O primeiro raio de sol que atravessou as persianas do quarto encontrou Julieta já acordada, embora "acordada" fosse um termo generoso para descrever aquele estado de alerta febril em que tinha passado a noite. Não tinha dormido. Não de verdade. Entre os chuveiros intermináveis — três, embora pudessem ter sido quatro, tinha perdido a conta — e se esfregar a pele até deixá-la vermelha, só tinha conseguido se esgotar fisicamente sem conseguir apagar a sensação de mãos ásperas no seu corpo.
A água fervendo do quarto chuveiro matinal queimou seus ombros, mas nem isso conseguiu dissolver a memória daquele contato. Olhou para os pulsos, onde seus próprios dedos tinham deixado marcas ao tentar se lavar com muita força.
"Isso não me define. Não vai me marcar."
Mas o espelho embaçado do banheiro lhe devolveu um olhar diferente: suas pupilas dilatadas, seu lábio inferior levemente inchado (de tanto mordê-lo?). Vestiu-se com precisão militar: um vestido branco de linho impecável, justo mas não apertado, que ia até logo abaixo dos joelhos. Saltos baixos, o suficiente para manter elegância sem sugerir provocação. Uma bolsa estruturada bege, discreta. Tudo calculado para reconstruir a ilusão de controle.
—O que aconteceu ontem à noite não vai me marcar pelo resto da minha vida — declarou em voz alta ao reflexo, como se as palavras pudessem anular a umidade que, contra toda lógica, voltava a se acumular entre suas pernas ao lembrar da pressão daquele corpo contra o seu.
O escritório do seu pai foi sua primeira parada. Um prédio de vidro e aço onde os elevadores cheiravam a limpeza profissional e as secretárias sorriam sem borrar o batom.
—Julieta, que cedo — comentou seu pai sem levantar os olhos dos relatórios.
—Tinha que pegar aqueles documentos — respondeu, fingindo que suas unhas não se cravavam no couro da bolsa ao notar como o segurança — um homem corpulento de mãos grandes — lhe segurava a porta.
A universidade foi mais fácil. Lá era a Julieta de sempre: participativa em Direito Penal, fazendo anotações impecáveis em Criminologia. Ninguém notou que ela mordiscava a tampinha da caneta toda vez que alguém passava perto demais no corredor. Ninguém viu como ela cruzava e descruzava as pernas debaixo da carteira, esfregando as coxas como se quisesse castigar a própria traição fisiológica.
"O que está acontecendo comigo?"
A pergunta ecoava enquanto ela caminhava para casa ao entardecer, quando as sombras se alongavam e cada beco parecia esconder silhuetas. Uma passagem estreita—atalho habitual—a fez parar em seco. O coração bateu contra as costelas, mas não foi só medo que acelerou seu pulso.
"Poderia acontecer de novo…"
O rubor que subiu pelo seu pescoço não era só de vergonha. Entre suas pernas, um latejar insistente lhe lembrou que seu corpo guardava memórias que sua mente queria negar.
O mendigo estava no lugar de sempre, encostado na parede descascada de um prédio abandonado. Antes, Julieta só via um monte de trapos com olhos. Agora via ombros largos sob a roupa folgada, mãos grandes com nós dos dedos cicatrizados, uma postura que, se observada com atenção, não era totalmente curvada.
—Boa tarde— disse ela, estendendo a nota como de costume, mas desta vez seus dedos tremeram levemente ao notar como o olhar de Josefino deslizava do seu decote até a curva da sua cintura.
—Josefino, senhorita— respondeu ele, aceitando o dinheiro com uma lentidão deliberada, seus dedos roçando a palma dela um segundo a mais do que o necessário.
Foi então que ela viu: o volume crescendo sob as calças gastas, o tecido pobre camuflagem para uma ereção que parecia lembrar cada gemido que ela havia abafado contra sua mão.
"Ele sabe."
