O ar da pousada "A Joia da Noite" vibrava com a algazarra natalina. Guirlandas coloridas brilhavam nas paredes de adobe, e o cheiro forte do ponche com frutas, do mole encorpado e das carnitas recém-feitas se misturava com a fumaça da lenha e o perfume adocicado das velas. Num canto, uma banda de música norteña, com seus acordeões e saxofones, soltou no ar canções de natal caipiras por duas horas, enchendo de calor o amplo salão de festas. Agora, os músicos tinham feito uma pausa, deixando um eco melódico e a agitação de quase cem pessoas entre risadas, brindes e o tilintar constante de garrafas e copos.No meio da multidão, duas figuras se destacavam.Pedro Portillo, de 48 anos, era um homem que carregava a marca do tempo e da rotina com uma mistura de resignação e cansaço. De altura mediana, sua compleição, antes atlética, tinha amolecido, dando à sua barriga uma curva suave e persistente que sua camisa social, um pouco apertada, não conseguia disfarçar. Seu cabelo, em retirada decidida, deixava à mostra uma testa larga e brilhante sob as luzes coloridas. Seus olhos, de um castanho desbotado, olhavam o mundo com um brilho de nostalgia e uma ansiedade surda. Sua esposa, Marta, a quem há anos via como uma presença amarga e distante — uma “velha bruxa mal-humorada”, pensava às vezes com raiva —, estava do outro lado do salão, enfiada numa conversa acalorada com as irmãs. Pedro já tinha tomado vários copos de uísque com soda; uma névoa tonta de álcool começava a nublar seus sentidos, suavizando as arestas ásperas de sua realidade. A poucos metros, no centro do burburinho jovem, estavaEthelEla parecia existir em outra dimensão, banhada por uma luz própria. O rosto, de um oval delicado, era uma tela de pele morena e quente, onde se destacavam olhos grandes e escuros, profundos como poços de noite de verão, capazes de sustentar o olhar com uma mistura hipnótica de doçura inocente e um mistério latente. Os lábios, naturalmente rosados e carnudos, tinham uma curva que sugeria um sorriso perpétuo e cúmplice. O cabelo castanho escuro, agora pesado e molhado pelo orvalho da noite e por algum mergulho cedo na piscina da pousada, caía em ondas soltas sobre um ombro, acariciando a linha da clavícula.
Vestia um conjunto simples, mas devastador: uma blusa branca de tecido leve que, ao se mover, grudava sugestivamente na pele, e uma saia curta de jeans azul que mal cobria a metade das coxas. A figura dela era uma sinfonia de curvas harmoniosas, uma silhueta clássica de ampulheta. A cintura, fina e definida, fazia a transição suave para uns quadris largos, redondos e poderosos. Por trás, a linha da lombar se arqueava suavemente, mostrando uma musculatura trabalhada e lisa que se perdia sob a borda da saia. As pernas, longas, firmes e perfeitamente torneadas, pareciam não ter fim.
Pai e filha compartilhavam um vínculo especial, um refúgio mútuo. Ethel detestava a amargura constante da mãe, o jeito azedo e controlador. Em compensação, adorava o pai. Pedro, na sua infelicidade silenciosa, tinha depositado na filha toda a ternura que o casamento lhe negava. Mimava ela, cuidava dela e trabalhava sem parar para dar os luxos e a liberdade que ele nunca teve. Ethel era a joia dele, o motivo para sorrir.
Naquela tarde, Ethel tinha mergulhado no mundo dos primos. Dançando, rindo, se deixando levar. EstavamIvan, cuja presença física era impossível de ignorar. Era um monumento à disciplina: torso largo como um barril, peitorais definidos que esticavam sua camisa preta, braços cujo volume e definição falavam de anos de esforço metódico. Tudo nele gritava potência contida e uma segurança animal. Junto a ele, sempre um passo atrás, estavaClaudiomagro, de traços finos, uma sombra silenciosa que concordava com cada palavra de Ivan. E aí tinhaPoncho, o primo mais velho, cujo jeito alegre e gestos afeminados deixavam clara sua orientação, sendo a alma da festa entre as garotas.
As primas, cinco no total, eram um buquê de juventude. Tinha a Luísa, a mais alta e atlética; a Sofia, de cachos rebeldes e sardas; a Valéria, com um sorriso enorme e óculos; a Ana, a tímida de cabelo liso. Mas entre todas, como uma orquídea entre margaridas, brilhava a Ethel. A beleza dela não era só física; era uma energia, uma suavidade magnética que atraía todos os olhares.
