A vida naturalmente seguia seu curso, um par de vezes a gente tinha se permitido realizar nossas fantasias, o que vivíamos sexualmente ajudava a aumentar o desejo como casal, sem ter repercussões negativas nem ciúmes absurdos, a combinação perfeita de morbo e prazer sem consequências. Mas depois da adrenalina do momento, a gente assumia de novo nosso papel como casal, continuávamos trabalhando e mantendo as relações com amigos e familiares. Foi quase no fim do ano que algumas coisas novas iam acontecer.
Uma tarde de novembro, a gente voltava das compras de fim de semana, organizando os mantimentos necessários pra passar a semana sem complicar a existência, isso já era um costume, todo sábado ao meio-dia a gente saía e voltava depois das 3. No conjunto de apartamentos também morava a já mencionada tia Carmela, irmã do meu pai, a gente ficava logo no de cima do dela, então temos que subir escadas e passar por ali pra chegar no nosso apartamento. Pois naquela tarde, quando a gente mal tinha entrado pela entrada principal, estava saindo nada mais nada menos que o senhor José, a gente não soube de qual apartamento ele vinha e também não fizemos más ideias, ele passou do nosso lado e nos cumprimentou, sem fazer muita conversa, continuou o caminho dele até o outro quarteirão onde ficava a vila onde ele morava.
A gente deixou a situação passar despercebida, ele devia ter vindo com algum outro vizinho, ele sempre tinha morado no bairro e não era estranho que conhecesse praticamente todos os vizinhos. Além disso, o senhor José já não fazia mais parte das nossas conversas na cama, as experiências recentes tinham deixado ele de lado e pelo que a gente tinha conversado antes, não parecia que fazia sentido continuar incluindo ele. Ele também tinha parado de esperar a Yes, devia ter se cansado de esperar resposta ou viu que não ia dar em nada, seja lá o que fosse, o assunto tinha sido encerrado.
Uma noite, depois de ficarmos em silêncio, ouvimos algo que pra gente era estranho, minha tia Carmela era separada, não tinha oficializado o divórcio, mas o marido dela já não morava com ela fazia tempo. Os filhos, já adultos, só apareciam de vez em quando. Ela morava sozinha e praticamente nunca levava ninguém pra casa, mas naquela noite a gente tinha certeza de que tinha alguém com ela no apartamento. Por um lado, achávamos que era justo — mesmo que sempre tentássemos manter o maior silêncio possível quando transávamos, com certeza ela já tinha nos ouvido algumas vezes. Então, se aquela noite era a vez dela se vingar, tudo bem.
No começo, ficamos atentos, porque a curiosidade sobre o que tava rolando era grande, mas não acontecia muita coisa. Só se ouvia passos e algum movimento. Devia ser um dos filhos dela. A Yes dormiu, e eu fiquei mais um tempo resolvendo uns pendências do escritório. Já passava da meia-noite quando achei que ouvi uma discussão baixa, mas com vozes alteradas. Depois parou, e pensei que era isso. Fui me deitar e consegui distinguir um barulho diferente. Dessa vez, com certeza era de sexo. Quando me deitei na cama, inevitavelmente a Yes me sentiu e acordou. Com o dedo, fiz sinal pra ela ficar quieta e escutar. Quando ela percebeu, um sorriso se formou no rosto dela. A tia Carmela tava transando debaixo da gente. Não que fosse algo ruim, mas repetimos: pra nós, era uma situação anormal.
Ficamos escutando, e parecia que eles estavam se divertindo pra caralho lá embaixo. Os gemidos da minha tia eram evidentes e intensos. A pessoa com quem ela estava também se fazia notar com bufadas fortes. Dava pra perceber que era um homem mais velho. A situação nos excitou, e a gente transou enquanto o mesmo rolava lá embaixo. Depois, paramos de ouvir e continuamos no nosso. Percebemos que eles saíram do apartamento dela — com certeza ela levou o cara pra fora. Nós terminamos o nosso, e foi assim que a história daquela noite ficou. Quando a vimos de novo, não tocamos no assunto. Achávamos que seria uma falta de respeito com a privacidade dela. Mas ela mesma comentou que os Os vizinhos tinham planejado fazer uma festa de Natal em dezembro e pediram pra gente do nosso condomínio arrumar as piñatas, que são super populares aqui no México (caso eu não tenha mencionado), e a gente topou na hora.
Assim o tempo passou até dezembro. Algumas noites, a visita noturna dela voltou a acontecer, terminava do mesmo jeito, ela só ia embora e pronto. Aos poucos, a curiosidade foi crescendo e a gente ficou interessado em saber quem era. Então, uma noite, resolvemos dar uma espiada pra ver quem era a pessoa. Que susto que a gente levou: era o Seu José. Ficamos chocados, nunca imaginamos que algo assim tava rolando. Minha tia era, digamos, solteira, mas o Seu José era casado e morava a poucas casas dali. Não nos metemos mais e deixamos como estava. Decidimos não escutar mais e dormir. Assim foram algumas noites, até que uma vez acordei com uma sensação estranha. Percebi um movimento anormal na cama, fiquei parado por um momento tentando entender e, de fato, era a Yes. Ela tava se masturbando enquanto lá embaixo se ouviam aqueles barulhos. Resolvi não incomodar e deixar ela terminar. A respiração dela acelerou e ela soltou um gemido leve enquanto arqueava as costas. Finalmente, ela se deitou e voltou a dormir.
