Pô, Mariano tava tendo dificuldade pra processar tudo. De viver só com a mãe no mundo, agora tinha um avô, e o pai dele tinha morrido fazia pouco. Milhões de perguntas passavam pela cabeça dele, mas o que menos preocupava naquele momento era que o avô fosse um chefão mafioso. Comeram batendo papo sobre a vida dura que o moleque tinha levado, passaram o dia inteiro juntos. A real é que ele não via o avô como alguém intimidador, igual os outros viam. Talvez o velho tava vendo naquele jovem a chance de alguém do sangue dele herdar todo o império.Mariano:Vovô, adorei te conhecer, mas preciso voltar pro meu trampo, acho que não vão gostar nada de eu faltar. - o garoto voltou à realidade, e pensou que tinha que voltar pra sua vida, a Carmen caiu na risada.Roberto:Olha, neto, se você aceitar ser meu herdeiro, nunca mais vai precisar trabalhar pra ninguém, nunca mais vai passar aperto financeiro, e eu juro que quem te olhar torto vai se arrepender.
Claro que o garoto não pensou duas vezes, ele vinha de uma vida de merda, qualquer coisa que oferecessem era melhor que aquilo. Primeiro, ele tinha que colocar a vida em ordem, falar com a mãe — não ia contar nada pra ela por enquanto, só diria que tinha conseguido um emprego. A mãe odiava o pai e tudo que viesse dele, então ele ia esperar ela terminar o tratamento pra contar a verdade. Segundo, ia pedir demissão do trabalho. Terceiro, tinha que passar por um treinamento tanto físico quanto mental pra assumir os negócios da família.
Ele custou a dormir em meio a tanto luxo, não conseguia, se sentia estranho, sentia que precisava renascer. Talvez a lenda da fênix, aquela ave mitológica que renasce das cinzas, fosse o que o representava naquele momento. Mariano acordou cedo como de costume, quando chegou na sala de jantar, o avô e a Carmen estavam tomando café, o Roberto mexia num tablet. Eles o cumprimentaram, e ao ver o que o avô estava fazendo, ele respondeu.Roberto:Tô jogando no maior cassino do mundo, a bolsa de valores. Você vai aprender a fazer tudo isso.
Depois de tomar café da manhã com o avô dele e a Carmen, ele viajou pra cidade natal dele pra resolver as coisas. No helicóptero, duas pessoas esperavam por eles: uma mina de traços asiáticos chamada Tai, que ia ser a assistente pessoal dele, gostosa, magrinha e baixinha, de vinte e cinco anos. A desgraçada parecia que não tinha matado nem uma mosca, mas era fera no Kali e no uso de facas, além de ser formada em Administração de Empresas. Do outro lado, tinha um cara de um metro e setenta, o Arturo, de corpo normal mas bem definido, ex-militar. Como se encheu o saco daquela vida e precisava de adrenalina, cruzou meio mundo e se alistou na Legião Estrangeira Francesa. Aos trinta e sete anos, você olhava pra ele e já sabia que não era pra brigar: umas cicatrizes na cara, orelhas de couve-flor de tanto treinar MMA e Krav Maga. Durante a viagem, ele não se segurou mais e perguntou.Mariano:Por que você não é a herdeira do vovô, já que são tão próximos?Carmen:Eu. – sorrio e paro o que tava fazendo no celular. – Seu avô é minha única família, mas não tô nem aí pro dinheiro dele. – dou uma pausa. – Ele me deu muito mais que isso nesse tempo; a maioria que fica com ele é por algo além da grana, mesmo ele sendo mais que generoso. Pra mim, já faz um tempo que ele transferiu ações de uma empresa e algumas propriedades pro meu nome.Mariano:Já entendi, e eles, pra que que eu preciso? Ninguém me conhece mesmo.Carmen:Deixa eu te dar um exemplo: o mundo dele era uma selva, e ele se tornou o Rei, o Leão alfa dominante. Todo mundo devia respeito e submissão a ele, mas ficavam de olho, esperando um momento de fraqueza, uma brecha pra poder atacar.Mariano:Mas isso ficou pra trás, ou não?
Carmen: Sim, mas tudo se mantém num equilíbrio tenso. Seu avô decidiu sair do jogo e ficar neutro. E ninguém mexe com ele porque seu avô sabe demais de todo mundo, dos políticos e das famílias. Quando nos anos noventa os cartéis entraram pro governo, foi um sinal vermelho. Depois, a máfia russa fez a mesma coisa, com violência e táticas que não interessavam aos políticos, que ficavam mal na opinião pública. Uma aliança liderada pelo seu avô enfrentou eles e acabou com isso. Depois disso, ele negociou a saída dele, num pacto de cavalheiros. As casas de empréstimo dele viraram um banco, que mesmo sem muitas agências, tem como clientes os ex-colegas dele. Os cassinos ilegais agora são hotéis e cassinos cinco estrelas, e a construtora dele se tornou cem por cento legal.Mariano:O avô é o Michael Corleone.Carmen:Mais ou menos. — Todos riram. — O que é fato é que ele nunca vai aparecer em nenhuma notícia ou lista de ricos e famosos, mas ele tá sempre lá, nas sombras, vendo tudo. Ele não pode ser fraco, nem parecer fraco, e você também não pode.
