O Remis avançava pela estrada poeirenta do sul argentino, deixando para trás o pouco que Maite conhecia como civilização. Os campos se estendiam intermináveis, tingidos de dourado pelo sol do entardecer, e o ar que se infiltrava pela janela entreaberta cheirava a terra seca e capim queimado. Maite apertou sua pequena bolsa contra o peito, como se esse gesto pudesse protegê-la do desconhecido. Seus olhos cor de mel claro—tão claros que pareciam transparentes sob a luz do sol—percorriam a paisagem com ansiedade.
—Falta pouco, senhorita —disse o motorista sem tirar os olhos da estrada—, a estância do doutor Castro Moreno fica logo depois daquela colina.
Maite assentiu em silêncio, seus dedos brincando nervosamente com a ponta de sua trança loira, tão longa que roçava sua cintura. Seu corpo miúdo parecia ainda mais frágil sob o vestido de algodão que usava, uma peça modesta que não conseguia esconder suas curvas: quadris estreitos mas com uma bunda firme e redonda que parecia feita para ser agarrada, uma cintura tão fina que um homem poderia envolvê-la com as mãos, e uns peitos pequenos mas perfeitamente torneados.
O Remis subiu a colina e ali, no meio do nada, apareceu a casa do doutor. Uma construção antiga de pedra e madeira, com um alpendre amplo e cortinas pesadas que escondiam as janelas. Maite sentiu um arrepio.
—Aqui…? —perguntou, sua voz apenas um fio.
—Sim, aqui —respondeu uma voz grave da entrada da casa.
O doutor Gonzalo Castro Moreno emergiu da sombra do alpendre, sua figura imponente recortada contra a luz do entardecer. Aos seus cinquenta e oito anos, o tempo não tinha sido gentil com ele: sua barriga redonda se estendia sobre o cinto de suas calças sociais, seu rosto estava marcado pela rosácea e a calvície avançava irremediavelmente. Mas seus olhos—pequenos, escuros, astutos—brilhavam com um interesse que não era profissional quando percorreram o corpo de Maite. —Bem-vinda, Maite —disse ele, estendendo uma mão carnuda —, seu novo lar.
Ela hesitou um instante antes de pegar a mão dele, sentindo como seus dedos suados envolviam os dela com uma pressão que não era exatamente amistosa.
—Obrigada, doutor… —murmurou ela, baixando o olhar.
—Entre, por favor —indicou ele, fazendo um gesto em direção à porta —, precisamos verificar seu estado imediatamente.
O interior da casa cheirava a remédio antigo e madeira encerada. As paredes estavam cobertas de diplomas amarelados e prateleiras repletas de frascos com líquidos turvos. Maite seguiu o doutor por um corredor estreito até um quarto que parecia ser uma mistura de consultório e dormitório. Uma maca de exame ocupava o centro, com lençóis impecavelmente brancos, e ao lado dela, uma escrivaninha cheia de seringas e frascos de comprimidos.
—Sente-se —ordenou o doutor, apontando para a maca.
Maite obedeceu, suas pernas trêmulas mal aguentando seu peso. O doutor se aproximou, seu hálito de café rançoso e menta falsa invadindo seu espaço pessoal.
—Como você sabe, sua condição é… peculiar —começou a dizer enquanto deslizava um estetoscópio frio por suas costas —, a síndrome de Von Hertzenberg é extremamente rara. Só alguns poucos casos no mundo.
Maite assentiu, contendo as lágrimas. Lembrava do dia em que o doutor lhe dera o diagnóstico: "Você não pode se expor ao sol, à poeira, ao estresse… seu sistema imunológico é tão frágil que um resfriado comum poderia te matar".
—Por isso é vital que você permaneça aqui, sob minha supervisão constante —continuou o doutor, seus dedos agora pressionando seu abdômen com desculpa médica —, preparei um regime de medicamentos e… exercícios especiais.
—Exercícios? —perguntou Maite, franzindo a testa angelical.
O doutor sorriu, uma expressão que não chegava aos olhos.
—Sim, para fortalecer sua… resistência —disse ele, enquanto sua mão descia perigosamente em direção à sua coxa —, mas isso será amanhã. Hoje você deve descansar.
Se afastou bruscamente, como se tivesse lembrado de algo, e pegou um frasco de comprimidos da escrivaninha.
—Tome um a cada noite —indicou—, ajuda com os sintomas.
