Belén se moveu com a lentidão de um felino ferido, os músculos das suas coxas tremiam como se lembrassem de cada investida, cada marca que as mãos de Enzo tinham deixado na sua pele como tatuagens invisíveis, o simples ato de descolar os lençóis pegajosos das suas costas a fez prender a respiração, o roçar do tecido contra os seus mamilos sensíveis era um lembrete cruel e delicioso do que tinha acontecido
Sentou-se na beira da cama, as palmas apoiadas no colchão ainda quente pelo calor dos seus corpos, a primeira tentativa de se levantar terminou com um gemido abafado, o seu ânus pulsava no ritmo de um coração inexistente, essa sensação de estar cheia e vazia ao mesmo tempo a fazia morder o lábio inferior até sentir o gosto de ferro, não era dor exatamente, era algo mais complexo, uma mistura de ardor e formigamento que se espalhava do seu centro até a ponta dos dedos dos pés
O espelho do armário a esperava como um juiz silencioso, refletindo a sua imagem desfeita, o cabelo bagunçado como um ninho de gralha, os lábios inchados pelos beijos e mordidas, os seios marcados por marcas de dentes que formariam roxos ao entardecer, mas o mais revelador estava entre as suas pernas, aquele brilho perverso que se colava às suas coxas internas, a prova física de que o seu corpo tinha gostado mesmo quando a sua mente duvidava
O caminho até o banheiro foi uma peregrinação de culpa e antecipação, cada passo lembrava a presença de Enzo dentro dela, a forma como ele a tinha levantado como um boneco de pano para penetrá-la mais fundo, o som da sua voz rouca sussurrando obscenidades que agora ela repetia na cabeça como um mantra
A água quente caiu sobre a sua pele como um batismo inverso, lavando as camadas de suor e sexo mas não a essência do que aconteceu, as suas mãos deslizaram pelo seu corpo com uma curiosidade nova, os dedos explorando as zonas que ele tinha reivindicado, quando chegaram ao seu ânus ainda sensível ela prendeu a respiração, o Um simples roçar fez suas costas se arquear contra os azulejos frios, sua mente reproduzia cada segundo, cada grunhido, cada palavrão que Enzo tinha sussurrado contra sua pele
—Esta noite —repetiu para si mesma, sentindo como essas duas palavras acendiam algo abaixo do seu ventre, como seus mamilos se endureciam novamente sob a água como se já estivessem esperando novas mordidas
Olhou para os próprios pulsos, avermelhados onde ele a tinha segurado, imaginou suas mãos grandes empurrando-a contra a cama de novo, imaginou sua voz ordenando coisas que ela jamais teria feito por qualquer outra pessoa, e soube então que estava perdida, que essa mistura de dor e prazer era agora um vício que ela não tinha intenção de curar
O espelho embaçado do banheiro lhe devolveu sua imagem borrada, como se o vapor tivesse suavizado as bordas da sua culpa, deixando só o brilho faminto nos seus olhos, essa parte dela que já contava as horas para a noite, para o próximo round, para a próxima marca que Enzo decidisse deixar no seu corpo e na sua alma
Se secando com uma toalha áspera que ardia na pele sensível, Belén sorriu pela primeira vez desde que tinha acordado, um sorriso pequeno e secreto, o sorriso de alguém que acabou de descobrir um novo sabor e quer mais, sempre mais, sem se importar com as consequências
A noite tinha caído como um manto pesado sobre a casa, envolvendo cada canto em sombras que pareciam sussurrar os pecados de Belén. Tinha passado a tarde inteira no seu quarto, fingindo estudar enquanto seus dedos, traiçoeiros, voltavam uma e outra vez ao lugar que Enzo tinha reclamado como seu. Cada roçar lhe lembrava a dor prazerosa, a humilhação que a fazia arder por dentro.
