Capítulo 6. Incerteza.Vou pro meu quarto, fico pensando, minha mãe tá começando a sentir algo por mim, como homem, não como filho. Será que ela tá disposta a avançar nesse tipo de relação? Com essa dúvida eu durmo.
QUARTA-FEIRAO cheiro de café passado na hora me desperta. Visto meu short, levanto, vejo as horas: são 9h da manhã. Saio do quarto e vejo minha mãe preparando panquecas, ela está vestida muito gostosa, usando um vestido decotado que chegava até as coxas, estava muito linda, delicada. Estava admirando a figura dela, me aproximo por trás. Dou um beijo na bochecha dela, e como estou com a pica dura por causa da ereção matinal, roço minha ereção na bunda dela.
-Bom dia pra mulher mais gostosa. Como você amanheceu?
-Bom dia, gostosa. Bem, bem, e você?
- Bem, quais planos você tem hoje?
-Pois é, tem que fazer a lida, já sabe, o trabalho de uma dona de casa nunca acaba.
- Se quiser, posso te ajudar. Só se você quiser. É o que seu ma-ri-do faria.
-Já, já, você e suas coisas malucas. Se quiser. Os hot-cakes já estão prontos.
-Obrigada, eles parecem deliciosos, (olho para o decote dela no momento em que falo)
-Tomara que você goste.
-É claro que sim (continuo olhando o decote dela)
Nós sentamos para tomar café da manhã, conversamos sobre tudo. Quando terminamos, eu disse que eu cuido de lavar a louça, ela vai para a sala limpar. Termino de lavar a louça e vou para a sala, vejo que ela está varrendo, e fico ali admirando ela.
Ela percebe meu olhar sobre ela. Sorri para mim:- O que é amor?
-Nada, só estou admirando sua beleza.
- Ja, ja, que doido você é. Não sou uma gostosa.
- Pra mim, você é sim.
- Ai, você tá me fazendo corar… eu te falei, parece que você tá me conquistando…
- Só de pensar nisso já me excitei.
- Vem cá, meu bem, senta aqui comigo…
Nós sentamos na sala, vejo a cara dela, séria, não incomodada, mas tem aquela aura de seriedade, me preocupa. Ela começa a falar:
-Não sei o que você tá tentando fazer, Humberto. Mas sinto que isso que você tá fazendo comigo não é normal…
-Olha… eu…
-Deixa eu terminar, amor. Me sinto lisonjeada com suas atenções, seus detalhes, suas cartas são muito lindas, mas sinto que não são palavras que um filho devia dizer pra mãe dele. São palavras que você tem que dizer pra sua namorada, pra sua mina. Foi gostoso, sim, que pensassem que eu era sua esposa, que vissem em você love, mas é um love de filho, não de marido. Cê me entende?
- …
- Me diz, Humberto, por que você faz isso?
- Eu faço isso porque te amo, não gosto nada do jeito que o papai te trata, ele te rebaixa, te humilha, você é só mais um objeto da casa que ele pode usar ou não. Eu quis te mostrar que tem alguém aqui em casa que te nota, que te admira, que te olha com amor. Por isso, cuidei para, nesses dias, te dar o amor que você merece, uma vida diferente. Te tratar com amor, respeito, carinho.
- hotel, agradeço, fico feliz com esses cuidados, sim, mas você não deve fazer isso comigo, sou sua mãe, não uma namorada.
-…
-Diz pra mim, será que tu tá tentando me conquistar?
Naquele momento, a idiotice me dominou 1000 por cento. Como a gente tava perto, eu me inclinei e beijei ela. Ela ficou de olhos arregalados de surpresa, eu fechei os meus, sem querer olhar. Continuei beijando ela de um jeito carinhoso. Em certo ponto, sinto a mão dela acariciando meu rosto, e eu faço o mesmo. Aí, ela entreabre os lábios e eu meto a língua. Ela reage, e a gente segue num beijo mais quente e apaixonado. Nesse momento ela reage, me empurra, eu abro os olhos, vejo que ela vai embora e se tranca no quarto dela. Eu me aproximo, quero entrar, mas vejo que ela colocou o seguro, e escuto ela chorando sem consolo. Decido me afastar, só falo pra ela que vou sair. Vou dar uma volta, no parque, fico sentado lá, vejo que escurece, volto pra casa, ligo pra ela, não atende. Meu celular toca, eu olho, é uma mensagem da minha irmã. - Chat -
Ana: Beto, a mamãe tá aqui, não se preocupa. Ela disse que quer passar um tempo com a gente, porque tá de saco cheio de ficar presa em casa.
Beto: Ok, tá tudo bem?
Ana: Sim, só que eu vi que ela tava chorando, os olhos tavam vermelhos, você sabe que ela não pode sair, mas pelo menos aqui eu vou levar ela pra praia, pro cinema.
