Finalmente saí no sábado. Não foi algo planejado, foi espontâneo. Tava em casa, entediada. Meus filhos brincavam nos quartos e meu marido assistia a um jogo da Copa, se preparando pro da Argentina, quando pensei: "E por que não? Por que não agora?". Já fazia um tempo que vinha com essa ansiedade, com essa vontade. E, como me conheço, sabia que não ia ficar tranquila até saciar, até matar essa necessidade que me empurra pro abismo sem nenhuma rede de proteção. Sei que é um risco. Uma mulher sozinha, à noite... qualquer coisa pode rolar. Mas é exatamente isso que me atrai: o perigo, entrar na boca do lobo. Quase por rotina, abri o grupo de WhatsApp das minhas amigas. Uma tava num jantar de família, outra viajando; as outras nem online estavam. E foi aí que me veio a ideia. "As minas vão se encontrar na casa da Daniela..." — comentei com meu marido — "Parece que, com essa história da Copa, tão todas meio largadas..." — "Vai então..." — ele disse — "Eu cuido dos meninos." — "Você é um amor..." — respondi. Dei um beijo nele e fui pro quarto me trocar. Me arrumei um pouco, nada demais, pra não dar na cara que tava saindo pra caçar. Daqui a pouco já tô dirigindo sozinha pela cidade. A Seleção tá jogando, mas mesmo assim tem muita gente na rua, passeando, completamente alheia à loucura da Copa. Dei uma volta, mas nenhum dos lugares que passei me convenceu. Muita juventude. Sei lá, juventude é um tesouro divino, mas naquela noite em especial tava atrás de outra coisa. Quando era novinha, ia muito no Pinar de Rocha, mas fecharam. Então, no fim, acabo numa balada ali perto, na região de Ramos. Deixo o carro a umas quadras. Antes de descer, me olho uns segundos no espelho retrovisor. Ajeito o cabelo, dou uma revisada na maquiagem e, como toque final, tiro o sutiã e guardo no porta-luvas. Enquanto caminho até a balada, sinto de novo aquele frio na barriga, aquela ansiedade, aquele desejo que me corrói por dentro. O lugar Tá lotado. Chego no balcão, mando uns dois shots de vodca e vou dançar, sozinha. Não espero ninguém chegar em mim. Quase todo mundo tá de casal ou em grupo, então curto um tempão dançando só, de olho em quem me encara. Aí um cara chega e começa a dançar comigo. Ninguém fala nada; só trocamos olhares e sorrisos, rebolando no ritmo da música. Eu até ficaria com ele, se não fosse que logo aparece uma amiga ou a namorada e começa a dançar junto. Mesmo assim, o cara continua me olhando, tipo: «Assim que me livrar dessa, vou pra você». Mas não vou ficar disputando com outra mulher a atenção de alguém que nem conheço. Já passei dessa fase. Volto pro balcão e peço outra dose. — Essa vai por minha conta... — alguém fala pro bartender. Um moreno de uns trinta e poucos, alto, fortão e já meio alto, me sorri. — Valeu... — falo, levantando o copo num brinde. Ele senta comigo no balcão e se apresenta. Chama Franco e tá com uns amigos, comemorando o divórcio de um deles. — Não vai me dizer que você é o feliz divorciado? — brinco. — Agora que te vi, até gostaria, mas não; pelo menos, ainda não... — responde, mostrando uma aliança grossa e brilhante. — O sortudo é aquele ali... — completa, apontando pra um que já tá com a gravata na cabeça feito tiara, no meio do grupo de amigos. Ele parece feliz e radiante, como se tivesse tirado um peso enorme das costas. — Quer se juntar ou tá com alguém? — ele pergunta. — Vim com meu marido e uns amigos, mas perdi eles na pista faz tempo. Então sim, bora, vou me juntar... — falo, virando o copo de uma vez. Não conto que tô sozinha, pra ter uma desculpa caso os amigos dele não me agradem ou eu me sinta desconfortável por algum motivo. Mesmo que você esteja na pista, é sempre bom ter um plano de fuga. Dividimos os fernets que ele pediu no balcão e vamos até onde tão os amigos dele. — Galera, apresento a Mariela. Se comportem, que o marido dela tá por perto... — avisa quando a gente chegar. —Ah, mas eu vim porque pensei que a gente ia se comportar mal... — contradigo ele, provocando um murmúrio geral. Dou um beijo em cada um. São seis no total. Devo os nomes porque não lembro de