O garoto ficou pensando em tudo que tava por vir. Ele achava que só tinha um caminho, e era pra frente. Chegaram na cidade natal dele. A princípio, o Tai ia levar a carta de demissão, mas o Mariano não queria perder a satisfação de entregar pessoalmente. No estacionamento do aeroporto, tinha duas Mercedes Benz Classe G, e o Marco e outro cara estavam esperando — era o homem que tinha seguido ele nos últimos dias. Foram pra empresa onde o Mariano trabalhava. O garoto, o Tai e o Arturo desceram e foram direto pro RH. Quando ele entregou o dinheiro que devia e a carta de demissão, o diretor ficou encarando ele, sabia que o Mariano era um escravo que, por trocados, tava fazendo a maior parte do trampo. Enquanto esperava os papéis, as amigas dele apareceram.Carolina:Olha o limpador querendo ir embora, você não pediu nossa permissão.Vanesa:Sabe tudo o que aquele lixo nos deve.
Pela primeira vez, Marino não sentiu medo, não pensou no trabalho, na mãe, no aluguel. Simplesmente ignorou aquelas duas pessoas e pegou os papéis. Elas se irritaram com a indiferença do garoto, e Vanesa continuou xingando ele ou tentando humilhá-lo. O pessoal do RH só observava. No desespero, Carolina pegou uma caneca em cima da mesa e quis jogar nela, mas Tai e Arturo se meteram entre ela e o garoto. Aquelas mal-educadas, que tinham sido ignoradas ou maltratadas, olhavam para ele com ódio. Marino colocou a mão na boca e mandou um beijo para elas.Mariano:Até logo.
O garoto saiu exultante, tinha mais de mil por cento de tesão acumulado, estava tão reprimido que nunca tinha feito algo tão ousado. Carmen percebeu a diferença, mas não disse nada, só que mandou uma mensagem pro avô dela, com quem estava em contato direto. O garoto, Carmen e Arturo foram pro hospital ver a mãe dele, enquanto Marco, o assistente dele e Tai cuidariam da mudança de Mariano — isso mesmo, porque Carmen tinha comprado uma casa pra ele nos arredores da cidade. Mariano não ligou, ele não queria ver a senhoria, então passou o serviço pra frente.
Tudo que envolvia a mãe de Mariano foi emocionante, só de saber que não ia ter problema pra pagar o tratamento já dava uma paz e segurança danada, ela estava sendo super bem atendida no setor VIP. Mariano contou uma história pra mãe dele, disse que tinha sido contratado num trampo muito bom numa empresa grande, que o plano de saúde ia cobrir todas as despesas, e que ele podia visitar ela nos fins de semana. Também falou da casa, que a empresa tinha dado uma pra ele, então não precisava se preocupar em voltar pro apertamento humilde. O garoto ficou quase a tarde toda com a mãe, se despediu dela com muito carinho.
Foram pra casa nova dele, na verdade era uma casa velha enorme, não chegava a ser uma mansão, mas ficava num lugar nos arredores da cidade, numa propriedade de dez hectares. Na entrada tinha duas casas pros empregados. A casa principal ficava no meio da propriedade, não tinha vizinho perto, uma mata no fundo, um campo de golfe de um lado e do outro lado uma propriedade enorme com casa de fim de semana. A casa tinha dois andares, com seis quartos no primeiro piso, cada um com seu banheiro. No térreo tinha uma cozinha enorme, dois banheiros, sala de jantar, sala de estar, sala de TV, um escritório e lavanderia. Atrás da casa ficava a garagem, separada uns trinta metros da casa, e na sequência umas cocheiras velhas que, com uma A reforma tinha virado uma academia.
O que mais surpreendeu todo mundo, menos a Carmen, é que embaixo da casa, com uma entrada escondida, tinha um porão com um túnel que ligava a um bunker antinuclear, pela profundidade e pelos reforços — até as portas eram herméticas e reforçadas.
A casa tinha bastante potencial, já estava mobiliada, e rapidamente todo mundo escolheu um quarto. Essa casa, pelo menos nos primeiros meses, serviria para os fins de semana; ele ia morar com o avô, o velho queria moldá-lo.
Eles perceberam que não tinha comida na casa. Carmen procurava entre os móveis e nada. O garoto não conseguiu evitar desviar o olhar para aquela bunda imponente — eram dois pedaços de carne perfeitamente moldados. A mulher percebeu e esboçou um sorriso.Carmen:Sou mulher demais pra você, foca em crescer como homem que consegue uma boa mulher.
O garoto não levou a mal, só disse que ela não era mulher pra ele. Mas o que ele pensou foi que aquela bunda agradava qualquer homem que respirasse. E é que a Carmen tinha um corpaço por baixo daqueles ternos elegantes, não conseguia esconder o corpo, ainda mais com a cara séria e os olhos cor de mel que davam um ar de professora rígida que deixava o garoto louco. Mas ele não quis pensar mais no assunto, não sabia como as coisas eram. Marco e o marido foram comprar comida, o homem que o acompanhava era o marido dele, eles iam ocupar uma das casas da entrada, a outra seria ocupada por uma família que cuidaria da limpeza e da jardinagem da casa, também fariam parte da segurança, até a assistente pessoal estava armada.
Na manhã seguinte, se prepararam e voltaram pra casa do avô, que o chamou no escritório e falou sobre a preparação que ele precisava pra ser o herdeiro e se movimentar de forma eficaz no mundo dele. Roberto não queria que acontecesse o mesmo que com o filho, embora os temperamentos fossem totalmente diferentes. Roberto conversou com o neto e o convenceu a fazer um treinamento duro e selvagem pra transformá-lo num líder. O garoto entendia tudo e sabia das suas falhas, então aceitou.
O treinamento que iam submeter o Mariano era praticamente pra quebrá-lo e montá-lo de novo, eliminar qualquer traço de fraqueza, fazer uma pessoa mais forte mental e fisicamente. Pra isso, o avô tinha recorrido a um amigo antigo, um Sargento aposentado do exército, daqueles tipos sombrios e obscuros que, depois de se aposentar aos quarenta anos, se dedicou a negócios meio ilegais ou voltou pro antigo trampo. Entrou pro exército porque a outra opção que o Juiz de menores deu aos dezessete anos era um reformatório. Na adolescência, o avô conhecia ele das gangues. Esse velho era como o avô, da velha guarda, e ia levar o garoto pra uma casa que eles tinham preparada num bosque perto.
