O corpo de Laura ainda tremia levemente enquanto ela caminhava para a cozinha, as pernas instáveis, a calcinha ainda de lado e grudada na pele úmida. Cada passo lembrava a firmeza com que Rubén a tinha possuÃdo, como suas mãos tinham marcado sua cintura, como a mesa tinha batido contra a parede a cada investida.
Encheu a chaleira com mãos que mal tinham parado de tremer e a colocou no fogo, a água começando a assobiar suavemente. Enquanto esperava, se limpou discretamente entre as pernas com um lenço, sentindo o lÃquido quente dele misturado com o dela.
Rubén, agora reclinado no sofá com a camisa desabotoada, a observava com olhos escuros e satisfeitos.
—Não se vista —disse simplesmente quando ela olhou para o vestido no chão—. Assim você está perfeita.
Laura assentiu, sem protestar. Havia algo no tom dele, nessa autoridade que não admitia discussão, que a fazia se sentir estranhamente confortável na sua nudez parcial. Com o torso ainda coberto apenas pelo sutiã de renda preta e as meias enroladas nas coxas, preparou os mates com movimentos cuidadosos, colocando a erva, posicionando a bombilha, testando a temperatura da água antes de servir.
Quando ficou pronta, caminhou até ele com a cuia e a garrafa térmica na mão. Rubén indicou com um gesto que ela se sentasse no seu colo, e ela obedeceu, se acomodando sobre suas coxas robustas. Ele envolveu sua cintura com um braço enquanto com a outra mão pegou o mate, chupando o primeiro gole com um som satisfeito.
—Bem feita —murmurou, passando o mate para ela.
Laura bebeu, sentindo o calor da infusão se misturar com o do seu corpo. O contraste entre a intimidade desse momento e o selvagem do que tinham acabado de fazer a deixava tonta.
—Seus filhos…? —perguntou finalmente, curiosa mas com cuidado, como se não quisesse quebrar o feitiço.
Rubén não pareceu incomodado. —Três —respondeu, acariciando sua lateral com o polegar—. Dois meninos e uma menina. A mais velha tem… vinte e dois, como você.
Ela sentiu um arrepio ao ouvir isso, uma mistura de intriga e algo mais, algo proibido que não quis examinar demais.
—E sua esposa? —perguntou, desta vez mais baixo, como se soubesse que estava pisando em terreno delicado.
Rubén tomou outro mate antes de responder. —No hospital —disse—. É enfermeira. Turno da noite.
Laura assentiu, imaginando a mulher, cansada, voltando pra casa pra uma cama que cheirava a outro.
—Mas essa noite —continuou Rubén, aproximando os lábios do ouvido dela— quando eu tiver ela debaixo de mim, vou fechar os olhos e pensar em você. Em como você se mexia, em como você gemia…
Laura prendeu a respiração, sentindo como seus mamilos ficavam duros sob o rendado com aquelas palavras.
Como se tivesse sentido, Rubén deslizou os dedos por baixo de uma das taças do sutiã dela, libertando um peito redondo e firme, a pele ainda corada pelo sexo.
—Continua —ordenou, beliscando de leve o mamilo enquanto com a outra mão lhe oferecia o mate—. Vamos com calma… por enquanto.
E assim fizeram. Entre gole e gole, entre carÃcias que prometiam mais, o tempo pareceu parar. Laura, sentada no colo dele, seminu e usada, e ele, dono daquele momento, daquele pedaço da intimidade dela que ela jamais recuperaria.
O mate circulava. As palavras, escassas mas significativas, flutuavam no ar. E em algum lugar da cidade, uma mulher que não sabia de nada disso se preparava pra um turno que nem imaginava como terminaria.
O último mate ficou lavado, a água já sem gosto. Rubén deixou a cuia sobre a mesa com um golpe seco, seus dedos manchados de erva seca acariciando distraidamente o pescoço de Laura. Ela continuava sentada no colo dele, o peito nu brilhando sob a luz tênue do apartamento, o mamilo sensÃvel ainda avermelhado pelos beliscões anteriores.
—Desce —murmurou ele, não como um pedido, mas como um fato inevitável—. E abre essa boquinha de novo.
