Me confessou na putaria do aniversário. Me animei e ela sou

De repente e por um tempão, Celes não soube quanto durou, a putaria parou. Não por mágica, não por tédio. Ela literalmente vinha de uma farra desde sexta — das 22h até umas 7h do sábado —, sábado, dia de discussões, desentendimentos com Gabi que, um pouco mais lúcida, ela reconheceu. Desde que acordou vomitando pelos excessos — por volta das 18h30 até quase 22h30, quando mandou uma mensagem cancelando o encontro com Esteban —, só tinha sido briga com o namorado. Já domingo, perto da 1h30, ela saiu do banho e a realidade dela tinha se transformado completamente. Gabi, ausente, guiado por mensagens tão inesperadas quanto sedutoras, que ela logo percebeu terem sido criadas por Esteban por causa do sumiço do cara dela, Ban, através do que ela sentiu como infinitos atos motivacionais que não deixavam ela respirar um minuto, mas que na verdade eram pura manipulação suja, Celes acabou sucumbindo submissa aos desejos do cara que passou mais de 10 anos enchendo o saco dela como um babão, e por isso ela rejeitou de tantas formas que sentiu nojo, assim como Gabi, mas cê sabe: por culpa do namorado, horas antes daquele cara ser o único acompanhante dela, Celes trocou a rejeição por uma necessidade doentia de ser possuída. E foi assim. Desde umas 2h do domingo até as 17h, Ban foi o macho dela, o dono dela, a quem ela não conseguia deixar de obedecer. O perfume dele. A cock famosa dele. O pózinho dele. A seringa dele. A asfixia erótica dele, que faz quem tá sendo sufocado reconhecer quem manda e dita as regras... às 22h30 de domingo, depois de ficar sozinha por 5 horas pra descansar, recarregar, comer algo, tomar banho, Esteban foi buscar ela, porque Cel, bêbada e cheirada, se abriu e contou um monte de segredos, incluindo a fantasia que Gabi passou pra ela: deixar ele estar, na presença do parceiro dela, transando, quanto mais sujo melhor, com um homem enquanto ela se soltava pro outro e o namorado dela curtia ver ela. E ouvi-la explodir, então Ban falou com César, um amigo, e foram os dois juntos, como um casal. Cel descobriu que essa amizade era um artista plástico, que irradiava não só erotismo, mas também tudo aquilo que em Esteban era impossível: talento, cultura, sensibilidade artística, compatibilidade de caminhos... César a surpreendeu, e ela se sentiu muito à vontade com a presença dele. Como o planejado — realizar a fantasia cuckold — não funcionou, porque por mais que Esteban insistisse, ela não conseguia vê-lo como seu garoto, e embora ele a desejasse há anos, o rebote sem empatia acabou na convicção de que ele tinha quebrado o muro que Cel construiu para se proteger dos ataques dele com desejos sexuais... com habilidade e mentiras, Ban conseguiu atravessar essa barreira: Cel com cocaína, uísque, voltando ao hábito de fumar cigarro e a ideia que Gabi passou pra ela, ao exigir — pra testá-la — que o rival fosse o amante enquanto ele olhava, levou nossa mina a passar 14 horas de puro sexo, substâncias, perversão, se deixando levar pro poço mais sujo e morbidão. Foi tudo sexual. Mas César... César e a intelectualidade dele iam melhor. E ainda tinha o Frank.
Quando tudo parou, como eu disse no começo, Cel foi se levantando. Frank, exausto, dormia na almofada dele. César, cheio de bebida, sexo e delírio, se deixou seduzir por Morfeu num sofá.