Beto: Ok, é, ela precisa dar uma descansada de tudo. Se precisar de grana, posso te mandar um dinheiro pra ela.
Ana: Não se preocupa. Cuida da casa, com isso você já ajuda a mamãe.
Beto: Ok. Tchau. Mimamá foi embora, se afastou de mim, fui um completo idiota, por agir daquele jeito. Essas são as consequências dos meus atos. Entro no quarto dela, respiro o cheiro dela, reviro a gaveta da cômoda dela… procurando as cartas pra rasgar, não acho. Procuro no lixo se ela jogou fora, também não. Ela levou com ela? Por quê? Não tô com fome, deito, não tô com sono, ligo o videogame, fico jogando até dar umas 3:00 – 4:00 da manhã. Bate o sono, desligo. Deito pra dormir. Dou uma olhada no celular, vejo as notificações, não tô nem aí.
QUINTA-FEIRAAcordo por volta das 2:30 da tarde. A fome me acordou, vou ao banheiro, lavo o rosto, só pego um pouco de cum com umas bolachas, volto pro quarto.
Checo meu e-mail, a universidade me mandou o horário, grupo designado, vejo, tanto faz.
O WhatsApp continua cheio de notificações, tocando sem parar. Pego o celular, vejo o chat dos grupos, marco como lido e pronto, continuo olhando e vejo o chat da minha irmã.
-Chat-
-Bom dia, te aviso que a mãe tá bem.
-Ei, responde, você tá bem?
-Oiííííí, terra chamando Beto...
-Tô preocupada com você, sua última conexão foi ontem quando a gente terminou de falar... não vou contar nada pra mãe, mas responde.
-Me responde, Betoooo. - O que você quer, Ana? Eu tava dormindo, aproveitei que tô sozinho pra jogar e virar a noite, fui dormir umas 5 e você não deixa a gente descansar. Só me mantém informado de como a mãe tá e pronto. Não precisa ficar enchendo meu saco toda hora. Tchau. Volto a ligar o console, começo a jogar a saga Resident Evil, coloquei o Zero, meu consolo, o videogame, ele não trai, não abandona. Tô prestes a encarar o morcego, quando o telefone toca, notificações do whatsapp, vejo que é a Ana. Não dou bola, continuo jogando, continua tocando, tocando, tocando, dou pausa assim que venço o morcego. Confiro o telefone. -Chat-
Ana: Ok, Beto, só te falando que notei a mãe estranha, sei lá, vejo ela meio confusa, falo com ela e ela tá perdida nos pensamentos, às vezes escuto ela chorando… mas não acho que seja por causa do pai. Na real, porque ela fica dizendo NÃO POSSO, NÃO PODE SER… você sabe de alguma coisa? Loleo, eu penso antes de escrever, tudo o que eu disser pode afetar tudo. Beto: Sei lá, só vou te falar que eu dei roupa pra ela, fiz a mudança de visual, não pensa que a mamãe tá tendo caso com alguém. Fiz isso pra ela se sentir bem consigo mesma. Ok? Me deixa continuar JO-GAN-DO. Tchau. Sigo jogando até as 19h30. Desligo, preparo um sanduíche, pego algo pra beber, sento pra ver TV, séries de terror, torcendo pra que, se chegar um apocalipse zumbi, eu enfrente eles, não tô nem aí, não tenho ninguém pra defender.
Não percebia que eu tava me enganando, que tava deprimido, por causa da rejeição que ela fez dos meus sentimentos. Fiquei vendo outro filme, outro filme de terror, desejando ser uma das vítimas do assassino, monstro, entidade.
Afundei no sofá assistindo, até que dormi sem perceber. Acordei, olho meu celular, vejo que são 2h15 da manhã. Vejo notificações do WhatsApp. Abro. - Chat -
Ana: Sim, foi isso que ela me disse, que você se comportou como o pai deveria ter se comportado. Você mandou bem na mudança de visual, eu falei pra ela, mas os vestidos são uma putaria. Assim que o pai tem que ser com ela. Mas fico feliz que seja você quem faça ela enxergar a realidade das coisas. Que ela não é um objeto, é um ser humano, que sente, que deseja, que seja amada. Bom, aliás, a mãe perguntou por você, porque te mandou mensagem e você não respondeu, eu comentei que você tá vivo, não botou fogo na casa, ha, ha. A gente se vê. Loleo, vejo que minha mãe me mandou mensagem… como assim? pra quê? Procuro na lista e vejo o chat dela, foi às 9h15 da noite.
-Chat-
Aracely: Boa noite. Te escrevo isso com o coração na mão e muita vergonha pelo que fiz: fui embora sem te avisar, e sei que te machuquei, que te deixei confuso e preocupado, e isso ninguém merece, muito menos você. Te peço perdão de verdade. Não foi minha intenção te fazer sentir mal, nem muito menos te dar a entender que não valorizo o que você fez por mim nesses 2 dias que foram maravilhosos. A verdade é que me senti sobrecarregada.