A certeza lhe cortou a respiração. Não era lógica—Josefino mantinha sua máscara de mendigo inofensivo, até coçava a barba com fingida timidez—mas algo primitivo nela reconhecia o predador sob os trapos. —Um prazer — murmurou Julieta, recuando com elegância forçada, embora seus mamilos se endurecessem contra o algodão do sutiã e um fiozinho de suor escorresse por suas costas. Ao dobrar a esquina, parou junto a uma vitrine, fingindo ajustar o salto enquanto no reflexo via como Josefino ajeitava o volume com descarada calma, seus olhos fixos no ponto onde ela estivera parada. "O que está acontecendo comigo?" Mas a pergunta já não importava. Porque enquanto caminhava para casa, as coxas se roçando a cada passo, Julieta descobriu algo pior que o medo: a antecipação. -------------- As semanas tinham transcorrido com uma normalidade enganosa, cada dia idêntico ao anterior em sua coreografia perfeitamente ensaiada. Julieta tinha se convencido de que aquele incidente embaixo da ponte tinha sido uma aberração, um momento de loucura que nunca se repetiria. Mesmo quando entregava a nota a Josefino toda manhã, tinha aprendido a ignorar aquele arrepio que percorria sua espinha quando seus dedos roçavam os dele. —Obrigado, senhorita — murmurava ele com aquela voz rouca que agora lhe soava inquietantemente familiar, embora se recusasse a admitir. Ela assentia com um sorriso tenso e seguia seu caminho, repetindo mentalmente que era só um velho mendigo, inofensivo, um móvel a mais da paisagem urbana. "Estou imaginando coisas", pensava enquanto apressava o passo. "Não é ele. Não pode ser." Mas Josefino observava cada um de seus movimentos de trás de sua máscara de mendigo inofensivo. Sabia quanto tempo ela levava para chegar em casa depois da universidade, conhecia a senha do alarme (tinha visto o pai dela digitá-la numa tarde em que deixou a janela entreaberta) e tinha descoberto a chave escondida sob o fundo falso do vaso junto à entrada. Tinha a seguido durante meses, estudando suas rotinas como um predador estuda sua presa antes de atacar. Naquela noite, a casa estava excepcionalmente silenciosa. Seus pais tinham saído para um jantar de gala, e seu irmão mais novo estava viajando com o time de futebol do colégio. Julieta tinha se presenteado com um banho longo, com sais aromáticos e velas, como um ritual de purificação.
A água quente escorria pelo seu corpo, acariciando cada curva, cada linha da sua figura esculpida pelo yoga e pilates. Seus peitos, firmes e redondos, brilhavam sob a luz tênue do banheiro, os mamilos rosados eretos pelo contraste com o vapor. Os quadris se estreitavam numa cintura de vertigem antes de se alargarem novamente numa bunda alta e lisa. Passou as mãos pelo ventre plano, descendo lentamente até o triângulo loiro e bem cuidado entre suas pernas.
"Estou segura aqui", pensou, fechando os olhos e deixando a água cair pelo rosto.
Não ouviu o leve clique da porta ao se abrir.
Quando saiu do banheiro, envolta apenas numa toalha que mal cobria o essencial, o ar do seu quarto pareceu mais frio do que o normal. Foi então que o viu: uma silhueta encapuzada junto à janela, a luz da lua recortando seu contorno contra as cortinas.
—Quem—?
Não conseguiu terminar a pergunta. O intruso se lançou sobre ela com uma velocidade que não esperava de um homem da sua idade. A toalha caiu no chão, deixando-a completamente exposta enquanto lutava contra seus braços, que a imobilizaram com facilidade.
—Aah— gritou, mas uma mão calejada tapou sua boca enquanto a arrastava para a cama.
"É ele", compreendeu de repente, embora não pudesse ver seu rosto oculto atrás do passa-montanha. O cheiro de suor e cigarro barato, a forma como seus dedos se cravavam na sua carne... era inconfundível.
Josefino não perdeu tempo. Com movimentos experientes, amarrou seus pulsos ao cabeceiro da cama usando umas abraçadeiras que tirou do bolso. Julieta forcejou, mas cada puxão só fazia com que as amarras apertassem mais.