Mariano tava acostumado a aguentar e seguir em frente, viver com o mínimo, mas isso ia botar ele à prova porque seria ainda mais extremo. Só que ele sabia que tinha um objetivo claro, uma luz no fim do túnel.
No domingo à noite, depois das apresentações, foram morar na cabana com Nicolás, o instrutor dele. O lugar era simples, com o básico: dois quartos, um banheiro e uma cozinha com sala de jantar, só isso. O quarto do moleque tinha uma cama, um criado-mudo, um armário com duas mudas de roupa, um tênis extra e o kit de higiene pessoal dele.
Na primeira noite, ele custou a dormir, mas quando pegou no sono, dormiu fundo, tanto que não ouviu quando Nicolás entrou no quarto dele. Cinco da manhã, ele colocou uma sirene quase no ouvido do garoto, que deu um pulo da cama apavorado, enquanto Nicolás empurrava ele pra fora, enfiou a cabeça dele num balde de água gelada e deu cinco minutos pra ele se trocar.
Dia um do treinamento: correr. O moleque não tava em forma, e o velho instrutor de mais de cinquenta anos deixava ele pra trás como se fosse nada. Uma hora correndo, Mariano fez em duas horas, chegou andando, quase arrastando os pés. Sentia fome, cansaço e dor. Mas era só o começo. Depois de xingar e gritar com ele, começaram os exercícios de estilo militar. Mariano quase não conseguia fazer uma flexão de braço, mas tentava. Já exausto, mandaram ele entrar. Café da manhã enxuto: uma tigela de aveia e uma banana. Depois, aulas de anatomia e do corpo humano. Ele não entendia muito pra que servia, mas obedecia. Almoço: frango grelhado e verduras. Aí mandaram ele ir pra casa do avô, uma hora e meia andando. Só avisaram que ele tinha que estar de volta antes das oito, senão dormiria fora.
O garoto demorou um pouco mais de duas horas pra chegar na Mansão. Lá, ele tomou banho e se trocou, conversou com o avô sobre tudo: os negócios dele, como funcionavam, onde investia e por quê. Teve tempo pra mais, já que... Às seis da tarde ele tinha que ir embora. Voltou às oito e dez, o velho não disse nada, mas dava pra ver no olhar dele que não tinha gostado. Jogou um par de luvas de boxe pra ele e começou a mostrar os movimentos básicos, depois levou ele pra fora, onde tinha um saco pendurado numa árvore, e ele executou os golpes lá. Mas o melhor ainda estava por vir: a aula prática, onde o velho pegou o Marino como um saco de boxe, e o moleque levou uma surra. De castigo por chegar tarde, não jantou, só deixaram ele comer uma fruta.
No dia seguinte foi a mesma coisa, a semana inteira igual, embora o garoto fosse se adaptando rápido a tudo — ele era um sobrevivente. Foi ver a mãe no fim de semana, teve que passar maquiagem que o Tai deu pra disfarçar os hematomas. A semana começou do mesmo jeito, mesma rotina, o moleque não pensava em desistir, nunca tinha desistido na vida.
Mas uma coisa mudou: na sexta, em vez de correr, o Nicolás mandou ele caminhar por uma trilha na floresta. Ele tinha que andar por duas horas naquela trilha e voltar com uma pedra de tom rosa do riacho que passava pelo bosque. Mariano achou que seria fácil, mas a caminhada levou três horas — era mais complicado do que ele pensava. Depois percebeu que estava perdido, tinha várias trilhas e ele não sabia reconhecer por qual tinha vindo. Ficou dando voltas em círculos até voltar pro mesmo lugar. Era um moleque da cidade, e isso ficava mais do que evidente ali. Já de tarde, cansado, com fome, sem ter comido nada o dia inteiro, percebeu uma coisa: o riacho dava na estrada principal, a estrada que levava até a casa do avô. De lá, ele podia voltar pra cabana. E foi o que fez, embora tenha chegado às nove da noite.
Nicolás estava esperando por ele. Assim que viu o Mariano, jogou as luvas de boxe e começou a mesma rotina, terminando com o Mariano todo moído. No entanto, num dos últimos cruzamentos, com as poucas forças que ainda tinha, ele acertou um soco na cara do Nicolás que fez o velho recuar. O velho recuou. Sorriu e partiu para o ataque de novo. Quando entrou, deu carne na chapa pra ele e disse que hoje ele tinha merecido, era a primeira vez que jantava na cabana em duas semanas.
Mariano entendeu as lições que Nicolau tava dando, porque foram avançando e mostrando o propósito: aprendeu anatomia, como cuidar do corpo, o que comer, como tratar ferimentos, como fazer primeiros socorros, quais partes do corpo proteger e quais atacar. Também foi aprendendo sobre sobrevivência, armas brancas, armas de fogo. O exercício físico já não era tão pesado. Exatos seis meses depois, Mariano tinha perdido quinze quilos, fazia os exercícios perfeitamente, e recebeu a formatura. Levaram ele pro fundo da mata e deram uma faca e um rifle com cinco balas. Ele tinha que caçar um javali, algo que vinham preparando ele no último mês.
Embora o garoto não soubesse, espalharam franco-atiradores pela floresta, além de dois drones que ficavam de olho nele o tempo todo. Era uma das condições do avô dele, não queria arriscar a vida do neto.