Mas agora, sentada à mesa da sala de jantar, com a toalha impecável e os talheres brilhando sob a luz tênue, a culpa pesava como uma laje. Sua mãe, radiante com um vestido decotado que deixava ver mais do que Belén gostaria, ria com aquela risada falsa que só usava quando queria impressionar alguém. E Enzo… Enzo estava sentado na frente dela, com seu sorriso de lobo, os olhos escuros fixos em Belén como se já estivesse tirando a roupa dela com o olhar. —Belenita, você não está com fome? —sua mãe passou a travessa de macarrão, os dedos enluvados roçando o prato com delicadeza. —Não muito —murmurou Belén, cravando o garfo na comida sem vontade. Enzo se inclinou para frente, os braços musculosos apoiados na mesa, a camisa aberta no colarinho deixando ver aquele pelo escuro que tanto a excitava. —As jovens de hoje não comem direito —disse, como se fosse um especialista em garotas de dezoito anos—. Tanta pressa para ficar magra. Belén sentiu o rosto queimar. Não era pelo comentário, mas porque, naquele momento, embaixo da mesa, o pé de Enzo deslizou pela panturrilha dela, subindo lentamente até a parte interna da coxa. Ela apertou as pernas, mas ele insistiu, pressionando com mais força, até que o peito do sapato roçou exatamente onde ela mais precisava. —Enzo, querido, o que você acha de crianças? —a mãe sorriu, servindo mais vinho tinto—. Eu adoraria ser avó logo. Belén quase se engasgou com a água que estava bebendo. —Mãe! —protestou, as bochechas em chamas—. Por favor… Enzo não tirou os olhos dela enquanto respondia, sua voz grave como um trovão distante: —Crianças são uma bênção… quando chegam na hora certa. Seu pé subiu mais um pouco, roçando a virilha de Belén através do tecido fino do vestido. Ela conteve um gemido, os dedos agarrando a borda da mesa como se fosse cair. —Bom, eu só digo que não me restam tantos anos férteis —a mãe riu, ignorando completamente a tensão que preenchia o ar—. E você, Enzo, está na melhor idade para ser pai. Belén não conseguiu mais suportar. —Chega! —levantou-se bruscamente, fazendo os copos tremerem—. Não fale sobre isso na minha frente. Sua mãe a olhou surpresa, mas Enzo apenas sorriu, como se estivesse curtindo cada segundo do desconforto dela. —Me perdoa, filha —disse a mãe, com um tom que não soava nem um pouco arrependido—. Às vezes esqueço que você ainda é uma menina. Belén não respondeu. Com o coração batendo a mil por hora, saiu da sala de jantar e subiu as escadas para o seu quarto, sentindo o olhar de Enzo queimando suas costas a cada passo. Sabia que não tinha acabado. Sabia que, quando sua mãe dormisse, ele viria atrás dela. E o pior de tudo era que, apesar da culpa, apesar do ciúme que a corroía por dentro ao vê-lo com sua mãe… não conseguia esperar. A lua filtrava sua luz prateada entre as cortinas do quarto de Belén, iluminando seu corpo nu que esperava sobre os lençóis frescos, cada batida do seu coração marcando os minutos lentos até que a porta se abriu sem ruído, como se o próprio ar se partisse para deixar Enzo passar, sua silhueta imponente recortada na moldura antes de fechar com a tranca que ressoou como um tiro na noite —Você não se moveu nem um centímetro —sussurrou ele, os olhos brilhando na penumbra enquanto se aproximava, os passos sigilosos de um predador que já tinha caçado sua presa— Que menina boazinha você é Belén não respondeu com palavras, apenas estendeu os braços para ele, as palmas para cima num gesto de entrega total, sua pele de porcelana brilhando sob a lua como um altar pronto para a profanação, os mamilos eretos e doloridos de tanto esperar, os pelos loiros entre suas pernas penteados pelos próprios dedos ansiosos enquanto imaginava essa cena uma e outra vez Enzo parou na beira da cama, desabotoando o cinto com movimentos lentos que faziam o couro ranger como um chicote imaginário, seu olhar percorrendo cada curva de Belén como se já a estivesse possuindo —Sua mãe quer um neto —disse enquanto a calça caía no chão revelando a dura realidade da sua excitação— E eu sempre cumpro minhas promessas Belén sentiu o fôlego cortar na garganta quando ele se inclinou sobre ela, as mãos calejadas agarrando suas coxas para abri-las como as páginas de um livro proibido, seu hálito quente na pele sensível da sua barriga enquanto falava
—Mas primeiro —sussurrou mordendo o osso do seu quadril— A puta submissa precisa do seu castigo por se comportar tão ciumenta no jantar