todos; só que o divorciado se chama Juanjo e que outro, Álex, é inglês e tá há pouco tempo no país, fazendo um estágio na empresa onde trabalham. A gente divide os drinks e brinda pelo divórcio. —Tão tudo divorciado? — pergunto, curiosa. —A maioria ainda é casado, mas mais de um queria tá festejando igual ao Juanjo... — me respondem. —E você? — se interessam. —Eu, felizmente casada. Nem penso em divórcio... — surpreendo eles, tomando um gole do fernet que também pediram pra mim. —E seu marido onde tá? Como ele deixa você se aproximar dessa matilha de lobos famintos? — pergunta outro, que parece um pouco mais velho que os demais, embora não muito. O resto não deve passar dos trinta e dois ou trinta e três anos... —Hahaha...! — rio — Deve estar por aí... — respondo, olhando pra pista lotada de gente — Mas é isso, que ele se divirta do lado dele, que eu me divirto do meu... —E como você gosta de se divertir? — me pergunta outro, se mexendo comigo no ritmo da música. —Assim, conhecendo gente linda e divertida... — respondo, deixando ele chegar um pouco mais perto e me pegar pela cintura. O divorciado, Juanjo, se mete no meio e me arranca dos braços do amigo. —Ei, que o homenageado sou eu... — protesta, e começa a dançar comigo. Tá bêbado, mas ainda assim mantém um controle total dos sentidos. —Tô me divorciando depois de dez anos. Mereço um presente, não acha? — me fala, todo alegre. —E o que você gostaria que te dessem de presente? — pergunto, dançando com ele bem, mas bem coladinhos. —Sei lá... Um beijo já tava bom... — responde. Olho nos olhos dele, sorrio e, pra surpresa geral, beijo ele na boca. Mas não um selinho pra disfarçar, e sim um Beijo de língua, longo e profundo, tanto que os amigos começam a aplaudir. —Isso sim é que é um presente...!— grita um. —Já me dá vontade de me divorciar também...!— diz outro. Juanjo quase não quer me soltar, mas os outros também querem dançar comigo. Então danço com cada um, alimentando as chamas desse formigueiro de testosterona que ameaça explodir e me torrar viva. Depois dessa rodada de dança, Juanjo volta a me monopolizar, passando a mão na minha cintura. Não tiro a mão dele; deixo ele aproveitar minhas curvas. —E como continuam as comemorações? Acabam aqui ou vão pra outro lugar?— pergunto enquanto fazemos uma pausa pra continuar bebendo, porque o fernet e os drinks continuam correndo como se fosse torneira livre. —Queremos levar o Álex pra provar a boa carne argentina...— respondem, rindo entre si com cumplicidade. É óbvio a que tipo de carne se referem... —Nos recomendaram uma churrascaria nível premium...— acrescentam, sem parar de rir. —Se meu marido não aparecer logo, talvez eu vá com vocês... Se me convidarem, claro...— aviso enquanto finjo escrever umas mensagens no celular. —Claro que você tá convidada...— se apressam a responder, embora se olhem entre si como quem diz: «E agora, o que a gente faz?». —Pronto...!— exclamo depois, após checar o WhatsApp de novo —Já avisei meu marido que vou com uns amigos, pra ele não ficar me procurando. O que vocês querem fazer? A gente vai ou fica?— —Vamos!— concordam todos. Saímos da balada e entramos numa imponente 4x4. Eu vou no banco de trás, com dois caras de cada lado. Na frente vão o recém-divorciado e o Franco, que é quem dirige, já que, apesar dos drinks, é o mais sóbrio de todos. —Pra qual churrascaria a gente vai?— pergunta um. —Conhece alguma por aqui perto?— me pergunta Franco, me olhando pelo retrovisor. Devolvo o olhar e, com um tom bem sugestivo, respondo: —Se o que vocês querem é que o Álex prove a boa carne argentina, não precisa ir pra Uma churrascada... — Ah, não? Então...? — pergunta um. — Vamos pra um hotel... — falo, olhando pra um e pro outro, me mostrando segura e convencida. É óbvio que, desde a balada, todos tão morrendo de vontade de me comer. Mas uma coisa é desejar, fantasiar, e outra bem diferente é concretizar. — Tá falando sério? — me pergunta um dos caras do meu lado. — Cê acha que eu falaria uma parada dessas de brincadeira, sozinha, no meio do nada, com seis desconhecidos? — respondo, dando