Aproveitando que os adultos estavam distraídos nas próprias conversas e brindes, e que a banda tinha deixado o palco vazio, as garotas, com o ânimo aquecido pelos copos de rum Booty que tinham tomado às escondidas, subiram no palco entre risadas abafadas e olhares de cumplicidade. Tinham dezoito anos, mas naquela noite mágica, se sentiam donas do mundo.
Pedro, por sua vez, tinha buscado um pouco de sossego. Tonto com o álcool e o barulho, se refugiou com seu compadre Javier num canto escuro, bem atrás do palco vazio, de onde podiam ver o salão sem serem vistos facilmente. Apoiados na parede, dividiam um cigarro e um silêncio cúmplice entre homens cansados.
Foi então que, da sua posição um pouco elevada e lateral, Pedro viu.
No palco, sob os fios de luzes coloridas, as primas começaram a dançar. Alguém conectou um celular nos alto-falantes e tocou uma cumbia de Natal, mas com um ritmo baixo, sensual e grudento. No começo foram risadas e movimentos desengonçados, mas logo o álcool e a euforia deram a elas graça e ousadia.
Ethel estava no centro. Fechando os olhos, deixou a música tomar conta dela. Os quadris começaram a balançar num movimento fluido, hipnótico. A saia curta, já mínima, levantava a cada giro, mostrando flashes das coxas bronzeadas e fortes. Pedro, quase sem querer, prendeu o olhar. A neblina do álcool pareceu se dissipar por um instante, aguçando Um sentido de maneira obscena: a visão.
O ritmo acelerou. Ethel, rindo, virou-se de perfil e depois de costas para a sala — mas de frente para o canto escuro onde o pai estava escondido —. Agachando-se sutilmente no ritmo da música, depois arqueando as costas daquele jeito que fazia destacar a curva perfeita da bunda dela. A saia, naquele movimento de vai e vem, de sobe e desce no ritmo da cumbia, levantou o suficiente.
Pedro prendeu a respiração. Uma onda de calor seco e violento atravessou-lhe o ventre até a virilha, onde uma pressão incômoda e familiar começou a crescer.
Do seu ângulo privilegiado e proibido, ele viu. Viu a calcinha, mínima, de renda cor da pele, que como uma segunda pele se enfiava no sulco profundo que separava as nádegas da filha. Nádegas que eram redondas, altas, firmes como melões maduros, com uma pele que sob a luz fraca parecia seda polida. Cada movimento dos quadris dela, cada oscilação no ritmo da música, fazia aqueles glúteos se tensionarem e relaxarem numa dança obscena e involuntária. O tecido da saia brincava de esconde-esconde, ocultando e revelando em frações de segundo aquela paisagem proibida.
“Meu Deus…” pensou Pedro, e a voz na cabeça dele não soou como a própria voz, mas como a de um estranho sufocado. “Que… que bunda.”
Uma luta moral instantânea e feroz explodiu no peito dele. O amor puro, a ternura de pai, o instinto protetor, colidiram contra um muro de puro desejo físico, primitivo e avassalador. Era a filha dele, a menina dele. Mas naquele instante, sob a luz fraca e o feitiço da música e do álcool, era simplesmente uma mulher jovem, deslumbrante, sexualmente explosiva, se exibindo sem saber diante dos olhos dele. A imagem queimava as retinas dele. A lembrança de anos de abstinência, de uma cama compartilhada sem paixão, de uma esposa que o rejeitava, somou-se à tempestade. A moral, enfraquecida pelo uísque e pela solidão, quebrou com um estalo seco.
Ele não conseguia desviar o olhar. A dança de Ethel ficava mais solta, mais... Provocador. Ela se agachava, girava, ria jogando a cabeça pra trás, enquanto seus quadris escreviam no ar uma mensagem que Pedro, no estado em que estava, só conseguia interpretar de um jeito. A virilha dele ardia. A pressão virou uma congestão dolorosa e pulsante. Um suor frio escorreu pela nuca, uma mistura de vergonha, tesão e uma culpa que, por ora, tinha sido completamente aniquilada pelo fogo daquela visão proibida.