Chegou outra noite de visita e era a mesma história. A gente fingia desinteresse pela situação e eu me fazia de dormindo. Logo, a Yes começou a se estimular de novo e eu continuei imóvel. Assim, uma noite, quando se ouvia que eles estavam saindo, a Yes se levantou e espiou pela janela que dava pra saída. Ficou olhando um tempo, com as mãos acariciando os peitos e roçando por cima da buceta. Foi ao banheiro e voltou como se nada tivesse acontecido. Essa parte dela me parecia muito excitante. Quando ela ouvia que o Seu José tava lá embaixo, se preocupava em ir dormir e evitava que a gente tivesse intimidade. Ela se guardava pra escutar eles, ficava na expectativa do que faziam. Era evidente o desejo dela, "queria estar no lugar dela". lugar”.
A data da festa tava chegando, os vizinhos preparavam suas coisas e, como a gente tinha combinado, a gente cuidou das piñatas e dos doces. Demos a parte que cabia pra nossa tia, ela se encarregou de conseguir as coisas e guardou tudo no apartamento dela. Seu José era quem levava e trazia as coisas, não só das piñatas, mas de todos os vizinhos. A vila onde ele morava era a principal organizadora naquele ano, e era assim que ele evitava que a esposa desconfiasse do caso dele. O dia chegou e todos os vizinhos se reuniram do lado de fora da vila. A celebração foi tradicional e, no meio das orações, minha tia, seu José e alguns outros que tinham que preparar mais coisas se retiraram. Uns minutos depois, Yes me fala que minha tia mandou uma mensagem pra ele: precisava de ajuda pra encher as piñatas de doces. Fomos lá e só ela tava. Ajudamos ela, e ela me pediu pra levar as piñatas até a vila. Fiz isso. Como eu levei, me pediram pra ajudar a amarrar e segurar enquanto quebravam. Como eram várias, passei um tempão ocupado. Mesmo assim, notei que minha tia já tava no meio do povo, mas minha esposa ainda não.
Terminei e voltei pra onde o povo tava. Procurei ela, mas sem chamar muita atenção, não queria que desse escândalo por causa disso. Depois de uns 15 minutos, vi ela voltar. Cheguei perto e notei que ela tava nervosa. Ela me viu e me cumprimentou como se nada, tentando disfarçar o nervosismo. Não quis questionar na hora, então continuamos na confraternização do bairro. Seu José tava com os amigos e a esposa dele, de vez em quando tirava minha tia pra dançar. De repente, sem vergonha nenhuma, sumiram da vista do povo. Yes tava cansado e me pediu pra gente ir pro apartamento. Uma vez sozinhos, pensei em questionar ela, mas lá embaixo já tava ouvindo os barulhos de sempre. Incrivelmente, os amantes tinham aproveitado a bagunça pra ir pro canto deles. Além disso, eu tava cansado demais pra discutir o que aconteceu, e admito que a festa tinha deixado a gente de bom humor. Antes que eu pudesse sugerir algo, a Yes já estava se despindo e se jogando em cima de mim. Mal toquei por baixo e já senti a ereção dos bicos dos peitos dela, a sensibilidade em cada roçar de pele e, principalmente, a umidade na buceta dela.
K: Escuta bem como tão se divertindo lá embaixo!
Y: Tô ouvindo, parece que tão se acabando
K: Já chegaram, é hora de você chegar também, ou precisa de mais estímulo?
Y: Já tô quase
K: Ouviu como a minha tia geme? Com certeza o Dom José é um animal
Y: Sim, com certeza a tia Carmela tá adorando
K: E pensar que eles se atreveram a fugir enquanto a esposa dele tá lá fora
Y: Acho que eles tão pouco se lixando
K: Também acho, o Dom José é um sem-vergonha, um filho da puta que faz o que quer
Y: Siiim!
K: Talvez por isso minha tia goste dele
Y: É, deve ser por isso mesmo
K: Ele é um cuzão
Y: Siiim!
K: Não tá com inveja?
Y: Inveja de quê?
K: Da minha tia dar pra ele
Y: Claro que não, que bom pra ela, por que eu teria inveja?
K: Porque talvez você quisesse estar no lugar dela
Como se fosse um desafio, a gente fez o maior barulho possível, tentando ganhar do casal lá embaixo. O som dos dois apartamentos se misturava, os gemidos e gritos da minha esposa e da minha tia dava pra ouvir na rua, se não fosse a música alta abafando. Os gemidos lá embaixo aumentavam e minha esposa se mexia cada vez mais rápido, se estimulava e curtia o show de baixo, até que deu pra ouvir quando gozaram. Eu também acelerei pra fazer ela gozar, olhei pra ela e vi a cara dela enquanto tinha um orgasmo incrível, ao mesmo tempo que o mesmo rolava lá embaixo. Ela mordia os lábios e soltava gemidos.
Y: Mmm! Siiim, que delícia! Ai, Dom José!
