era um apartamento pequeno, escuro, com pouca gente. Não conhecíamos ninguém. Ficamos parados encostados numa parede, bebendo, falando merda. Ela foi se aproximando aos poucos. Primeiro me tocava o braço quando ria. Depois passava a mão pelas minhas costas. Depois se encostava em mim quando alguém passava perto. Estava muito confiante, mão boba, como se o álcool tivesse tirado o freio dela. Num momento, enquanto eu olhava para outro lado, ela pegou meu rosto com as duas mãos e me beijou. Rápido. Um beijo curto, mas com língua. Ela roubou o beijo e depois riu, como se nada tivesse acontecido. Eu a afastei devagar, com as mãos nos ombros dela. —Guada… não. Melhor a gente ir. Ela não ficou brava. Só assentiu e me seguiu até o carro. Fomos embora. De novo as luzes vermelhas, de novo a música baixa. Ela começou a olhar o celular, mas eu sentia que não estava prestando atenção em nada. Parei numa rua tranquila, a algumas quadras da casa dela, porque precisava esfriar a cabeça um pouco. Assim que desliguei o motor, ela deixou o celular no banco, pegou minha mão e me olhou. Não disse nada. Só se aproximou. Começamos a nos beijar. No começo devagar, como medindo até onde podíamos chegar. Depois mais forte. Ela me pegou pelo pescoço, eu peguei a cintura dela. O carro se encheu do barulho da nossa respiração e da música de fundo. Ela se subiu um pouco em direção a mim, se ajeitou de lado, e sem parar de me beijar abaixou o zíper da calça com uma mão. Tirou meu pau devagar. Estava duro fazia um tempo. Ela olhou por um segundo, como se estivesse decidindo alguma coisa, e depois abaixou a cabeça. Primeiro beijou o tronco. Exatamente igual à Lorena. Beijos lentos, molhados, subindo e descendo por todo o comprimento, sem pressa. Ela chupava de lado, deixando a saliva escorrer pela pele. Valentina nunca tinha feito isso comigo. Nunca. Com ela sempre era direto, rápido, quase por obrigação. Guada, por outro lado, tomou seu tempo. Beijava a base, depois subia até a cabeça, passava pelos lábios, e voltava a descer. De vez em quando olhava pra cima, com os olhos semicerrados, como se perguntasse se estava tudo bem. Depois colocou na boca. Inteira. E engoliu até o fundo, sem nojo, sem hesitar. Me segurou pela base com uma mão e com a outra se tocava por cima do short. Eu passava a mão pelo cabelo dela, sem forçar, só acariciando. Dava pra ouvir o barulho da saliva, da respiração pelo nariz, e de vez em quando um gemido baixo que vibrava no meu pau. Quando senti que estava pra gozar, avisei, com a voz meio falhada. Ela não tirou. Pelo contrário: enfiou mais fundo e ficou parada, engolindo tudo. Senti a garganta dela se mexer. Quando terminei, ela limpou a boca com as costas da mão, arrumou o cabelo e sentou de novo no banco, como se nada tivesse acontecido. Ficamos em silêncio por um tempo. Eu olhando pro teto do carro, ela olhando pela janela. Depois disso ela me excluiu de todas as redes. Não me bloqueou, simplesmente desapareceu. Como se tivesse fingido demência. E até hoje continuo namorando a Valentina. Mas aquela noite foi um sinal claro: eu não devia mais pisar naquela casa. E assim foi. Faz um ano que não entro, só pra deixar a Valentina na porta e voltar.[/foto]
3 comentários - Como comi minha sogra pt. 3 (final)