—Por favor— ofegou, mas sua voz soou débil, até para os próprios ouvidos. O intruso se inclinou sobre ela, percorrendo seu corpo nu com um olhar que queimava sua pele. —Como você fica gostosa assim— sussurrou, arrastando um dedo da clavícula até o umbigo. —Tão perfeita... e tão molhada. Julieta fechou os olhos de vergonha quando o dedo dele chegou à sua virilha e encontrou a umidade que denunciava sua excitação. —Você gosta de ser usada?— perguntou com uma risada debochada, esfregando a palma da mão contra sua buceta com movimentos circulares que a fizeram arquear as costas. Ela negou freneticamente com a cabeça, mas seu corpo respondia com uma entrega humilhante. "Será que não sou normal?", pensou, sentindo suas pernas se abrirem sozinhas, convidando o invasor a explorar mais. Josefino não precisou de mais convite. Desabotoou as calças e libertou sua ereção, que já pulsava de antecipação. Com um grunhido, penetrou sua umidade de um só empurrão, preenchendo-a por completo. —¡Aah!— gritou Julieta, mas o som se transformou num gemido quando ele começou a se mover dentro dela, cada investida mais forte que a anterior. A cama rangia sob o peso deles, o som se misturando com os arquejos dela e os grunhidos dele. Julieta tentou resistir, mas seus quadris começaram a se mover no ritmo dos dele, traindo seu desejo mais profundo. "Odeio isso", pensou, mesmo enquanto uma onda de prazer começava a se acumular em seu ventre. "Odeio gostar disso." Mas seu corpo, sábio e primitivo, já havia tomado uma decisão. A cada empurrão, se aproximava mais da beira, até que finalmente caiu, abafando um grito no travesseiro enquanto a sacudia um orgasmo que sentia como uma rendição. Josefino não demorou a segui-la, derramando-se dentro dela com um grunhido animal que ressoou no quarto. Quando recuperou o fôlego, Julieta abriu os olhos esperando ver vazio, mas o intruso ainda estava ali, observando-a com aqueles olhos que agora reconhecia muito bem. —Isso não terminou. O suor frio colava nas costas de Julieta enquanto ela tentava recuperar o fôlego, seu corpo ainda tremendo pelo orgasmo que a sacudiu até os ossos. Mas Josefino não estava satisfeito. Ainda não. Seus olhos brilhavam com um fogo escuro sob o passa-montanha enquanto observava como o peito dela subia e descia, como seus mamilos, rosados e mordidos, continuavam eretos e sensíveis.
—Mmmh… não… —murmurou Julieta fracamente quando seus dedos voltaram a deslizar entre suas pernas, encontrando a umidade que não cessava.
—Quietinha, princesa —rosnou ele, afundando dois dedos dentro dela sem aviso prévio, retorcendo-os num movimento que a fez arquear—. Ainda não terminamos.
Julieta apertou os olhos, mas seu corpo respondeu com um solavanco involuntário.
—¡Aah! ¡Deus…! —gritou, as amarras no seu pulso direito rangendo enquanto ela puxava sem força real.
Josefino se inclinou sobre ela, seu hálito quente e áspero contra seu ouvido.
—Você é uma menina yummy que adora ser estuprada, né? —sussurrou, mordendo o lóbulo da orelha dela com força suficiente para que um novo gemido escapasse dos seus lábios—. Olha pra você… molhada como uma puta no cio.
—N-não… —tentou protestar Julieta, mas sua voz falhou quando ele retirou os dedos só para substituí-los por algo muito maior.
A penetração desta vez foi ainda mais brutal, mais possessiva. Não havia preâmbulos, nem lentidão calculada. Josefino a tomou com uma urgência animal, seus quadris se chocando contra as nádegas de Julieta a cada investida.
—¡Aaah! ¡Aaah! ¡Sim…! —os gemidos escapavam da sua boca sem permissão, cada um mais agudo que o anterior, cada um uma confissão de prazer que sua mente não queria admitir.
