Os dias seguintes foram de tesão contido. Mateo e Sofía transavam quase toda noite, e na cama, sem dizer tudo, o nome de Lucas começou a se infiltrar nos dois. Mateo falava primeiro, meio brincando, meio a sério:
—Você gostaria que ele te visse?
—Quem?
—Lucas. Que ele te visse transando.
—Mmmmm.
—Sim ou não?
—Sim.
E gozavam. Depois, ela também se animava:
—Você gostaria que ele me comesse?
—Muito. Me dá tesão só de pensar.
—Você ficaria com tesão se ele me visse pelada?
—Ele já te viu meio pelada com a foto.
—Mas pelada de verdade.
—Sim.
Assim foram aumentando o tom aos poucos. Contavam o que fantasiavam sem vergonha, sabendo que tudo ficava entre eles. E assim, numa sexta-feira, depois de transar, os dois ficaram jogados na cama, olhando pro teto, suados, rindo do que tinham acabado de dizer.
—A gente mostra alguma coisa pra ele —disse Mateo.
—O quê?
—Um vídeo.
Sofía se virou.
—A gente se grava?
—Por que não? A gente grava, assiste, e se gostar, manda pro Lucas. E se não, fica pra gente.
Ela pensou um segundo.
—Tá bom.
Naquela noite não fizeram. Mas a ideia ficou plantada. E dois dias depois, quando voltaram a ficar sozinhos e com tesão, Mateo colocou o celular na estante da biblioteca, apontando pra cama, e apertou gravar.
—Pronto?
—Pronto —disse Sofía, e tirou a camiseta.
Transaram diferente, de novo. Mais conscientes. Mais teatrais. Sofía, sabendo que a câmera a focava, se moveu com mais arte, buscou as poses, deixou que se vissem os peitos, a bunda, as costas arqueadas. Num momento, ficou por cima de Mateo e deu as costas pra ele, se movendo devagar, como uma odalisca, enquanto Mateo, de baixo, segurava seus quadris e a ajudava a se balançar. Quando terminaram, Mateo parou a gravação e os dois assistiram ao vídeo, nus, com o coração ainda batendo forte.
—Tá bom —disse Mateo.
—Tá bom —confirmou ela, e riu—. Dá pra ver tudo de mim.
—É.
Ficaram um tempo olhando o vídeo. Sofía assistia uma e outra vez, demorando nos detalhes. Em como a bunda dela aparecia quando ela virava. Em como os peitos dela balançavam de leve. Em como Mateo, lá de baixo, segurava a cintura dela e a guiava. Era ela, sim, mas vista de fora, e isso a excitava de um jeito novo.
—Mandamos pra ele? —perguntou Mateo.
—Ainda não. Deixo descansar.
—Descansar?
—É. Pra ele não saber que a gente tá tão ansioso.
Mateo riu. Gostava que Sofía, que até pouco tempo era pura timidez, agora planejasse os tempos do jogo.
—Tá bom. Quando você quiser.
Naquela semana, porém, outra coisa apareceu: o grupo marcou um rolê na mesma balada de sempre. Sofía pensou muito no que vestir. Acabou escolhendo um top preto de alcinhas que colava no corpo e deixava as costas de fora, e uma saia curta que mal cobria a bunda. Quando Mateo a viu, assobiou.
—Isso é pro Lucas?
—Pode ser.
—Você é pior que eu.
Na balada, a coisa foi como das outras vezes, mas mais intensa. Sofía dançou, bebeu, se soltou. Num momento, Mateo chegou perto do Lucas e falou no ouvido dele:
—Ela vai dançar pra você.
Lucas olhou pra ele.
—Como assim?
—Que ela vai dançar pra você. Fica quieto e olha.
Sofía, então, esperou uma música lenta e sensual, se colocou na frente do Lucas e começou a se mexer. Não era uma dança coreografada, era algo mais animal, mais instintivo. Mexia a cintura, os quadris, passava as mãos pelo cabelo, pelo pescoço, pela cintura. Chegava perto e se afastava. Olhava nos olhos dele. Lucas, parado, com um copo na mão, não perdia um movimento.
Mateo, do lado, filmava com o celular.
—Vai, continua —disse ele.
Ela continuou. Levantou um pouco o top, mostrou o piercing do umbigo, deixou que aparecesse a parte de baixo da barriga. Esticou os braços na direção do Lucas, quase roçando o pescoço dele com as mãos. Ele engoliu em seco.
—Tá gostando de ver como minha odalisca dança? —perguntou Mateo no ouvido dele.