Me confessou na putaria do aniversário. Me animei e ela souO celular do César vibrou. Celeste olhou: era o Esteban. Ela não só não atendeu como não tinha intenção de retomar contato com ele, mas ver o nome dele a trouxe de volta a uma normalidade da qual esteve ausente por dias, então pegou o próprio celular na bolsa. A tela marcava 13h45 de segunda-feira. A bateria ainda tinha 53%. Abriu. Não contou quantas ligações nem mensagens de WhatsApp. Só leu os nomes de alguns contatos entre as dezenas que estavam procurando por ela. A mãe. Prioridade. Foi ao banheiro e testou a voz. Não, não dava. Mandou um texto: "Mãe! Passei o fim de semana num sítio longe da cidade, o sinal é fraco. Tô voltando. Desculpa não ter avisado. Tô bem, cansada, mas bem. Amanhã, depois de umas boas horas de sono, te ligo. Te amo". Correu e sim, Esteban, insistente, usou tudo que o aparelho permitia: mensagens de texto e áudio do WhatsApp, além de ligações pelo aplicativo e de celular pra celular, mensagem direta no Instagram, no Messenger, até SMS. Passou o dedo na tela. Duas amigas perguntavam no WhatsApp onde ela tava, que ninguém sabia de nada. Um tal de Berio, que ela teve que fazer memória até lembrar que conheceu em Punta Cana numa viagem com a Gabi, era o gerente do hotel onde as duas ficaram. Ele conseguiu, obviamente, o telefone dela e nos últimos 5 dias da estadia tentou pegar ela usando todo tipo de lábia. Até uma noite em que ela e a Gabi jantavam no restaurante do hotel, quando o namorado dela foi ao banheiro, o tal Berio teve a cara de pau de ligar pra ela. Era a época da Cel antiga, então assim que o namorado voltou, ela contou irritada, e o Gabriel pediu pra falar com o gerente. Quando o Berio apareceu, ele deixou tudo bem claro. Berio ficou calado, mas ainda tentou uma última vez no último dia. É óbvio que tô falando daquela Celeste. A atual, na primeira cantada, já mandava umas. linhas, esperava que Gabi dormisse, e Berio teria seu desejo realizado. "Tava pra... o maluco" pensou e riu. Até chegar na Valéria, a do aniversário, a que a iniciou na merda. A última mensagem dela tava em maiúsculas, fazia 55 minutos que tinha mandado: "VAGABUNDA ONDE CÊ TÁ? GABI NA CADEIA, PRECISA QUE CÊ FALE COM ELE. OU QUER QUE ENVOLVA OS PAIS DELE? ONDE PORRA CÊ SE METEU?". Cel, meio indecisa já que sabia da gravidade do seu ex? (pelo que viveu com ela, pelo descuido com ele) estar preso mas... Esteban disse pra ela... que... a polícia... Pensou. Dava pra confiar no Esteban? Ligou urgente pra Vale que atendeu na hora.cornudo

Vale:Usei a palavra: buceta do macaco, sua pelotuda. Você saiu do país? Tô desde as 23h de ontem, domingo, tentando te achar. A última coisa que sei de você foi o que me pediu e eu te mandei no sábado... que porra é essa...?Celes:E aí, doida" ele pigarreou. A voz dele soava... meio viajada. "Tenho mil coisas pra te contar, 999 você não vai acreditar. Mas me perdi... e um pouco é culpa sua, e você já sabe".Vale:Pó, a parada, cê tá falando? Mas te bateu tanto assim?" perguntou surpresa. "Desculpa. Foi um surto idiota. Tava sozinha no meu aniversário, vi sua cara quando me pegou cheirando e só agi normal nessas horas. Te ofereci. Mas... o que aconteceu de tão grave que desde sábado cê tá me pedindo?Celes:Te repito, a gente precisa bater um papo direito. Amanhã, terça-feira, sei lá, tipo... 19h, cê tá na sua casa? Um chazinho, a gente conversa e sem exageros. Fechou?Vale:Calculo que chego nessa hora da facul. Escuta, vacilona. A Gabi tá na cadeia desde sábado. Como não consegui te achar porque teu cel tava ou desligado ou sem bateria, ontem domingo às 18h deixaram meu primo ligar pra ela. Como ele é advogado e se dá super bem com o Gabriel, conseguiu uma ligação. Foi tipo uma emboscada do Esteban. Pelo que meu primo descobriu, o policial que comandou a operação é tio do Esteban. Gabi e você discutiram muito no sábado?Celes:Sim. Muito. O maluco ficou doido com o jeito que me comportei na sua casa, depois de cheirar pó. Ele me viu fumando, o Esteban me ofereceu, e eu tinha parado há anos. Então quando eu falei quem me deu, piorou. Vou te contar rápido, Vale. A coca e o uísque abriram meu subconsciente. Me deram uma vontade incontrolável de foder, sim, ali na sua casa. Cruzei com os caras, os namorados das nossas amigas, e não sei como me segurei. Só via homens com uma rola e aquela