Sofia ajustou a venda nos olhos, certificando-se de que não passasse nem um raio de luz que pudesse entregar o que realmente rolava no quarto. O ar-condicionado refrescava a pele bronzeada dela, ainda quente do toque e da adrenalina da quase dedada. Ela sabia que Lucas tava ali, perto, com a postura tensa e as mãos nos bolsos da calça, duvidando de cada passo. Damião, por outro lado, exalava uma confiança quase palpável, um predador esperando o momento certo pra atacar de novo.
—Vamos, mais uma rodada —sugeriu Sofia, com uma voz que tentou manter calma, embora seu coração batesse contra as costelas como um passarinho preso numa gaiola—. Tenho que adivinhar quem tá me tocando.
Sentiu a aproximação de alguém. O aroma foi a primeira pista; não era o perfume suave do Lucas, mas algo diferente. Umas mãos ásperas e quentes pousaram de leve nos seus ombros, deslizando para baixo pelos braços nus até tocar o tecido da sua camiseta curta. O contato foi elétrico, um lembrete direto da umidade que ainda persistia entre as coxas. Sofia não hesitou nem um segundo; precisava que o Damián sumisse, nem que fosse por um instante, pra conseguir retomar o controle da situação e acalmar o ciúme do namorado.
—É você, Damião —sentenciou ela com firmeza, cortando o contato antes que as mãos dele descessem mais.
Damião soltou uma gargalhada, um som que ecoou no quartinho.
—Você me descobriu —admitiu ele, sem demonstrar o menor sinal de incômodo—. Acho que é hora de sair.
O som dos passos dela se afastou em direção à porta, seguido pelo estalo da tranca ao fechar. O silêncio que veio depois foi pesado, mas Sofia sabia como quebrá-lo. Ela estendeu a mão na direção onde sabia que Lucas estava, buscando o toque dele.
—Lucas... —ela sussurrou, se inclinando na direção dele.
Lucas se aproximou, e ela sentiu a respiração dele perto do rosto. Sofia tirou a venda por um segundo, só pra olhar nos olhos do namorado, buscando aquela conexão que tinham quebrado minutos antes. Beijou ele, um beijo profundo e demorado, tentando mostrar que ele era o importante, que o jogo era só um jogo. Lucas respondeu com timidez no começo, as mãos dele pousando hesitantes na cintura dela, mas logo o beijo ficou mais urgente, como se ele estivesse tentando reivindicar o território dele. Sofia percebeu como o corpo dela relaxava sob o toque familiar de Lucas, a culpa se misturando com um prazer mais seguro e conhecido.
—Tá tudo bem —ela mentiu, acariciando a nuca dele—. É só diferente.
Trinta segundos se passaram, um intervalo curto que pareceu uma eternidade por causa da tensão anterior. Sofia se afastou, recolocando a venda rapidamente.
—Já pode voltar —anunciou ela, restaurando a dinâmica do jogo.
A porta se abriu de novo e Damião entrou com aquele andar arrogante dele, como se soubesse exatamente o que tinha rolado na ausência dele. Sofia sentiu um arrepio descendo pelas costas dela; a mentira tava selada, mas o corpo dela pedia mais daquela perigosidade que Damião representava.
— Vou mudar as regras — disse Sofia, com uma autoridade que surpreendeu até ela mesma —. Pra ficar mais justo. Quem perder essa rodada não sai do quarto. Tem que ficar de pé, olhando pela janela, sem poder se virar.
Damián se interessou, cruzando os braços na frente da cama.
—E o vencedor? —perguntou ele, com aquele tom debochado que sempre usava.
—O vencedor —continuou Sofia, sentindo a boca ficar molhada ao formular a frase, tinha que ser um prêmio inocente... — vai poder ver a cor da minha calcinha de renda...
Lucas concordou, achando que ali tinha uma chance de se redimir e ganhar o tempo de intimidade que tanto queria. Não percebia que Sofia estava armando a armadilha perfeita.
—Tá bom —aceitou Lucas—. Quem começa?
Sofia se deitou na cama, as pernas levemente abertas, convidando o contato. Sentiu alguém se aproximando. O cheiro foi definitivo. Damián. Dessa vez, as mãos dele foram direto nas coxas dela, subindo por dentro da saia com uma possessividade que deixou claro quem mandava ali. Sofia contou até três na cabeça e então, de propósito, disse:
—Não... não sei. Não sei.
—Ganhei eu —sentenciou Damião na hora.
Sofia concordou, com o coração na garganta.