Sentir seus cuidados, seu jeito de me tratar, o fingir ser sua esposa, eu gostei, porque é o que procuro do seu pai, mas não é assim, quem está me dando isso é você, MEU FILHO, não soube ficar e conversar; saí correndo sem pensar, por medo, por confusão, por não saber organizar o que carrego dentro de mim. A verdade é que quando você me beijou, fiquei totalmente surpresa. Foi algo que eu não esperava naquele momento, e me pegou completamente desprevenida. Senti tanta coisa de uma vez, que minha mente e meu coração se encheram de confusão. Naquela hora não soube o que fazer, nem o que dizer, e por instinto saí e fui pro meu quarto, chorei, sim, muito, porque você é o homem que eu queria que fosse seu pai. Foi tanta a força do que senti, que me abateu e não consegui ficar e conversar com você.
Não te peço que me entenda agora, só te peço que me dê um pouco de tempo. Não é pra sempre, não é pra me afastar de você de vez: é pra clarear minhas ideias, acalmar meu coração, sem confusões.
Obrigada pela sua paciência. Quando eu estiver pronta, volto a falar com você. Eu te quero, e isso não muda, mesmo que agora tudo pareça bagunçado. Vou ler com calma, observo que ela se sentiu mal, por não corresponder, por enganar meu pai. (Embora ele mereça, o filho da puta), mas ela é assim, pensa em todo mundo, menos nela. É o maior defeito dela. Peguei meu celular, escrevo: Beto: Não te culpo por ter ido embora sem dizer nada. Naquele momento, talvez eu também tenha sido impulsivo e um completo IDIOTA e não medi o quanto isso poderia te afetar, e por isso também te peço desculpas. Só quero te dizer que sempre te admirei, amei como filho, sim, mas ver como te desprezam, fez com que eu quisesse te dar um pouquinho do amor que você merece. Sim, eu sou seu filho, mas... comecei a te amar de outra forma, sim, isso acontece e aconteceu comigo. Toma todo o tempo que precisar. Não se apresse, não se pressione, não sinta que precisa me dar uma resposta agora. Aproveita a casa com a minha irmã. Não se apresse. Eu leio, olho, analiso. Dou enviar. Durmo, e foda-se... ele não está aqui.
Sexta-feiraAcordo, vejo a hora, são 4 da tarde, tomo banho, fico uma hora no chuveiro, preparo outro sanduíche, uns doritos e uma Pepsi. Limpo a casa, deixo ela em ordem. Vejo a TV, não tem nada. Coloco Netflix, nada, HBO, nada que me chame a atenção. Vou pro meu quarto, ligo o videogame, continuo jogando, matando zumbis, descontando nos zumbis, minha frustração. Vejo notificações, dou pause. Checo uma mensagem da Ana das 10 da manhã. - Chat -
Ana: Mamãe está melhor, parece mais tranquila. Hoje a gente vai pra praça, se quiser ir junto. A gente vai estar lá às 11:00. Beijos.
Ana: A gente já tá aqui, não te vemos. Cê vai vir? Acho que não, nem leu a primeira. Para de brincar ou dormir.
Ana: A gente já tá em casa. Tchau. Vejo mais abaixo, um da minha mãe: Aracely: Pensei que te veria na praça com sua irmã. Não foi assim, acho que é normal, você quer me dar um tempo e agradeço por isso. Sabe, sinto falta dos seus cuidados, mesmo tendo sido só 2 dias, foram muito importantes pra mim. Isso me diz muita coisa. Bom, a gente se vê. Sinto sua falta. Beijos. Fico olhando as duas mensagens… continuo deprimido, não a vejo aqui. Nada importa.
Ligo a TV, continuo vendo séries, filmes, sem nenhum interesse. Se nada que ver que me importe. Percebo que são 7:30 da noite, me deito na cama, fico navegando nas redes sociais. Vejo as fotos da minha irmã que ela postou hoje na praça, sozinha, e do lado está minha mãe, vejo que ela usou o vestido vermelho que eu dei. Dou zoom, olho pra ela, está sorrindo, sim, mas o olhar dela está vazio.
Continuo rolando, vejo memes, notícias, me entedia, coloco no mudo, pego minha fiel companheira, ligo ela, escolho a próxima, Resident Evil 4, enfrento a horda, o anão chato pra caralho, aquela Ashley que fica gritando o tempo todo, me lembra minha irmã Ana quando era pequena, termino de jogar, vejo que são 1:17 da manhã. Não tenho fome, só desligo tudo e durmo com a esperança de não acordar.SÁBADOAcordo porque estão batendo na porta, vejo pela janela, são pessoas que não conheço, querem falar comigo sobre algo, digo que não, não quero ser grosso, peço pra elas se retirarem da forma mais educada e o mais humanamente possível. Vejo as horas, 8h45 da manhã, argghhhh. Volto a me deitar. Quero continuar dormindo, vejo o WhatsApp. -Chat-
Ana: Vem tomar café da manhã com a gente.