Mariano fez tudo perfeito, usou o que aprendeu sobre a mata, o terreno, os possíveis lugares onde o bando de javalis ia beber água, e começou a rastrear a área. Pelo meio-dia já tinha o rastro, começou a seguir as pegadas e escolheu o melhor lugar, um bebedouro. Se posicionou contra o vento e subiu numa árvore, passou a tarde toda. A paciência deu resultado quando o entardecer chegou e o bando apareceu: um macho grande, três fêmeas de tamanho médio e uns dez filhotes. O garoto mirou no mais perigoso, a distância era de quase cinquenta metros. O estrondo do tiro e o macho caiu. O bando começou a correr e ele apontou o rifle pra um dos filhotes, outro tiro e derrubou mais um. Atirou de novo numa das mães, mas errou. Viu que não tinha perigo e se aproximou, deu o tiro de misericórdia, não quis arriscar com a faca, eram animais perigosos. Naquela noite teve festa no pátio da Mansão, foram buscar o prêmio do Mariano, trinta pessoas foram pro grande churrasco, todo mundo trabalhava pro avô. Era gente de vários níveis e áreas, homens de confiança que ele foi apresentando nesses seis meses, desde os seguranças até gerentes das empresas. Foi algo de campo, tudo informal, sem distinção, era pra se divertir, mas também pra conhecer gente e pro Mariano ir se posicionando como herdeiro. O garoto conversou com todo mundo, até com a Carmen, que ele não via há muito tempo.
Naquele fim de semana, Mariano foi ver a mãe. A melhora dela era notável, já estavam praticamente falando de um tratamento mais ambulatorial, ou seja, ela podia ir pra casa. Mariano escolheu alugar um apartamento pra mãe dele, a uma quadra do hospital, pra ela se movimentar o mínimo possível.
De volta à mansão do Roberto, o neto ia começar outra etapa de preparação, uma mais refinada, onde teria que aprender a se comportar em sociedade, como se mover, como negociar, como se vestir, como conquistar uma mulher, como analisá-la e evitar que ela se aproveitasse dele, e até como dançar. Tudo isso ele ia poder fazer na mansão, sem esquecer o treino físico e de combate, embora esse último ficasse por conta do segurança dele, Artur.
De manhã, correr e fazer exercícios com o Nicolau; depois do almoço, o avô ensinava os negócios, inclusive visitavam alguns; à tarde, artes marciais mistas com o Artur; e à noite, o avô ensinava etiqueta. Naquela sexta, ele ia praticar um pouco do que foi conversado. Saíram Mariano, o avô e três seguranças, incluindo o Artur. Foram a um restaurante conhecido por ser bem exclusivo, tanto que vários políticos que estavam lá se aproximaram pra cumprimentar o Roberto, e ele apresentou o neto. Quando terminaram, foram a um bar, também caro, mas esse era mais frequentado por turistas. Deixaram o Maybach S680 e a caminhonete. de apoio a um quarteirão do local, queria que o neto seduzisse não pelo que trouxesse ou por ser gostoso, mas pela técnica.
Pediraram uma mesa e bebidas, não era um lugar que Roberto frequentava, mas não destoava, a garçonete era jovem e muito bonita, o velho com um par de sorrisos e palavras suaves no ouvido arrancou um sorriso da moça, era uma raposa velha, um galã, a moça foi embora sorrindo, os cinco estavam bem vestidos, mas discretamente, não chamavam atenção, aí o velho disse ao neto que não devia parecer desesperado, devia ser seguro, ser original e diferente de todos. A garçonete voltou com uma garrafa de champanhe, continuou conversando com o avô. Mariano foi ao banheiro, Arturo o seguiu de longe. Ao voltar, uma moça morena, baixinha, estava tentando soltar uma parte do vestido que tinha enganchado num pedaço de madeira do balcão, uma pequena farpa, ao fazer isso rasgou o vestido e esbarrou em Mariano.morenaDesculpa.— ao tentar sair, percebeu que o vestido tinha rasgado e suas costas estavam de fora, e ela precisava segurá-lo porque estava caindo, deixando-a nua.
Mariano encontrou uma solução, passou o braço pelas costas dela e a tirou dali para o pátio. Lá, começaram a conversar enquanto procuravam uma solução. Segundo ela, as amigas tinham sumido com uns caras e ela não as encontrava. A morena era uma garota de vinte e dois anos, bem simpática, era bonitinha, sem ser uma gostosona, mas estava muito bem. Mariano respondia com piadas que ela achava graça. Ele viu Arturo vigiando de longe. Pediram uns drinks e, depois de uns vinte minutos de conversa, o cara achou que era hora de ver se conseguia avançar. Ele a beijou, ela correspondeu, e começaram a se beijar e a se apalpar. Ele ouviu o avô dizer que o primeiro andar daquele lugar era bem discreto.
Mariano e a jovem foram para o andar de cima. Lá, tinha vários cubículos com sofás e a luz era bem fraca. Sentaram-se em um e continuaram no que estavam fazendo, se beijando. Em dado momento, Mariano quis mostrar a habilidade que tinha forjado em tantos anos como garoto de programa. Enfiou as mãos por baixo do vestido dela, encontrou a calcinha fio dental molhada e começou a masturbá-la. Ela não conseguiu continuar beijando ele e encostou o rosto no pescoço dele, gemendo e tendo um orgasmo incrível. Ficou surpresa com a habilidade dos dedos do jovem. Ela se abaixou, puxou o pau dele para fora, gostou do que viu e começou a fazer um boquete nele, bem fundo. Mariano fazia tempo que não ficava com uma mulher e não aguentou mais. Gozou, mas quando ia gozar, apertou a cabeça da garota contra ele para que ela engolisse tudo. Ela acabou cuspindo todo o esperma, pegou o drink e enxaguou a boca.morenaIsso não se faz.