de ombros. Só aí que eles parecem se soltar. Então vêm as gargalhadas, os assobios e os olhares incrédulos. — Acho que passamos por um hotel há uns minutos... — comenta o Franco, fazendo um retorno. A conversa segue entre brincadeiras e comentários cruzados enquanto a gente vai pro nosso novo destino. Logo a caminhonete sai da Rivadavia e entra numa rua escura e deserta, no final dela brilha o letreiro luminoso de um motel. O Franco entra na garagem, estaciona e desliga o motor. Ninguém desce na hora. Todo mundo parece esperar alguém tomar a iniciativa. Aí eu arrumo uma mecha de cabelo atrás da orelha e, sorrindo, pergunto: — E aí? Agora bateram o cagaço? Essa era a última confirmação que eles precisavam. Qualquer coisa que rolasse dali pra frente, fosse o que fosse, seria com meu total e absoluto consentimento. Mesmo sendo sábado à noite, a recepção tá quase vazia. Só cruzamos com um casal que tá saindo. Eles nos olham com uma mistura de surpresa e curiosidade; acho que não deve ser normal encontrar, no saguão de um motel, seis caras acompanhando uma mulher sozinha. O Franco chega no balcão e fala uns minutos com o recepcionista. Paga o quarto e, com toda naturalidade, desliza umas notas a mais no balcão. O cara guarda sem fazer perguntas. — Lá no fundo. Segundo andar. É o quarto maior... — Entrega a chave pra gente e Vamos nessa. Subimos por uma escada acarpetada que amortece cada passo. O corredor é longo e silencioso, iluminado por uma sequência de arandelas de luz quente que projetam sombras suaves nas paredes cor de creme. Conforme avançamos, percebo a energia contida do grupo. As conversas se reduziram a comentários isolados e algumas piadas nervosas. Até os mais extrovertidos parecem menos falantes do que na balada. Chegamos na porta. Franco abre e, sem pensar muito, sou a primeira a entrar. Largo a bolsa num sofá de courino preto e varro o quarto com um olhar rápido. Só então me viro. Todos estão me encarando. Ao vê-los ali, todos juntos, a verdade é que sinto um pouco de medo, não vou negar. Afinal, não deixam de ser seis desconhecidos, com vários mililitros de álcool no sangue (e algo mais também), num quarto perdido na periferia. O perigo, que até pouco tempo era uma fantasia excitante, de repente ganha uma presença concreta, quase física. O último a entrar fecha a porta, trancando por dentro. Agora sim, não tenho mais escapatória. Por alguns segundos, ninguém diz nada. Um abre o frigobar. Outro coloca música no celular. Então eles se aproximam e me cercam por completo. Poderia me sentir encurralada, mas acontece exatamente o contrário. Nenhuma outra situação poderia me fazer sentir mais empoderada. —Um pouco de vodka? — me pergunta Juanjo. Aceno que sim com a cabeça, já que não consigo falar. Os suspiros se acumulam na minha garganta por causa das múltiplas mãos que percorrem meu corpo. Ele abre uma daquelas garrafinhas em miniatura, bebe o conteúdo e, se aproximando, me passa boca a boca. Recebo como se tivesse acabado de emergir de um deserto vasto e quente, com avidez, lambendo o queixo dele quando o álcool escorre pelas comissuras dos nossos lábios. As mãos de todos já estão me despindo, me deixando nua e totalmente exposta. Um me agarra as tetas e elas espreme como se quisesse tirar suco; outro já tá metendo os dedos na minha pussy; mais um, no cu... Aos poucos, aquele medo inicial vai se dissolvendo, ainda mais quando eles também ficam pelados, ostentando umas ereções bem suculentas. Tem de tudo: um catálogo de picas bem diverso em tamanhos e volumes. Começo a pegar nelas ao acaso, esfregando com força, molhando as mãos com o líquido pré-seminal que já impregna cada uma. Tô ali, no meio de seis caras de pica dura, apalpando eles à vontade, sentindo o fervor nos ovos, a tensão urgente daqueles mastros. A vida não pode ser mais maravilhosa... Fico de joelhos e começo a chupar as que tão mais ao alcance, sem saber de quem são, tentando me multiplicar pra deixar todos satisfeitos. Não quero que nenhum caia; quero todos durinhos e bem armados. Sempre gostei de ouvir o que os