Maite pegou o frasco com as mãos tremendo, sem suspeitar que aqueles comprimidos não passavam de placebos. Que a síndrome de Von Hertzenberg não existia. Que tudo — desde o diagnóstico até esse isolamento — tinha sido meticulosamente planejado pelo doutor Castro Moreno desde o dia em que aquela garota de dezenove anos, tão inocente quanto sensual, tinha entrado no consultório dele por uma simples dor de cabeça.
O doutor a conduziu ao seu novo quarto — um cômodo pequeno com uma cama estreita e uma janela com grades discretas — e fechou a porta atrás de si com um clique que soou como um cadeado.
—Vamos descansar cedo — disse do outro lado —, amanhã começaremos o tratamento.
Maite se sentou na cama, abraçando os joelhos contra o peito. Lá fora, o vento assobiava entre as árvores, um som que já lhe parecia mais solitário do que nunca. Pegou um dos comprimidos e engoliu com um gole de água, sem saber que em poucas horas, o sedativo que ele continha a deixaria num sono tão profundo que ela nem ouviria quando a porta do quarto se abrisse.
E o doutor, do outro lado do corredor, se servia de um whisky enquanto revisava o "plano de tratamento" que tinha escrito para sua nova paciente. Um plano que não incluía curas, mas submissão.
O primeiro raio de sol mal começava a se filtrar entre as cortinas pesadas quando os nós dos dedos do doutor ressoaram contra a porta do quarto de Maite.
—Maite, minha menina, é hora de levantar — a voz do doutor Castro Moreno era melosa, como mel escorrendo sobre ferro quente — temos um dia muito ocupado.
Maite se remexeu entre os lençóis ásperos, seu corpo miúdo ainda pesado pelo sono intranquilo. A cama — dura demais, estreita demais — tinha lhe deixado uma dor surda na coluna. Entreabriu os olhos cor de mel claro, desfocados pelo torpor, bem quando a porta se abria sem cerimônia.
O médico se aproximou com passos medidos, sua sombra engordada pela luz do amanhecer que caía sobre o corpo curvilíneo de Maite. Sua mão —grande, com veias proeminentes e unhas polidas— pousou no ombro nu da jovem, onde a camiseta de dormir havia cedido, revelando pele de porcelana.
—Vamos, minha querida paciente —seus dedos apertaram levemente— antes do café da manhã devo te examinar.
Maite engoliu seco, mas assentiu. Levantou-se com jeito desajeitado, a trança loira —desfeita pela noite— caindo sobre seus peitos pequenos mas perfeitamente torneados. O médico não disfarçou o olhar enquanto ela se espreguiçava, o decote do pijama revelando o vale suave entre os seios.
O consultório cheirava a álcool e a algo mais denso, um aroma que Maite não conseguiu identificar mas que arrepiou sua pele. A maca de exame —agora com um lençol de papel crocante— a esperava sob a luz fria de uma lâmpada cirúrgica.
—Tira a roupa, por favor —o médico lavava as mãos na pia, de costas para ela, mas seu reflexo no espelho não perdia detalhe— é um exame completo.
Maite segurou um gemido. Seus dedos trêmulos desabotoaram os botões da camiseta, deixando o tecido cair no chão. O ar frio do consultório percorreu seu corpo, endurecendo seus mamilos rosados. Hesitou antes de abaixar a calcinha de algodão, mas o som das luvas de látex se esticando a decidiu.
—Assim, muito bem —o médico se aproximou, seus olhos escuros percorrendo cada centímetro do corpo nu dela: os quadris estreitos, a barriga lisa, o triângulo loiro e bem formado entre as pernas— respira fundo.
Suas mãos enluvadas começaram o "exame":
—Você é virgem? —perguntou enquanto seus dedos pressionavam seu abdômen abaixo do umbigo.
Maite piscou, surpresa com a pergunta.
—N-não... —suas bochechas se acenderam— só com meu ex-namorado.
O O médico assentiu, escrevendo algo em uma prancheta imaginária.
—Quantos homens?
—Só ele... —sua voz era um fio — me deixou quando soube da minha doença.
Um sorriso se desenhou sob o bigode grisalho do médico.
—Um imbecil. Não merecia te tocar —suas mãos desceram em direção aos seus quadris, os polegares roçando o osso ilíaco— Sexo anal?
Maite sentiu que o chão se movia sob seus pés descalços.
—N-não! —o rubor subiu até suas orelhas.