Mariano a beijou, levantou ela e, aproveitando que ainda estava duro, sentou ela no pau dele. Com uma mão, guiou até a buceta dela, meteu, agarrou as duas nádegas e começou a movê-la. A mina já tava colaborando enquanto sentia o pau inteiro dele dentro dela. Não demorou muito pra gozar. Mariano tirou, e ela, se recuperando no sofá, viu ele balançando o pau a centímetros do rosto dela e descarregando outra porrada de porra nela. Depois, pegou o copo dele e deixou ela lá.
Claro que o garoto não pensou duas vezes, ele vinha de uma vida de merda, qualquer coisa que oferecessem era melhor que aquilo. Primeiro, ele tinha que colocar a vida em ordem, falar com a mãe — não ia contar nada pra ela por enquanto, só diria que tinha conseguido um emprego. A mãe odiava o pai e tudo que viesse dele, então ele ia esperar ela terminar o tratamento pra contar a verdade. Segundo, ia pedir demissão do trabalho. Terceiro, tinha que passar por um treinamento tanto físico quanto mental pra assumir os negócios da família.
Ele custou a dormir em meio a tanto luxo, não conseguia, se sentia estranho, sentia que precisava renascer. Talvez a lenda da fênix, aquela ave mitológica que renasce das cinzas, fosse o que o representava naquele momento. Mariano acordou cedo como de costume, quando chegou na sala de jantar, o avô e a Carmen estavam tomando café, o Roberto mexia num tablet. Eles o cumprimentaram, e ao ver o que o avô estava fazendo, ele respondeu.Roberto:Tô jogando no maior cassino do mundo, a bolsa de valores. Você vai aprender a fazer tudo isso.
Depois de tomar café da manhã com o avô dele e a Carmen, ele viajou pra cidade natal dele pra resolver as coisas. No helicóptero, duas pessoas esperavam por eles: uma mina de traços asiáticos chamada Tai, que ia ser a assistente pessoal dele, gostosa, magrinha e baixinha, de vinte e cinco anos. A desgraçada parecia que não tinha matado nem uma mosca, mas era fera no Kali e no uso de facas, além de ser formada em Administração de Empresas. Do outro lado, tinha um cara de um metro e setenta, o Arturo, de corpo normal mas bem definido, ex-militar. Como se encheu o saco daquela vida e precisava de adrenalina, cruzou meio mundo e se alistou na Legião Estrangeira Francesa. Aos trinta e sete anos, você olhava pra ele e já sabia que não era pra brigar: umas cicatrizes na cara, orelhas de couve-flor de tanto treinar MMA e Krav Maga. Durante a viagem, ele não se segurou mais e perguntou.Mariano:Por que você não é a herdeira do vovô, já que são tão próximos?Carmen:Eu. – sorrio e paro o que tava fazendo no celular. – Seu avô é minha única família, mas não tô nem aí pro dinheiro dele. – dou uma pausa. – Ele me deu muito mais que isso nesse tempo; a maioria que fica com ele é por algo além da grana, mesmo ele sendo mais que generoso. Pra mim, já faz um tempo que ele transferiu ações de uma empresa e algumas propriedades pro meu nome.Mariano:Já entendi, e eles, pra que que eu preciso? Ninguém me conhece mesmo.Carmen:Deixa eu te dar um exemplo: o mundo dele era uma selva, e ele se tornou o Rei, o Leão alfa dominante. Todo mundo devia respeito e submissão a ele, mas ficavam de olho, esperando um momento de fraqueza, uma brecha pra poder atacar.Mariano:Mas isso ficou pra trás, ou não?
Carmen: Sim, mas tudo se mantém num equilíbrio tenso. Seu avô decidiu sair do jogo e ficar neutro. E ninguém mexe com ele porque seu avô sabe demais de todo mundo, dos políticos e das famílias. Quando nos anos noventa os cartéis entraram pro governo, foi um sinal vermelho. Depois, a máfia russa fez a mesma coisa, com violência e táticas que não interessavam aos políticos, que ficavam mal na opinião pública. Uma aliança liderada pelo seu avô enfrentou eles e acabou com isso. Depois disso, ele negociou a saída dele, num pacto de cavalheiros. As casas de empréstimo dele viraram um banco, que mesmo sem muitas agências, tem como clientes os ex-colegas dele. Os cassinos ilegais agora são hotéis e cassinos cinco estrelas, e a construtora dele se tornou cem por cento legal.Mariano:O avô é o Michael Corleone.Carmen:Mais ou menos. — Todos riram. — O que é fato é que ele nunca vai aparecer em nenhuma notícia ou lista de ricos e famosos, mas ele tá sempre lá, nas sombras, vendo tudo. Ele não pode ser fraco, nem parecer fraco, e você também não pode.
O garoto ficou pensando em tudo que tava por vir. Ele achava que só tinha um caminho, e era pra frente. Chegaram na cidade natal dele. A princípio, o Tai ia levar a carta de demissão, mas o Mariano não queria perder a satisfação de entregar pessoalmente. No estacionamento do aeroporto, tinha duas Mercedes Benz Classe G, e o Marco e outro cara estavam esperando — era o homem que tinha seguido ele nos últimos dias. Foram pra empresa onde o Mariano trabalhava. O garoto, o Tai e o Arturo desceram e foram direto pro RH. Quando ele entregou o dinheiro que devia e a carta de demissão, o diretor ficou encarando ele, sabia que o Mariano era um escravo que, por trocados, tava fazendo a maior parte do trampo. Enquanto esperava os papéis, as amigas dele apareceram.Carolina:Olha o limpador querendo ir embora, você não pediu nossa permissão.Vanesa:Sabe tudo o que aquele lixo nos deve.
