A nova vida de corno (parte 1)

Isabel sempre tomou a iniciativa, na cama e em todo o resto. Era uma mulher de personalidade forte e ideias claras, e eu deixava ela ditar o ritmo desde que éramos namorados. Me chamo Adrián, sou um homem de quarenta anos com um emprego chato e que, no geral, não chama muita atenção. Bem diferente da minha esposa, que é uma mulher espetacular e uma empresária de sucesso acostumada a todo mundo obedecer ela. Pra alguém como eu, profundamente submisso, sempre foi uma bênção.
No começo, era algo leve. Quando namorávamos, ela colocava as mãos nos meus ombros pra me empurrar contra o colchão, com um sorriso, sentava em cima e rebolava do jeito que queria, até me fazer gozar. Eu adorava. Mas, ano após ano, fomos levando a dinâmica mais longe, até virar nossa rotina, e Isabel pegou tanto ou mais gosto que eu no papel de me dominar e humilhar.
A gente parou de foder pouco depois de casar. Não foi uma decisão consciente, só um rumo natural. No lugar disso, ela começou a me masturbar pra eu parar de pedir sexo quando não tava a fim, e rapidinho percebeu que eu curtia aquilo tanto ou mais que o sexo normal. Mas eu sabia que isso também não ia durar pra sempre, então chegou o dia em que Isabel foi além do que já tinha ido.
...
Eu tinha chegado do trabalho mais um dia, e a primeira coisa que ela fez foi sentar comigo no sofá pra perguntar como tinha sido meu dia. Poucos minutos depois, ela tava deitada do meu lado, com a mão esquerda apoiada no meu peito enquanto a direita trabalhava minha pica com movimentos de expert, sem pressa. Os dedos longos e finos dela, com as unhas pintadas de vermelho escuro, subiam e desciam apertando firme. Eu mal conseguia mexer o quadril, e cada virada de pulso arrancava de mim um gemido que eu não controlava. Ela me olhava com aqueles olhos azuis enormes, numa mistura de pena e diversão.
Aí ela se sentou e desabotoou a camisa do trabalho com Lentidão deliberada. A camisa caiu para trás, e as mãos longas dela afastaram o sutiã num movimento rápido. A renda preta escorregou pelos ombros dela e caiu de lado.
Os peitos dela ficaram expostos a poucos centímetros do meu rosto. Firmes e cheios, com mamilos grandes e escuros que me deixavam louco só de olhar. A pele branca, macia, com veias azuladas que mal se desenhavam na superfície. Ela sabia que eu não conseguia resistir a olhar pra eles, muito menos a tocar, e que essa era uma das razões pelas quais eu sempre acabava aceitando tudo o que ela fazia comigo.
— Assim que eu gosto, cachorrinho — ela dizia, com a voz grave de quem dá ordens —. Não se mexe.

O polegar dela fazia círculos lentos em volta da cabeça da minha pica enquanto o resto da mão fechava num punho firme, sem lubrificante. Eu gostava do atrito. Gostava da pequena dor que precedia o prazer, e ela adorava me deixar uma lembrancinha pro resto do dia. Além disso, eu mal conseguia falar, nem tirar os olhos dos peitos dela.
— Você fica tão duro, Daniel. Sempre igual. Cada dia você é um pouco mais viciado nas minhas mãos.

Ela fez uma pausa. Os dedos apertavam um pouco mais e eu ofegava de boca aberta, com as mãos agarradas no lençol.
— Chego em casa destruída — ela disse, e a voz mudou, ficou mais fria —. Passo o dia trabalhando, lidando com uns idiotas pra ganhar uma grana boa, e aí chego em casa e tenho que cuidar do meu cachorrinho — ela apertou a mão um pouco mais, os dedos fazendo força em volta da base —. Um marido que passa o dia excitado e que eu tenho que esvaziar as bolas, porque é um pervertido masoquista de merda.