O primeiro contato da sua língua foi elétrico, um chicote de prazer que fez Belén arquear contra os lençóis, suas mãos se enterrando nos lençóis quando Enzo começou a devorá-la com a experiência de quem conhece cada ponto fraco, cada canto secreto que fazia Belén gritar em vogais longas e trêmulas
—Aí! Ai, Deus, aí! —implorou quando os dedos dele se juntaram à festa, um depois do outro entrando naquele lugar quente e molhado que já sentia falta deles, o polegar desenhando círculos perfeitos no seu clitóris enquanto a língua não deixava nem um centímetro sem explorar
Enzo olhou para ela de entre suas pernas, os lábios brilhando com sua essência, os olhos dizendo tudo o que não precisava ser vocalizado —Você vai gozar na minha boca como uma boa menina —ordenou— E depois vou te preencher até não sobrar nenhum buraco vazio
Belén assentiu freneticamente, já perdida na sensação, seu corpo respondendo como um instrumento afinado por aquelas mãos experientes, os quadris empurrando contra o rosto dele buscando mais, sempre mais, até que o orgasmo a atingiu como uma onda quebrando na beira, um grito abafado no travesseiro enquanto seu corpo se curvava num arco perfeito
Mas Enzo não lhe deu tempo para se recuperar, virou-a de bruços com um movimento brusco, levantando seus quadris para expor aquele traseiro que ainda guardava a lembrança da sua possessão matinal, suas mãos separando as nádegas para revelar o pequeno orifício rosado que palpitava diante do seu olhar
—Relaxa —murmurou passando seus dedos com o líquido que ainda escorria da sua vítima anterior— Isso vai doer menos se você não lutar
Belén enterrou o rosto nos lençóis quando sentiu a ponta do seu membro pressionando contra aquele lugar estreito, as lágrimas surgindo nos seus olhos não tanto pela dor mas pela intensidade de ser tomada assim, completamente, sem concessões, seu corpo se esticando para acomodar cada centímetro dele como se tivesse sido projetado para isso
—Você é minha —rosnou Enzo agarrando-a pelos quadris para cravar até o fundo num movimento que fez Belén gritar num som entre a dor e o êxtase— Minha
O ritmo que estabeleceu foi brutal desde o início, cada estocada uma reafirmação do seu domínio, as mãos de Belén se agarrando aos lençóis que se amarrotavam sob seus dedos, os gemidos saindo entrecortados pela pressão do seu peso sobre ela
—Diz que você quer —exigiu Enzo agarrando-a pelo cabelo para expor seu pescoço às suas mordidas— Diz que você quer que eu te preencha como o seu pai nunca vai fazer
—Eu quero! —gritou Belén sentindo como cada palavra a tornava mais dele— Eu quero que você me preencha!
Enzo praguejou baixinho quando o clímax o arrastou, afundando até o fundo para depositar cada gota da sua promessa no corpo tremendo de Belén, seus grunhidos se misturando com os soluços de prazer dela que já não sabia onde terminava a dor e começava o vício
Quando se separaram, Belén ficou deitada como um náufrago na praia, cada músculo dolorido mas satisfeito, o gosto de Enzo ainda na sua boca quando ele a beijou profundamente antes de se levantar
—Dorme —ordenou se vestindo com a mesma calma com que tinha chegado— Amanhã sua mãe vai querer tomar café cedo
E enquanto a porta se fechava atrás dele, Belén sorriu na escuridão, seus dedos acariciando a barriga onde talvez, só talvez, já pulsava o começo da sua perdição
As noites tinham se tornado um ritual sagrado entre Belén e Enzo, uma dança de sombras e gemidos abafados entre as paredes daquela casa que guardava seus segredos melhor que qualquer confessionário. Cada encontro era mais intenso que o anterior, cada toque deixava marcas mais profundas, não só na pele, mas na alma.
Belén já não era a garota inocente que corava ao primeiro contato. Agora conhecia seu corpo como um instrumento afinado para o prazer, sabia como mover os quadris para que Enzo grunhisse como um animal, como morder seu lábio inferior para que perdesse o controle e a tomasse com aquela fúria que a fazia se sentir viva. Mas também sabia que algo havia mudado.
Sua barriga, antes lisa e macia, agora guardava um segredo que crescia dia a dia.
—Enzo —sussurrou uma noite, enquanto seus dedos traçavam círculos no suor que brilhava sobre seu peito—. Não me desceu.
Ele não respondeu de imediato. Seus olhos, sempre tão calculistas, pousaram em sua barriga como se já pudessem ver o que ela escondia.