Pela primeira vez, Marino não sentiu medo, não pensou no trabalho, na mãe, no aluguel. Simplesmente ignorou aquelas duas pessoas e pegou os papéis. Elas se irritaram com a indiferença do garoto, e Vanesa continuou xingando ele ou tentando humilhá-lo. O pessoal do RH só observava. No desespero, Carolina pegou uma caneca em cima da mesa e quis jogar nela, mas Tai e Arturo se meteram entre ela e o garoto. Aquelas mal-educadas, que tinham sido ignoradas ou maltratadas, olhavam para ele com ódio. Marino colocou a mão na boca e mandou um beijo para elas.Mariano:Até logo.
O garoto saiu exultante, tinha mais de mil por cento de tesão acumulado, estava tão reprimido que nunca tinha feito algo tão ousado. Carmen percebeu a diferença, mas não disse nada, só que mandou uma mensagem pro avô dela, com quem estava em contato direto. O garoto, Carmen e Arturo foram pro hospital ver a mãe dele, enquanto Marco, o assistente dele e Tai cuidariam da mudança de Mariano — isso mesmo, porque Carmen tinha comprado uma casa pra ele nos arredores da cidade. Mariano não ligou, ele não queria ver a senhoria, então passou o serviço pra frente.
Tudo que envolvia a mãe de Mariano foi emocionante, só de saber que não ia ter problema pra pagar o tratamento já dava uma paz e segurança danada, ela estava sendo super bem atendida no setor VIP. Mariano contou uma história pra mãe dele, disse que tinha sido contratado num trampo muito bom numa empresa grande, que o plano de saúde ia cobrir todas as despesas, e que ele podia visitar ela nos fins de semana. Também falou da casa, que a empresa tinha dado uma pra ele, então não precisava se preocupar em voltar pro apertamento humilde. O garoto ficou quase a tarde toda com a mãe, se despediu dela com muito carinho.
Foram pra casa nova dele, na verdade era uma casa velha enorme, não chegava a ser uma mansão, mas ficava num lugar nos arredores da cidade, numa propriedade de dez hectares. Na entrada tinha duas casas pros empregados. A casa principal ficava no meio da propriedade, não tinha vizinho perto, uma mata no fundo, um campo de golfe de um lado e do outro lado uma propriedade enorme com casa de fim de semana. A casa tinha dois andares, com seis quartos no primeiro piso, cada um com seu banheiro. No térreo tinha uma cozinha enorme, dois banheiros, sala de jantar, sala de estar, sala de TV, um escritório e lavanderia. Atrás da casa ficava a garagem, separada uns trinta metros da casa, e na sequência umas cocheiras velhas que, com uma A reforma tinha virado uma academia.
O que mais surpreendeu todo mundo, menos a Carmen, é que embaixo da casa, com uma entrada escondida, tinha um porão com um túnel que ligava a um bunker antinuclear, pela profundidade e pelos reforços — até as portas eram herméticas e reforçadas.
A casa tinha bastante potencial, já estava mobiliada, e rapidamente todo mundo escolheu um quarto. Essa casa, pelo menos nos primeiros meses, serviria para os fins de semana; ele ia morar com o avô, o velho queria moldá-lo.
Eles perceberam que não tinha comida na casa. Carmen procurava entre os móveis e nada. O garoto não conseguiu evitar desviar o olhar para aquela bunda imponente — eram dois pedaços de carne perfeitamente moldados. A mulher percebeu e esboçou um sorriso.Carmen:Sou mulher demais pra você, foca em crescer como homem que consegue uma boa mulher.
O garoto não levou a mal, só disse que ela não era mulher pra ele. Mas o que ele pensou foi que aquela bunda agradava qualquer homem que respirasse. E é que a Carmen tinha um corpaço por baixo daqueles ternos elegantes, não conseguia esconder o corpo, ainda mais com a cara séria e os olhos cor de mel que davam um ar de professora rígida que deixava o garoto louco. Mas ele não quis pensar mais no assunto, não sabia como as coisas eram. Marco e o marido foram comprar comida, o homem que o acompanhava era o marido dele, eles iam ocupar uma das casas da entrada, a outra seria ocupada por uma família que cuidaria da limpeza e da jardinagem da casa, também fariam parte da segurança, até a assistente pessoal estava armada.
Na manhã seguinte, se prepararam e voltaram pra casa do avô, que o chamou no escritório e falou sobre a preparação que ele precisava pra ser o herdeiro e se movimentar de forma eficaz no mundo dele. Roberto não queria que acontecesse o mesmo que com o filho, embora os temperamentos fossem totalmente diferentes. Roberto conversou com o neto e o convenceu a fazer um treinamento duro e selvagem pra transformá-lo num líder. O garoto entendia tudo e sabia das suas falhas, então aceitou.
O treinamento que iam submeter o Mariano era praticamente pra quebrá-lo e montá-lo de novo, eliminar qualquer traço de fraqueza, fazer uma pessoa mais forte mental e fisicamente. Pra isso, o avô tinha recorrido a um amigo antigo, um Sargento aposentado do exército, daqueles tipos sombrios e obscuros que, depois de se aposentar aos quarenta anos, se dedicou a negócios meio ilegais ou voltou pro antigo trampo. Entrou pro exército porque a outra opção que o Juiz de menores deu aos dezessete anos era um reformatório. Na adolescência, o avô conhecia ele das gangues. Esse velho era como o avô, da velha guarda, e ia levar o garoto pra uma casa que eles tinham preparada num bosque perto.
Mariano tava acostumado a aguentar e seguir em frente, viver com o mínimo, mas isso ia botar ele à prova porque seria ainda mais extremo. Só que ele sabia que tinha um objetivo claro, uma luz no fim do túnel.