—Lucas, amor, você perdeu. Vai até a janela, por favor.
Lucas, com o rosto desiludido, caminhou até a única janela do quarto, virando as costas pra eles. A luz da rua iluminou a silhueta dele recortada contra o vidro. Sofia sabia que ele não ia ousar olhar; era correto demais pra quebrar as regras do jogo, confiante demais na namorada.
Damián não perdeu tempo. Ele se aproximou da cama, e Sofia sentiu o peso do colchão afundar ao lado dela. Sem aviso, ele a virou, deixando-a de costas para ele, com as pernas penduradas na borda — uma posição que expunha a bunda dela, vulnerável. Com mão firme, Damián levantou a saia jeans, revelando a calcinha branca que mal cobria alguma coisa. Sofia prendeu a respiração.
Dessa vez não teve preparação lenta. Damião cuspiu nos próprios dedos, lubrificando eles com a saliva, e sem dizer uma palavra, levou as mãos até o buraco que já estava molhado pela excitação anterior. Sofia apertou os punhos contra os cobertores quando sentiu a pressão de dois dedos de uma vez, não um como antes. A resistência do esfíncter dela foi breve; o corpo de Sofia, traiçoeiro e ávido, cedeu à invasão.
—Merda... —ela soltou entre os dentes, tentando manter o volume baixo pra Lucas não ouvir da janela.
Damián enfiou os dois dedos até o segundo nó, deslizando com força e precisão. A sensação de preenchimento foi imediata, mais intensa e dolorosa que a anterior, mas misturada com um prazer profundo e visceral que nascia lá do fundo. Ele não se moveu rápido; em vez disso, começou a girar os dedos dentro dela, abrindo caminho, esticando os músculos do cu, preparando o terreno pra algo maior que estava por vir.
Sofia olhou para a janela, onde a silhueta de Lucas permanecia imóvel, sem saber que a poucos metros, outro homem tinha os dedos cravados no cu dela, possuindo ela, marcando ela por dentro. A dualidade a embriagou; a culpa sumiu diante da realidade física dos dedos dele se contorcendo dentro dela, alargando ela, fazendo ela se sentir suja e viva ao mesmo tempo. Damião empurrou um pouco mais fundo, procurando aquele ponto que faria ela tremer, e quando achou, Sofia teve que morder o lábio inferior para não soltar um gemido que entregasse todo o jogo.
—Assim —sussurrou Damião no ouvido dela, com a voz rouca—, vamos deixando o caminho livre.
CONTINUARÁ...
—Vamos, mais uma rodada —sugeriu Sofia, com uma voz que tentou manter calma, embora seu coração batesse contra as costelas como um passarinho preso numa gaiola—. Tenho que adivinhar quem tá me tocando.
Sentiu a aproximação de alguém. O aroma foi a primeira pista; não era o perfume suave do Lucas, mas algo diferente. Umas mãos ásperas e quentes pousaram de leve nos seus ombros, deslizando para baixo pelos braços nus até tocar o tecido da sua camiseta curta. O contato foi elétrico, um lembrete direto da umidade que ainda persistia entre as coxas. Sofia não hesitou nem um segundo; precisava que o Damián sumisse, nem que fosse por um instante, pra conseguir retomar o controle da situação e acalmar o ciúme do namorado.
—É você, Damião —sentenciou ela com firmeza, cortando o contato antes que as mãos dele descessem mais.
Damião soltou uma gargalhada, um som que ecoou no quartinho.
—Você me descobriu —admitiu ele, sem demonstrar o menor sinal de incômodo—. Acho que é hora de sair.
O som dos passos dela se afastou em direção à porta, seguido pelo estalo da tranca ao fechar. O silêncio que veio depois foi pesado, mas Sofia sabia como quebrá-lo. Ela estendeu a mão na direção onde sabia que Lucas estava, buscando o toque dele.
—Lucas... —ela sussurrou, se inclinando na direção dele.
Lucas se aproximou, e ela sentiu a respiração dele perto do rosto. Sofia tirou a venda por um segundo, só pra olhar nos olhos do namorado, buscando aquela conexão que tinham quebrado minutos antes. Beijou ele, um beijo profundo e demorado, tentando mostrar que ele era o importante, que o jogo era só um jogo. Lucas respondeu com timidez no começo, as mãos dele pousando hesitantes na cintura dela, mas logo o beijo ficou mais urgente, como se ele estivesse tentando reivindicar o território dele. Sofia percebeu como o corpo dela relaxava sob o toque familiar de Lucas, a culpa se misturando com um prazer mais seguro e conhecido.