—Oral? —o médico não levantou a vista, ocupado em "medir" o contorno de suas nádegas empinadas.
—U-uma vez... —sussurrou, sentindo como algo entre suas pernas —contra toda lógica— respondia ao exame com uma umidade traiçoeira.
O doutor Castro Moreno não pôde evitar que seu jaleco branco se tensionasse levemente na frente do ventre. Cada resposta de Maite, cada tremor de sua voz, cada centímetro de pele que se corava sob seu escrutínio médico, alimentava um fogo que ele vinha atiçando há meses.
—Excelente —murmurou, e desta vez suas mãos não pararam no clinicamente aceitável.
Uma palma se posou no monte de Vênus de Maite, os dedos se estendendo como uma aranha que reivindicava território.
—Aqui você deve se depilar —disse com voz rouca— esses pelinhos podem abrigar vírus.
Mentiu descaradamente, mas Maite —educada na obediência a jalecos brancos— apenas assentiu, contendo as perguntas que fervilhavam em sua mente. O dedo do médico se afundou levemente em sua carne, buscando e encontrando a umidade que denunciava sua confusão.
—Boas notícias —sussurrou enquanto retirava a mão com uma lentidão calculada— sua condição não piorou. Mas precisaremos... de sessões diárias.
Maite mal teve tempo de se vestir antes que o médico saísse do consultório, deixando para trás o cheiro de látex e desejo reprimido.
O café da manhã transcorreu em um silêncio carregado. Maite, vestida agora com uma camisola folgada que o médico lhe havia providenciado, brincava com as frutas em seu prato enquanto sentia o olhar dele fixo na sua nuca. O sol da manhã entrava pela janela da cozinha, iluminando os frascos de remédios alinhados como soldados na prateleira.
—Você precisa se alimentar bem, Maite —disse o doutor Castro Moreno, servindo-lhe mais suco de laranja—. Os exercícios que vamos fazer exigem energia.
Ela assentiu, tomando um gole. O líquido ácido lhe lembrou sua antiga vida, das manhãs na cidade onde o sol não era um inimigo.
—Que... que tipo de exercícios serão, doutor? —perguntou, limpando os lábios com as costas da mão.
O homem sorriu, seus olhos escuros brilhando com algo que não era exatamente profissional.
—Terapia de exposição controlada. Sua pele precisa aprender a se defender.
O quarto que o doutor chamava de "sala de terapia" não passava de um espaço vazio com colchonetes no chão e uma janela grande que deixava entrar o ar fresco da manhã. Maite parou no umbral, sentindo um arrepio apesar do calor que começava a se acumular na casa.
—Tire a roupa —ordenou o doutor, já sem o jaleco branco, usando agora uma polo justa que deixava ver a curva da sua barriga.
Maite piscou.
—D-desnuda?
—Claro —respondeu ele, como se fosse a coisa mais natural do mundo—. O suor precisa evaporar diretamente da sua pele. É fundamental para o tratamento.
Ela hesitou, mas o diagnóstico pesava mais que sua vergonha. Com movimentos lentos, tirou a camisola, deixando-a cair no chão. O ar percorreu seu corpo como um carinho frio, fazendo seus mamilos endurecerem na hora.
—Excelente —murmurou o doutor, seus olhos percorrendo cada centímetro do corpo dela—. Vamos começar com agachamentos.
Maite obedeceu, colocando as mãos atrás da cabeça como ele indicava. Cada movimento fazia suas nádegas firmes se tensionarem, arredondando-se de um jeito que não passou despercebido pelo doutor, que se posicionou logo atrás dela.
—Mais profundo —indicou, colocando uma mão no quadril dela para "guiá-la" —. Assim, muito bem.
Seus dedos queimavam contra a pele dela. Maite podia sentir a respiração do doutor na sua nuca, pesada e quente, enquanto continuava com as repetições.
—Agora, estocadas —ordenou, e ela mudou de posição, uma perna à frente, a outra atrás, sentindo como seus músculos internos se esticavam.
O doutor caminhou ao redor dela, como um leão rodeando sua presa, parando bem na frente dela para "corrigir" sua postura.
—Os braços assim —disse, pegando seus pulsos e levantando-os, fazendo com que seus peitos ficassem ainda mais tensos.
Maite engoliu em seco, mas continuou. Cada exercício era mais intenso que o anterior, e a cada vez o doutor encontrava uma desculpa para tocar, ajustar, "corrigir".
