Na manhã seguinte, os dois seguiram para o complexo da Sofia e da Camila.
Caminharam com cuidado, evitando as ruas principais, apoiando um no outro quando o cansaço apertava. Chegaram exaustos, sujos e com o Carlos ainda pálido por causa do ferimento no braço. Quando as duas mulheres os viram aparecer na entrada principal, não conseguiram se segurar.
A Sofia soltou um soluço abafado e correu pra Renata, abraçando-a com força, como se tivesse medo de que ela sumisse. A Camila fez o mesmo com o Carlos: envolveu ele nos braços, afundou o rosto no pescoço dele e chorou em silêncio, apertando-o contra o corpo. Levaram os dois pra dentro na hora. Trataram do braço do Carlos com o pouco que tinham, prepararam um banho quente improvisado e deram rações extras pra eles comerem. Ninguém perguntou muita coisa naquele momento. Só importava que estivessem vivos.
Depois, Sofia levou Renata para o escritório dela. Fecharam a porta. Ali, longe dos olhares, as duas falaram sobre tudo: da fuga, da Raquel, dos meses de escravidão, do medo, da culpa. As lágrimas caíram de novo, mas dessa vez acompanhadas de palavras que ficaram tempo demais guardadas.
Enquanto isso, Carlos e Camila ficaram no quarto deles.
Mal a porta se fechou, Camila partiu pra cima dele. Empurrou-o com cuidado na direção da cama, evitando o braço ferido, e o beijou com desespero, como se quisesse recuperá-lo pela boca. Tirou a roupa dele com mãos trêmulas e se despiu ela mesma. O corpo maduro e voluptuoso ficou exposto: peitos pesados, quadris largos, a buceta já brilhando de tesão.
—Preciso de você… agora —sussurrou contra os lábios dele.
Montou-se sobre ele, de pernas abertas. Guiou a pica até a entrada e sentou de uma vez só, engolindo inteira. Começou a cavalgar com urgência, quicando, os peitos pulando na cara dele. Carlos segurou os quadris dela com a mão boa e meteu de baixo pra cima. O som molhado dos corpos se chocando encheu o quarto. Camila gemia sem se segurar, pedindo mais, mais fundo, mais forte.
Ele a virou com cuidado. Colocou ela de quatro e penetrou por trás, uma mão cravada na cintura dela. As estocadas foram profundas, quase brutais. Camila empurrava pra trás, a bunda redonda batendo uma e outra vez contra a pélvis do filho. Ele deu umas palmadas nela e ela gozou com um gemido abafado, a buceta apertando ele em espasmos fortes. Carlos não parou. Fodeu ela através do orgasmo até sentir que ia gozar. Enterrou até o fundo e se esvaziou dentro dela, grunhindo o nome dela.
Cairam juntos, ofegando.
Camila se aconchegou contra o peito dele, ainda com pequenos tremores residuais. Passaram vários minutos em silêncio antes de Carlos falar, acariciando o cabelo dela.
— Como... como é que vocês saciaram as necessidades você e a Sofía enquanto eu não tava? Vocês recorreram à... àquele homem?
Camila negou com a cabeça, sem olhar pra ele ainda.
— Não. A gente usou a ocitocina que sobrou. Mas só deu pra três dias. Depois... a gente transou entre a gente. A gente se tocava, se chupava, se esfregava até gozar. Mas não era a mesma coisa. Não bastava. A gente precisava de você.
Carlos apertou ela um pouco mais contra o corpo dele. Lá fora, no escritório, a Sofía e a Renata continuavam conversando. Dentro do quarto, o cheiro de sexo e o calor da Camila eram a única certeza que ele tinha naquele momento.
No dia seguinte, reuniram todo o grupo no refeitório.
