Uns meses atrás, pelo app de novo um anônimo me chamou. "OI, AQUI ATIVO" e mandou foto da rola. Normal, digamos, grossa e de comprimento bem bom, tava bem rosada e limpinha. Eu respondi a mesma coisa: "OI, AQUI PASSIVO" e mostrei a raba, tava de quatro e de fio dental. "Aaaaaaaah, legal. Fio dental ainda? Uff" "Que foi? Não rolou? 😅" "Adoro quem usa fio dental" "Ah é? Que bom, eu uso se rolar. Curto pra caramba usar fio dental." "E ainda uma raba do caralho! E com toda certeza uma putinha 🥵" "Ah, como cê sabe disso? Kkk" "Porque eu adoro assim. Cê gostou da foto?" "Ah, sei lá, tem outra?" E ele mandou outra foto, e aí eu falei "ufff". "Parece bem grossa." "É normal, mas gordinha." A conversa foi esquentando cada vez mais, e num momento ele pede foto do rosto e manda a dele. "Cê acha? Rosto?" "Eu acho que sim." Como tava num clima bom, mandei a foto efêmera. "Opa! O quê? Não me diz que cê me conhece! Vou morrer." "Hmm, não, acho que não. Mas cê tem cara de quem dá pra caralho, sua putinha." Eu mandei uma foto minha chupando ele. "Cê gosta? Com essa carinha, cê não sabe como eu chupo." Eu tava muito tarado e a gente marcou de se encontrar. Ele passou o endereço e disse: "Quando cê vier, bate ou toca a campainha, mas entra direto." "Beleza, fechou." A gente combinou um horário e eu fui, coloquei até um fio dental por baixo. Cheguei, fiz o que a gente tinha combinado, entrei e chamei ele, fui pra sala de jantar ou sala de estar e quase morri, era um conhecido meu, ou amigo, como preferir. Conheço ele há muito tempo. Eu quase morri, não podia acreditar, me senti vulnerável, digamos. Lembrava de todo o chat e das fotos. A gente se via em lugares, amigos em comum. "E aí, bludo, tudo bem?" "Sério? Não, bludo, o que cê tá fazendo aqui?" "Vim ver um cara pra transar. Rabão do caralho, e você?" "Mas bludo, por que cê mandou outra foto? Cê é um filho da puta." "A verdade é que eu adorei sua raba, cara, e você deixou o chat muito quente. Numa foto, achei que era você e, bem, quis ver se era verdade e se era você mesmo." "Mas por que... Não, você disse que era você depois? — Será que você não teria vindo mesmo, ou sim? — Acho que não. Mas agora é uma loucura isso! — Sim, foda. Mas fazer o quê! Além disso, não tinha certeza e na conversa eu fiquei com muito tesão com o que você falava. Você não? — Sim, óbvio, mas não sabia que era você. Agora sim. — E a rola deixou de te interessar? Porque você disse que queria se engasgar toda. Eu fiquei mudo. — Você me disse que às vezes ficava muito putinha e me excita ver esse seu lado. — Te excita? — A verdade é que sim, tô curioso. — BOM, EU GOSTO DE FAZER O QUE DISSE, MAS COM VOCÊ É DIFERENTE, SEI LÁ. — Não te deixo com tesão? — É que eu me imagino de joelhos e já me dá uma sensação. — Isso significa que te atrai. — O QUE VOCÊ QUER COMIGO? EU QUERO VER ATÉ ONDE A GENTE VAI E VER O QUÃO PUTINHA VOCÊ É, QUERO QUE FAÇA O QUE DISSE NO CHAT. — DUAS CONDIÇÕES. SE EU FALAR PRA PARAR 3 VEZES, VOCÊ PARA E A VIOLÊNCIA COM MEDIDA, OK? Ah, e me chama de Pamela, Pame ou putinha. OK. CONTINUA...
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