O levantamento terra foi o mais difícil. Maite, agora suada, com a pele brilhando sob a luz do meio-dia, levantou os pesos pequenos que o doutor tinha lhe dado, dobrando a cintura de modo que seu traseiro ficava perfeitamente exposto.
—Perfeito —sussurrou o doutor, mordendo o lábio inferior —. Seu corpo responde muito bem, Maite.
Ela sorriu, sentindo um estranho orgulho por agradá-lo, embora algo dentro dela lhe dissesse que aquilo não era totalmente normal.
—Agora, ponte de glúteos —disse ele, colocando uma mão na barriga dela para que se deitasse —. Esse é o mais importante.
Maite se deitou sobre o colchonete, dobrando os joelhos e levantando os quadris em direção ao teto. O doutor se ajoelhou entre suas pernas, seus olhos fixos no lugar mais íntimo dela.
—Fique quieta nessa posição —ordenou, e antes que Maite pudesse perguntar por quê, sentiu seus dedos no clitóris.
—D-doutor! —gritou, tentando fechar as pernas, mas ele as manteve abertas com firmeza.
—É parte da terapia —explicou, sua voz rouca —. Estimular essa área aumenta o fluxo sanguíneo. Fortalece seu sistema imunológico.
Maite queria protestar, mas os dedos do doutor, eles já tinham começado a se mover em círculos precisos, experientes. Uma onda de prazer começou a crescer dentro dela, contradizendo toda lógica.
—Não... eu não deveria... —gemeu ela, mas seu corpo arqueado dizia o contrário.
—Relaxa, Maite —sussurrou o doutor, acelerando o ritmo—. Deixa seu corpo sentir.
E ela deixou. O clímax veio como uma onda, sacudindo-a da ponta dos pés ao topo da cabeça. Ela caiu sobre o colchonete, ofegante, enquanto o doutor se afastava com um sorriso de satisfação.
—Muito bem —disse ele, limpando as mãos num lenço—. Hoje foi um grande avanço.
Maite, ainda tremendo, mal conseguia assentir. Sabia que algo não batia, mas o prazer que acabara de experimentar nublava seu julgamento. Enquanto o doutor saía da sala, deixando-a sozinha com seus pensamentos e o cheiro de sexo no ar, Maite se perguntou quanto mais estaria disposta a fazer pela sua "cura".
Continua...
— Se quiser apoiar minhas histórias, um comentário vale ouro. Também me segue no meu site →https:/Nicole-Gostosa
—Falta pouco, senhorita —disse o motorista sem tirar os olhos da estrada—, a estância do doutor Castro Moreno fica logo depois daquela colina.
Maite assentiu em silêncio, seus dedos brincando nervosamente com a ponta de sua trança loira, tão longa que roçava sua cintura. Seu corpo miúdo parecia ainda mais frágil sob o vestido de algodão que usava, uma peça modesta que não conseguia esconder suas curvas: quadris estreitos mas com uma bunda firme e redonda que parecia feita para ser agarrada, uma cintura tão fina que um homem poderia envolvê-la com as mãos, e uns peitos pequenos mas perfeitamente torneados.
O Remis subiu a colina e ali, no meio do nada, apareceu a casa do doutor. Uma construção antiga de pedra e madeira, com um alpendre amplo e cortinas pesadas que escondiam as janelas. Maite sentiu um arrepio.
—Aqui…? —perguntou, sua voz apenas um fio.
—Sim, aqui —respondeu uma voz grave da entrada da casa.
O doutor Gonzalo Castro Moreno emergiu da sombra do alpendre, sua figura imponente recortada contra a luz do entardecer. Aos seus cinquenta e oito anos, o tempo não tinha sido gentil com ele: sua barriga redonda se estendia sobre o cinto de suas calças sociais, seu rosto estava marcado pela rosácea e a calvície avançava irremediavelmente. Mas seus olhos—pequenos, escuros, astutos—brilhavam com um interesse que não era profissional quando percorreram o corpo de Maite. —Bem-vinda, Maite —disse ele, estendendo uma mão carnuda —, seu novo lar.
Ela hesitou um instante antes de pegar a mão dele, sentindo como seus dedos suados envolviam os dela com uma pressão que não era exatamente amistosa.
—Obrigada, doutor… —murmurou ela, baixando o olhar.
—Entre, por favor —indicou ele, fazendo um gesto em direção à porta —, precisamos verificar seu estado imediatamente.