caras falam enquanto chupo eles, ainda mais se for mais de um, porque em grupo parece que tudo se exacerba. Gulosa, slut, comilona, slut, chupadora de pica, head master... Os apelidos se misturam entre risadas, gemidos e vozes roucas. Escuto tudo sem me escandalizar; pelo contrário. Naquele contexto, deixam de soar como insultos e viram parte do jogo, alimentando aquela atmosfera que a gente vem construindo desde que passou pela porta do quarto. Quanto mais falam, mais evidente fica a excitação compartilhada. E aquela energia, longe de me intimidar, acaba me envolvendo por completo. Depois de ter saboreado mil vezes aqueles bastiões de testosterona, eles me levantam e me jogam na cama. Caio de bruços, com a bunda pra cima, e fico ali, com meus buracos expostos, esperando. Não sei quem me penetra primeiro, porque tenho a cara enfiada no colchão, mas quem quer que seja me arranca um gemido bem estourado. — Como ela gosta...! — exclama, começando a me foder num ritmo frenético e furioso. Uuuuffffffffffffffff...! Se começarmos assim...! Agora vou dar pra outro. Percebo pela diferença de tamanho; o primeiro era bem maior, embora esse não fique atrás em grossura. Ele empurra e empurra, enquanto os outros passam as picas na minha cara. Não sei quantas rodadas eles fazem. Perco a conta, mas são várias, cada um me comendo mais de uma vez. Quando terminam, o recém-divorciado deita de barriga pra cima de lado e faz sinal pra eu subir em cima dele. Eu obedeço, chupando a rola dele inteira. Fico um momento assim, curtindo essa sensação de plenitude, e só então começo a me mexer, pra cima e pra baixo. — Vai, puta, continua...! Não para não...! — ele me incentiva, apertando meus peitos. Eu continuo, claro, cavalgando com tesão, até sentir que outro vem por trás, enfia minha cabeça pra baixo com uma mão e me penetra no cu, que já tá dilatado depois de tantos dedos que enfiaram. — Aaaahhhhhhhhhhh...!!! — eu explodo ao sentir as duas rolas dentro de mim. — Como a putinha fica molhada...! — exclama o divorciado, que, bem enfiado na minha buceta, sente a enxurrada que desce. A partir daí, começam a me comer de dois em dois, de frente e de costas, rodando como predadores que dividem uma presa. Tô ensopada, escorregadia, e cada estocada me joga contra outro corpo. Viro pura sensação: a dor sutil de ser esticada, o prazer agudo quando alguém acha meu clitóris com os dedos, a humilhação excitante de me chamarem de "puta" e "gostosa" na mesma respiração. Já não sei onde eu termino e onde eles começam. Sou um corpo aberto, receptivo, que aceita tudo que me dão, arranhando coxas, ombros, o que estiver ao meu alcance. Meu primeiro orgasmo vem brutal e intenso, com três homens dentro: um na minha buceta, outro no meu cu e um terceiro lutando na minha boca. — Acabou a camisinha, rapaziada... — avisa um, tirando a que tá usando e Jogando no chão, junto com os outros, já usados e cheios de leite. Enquanto alguém liga pra recepção pedindo mais camisinhas, aproveito pra ir no banheiro. Quando volto, depois de mijar, nem me deixam chegar na cama. Me agarram forte, quase com raiva, e, me colocando de cara na parede, me pegam de quatro. Que sensação, pelo amor de Deus... Um por um vão desfilando atrás de mim, me comendo nessa posição, quase como se fosse uma revista. Quando terminam, é o divorciado que me arrasta, quase aos empurrões, até a cama e, me colocando de quatro, recomeça a bombar com estocadas que ecoam pelo quarto inteiro, enquanto sinto a respiração ofegante dele contra minhas costas. As mãos dele se agarram na minha cintura com força possessiva, marcando minha pele, enquanto o ritmo fica frenético, desenfreado, até ele gozar com um gemido rouco que me faz tremer. Antes que eu consiga recuperar o fôlego, outro ocupa o lugar dele, e depois outro, e mais outro, até passarem os seis, com a cama rangendo sob nosso peso combinado e o suor de todos encharcando os lençóis. Cada um me pega de um jeito diferente: alguns com urgência animal; outros, com uma lentidão torturante que me faz implorar por mais. Minhas mãos se agarram nas grades da cama, os nós dos dedos brancos de tanta tensão, enquanto me submetem a uma intensidade que beira o selvagem. Me manejando como se eu não tivesse vontade própria, me viram e, me colocando de costas, começam a rodada de novo. O primeiro levanta minhas pernas nos ombros dele e me penetra, me olhando nos olhos, curtindo como vou perdendo o controle a cada estocada. Alguém mais se aproxima pelo lado e coloca a pica na minha boca. —Chupa, puta...! Engole tudo...!