—Isso, geme pra mim —rugiu ele, agarrando seus quadris com força suficiente para deixar marcas—. Geme como a puta que você é.
Julieta não conseguia controlar. Nunca a tinham penetrado assim, com essa mistura de violência e precisão, como se ele conhecesse cada ponto do seu corpo melhor do que ela mesma. —¡D-deus…! ¡Assim… assim… não para! —implorou sem querer, as palavras saindo entre gemidos cortados. Josefino respondeu com um grunhido de satisfação, afundando mais fundo, mordendo o lado do seu pescoço enquanto uma mão agarrava um dos seus peitos, apertando sem piedade. —É isso que você queria, princesa? —sussurrou contra sua pele—. Que te usem como um brinquedo? Julieta não respondeu com palavras. Seu corpo fez isso por ela, contraindo-se ao redor dele num segundo orgasmo que a fez gritar como nunca antes. —¡¡AAAH!! ¡¡NÃO AGUENTO…!! ¡¡NÃO AGUENTO MAIS…!! Mas Josefino não parou. Continuou se movendo dentro dela, prolongando o prazer até a beira da dor, até que finalmente, com um rugido abafado, ele também chegou ao limite, derramando-se em seu interior uma segunda vez. Quando terminou, Julieta mal conseguia pensar. Seu corpo estava exausto, coberto de suor, marcas de mordidas e roxos que contariam a história da sua humilhação… e do seu êxtase. Josefino se levantou com calma, ajustando as calças enquanto observava sua obra. Com um movimento deliberadamente lento, desamarrou apenas um dos seus pulsos, deixando o outro ainda atado à cabeceira. —Até a próxima, princesa —murmurou, passando um dedo pela sua coxa trêmula antes de desaparecer pela janela. Julieta ficou ali, ofegante, usada, com uma mão livre e a outra ainda cativa. E o mais assustador de tudo… Naquela noite, pela primeira vez, não se duchou imediatamente depois. Em vez disso, levou os dedos entre as pernas, ainda sensíveis, e repetiu num sussurro: —"Até a próxima…" Continua... Se quiser saber mais sobre mim, deixo todas as minhas redes sociaishttps://magicly.bio/perlaiglesiasObrigado por ler meu capítulo
A água fervendo do quarto chuveiro matinal queimou seus ombros, mas nem isso conseguiu dissolver a memória daquele contato. Olhou para os pulsos, onde seus próprios dedos tinham deixado marcas ao tentar se lavar com muita força.
"Isso não me define. Não vai me marcar."
Mas o espelho embaçado do banheiro lhe devolveu um olhar diferente: suas pupilas dilatadas, seu lábio inferior levemente inchado (de tanto mordê-lo?). Vestiu-se com precisão militar: um vestido branco de linho impecável, justo mas não apertado, que ia até logo abaixo dos joelhos. Saltos baixos, o suficiente para manter elegância sem sugerir provocação. Uma bolsa estruturada bege, discreta. Tudo calculado para reconstruir a ilusão de controle.
—O que aconteceu ontem à noite não vai me marcar pelo resto da minha vida — declarou em voz alta ao reflexo, como se as palavras pudessem anular a umidade que, contra toda lógica, voltava a se acumular entre suas pernas ao lembrar da pressão daquele corpo contra o seu.
O escritório do seu pai foi sua primeira parada. Um prédio de vidro e aço onde os elevadores cheiravam a limpeza profissional e as secretárias sorriam sem borrar o batom.
—Julieta, que cedo — comentou seu pai sem levantar os olhos dos relatórios.
—Tinha que pegar aqueles documentos — respondeu, fingindo que suas unhas não se cravavam no couro da bolsa ao notar como o segurança — um homem corpulento de mãos grandes — lhe segurava a porta.
A universidade foi mais fácil. Lá era a Julieta de sempre: participativa em Direito Penal, fazendo anotações impecáveis em Criminologia. Ninguém notou que ela mordiscava a tampinha da caneta toda vez que alguém passava perto demais no corredor. Ninguém viu como ela cruzava e descruzava as pernas debaixo da carteira, esfregando as coxas como se quisesse castigar a própria traição fisiológica.