Mal deu pra entender, porque ela falou bem baixinho, mas aquilo me fez gozar e jorrar tudo dentro da Yes. Já mais calmos, nos dois apartamentos fez silêncio, quebrado só quando os amantes saíram de volta pra rua. Nós ficamos ofegantes e preferimos... dormir até com o barulho lá fora.
De manhã voltamos ao trabalho e ninguém tocou no assunto. Com a festa de fim de ano também não teve muito tempo pra isso. Chegou o Natal e passamos na casa da mãe dela, num povoado a umas duas horas da nossa. Para o réveillon, era pra ir na casa dos meus pais, mas por um imprevisto deles, não iam estar lá, então a gente ia ficar em casa sem nenhum plano. Esses dias foram normais, a Yes saía cedo e voltava no horário de sempre, o humor dela tava bem alto. O sexo lá de baixo tinha dado uma pausa, acho que os dois lados tinham reuniões de família pra cuidar, então nada nos perturbava. Até que na noite do dia 29 de dezembro, a Yes chegou com uma cara meio séria e sentou na mesa com uma clara atitude de "precisamos conversar".
K: O que foi, algo sério?
Y: Bom, não... sei lá, algo.
K: Só fala logo, não gosto de rodeio.
Y: Beleza, lembra que a gente não tinha plano?
K: Sim, íamos passar aqui ou não?
Y: É, então... surgiu uma coisa.
K: Só fala.
Y: Tava conversando com sua tia e comentei como os planos mudaram. Quis saber se ela ia estar, e no fim ela não tem plano de sair.
K: Então, vamos passar com ela?
Y: Sim e não.
K: Não entendi.
Y: Ela me disse que foi convidada pro réveillon no cortiço. Se a gente quiser, podemos ir.
K: Tá, e suponho que você disse não?
Y: Falei que íamos pensar.
K: E o que a gente tem que pensar?
Y: Ué, não temos plano.
K: Você realmente quer ir?
Y: Qual o problema?
K: Bom, nada, mas é meio estranho. Não é como se a gente se desse tão bem com eles.
Y: Na posada foi tudo tranquilo.
K: Sim, mas eram todos os vizinhos, não só os do cortiço.
Y: Beleza, então não vamos (com cara de chantagem).
K: Ok, acho que podemos ir um pouco e ver no que dá.
Y: Vai ver, não vai ser tão ruim.
Aquela noite não consegui dormir direito, mil coisas passavam pela minha cabeça. Ainda não tinha tirado minhas dúvidas sobre o que rolou na noite da posada. Quão prudente seria ir direto pra lá? Na vizinhança, o fato de que podia ter algo mais por trás do que ela tava me pedindo já me deixava inquieto. Com tudo isso na cabeça, tive uma ereção — o pretexto perfeito pra tentar dormir depois de bater uma. Decidi esperar a Yes pegar no sono e fiquei parado, mas que surpresa: o movimento na cama começou. Ela tinha me roubado a ideia e agora tava se masturbando bem do meu lado, se tocando por cima com uma mão e com a outra se estimulando entre as pernas. Depois de uns minutos, veio um suspiro forte e o orgasmo que veio junto. Ela levantou pra ir no banheiro e, quando voltou, ficou mexendo no celular, escrevendo umas coisas. Depois de um tempo, ficou de saco cheio e resolveu dormir. Quando finalmente me convenci de que o sono tinha pegado ela, fui cuidar do meu lado, mas, sinceramente, já não consegui mais. O que aconteceu me deixou travado. Yes continuava com essas amostras de desejo sexual logo depois de decidir que íamos passar o réveillon na vizinhança. O que será que passava na cabeça dela? Tava brincando comigo ou já tinha um plano? Tudo isso sumiu quando o cansaço finalmente me venceu.
O penúltimo dia do ano foi igualzinho ao anterior: a mesma conversa. Eu ainda não tava certo se queria ir, mas acabei cedendo ao capricho dela agora. Não busquei sexo, nem ela também. De novo, ela se consolou sozinha, mexeu no celular — dessa vez tive certeza de que mandou mensagens — e dormiu. Não sou do tipo que invade a privacidade da parceira, então não fiz isso. Fiquei com a dúvida, aquela dúvida que sempre faz a gente pensar no pior e, imaginando exatamente isso, bati uma e depois apaguei. No dia seguinte, eu tive que trabalhar meio dia. Ela ficou arrumando umas coisas em casa e se preparando, com o dia todo livre. Saí às 3 da tarde e voltei pra casa. Ela não tava, porque tinha ido fazer cabelo, unhas e, cê sabe, tudo que uma mulher precisa nesse tipo de ocasião. Chegou lá pelas 6, me cumprimentou e foi se vestir. Desde que vi ela com o cabelo novo, já tava uma gostosa. espetacular, com os cachos recém-feitos, o cabelo agora completamente preto, as unhas vermelhas, o que indicava que o batom seria da mesma cor pra combinar. A espera foi torturante, porque eu cuidei das minhas coisas rapidinho, coisa de homem.
Enquanto me arrumava, notei a roupa que ela usaria por baixo: uma calcinha fio-dental de renda preta e um sutiã que fazia conjunto. Terminei e já esperava na sala vendo TV quando ela apareceu. Como eu tinha previsto, estava espetacular. Vestiu um vestido curto preto, saltos altos da mesma cor, meia-calça preta na altura do joelho e os lábios vermelhos intensos, maquiagem perfeita e com uns cílios que te obrigavam a olhar pra ela. Peguei ela pela cintura e tentei beijar, mas ela me parou, dizendo que estragaria o batom e a maquiagem.