Ana: Já vi que você tá online e leu. Vem pra cá.
Beto: Não, suas mensagens me acordaram. Deixa eu dormir. Tchau.
Ana: Beto, VEM CAFÉ DA MANHÃÃÃÃÃ
Ana: Não me deixa no vácuo. Não ligo pra isso, volto a dormir. Acordo de tarde, vejo o relógio, são 5:45 da tarde. Tô com fome, me preparo uns ovos mexidos, até podia pedir comida, mas não quero gastar um centavo comigo. Bah. Como mesmo assim, só pra minha barriga ter alguma coisa, não tô a fim de nada. Vou tomar banho, me vejo no espelho, me vejo com olheiras, acabado, não gosto do meu visual, tô um bagaço. Entro no chuveiro, começo a pensar, relembrar, ela me fazia feliz, estar com ela era meu combustível pra seguir em frente. Realmente me apaixonei pela minha mãe e pelo visto não fui correspondido. Não é a primeira vez que me rejeitam, no colégio, no ensino médio também fui rejeitado e até humilhado, doeu, sim, é normal. Mas essa rejeição foi diferente, foi brutal, foi esmagadora, sem perceber estou chorando, tenho uma dor no ventre, na boca do estômago, como se tivessem me dado um chute, estou sem ar, a própria dor me fez ajoelhar, e me deitar, a água cai… Me levanto, fecho o chuveiro, tiro o excesso de água, me seco, e vou pro meu quarto. Deito só de cueca, afinal tô sozinho. Falo comigo mesmo: chega, chega de chorar, a dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Não vou continuar sofrendo por alguém que não me valoriza, que prefere um idiota, tudo bem. Não choro, durmo, não ligo pra que horas são. Só apaguei.
DOMINGOLevanto, vejo a hora 5:00 da manhã, preparo meu café da manhã, faço um sanduíche, preparo um café. Coloco música no celular. Começo a limpar a casa, varro, passo pano, lavo a louça, ligo a máquina de lavar, termino a faxina antes do meio-dia. Decido ir pra praça, mudar minha aparência. Vou ao salão, peço pra cortarem meu cabelo, pra fazerem a mágica delas. Elas me observam, me informam e sugerem um corte específico, eu digo que sim. Elas fazem. Gosto do que vejo. Saio do salão, vejo Ana e minha mãe de longe. Ana me vê:
- Ana: Betoooo, finalmente você se animou a sair da toca.
-Aracely: Oi, gostoso.
-Beto: O que vocês estão fazendo por aqui?
- Ana: Vim tirar a mamãe de casa, pra ela dar uma volta, pra variar. Vem com a gente.
-Beto: Não, não tenho, só vim dar uma olhada em umas coisas.
- Ana: Vem cá, assim a gente conversa os três.
-Aracely: Acompanha a gente, tá?
-Beto: Desculpa, já tinha planos. A gente se vê.
Vou embora sem olhar para trás. Sei que, se insistirem e vê-la com essa blusa e essa calça justa, vão fazer minha cabeça explodir. E não, não pretendo continuar brincando. Vou na loja de roupa, tô olhando o que penso em comprar. Vejo que tão por perto, olhando, não sei se tão me procurando, mas decido entrar num provador, com a roupa que peguei. Provo a roupa, calça social, camisa, um paletó, quero ficar bem… pra ela? Vejo meu telefone com mensagens e chamadas perdidas da Ana. -Ana: Que filho da puta você é. Ainda te cumprimento, você não quer vir, a gente vai com você e você trata a gente que nem lixo. A gente viu você entrar na loja, sei que me viu, se escondeu no provador, você é uma merda. A mamãe ficou mal, por causa da sua grosseria. Você é igual ao papai.
Beto: Eu vim pro shopping porque queria sair pra caminhar e comprar. Ver vocês não era meu plano. Não quero ver ninguém. Se você me viu, que bom, fico feliz. E ser igual àquele idiota, tanto faz pra mim.
Ana: Que que você tem, animal? Você só age assim quando te mandam pastar, com certeza uma namorada te deu um pé na bunda e por isso tá assim. A GENTE NÃO TEM CULPA de você ter sido mandado pro caralho. Não desconta na gente. Faz o que quiser. Pois é, se eu soubesse quem me rejeitou, não diria isso. Diria coisas piores. Enfim, saio da loja, vejo que elas estão no andar de cima, as duas me veem, só faço um aceno de que já vou indo. Volto pra casa, são 3:28 da tarde. Peço uma pizza, chega às 4:00 da tarde. Olho meu celular e vejo mensagens da Ana e dela… decido ignorar. Não tô a fim.