—Quanto tempo? —perguntou, sua voz mais fria que o normal.
—Dois meses.
O silêncio que se seguiu foi mais eloquente que qualquer palavra. Enzo se levantou da cama, se vestindo com aquela calma que tanto a exasperava, como se nada do que aconteceu entre eles tivesse importância.
—Não se preocupe —disse por fim, ajustando o cinto com um gesto que Belén havia aprendido a reconhecer como sinal de que algo importante estava por acontecer—. Eu vou cuidar de tudo.
No dia seguinte, sua mãe chegou chorando em casa, os olhos inchados, as mãos tremendo enquanto abraçava Belén como se fosse a única coisa que lhe restava no mundo.
—Ele me deixou —soluçou—. Sem explicações, sem nada.
Belén a abraçou, sentindo o peso da culpa esmagando seu peito. Mas também algo mais, algo escuro e doce que não podia evitar: a satisfação de saber que, ao menos por um tempo, Enzo havia sido dela.
Os meses passaram como um sonho. Sua mãe, embora destruída pela ruptura, encontrou consolo na notícia de que seria avó. Nunca perguntou sobre o pai, nunca suspeitou que o menino que crescia na barriga de Belén carregava o sangue do homem que tinha quebrado seu coração. —Vai ser menino —disse uma tarde, acariciando a barriga de Belén com um sorriso triste—. Eu sei. Belén assentiu, olhando pela janela como se esperasse ver Enzo aparecer a qualquer momento. Mas ele nunca voltou. Epílogo: O Ciclo O parto foi longo e doloroso, mas quando o choro da criança encheu o quarto, Belén soube que valeu a pena. Chamaram-no Lucas, um nome forte, como o do pai dele. Enquanto isso, Enzo já estava em outra casa, com outra mulher, outra filha jovem que o olhava com aquela mistura de inocência e curiosidade que ele tanto gostava. —Como foi seu dia, enteada? —perguntou uma noite, servindo-se de um drinque enquanto a observava do outro lado da mesa. Ela sorriu, sem saber que já era a próxima da lista. E assim continuou o ciclo, uma semente atrás da outra, um coração quebrado atrás do outro. Porque Enzo nunca pararia. Era um predador, e o mundo estava cheio de presas. Fim. — Se você gostou da história, me dê um ♥ e me Siga no@Sofia-Rivero
Sentou-se na beira da cama, as palmas apoiadas no colchão ainda quente pelo calor dos seus corpos, a primeira tentativa de se levantar terminou com um gemido abafado, o seu ânus pulsava no ritmo de um coração inexistente, essa sensação de estar cheia e vazia ao mesmo tempo a fazia morder o lábio inferior até sentir o gosto de ferro, não era dor exatamente, era algo mais complexo, uma mistura de ardor e formigamento que se espalhava do seu centro até a ponta dos dedos dos pés
O espelho do armário a esperava como um juiz silencioso, refletindo a sua imagem desfeita, o cabelo bagunçado como um ninho de gralha, os lábios inchados pelos beijos e mordidas, os seios marcados por marcas de dentes que formariam roxos ao entardecer, mas o mais revelador estava entre as suas pernas, aquele brilho perverso que se colava às suas coxas internas, a prova física de que o seu corpo tinha gostado mesmo quando a sua mente duvidava
O caminho até o banheiro foi uma peregrinação de culpa e antecipação, cada passo lembrava a presença de Enzo dentro dela, a forma como ele a tinha levantado como um boneco de pano para penetrá-la mais fundo, o som da sua voz rouca sussurrando obscenidades que agora ela repetia na cabeça como um mantra
A água quente caiu sobre a sua pele como um batismo inverso, lavando as camadas de suor e sexo mas não a essência do que aconteceu, as suas mãos deslizaram pelo seu corpo com uma curiosidade nova, os dedos explorando as zonas que ele tinha reivindicado, quando chegaram ao seu ânus ainda sensível ela prendeu a respiração, o Um simples roçar fez suas costas se arquear contra os azulejos frios, sua mente reproduzia cada segundo, cada grunhido, cada palavrão que Enzo tinha sussurrado contra sua pele
—Esta noite —repetiu para si mesma, sentindo como essas duas palavras acendiam algo abaixo do seu ventre, como seus mamilos se endureciam novamente sob a água como se já estivessem esperando novas mordidas