Y: mais tarde, talvez
K: eu quero você agora
Y: sério, vai estragar todo meu esforço
K: não consigo esperar até a noite
Y: vai ter que esperar
Já meio irritado, decidi ser direto.
K: tem mais coisa, né?
Y: do que você tá falando?
K: não só você insistiu pra gente ir, como também se arrumou demais
Y: não é porque é uma festa de bairro que não posso me vestir assim
K: sempre nos comunicamos bem, é melhor você falar a verdade
Depois de pensar um pouco, ela falou de novo.
Y: tá bom, queria te contar depois, mas acho que você precisa saber agora.
Ela me contou o seguinte: no dia da festa da posada, ela veio ajudar minha tia, isso era verdade. Ficou enchendo as piñatas na companhia dela e do seu José. Quando minha tia precisou sair e deixou os dois sozinhos, seu José começou a puxar conversa pra assuntos mais íntimos.
DJ: me desculpa se causamos problemas pra você e seu marido
Y: como assim?
DJ: não precisa ser discreta, tô falando dos barulhos à noite
Y: não, bom, também não precisa se desculpar. Vocês são adultos e sabem o que fazem
DJ: não vai pensar mal de mim
Y: por quê? Por que ele é casado ou por que a tia Carmela ainda é casada?
DJ: em parte, não é que eu me justifique, mas as coisas simplesmente aconteceram, não quero que seja desconfortável pra vocês me verem por aqui
Y: não nos incomoda, o senhor sabe o que faz, quem tá enganando é a sua mulher
DJ: é, bom, se ela descobrir
Y: e ainda quer que a gente fique de boca fechada?
DJ: não tô pedindo isso, também não me preocupo muito se minha esposa ficar sabendo
Y: se a gente não fala nada é pela tia Carmela, então fique tranquilo
DJ: então sou bem-vindo na sua casa?
Y: haha, na da minha tia
DJ: bom, no prédio, na sua casa a gente vê depois
Y: não seja tão atrevido
DJ: só tava falando, como visita talvez, acho que não vai incomodar seu marido
Y: o senhor sabe o que diz, não conhece ele
DJ: um pouco, desde moleque via ele na rua, já adulto pouco, mas parece ser gente boa, me lembra minha mulher, digo, minha esposa
Y: ué, quantas esposas o senhor tem?
DJ: esposa uma, mulheres várias, são casadas então só são emprestadas, entre elas a Carmela e a que vai entrar
Nesse momento ele pegou ela pela cintura e deu um beijo, ela ficou paralisada, as palavras dele tinham irritado ela, mas algo nela se sentia submissa, por isso demorou pra se soltar da boca dele dando um tapa na cara.
DJ: todas são assim, primeiro não se entregam, mas depois pedem aos berros igual sua tia
Ela saiu dali e voltou pra pousada, tava com medo de me contar na hora por causa dos problemas que podia dar, mas não parou por aí, nos dias seguintes Don José esperava ela de novo de manhã, embora ela saísse com a intenção de não subir na caminhonete dele, quando percebia já tava lá em cima com ele, aí Don José pediu desculpas, tratou ela bem uns dias, como se não tivesse desrespeitado ela antes e aproveitou.
DJ: você me disse que não tem planos pro fim de ano
Y: é, vamos passar sozinhos em casa
DJ: a gente faz uma grande confraternização todo ano, se quiserem tão convidados
Y: acho que meu marido não vai aceitar, ainda mais depois que ele diz o que aconteceu
DJ: então ainda não contou pra ele, ha ha
Y: claro que não, não quero problemas
DJ: beleza gata, recado recebido
Y: do que cê tá falando?
DJ: de nada, se não contou é por algum motivo
Y: já contei, não quero problemas entre vocês
DJ: não quer problemas pra ele
Y: cê tá me ameaçando?
DJ: não, só tô dizendo que seu marido é muito novo e tranquilo, acho que você não quer ver ele encarar comigo
Y: …(silêncio)
DJ: já deu, prefiro gastar minha energia em outras coisas, já vou te mostrar, por enquanto quero que você venha pra festa
Y: já te falei, meu marido não vai aceitar, não quero meter ele em encrenca
DJ: pois já tá metido, você escolhe, desconto nele ou em você!
Y: …(silêncio)
DJ: assim que eu gosto, só fala que a tia convidou, cê vai ver que ele aceita, se não, convence ele, mas quero você lá
Fiquei gelado, era pesado demais o que tinha rolado e ela não tinha me contado antes, pior, tinha feito exatamente o que mandaram, sabia que ela tava muito estranha, agora sabia por quê.
Y: como eu disse, não quero te meter em encrenca
K: acho que não vai dar nada, ele só tá falando por falar
Y: pode ser, mas se preferir ficar, vou entender
K: então a gente fica
Y: não, pode ficar, mas eu vou do mesmo jeito
K: mas que porra é essa?
Y: já me arrumei pra ir e se eu for, vou acabar com o problema
K: cê acha que é só aparecer e pronto?, não acha que ele tem outras intenções?