—Tá tudo bem —ela mentiu, acariciando a nuca dele—. É só diferente.
Trinta segundos se passaram, um intervalo curto que pareceu uma eternidade por causa da tensão anterior. Sofia se afastou, recolocando a venda rapidamente.
—Já pode voltar —anunciou ela, restaurando a dinâmica do jogo.
A porta se abriu de novo e Damião entrou com aquele andar arrogante dele, como se soubesse exatamente o que tinha rolado na ausência dele. Sofia sentiu um arrepio descendo pelas costas dela; a mentira tava selada, mas o corpo dela pedia mais daquela perigosidade que Damião representava.
— Vou mudar as regras — disse Sofia, com uma autoridade que surpreendeu até ela mesma —. Pra ficar mais justo. Quem perder essa rodada não sai do quarto. Tem que ficar de pé, olhando pela janela, sem poder se virar.
Damián se interessou, cruzando os braços na frente da cama.
—E o vencedor? —perguntou ele, com aquele tom debochado que sempre usava.
—O vencedor —continuou Sofia, sentindo a boca ficar molhada ao formular a frase, tinha que ser um prêmio inocente... — vai poder ver a cor da minha calcinha de renda...
Lucas concordou, achando que ali tinha uma chance de se redimir e ganhar o tempo de intimidade que tanto queria. Não percebia que Sofia estava armando a armadilha perfeita.
—Tá bom —aceitou Lucas—. Quem começa?
Sofia se deitou na cama, as pernas levemente abertas, convidando o contato. Sentiu alguém se aproximando. O cheiro foi definitivo. Damián. Dessa vez, as mãos dele foram direto nas coxas dela, subindo por dentro da saia com uma possessividade que deixou claro quem mandava ali. Sofia contou até três na cabeça e então, de propósito, disse:
—Não... não sei. Não sei.
—Ganhei eu —sentenciou Damião na hora.
Sofia concordou, com o coração na garganta.
—Lucas, amor, você perdeu. Vai até a janela, por favor.
Lucas, com o rosto desiludido, caminhou até a única janela do quarto, virando as costas pra eles. A luz da rua iluminou a silhueta dele recortada contra o vidro. Sofia sabia que ele não ia ousar olhar; era correto demais pra quebrar as regras do jogo, confiante demais na namorada.
Damián não perdeu tempo. Ele se aproximou da cama, e Sofia sentiu o peso do colchão afundar ao lado dela. Sem aviso, ele a virou, deixando-a de costas para ele, com as pernas penduradas na borda — uma posição que expunha a bunda dela, vulnerável. Com mão firme, Damián levantou a saia jeans, revelando a calcinha branca que mal cobria alguma coisa. Sofia prendeu a respiração.
Dessa vez não teve preparação lenta. Damião cuspiu nos próprios dedos, lubrificando eles com a saliva, e sem dizer uma palavra, levou as mãos até o buraco que já estava molhado pela excitação anterior. Sofia apertou os punhos contra os cobertores quando sentiu a pressão de dois dedos de uma vez, não um como antes. A resistência do esfíncter dela foi breve; o corpo de Sofia, traiçoeiro e ávido, cedeu à invasão.
—Merda... —ela soltou entre os dentes, tentando manter o volume baixo pra Lucas não ouvir da janela.
Damián enfiou os dois dedos até o segundo nó, deslizando com força e precisão. A sensação de preenchimento foi imediata, mais intensa e dolorosa que a anterior, mas misturada com um prazer profundo e visceral que nascia lá do fundo. Ele não se moveu rápido; em vez disso, começou a girar os dedos dentro dela, abrindo caminho, esticando os músculos do cu, preparando o terreno pra algo maior que estava por vir.
Sofia olhou para a janela, onde a silhueta de Lucas permanecia imóvel, sem saber que a poucos metros, outro homem tinha os dedos cravados no cu dela, possuindo ela, marcando ela por dentro. A dualidade a embriagou; a culpa sumiu diante da realidade física dos dedos dele se contorcendo dentro dela, alargando ela, fazendo ela se sentir suja e viva ao mesmo tempo. Damião empurrou um pouco mais fundo, procurando aquele ponto que faria ela tremer, e quando achou, Sofia teve que morder o lábio inferior para não soltar um gemido que entregasse todo o jogo.
—Assim —sussurrou Damião no ouvido dela, com a voz rouca—, vamos deixando o caminho livre.
CONTINUARÁ...
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