Olhou para os próprios pulsos, avermelhados onde ele a tinha segurado, imaginou suas mãos grandes empurrando-a contra a cama de novo, imaginou sua voz ordenando coisas que ela jamais teria feito por qualquer outra pessoa, e soube então que estava perdida, que essa mistura de dor e prazer era agora um vício que ela não tinha intenção de curar
O espelho embaçado do banheiro lhe devolveu sua imagem borrada, como se o vapor tivesse suavizado as bordas da sua culpa, deixando só o brilho faminto nos seus olhos, essa parte dela que já contava as horas para a noite, para o próximo round, para a próxima marca que Enzo decidisse deixar no seu corpo e na sua alma
Se secando com uma toalha áspera que ardia na pele sensível, Belén sorriu pela primeira vez desde que tinha acordado, um sorriso pequeno e secreto, o sorriso de alguém que acabou de descobrir um novo sabor e quer mais, sempre mais, sem se importar com as consequências
A noite tinha caído como um manto pesado sobre a casa, envolvendo cada canto em sombras que pareciam sussurrar os pecados de Belén. Tinha passado a tarde inteira no seu quarto, fingindo estudar enquanto seus dedos, traiçoeiros, voltavam uma e outra vez ao lugar que Enzo tinha reclamado como seu. Cada roçar lhe lembrava a dor prazerosa, a humilhação que a fazia arder por dentro.
Mas agora, sentada à mesa da sala de jantar, com a toalha impecável e os talheres brilhando sob a luz tênue, a culpa pesava como uma laje. Sua mãe, radiante com um vestido decotado que deixava ver mais do que Belén gostaria, ria com aquela risada falsa que só usava quando queria impressionar alguém. E Enzo… Enzo estava sentado na frente dela, com seu sorriso de lobo, os olhos escuros fixos em Belén como se já estivesse tirando a roupa dela com o olhar. —Belenita, você não está com fome? —sua mãe passou a travessa de macarrão, os dedos enluvados roçando o prato com delicadeza. —Não muito —murmurou Belén, cravando o garfo na comida sem vontade. Enzo se inclinou para frente, os braços musculosos apoiados na mesa, a camisa aberta no colarinho deixando ver aquele pelo escuro que tanto a excitava. —As jovens de hoje não comem direito —disse, como se fosse um especialista em garotas de dezoito anos—. Tanta pressa para ficar magra. Belén sentiu o rosto queimar. Não era pelo comentário, mas porque, naquele momento, embaixo da mesa, o pé de Enzo deslizou pela panturrilha dela, subindo lentamente até a parte interna da coxa. Ela apertou as pernas, mas ele insistiu, pressionando com mais força, até que o peito do sapato roçou exatamente onde ela mais precisava. —Enzo, querido, o que você acha de crianças? —a mãe sorriu, servindo mais vinho tinto—. Eu adoraria ser avó logo. Belén quase se engasgou com a água que estava bebendo. —Mãe! —protestou, as bochechas em chamas—. Por favor… Enzo não tirou os olhos dela enquanto respondia, sua voz grave como um trovão distante: —Crianças são uma bênção… quando chegam na hora certa. Seu pé subiu mais um pouco, roçando a virilha de Belén através do tecido fino do vestido. Ela conteve um gemido, os dedos agarrando a borda da mesa como se fosse cair. —Bom, eu só digo que não me restam tantos anos férteis —a mãe riu, ignorando completamente a tensão que preenchia o ar—. E você, Enzo, está na melhor idade para ser pai. Belén não conseguiu mais suportar. —Chega! —levantou-se bruscamente, fazendo os copos tremerem—. Não fale sobre isso na minha frente. Sua mãe a olhou surpresa, mas Enzo apenas sorriu, como se estivesse curtindo cada segundo do desconforto dela. —Me perdoa, filha —disse a mãe, com um tom que não soava nem um pouco arrependido—. Às vezes esqueço que você ainda é uma menina. Belén não respondeu. Com o coração batendo a mil por hora, saiu da sala de jantar e subiu as escadas para o seu quarto, sentindo o olhar de Enzo queimando suas costas a cada passo. Sabia que não tinha acabado. Sabia que, quando sua mãe dormisse, ele viria atrás dela. E o pior de tudo era que, apesar da culpa, apesar do ciúme que a corroía por dentro ao vê-lo com sua mãe… não conseguia esperar. A lua filtrava sua luz prateada entre as cortinas do quarto de Belén, iluminando seu corpo nu que esperava sobre os lençóis frescos, cada batida do