—Tô. Adoro.
Mateo, então, chegou perto da Sofía e falou no ouvido dela:
—Ele disse que adora como você dança.
Sofía não parou de se mexer. Mas olhou para Lucas, direto, e sorriu pra ele. Ele retribuiu o sorriso, já sem disfarce.
Quando a música acabou, Sofía sentou, suada, e Mateo passou uma cerveja pra ela. Os três ficaram na mesa, se olhando, sem falar muita coisa. O clima tava pesado. Lucas, depois de um tempo, levantou pra buscar mais bebida, e Mateo aproveitou pra falar com Sofía.
— Viu como ele tava te olhando?
— Vi.
— Gostou?
— Gostei.
— Então tá. A gente mostra pra ele.
Naquela noite, quando chegaram em casa, Mateo abriu o WhatsApp e mandou uma mensagem direta pro Lucas:e aí. tá acordado?Lucas:Sim, mano. Que foi? Ainda tô na balada com os caras.Mateo:Quando você chegar em casa, me avisa.Lucas:Uh. Plano?Mateo:Pode ser.Lucas:Pronto. Já estou chegando.Passaram-se vinte minutos. Sofía tinha vestido uma camiseta do Mateo, sem calcinha, e estava deitada na cama. Mateo, de cueca, com o celular na mão, esperava. Quando chegou a mensagem do Lucas,Já cheguei, Mateo abriu a galeria, procurou o vídeo e mandou.Olha isso. Depois você me conta.O vídeo durava quase sete minutos. Ligaram o cronômetro mentalmente. Aos dois minutos, Lucas escreveu:Não consigo. Não aguento mais.Aos quatro minutos:Mateo, a puta da mãe.Aos seis minutos:Como você faz pra ficar com ela e não morrer?Quando o vídeo terminou, Mateo mostrou a tela pra Sofia. Ela leu, riu, mordeu o lábio. — Responde alguma coisa — disse ela. Mateo escreveu:E aí? Você gostou?Lucas:Adorei. Sua namorada é uma delícia. Tô falando sério.Mateo:Te deu tesão?Lucas:O que você acha? Tô pirado.Mateo:E agora, o que você vai fazer?Lucas:Bater uma punheta pra mim, óbvio. O que você acha?Mateo mostrou pra Sofia. Ela riu, e depois, num impulso, tirou o celular da mão dele e escreveu ela mesma:Oi Lucas. Sou a Sofía. Aproveita o vídeo.Do outro lado, Lucas demorou alguns segundos. Depois:Oi, Sofia. Obrigado por me deixar ver. Você está uma gostosa.
Valeu.
Você também tá me mandando mensagem ou é o Mateo que tá usando seu celular?Sofía caiu na gargalhada.Sou eu, porra. Escrevo com os dedos.
Eita, foi mal.
Tudo bem.
Então, sério, você tá uma gostosa. O Mateo é um cara de sorte.
Valeu, Lucas. Você também me cai bem.Mateo, ao lado, observava a conversa entre sua namorada e seu amigo, e ficava de pau duro de novo. Sofía, deitada ao lado dele, escrevia e mordia o lábio. Em um momento, Lucas escreveu:ei, Sofía, você se incomoda se eu te falar uma coisa?
Não, me diz.
No vídeo tem um momento em que você se vira e dá pra ver a bunda inteira. Tá gostosa demais. Desculpa falar isso.Sofía riu e passou o celular para Mateo. —O que eu respondo? —perguntou. —O que você sentir. Ela escreveu:Valeu, Lucas. Gosto que você goste.E depois, sem pensar muito:Se você quiser, depois a gente te manda outro.
Sério mesmo?
Sim.
Não me fode.
Eu te prometo.E assim, sem perceber, Sofía tinha acabado de abrir uma porta que não ia mais se fechar.
Naquela noite, depois de encerrar a conversa com Lucas, Sofía e Mateo transaram de novo. Mas dessa vez foi diferente. Ela, montada por cima, com as costas arqueadas e as mãos apoiadas no peito de Mateo, se movia olhando pro teto. Em um momento, sussurrou no ouvido dele:
—Fiquei com tesão só de pensar nele me vendo.
—Eu sei.
—Fiquei com tesão de te falar que eu gosto que ele goste.
—Mmmmm.
—Você quer que ele me veja de novo?
—Sim. Muito.
—E se um dia ele quiser me tocar?
Mateo a agarrou pela cintura e a apertou contra ele.
—Aí a gente vê. Mas primeiro, deixa ele olhar. Devagarinho.