QUARTA-FEIRAO cheiro de café passado na hora me desperta. Visto meu short, levanto, vejo as horas: são 9h da manhã. Saio do quarto e vejo minha mãe preparando panquecas, ela está vestida muito gostosa, usando um vestido decotado que chegava até as coxas, estava muito linda, delicada. Estava admirando a figura dela, me aproximo por trás. Dou um beijo na bochecha dela, e como estou com a pica dura por causa da ereção matinal, roço minha ereção na bunda dela.
-Bom dia pra mulher mais gostosa. Como você amanheceu?
-Bom dia, gostosa. Bem, bem, e você?
- Bem, quais planos você tem hoje?
-Pois é, tem que fazer a lida, já sabe, o trabalho de uma dona de casa nunca acaba.
- Se quiser, posso te ajudar. Só se você quiser. É o que seu ma-ri-do faria.
-Já, já, você e suas coisas malucas. Se quiser. Os hot-cakes já estão prontos.
-Obrigada, eles parecem deliciosos, (olho para o decote dela no momento em que falo)
-Tomara que você goste.
-É claro que sim (continuo olhando o decote dela)
Nós sentamos para tomar café da manhã, conversamos sobre tudo. Quando terminamos, eu disse que eu cuido de lavar a louça, ela vai para a sala limpar. Termino de lavar a louça e vou para a sala, vejo que ela está varrendo, e fico ali admirando ela.
Ela percebe meu olhar sobre ela. Sorri para mim:- O que é amor?
-Nada, só estou admirando sua beleza.
- Ja, ja, que doido você é. Não sou uma gostosa.
- Pra mim, você é sim.
- Ai, você tá me fazendo corar… eu te falei, parece que você tá me conquistando…
- Só de pensar nisso já me excitei.
- Vem cá, meu bem, senta aqui comigo…
Nós sentamos na sala, vejo a cara dela, séria, não incomodada, mas tem aquela aura de seriedade, me preocupa. Ela começa a falar:
-Não sei o que você tá tentando fazer, Humberto. Mas sinto que isso que você tá fazendo comigo não é normal…
-Olha… eu…
-Deixa eu terminar, amor. Me sinto lisonjeada com suas atenções, seus detalhes, suas cartas são muito lindas, mas sinto que não são palavras que um filho devia dizer pra mãe dele. São palavras que você tem que dizer pra sua namorada, pra sua mina. Foi gostoso, sim, que pensassem que eu era sua esposa, que vissem em você love, mas é um love de filho, não de marido. Cê me entende?
- …
- Me diz, Humberto, por que você faz isso?
- Eu faço isso porque te amo, não gosto nada do jeito que o papai te trata, ele te rebaixa, te humilha, você é só mais um objeto da casa que ele pode usar ou não. Eu quis te mostrar que tem alguém aqui em casa que te nota, que te admira, que te olha com amor. Por isso, cuidei para, nesses dias, te dar o amor que você merece, uma vida diferente. Te tratar com amor, respeito, carinho.
- hotel, agradeço, fico feliz com esses cuidados, sim, mas você não deve fazer isso comigo, sou sua mãe, não uma namorada.
-…
-Diz pra mim, será que tu tá tentando me conquistar?
Naquele momento, a idiotice me dominou 1000 por cento. Como a gente tava perto, eu me inclinei e beijei ela. Ela ficou de olhos arregalados de surpresa, eu fechei os meus, sem querer olhar. Continuei beijando ela de um jeito carinhoso. Em certo ponto, sinto a mão dela acariciando meu rosto, e eu faço o mesmo. Aí, ela entreabre os lábios e eu meto a língua. Ela reage, e a gente segue num beijo mais quente e apaixonado. Nesse momento ela reage, me empurra, eu abro os olhos, vejo que ela vai embora e se tranca no quarto dela. Eu me aproximo, quero entrar, mas vejo que ela colocou o seguro, e escuto ela chorando sem consolo. Decido me afastar, só falo pra ela que vou sair. Vou dar uma volta, no parque, fico sentado lá, vejo que escurece, volto pra casa, ligo pra ela, não atende. Meu celular toca, eu olho, é uma mensagem da minha irmã. - Chat -
Ana: Beto, a mamãe tá aqui, não se preocupa. Ela disse que quer passar um tempo com a gente, porque tá de saco cheio de ficar presa em casa.
Beto: Ok, tá tudo bem?
Ana: Sim, só que eu vi que ela tava chorando, os olhos tavam vermelhos, você sabe que ela não pode sair, mas pelo menos aqui eu vou levar ela pra praia, pro cinema.
Beto: Ok, é, ela precisa dar uma descansada de tudo. Se precisar de grana, posso te mandar um dinheiro pra ela.