seu coração marcando os minutos lentos até que a porta se abriu sem ruído, como se o próprio ar se partisse para deixar Enzo passar, sua silhueta imponente recortada na moldura antes de fechar com a tranca que ressoou como um tiro na noite —Você não se moveu nem um centímetro —sussurrou ele, os olhos brilhando na penumbra enquanto se aproximava, os passos sigilosos de um predador que já tinha caçado sua presa— Que menina boazinha você é Belén não respondeu com palavras, apenas estendeu os braços para ele, as palmas para cima num gesto de entrega total, sua pele de porcelana brilhando sob a lua como um altar pronto para a profanação, os mamilos eretos e doloridos de tanto esperar, os pelos loiros entre suas pernas penteados pelos próprios dedos ansiosos enquanto imaginava essa cena uma e outra vez Enzo parou na beira da cama, desabotoando o cinto com movimentos lentos que faziam o couro ranger como um chicote imaginário, seu olhar percorrendo cada curva de Belén como se já a estivesse possuindo —Sua mãe quer um neto —disse enquanto a calça caía no chão revelando a dura realidade da sua excitação— E eu sempre cumpro minhas promessas Belén sentiu o fôlego cortar na garganta quando ele se inclinou sobre ela, as mãos calejadas agarrando suas coxas para abri-las como as páginas de um livro proibido, seu hálito quente na pele sensível da sua barriga enquanto falava
—Mas primeiro —sussurrou mordendo o osso do seu quadril— A puta submissa precisa do seu castigo por se comportar tão ciumenta no jantar
O primeiro contato da sua língua foi elétrico, um chicote de prazer que fez Belén arquear contra os lençóis, suas mãos se enterrando nos lençóis quando Enzo começou a devorá-la com a experiência de quem conhece cada ponto fraco, cada canto secreto que fazia Belén gritar em vogais longas e trêmulas
—Aí! Ai, Deus, aí! —implorou quando os dedos dele se juntaram à festa, um depois do outro entrando naquele lugar quente e molhado que já sentia falta deles, o polegar desenhando círculos perfeitos no seu clitóris enquanto a língua não deixava nem um centímetro sem explorar
Enzo olhou para ela de entre suas pernas, os lábios brilhando com sua essência, os olhos dizendo tudo o que não precisava ser vocalizado —Você vai gozar na minha boca como uma boa menina —ordenou— E depois vou te preencher até não sobrar nenhum buraco vazio
Belén assentiu freneticamente, já perdida na sensação, seu corpo respondendo como um instrumento afinado por aquelas mãos experientes, os quadris empurrando contra o rosto dele buscando mais, sempre mais, até que o orgasmo a atingiu como uma onda quebrando na beira, um grito abafado no travesseiro enquanto seu corpo se curvava num arco perfeito
Mas Enzo não lhe deu tempo para se recuperar, virou-a de bruços com um movimento brusco, levantando seus quadris para expor aquele traseiro que ainda guardava a lembrança da sua possessão matinal, suas mãos separando as nádegas para revelar o pequeno orifício rosado que palpitava diante do seu olhar
—Relaxa —murmurou passando seus dedos com o líquido que ainda escorria da sua vítima anterior— Isso vai doer menos se você não lutar
Belén enterrou o rosto nos lençóis quando sentiu a ponta do seu membro pressionando contra aquele lugar estreito, as lágrimas surgindo nos seus olhos não tanto pela dor mas pela intensidade de ser tomada assim, completamente, sem concessões, seu corpo se esticando para acomodar cada centímetro dele como se tivesse sido projetado para isso
—Você é minha —rosnou Enzo agarrando-a pelos quadris para cravar até o fundo num movimento que fez Belén gritar num som entre a dor e o êxtase— Minha
O ritmo que estabeleceu foi brutal desde o início, cada estocada uma reafirmação do seu domínio, as mãos de Belén se agarrando aos lençóis que se amarrotavam sob seus dedos, os gemidos saindo entrecortados pela pressão do seu peso sobre ela
—Diz que você quer —exigiu Enzo agarrando-a pelo cabelo para expor seu pescoço às suas mordidas— Diz que você quer que eu te preencha como o seu pai nunca vai fazer
—Eu quero! —gritou Belén sentindo como cada palavra a tornava mais dele— Eu quero que você me preencha!