Y: imagino que tenha, mas já dei minha palavra que a gente vai
K: e vai fazer só porque ele mandou?
Y: sei que parece estranho, mas sim, vou porque ele pediu, mas já que sou sincera, tenho que te falar que tô curiosa, tudo que a gente fantasiou com ele me fez querer continuar o jogo, mesmo sabendo o risco que tem
K: é verdade que a gente brincou e teve fantasias usando o nome dele, mas achei que já tinha deixado pra trás
Y: e era, até ele começar a vir com sua tia e acontecer o que te contei
K: não sei mais o que te dizer, não tô gostando da ideia
Y: eu também não Me agrada, a situação me dá muito medo, mas também me atrai. A gente tem feito essa parada de cuckold com outros e sempre se comunicou e esteve de acordo.
K: Isso não vai ser igual às outras vezes, Dom José não é do meio.
Y: Eu já sei, se a gente contasse pra ele, acho que ele não ia querer você por perto.
K: Você tá me pedindo pra te deixar sozinha?
Y: Tô te pedindo que, assim como eu entendo e realizo suas fantasias, você me entenda nas minhas. Além disso, é só um suposto, nada garante que role algo no meio de tanta gente. Eu só quero ir e brincar com ele, dançar, flertar e voltar pra casa pra extravasar minhas vontades com você.
Ela tinha razão em várias coisas. Na época, ela tinha topado realizar a fantasia, sempre ficava nervosa quando a gente saía e acabava superando. Agora, ela tava me pedindo pra eu enfrentar esses nervos e apoiar a decisão dela, mesmo que cruel pra mim, era o justo. Depois dos argumentos dela, não me restou opção a não ser aceitar ir pra festa e entrar na onda da Yes. Saímos em direção ao bairro, e enquanto eu caminhava, não conseguia evitar de reparar de novo como ela tava gostosa. Naquele momento, caí na real de que minha esposa tinha se esforçado pra caralho pra se arrumar, mas enquanto fazia isso, provavelmente não era eu quem tava nos pensamentos dela, e sim Dom José.
Uma tarde de novembro, a gente voltava das compras de fim de semana, organizando os mantimentos necessários pra passar a semana sem complicar a existência, isso já era um costume, todo sábado ao meio-dia a gente saía e voltava depois das 3. No conjunto de apartamentos também morava a já mencionada tia Carmela, irmã do meu pai, a gente ficava logo no de cima do dela, então temos que subir escadas e passar por ali pra chegar no nosso apartamento. Pois naquela tarde, quando a gente mal tinha entrado pela entrada principal, estava saindo nada mais nada menos que o senhor José, a gente não soube de qual apartamento ele vinha e também não fizemos más ideias, ele passou do nosso lado e nos cumprimentou, sem fazer muita conversa, continuou o caminho dele até o outro quarteirão onde ficava a vila onde ele morava.
A gente deixou a situação passar despercebida, ele devia ter vindo com algum outro vizinho, ele sempre tinha morado no bairro e não era estranho que conhecesse praticamente todos os vizinhos. Além disso, o senhor José já não fazia mais parte das nossas conversas na cama, as experiências recentes tinham deixado ele de lado e pelo que a gente tinha conversado antes, não parecia que fazia sentido continuar incluindo ele. Ele também tinha parado de esperar a Yes, devia ter se cansado de esperar resposta ou viu que não ia dar em nada, seja lá o que fosse, o assunto tinha sido encerrado.
Uma noite, depois de ficarmos em silêncio, ouvimos algo que pra gente era estranho, minha tia Carmela era separada, não tinha oficializado o divórcio, mas o marido dela já não morava com ela fazia tempo. Os filhos, já adultos, só apareciam de vez em quando. Ela morava sozinha e praticamente nunca levava ninguém pra casa, mas naquela noite a gente tinha certeza de que tinha alguém com ela no apartamento. Por um lado, achávamos que era justo — mesmo que sempre tentássemos manter o maior silêncio possível quando transávamos, com certeza ela já tinha nos ouvido algumas vezes. Então, se aquela noite era a vez dela se vingar, tudo bem.
No começo, ficamos atentos, porque a curiosidade sobre o que tava rolando era grande, mas não acontecia muita coisa. Só se ouvia passos e algum movimento. Devia ser um dos filhos dela. A Yes dormiu, e eu fiquei mais um tempo resolvendo uns pendências do escritório. Já passava da meia-noite quando achei que ouvi uma discussão baixa, mas com vozes alteradas. Depois parou, e pensei que era isso. Fui me deitar e consegui distinguir um barulho diferente. Dessa vez, com certeza era de sexo. Quando me deitei na cama, inevitavelmente a Yes me sentiu e acordou. Com o dedo, fiz sinal pra ela ficar quieta e escutar. Quando ela percebeu, um sorriso se formou no rosto dela. A tia Carmela tava transando debaixo da gente. Não que fosse algo ruim, mas repetimos: pra nós, era uma situação anormal.