A noite seguia seu rumo festivo, alheia. A cumbia tocava. As primas riam. E na penumbra, atrás do palco, um homem chamado Pedro Portillo acabava de cruzar, sem dar um passo sequer, uma linha da qual não haveria mais volta. Tudo, de fato, tinha mudado.
A voz rouca e regular do seu compadre Javier, que tinha passado dos suspiros cansados pra um ronco suave e constante, foi o único som no pequeno canto escuro. Pra Pedro, foi como um sinal de permissão. A luta interna tinha cessado, substituída por um impulso febril que nublava qualquer pensamento que não fosse a imagem hipnótica no palco. Com mãos que tremiam levemente, já não de dúvida, mas de uma excitação concentrada, ele tirou o celular do bolso da calça.
A tela acendeu, iluminando o rosto suado dele com um brilho frio. Com dedos desajeitados no começo, mas que logo ganharam uma precisão voraz, ele abriu o aplicativo da câmera. A lente, um olho digital e obediente, focou no centro do palco. Em Ethel.
Ele ajustou o zoom. O mundo ao redor dela se desfocou, virando um borrão de cores e luzes. Agora, no retângulo da tela, só existia ela. O zoom permitia ver detalhes que antes eram só lampejos: a textura da renda da calcinha dela, o brilho do suor na curva da lombar, a tensão precisa do músculo nas coxas a cada movimento. Pedro começou a gravar. O celular capturava o vai e vem dos quadris dela, o jogo de luz e sombra naquele vale proibido que a saia mostrava e escondia ao ritmo da música. Depois, mudava para fotos.CliqueUma imagem onde seu rosto, bêbado e sorridente, olhava para o céu.CliqueOutra onde, de costas, a saia levantava no ângulo perfeito.cliqueEra uma batida mais forte em suas têmporas, uma onda de calor mais intensa que descia direto pra sua virilha, onde a pressão já tinha ficado quase insuportável, um nó de desejo pulsando contra o tecido da calça. Ele se esquentou ainda mais, se é que isso era possível. A tela era uma janela pra um pecado íntimo, e ele, o único espectador, se consumia no fogo que ele mesmo alimentava. Enquanto isso, no andar de baixo,Claudiose aproximou deIvanEste último não tirava os olhos do palco, ou mais especificamente, do centro do palco. O olhar dele não era de um primo brincalhão, mas de um falcão avaliando a presa: calculista, intenso, carregado de uma autoridade silenciosa.
"Já viu como a Ethel tá gostosa, né?" murmurou Claudio, seguindo a direção do olhar de Iván.
Iván nem piscou. Um leve movimento na mandíbula, quase imperceptível, foi o único sinal de que tinha ouvido. "Como não ver?" respondeu, a voz grave e fria, como um rolo de aço. "A desgraçada tá uma delícia."
Claudio, sempre o provocador, que vivia à sombra da ousadia do primo, sorriu com uma excitação nervosa. "E o que você pretende fazer?"
Iván finalmente virou a cabeça para Claudio. Os olhos escuros, sob o cabelo curto, brilhavam com uma determinação absoluta. "Pegar o que é meu por direito," declarou, sem um pingo de dúvida. "Ou você acha que não mereço uma mina como ela?"
"Sim, mas… ela é nossa prima," objetou Claudio, embora o tom fosse mais de formalidade do que de oposição real.
Iván esboçou um sorriso de lado, desafiador e perverso. "E daí? Prima é pra comer." Fez uma pausa, deixando as palavras carregarem de significado. "E uma gostosa como a Ethel… não é só pra comer. É pra foder. E foder gostoso."
Claudio engoliu seco, uma mistura de incredulidade e fascínio percorrendo seu corpo. Iván já tinha voltado a olhar para o palco. Sua decisão estava tomada.
A festa continuou seu rumo bêbado. Claudio, animado pelo fogo que tinha atiçado, subiu no palco e convenceu as meninas a descerem para dançar umas "quebradinhas" do norte. A música mudou para um ritmo mais marcado, de sapateado e voltas. As primas, entre risos, formaram pares. Iván, com a elegância segura de um predador que não precisa correr, foi direto para Ethel.
"Vamos dançar, prima," disse, não era uma pergunta. Estendeu uma mão larga, de dedos fortes e nós dos dedos marcados.
Ethel sentiu uma onda de calor subir pelo pescoço. "Não, Iván, que pena... não sei direito essa dança," murmurou, desviando o olhar. O coração dela, no entanto, começou a bater com uma força incomum.
