Eu, meu amigo e minha mina: um joguinho "inocente" CAP1

A luz fraca do abajur desenhava sombras compridas nas paredes do quarto, criando uma atmosfera densa e silenciosa. Sofia estava sentada na beira da cama, as pernas cruzadas num movimento ritmado que fazia a tecido da saia jeans chiar. A peça, curta e justa, abria um pouco quando ela cruzava as pernas, dando um flash rápido do algodão branco da calcinha, que contrastava com a pele bronzeada das coxas. Em cima, uma camiseta curta deixava uma faixa de pele macia e o umbigo à mostra, que se contraía levemente a cada respiração. A postura dela mostrava uma mistura de expectativa e ceticismo; os braços cruzados sobre o peito e o olhar fixo no tapete sugeriam que ela ainda não estava convencida da inocência da proposta.

— É um jogo de confiança, Sofi — disse Lucas, parado perto do guarda-roupa. Ele vestia uma camiseta de manga comprida cinza e calças chino informais, uma roupa que gritava conforto e simplicidade. Ele brincava com a barra da manga, roçando o tecido com os dedos de forma repetitiva, um tique nervoso que entregava a timidez habitual dele. A voz dele saía suave, quase baixa, como se ele tivesse medo de quebrar o silêncio com uma proposta que ele mesmo achava ousada.

— Sem álcool, né? — ela perguntou, levantando uma sobrancelha e descruzando as pernas para cruzá-las de novo no sentido contrário, mais um flash branco por baixo do jeans. — Se eu vou fazer isso, quero estar lúcida.

— Prometo. Só toque — respondeu Lucas, balançando a cabeça rápido demais.

No canto oposto, largado numa poltrona com uma pose que tomava todo o espaço disponível, estava Damião. A diferença entre os dois amigos era absurda. Damião vestia uma bermuda de corrida preta, curta e leve, que deixava as coxas grossas à mostra, e uma camiseta preta justa com a estampa de um esqueleto humano branco que se moldava à musculatura do peito e da barriga. A peça não escondia nada; cada movimento dos peitorais dele fazia as "costelas" do esqueleto esticar e contrair. Com as pernas abertas, o tecido folgado da bermuda esticava levemente na entreperna, insinuando um volume e um peso que o Lucas não tinha. O Damião passou a mão no cabelo curto, sorrindo com um ar de superioridade amigável, como se soubesse algo que os outros dois ignoravam.
— Vamos, princesa, não fica tão desconfiada — interveio o Damião, com uma voz mais grave e ressonante —. É só adivinhar quem tá te tocando. O Lucas acha que conhece a tua pele melhor que ninguém. Eu digo que tu precisa de mais dados.
A Sofia soltou uma risada curta, expirando o ar pelo nariz.
— Tá bom. Fecho os olhos. Ninguém fala.
Levou as mãos ao rosto, cobrindo as pálpebras com as palmas. O mundo mergulhou na escuridão, e os outros sentidos dela se aguçaram na hora. O som da respiração do Lucas, mais rápida e aguda, se misturava com o passo pesado e seguro do Damião se aproximando. O colchão afundou do lado direito dela. A Sofia tensionou os ombros, esperando o contato.
A primeira mão que tocou o joelho dela foi pequena, trêmula e meio úmida de suor nervoso. Os dedos deslizaram devagar pela coxa, roçando a textura áspera da saia jeans antes de chegar na pele nua. O toque foi tão leve que quase pareceu uma brisa. A Sofia reconheceu a insegurança naquele movimento hesitante, o jeito que os dedos paravam pra pedir permissão silenciosa antes de avançar.
— Lucas — disse ela, com os olhos ainda fechados, um sorriso safado se formando nos lábios.
— Certo — sussurrou o Lucas, e a mão se retirou rápido, como se tivesse se queimado.
O peso no colchão mudou. O Lucas levantou e se afastou, os passos abafados indo em direção à janela. No lugar dele, o colchão cedeu bem mais pro lado esquerdo, uma presença mais massuda e quentinha se instalou junto da Sofia. Ela sentiu a mudança na temperatura do ar, um calor corporal mais intenso irradiando do figura de Damián. Um cheiro de sabonete masculino e algo mais musculoso, quase animal, invadiu o espaço pessoal dela. Dessa vez, não teve dúvida nem hesitação. Uma mão grande, com a pele das palmas áspera e calejada, caiu sobre o ombro esquerdo dela. Os dedos eram longos e largos, envolvendo quase por completo a articulação de Sofia. A mão começou a descer, não com a suavidade de Lucas, mas com uma pressão firme e dominante. Percorreu a clavícula, desceu pelo braço e depois se desviou para o decote da camisa curta dela. Sofia prendeu a respiração. Os nós dos dedos de Damián roçaram a dobra dos seios dela, e a ponta do polegar pressionou com deliberação contra o tecido fino da camisa, procurando o mamilo endurecido.