No domingo à noite, depois das apresentações, foram morar na cabana com Nicolás, o instrutor dele. O lugar era simples, com o básico: dois quartos, um banheiro e uma cozinha com sala de jantar, só isso. O quarto do moleque tinha uma cama, um criado-mudo, um armário com duas mudas de roupa, um tênis extra e o kit de higiene pessoal dele.
Na primeira noite, ele custou a dormir, mas quando pegou no sono, dormiu fundo, tanto que não ouviu quando Nicolás entrou no quarto dele. Cinco da manhã, ele colocou uma sirene quase no ouvido do garoto, que deu um pulo da cama apavorado, enquanto Nicolás empurrava ele pra fora, enfiou a cabeça dele num balde de água gelada e deu cinco minutos pra ele se trocar.
Dia um do treinamento: correr. O moleque não tava em forma, e o velho instrutor de mais de cinquenta anos deixava ele pra trás como se fosse nada. Uma hora correndo, Mariano fez em duas horas, chegou andando, quase arrastando os pés. Sentia fome, cansaço e dor. Mas era só o começo. Depois de xingar e gritar com ele, começaram os exercícios de estilo militar. Mariano quase não conseguia fazer uma flexão de braço, mas tentava. Já exausto, mandaram ele entrar. Café da manhã enxuto: uma tigela de aveia e uma banana. Depois, aulas de anatomia e do corpo humano. Ele não entendia muito pra que servia, mas obedecia. Almoço: frango grelhado e verduras. Aí mandaram ele ir pra casa do avô, uma hora e meia andando. Só avisaram que ele tinha que estar de volta antes das oito, senão dormiria fora.
O garoto demorou um pouco mais de duas horas pra chegar na Mansão. Lá, ele tomou banho e se trocou, conversou com o avô sobre tudo: os negócios dele, como funcionavam, onde investia e por quê. Teve tempo pra mais, já que... Às seis da tarde ele tinha que ir embora. Voltou às oito e dez, o velho não disse nada, mas dava pra ver no olhar dele que não tinha gostado. Jogou um par de luvas de boxe pra ele e começou a mostrar os movimentos básicos, depois levou ele pra fora, onde tinha um saco pendurado numa árvore, e ele executou os golpes lá. Mas o melhor ainda estava por vir: a aula prática, onde o velho pegou o Marino como um saco de boxe, e o moleque levou uma surra. De castigo por chegar tarde, não jantou, só deixaram ele comer uma fruta.
No dia seguinte foi a mesma coisa, a semana inteira igual, embora o garoto fosse se adaptando rápido a tudo — ele era um sobrevivente. Foi ver a mãe no fim de semana, teve que passar maquiagem que o Tai deu pra disfarçar os hematomas. A semana começou do mesmo jeito, mesma rotina, o moleque não pensava em desistir, nunca tinha desistido na vida.
Mas uma coisa mudou: na sexta, em vez de correr, o Nicolás mandou ele caminhar por uma trilha na floresta. Ele tinha que andar por duas horas naquela trilha e voltar com uma pedra de tom rosa do riacho que passava pelo bosque. Mariano achou que seria fácil, mas a caminhada levou três horas — era mais complicado do que ele pensava. Depois percebeu que estava perdido, tinha várias trilhas e ele não sabia reconhecer por qual tinha vindo. Ficou dando voltas em círculos até voltar pro mesmo lugar. Era um moleque da cidade, e isso ficava mais do que evidente ali. Já de tarde, cansado, com fome, sem ter comido nada o dia inteiro, percebeu uma coisa: o riacho dava na estrada principal, a estrada que levava até a casa do avô. De lá, ele podia voltar pra cabana. E foi o que fez, embora tenha chegado às nove da noite.
Nicolás estava esperando por ele. Assim que viu o Mariano, jogou as luvas de boxe e começou a mesma rotina, terminando com o Mariano todo moído. No entanto, num dos últimos cruzamentos, com as poucas forças que ainda tinha, ele acertou um soco na cara do Nicolás que fez o velho recuar. O velho recuou. Sorriu e partiu para o ataque de novo. Quando entrou, deu carne na chapa pra ele e disse que hoje ele tinha merecido, era a primeira vez que jantava na cabana em duas semanas.
Mariano entendeu as lições que Nicolau tava dando, porque foram avançando e mostrando o propósito: aprendeu anatomia, como cuidar do corpo, o que comer, como tratar ferimentos, como fazer primeiros socorros, quais partes do corpo proteger e quais atacar. Também foi aprendendo sobre sobrevivência, armas brancas, armas de fogo. O exercício físico já não era tão pesado. Exatos seis meses depois, Mariano tinha perdido quinze quilos, fazia os exercícios perfeitamente, e recebeu a formatura. Levaram ele pro fundo da mata e deram uma faca e um rifle com cinco balas. Ele tinha que caçar um javali, algo que vinham preparando ele no último mês.
Embora o garoto não soubesse, espalharam franco-atiradores pela floresta, além de dois drones que ficavam de olho nele o tempo todo. Era uma das condições do avô dele, não queria arriscar a vida do neto.