rola eu queria dentro de mim. Entendeu? A cocaína bateu direto na minha libido, me dando uma sensação de total desinibição, cara de pau, eu tava sem vergonha, só queria uma rola, qualquer uma. Você me deu um porta-joias, então continuei cheirando. A Gabi percebeu algo e me tirou pra ir pra casa. Aí contei pra ela, pedindo desculpas. Falei tudo. Até que você e eu... tesouramos... por isso os seus arranhões nas minhas costas.Vale:Para, eu não tava muito lúcida, mas... a gente fez tesoura? Eu te arranhei? Não... não lembroCeles:Uf... isso eu lembro. Vou ter que descobrir o que aconteceu..." disse preocupada. "Bom, o Gabi ficou muito mal. Quando contei no apartamento, ele entendeu como se eu tivesse passado dos limites sem ele, sozinha, e ainda por cima ele soube depois de tudo... quando a gente tava acostumado a saber o que o outro tava fazendo. Ele sentiu que eu devia ter contado assim que cheirei, o que passou na minha mente sexualmente, e não me deixar levar, experimentar coisas, provocar alguém... e depois ele descobrir. A gente nunca agiu assim.Vale:Entendo. E daí?Celes:É bem longo tudo isso. Amanhã te conto, beleza? Meu mate quebrou e venho de uns roles que tô juntando na cabeça pra te contar e nem eu acredito.Vale:E aí, o que você vai fazer com o Gabriel? Ele tá na cadeia desde sábado, tipo 1h30 da manhã de domingo, e pelo que ele falou pro meu primo, os tiras levaram ele por estar com pó e deixaram o Esteban com o apê aberto enquanto você tava no banho. Você não tem ideia de como o Gabi bolou pra saber que ele ia pra delegacia te deixando sozinha, com o Esteban afiando os dentes.Celes:Uf... usa a palavra: buceta. Nem me fala, quero me matar".Vale:Você comeu o Esteban, sua puta?Celes:Amanhã te conto tudo... mas te corrijo: ele ME COMEU do jeito que quis. Desde 1h30 até 17h me deixou bêbada, cheirada, me injetou heroína e mentiu dizendo que uma mina do prédio, a Andrea, tinha denunciado a gente, e que o tio policial contou pra ele que a Gabi tava me traindo com ela... como é que eu desfaço tudo que fiz essa madrugada com ele e ontem à noite com o César e o cachorro dele, o Frank?Vale:Queeeeeeeeee?Celes:Sim. Bati todas elas, sua idiota." Sai do banheiro devagar, pega uma das obras, volta pro banheiro, tira uma foto e manda pra ela. "Olha um desenho que o César fez, o dono do Frank, ele é artista plástico. Tem a assinatura dele.Vale:Putinha do demônio, Celes! É isso que eu tô vendo?Celes:a voz dela... meio envergonhada, saiu fininha "Simmerca
Vale:Me sinto culpada. Não pensei que ia te machucar assim... levei como... experimenta comigo, se sente menos na bad e pronto. Mas...Celes:Mas eu não tava preparada pra um troço desse, um estímulo desses, um impulso fudido... aguentei na sua casa... mas na ausência da Gabi e pela raiva da mentira do Esteban... desandei de vez". Pensa "Louca, o César e o cachorro tão dormindo. Aproveito e vazo daqui agora. Senão, aparece alguém ou se o César acordar, ninguém me tira dessa Montanha-Russa. Fecho, Uber pro apê e te ligo de lá, beleza?".Vale:Dá-lhe".Céufalando trancada no banheiro comVale, ficando sabendo de tudo o que aconteceu nas suas 48 horas desaparecida
cocainaCeleste cortou. Estava completamente nua. Ensopada no próprio suor, mas cheia de porra do Frank, do César. Na cara, nos peitos, na buceta, na bunda, nas costas, nas pernas — onde a porra dela, quase seca, estava grudada — era uma amostra de fluidos sexuais. Também ainda grudavam em partes do corpo restos da argila com que o César a transformou em escultura viva. "Não importa", ela se encorajou. "Em 5 minutos tenho que ir de carro pra minha casa." A sala toda continuava igual. Achou rápido a roupa dela. Bom, "a roupa dela". Um vestido, as sandálias... mas a calcinha fio dental, quem sabe. Correu pro quarto do artista plástico e, passando rápido pelos cabides, encontrou um sobretudo preto de homem alto. Vestiu ele por cima do corpo sujo e nu. Voltou pra sala de jantar, se esticando conseguiu pegar a bolsa de couro, que pendurou no ombro sem esquecer, primeiro, de dar uma olhada pra ver se a caixinha de joias estava lá. Sim. Viu a alguns metros a pasta do Esteban. Arriscando perder tempo, foi até ela, abriu pra suspirar de alívio. Valeu a pena desafiar a sorte, porque lá dentro estavam 3 seringas que, assim que tirou, colocou na bolsa. Também pegou uns óculos escuros, pretos.