"O que está acontecendo comigo?"
A pergunta ecoava enquanto ela caminhava para casa ao entardecer, quando as sombras se alongavam e cada beco parecia esconder silhuetas. Uma passagem estreita—atalho habitual—a fez parar em seco. O coração bateu contra as costelas, mas não foi só medo que acelerou seu pulso.
"Poderia acontecer de novo…"
O rubor que subiu pelo seu pescoço não era só de vergonha. Entre suas pernas, um latejar insistente lhe lembrou que seu corpo guardava memórias que sua mente queria negar.
O mendigo estava no lugar de sempre, encostado na parede descascada de um prédio abandonado. Antes, Julieta só via um monte de trapos com olhos. Agora via ombros largos sob a roupa folgada, mãos grandes com nós dos dedos cicatrizados, uma postura que, se observada com atenção, não era totalmente curvada.
—Boa tarde— disse ela, estendendo a nota como de costume, mas desta vez seus dedos tremeram levemente ao notar como o olhar de Josefino deslizava do seu decote até a curva da sua cintura.
—Josefino, senhorita— respondeu ele, aceitando o dinheiro com uma lentidão deliberada, seus dedos roçando a palma dela um segundo a mais do que o necessário.
Foi então que ela viu: o volume crescendo sob as calças gastas, o tecido pobre camuflagem para uma ereção que parecia lembrar cada gemido que ela havia abafado contra sua mão.
"Ele sabe."
A certeza lhe cortou a respiração. Não era lógica—Josefino mantinha sua máscara de mendigo inofensivo, até coçava a barba com fingida timidez—mas algo primitivo nela reconhecia o predador sob os trapos. —Um prazer — murmurou Julieta, recuando com elegância forçada, embora seus mamilos se endurecessem contra o algodão do sutiã e um fiozinho de suor escorresse por suas costas. Ao dobrar a esquina, parou junto a uma vitrine, fingindo ajustar o salto enquanto no reflexo via como Josefino ajeitava o volume com descarada calma, seus olhos fixos no ponto onde ela estivera parada. "O que está acontecendo comigo?" Mas a pergunta já não importava. Porque enquanto caminhava para casa, as coxas se roçando a cada passo, Julieta descobriu algo pior que o medo: a antecipação. -------------- As semanas tinham transcorrido com uma normalidade enganosa, cada dia idêntico ao anterior em sua coreografia perfeitamente ensaiada. Julieta tinha se convencido de que aquele incidente embaixo da ponte tinha sido uma aberração, um momento de loucura que nunca se repetiria. Mesmo quando entregava a nota a Josefino toda manhã, tinha aprendido a ignorar aquele arrepio que percorria sua espinha quando seus dedos roçavam os dele. —Obrigado, senhorita — murmurava ele com aquela voz rouca que agora lhe soava inquietantemente familiar, embora se recusasse a admitir. Ela assentia com um sorriso tenso e seguia seu caminho, repetindo mentalmente que era só um velho mendigo, inofensivo, um móvel a mais da paisagem urbana. "Estou imaginando coisas", pensava enquanto apressava o passo. "Não é ele. Não pode ser." Mas Josefino observava cada um de seus movimentos de trás de sua máscara de mendigo inofensivo. Sabia quanto tempo ela levava para chegar em casa depois da universidade, conhecia a senha do alarme (tinha visto o pai dela digitá-la numa tarde em que deixou a janela entreaberta) e tinha descoberto a chave escondida sob o fundo falso do vaso junto à entrada. Tinha a seguido durante meses, estudando suas rotinas como um predador estuda sua presa antes de atacar. Naquela noite, a casa estava excepcionalmente silenciosa. Seus pais tinham saído para um jantar de gala, e seu irmão mais novo estava viajando com o time de futebol do colégio. Julieta tinha se presenteado com um banho longo, com sais aromáticos e velas, como um ritual de purificação.