Com o último insulto, ela acelerou o ritmo da mão. Agora era quase agressivo, o punho fechado, subindo e descendo contra minha pele com uma fúria contida que me fazia me contorcer de prazer e dor. Eu não conseguia evitar me sentir como o saco onde Isabel descarregava toda a tensão do dia.
— Que gemidos patéticos — ela disse, e a voz ficou venenosa, como uma agulha. cravando na minha cabeça—. Não importa quantos anos passem, seu pau fica duro só de ver minhas tetas. E quanto mais eu falo o quão patético você é, mais duro ele fica. Tá vendo? —ela apertou o punho em volta da base e segurou por alguns segundos, os dedos longos e fortes como ferro.
Já tá assim? —disse, com desprezo, apontando a ponta do meu pau com o dedo indicador—. A gente mal começou e você já tá pingando. Assim é impossível te levar a sério.
O líquido brilhava sob a luz, uma gotinha que tinha se formado na glande sem que eu pudesse evitar. Ela observou com nojo e espalhou com a ponta do dedo em volta da cabeça, como se estivesse desenhando um círculo.
—Patético —disse—. Você é tão patético que até me dá pena. Mas já me acostumei, e eu gosto.
Então ela encostou a ponta da unha postiça bem na fenda da uretra e apertou. A dor foi aguda, elétrica, uma picada que arrancou um gemido de mim e fez meu corpo inteiro se tensionar.
—Você não pode cair mais baixo, cachorrinho —sussurrou, e a voz dela estava carregada do desprezo de sempre—. Mal te toquei e você já tá quase sujando os lençóis. É assim que você quer que eu deixe você me foder?
Sem soltar meu pau, ela usou a outra mão para tirar a saia com um movimento rápido e deixou cair no chão. A calcinha caiu depois, a renda preta deslizou pelas coxas dela e prendeu nos tornozelos antes que ela chutasse pra longe com um pé.
Então ela abriu as pernas e eu não consegui evitar de olhar bem ali. A buceta depilada dela, perfeita, os lábios levemente inchados, o brilho molhado que começava a aparecer entre eles. Acima, a barriga lisa, a cintura marcada e a curva do quadril.
—Tá vendo o que você tá perdendo? —perguntou.
Ela levantou a mão que não estava me masturbando e levou entre as pernas. Os dedos deslizaram entre os lábios dela e os abriram, enquanto o polegar começou a roçar o clitóris em círculos lentos. Eu via cada movimento e não conseguia parar de olhar. Via como o corpo dela respondia, como a pélvis dela se movia só um pouquinho pra frente, como os dedos dela ficavam mais molhados mais rápido, o vermelho das unhas contra a umidade da buceta dela.
—Cê tá fantasiando em me foder, cachorrinho —ela disse, e a voz dela era um sussurro agora, um sussurro que cortava como uma navalha—. Cê deve achar que vai conseguir, mesmo a gente passando anos sem você me montar. Sabe por quê?
Eu não respondi. Não conseguia. Os peitos dela balançavam levemente a cada respiração, e as mãos dela continuavam trabalhando no meu pau e na buceta dela ao mesmo tempo.
—Porque eu não sinto nada —ela disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo—. Com esse pau tão pequeno, eu não sinto nada. Você sabe. Eu sei.
Mesmo não sendo muito grande, nunca achei que meu pau fosse tão pequeno quanto ela vivia me dizendo, mas quando ela soltava esses comentários, eu ficava mais duro sem conseguir evitar. E ela sabia disso há muito tempo, por isso sempre falava quando sabia que eu tava perto de quebrar.
Os dedos dela se moviam entre as pernas dela, o polegar no clitóris, os outros dois dentro da buceta. O som era molhado, obsceno, acompanhando o ritmo da mão direita dela no meu pau, os dedos deslizando pela minha pele.
—Eu preciso de um pau de verdade, Daniel —ela disse, e dessa vez a voz não tinha o mesmo tom de antes. Era a voz que ela usava quando queria falar de coisas sérias, igual me chamar pelo nome em vez de cachorrinho—. Um que me preencha. Um que não me faça fingir que sinto alguma coisa quando enfiam. Tô pensando há um tempo que devia procurar um.
Meu coração parou por um segundo. Meu corpo ficou excitado e alarmado ao mesmo tempo. Não era a primeira vez que ela me dizia algo assim, mas eu sentia que dessa vez era diferente.
—Não basta me humilhar assim? —eu perguntei, com a voz quebrada. Meu corpo queria gozar logo, mas eu tinha que aguentar.
As mãos dela pararam de repente. Os dedos vermelhos ficaram parados e ela me encarou. Nos olhos dela não tinha diversão, nem crueldade. Só um sorriso enorme, que eu nunca tinha visto antes.
—Não, Daniel. Já faz anos te falando isso de brincadeira. Mas não é mais brincadeira.
A mão dela se moveu de novo no meu pau, mais devagar agora, mais deliberada. Ela colocou a outra mão também no meu pau, molhada da buceta dela, lubrificando a base.
— Não preciso que você diga nada, cachorrinho. Só tô te avisando, pra você ir se acostumando com a ideia.
Eu continuava ali, com o pau prestes a explodir, sentindo o chão todo se mexer debaixo dos meus pés. Queria acreditar que era parte do jogo. Queria acreditar que daqui a pouco ela ia rir e falar que era brincadeira. Mas o olhar dela dizia o contrário.
— Lembra do Adrián? — ela perguntou de repente.
O nome me acertou no peito. Meu coração deu um pulo tão brusco que quase senti na garganta.