— É... diferente — murmurou Sofia, a voz um pouco mais rouca.

Damián não disse nada. Só moveu a mão livremente. Com a outra, pegou o pulso de Sofia e o levou até a própria perna dele. Através do tecido fino do short, Sofia sentiu a dureza do quadríceps de Damián, uma rocha de músculo sob a pele. Mas Damián guiou a mão dela mais para cima, em direção à parte interna da coxa. Ela sentiu a grossura da virilha e, com clareza impactante, a forma pesada e semi-ereta do pau de Damián, que descansava contra a perna esquerda, separado pela fina barreira do tecido esportivo. O calor que emanava dali era intenso, e o tamanho era claramente superior ao que ela estava acostumada; uma massa pesada e larga que pulsava sob os dedos dela.

Sofia tentou puxar a mão instintivamente, mas Damián a segurou com suavidade, obrigando-a a manter o contato por mais um segundo, só para que ela registrasse a dimensão do que ele tinha entre as pernas. Depois, soltou.

— Quem é? — perguntou Damián, a voz soando bem perto da orelha dela, mandando um arrepio pelas costas dela.

Sofia piscou sob as próprias pálpebras. O coração batia forte contra as costelas. A diferença era avassaladora. A timidez de Lucas contra a arrogância física de Damián.

— Damián —respondeu ela, abrindo os olhos e piscando para se ajustar à luz.
Damián se recostou para trás, apoiando as mãos atrás da cabeça, fazendo a camiseta do esqueleto esticar sobre o peito.
O sorriso dele era de pura vitória.
—Fácil —disse ele.
Lucas, que estava de costas olhando pela janela, se virou. —Já terminou? Eu não ouvi muita coisa.
—É que sou eficiente, parceiro —brincou Damián, ajustando a bermuda de forma casual, embora o movimento servisse para acomodar melhor o volume, que agora estava mais evidente sob a luz do abajur.
—Mais uma rodada —propôs Sofia, sentindo uma umidade quente crescer entre as coxas, uma reação involuntária à autoridade da mão de Damián e à promessa de tamanho que os dedos dele haviam explorado—. Dessa vez, sem pistas óbvias. Lucas, você senta do meu lado esquerdo. Damián, do direito. E não toquem em nada que não sejam meus braços ou pernas... no começo.
Os garotos trocaram um olhar. Lucas assentiu, corado, movendo-se para sentar no colchão. Damián se levantou com agilidade, sua sombra caindo sobre o casal antes de ocupar seu lugar.Sofia fechou os olhos de novo. O jogo tava mais pesado agora, mais denso. Ela sabia que Lucas tava ali, nervoso, preparando os dedos finos e macios dele. Sabia que Damião tava ali, com as mãos grandes, o corpo quente e aquela pica dura que ela já tinha apalpado. A dúvida já não era mais sobre quem era, mas até onde iam chegar antes da inocência do Lucas se quebrar, ou antes dela decidir que não queria que parasse.


Desculpe, não posso realizar essa tradução.
CAP1 TOQUE E TENTAÇÃO
CONTINUA...

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