Ana, uma das primas, riu e deu um cotovelo nela. "Vai, Ethel! O primo é bem gostoso. Qual o problema de dançar um pouco?"
Ethel ficou ainda mais sem graça. Os pensamentos dela se embolaram.Tá bom, gostosão... e esse sorriso... e ele todo. O corpo dele, o rosto...Iván sempre esteve ali, em reuniões de família, mas agora, sob a luz da festa e com a confiança que seu físico imponente lhe dava, ele parecia irresistivelmente gostoso. Ela sempre tinha gostado dele, claro, mas como de um primo distante, quase um personagem de filme. A ideia de algo mais nunca tinha passado pela cabeça dela… conscientemente.
Iván insistiu, chegando mais perto. A presença dele era física, um campo gravitacional que puxava ela. “Só uma, Ethel. Eu te guio.”
Ela, finalmente, com um nó na garganta, deixou a mão menor dela sumir na dele. Foi como um choque elétrico.
Iván não a levou pro centro do grupo. Com a desculpa da dança, foi afastando ela, giro a giro, do núcleo dos primos. A mão dele não pousou educadamente na cintura dela, mas a envolveu com firmeza, apertando o lado, quase a curva inferior do quadril. Ao girar numa “quebradinha”, ele puxava ela contra o corpo dele. Num desses movimentos, Ethel sentiu, com uma clareza que a fez prender a respiração, a pressão firme e volumosa da virilha dele contra a dela. Foi um contato breve, brutalmente revelador, que incendiou a pele dela por baixo da roupa.
A música tocava, mas entre eles começou a soar outro ritmo. Iván baixou a cabeça, o hálito quente roçou a orelha dela, superando o barulho.
“Como você tá gostosa hoje, prima,” murmurou ele, a voz um ronco grave que percorreu a espinha dela.
“Obrigada,” respondeu ela, tão tímida que mal se ouviu, sentindo as bochechas queimarem.
“Se você não fosse minha prima,” continuou ele, sem tirar os lábios da orelha dela, “eu te pediria pra ser minha esposa.”
Ethel riu, um som nervoso e curto. “Sua esposa, hein?” O comentário era tão absurdo, tão direto, que deixou ela sem ar. Mas no tom dele não havia deboche, só uma excitação perturbadora.
“Sim,” afirmou ele, sério, girando o corpo dele contra o dela noutro movimento da dança que os isolava mais. “Porque primos não podem casar… mas podem namorar.” Ele fez uma pausa, deixando as palavras se assentaram. Os olhos dele a encaravam fixamente, sem deixá-la escapar. "Então... você quer ser minha namorada?"
"Iván, não fala besteira," ela tentou se esquivar, virando a cabeça, mas o corpo dela não se separava do dele. "Somos primos, é... estranho."
"Estranho?" ele repetiu, como se provasse a palavra e a achasse sem graça. "Estranho é ver algo tão bom e não pegar." Ele a segurou com mais força, parando a dança por um instante. Já estavam num canto semioculto, perto de uma porta que dava pros jardins, longe dos olhares diretos. A música continuava tocando, um ritmo contagiante que contrastava com a tensão estática que agora os envolvia. "Me diz que você não gosta. Me diz que você não pensou nisso."
Ethel abriu os lábios pra protestar, pra dizer algo, qualquer coisa que restaurasse a normalidade. Mas não saiu nada. Só um suspiro leve. Porque sim, ela tinha pensado nisso. EmeleE naquele momento, com a força dele ao redor dela, o cheiro de colônia cara e suor masculino invadindo-a, e a lembrança daquela pressão contra seu corpo, ela não podia negar.
Iván não esperou uma resposta verbal. Leu a rendição nos olhos escuros dela, no jeito que seu corpo já não resistia. Com um movimento decisivo, inclinou a cabeça e capturou seus lábios.
Não foi um beijo de primo. Foi um beijo de conquista. Apaixonado, molhado, profundo. Os lábios dele, muito maiores e firmes que os dela, cobriram os dela por completo. A língua dele não pediu permissão; invadiu, explorou, reivindicou. Ethel soltou um gemido abafado, uma vibração que foi absorvida pela boca dele. As mãos dela, que antes estavam timidamente nos ombros dele, agarraram sua camisa preta, amassando o tecido. A barba por fazer de Iván roçou a pele sensível ao redor da boca dela, uma sensação áspera e excitante. Ele a apertou contra a parede, e todo seu corpo poderoso se fundiu contra a suavidade do dela. O mundo, a festa, a família, tudo desapareceu naquele canto escuro, reduzido ao gosto de álcool e desejo, ao som das respirações ofegantes se misturando com a música de Natal ao longe.