O interior da casa cheirava a remédio antigo e madeira encerada. As paredes estavam cobertas de diplomas amarelados e prateleiras repletas de frascos com líquidos turvos. Maite seguiu o doutor por um corredor estreito até um quarto que parecia ser uma mistura de consultório e dormitório. Uma maca de exame ocupava o centro, com lençóis impecavelmente brancos, e ao lado dela, uma escrivaninha cheia de seringas e frascos de comprimidos.
—Sente-se —ordenou o doutor, apontando para a maca.
Maite obedeceu, suas pernas trêmulas mal aguentando seu peso. O doutor se aproximou, seu hálito de café rançoso e menta falsa invadindo seu espaço pessoal.
—Como você sabe, sua condição é… peculiar —começou a dizer enquanto deslizava um estetoscópio frio por suas costas —, a síndrome de Von Hertzenberg é extremamente rara. Só alguns poucos casos no mundo.
Maite assentiu, contendo as lágrimas. Lembrava do dia em que o doutor lhe dera o diagnóstico: "Você não pode se expor ao sol, à poeira, ao estresse… seu sistema imunológico é tão frágil que um resfriado comum poderia te matar".
—Por isso é vital que você permaneça aqui, sob minha supervisão constante —continuou o doutor, seus dedos agora pressionando seu abdômen com desculpa médica —, preparei um regime de medicamentos e… exercícios especiais.
—Exercícios? —perguntou Maite, franzindo a testa angelical.
O doutor sorriu, uma expressão que não chegava aos olhos.
—Sim, para fortalecer sua… resistência —disse ele, enquanto sua mão descia perigosamente em direção à sua coxa —, mas isso será amanhã. Hoje você deve descansar.
Se afastou bruscamente, como se tivesse lembrado de algo, e pegou um frasco de comprimidos da escrivaninha.
—Tome um a cada noite —indicou—, ajuda com os sintomas.
Maite pegou o frasco com as mãos tremendo, sem suspeitar que aqueles comprimidos não passavam de placebos. Que a síndrome de Von Hertzenberg não existia. Que tudo — desde o diagnóstico até esse isolamento — tinha sido meticulosamente planejado pelo doutor Castro Moreno desde o dia em que aquela garota de dezenove anos, tão inocente quanto sensual, tinha entrado no consultório dele por uma simples dor de cabeça.
O doutor a conduziu ao seu novo quarto — um cômodo pequeno com uma cama estreita e uma janela com grades discretas — e fechou a porta atrás de si com um clique que soou como um cadeado.
—Vamos descansar cedo — disse do outro lado —, amanhã começaremos o tratamento.
Maite se sentou na cama, abraçando os joelhos contra o peito. Lá fora, o vento assobiava entre as árvores, um som que já lhe parecia mais solitário do que nunca. Pegou um dos comprimidos e engoliu com um gole de água, sem saber que em poucas horas, o sedativo que ele continha a deixaria num sono tão profundo que ela nem ouviria quando a porta do quarto se abrisse.
E o doutor, do outro lado do corredor, se servia de um whisky enquanto revisava o "plano de tratamento" que tinha escrito para sua nova paciente. Um plano que não incluía curas, mas submissão.
O primeiro raio de sol mal começava a se filtrar entre as cortinas pesadas quando os nós dos dedos do doutor ressoaram contra a porta do quarto de Maite.
—Maite, minha menina, é hora de levantar — a voz do doutor Castro Moreno era melosa, como mel escorrendo sobre ferro quente — temos um dia muito ocupado.
Maite se remexeu entre os lençóis ásperos, seu corpo miúdo ainda pesado pelo sono intranquilo. A cama — dura demais, estreita demais — tinha lhe deixado uma dor surda na coluna. Entreabriu os olhos cor de mel claro, desfocados pelo torpor, bem quando a porta se abria sem cerimônia.
O médico se aproximou com passos medidos, sua sombra engordada pela luz do amanhecer que caía sobre o corpo curvilíneo de Maite. Sua mão —grande, com veias proeminentes e unhas polidas— pousou no ombro nu da jovem, onde a camiseta de dormir havia cedido, revelando pele de porcelana.
—Vamos, minha querida paciente —seus dedos apertaram levemente— antes do café da manhã devo te examinar.
