O velho zelador: Parte 3

Mario ajustou as calças e foi falar com Juan com naturalidade, como quem se despede de um convidado que já cumpriu seu papel.

— Você dorme no sofá esta noite — disse enquanto soltava o cinto da cabeceira, liberando os pulsos de Penélope com um gesto brusco —. Eu fico aqui com ela. Assim posso usar ela quando der na telha durante a noite.

Penélope esfregou os pulsos marcados, sem dizer nada, o esperma ainda brilhando nos peitos e no queixo. Juan vestiu a calça devagar, olhou para a esposa uma vez — ela não devolveu o olhar — e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.

O sofá cheirava a sexo velho. Juan se deitou com um travesseiro da sala e uma coberta fina, mas o sono não veio. Vinte minutos depois, os barulhos começaram. Primeiro o rangido da cama, depois a voz grave de Mario:

— Abre as pernas, puta. Falei pra você abrir.

Um gemido agudo de Penélope respondeu, seguido do som seco de carne batendo em carne. Juan fechou os olhos. O ritmo aumentou — estocadas rápidas, molhadas, o som inconfundível de uma buceta encharcada sendo fodida sem trégua.

— Você é uma gostosa — rosnou Mario —. Olha pra você, com a porra do seu marido ainda na cara, e aqui pedindo mais.

Penélope gritou. Não um grito de dor — um berro de prazer que ecoou pelo corredor e passou por baixo da porta da sala.

As horas passaram. Juan ficou parado no sofá, ouvindo. Mario não parava. Toda vez que o ritmo diminuía e Juan achava que iam descansar, a voz do velho recomeçava:

— Deita de costas. Vou foder esses peitos.

O barulho da pele de Penélope apertando a pica de Mario, escorregando, molhada de suor e do que restava de esperma anterior. Depois, mais gritos.

— Tô gozando, tô gozando, tô gozando — E a voz de Mario cortando: — Você goza quando eu deixar, vagabunda. — Um silêncio breve. Um gemido abafado. E de novo a cama rangendo, mais forte, mais rápido.

Às três da de madrugada, Penélope teve um orgasmo tão intenso que a voz dela se quebrou num soluço. Juan ouviu Mario rindo.
— De novo, putinha. Quantas vão já? Cinco? Seis? — Não recebeu resposta, só gemidos entrecortados e o estalo de uma palmada numa bunda. Às quatro, os barulhos espaçaram. Às quatro e meia, começaram de novo. Juan não dormiu.

A luz do sábado entrou pela persiana da sala. Juan se levantou com o corpo dolorido e os olhos inchados, e andou pelo corredor até a porta do quarto, que estava entreaberta. A primeira coisa que viu foi a cadeira: uma cadeira de madeira perto da janela, onde Mario estava sentado com as pernas abertas, completamente nu, a barriga flácida caindo sobre as coxas. E Penélope, ajoelhada entre as pernas dele, com as costas retas e os peitos enormes pendendo pesados, esfregando-os ao longo da pica do Mario. A pele do peito dela brilhava de saliva e de algo mais — restos secos da noite anterior —, e os mamilos estavam inchados, escuros, arranhados por horas de uso. Mario tinha a cabeça jogada para trás, os olhos semiabertos, uma mão pousada no topo da cabeça de Penélope.

— Assim, raposinha. Aperta mais com as tetas. Aperta —

Penélope obedeceu, apertando os peitos em volta do pau do velho, deslizando-os para cima e para baixo num ritmo lento e constante. De repente, ela se inclinou e pegou a ponta na boca, chupando com um estalo molhado, e depois voltou a usar os peitos, alternando, mamando e esfregando, mamando e esfregando, com a dedicação mecânica de alguém que fez a mesma coisa a noite inteira.

Juan empurrou a porta um pouco mais. O rangido da dobradiça alertou Mario, que levantou o olhar. Bem naquele instante, o corpo dele se tensionou — os músculos da barriga se contraíram, a mão apertou o cabelo de Penélope — e um grunhido gutural saiu da garganta dele. Penélope soltou os peitos e abriu a boca, esticando a língua, com os olhos fechados. A primeira descarga de porra A primeira bateu na bochecha esquerda dela, grossa e branca, escorrendo até o queixo. A segunda foi direto na língua esticada. A terceira sujou o lábio superior e o nariz. Penélope ficou imóvel, de boca aberta e língua pra fora, esperando até Mario terminar de se contorcer na cadeira, os últimos fios de porra escorrendo pelo queixo dele.

Mario se recostou, satisfeito, e olhou pra Juan da cadeira com um sorriso banguela.

— Hoje é sábado — disse, como se estivesse falando do tempo —. Meu dia de folga. Então vou ficar aqui o dia inteiro com a sua mulher.

Passou a mão no cabelo de Penélope, limpando os dedos nos fios pretos dela.

— Vou passar o dia inteiro fazendo ela me dar umas siriricas e uns boquetes. Até eu cansar —. Penélope não levantou o olhar. Tinha a cara coberta de porra, os olhos baixos, e engoliu o que tinha na boca com um movimento seco da garganta. Então virou a cabeça pra Juan, ainda de joelhos, com a porra escorrendo pela bochecha, e disse com voz neutra: — Sai e fecha a porta.

Juan deu um passo pra trás. A porta fechou com um clique suave.

Nas horas seguintes, do sofá, Juan escutou. O estalo rítmico de um boquete — lento, constante, interrompido pela voz de Mario:

— Mais pra baixo. Engole inteira.

O som molhado dos peitos de Penélope apertando uma pica, deslizando, uma vez e outra, com pausas curtas onde só se ouvia respirar. Depois, de novo a boca: o gorgolejo de saliva, a tosse abafada de uma garganta que se ajeita, e o grunhido de prazer de Mario. Ao meio-dia, um silêncio de dez minutos — talvez comeram, talvez descansaram — e então de novo: o barulho inconfundível de um boquete profundo, os gemidos surdos de Penélope de boca cheia, e a voz do velho xingando ela.

— Puta. Assim. Não para.

Juan ficou no sofá, imóvel, escutando. Às três da tarde, o som de uma siririca — pele contra pele, ritmo rápido, ofegos. Às cinco, outro boquete, mais lento, com pausas longas. Às sete, Mario gozou de novo: ele soube porque o velho grunhiu e a cadeira rangeu. Às nove da noite, ainda se ouvia o estalo suave dos peitos de Penélope envolvendo a pica do Mario, e a voz do velho dizendo:
—De novo. Começa de novo.

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