A água quente escorria pelo seu corpo, acariciando cada curva, cada linha da sua figura esculpida pelo yoga e pilates. Seus peitos, firmes e redondos, brilhavam sob a luz tênue do banheiro, os mamilos rosados eretos pelo contraste com o vapor. Os quadris se estreitavam numa cintura de vertigem antes de se alargarem novamente numa bunda alta e lisa. Passou as mãos pelo ventre plano, descendo lentamente até o triângulo loiro e bem cuidado entre suas pernas.
"Estou segura aqui", pensou, fechando os olhos e deixando a água cair pelo rosto.
Não ouviu o leve clique da porta ao se abrir.
Quando saiu do banheiro, envolta apenas numa toalha que mal cobria o essencial, o ar do seu quarto pareceu mais frio do que o normal. Foi então que o viu: uma silhueta encapuzada junto à janela, a luz da lua recortando seu contorno contra as cortinas.
—Quem—?
Não conseguiu terminar a pergunta. O intruso se lançou sobre ela com uma velocidade que não esperava de um homem da sua idade. A toalha caiu no chão, deixando-a completamente exposta enquanto lutava contra seus braços, que a imobilizaram com facilidade.
—Aah— gritou, mas uma mão calejada tapou sua boca enquanto a arrastava para a cama.
"É ele", compreendeu de repente, embora não pudesse ver seu rosto oculto atrás do passa-montanha. O cheiro de suor e cigarro barato, a forma como seus dedos se cravavam na sua carne... era inconfundível.
Josefino não perdeu tempo. Com movimentos experientes, amarrou seus pulsos ao cabeceiro da cama usando umas abraçadeiras que tirou do bolso. Julieta forcejou, mas cada puxão só fazia com que as amarras apertassem mais.
—Por favor— ofegou, mas sua voz soou débil, até para os próprios ouvidos. O intruso se inclinou sobre ela, percorrendo seu corpo nu com um olhar que queimava sua pele. —Como você fica gostosa assim— sussurrou, arrastando um dedo da clavícula até o umbigo. —Tão perfeita... e tão molhada. Julieta fechou os olhos de vergonha quando o dedo dele chegou à sua virilha e encontrou a umidade que denunciava sua excitação. —Você gosta de ser usada?— perguntou com uma risada debochada, esfregando a palma da mão contra sua buceta com movimentos circulares que a fizeram arquear as costas. Ela negou freneticamente com a cabeça, mas seu corpo respondia com uma entrega humilhante. "Será que não sou normal?", pensou, sentindo suas pernas se abrirem sozinhas, convidando o invasor a explorar mais. Josefino não precisou de mais convite. Desabotoou as calças e libertou sua ereção, que já pulsava de antecipação. Com um grunhido, penetrou sua umidade de um só empurrão, preenchendo-a por completo. —¡Aah!— gritou Julieta, mas o som se transformou num gemido quando ele começou a se mover dentro dela, cada investida mais forte que a anterior. A cama rangia sob o peso deles, o som se misturando com os arquejos dela e os grunhidos dele. Julieta tentou resistir, mas seus quadris começaram a se mover no ritmo dos dele, traindo seu desejo mais profundo. "Odeio isso", pensou, mesmo enquanto uma onda de prazer começava a se acumular em seu ventre. "Odeio gostar disso." Mas seu corpo, sábio e primitivo, já havia tomado uma decisão. A cada empurrão, se aproximava mais da beira, até que finalmente caiu, abafando um grito no travesseiro enquanto a sacudia um orgasmo que sentia como uma rendição. Josefino não demorou a segui-la, derramando-se dentro dela com um grunhido animal que ressoou no quarto. Quando recuperou o fôlego, Julieta abriu os olhos esperando ver vazio, mas o intruso ainda estava ali, observando-a com aqueles olhos que agora reconhecia muito bem. —Isso não terminou. O suor frio colava nas costas de Julieta enquanto ela tentava recuperar o fôlego, seu corpo ainda tremendo pelo orgasmo que a sacudiu até os ossos. Mas Josefino não estava satisfeito. Ainda não. Seus olhos brilhavam com um fogo escuro sob o passa-montanha enquanto observava como o peito dela subia e descia, como seus mamilos, rosados e mordidos, continuavam eretos e sensíveis.