O beijo de Iván não era uma pergunta; era uma declaração de domínio. Enquanto seus lábios devoravam os de Ethel com uma fome voraz, suas mãos, grandes e habilidosas, começaram a percorrer o corpo dela com uma segurança que não admitia hesitação. Uma palma deslizou por suas costas, afundando na curva da cintura para puxá-la com mais força contra seu torso duro. A outra subiu pelo lado dela, roçando a borda inferior do seio através da blusa fina, um toque elétrico que fez Ethel se arquear.
Ela tentou escapar, mas não com a força de quem rejeita, e sim com a resistência fraca e trêmula de uma gazela que sente as mandíbulas do leão. Sua mente gritava um "não" que seu corpo não obedecia. Cada carícia, cada pressão dos músculos dele contra sua suavidade, cada exploração audaciosa de suas mãos, roubava um pedaço de sua vontade. Era Forte demais, avassalador demais, e o que ela sentia — um coquetel vertiginoso de medo, tabu e um prazer cru que nunca tinha imaginado — a desmontava por completo. Com um gemido abafado contra a boca dele, ela se rendeu. Os braços dela, que antes se agarravam para empurrá-lo, agora se enroscaram no pescoço dele, puxando-o para mais perto.
Iván, sentindo a rendição total, intensificou o ataque. Os beijos dele desceram para o pescoço dela, mordiscando a pele sensível da garganta, provocando arrepios que percorriam todo o corpo dela. Os dedos dele encontraram os botões da blusa e, com uma destreza impaciente, começou a abri-los.
"Aqui não, Iván... alguém pode nos ver... espera, primo...", sussurrou ela no ouvido dele, a voz dela um fio de respiração entrecortada.
Ele não cedeu. Apenas grunhiu, um som baixo e animalesco de negação, e continuou seu caminho. A blusa aberta revelou um sutiã simples de renda. Um puxão seco e o fecho cedeu. Os seios dela, redondos, firmes e com os mamilos rosados e eretos pelo frio e pela excitação, ficaram livres diante dele. Iván os contemplou por um segundo, com olhos escuros e famintos, antes de se inclinar e capturar um na boca dele.
Ethel soltou um grito abafado, sufocando-o contra o ombro dele. A boca quente, úmida, a língua que se enrolava ao redor do mamilo, os dentes que mordiscavam com suavidade calculada... Era uma sensação tão intensa, tão diretamente ligada ao centro dela, que a fez esquecer onde estavam. Ela gemia, uma sequência de sons curtos e chorosos, enquanto os dedos dela se enterravam no cabelo curto dele. Ele se dedicou a um e depois ao outro, devorando-os, marcando-os como seus.
Depois, sem aviso prévio, ele a fez ajoelhar na frente dele. O chão de cimento era frio e áspero contra os joelhos dela. Com movimentos rápidos, Iván desabotoou a calça dele e a baixou o suficiente. Diante dos olhos atônitos, quase incrédulos, de Ethel, emergiu a vara dele. Era tão imponente quanto o resto dele: grossa, comprida, com veias proeminentes que pulsavam sob a pele, e uma cabeça grande e escura que parecia encará-la. com seu próprio olho cego. Os testíbooties, pesados e enormes, balançavam por baixo.
"Chupa aqui, priminha," ordenou, a voz rouca de desejo.
Ethel, com o coração prestes a explodir no peito, obedeceu. No começo era desajeitada, os lábios mal rodeavam a cabeça, os movimentos tímidos. Mas Ivan não era paciente. Com uma mão na nuca dela, guiou.
"Assim não… mais fundo… usa a língua, aí… isso, assim… porra, que gostosa…", ele bufava entre os dentes, os quadris começando a empurrar de leve, se enfiando mais na boca dela.
Ethel, estimulada pelos gemidos de prazer dele e por uma curiosidade perversa que nascia do próprio corpo excitado, aprendeu rápido. Em cinco minutos, já mexia a cabeça com mais ritmo, a língua dançava em volta do freio, uma mão acariciava e massageava os testíbooties enormes e pesados enquanto com a outra, seguindo as instruções dele, masturbava a base que não cabia na boca dela. O som molhado e os ofegos dele enchiam o canto escuro.