Ana: Não se preocupa. Cuida da casa, com isso você já ajuda a mamãe.
Beto: Ok. Tchau. Mimamá foi embora, se afastou de mim, fui um completo idiota, por agir daquele jeito. Essas são as consequências dos meus atos. Entro no quarto dela, respiro o cheiro dela, reviro a gaveta da cômoda dela… procurando as cartas pra rasgar, não acho. Procuro no lixo se ela jogou fora, também não. Ela levou com ela? Por quê? Não tô com fome, deito, não tô com sono, ligo o videogame, fico jogando até dar umas 3:00 – 4:00 da manhã. Bate o sono, desligo. Deito pra dormir. Dou uma olhada no celular, vejo as notificações, não tô nem aí.
QUINTA-FEIRAAcordo por volta das 2:30 da tarde. A fome me acordou, vou ao banheiro, lavo o rosto, só pego um pouco de cum com umas bolachas, volto pro quarto.
Checo meu e-mail, a universidade me mandou o horário, grupo designado, vejo, tanto faz.
O WhatsApp continua cheio de notificações, tocando sem parar. Pego o celular, vejo o chat dos grupos, marco como lido e pronto, continuo olhando e vejo o chat da minha irmã.
-Chat-
-Bom dia, te aviso que a mãe tá bem.
-Ei, responde, você tá bem?
-Oiííííí, terra chamando Beto...
-Tô preocupada com você, sua última conexão foi ontem quando a gente terminou de falar... não vou contar nada pra mãe, mas responde.
-Me responde, Betoooo. - O que você quer, Ana? Eu tava dormindo, aproveitei que tô sozinho pra jogar e virar a noite, fui dormir umas 5 e você não deixa a gente descansar. Só me mantém informado de como a mãe tá e pronto. Não precisa ficar enchendo meu saco toda hora. Tchau. Volto a ligar o console, começo a jogar a saga Resident Evil, coloquei o Zero, meu consolo, o videogame, ele não trai, não abandona. Tô prestes a encarar o morcego, quando o telefone toca, notificações do whatsapp, vejo que é a Ana. Não dou bola, continuo jogando, continua tocando, tocando, tocando, dou pausa assim que venço o morcego. Confiro o telefone. -Chat-
Ana: Ok, Beto, só te falando que notei a mãe estranha, sei lá, vejo ela meio confusa, falo com ela e ela tá perdida nos pensamentos, às vezes escuto ela chorando… mas não acho que seja por causa do pai. Na real, porque ela fica dizendo NÃO POSSO, NÃO PODE SER… você sabe de alguma coisa? Loleo, eu penso antes de escrever, tudo o que eu disser pode afetar tudo. Beto: Sei lá, só vou te falar que eu dei roupa pra ela, fiz a mudança de visual, não pensa que a mamãe tá tendo caso com alguém. Fiz isso pra ela se sentir bem consigo mesma. Ok? Me deixa continuar JO-GAN-DO. Tchau. Sigo jogando até as 19h30. Desligo, preparo um sanduíche, pego algo pra beber, sento pra ver TV, séries de terror, torcendo pra que, se chegar um apocalipse zumbi, eu enfrente eles, não tô nem aí, não tenho ninguém pra defender.
Não percebia que eu tava me enganando, que tava deprimido, por causa da rejeição que ela fez dos meus sentimentos. Fiquei vendo outro filme, outro filme de terror, desejando ser uma das vítimas do assassino, monstro, entidade.
Afundei no sofá assistindo, até que dormi sem perceber. Acordei, olho meu celular, vejo que são 2h15 da manhã. Vejo notificações do WhatsApp. Abro. - Chat -
Ana: Sim, foi isso que ela me disse, que você se comportou como o pai deveria ter se comportado. Você mandou bem na mudança de visual, eu falei pra ela, mas os vestidos são uma putaria. Assim que o pai tem que ser com ela. Mas fico feliz que seja você quem faça ela enxergar a realidade das coisas. Que ela não é um objeto, é um ser humano, que sente, que deseja, que seja amada. Bom, aliás, a mãe perguntou por você, porque te mandou mensagem e você não respondeu, eu comentei que você tá vivo, não botou fogo na casa, ha, ha. A gente se vê. Loleo, vejo que minha mãe me mandou mensagem… como assim? pra quê? Procuro na lista e vejo o chat dela, foi às 9h15 da noite.
-Chat-
Aracely: Boa noite. Te escrevo isso com o coração na mão e muita vergonha pelo que fiz: fui embora sem te avisar, e sei que te machuquei, que te deixei confuso e preocupado, e isso ninguém merece, muito menos você. Te peço perdão de verdade. Não foi minha intenção te fazer sentir mal, nem muito menos te dar a entender que não valorizo o que você fez por mim nesses 2 dias que foram maravilhosos. A verdade é que me senti sobrecarregada.