— berra, louco, se enfiando até o fundo da minha garganta. Os outros se amontoam do outro lado, então logo tenho todos em cima de mim, os paus balançando, imponentes, na minha cara. Alguns já tinham gozado; no fragor da batalha, senti vários jatos de leite. Mas de novo, eles estavam de pau duro. O cara que tá me comendo crava as unhas nas minhas coxas, arqueando o corpo pra bater mais fundo, buscando aquele ponto que me faz ver estrelas. As cadeiras dele chocam contra o meu corpo com a força de um martelo pneumático, fazendo com que, a cada empurrão, eu engula quase por completo o que tenho na boca. — Siiiiiii...! Como tu mama bem, caralho...! — grunhe o cara, me puxando pelo cabelo pra guiar minha cabeça no ritmo que mais agrada ele. Não consigo respirar. Não consigo pensar. Só sentir. O cara que tá me comendo tira de repente e se afasta, me deixando vazia e tremendo. Mas não tem descanso. Em segundos, outro ocupa o lugar, mais grosso, mais selvagem, cravando em mim sem cerimônia. Eu ofego em volta da carne que obstrui minha garganta, que já não é do primeiro, mas de outro, e o som reverbera no pau dele, fazendo ele gemer igual um bicho ferido. — A putinha tá gozando...! — ouço alguém falar entre risadas. E tá certo. Sinto o orgasmo se acumulando na base da coluna, um tsunami imparável. O que tá na minha boca sai bem na hora de gritar a própria gozada, me cobrindo a cara com um chicote de porra quente, enquanto o que tá me fodendo acelera o ritmo, desesperado pra alcançar o próprio abismo. — Que buceta mais gostosa que tu tem! Te comemos todos e tu continua apertadinha...! — berra ele, cravando até o fundo. Fica imóvel e, pulsando dentro de mim, goza. Consigo sentir, através do látex, o jorro quente, enquanto me alivio em espasmos incontroláveis, cega pelo meu próprio clímax. A noite avança num turbilhão de sensações, de pele contra pele, de ofegos e gemidos que se misturam no ar carregado de sexo. Quando já passaram todos, fico estirada na cama, exausta, com o corpo dolorido mas satisfeito, marcada por eles, sentindo a porra escorrer pela minha pele. Seis homens exaustos rodeiam a cama e eu, deitada no meio, travesseiros manchados, sinto um poder estranho e selvagem. São seis estranhos, seis completos desconhecidos. Eles também não me conhecem e, ainda assim, naquele momento, compartilhamos uma conexão única, especial. Tomamos banho todos juntos, entrando como dá no banheiro e, já passando da meia-noite, saímos do quarto muito mais calmos e relaxados. Me perguntam se podem me deixar em algum lugar, mas digo que prefiro chamar um táxi. Esperam comigo até ele chegar e então nos despedimos com um beijo e um abraço. Não trocamos telefones, nem Instagram, nem e-mails. Todos sabemos que algumas noites são perfeitas justamente porque não se prolongam. Vou buscar meu carro na balada e volto pra casa. Meu marido já está dormindo quando chego, mas acorda assim que me ouve. — E aí, como terminou o jogo? — pergunto. — Ganhamos...! — responde, levantando o punho em sinal de vitória. — Que bom...! — No hotel, obviamente, não ficamos sabendo de nada. Só ao sair, já na rua, pude ver algumas expressões de alegria. Não muitas, porque era tarde, mas ainda tinha gente comemorando. Visto a camisola e me deito, rezando pra que ele não resolva fazer amor logo naquela noite. Não só meu corpo tá dolorido, como se tivesse levado uma surra, como também tô com a buceta irritada de tanto vai-e-vem. Por sorte, ele volta a dormir na hora. Eu também durmo rápido, quebrada, exausta, mas tremendamente satisfeita...

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