Mariano fez tudo perfeito, usou o que aprendeu sobre a mata, o terreno, os possíveis lugares onde o bando de javalis ia beber água, e começou a rastrear a área. Pelo meio-dia já tinha o rastro, começou a seguir as pegadas e escolheu o melhor lugar, um bebedouro. Se posicionou contra o vento e subiu numa árvore, passou a tarde toda. A paciência deu resultado quando o entardecer chegou e o bando apareceu: um macho grande, três fêmeas de tamanho médio e uns dez filhotes. O garoto mirou no mais perigoso, a distância era de quase cinquenta metros. O estrondo do tiro e o macho caiu. O bando começou a correr e ele apontou o rifle pra um dos filhotes, outro tiro e derrubou mais um. Atirou de novo numa das mães, mas errou. Viu que não tinha perigo e se aproximou, deu o tiro de misericórdia, não quis arriscar com a faca, eram animais perigosos. Naquela noite teve festa no pátio da Mansão, foram buscar o prêmio do Mariano, trinta pessoas foram pro grande churrasco, todo mundo trabalhava pro avô. Era gente de vários níveis e áreas, homens de confiança que ele foi apresentando nesses seis meses, desde os seguranças até gerentes das empresas. Foi algo de campo, tudo informal, sem distinção, era pra se divertir, mas também pra conhecer gente e pro Mariano ir se posicionando como herdeiro. O garoto conversou com todo mundo, até com a Carmen, que ele não via há muito tempo.
Naquele fim de semana, Mariano foi ver a mãe. A melhora dela era notável, já estavam praticamente falando de um tratamento mais ambulatorial, ou seja, ela podia ir pra casa. Mariano escolheu alugar um apartamento pra mãe dele, a uma quadra do hospital, pra ela se movimentar o mínimo possível.
De volta à mansão do Roberto, o neto ia começar outra etapa de preparação, uma mais refinada, onde teria que aprender a se comportar em sociedade, como se mover, como negociar, como se vestir, como conquistar uma mulher, como analisá-la e evitar que ela se aproveitasse dele, e até como dançar. Tudo isso ele ia poder fazer na mansão, sem esquecer o treino físico e de combate, embora esse último ficasse por conta do segurança dele, Artur.
De manhã, correr e fazer exercícios com o Nicolau; depois do almoço, o avô ensinava os negócios, inclusive visitavam alguns; à tarde, artes marciais mistas com o Artur; e à noite, o avô ensinava etiqueta. Naquela sexta, ele ia praticar um pouco do que foi conversado. Saíram Mariano, o avô e três seguranças, incluindo o Artur. Foram a um restaurante conhecido por ser bem exclusivo, tanto que vários políticos que estavam lá se aproximaram pra cumprimentar o Roberto, e ele apresentou o neto. Quando terminaram, foram a um bar, também caro, mas esse era mais frequentado por turistas. Deixaram o Maybach S680 e a caminhonete. de apoio a um quarteirão do local, queria que o neto seduzisse não pelo que trouxesse ou por ser gostoso, mas pela técnica.
Pediraram uma mesa e bebidas, não era um lugar que Roberto frequentava, mas não destoava, a garçonete era jovem e muito bonita, o velho com um par de sorrisos e palavras suaves no ouvido arrancou um sorriso da moça, era uma raposa velha, um galã, a moça foi embora sorrindo, os cinco estavam bem vestidos, mas discretamente, não chamavam atenção, aí o velho disse ao neto que não devia parecer desesperado, devia ser seguro, ser original e diferente de todos. A garçonete voltou com uma garrafa de champanhe, continuou conversando com o avô. Mariano foi ao banheiro, Arturo o seguiu de longe. Ao voltar, uma moça morena, baixinha, estava tentando soltar uma parte do vestido que tinha enganchado num pedaço de madeira do balcão, uma pequena farpa, ao fazer isso rasgou o vestido e esbarrou em Mariano.morenaDesculpa.— ao tentar sair, percebeu que o vestido tinha rasgado e suas costas estavam de fora, e ela precisava segurá-lo porque estava caindo, deixando-a nua.
Mariano encontrou uma solução, passou o braço pelas costas dela e a tirou dali para o pátio. Lá, começaram a conversar enquanto procuravam uma solução. Segundo ela, as amigas tinham sumido com uns caras e ela não as encontrava. A morena era uma garota de vinte e dois anos, bem simpática, era bonitinha, sem ser uma gostosona, mas estava muito bem. Mariano respondia com piadas que ela achava graça. Ele viu Arturo vigiando de longe. Pediram uns drinks e, depois de uns vinte minutos de conversa, o cara achou que era hora de ver se conseguia avançar. Ele a beijou, ela correspondeu, e começaram a se beijar e a se apalpar. Ele ouviu o avô dizer que o primeiro andar daquele lugar era bem discreto.
Mariano e a jovem foram para o andar de cima. Lá, tinha vários cubículos com sofás e a luz era bem fraca. Sentaram-se em um e continuaram no que estavam fazendo, se beijando. Em dado momento, Mariano quis mostrar a habilidade que tinha forjado em tantos anos como garoto de programa. Enfiou as mãos por baixo do vestido dela, encontrou a calcinha fio dental molhada e começou a masturbá-la. Ela não conseguiu continuar beijando ele e encostou o rosto no pescoço dele, gemendo e tendo um orgasmo incrível. Ficou surpresa com a habilidade dos dedos do jovem. Ela se abaixou, puxou o pau dele para fora, gostou do que viu e começou a fazer um boquete nele, bem fundo. Mariano fazia tempo que não ficava com uma mulher e não aguentou mais. Gozou, mas quando ia gozar, apertou a cabeça da garota contra ele para que ela engolisse tudo. Ela acabou cuspindo todo o esperma, pegou o drink e enxaguou a boca.morenaIsso não se faz.
Mariano a beijou, levantou ela e, aproveitando que ainda estava duro, sentou ela no pau dele. Com uma mão, guiou até a buceta dela, meteu, agarrou as duas nádegas e começou a movê-la. A mina já tava colaborando enquanto sentia o pau inteiro dele dentro dela. Não demorou muito pra gozar. Mariano tirou, e ela, se recuperando no sofá, viu ele balançando o pau a centímetros do rosto dela e descarregando outra porrada de porra nela. Depois, pegou o copo dele e deixou ela lá.
1 comentários - Vingança 2: Quebrar pra Reconstruir