Ficamos escutando, e parecia que eles estavam se divertindo pra caralho lá embaixo. Os gemidos da minha tia eram evidentes e intensos. A pessoa com quem ela estava também se fazia notar com bufadas fortes. Dava pra perceber que era um homem mais velho. A situação nos excitou, e a gente transou enquanto o mesmo rolava lá embaixo. Depois, paramos de ouvir e continuamos no nosso. Percebemos que eles saíram do apartamento dela — com certeza ela levou o cara pra fora. Nós terminamos o nosso, e foi assim que a história daquela noite ficou. Quando a vimos de novo, não tocamos no assunto. Achávamos que seria uma falta de respeito com a privacidade dela. Mas ela mesma comentou que os Os vizinhos tinham planejado fazer uma festa de Natal em dezembro e pediram pra gente do nosso condomínio arrumar as piñatas, que são super populares aqui no México (caso eu não tenha mencionado), e a gente topou na hora.
Assim o tempo passou até dezembro. Algumas noites, a visita noturna dela voltou a acontecer, terminava do mesmo jeito, ela só ia embora e pronto. Aos poucos, a curiosidade foi crescendo e a gente ficou interessado em saber quem era. Então, uma noite, resolvemos dar uma espiada pra ver quem era a pessoa. Que susto que a gente levou: era o Seu José. Ficamos chocados, nunca imaginamos que algo assim tava rolando. Minha tia era, digamos, solteira, mas o Seu José era casado e morava a poucas casas dali. Não nos metemos mais e deixamos como estava. Decidimos não escutar mais e dormir. Assim foram algumas noites, até que uma vez acordei com uma sensação estranha. Percebi um movimento anormal na cama, fiquei parado por um momento tentando entender e, de fato, era a Yes. Ela tava se masturbando enquanto lá embaixo se ouviam aqueles barulhos. Resolvi não incomodar e deixar ela terminar. A respiração dela acelerou e ela soltou um gemido leve enquanto arqueava as costas. Finalmente, ela se deitou e voltou a dormir.
Chegou outra noite de visita e era a mesma história. A gente fingia desinteresse pela situação e eu me fazia de dormindo. Logo, a Yes começou a se estimular de novo e eu continuei imóvel. Assim, uma noite, quando se ouvia que eles estavam saindo, a Yes se levantou e espiou pela janela que dava pra saída. Ficou olhando um tempo, com as mãos acariciando os peitos e roçando por cima da buceta. Foi ao banheiro e voltou como se nada tivesse acontecido. Essa parte dela me parecia muito excitante. Quando ela ouvia que o Seu José tava lá embaixo, se preocupava em ir dormir e evitava que a gente tivesse intimidade. Ela se guardava pra escutar eles, ficava na expectativa do que faziam. Era evidente o desejo dela, "queria estar no lugar dela". lugar”.
A data da festa tava chegando, os vizinhos preparavam suas coisas e, como a gente tinha combinado, a gente cuidou das piñatas e dos doces. Demos a parte que cabia pra nossa tia, ela se encarregou de conseguir as coisas e guardou tudo no apartamento dela. Seu José era quem levava e trazia as coisas, não só das piñatas, mas de todos os vizinhos. A vila onde ele morava era a principal organizadora naquele ano, e era assim que ele evitava que a esposa desconfiasse do caso dele. O dia chegou e todos os vizinhos se reuniram do lado de fora da vila. A celebração foi tradicional e, no meio das orações, minha tia, seu José e alguns outros que tinham que preparar mais coisas se retiraram. Uns minutos depois, Yes me fala que minha tia mandou uma mensagem pra ele: precisava de ajuda pra encher as piñatas de doces. Fomos lá e só ela tava. Ajudamos ela, e ela me pediu pra levar as piñatas até a vila. Fiz isso. Como eu levei, me pediram pra ajudar a amarrar e segurar enquanto quebravam. Como eram várias, passei um tempão ocupado. Mesmo assim, notei que minha tia já tava no meio do povo, mas minha esposa ainda não.
Terminei e voltei pra onde o povo tava. Procurei ela, mas sem chamar muita atenção, não queria que desse escândalo por causa disso. Depois de uns 15 minutos, vi ela voltar. Cheguei perto e notei que ela tava nervosa. Ela me viu e me cumprimentou como se nada, tentando disfarçar o nervosismo. Não quis questionar na hora, então continuamos na confraternização do bairro. Seu José tava com os amigos e a esposa dele, de vez em quando tirava minha tia pra dançar. De repente, sem vergonha nenhuma, sumiram da vista do povo. Yes tava cansado e me pediu pra gente ir pro apartamento. Uma vez sozinhos, pensei em questionar ela, mas lá embaixo já tava ouvindo os barulhos de sempre. Incrivelmente, os amantes tinham aproveitado a bagunça pra ir pro canto deles. Além disso, eu tava cansado demais pra discutir o que aconteceu, e admito que a festa tinha deixado a gente de bom humor. Antes que eu pudesse sugerir algo, a Yes já estava se despindo e se jogando em cima de mim. Mal toquei por baixo e já senti a ereção dos bicos dos peitos dela, a sensibilidade em cada roçar de pele e, principalmente, a umidade na buceta dela.
K: Escuta bem como tão se divertindo lá embaixo!
Y: Tô ouvindo, parece que tão se acabando
K: Já chegaram, é hora de você chegar também, ou precisa de mais estímulo?