—Mmmh… não… —murmurou Julieta fracamente quando seus dedos voltaram a deslizar entre suas pernas, encontrando a umidade que não cessava.
—Quietinha, princesa —rosnou ele, afundando dois dedos dentro dela sem aviso prévio, retorcendo-os num movimento que a fez arquear—. Ainda não terminamos.
Julieta apertou os olhos, mas seu corpo respondeu com um solavanco involuntário.
—¡Aah! ¡Deus…! —gritou, as amarras no seu pulso direito rangendo enquanto ela puxava sem força real.
Josefino se inclinou sobre ela, seu hálito quente e áspero contra seu ouvido.
—Você é uma menina yummy que adora ser estuprada, né? —sussurrou, mordendo o lóbulo da orelha dela com força suficiente para que um novo gemido escapasse dos seus lábios—. Olha pra você… molhada como uma puta no cio.
—N-não… —tentou protestar Julieta, mas sua voz falhou quando ele retirou os dedos só para substituí-los por algo muito maior.
A penetração desta vez foi ainda mais brutal, mais possessiva. Não havia preâmbulos, nem lentidão calculada. Josefino a tomou com uma urgência animal, seus quadris se chocando contra as nádegas de Julieta a cada investida.
—¡Aaah! ¡Aaah! ¡Sim…! —os gemidos escapavam da sua boca sem permissão, cada um mais agudo que o anterior, cada um uma confissão de prazer que sua mente não queria admitir.
—Isso, geme pra mim —rugiu ele, agarrando seus quadris com força suficiente para deixar marcas—. Geme como a puta que você é.
Julieta não conseguia controlar. Nunca a tinham penetrado assim, com essa mistura de violência e precisão, como se ele conhecesse cada ponto do seu corpo melhor do que ela mesma. —¡D-deus…! ¡Assim… assim… não para! —implorou sem querer, as palavras saindo entre gemidos cortados. Josefino respondeu com um grunhido de satisfação, afundando mais fundo, mordendo o lado do seu pescoço enquanto uma mão agarrava um dos seus peitos, apertando sem piedade. —É isso que você queria, princesa? —sussurrou contra sua pele—. Que te usem como um brinquedo? Julieta não respondeu com palavras. Seu corpo fez isso por ela, contraindo-se ao redor dele num segundo orgasmo que a fez gritar como nunca antes. —¡¡AAAH!! ¡¡NÃO AGUENTO…!! ¡¡NÃO AGUENTO MAIS…!! Mas Josefino não parou. Continuou se movendo dentro dela, prolongando o prazer até a beira da dor, até que finalmente, com um rugido abafado, ele também chegou ao limite, derramando-se em seu interior uma segunda vez. Quando terminou, Julieta mal conseguia pensar. Seu corpo estava exausto, coberto de suor, marcas de mordidas e roxos que contariam a história da sua humilhação… e do seu êxtase. Josefino se levantou com calma, ajustando as calças enquanto observava sua obra. Com um movimento deliberadamente lento, desamarrou apenas um dos seus pulsos, deixando o outro ainda atado à cabeceira. —Até a próxima, princesa —murmurou, passando um dedo pela sua coxa trêmula antes de desaparecer pela janela. Julieta ficou ali, ofegante, usada, com uma mão livre e a outra ainda cativa. E o mais assustador de tudo… Naquela noite, pela primeira vez, não se duchou imediatamente depois. Em vez disso, levou os dedos entre as pernas, ainda sensíveis, e repetiu num sussurro: —"Até a próxima…" Continua... Se quiser saber mais sobre mim, deixo todas as minhas redes sociaishttps://magicly.bio/perlaiglesiasObrigado por ler meu capítulo
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