Laura sentiu um arrepio familiar percorrer-lhe a coluna. Obedeceu sem pressa, mas sem pausa, deslizando-se do colo dele até se ajoelhar no tapete, entre as pernas dele. O ar cheirava a sexo e a erva-mate, a suor seco e à colônia barata de Rubén misturada com algo mais cru, mais animal. O membro dele, agora flácido mas ainda grosso, descansava sobre a coxa dela. Laura o pegou com uma mão, sentindo o peso quente da pele macia, o cheiro salgado que ainda persistia mesmo depois de tê-la penetrado. Inclinou a cabeça e passou a lÃngua pela ponta, saboreando os restos secos do encontro anterior. —Assim, devagar —sussurrou Rubén, enrolando os dedos no cabelo dela—. Faz ele crescer de novo, sua puta. Ela respirou fundo, enchendo os pulmões com aquele aroma masculino que já lhe parecia estranhamente familiar. Com movimentos lentos, começou a chupar, primeiro só a ponta, depois deslizando os lábios para baixo enquanto a lÃngua desenhava cÃrculos. Pôde sentir o momento exato em que o sangue começou a preenchê-lo. A pele, antes solta, tensionou-se sob os lábios dela, o músculo latejando contra a lÃngua à medida que crescia. Um gemido baixo saiu da garganta de Rubén, os dedos apertando involuntariamente o cabelo dela. —Caralho, que boca você tem —rosnou, levantando os quadris para empurrar mais fundo—. Como se tivesse nascido pra isso. Laura fechou os olhos, concentrando-se nas sensações: o sabor levemente salgado, a textura das veias sob os lábios, o som da respiração dele ficando mais irregular. Quando ele ficou completamente ereto de novo, Rubén guiou a cabeça dela com mais força, estabelecendo um ritmo que fazia as lágrimas surgirem nos cantos dos olhos dela. —Não para —ofegou ele—. Quero te ver se engasgar com a minha porcaria de novo. O pulso de Laura acelerou, não por medo, mas por essa mistura de submissão e poder que sentia ao saber que podia fazer um homem como ele perder o controle. As gotas de suor na testa dele, o estalo da pele da Os nós dos dedos apertando o sofá, cada detalhe a enchia de um orgulho estranho. E enquanto o relógio na parede continuava avançando, ignorante da cena, Laura continuou chupando, sabendo que esta noite, pelo menos, ela era o segredo mais sujo do Rubén. Com um gesto firme do queixo, Rubén apontou para o colo. Não foi preciso dizer mais nada. Laura entendeu na hora, seus olhos escuros brilhando com uma mistura de nervosismo e determinação. Levantou-se de entre as pernas dele, os joelhos marcados pelo tempo passado sobre o tapete, e se posicionou sobre ele com movimentos deliberadamente lentos, como se cada segundo de antecipação fosse parte do jogo. O sutiã de renda preta ainda pendia de um ombro, revelando um peito que balançava a cada respiração agitada. O outro, ainda coberto pelo tecido preto, se movia no compasso do coração acelerado. Suas nádegas, redondas e firmes, tremiam levemente enquanto se acomodava sobre os quadris dele, sentindo a ponta ardente do membro pressionando contra sua entrada já sensÃvel. —Devagar —murmurou Rubén, suas mãos agarrando os quadris dela com força—. Quero sentir cada centÃmetro. Laura assentiu, mordendo o lábio inferior enquanto começava a se afundar sobre ele. A sensação de se esticar outra vez para acomodar a grossura a fez prender a respiração. Um gemido escapou de seus lábios quando finalmente o teve todo dentro, seu corpo se ajustando perfeitamente ao redor dele como uma luva de seda quente. —Deus… —ofegou, inclinando-se para frente, suas mãos apoiando-se no peito peludo de Rubén. Seus peitos, agora completamente livres do sutiã, pendiam pesados e tentadores, os mamilos roçando o torso dele a cada movimento leve. Rubén não conseguiu resistir; levantou uma mão para agarrar um, apertando a carne macia enquanto Laura começava a se mover. Ela iniciou um ritmo lento mas profundo, levantando-se até quase libertá-lo por completo antes de se deixar cair outra vez, cada investida acompanhada por um som úmido que preenchia o quarto. Suas nádegas batiam contra as coxas dele com um baque surdo, a pele avermelhando com o impacto repetido. —Assim… bem assim —rosnou Rubén, seus dedos afundando na carne dos quadris dela para