Enzo praguejou baixinho quando o clímax o arrastou, afundando até o fundo para depositar cada gota da sua promessa no corpo tremendo de Belén, seus grunhidos se misturando com os soluços de prazer dela que já não sabia onde terminava a dor e começava o vício
Quando se separaram, Belén ficou deitada como um náufrago na praia, cada músculo dolorido mas satisfeito, o gosto de Enzo ainda na sua boca quando ele a beijou profundamente antes de se levantar
—Dorme —ordenou se vestindo com a mesma calma com que tinha chegado— Amanhã sua mãe vai querer tomar café cedo
E enquanto a porta se fechava atrás dele, Belén sorriu na escuridão, seus dedos acariciando a barriga onde talvez, só talvez, já pulsava o começo da sua perdição
As noites tinham se tornado um ritual sagrado entre Belén e Enzo, uma dança de sombras e gemidos abafados entre as paredes daquela casa que guardava seus segredos melhor que qualquer confessionário. Cada encontro era mais intenso que o anterior, cada toque deixava marcas mais profundas, não só na pele, mas na alma.
Belén já não era a garota inocente que corava ao primeiro contato. Agora conhecia seu corpo como um instrumento afinado para o prazer, sabia como mover os quadris para que Enzo grunhisse como um animal, como morder seu lábio inferior para que perdesse o controle e a tomasse com aquela fúria que a fazia se sentir viva. Mas também sabia que algo havia mudado.
Sua barriga, antes lisa e macia, agora guardava um segredo que crescia dia a dia.
—Enzo —sussurrou uma noite, enquanto seus dedos traçavam círculos no suor que brilhava sobre seu peito—. Não me desceu.
Ele não respondeu de imediato. Seus olhos, sempre tão calculistas, pousaram em sua barriga como se já pudessem ver o que ela escondia.
—Quanto tempo? —perguntou, sua voz mais fria que o normal.
—Dois meses.
O silêncio que se seguiu foi mais eloquente que qualquer palavra. Enzo se levantou da cama, se vestindo com aquela calma que tanto a exasperava, como se nada do que aconteceu entre eles tivesse importância.
—Não se preocupe —disse por fim, ajustando o cinto com um gesto que Belén havia aprendido a reconhecer como sinal de que algo importante estava por acontecer—. Eu vou cuidar de tudo.
No dia seguinte, sua mãe chegou chorando em casa, os olhos inchados, as mãos tremendo enquanto abraçava Belén como se fosse a única coisa que lhe restava no mundo.
—Ele me deixou —soluçou—. Sem explicações, sem nada.
Belén a abraçou, sentindo o peso da culpa esmagando seu peito. Mas também algo mais, algo escuro e doce que não podia evitar: a satisfação de saber que, ao menos por um tempo, Enzo havia sido dela.
Os meses passaram como um sonho. Sua mãe, embora destruída pela ruptura, encontrou consolo na notícia de que seria avó. Nunca perguntou sobre o pai, nunca suspeitou que o menino que crescia na barriga de Belén carregava o sangue do homem que tinha quebrado seu coração. —Vai ser menino —disse uma tarde, acariciando a barriga de Belén com um sorriso triste—. Eu sei. Belén assentiu, olhando pela janela como se esperasse ver Enzo aparecer a qualquer momento. Mas ele nunca voltou. Epílogo: O Ciclo O parto foi longo e doloroso, mas quando o choro da criança encheu o quarto, Belén soube que valeu a pena. Chamaram-no Lucas, um nome forte, como o do pai dele. Enquanto isso, Enzo já estava em outra casa, com outra mulher, outra filha jovem que o olhava com aquela mistura de inocência e curiosidade que ele tanto gostava. —Como foi seu dia, enteada? —perguntou uma noite, servindo-se de um drinque enquanto a observava do outro lado da mesa. Ela sorriu, sem saber que já era a próxima da lista. E assim continuou o ciclo, uma semente atrás da outra, um coração quebrado atrás do outro. Porque Enzo nunca pararia. Era um predador, e o mundo estava cheio de presas. Fim. — Se você gostou da história, me dê um ♥ e me Siga no@Sofia-Rivero
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