Y: Já tô quase
K: Ouviu como a minha tia geme? Com certeza o Dom José é um animal
Y: Sim, com certeza a tia Carmela tá adorando
K: E pensar que eles se atreveram a fugir enquanto a esposa dele tá lá fora
Y: Acho que eles tão pouco se lixando
K: Também acho, o Dom José é um sem-vergonha, um filho da puta que faz o que quer
Y: Siiim!
K: Talvez por isso minha tia goste dele
Y: É, deve ser por isso mesmo
K: Ele é um cuzão
Y: Siiim!
K: Não tá com inveja?
Y: Inveja de quê?
K: Da minha tia dar pra ele
Y: Claro que não, que bom pra ela, por que eu teria inveja?
K: Porque talvez você quisesse estar no lugar dela
Como se fosse um desafio, a gente fez o maior barulho possível, tentando ganhar do casal lá embaixo. O som dos dois apartamentos se misturava, os gemidos e gritos da minha esposa e da minha tia dava pra ouvir na rua, se não fosse a música alta abafando. Os gemidos lá embaixo aumentavam e minha esposa se mexia cada vez mais rápido, se estimulava e curtia o show de baixo, até que deu pra ouvir quando gozaram. Eu também acelerei pra fazer ela gozar, olhei pra ela e vi a cara dela enquanto tinha um orgasmo incrível, ao mesmo tempo que o mesmo rolava lá embaixo. Ela mordia os lábios e soltava gemidos.
Y: Mmm! Siiim, que delícia! Ai, Dom José!
Mal deu pra entender, porque ela falou bem baixinho, mas aquilo me fez gozar e jorrar tudo dentro da Yes. Já mais calmos, nos dois apartamentos fez silêncio, quebrado só quando os amantes saíram de volta pra rua. Nós ficamos ofegantes e preferimos... dormir até com o barulho lá fora.
De manhã voltamos ao trabalho e ninguém tocou no assunto. Com a festa de fim de ano também não teve muito tempo pra isso. Chegou o Natal e passamos na casa da mãe dela, num povoado a umas duas horas da nossa. Para o réveillon, era pra ir na casa dos meus pais, mas por um imprevisto deles, não iam estar lá, então a gente ia ficar em casa sem nenhum plano. Esses dias foram normais, a Yes saía cedo e voltava no horário de sempre, o humor dela tava bem alto. O sexo lá de baixo tinha dado uma pausa, acho que os dois lados tinham reuniões de família pra cuidar, então nada nos perturbava. Até que na noite do dia 29 de dezembro, a Yes chegou com uma cara meio séria e sentou na mesa com uma clara atitude de "precisamos conversar".
K: O que foi, algo sério?
Y: Bom, não... sei lá, algo.
K: Só fala logo, não gosto de rodeio.
Y: Beleza, lembra que a gente não tinha plano?
K: Sim, íamos passar aqui ou não?
Y: É, então... surgiu uma coisa.
K: Só fala.
Y: Tava conversando com sua tia e comentei como os planos mudaram. Quis saber se ela ia estar, e no fim ela não tem plano de sair.
K: Então, vamos passar com ela?
Y: Sim e não.
K: Não entendi.
Y: Ela me disse que foi convidada pro réveillon no cortiço. Se a gente quiser, podemos ir.
K: Tá, e suponho que você disse não?
Y: Falei que íamos pensar.
K: E o que a gente tem que pensar?
Y: Ué, não temos plano.
K: Você realmente quer ir?
Y: Qual o problema?
K: Bom, nada, mas é meio estranho. Não é como se a gente se desse tão bem com eles.
Y: Na posada foi tudo tranquilo.
K: Sim, mas eram todos os vizinhos, não só os do cortiço.
Y: Beleza, então não vamos (com cara de chantagem).
K: Ok, acho que podemos ir um pouco e ver no que dá.
Y: Vai ver, não vai ser tão ruim.
Aquela noite não consegui dormir direito, mil coisas passavam pela minha cabeça. Ainda não tinha tirado minhas dúvidas sobre o que rolou na noite da posada. Quão prudente seria ir direto pra lá? Na vizinhança, o fato de que podia ter algo mais por trás do que ela tava me pedindo já me deixava inquieto. Com tudo isso na cabeça, tive uma ereção — o pretexto perfeito pra tentar dormir depois de bater uma. Decidi esperar a Yes pegar no sono e fiquei parado, mas que surpresa: o movimento na cama começou. Ela tinha me roubado a ideia e agora tava se masturbando bem do meu lado, se tocando por cima com uma mão e com a outra se estimulando entre as pernas. Depois de uns minutos, veio um suspiro forte e o orgasmo que veio junto. Ela levantou pra ir no banheiro e, quando voltou, ficou mexendo no celular, escrevendo umas coisas. Depois de um tempo, ficou de saco cheio e resolveu dormir. Quando finalmente me convenci de que o sono tinha pegado ela, fui cuidar do meu lado, mas, sinceramente, já não consegui mais. O que aconteceu me deixou travado. Yes continuava com essas amostras de desejo sexual logo depois de decidir que íamos passar o réveillon na vizinhança. O que será que passava na cabeça dela? Tava brincando comigo ou já tinha um plano? Tudo isso sumiu quando o cansaço finalmente me venceu.