—Devagarinho —ela repetiu, e gozou com um gemido longo que Mateo nunca tinha escutado dela antes.
—Você gostaria que ele te visse?
—Quem?
—Lucas. Que ele te visse transando.
—Mmmmm.
—Sim ou não?
—Sim.
E gozavam. Depois, ela também se animava:
—Você gostaria que ele me comesse?
—Muito. Me dá tesão só de pensar.
—Você ficaria com tesão se ele me visse pelada?
—Ele já te viu meio pelada com a foto.
—Mas pelada de verdade.
—Sim.
Assim foram aumentando o tom aos poucos. Contavam o que fantasiavam sem vergonha, sabendo que tudo ficava entre eles. E assim, numa sexta-feira, depois de transar, os dois ficaram jogados na cama, olhando pro teto, suados, rindo do que tinham acabado de dizer.
—A gente mostra alguma coisa pra ele —disse Mateo.
—O quê?
—Um vídeo.
Sofía se virou.
—A gente se grava?
—Por que não? A gente grava, assiste, e se gostar, manda pro Lucas. E se não, fica pra gente.
Ela pensou um segundo.
—Tá bom.
Naquela noite não fizeram. Mas a ideia ficou plantada. E dois dias depois, quando voltaram a ficar sozinhos e com tesão, Mateo colocou o celular na estante da biblioteca, apontando pra cama, e apertou gravar.
—Pronto?
—Pronto —disse Sofía, e tirou a camiseta.
Transaram diferente, de novo. Mais conscientes. Mais teatrais. Sofía, sabendo que a câmera a focava, se moveu com mais arte, buscou as poses, deixou que se vissem os peitos, a bunda, as costas arqueadas. Num momento, ficou por cima de Mateo e deu as costas pra ele, se movendo devagar, como uma odalisca, enquanto Mateo, de baixo, segurava seus quadris e a ajudava a se balançar. Quando terminaram, Mateo parou a gravação e os dois assistiram ao vídeo, nus, com o coração ainda batendo forte.
—Tá bom —disse Mateo.
—Tá bom —confirmou ela, e riu—. Dá pra ver tudo de mim.
—É.
Ficaram um tempo olhando o vídeo. Sofía assistia uma e outra vez, demorando nos detalhes. Em como a bunda dela aparecia quando ela virava. Em como os peitos dela balançavam de leve. Em como Mateo, lá de baixo, segurava a cintura dela e a guiava. Era ela, sim, mas vista de fora, e isso a excitava de um jeito novo.
—Mandamos pra ele? —perguntou Mateo.
—Ainda não. Deixo descansar.
—Descansar?
—É. Pra ele não saber que a gente tá tão ansioso.
Mateo riu. Gostava que Sofía, que até pouco tempo era pura timidez, agora planejasse os tempos do jogo.
—Tá bom. Quando você quiser.
Naquela semana, porém, outra coisa apareceu: o grupo marcou um rolê na mesma balada de sempre. Sofía pensou muito no que vestir. Acabou escolhendo um top preto de alcinhas que colava no corpo e deixava as costas de fora, e uma saia curta que mal cobria a bunda. Quando Mateo a viu, assobiou.
—Isso é pro Lucas?
—Pode ser.
—Você é pior que eu.
Na balada, a coisa foi como das outras vezes, mas mais intensa. Sofía dançou, bebeu, se soltou. Num momento, Mateo chegou perto do Lucas e falou no ouvido dele:
—Ela vai dançar pra você.
Lucas olhou pra ele.
—Como assim?
—Que ela vai dançar pra você. Fica quieto e olha.
Sofía, então, esperou uma música lenta e sensual, se colocou na frente do Lucas e começou a se mexer. Não era uma dança coreografada, era algo mais animal, mais instintivo. Mexia a cintura, os quadris, passava as mãos pelo cabelo, pelo pescoço, pela cintura. Chegava perto e se afastava. Olhava nos olhos dele. Lucas, parado, com um copo na mão, não perdia um movimento.
Mateo, do lado, filmava com o celular.
—Vai, continua —disse ele.
Ela continuou. Levantou um pouco o top, mostrou o piercing do umbigo, deixou que aparecesse a parte de baixo da barriga. Esticou os braços na direção do Lucas, quase roçando o pescoço dele com as mãos. Ele engoliu em seco.
—Tá gostando de ver como minha odalisca dança? —perguntou Mateo no ouvido dele.
—Tô. Adoro.
Mateo, então, chegou perto da Sofía e falou no ouvido dela:
—Ele disse que adora como você dança.