Mais uma olhada na bolsa. Sim: tinha o porta-documentos com a identidade, cartões e em dinheiro, cerca de R$ 25.000. A porta a 3 segundos. Parou. Olhou pra mesa e viu a foto e a outra ilustração, imagens que o César fez dela e do Frank. Não iam ficar ali. Com tudo isso em cima, Celeste, fazendo o mínimo barulho, girou a maçaneta. O sol tava forte e ela agradeceu ter achado aqueles óculos que estava usando.namorada vadiaCorreu descalça assim, nua, com fluidos de macho, de mulher e de animal grudados no corpo coberto por um sobretudo de homem e uns óculos escuros. Desistiu de se olhar em alguma vitrine. Daria pena ou medo: toda a cara de uma gostosa que acabou de escapar. E era o que tava rolando. Umas 3 quadras depois, uma praça de 4 quarteirões cheia de árvores, gente, crianças e brinquedos a tranquilizou. Era um bom esconderijo. Respirou uns minutos depois da corrida, pegou o celular e chamou um Uber. Olhou a hora. 14:47. Será que daria tempo de chegar na delegacia antes do fim do horário de visitas depois de ir pro apê, descansar uma hora, tomar um banho, se vestir o mais parecido com "aquela Celeste", se maquiar e correr pra visitar o coitado do Gabi? E o que ia falar sobre o sumiço estranho dela? Não foi visitar ele preocupada nem no sábado, nem no domingo, e já era segunda. A buzina do Uber fez ela parar de pensar por uns segundos. Entrou assim, disfarçada. O motorista olhou pra ela. Ela disse o destino e voltou pros pensamentos. Ia perguntar pra Vale! Ela sempre tinha boas desculpas. Esperou o motorista olhar pro lado esquerdo pra xingar um motorista que fez uma manobra errada e, nesses 3 segundos, deu duas tragadas necessárias. "Ahhh... Deus... um homem agora...". NÃO! gritou mentalmente. "Tá bolando desculpas pro Gabi e...?" E sim, era irresistível. Se abaixou escondida atrás do banco da frente e tragou uma longa. A lucidez voltava, os medos e dúvidas sumiam, o cérebro dela engatava a primeira ligado no que inventar. Mas na entreperna já molhada, os lábios da buceta pediam uma boa pica. "Que filha da puta, essa merda. Me salva de um lado, me manda pro matadouro depois"... "Posso fumar?" perguntou pro motorista. Ele assentiu sem fazer barulho. Acendeu um Marlboro do Esteban e, enquanto saboreava o gosto, lembrou como é gostoso cavalgar em cima de um homem e ao mesmo tempo... tragando devagar... soltando a fumaça suavemente... "Igual as PUTAS fazem" pensou e riu. Abriu o porta-joias com cuidado, apagou o cigarro e, com aquela neve, seu quebra-cabeça se encaixava. -------------------------- Celes, durante a viagem de Uber, só lembrava... -----------------------------merqueraSe essa aventura de fim de semana ficasse gravada na memória deles, então ela projetava o futuro: será que tudo isso veio pra ficar?--- Celes. Em dois dias: de namorada parceira a esquecer que o boy dela tava preso por engano.

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