guiá-la—. Quero que você goze no meu pau, que não consiga andar amanhã sem lembrar quem te fodeu. Laura, já perdida na sensação de fricção interna, só pôde assentir. Cada vez que descia, sentia como ele raspava aquele ponto dentro dela que a fazia ver estrelas. Seus músculos internos começaram a se contrair involuntariamente, uma pressão crescente que ameaçava explodir. —Rubén, eu…— tentou falar, mas as palavras se transformaram em um gemido prolongado quando uma de suas mãos desceu até onde seus corpos se uniam, seus dedos encontrando o pequeno nó sensÃvel que precisava de atenção. —Sim, sua puta, sente —rugiu ele, sentindo como seu interior se convulsionava ao redor dele—. Mas não para. Laura, agora à beira, continuou se movendo mesmo quando as contrações a sacudiam, mesmo quando o prazer se tornou quase doloroso em sua intensidade. Queria que este momento durasse para sempre, que Rubén nunca esquecesse como seu corpo jovem e ardente se entregava a ele sem reservas. E quando finalmente ele a empurrou para baixo para se cravar até o fundo, quando sentiu o pulso quente de seu clÃmax a preenchendo outra vez, soube que tinha conseguido. Ficaram assim, ofegantes, colados pelo suor e outras coisas mais Ãntimas, o tempo suspenso no ar carregado de sexo e mate. Laura, exausta mas triunfante, apoiou a testa contra a dele. —Vai se lembrar de mim? —perguntou, já sabendo a resposta. Rubén só sorriu, um gesto lento e satisfeito, antes de dar um último beliscão no mamilo dela. —Como se eu pudesse esquecer. O suor esfriava sobre a pele de Laura enquanto ela jazia sobre o sofá, suas pernas ainda tremendo, o cabelo bagunçado colado a seu pescoço e testa. Rubén já tinha se levantado, seus movimentos práticos e sem pressa enquanto pegava suas roupas do chão. O silêncio entre eles era pesado, carregado de tudo o que foi dito e não dito. Laura o observou enquanto ele abotoava a camisa, seus dedos grandes trabalhando com eficiência cada botão. A luz do entardecer entrava pela janela, pintando seu perfil com tons dourados que faziam sobressair os fios grisalhos nas têmporas. —Não se vista ainda —murmurou ele, tirando o celular do bolso da calça. Ela não entendeu no começo, mas quando ele levantou o aparelho e apontou para ela, soube o que ele queria. Uma parte dela quis protestar, se cobrir, mas outra, mais profunda, se sentiu lisonjeada pelo desejo de preservar aquele momento. Em vez de se esconder, arqueou levemente as costas, permitindo que seu peito continuasse à mostra, suas curvas ainda marcadas pelo roçar de suas mãos. O flash do celular iluminou o quarto por um instante. Rubén olhou a tela, satisfeito, antes de guardar o aparelho. —Pra recordação —disse simplesmente, como se não tivesse acabado de capturar um pedaço da intimidade dela para sempre. Laura não pediu pra ver a foto. Sabia que não importava se saiu bem ou mal; o que contava era o gesto em si, a posse implÃcita. Rubén ajustou o cinto com um clique metálico, depois procurou as chaves no bolso. Cada movimento dele era uma confirmação de que isso terminava ali, hoje, sem promessas nem lamentos. —E se eu quiser te ver de novo? —perguntou Laura, sabendo a resposta mas precisando ouvir de qualquer jeito. Ele parou na porta, virando-se só o suficiente pra que ela visse seu perfil. —Não vai acontecer —respondeu, sua voz firme mas não cruel—. Algumas coisas são melhores porque não se repetem. E então, com um último olhar pro corpo nu e usado dela, saiu. A porta se fechou com um clique suave, o som final de um capÃtulo que nunca teria continuação. Laura ficou no sofá, escutando os passos de Rubén se afastando pelo corredor, depois o som do elevador, depois o motor do remis ligando na rua.
O apartamento voltou ao silêncio, mas seu corpo ainda queimava com a lembrança das mãos dele, da boca dele, do peso dele sobre ela. Tocou a barriga, imaginando que podia sentir o calor dele ainda dentro de si.
Lá fora, a vida seguia. As pessoas caminhavam sem saber, os carros passavam, as luzes da cidade se acendiam uma a uma. Mas naquele momento, naquele pequeno canto do mundo, Laura soube que nenhuma outra coisa, nenhum outro homem, a faria sentir assim de novo.