Maite engoliu seco, mas assentiu. Levantou-se com jeito desajeitado, a trança loira —desfeita pela noite— caindo sobre seus peitos pequenos mas perfeitamente torneados. O médico não disfarçou o olhar enquanto ela se espreguiçava, o decote do pijama revelando o vale suave entre os seios.
O consultório cheirava a álcool e a algo mais denso, um aroma que Maite não conseguiu identificar mas que arrepiou sua pele. A maca de exame —agora com um lençol de papel crocante— a esperava sob a luz fria de uma lâmpada cirúrgica.
—Tira a roupa, por favor —o médico lavava as mãos na pia, de costas para ela, mas seu reflexo no espelho não perdia detalhe— é um exame completo.
Maite segurou um gemido. Seus dedos trêmulos desabotoaram os botões da camiseta, deixando o tecido cair no chão. O ar frio do consultório percorreu seu corpo, endurecendo seus mamilos rosados. Hesitou antes de abaixar a calcinha de algodão, mas o som das luvas de látex se esticando a decidiu.
—Assim, muito bem —o médico se aproximou, seus olhos escuros percorrendo cada centímetro do corpo nu dela: os quadris estreitos, a barriga lisa, o triângulo loiro e bem formado entre as pernas— respira fundo.
Suas mãos enluvadas começaram o "exame":
—Você é virgem? —perguntou enquanto seus dedos pressionavam seu abdômen abaixo do umbigo.
Maite piscou, surpresa com a pergunta.
—N-não... —suas bochechas se acenderam— só com meu ex-namorado.
O O médico assentiu, escrevendo algo em uma prancheta imaginária.
—Quantos homens?
—Só ele... —sua voz era um fio — me deixou quando soube da minha doença.
Um sorriso se desenhou sob o bigode grisalho do médico.
—Um imbecil. Não merecia te tocar —suas mãos desceram em direção aos seus quadris, os polegares roçando o osso ilíaco— Sexo anal?
Maite sentiu que o chão se movia sob seus pés descalços.
—N-não! —o rubor subiu até suas orelhas.
—Oral? —o médico não levantou a vista, ocupado em "medir" o contorno de suas nádegas empinadas.
—U-uma vez... —sussurrou, sentindo como algo entre suas pernas —contra toda lógica— respondia ao exame com uma umidade traiçoeira.
O doutor Castro Moreno não pôde evitar que seu jaleco branco se tensionasse levemente na frente do ventre. Cada resposta de Maite, cada tremor de sua voz, cada centímetro de pele que se corava sob seu escrutínio médico, alimentava um fogo que ele vinha atiçando há meses.
—Excelente —murmurou, e desta vez suas mãos não pararam no clinicamente aceitável.
Uma palma se posou no monte de Vênus de Maite, os dedos se estendendo como uma aranha que reivindicava território.
—Aqui você deve se depilar —disse com voz rouca— esses pelinhos podem abrigar vírus.
Mentiu descaradamente, mas Maite —educada na obediência a jalecos brancos— apenas assentiu, contendo as perguntas que fervilhavam em sua mente. O dedo do médico se afundou levemente em sua carne, buscando e encontrando a umidade que denunciava sua confusão.
—Boas notícias —sussurrou enquanto retirava a mão com uma lentidão calculada— sua condição não piorou. Mas precisaremos... de sessões diárias.
Maite mal teve tempo de se vestir antes que o médico saísse do consultório, deixando para trás o cheiro de látex e desejo reprimido.
O café da manhã transcorreu em um silêncio carregado. Maite, vestida agora com uma camisola folgada que o médico lhe havia providenciado, brincava com as frutas em seu prato enquanto sentia o olhar dele fixo na sua nuca. O sol da manhã entrava pela janela da cozinha, iluminando os frascos de remédios alinhados como soldados na prateleira.
—Você precisa se alimentar bem, Maite —disse o doutor Castro Moreno, servindo-lhe mais suco de laranja—. Os exercícios que vamos fazer exigem energia.
Ela assentiu, tomando um gole. O líquido ácido lhe lembrou sua antiga vida, das manhãs na cidade onde o sol não era um inimigo.
—Que... que tipo de exercícios serão, doutor? —perguntou, limpando os lábios com as costas da mão.
O homem sorriu, seus olhos escuros brilhando com algo que não era exatamente profissional.
—Terapia de exposição controlada. Sua pele precisa aprender a se defender.
O quarto que o doutor chamava de "sala de terapia" não passava de um espaço vazio com colchonetes no chão e uma janela grande que deixava entrar o ar fresco da manhã. Maite parou no umbral, sentindo um arrepio apesar do calor que começava a se acumular na casa.
