O Ponto Sem Retorno
Sua língua era áspera, muito mais do que qualquer outra que eu já tinha sentido antes. Cada movimento era preciso, quase calculado, como se Rex soubesse exatamente onde devia pressionar, onde devia lamber para me fazer gemer. Minhas mãos se agarraram aos lençóis, os nós dos dedos ficando brancos sob a pressão. Não podia acreditar no que estava acontecendo, mas meu corpo, traiçoeiro, respondia com uma intensidade que me envergonhava e excitava ao mesmo tempo.
—Deus… —sussurrei, arqueando as costas quando seu focinho empurrou mais entre minhas pernas.
O álcool ainda nublava minha mente, mas já não era só isso. Era o calor que se acumulava no meu ventre, as gotas de suor que escorriam pelos meus peitos, a umidade entre minhas coxas que ele lambia com devoção.
Deixei escapar um gemido abafado, mordendo meu lábio inferior para não gritar. O que estou fazendo? A pergunta flutuou na minha cabeça por um segundo antes de que outra lambida mais insistente a apagasse por completo.
A Revelação
Foi então que eu o vi.
Rex se afastou por um momento, ofegante, e naquele instante, meu olhar caiu sobre sua virilha.
Meu Deus!
Seu membro, rosado e grosso, estava completamente exposto, ereto de uma forma que eu nunca tinha visto em um cachorro. Não era só o tamanho—embora isso por si só me deixasse sem fôlego—, mas a maneira como pulsava, como se estivesse vivo, como se estivesse me medindo.
Um arrepio percorreu minha espinha.
—Não… —murmurei, mas minha voz soou fraca, sem convicção.
Ele se aproximou de novo, desta vez roçando seu nariz úmido contra minha coxa interna, como se soubesse que eu já o tinha visto. Como se estivesse esperando minha decisão.
A Decisão
Não sei o que passou pela minha mente naquele momento. Talvez fosse o álcool, talvez o tesão acumulado da noite, ou talvez simplesmente a curiosidade mórbida de saber como seria.
Mas em vez de empurrá-lo, em vez de correr ou gritar, me virei lentamente, apoiando-me nas mãos e joelhos, me apresentando a ele como faria uma mulher no cio. Rex não precisou de mais convite. A Penetração Senti o peso dele primeiro. Suas patas dianteiras se apoiaram em cada lado dos meus quadris, seus pelos ásperos roçando minha pele nua. Depois, o calor. Deus, que calor. Seu membro, agora que estava tão perto, era ainda mais intimidante do que eu tinha imaginado. Grosso na base, com uma ponta arredondada que pingava um líquido transparente. Antes que eu pudesse reagir, senti ele pressionar contra minha entrada, procurando, testando. —Espera… —ofeguei, mas já era tarde demais. Com um empurrão firme, Rex entrou. A dor foi instantânea, um estiramento como nunca tinha sentido antes. Minhas unhas se cravaram nos lençóis, um grito abafado escapando dos meus lábios. Mas bem quando pensei que não conseguiria aguentar, algo mudou. A dor se misturou com algo mais, algo profundo e primitivo que fez meu corpo relaxar, que fez meus músculos se ajustarem à forma dele. —Ah! —gemí, sentindo como cada centímetro dele preenchia espaços que eu não sabia que existiam. O Ritmo Rex não esperou. Não tinha carícias preliminares, nem palavras doces, só o instinto puro guiando seus movimentos. E que movimentos. Cada investida era mais forte que a anterior, cada recuo fazia meu corpo puxá-lo de volta, como se não quisesse deixá-lo ir. O som da respiração ofegante dele, dos meus gemidos entrecortados, da pele batendo contra pele, encheu o quarto. Meus pensamentos eram um turbilhão. Isso está errado. Ninguém pode saber. Deus, como é gostoso. O Clímax Não soube quando exatamente a dor virou prazer. Só sei que em algum momento, meus gemidos já não eram de desconforto, mas de necessidade. —Mais… —sussurrei, sem me importar com o quão ridícula soava. Rex respondeu como só um animal pode fazer: com intensidade redobrada. Foi então que senti. Uma mudança no ritmo dele, uma rigidez nas patas que me avisou do que vinha.
E quando chegou, quando seu corpo se tensionou e aquele calor indescritível encheu meu interior, eu também caí, abafando um grito contra o travesseiro enquanto meu próprio orgasmo me sacudia com uma força que me deixou tremendo.
O Depois
Rex se afastou lentamente, lambendo o focinho como se tivesse acabado de saborear um banquete. Eu me deixei cair sobre o colchão, ofegante, as pernas ainda trêmulas.
Minha mente tentava processar o que tinha acabado de acontecer.
No que eu me tornei?
Mas quando Rex se aconchegou ao meu lado, seu corpo quente pressionado contra o meu, a única resposta que encontrei foi acariciar sua cabeça suavemente, sentindo como ele ronronava de satisfação.
E soube, naquele momento, que isso não seria a última vez.
Continua...
Se quiser saber mais sobre mim, deixo todas as minhas redes sociaisbeacons./perlaiglesias69Obrigado por ler meu capítulo
2 comentários - A Amante do Rex - Capítulo 2 - Entrega Total