E talvez, pensou enquanto finalmente se levantava para tomar banho, era assim que devia ser.
FIM .
Você vai encontrar muito mais de mim em →https:.solmolinari69Te Espero!!!
Encheu a chaleira com mãos que mal tinham parado de tremer e a colocou no fogo, a água começando a assobiar suavemente. Enquanto esperava, se limpou discretamente entre as pernas com um lenço, sentindo o lÃquido quente dele misturado com o dela.
Rubén, agora reclinado no sofá com a camisa desabotoada, a observava com olhos escuros e satisfeitos.
—Não se vista —disse simplesmente quando ela olhou para o vestido no chão—. Assim você está perfeita.
Laura assentiu, sem protestar. Havia algo no tom dele, nessa autoridade que não admitia discussão, que a fazia se sentir estranhamente confortável na sua nudez parcial. Com o torso ainda coberto apenas pelo sutiã de renda preta e as meias enroladas nas coxas, preparou os mates com movimentos cuidadosos, colocando a erva, posicionando a bombilha, testando a temperatura da água antes de servir.
Quando ficou pronta, caminhou até ele com a cuia e a garrafa térmica na mão. Rubén indicou com um gesto que ela se sentasse no seu colo, e ela obedeceu, se acomodando sobre suas coxas robustas. Ele envolveu sua cintura com um braço enquanto com a outra mão pegou o mate, chupando o primeiro gole com um som satisfeito.
—Bem feita —murmurou, passando o mate para ela.
Laura bebeu, sentindo o calor da infusão se misturar com o do seu corpo. O contraste entre a intimidade desse momento e o selvagem do que tinham acabado de fazer a deixava tonta.
—Seus filhos…? —perguntou finalmente, curiosa mas com cuidado, como se não quisesse quebrar o feitiço.
Rubén não pareceu incomodado. —Três —respondeu, acariciando sua lateral com o polegar—. Dois meninos e uma menina. A mais velha tem… vinte e dois, como você.
Ela sentiu um arrepio ao ouvir isso, uma mistura de intriga e algo mais, algo proibido que não quis examinar demais.
—E sua esposa? —perguntou, desta vez mais baixo, como se soubesse que estava pisando em terreno delicado.
Rubén tomou outro mate antes de responder. —No hospital —disse—. É enfermeira. Turno da noite.
Laura assentiu, imaginando a mulher, cansada, voltando pra casa pra uma cama que cheirava a outro.
—Mas essa noite —continuou Rubén, aproximando os lábios do ouvido dela— quando eu tiver ela debaixo de mim, vou fechar os olhos e pensar em você. Em como você se mexia, em como você gemia…
Laura prendeu a respiração, sentindo como seus mamilos ficavam duros sob o rendado com aquelas palavras.
Como se tivesse sentido, Rubén deslizou os dedos por baixo de uma das taças do sutiã dela, libertando um peito redondo e firme, a pele ainda corada pelo sexo.
—Continua —ordenou, beliscando de leve o mamilo enquanto com a outra mão lhe oferecia o mate—. Vamos com calma… por enquanto.
E assim fizeram. Entre gole e gole, entre carÃcias que prometiam mais, o tempo pareceu parar. Laura, sentada no colo dele, seminu e usada, e ele, dono daquele momento, daquele pedaço da intimidade dela que ela jamais recuperaria.
O mate circulava. As palavras, escassas mas significativas, flutuavam no ar. E em algum lugar da cidade, uma mulher que não sabia de nada disso se preparava pra um turno que nem imaginava como terminaria.
O último mate ficou lavado, a água já sem gosto. Rubén deixou a cuia sobre a mesa com um golpe seco, seus dedos manchados de erva seca acariciando distraidamente o pescoço de Laura. Ela continuava sentada no colo dele, o peito nu brilhando sob a luz tênue do apartamento, o mamilo sensÃvel ainda avermelhado pelos beliscões anteriores.
—Desce —murmurou ele, não como um pedido, mas como um fato inevitável—. E abre essa boquinha de novo.