Sentir seus cuidados, seu jeito de me tratar, o fingir ser sua esposa, eu gostei, porque é o que procuro do seu pai, mas não é assim, quem está me dando isso é você, MEU FILHO, não soube ficar e conversar; saí correndo sem pensar, por medo, por confusão, por não saber organizar o que carrego dentro de mim. A verdade é que quando você me beijou, fiquei totalmente surpresa. Foi algo que eu não esperava naquele momento, e me pegou completamente desprevenida. Senti tanta coisa de uma vez, que minha mente e meu coração se encheram de confusão. Naquela hora não soube o que fazer, nem o que dizer, e por instinto saí e fui pro meu quarto, chorei, sim, muito, porque você é o homem que eu queria que fosse seu pai. Foi tanta a força do que senti, que me abateu e não consegui ficar e conversar com você.
Não te peço que me entenda agora, só te peço que me dê um pouco de tempo. Não é pra sempre, não é pra me afastar de você de vez: é pra clarear minhas ideias, acalmar meu coração, sem confusões.
Obrigada pela sua paciência. Quando eu estiver pronta, volto a falar com você. Eu te quero, e isso não muda, mesmo que agora tudo pareça bagunçado. Vou ler com calma, observo que ela se sentiu mal, por não corresponder, por enganar meu pai. (Embora ele mereça, o filho da puta), mas ela é assim, pensa em todo mundo, menos nela. É o maior defeito dela. Peguei meu celular, escrevo: Beto: Não te culpo por ter ido embora sem dizer nada. Naquele momento, talvez eu também tenha sido impulsivo e um completo IDIOTA e não medi o quanto isso poderia te afetar, e por isso também te peço desculpas. Só quero te dizer que sempre te admirei, amei como filho, sim, mas ver como te desprezam, fez com que eu quisesse te dar um pouquinho do amor que você merece. Sim, eu sou seu filho, mas... comecei a te amar de outra forma, sim, isso acontece e aconteceu comigo. Toma todo o tempo que precisar. Não se apresse, não se pressione, não sinta que precisa me dar uma resposta agora. Aproveita a casa com a minha irmã. Não se apresse. Eu leio, olho, analiso. Dou enviar. Durmo, e foda-se... ele não está aqui.
Sexta-feiraAcordo, vejo a hora, são 4 da tarde, tomo banho, fico uma hora no chuveiro, preparo outro sanduíche, uns doritos e uma Pepsi. Limpo a casa, deixo ela em ordem. Vejo a TV, não tem nada. Coloco Netflix, nada, HBO, nada que me chame a atenção. Vou pro meu quarto, ligo o videogame, continuo jogando, matando zumbis, descontando nos zumbis, minha frustração. Vejo notificações, dou pause. Checo uma mensagem da Ana das 10 da manhã. - Chat -
Ana: Mamãe está melhor, parece mais tranquila. Hoje a gente vai pra praça, se quiser ir junto. A gente vai estar lá às 11:00. Beijos.
Ana: A gente já tá aqui, não te vemos. Cê vai vir? Acho que não, nem leu a primeira. Para de brincar ou dormir.
Ana: A gente já tá em casa. Tchau. Vejo mais abaixo, um da minha mãe: Aracely: Pensei que te veria na praça com sua irmã. Não foi assim, acho que é normal, você quer me dar um tempo e agradeço por isso. Sabe, sinto falta dos seus cuidados, mesmo tendo sido só 2 dias, foram muito importantes pra mim. Isso me diz muita coisa. Bom, a gente se vê. Sinto sua falta. Beijos. Fico olhando as duas mensagens… continuo deprimido, não a vejo aqui. Nada importa.
Ligo a TV, continuo vendo séries, filmes, sem nenhum interesse. Se nada que ver que me importe. Percebo que são 7:30 da noite, me deito na cama, fico navegando nas redes sociais. Vejo as fotos da minha irmã que ela postou hoje na praça, sozinha, e do lado está minha mãe, vejo que ela usou o vestido vermelho que eu dei. Dou zoom, olho pra ela, está sorrindo, sim, mas o olhar dela está vazio.
Continuo rolando, vejo memes, notícias, me entedia, coloco no mudo, pego minha fiel companheira, ligo ela, escolho a próxima, Resident Evil 4, enfrento a horda, o anão chato pra caralho, aquela Ashley que fica gritando o tempo todo, me lembra minha irmã Ana quando era pequena, termino de jogar, vejo que são 1:17 da manhã. Não tenho fome, só desligo tudo e durmo com a esperança de não acordar.SÁBADOAcordo porque estão batendo na porta, vejo pela janela, são pessoas que não conheço, querem falar comigo sobre algo, digo que não, não quero ser grosso, peço pra elas se retirarem da forma mais educada e o mais humanamente possível. Vejo as horas, 8h45 da manhã, argghhhh. Volto a me deitar. Quero continuar dormindo, vejo o WhatsApp. -Chat-
Ana: Vem tomar café da manhã com a gente.