Sofía não parou de se mexer. Mas olhou para Lucas, direto, e sorriu pra ele. Ele retribuiu o sorriso, já sem disfarce.
Quando a música acabou, Sofía sentou, suada, e Mateo passou uma cerveja pra ela. Os três ficaram na mesa, se olhando, sem falar muita coisa. O clima tava pesado. Lucas, depois de um tempo, levantou pra buscar mais bebida, e Mateo aproveitou pra falar com Sofía.
— Viu como ele tava te olhando?
— Vi.
— Gostou?
— Gostei.
— Então tá. A gente mostra pra ele.
Naquela noite, quando chegaram em casa, Mateo abriu o WhatsApp e mandou uma mensagem direta pro Lucas:e aí. tá acordado?Lucas:Sim, mano. Que foi? Ainda tô na balada com os caras.Mateo:Quando você chegar em casa, me avisa.Lucas:Uh. Plano?Mateo:Pode ser.Lucas:Pronto. Já estou chegando.Passaram-se vinte minutos. Sofía tinha vestido uma camiseta do Mateo, sem calcinha, e estava deitada na cama. Mateo, de cueca, com o celular na mão, esperava. Quando chegou a mensagem do Lucas,Já cheguei, Mateo abriu a galeria, procurou o vídeo e mandou.Olha isso. Depois você me conta.O vídeo durava quase sete minutos. Ligaram o cronômetro mentalmente. Aos dois minutos, Lucas escreveu:Não consigo. Não aguento mais.Aos quatro minutos:Mateo, a puta da mãe.Aos seis minutos:Como você faz pra ficar com ela e não morrer?Quando o vídeo terminou, Mateo mostrou a tela pra Sofia. Ela leu, riu, mordeu o lábio. — Responde alguma coisa — disse ela. Mateo escreveu:E aí? Você gostou?Lucas:Adorei. Sua namorada é uma delícia. Tô falando sério.Mateo:Te deu tesão?Lucas:O que você acha? Tô pirado.Mateo:E agora, o que você vai fazer?Lucas:Bater uma punheta pra mim, óbvio. O que você acha?Mateo mostrou pra Sofia. Ela riu, e depois, num impulso, tirou o celular da mão dele e escreveu ela mesma:Oi Lucas. Sou a Sofía. Aproveita o vídeo.Do outro lado, Lucas demorou alguns segundos. Depois:Oi, Sofia. Obrigado por me deixar ver. Você está uma gostosa.
Valeu.
Você também tá me mandando mensagem ou é o Mateo que tá usando seu celular?Sofía caiu na gargalhada.Sou eu, porra. Escrevo com os dedos.
Eita, foi mal.
Tudo bem.
Então, sério, você tá uma gostosa. O Mateo é um cara de sorte.
Valeu, Lucas. Você também me cai bem.Mateo, ao lado, observava a conversa entre sua namorada e seu amigo, e ficava de pau duro de novo. Sofía, deitada ao lado dele, escrevia e mordia o lábio. Em um momento, Lucas escreveu:ei, Sofía, você se incomoda se eu te falar uma coisa?
Não, me diz.
No vídeo tem um momento em que você se vira e dá pra ver a bunda inteira. Tá gostosa demais. Desculpa falar isso.Sofía riu e passou o celular para Mateo. —O que eu respondo? —perguntou. —O que você sentir. Ela escreveu:Valeu, Lucas. Gosto que você goste.E depois, sem pensar muito:Se você quiser, depois a gente te manda outro.
Sério mesmo?
Sim.
Não me fode.
Eu te prometo.E assim, sem perceber, Sofía tinha acabado de abrir uma porta que não ia mais se fechar.
Naquela noite, depois de encerrar a conversa com Lucas, Sofía e Mateo transaram de novo. Mas dessa vez foi diferente. Ela, montada por cima, com as costas arqueadas e as mãos apoiadas no peito de Mateo, se movia olhando pro teto. Em um momento, sussurrou no ouvido dele:
—Fiquei com tesão só de pensar nele me vendo.
—Eu sei.
—Fiquei com tesão de te falar que eu gosto que ele goste.
—Mmmmm.
—Você quer que ele me veja de novo?
—Sim. Muito.
—E se um dia ele quiser me tocar?
Mateo a agarrou pela cintura e a apertou contra ele.
—Aí a gente vê. Mas primeiro, deixa ele olhar. Devagarinho.
—Devagarinho —ela repetiu, e gozou com um gemido longo que Mateo nunca tinha escutado dela antes.
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