— A-dri-an? — gaguejei, e minha voz saiu mais fina do que eu queria.
— Meu ex-namorado da faculdade. O que tinha ficado na cadeia. Já te falei dele algumas vezes — ela disse, e o tom era casual, como se falasse de algo normal—. Cruzei com ele umas duas vezes ultimamente. Acontece que ele veio morar no bairro. Tá reformando uma casa no condomínio e vai ser nosso vizinho. Dá pra acreditar, cachorrinho?
A mão direita dela se movia devagar, de cima pra baixo, enquanto ela falava. Os dedos deslizavam no meu pau com uma suavidade que me deixava louco, e eu mal conseguia processar o que ouvia.
— No condomínio?
— Sim. Encontrei ele na rua semana passada. Tomei um café com ele.
— Um café? — repeti, idiota.
— Sim. Ele perguntou como eu tava e a gente conversou um pouco. Ele me contou da casa e eu falei que tava feliz de ver ele tão bem — a voz dela saiu provocante, como se de repente fosse uma adolescente apaixonada—. E sim, ele tá muito bem.
Eu tava completamente perdido.
— Continua forte igual, mas agora tem mais tatuagens. E eu não lembrava que ele era tão alto.
As mãos dela bombeavam mais rápido agora. Os peitos dela balançavam a cada movimento, de um jeito hipnótico.
— E sabe o que, cachorrinho? — ela sussurrou no meu ouvido—. Acho que o Adrián ia adorar foder comigo. E eu acho que eu também. Eu adoraria transar com ele de novo. Ele tem um pau enorme e te confesso que nunca consegui esquecer ele por completo.
O mundo parou, mas a mão dela não. Meu corpo continuava respondendo, mesmo que tudo ao redor parecesse desmoronar. Os dedos dela eram uma tortura implacável, e os peitos dela, uma armadilha que eu não conseguia desviar o olhar.
— Você ficou ainda mais duro — ela disse. — Eu aqui falando em dar pra outro, e você prestes a gozar. Você é ainda mais patético do que eu pensava.
— Isabel, por favor...
— Na verdade, nunca te vi tão duro — ela cortou. — Quero que você goze pensando nisso. Em outro homem que vai foder sua mulher. No Adrián metendo aquele pauzão onde você não alcança.
Ela apertou o punho com força e o manteve imóvel. Os dedos fechados bem debaixo da cabeça do pau. Eu estava no limite, tremendo, com cada músculo tenso, mas ela não me deixava chegar lá.
— Primeiro quero ouvir você dizer — ela falou.
— Dizer o quê? — eu ofeguei.
— Que você quer que eu transe com ele. Que você quer que o Adrián me foda. Que você quer que eu te meta chifre com ele. Fala alto. Quero ouvir você implorar por isso.
As mãos dela não se mexiam, e meu corpo gritava pelo fim.
— Não consigo — eu disse, mas minha voz soou fraca, até pra mim mesmo.
— Claro que consegue. Aposto que você já imaginou isso. Agora fala.
O polegar dela, com a unha vermelha brilhante, pressionou bem debaixo da cabeça do pau. Um movimento pequeno, quase um milímetro. Minha pelve se levantou sozinha, e minha mente finalmente quebrou. Depois de tanto tempo gozando nas mãos dela, meu corpo era incapaz de desejar outra coisa.
— Eu quero — comecei, e a voz tremeu —. Quero que você transe com o Adrián.
— Mais alto.
— Quero que o Adrián te foda — eu disse, e as palavras saíram como um vômito.
— E o que mais?
— Quero que você me meta chifre — a voz se partiu na última sílaba —. Quero ver ele te fodendo.
As mãos dela se moveram de novo. Rápido. Sem piedade.
— Bem. Agora goza. E pensa nisso enquanto faz isso. Em como vai ser quando ele estiver por cima. de mim, quando ela abrir minhas pernas, quando enfiar aquela rola tão dura.
E eu fiz isso. Com as mãos dela em volta da minha rola, os dedos apertando até o último espasmo e com o nome dela nos meus lábios, mas com a imagem do Adrián cravada na minha cabeça, ao fechar os olhos.
Gozei na mão dela, quente, tremendo, os olhos totalmente fechados e sentindo que algo se quebrava dentro de mim.
E enquanto o esperma quente escorria entre os dedos da Isabel, enquanto meu corpo tremia e minha respiração ficava ofegante, minha mente continuou lá. Na imagem que ela tinha plantado na minha cabeça. Adrián, com suas costas largas e mãos enormes, derrubando minha mulher de bruços, abrindo as pernas dela e enfiando aquela rola que eu nunca tinha visto mas conseguia imaginar perfeitamente. Enchendo ela como eu nunca tinha enchido.
O prazer percorria cada parte do meu corpo, e uma parte da minha mente não queria só imaginar. Queria que fosse real. Queria que o Adrián, ou qualquer outro, desse a ela o que eu não conseguia dar, e queria estar lá pra ver, pra cheirar, pra me sentir pequeno enquanto ela tremia debaixo de outro homem.
Porque naquele momento, com o esperma ainda quente escorrendo pela mão dela, eu soube que não tinha mais volta. Eu tinha decidido cruzar uma linha, e tinha certeza de que a Isabel também.
—Bem—disse ela, se limpando na minha camiseta, os dedos manchados de branco—. Amanhã tem mais.
Ela se virou e foi pro chuveiro.
Não falamos mais sobre isso pelo resto do dia, mas os dois sabiam o que tinha acontecido. E o que ia acontecer. Naquele dia, minha mulher tinha decidido me tornar um corno manso e eu só consegui gozar de prazer ao pensar nisso.

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