Carlos e Renata contaram tudo: o tamanho do outro assentamento, o jeito que tratavam os retidos como escravos, as torres, as armas, a disciplina brutal. Também explicaram que da última vez que o grupo principal tinha saído em busca de suprimentos e gente nova, tinha chegado até o shopping onde o Carlos encontrou a mochila da Renata. Estavam cada vez mais perto. Era só questão de tempo.
O silêncio que se seguiu foi pesado.
Eram apenas quinze pessoas contando com os recém-chegados. Não tinham munição suficiente nem muros fortes o bastante pra aguentar um ataque organizado.
Carlos foi o primeiro a falar com clareza:
— Proponho que a gente vá embora. A vila dos meus avós é longe, mas é tranquila. Tem poços, terra pra plantar e poucas rotas de acesso. Dá pra chegar em uns dois dias se a gente for com cuidado. Recomeçar, mais escondidos.
Dante se levantou na hora, com o maxilar travado.
— Não. Eu não vou fugir de novo. A gente construiu isso. Defendemos. Se a gente for agora, até quando vamos ficar correndo? Prefiro ficar e lutar pelo que é nosso.
A discussão se arrastou. Vozes a favor, vozes contra. Alguns olhavam pra Sofía esperando uma decisão. Ela, pela primeira vez em muito tempo, não impôs a opinião dela. Só escutou. No fim, quando as posições ficaram claras, o grupo se dividiu naturalmente.
Uma parte ficaria com Dante pra reforçar as defesas e lutar se precisasse.
A outra partiria com Carlos.
Duas semanas depois, ao amanhecer, Carlos, Sofía, Camila e Renata carregaram o essencial num veículo que ainda funcionava: água, ferramentas, sementes, um pouco de comida e as poucas armas que puderam levar sem deixar os que ficavam desprotegidos. Se despediram com abraços curtos e olhares carregados. Ninguém prometeu se ver de novo. Naquele mundo, promessas eram demais.
O motor ligou.
O complexo foi ficando pequeno no retrovisor até sumir entre os prédios abandonados. Na frente, só restava a estrada rachada e a incerteza de uma vila distante que talvez ainda estivesse em silêncio.
A viagem tinha começado de novo.
Caminharam com cuidado, evitando as ruas principais, apoiando um no outro quando o cansaço apertava. Chegaram exaustos, sujos e com o Carlos ainda pálido por causa do ferimento no braço. Quando as duas mulheres os viram aparecer na entrada principal, não conseguiram se segurar.
A Sofia soltou um soluço abafado e correu pra Renata, abraçando-a com força, como se tivesse medo de que ela sumisse. A Camila fez o mesmo com o Carlos: envolveu ele nos braços, afundou o rosto no pescoço dele e chorou em silêncio, apertando-o contra o corpo. Levaram os dois pra dentro na hora. Trataram do braço do Carlos com o pouco que tinham, prepararam um banho quente improvisado e deram rações extras pra eles comerem. Ninguém perguntou muita coisa naquele momento. Só importava que estivessem vivos.
Depois, Sofia levou Renata para o escritório dela. Fecharam a porta. Ali, longe dos olhares, as duas falaram sobre tudo: da fuga, da Raquel, dos meses de escravidão, do medo, da culpa. As lágrimas caíram de novo, mas dessa vez acompanhadas de palavras que ficaram tempo demais guardadas.
Enquanto isso, Carlos e Camila ficaram no quarto deles. Mal a porta se fechou, Camila partiu pra cima dele. Empurrou-o com cuidado na direção da cama, evitando o braço ferido, e o beijou com desespero, como se quisesse recuperá-lo pela boca. Tirou a roupa dele com mãos trêmulas e se despiu ela mesma. O corpo maduro e voluptuoso ficou exposto: peitos pesados, quadris largos, a buceta já brilhando de tesão.
—Preciso de você… agora —sussurrou contra os lábios dele. Montou-se sobre ele, de pernas abertas. Guiou a pica até a entrada e sentou de uma vez só, engolindo inteira. Começou a cavalgar com urgência, quicando, os peitos pulando na cara dele. Carlos segurou os quadris dela com a mão boa e meteu de baixo pra cima. O som molhado dos corpos se chocando encheu o quarto. Camila gemia sem se segurar, pedindo mais, mais fundo, mais forte.