Laura sentiu um arrepio familiar percorrer-lhe a coluna. Obedeceu sem pressa, mas sem pausa, deslizando-se do colo dele até se ajoelhar no tapete, entre as pernas dele. O ar cheirava a sexo e a erva-mate, a suor seco e à colônia barata de Rubén misturada com algo mais cru, mais animal. O membro dele, agora flácido mas ainda grosso, descansava sobre a coxa dela. Laura o pegou com uma mão, sentindo o peso quente da pele macia, o cheiro salgado que ainda persistia mesmo depois de tê-la penetrado. Inclinou a cabeça e passou a lÃngua pela ponta, saboreando os restos secos do encontro anterior. —Assim, devagar —sussurrou Rubén, enrolando os dedos no cabelo dela—. Faz ele crescer de novo, sua puta. Ela respirou fundo, enchendo os pulmões com aquele aroma masculino que já lhe parecia estranhamente familiar. Com movimentos lentos, começou a chupar, primeiro só a ponta, depois deslizando os lábios para baixo enquanto a lÃngua desenhava cÃrculos. Pôde sentir o momento exato em que o sangue começou a preenchê-lo. A pele, antes solta, tensionou-se sob os lábios dela, o músculo latejando contra a lÃngua à medida que crescia. Um gemido baixo saiu da garganta de Rubén, os dedos apertando involuntariamente o cabelo dela. —Caralho, que boca você tem —rosnou, levantando os quadris para empurrar mais fundo—. Como se tivesse nascido pra isso. Laura fechou os olhos, concentrando-se nas sensações: o sabor levemente salgado, a textura das veias sob os lábios, o som da respiração dele ficando mais irregular. Quando ele ficou completamente ereto de novo, Rubén guiou a cabeça dela com mais força, estabelecendo um ritmo que fazia as lágrimas surgirem nos cantos dos olhos dela. —Não para —ofegou ele—. Quero te ver se engasgar com a minha porcaria de novo. O pulso de Laura acelerou, não por medo, mas por essa mistura de submissão e poder que sentia ao saber que podia fazer um homem como ele perder o controle. As gotas de suor na testa dele, o estalo da pele da Os nós dos dedos apertando o sofá, cada detalhe a enchia de um orgulho estranho. E enquanto o relógio na parede continuava avançando, ignorante da cena, Laura continuou chupando, sabendo que esta noite, pelo menos, ela era o segredo mais sujo do Rubén. Com um gesto firme do queixo, Rubén apontou para o colo. Não foi preciso dizer mais nada. Laura entendeu na hora, seus olhos escuros brilhando com uma mistura de nervosismo e determinação. Levantou-se de entre as pernas dele, os joelhos marcados pelo tempo passado sobre o tapete, e se posicionou sobre ele com movimentos deliberadamente lentos, como se cada segundo de antecipação fosse parte do jogo. O sutiã de renda preta ainda pendia de um ombro, revelando um peito que balançava a cada respiração agitada. O outro, ainda coberto pelo tecido preto, se movia no compasso do coração acelerado. Suas nádegas, redondas e firmes, tremiam levemente enquanto se acomodava sobre os quadris dele, sentindo a ponta ardente do membro pressionando contra sua entrada já sensÃvel. —Devagar —murmurou Rubén, suas mãos agarrando os quadris dela com força—. Quero sentir cada centÃmetro. Laura assentiu, mordendo o lábio inferior enquanto começava a se afundar sobre ele. A sensação de se esticar outra vez para acomodar a grossura a fez prender a respiração. Um gemido escapou de seus lábios quando finalmente o teve todo dentro, seu corpo se ajustando perfeitamente ao redor dele como uma luva de seda quente. —Deus… —ofegou, inclinando-se para frente, suas mãos apoiando-se no peito peludo de Rubén. Seus peitos, agora completamente livres do sutiã, pendiam pesados e tentadores, os mamilos roçando o torso dele a cada movimento leve. Rubén não conseguiu resistir; levantou uma mão para agarrar um, apertando a carne macia enquanto Laura começava a se mover. Ela iniciou um ritmo lento mas profundo, levantando-se até quase libertá-lo por completo antes de se deixar cair outra vez, cada investida acompanhada por um som úmido que preenchia o quarto. Suas nádegas batiam contra as coxas dele com um baque surdo, a pele avermelhando com o impacto repetido. —Assim… bem assim —rosnou Rubén, seus dedos afundando na carne dos quadris dela para guiá-la—. Quero que você goze no