Ana: Já vi que você tá online e leu. Vem pra cá.
Beto: Não, suas mensagens me acordaram. Deixa eu dormir. Tchau.
Ana: Beto, VEM CAFÉ DA MANHÃÃÃÃÃ
Ana: Não me deixa no vácuo. Não ligo pra isso, volto a dormir. Acordo de tarde, vejo o relógio, são 5:45 da tarde. Tô com fome, me preparo uns ovos mexidos, até podia pedir comida, mas não quero gastar um centavo comigo. Bah. Como mesmo assim, só pra minha barriga ter alguma coisa, não tô a fim de nada. Vou tomar banho, me vejo no espelho, me vejo com olheiras, acabado, não gosto do meu visual, tô um bagaço. Entro no chuveiro, começo a pensar, relembrar, ela me fazia feliz, estar com ela era meu combustível pra seguir em frente. Realmente me apaixonei pela minha mãe e pelo visto não fui correspondido. Não é a primeira vez que me rejeitam, no colégio, no ensino médio também fui rejeitado e até humilhado, doeu, sim, é normal. Mas essa rejeição foi diferente, foi brutal, foi esmagadora, sem perceber estou chorando, tenho uma dor no ventre, na boca do estômago, como se tivessem me dado um chute, estou sem ar, a própria dor me fez ajoelhar, e me deitar, a água cai… Me levanto, fecho o chuveiro, tiro o excesso de água, me seco, e vou pro meu quarto. Deito só de cueca, afinal tô sozinho. Falo comigo mesmo: chega, chega de chorar, a dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Não vou continuar sofrendo por alguém que não me valoriza, que prefere um idiota, tudo bem. Não choro, durmo, não ligo pra que horas são. Só apaguei.
DOMINGOLevanto, vejo a hora 5:00 da manhã, preparo meu café da manhã, faço um sanduíche, preparo um café. Coloco música no celular. Começo a limpar a casa, varro, passo pano, lavo a louça, ligo a máquina de lavar, termino a faxina antes do meio-dia. Decido ir pra praça, mudar minha aparência. Vou ao salão, peço pra cortarem meu cabelo, pra fazerem a mágica delas. Elas me observam, me informam e sugerem um corte específico, eu digo que sim. Elas fazem. Gosto do que vejo. Saio do salão, vejo Ana e minha mãe de longe. Ana me vê:
- Ana: Betoooo, finalmente você se animou a sair da toca.
-Aracely: Oi, gostoso.
-Beto: O que vocês estão fazendo por aqui?
- Ana: Vim tirar a mamãe de casa, pra ela dar uma volta, pra variar. Vem com a gente.
-Beto: Não, não tenho, só vim dar uma olhada em umas coisas.
- Ana: Vem cá, assim a gente conversa os três.
-Aracely: Acompanha a gente, tá?
-Beto: Desculpa, já tinha planos. A gente se vê.
Vou embora sem olhar para trás. Sei que, se insistirem e vê-la com essa blusa e essa calça justa, vão fazer minha cabeça explodir. E não, não pretendo continuar brincando. Vou na loja de roupa, tô olhando o que penso em comprar. Vejo que tão por perto, olhando, não sei se tão me procurando, mas decido entrar num provador, com a roupa que peguei. Provo a roupa, calça social, camisa, um paletó, quero ficar bem… pra ela? Vejo meu telefone com mensagens e chamadas perdidas da Ana. -Ana: Que filho da puta você é. Ainda te cumprimento, você não quer vir, a gente vai com você e você trata a gente que nem lixo. A gente viu você entrar na loja, sei que me viu, se escondeu no provador, você é uma merda. A mamãe ficou mal, por causa da sua grosseria. Você é igual ao papai.
Beto: Eu vim pro shopping porque queria sair pra caminhar e comprar. Ver vocês não era meu plano. Não quero ver ninguém. Se você me viu, que bom, fico feliz. E ser igual àquele idiota, tanto faz pra mim.
Ana: Que que você tem, animal? Você só age assim quando te mandam pastar, com certeza uma namorada te deu um pé na bunda e por isso tá assim. A GENTE NÃO TEM CULPA de você ter sido mandado pro caralho. Não desconta na gente. Faz o que quiser. Pois é, se eu soubesse quem me rejeitou, não diria isso. Diria coisas piores. Enfim, saio da loja, vejo que elas estão no andar de cima, as duas me veem, só faço um aceno de que já vou indo. Volto pra casa, são 3:28 da tarde. Peço uma pizza, chega às 4:00 da tarde. Olho meu celular e vejo mensagens da Ana e dela… decido ignorar. Não tô a fim.
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