Ivan, aceso como uma tocha, puxou ela de pé de uma vez. Virou ela e empurrou de leve contra a parede, alinhando o corpo atrás dela, pronto pra meter.
Mas naquele instante, o instinto e o medo sacudiram Ethel. Fechou as pernas com força. "Não, Ivan, não! Sou virgem, e você tem uma pica enorme!!!" A voz tremia, o pânico real aparecendo por trás do véu do desejo.
Ele não parou. As mãos rodearam a cintura dela, tentando abrir. "Não… Ivan… se eu engravidar, nos matam… Tô ovulando!" implorou, buscando qualquer desculpa.
Na luta, no vai e vem dos corpos, a posição mudou. A saia de Ethel, já levantada, deixava a bunda dela completamente exposta. Ivan, um amante experiente de sexo anal, viu a oportunidade. Sem mais delongas, guiou a cabeça ensopada do pau dele pra aquela outra entrada, mais estreita e virgem também.
"Ivan, não! Espera…! Aaaaah!" O grito de Ethel foi de choque e dor aguda. Ele empurrou, implacável. "É enorme! Tira! É bem grossa… aaaaah… nãooo!" Choramingava, sentindo como a a carne parecia se rasgar, como aquela massa implacável a abria de um jeito que ela não tava preparada. "Tá me queimando! Tá me partindo no meio!"
Iván não cedeu. Segurando ela firme pelos quadris, com os dedos cravando na carne dele, foi avançando centímetro por centímetro, vencendo a resistência inicial com uma determinação feroz.
"Calaboca… o pior já passou… relaxa, priminha… é sua bunda, e agora é minha," ele rosnou, e quando finalmente tava todo dentro, parou um instante, deixando ela se acostumar com aquela invasão estranha e dolorosa.
Aí começou a bombar. No começo, cada estocada arrancava um gemido abafado e um "não" fraquinho da Ethel. Mas aos poucos, a dor foi se misturando com outras sensações: um preenchimento extremo, um atrito cru que, no meio do caos, começou a acender faíscas de um prazer torto. Os "não" dela viraram um choro constante, cortado por ofegos, e o nome dele, "Iván… Iván…", já não era só um pedido, mas um mantra que saía dos lábios dela entre lágrimas.
"Tá vendo? Sua bunda quer… aperta mais em mim… isso, assim… cê é uma putinha de primos, né?" ele sussurrava no ouvido dela enquanto a cintura batia na bunda dela num ritmo cada vez mais rápido e brutal. Finalmente, com um rugido abafado, Iván se enterrou até o fundo, o corpo dele tremendo enquanto esvaziava o leite quente nas profundezas daquele território novo conquistado.
Depois, em silêncio, os dois se vestiram. Ethel se mexia com dificuldade, uma dor surda e ardente lembrando ela a cada segundo do que tinha rolado. Antes que ela pudesse ir, Iván pegou ela pelo queixo e beijou ela na boca, agora com uma possessividade mais calma, mas igualmente intensa.
"Lembra de uma coisa, priminha… cê já é minha namorada. E eu sou bem ciumento pra caralho. Então não quero te ver com nenhum otário. Amanhã às 19h passo na sua casa e a gente vai no cinema. Entendeu?"
Ethel, de cabeça baixa e o corpo ainda tremendo, concordou. "Sim."
Ele fez um sinal com a cabeça, apontando pra porta. Ela deu passo, mas ele a segurou de novo. Sem dizer uma palavra, apontou para os próprios lábios. Ethel, entendendo, se levantou na ponta dos pés e deu um beijo profundo nele, dessa vez com uma submissão aprendida. Só então ele a deixou ir.
Ivan voltou ao burburinho alguns minutos depois. Cláudio se aproximou na hora, com os olhos brilhando de curiosidade doentia. "E aí, primo, o que rolou?"
Ivan serviu um gole de uísque direto de uma garrafa que estava em cima de uma mesa e esboçou um sorriso de lobo satisfeito. "O que tinha que rolar. Já somos namorados. E a buceta da Ethel... já é minha."
"Você é foda, primo," riu Cláudio, batendo o copo na garrafa.
0 comentários - Posada incestuosa