meu pau, que não consiga andar amanhã sem lembrar quem te fodeu. Laura, já perdida na sensação de fricção interna, só pôde assentir. Cada vez que descia, sentia como ele raspava aquele ponto dentro dela que a fazia ver estrelas. Seus músculos internos começaram a se contrair involuntariamente, uma pressão crescente que ameaçava explodir. —Rubén, eu…— tentou falar, mas as palavras se transformaram em um gemido prolongado quando uma de suas mãos desceu até onde seus corpos se uniam, seus dedos encontrando o pequeno nó sensÃvel que precisava de atenção. —Sim, sua puta, sente —rugiu ele, sentindo como seu interior se convulsionava ao redor dele—. Mas não para. Laura, agora à beira, continuou se movendo mesmo quando as contrações a sacudiam, mesmo quando o prazer se tornou quase doloroso em sua intensidade. Queria que este momento durasse para sempre, que Rubén nunca esquecesse como seu corpo jovem e ardente se entregava a ele sem reservas. E quando finalmente ele a empurrou para baixo para se cravar até o fundo, quando sentiu o pulso quente de seu clÃmax a preenchendo outra vez, soube que tinha conseguido. Ficaram assim, ofegantes, colados pelo suor e outras coisas mais Ãntimas, o tempo suspenso no ar carregado de sexo e mate. Laura, exausta mas triunfante, apoiou a testa contra a dele. —Vai se lembrar de mim? —perguntou, já sabendo a resposta. Rubén só sorriu, um gesto lento e satisfeito, antes de dar um último beliscão no mamilo dela. —Como se eu pudesse esquecer. O suor esfriava sobre a pele de Laura enquanto ela jazia sobre o sofá, suas pernas ainda tremendo, o cabelo bagunçado colado a seu pescoço e testa. Rubén já tinha se levantado, seus movimentos práticos e sem pressa enquanto pegava suas roupas do chão. O silêncio entre eles era pesado, carregado de tudo o que foi dito e não dito. Laura o observou enquanto ele abotoava a camisa, seus dedos grandes trabalhando com eficiência cada botão. A luz do entardecer entrava pela janela, pintando seu perfil com tons dourados que faziam sobressair os fios grisalhos nas têmporas. —Não se vista ainda —murmurou ele, tirando o celular do bolso da calça. Ela não entendeu no começo, mas quando ele levantou o aparelho e apontou para ela, soube o que ele queria. Uma parte dela quis protestar, se cobrir, mas outra, mais profunda, se sentiu lisonjeada pelo desejo de preservar aquele momento. Em vez de se esconder, arqueou levemente as costas, permitindo que seu peito continuasse à mostra, suas curvas ainda marcadas pelo roçar de suas mãos. O flash do celular iluminou o quarto por um instante. Rubén olhou a tela, satisfeito, antes de guardar o aparelho. —Pra recordação —disse simplesmente, como se não tivesse acabado de capturar um pedaço da intimidade dela para sempre. Laura não pediu pra ver a foto. Sabia que não importava se saiu bem ou mal; o que contava era o gesto em si, a posse implÃcita. Rubén ajustou o cinto com um clique metálico, depois procurou as chaves no bolso. Cada movimento dele era uma confirmação de que isso terminava ali, hoje, sem promessas nem lamentos. —E se eu quiser te ver de novo? —perguntou Laura, sabendo a resposta mas precisando ouvir de qualquer jeito. Ele parou na porta, virando-se só o suficiente pra que ela visse seu perfil. —Não vai acontecer —respondeu, sua voz firme mas não cruel—. Algumas coisas são melhores porque não se repetem. E então, com um último olhar pro corpo nu e usado dela, saiu. A porta se fechou com um clique suave, o som final de um capÃtulo que nunca teria continuação. Laura ficou no sofá, escutando os passos de Rubén se afastando pelo corredor, depois o som do elevador, depois o motor do remis ligando na rua.
O apartamento voltou ao silêncio, mas seu corpo ainda queimava com a lembrança das mãos dele, da boca dele, do peso dele sobre ela. Tocou a barriga, imaginando que podia sentir o calor dele ainda dentro de si.
Lá fora, a vida seguia. As pessoas caminhavam sem saber, os carros passavam, as luzes da cidade se acendiam uma a uma. Mas naquele momento, naquele pequeno canto do mundo, Laura soube que nenhuma outra coisa, nenhum outro homem, a faria sentir assim de novo.
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