Ele a virou com cuidado. Colocou ela de quatro e penetrou por trás, uma mão cravada na cintura dela. As estocadas foram profundas, quase brutais. Camila empurrava pra trás, a bunda redonda batendo uma e outra vez contra a pélvis do filho. Ele deu umas palmadas nela e ela gozou com um gemido abafado, a buceta apertando ele em espasmos fortes. Carlos não parou. Fodeu ela através do orgasmo até sentir que ia gozar. Enterrou até o fundo e se esvaziou dentro dela, grunhindo o nome dela.
Cairam juntos, ofegando.
Camila se aconchegou contra o peito dele, ainda com pequenos tremores residuais. Passaram vários minutos em silêncio antes de Carlos falar, acariciando o cabelo dela.
— Como... como é que vocês saciaram as necessidades você e a Sofía enquanto eu não tava? Vocês recorreram à... àquele homem?Camila negou com a cabeça, sem olhar pra ele ainda.
— Não. A gente usou a ocitocina que sobrou. Mas só deu pra três dias. Depois... a gente transou entre a gente. A gente se tocava, se chupava, se esfregava até gozar. Mas não era a mesma coisa. Não bastava. A gente precisava de você.
Carlos apertou ela um pouco mais contra o corpo dele. Lá fora, no escritório, a Sofía e a Renata continuavam conversando. Dentro do quarto, o cheiro de sexo e o calor da Camila eram a única certeza que ele tinha naquele momento.
No dia seguinte, reuniram todo o grupo no refeitório. Carlos e Renata contaram tudo: o tamanho do outro assentamento, o jeito que tratavam os retidos como escravos, as torres, as armas, a disciplina brutal. Também explicaram que da última vez que o grupo principal tinha saído em busca de suprimentos e gente nova, tinha chegado até o shopping onde o Carlos encontrou a mochila da Renata. Estavam cada vez mais perto. Era só questão de tempo.
O silêncio que se seguiu foi pesado.Eram apenas quinze pessoas contando com os recém-chegados. Não tinham munição suficiente nem muros fortes o bastante pra aguentar um ataque organizado.
Carlos foi o primeiro a falar com clareza:
— Proponho que a gente vá embora. A vila dos meus avós é longe, mas é tranquila. Tem poços, terra pra plantar e poucas rotas de acesso. Dá pra chegar em uns dois dias se a gente for com cuidado. Recomeçar, mais escondidos.
Dante se levantou na hora, com o maxilar travado.
— Não. Eu não vou fugir de novo. A gente construiu isso. Defendemos. Se a gente for agora, até quando vamos ficar correndo? Prefiro ficar e lutar pelo que é nosso.
A discussão se arrastou. Vozes a favor, vozes contra. Alguns olhavam pra Sofía esperando uma decisão. Ela, pela primeira vez em muito tempo, não impôs a opinião dela. Só escutou. No fim, quando as posições ficaram claras, o grupo se dividiu naturalmente.
Uma parte ficaria com Dante pra reforçar as defesas e lutar se precisasse.
A outra partiria com Carlos.
Duas semanas depois, ao amanhecer, Carlos, Sofía, Camila e Renata carregaram o essencial num veículo que ainda funcionava: água, ferramentas, sementes, um pouco de comida e as poucas armas que puderam levar sem deixar os que ficavam desprotegidos. Se despediram com abraços curtos e olhares carregados. Ninguém prometeu se ver de novo. Naquele mundo, promessas eram demais.
O motor ligou.
O complexo foi ficando pequeno no retrovisor até sumir entre os prédios abandonados. Na frente, só restava a estrada rachada e a incerteza de uma vila distante que talvez ainda estivesse em silêncio.
A viagem tinha começado de novo.
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