—Tire a roupa —ordenou o doutor, já sem o jaleco branco, usando agora uma polo justa que deixava ver a curva da sua barriga.
Maite piscou.
—D-desnuda?
—Claro —respondeu ele, como se fosse a coisa mais natural do mundo—. O suor precisa evaporar diretamente da sua pele. É fundamental para o tratamento.
Ela hesitou, mas o diagnóstico pesava mais que sua vergonha. Com movimentos lentos, tirou a camisola, deixando-a cair no chão. O ar percorreu seu corpo como um carinho frio, fazendo seus mamilos endurecerem na hora.
—Excelente —murmurou o doutor, seus olhos percorrendo cada centímetro do corpo dela—. Vamos começar com agachamentos.
Maite obedeceu, colocando as mãos atrás da cabeça como ele indicava. Cada movimento fazia suas nádegas firmes se tensionarem, arredondando-se de um jeito que não passou despercebido pelo doutor, que se posicionou logo atrás dela.
—Mais profundo —indicou, colocando uma mão no quadril dela para "guiá-la" —. Assim, muito bem.
Seus dedos queimavam contra a pele dela. Maite podia sentir a respiração do doutor na sua nuca, pesada e quente, enquanto continuava com as repetições.
—Agora, estocadas —ordenou, e ela mudou de posição, uma perna à frente, a outra atrás, sentindo como seus músculos internos se esticavam.
O doutor caminhou ao redor dela, como um leão rodeando sua presa, parando bem na frente dela para "corrigir" sua postura.
—Os braços assim —disse, pegando seus pulsos e levantando-os, fazendo com que seus peitos ficassem ainda mais tensos.
Maite engoliu em seco, mas continuou. Cada exercício era mais intenso que o anterior, e a cada vez o doutor encontrava uma desculpa para tocar, ajustar, "corrigir".
O levantamento terra foi o mais difícil. Maite, agora suada, com a pele brilhando sob a luz do meio-dia, levantou os pesos pequenos que o doutor tinha lhe dado, dobrando a cintura de modo que seu traseiro ficava perfeitamente exposto.
—Perfeito —sussurrou o doutor, mordendo o lábio inferior —. Seu corpo responde muito bem, Maite.
Ela sorriu, sentindo um estranho orgulho por agradá-lo, embora algo dentro dela lhe dissesse que aquilo não era totalmente normal.
—Agora, ponte de glúteos —disse ele, colocando uma mão na barriga dela para que se deitasse —. Esse é o mais importante.
Maite se deitou sobre o colchonete, dobrando os joelhos e levantando os quadris em direção ao teto. O doutor se ajoelhou entre suas pernas, seus olhos fixos no lugar mais íntimo dela.
—Fique quieta nessa posição —ordenou, e antes que Maite pudesse perguntar por quê, sentiu seus dedos no clitóris.
—D-doutor! —gritou, tentando fechar as pernas, mas ele as manteve abertas com firmeza.
—É parte da terapia —explicou, sua voz rouca —. Estimular essa área aumenta o fluxo sanguíneo. Fortalece seu sistema imunológico.
Maite queria protestar, mas os dedos do doutor, eles já tinham começado a se mover em círculos precisos, experientes. Uma onda de prazer começou a crescer dentro dela, contradizendo toda lógica.
—Não... eu não deveria... —gemeu ela, mas seu corpo arqueado dizia o contrário.
—Relaxa, Maite —sussurrou o doutor, acelerando o ritmo—. Deixa seu corpo sentir.
E ela deixou. O clímax veio como uma onda, sacudindo-a da ponta dos pés ao topo da cabeça. Ela caiu sobre o colchonete, ofegante, enquanto o doutor se afastava com um sorriso de satisfação.
—Muito bem —disse ele, limpando as mãos num lenço—. Hoje foi um grande avanço.
Maite, ainda tremendo, mal conseguia assentir. Sabia que algo não batia, mas o prazer que acabara de experimentar nublava seu julgamento. Enquanto o doutor saía da sala, deixando-a sozinha com seus pensamentos e o cheiro de sexo no ar, Maite se perguntou quanto mais estaria disposta a fazer pela sua "cura".
Continua...
— Se quiser apoiar minhas histórias, um comentário vale ouro. Também me segue no meu site →https:/Nicole-Gostosa
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