O penúltimo dia do ano foi igualzinho ao anterior: a mesma conversa. Eu ainda não tava certo se queria ir, mas acabei cedendo ao capricho dela agora. Não busquei sexo, nem ela também. De novo, ela se consolou sozinha, mexeu no celular — dessa vez tive certeza de que mandou mensagens — e dormiu. Não sou do tipo que invade a privacidade da parceira, então não fiz isso. Fiquei com a dúvida, aquela dúvida que sempre faz a gente pensar no pior e, imaginando exatamente isso, bati uma e depois apaguei. No dia seguinte, eu tive que trabalhar meio dia. Ela ficou arrumando umas coisas em casa e se preparando, com o dia todo livre. Saí às 3 da tarde e voltei pra casa. Ela não tava, porque tinha ido fazer cabelo, unhas e, cê sabe, tudo que uma mulher precisa nesse tipo de ocasião. Chegou lá pelas 6, me cumprimentou e foi se vestir. Desde que vi ela com o cabelo novo, já tava uma gostosa. espetacular, com os cachos recém-feitos, o cabelo agora completamente preto, as unhas vermelhas, o que indicava que o batom seria da mesma cor pra combinar. A espera foi torturante, porque eu cuidei das minhas coisas rapidinho, coisa de homem.
Enquanto me arrumava, notei a roupa que ela usaria por baixo: uma calcinha fio-dental de renda preta e um sutiã que fazia conjunto. Terminei e já esperava na sala vendo TV quando ela apareceu. Como eu tinha previsto, estava espetacular. Vestiu um vestido curto preto, saltos altos da mesma cor, meia-calça preta na altura do joelho e os lábios vermelhos intensos, maquiagem perfeita e com uns cílios que te obrigavam a olhar pra ela. Peguei ela pela cintura e tentei beijar, mas ela me parou, dizendo que estragaria o batom e a maquiagem.
Y: mais tarde, talvez
K: eu quero você agora
Y: sério, vai estragar todo meu esforço
K: não consigo esperar até a noite
Y: vai ter que esperar
Já meio irritado, decidi ser direto.
K: tem mais coisa, né?
Y: do que você tá falando?
K: não só você insistiu pra gente ir, como também se arrumou demais
Y: não é porque é uma festa de bairro que não posso me vestir assim
K: sempre nos comunicamos bem, é melhor você falar a verdade
Depois de pensar um pouco, ela falou de novo.
Y: tá bom, queria te contar depois, mas acho que você precisa saber agora.
Ela me contou o seguinte: no dia da festa da posada, ela veio ajudar minha tia, isso era verdade. Ficou enchendo as piñatas na companhia dela e do seu José. Quando minha tia precisou sair e deixou os dois sozinhos, seu José começou a puxar conversa pra assuntos mais íntimos.
DJ: me desculpa se causamos problemas pra você e seu marido
Y: como assim?
DJ: não precisa ser discreta, tô falando dos barulhos à noite
Y: não, bom, também não precisa se desculpar. Vocês são adultos e sabem o que fazem
DJ: não vai pensar mal de mim
Y: por quê? Por que ele é casado ou por que a tia Carmela ainda é casada?
DJ: em parte, não é que eu me justifique, mas as coisas simplesmente aconteceram, não quero que seja desconfortável pra vocês me verem por aqui
Y: não nos incomoda, o senhor sabe o que faz, quem tá enganando é a sua mulher
DJ: é, bom, se ela descobrir
Y: e ainda quer que a gente fique de boca fechada?
DJ: não tô pedindo isso, também não me preocupo muito se minha esposa ficar sabendo
Y: se a gente não fala nada é pela tia Carmela, então fique tranquilo
DJ: então sou bem-vindo na sua casa?
Y: haha, na da minha tia
DJ: bom, no prédio, na sua casa a gente vê depois
Y: não seja tão atrevido
DJ: só tava falando, como visita talvez, acho que não vai incomodar seu marido
Y: o senhor sabe o que diz, não conhece ele
DJ: um pouco, desde moleque via ele na rua, já adulto pouco, mas parece ser gente boa, me lembra minha mulher, digo, minha esposa
Y: ué, quantas esposas o senhor tem?
DJ: esposa uma, mulheres várias, são casadas então só são emprestadas, entre elas a Carmela e a que vai entrar
Nesse momento ele pegou ela pela cintura e deu um beijo, ela ficou paralisada, as palavras dele tinham irritado ela, mas algo nela se sentia submissa, por isso demorou pra se soltar da boca dele dando um tapa na cara.
DJ: todas são assim, primeiro não se entregam, mas depois pedem aos berros igual sua tia
Ela saiu dali e voltou pra pousada, tava com medo de me contar na hora por causa dos problemas que podia dar, mas não parou por aí, nos dias seguintes Don José esperava ela de novo de manhã, embora ela saísse com a intenção de não subir na caminhonete dele, quando percebia já tava lá em cima com ele, aí Don José pediu desculpas, tratou ela bem uns dias, como se não tivesse desrespeitado ela antes e aproveitou.
DJ: você me disse que não tem planos pro fim de ano
Y: é, vamos passar sozinhos em casa
DJ: a gente faz uma grande confraternização todo ano, se quiserem tão convidados
Y: acho que meu marido não vai aceitar, ainda mais depois que ele diz o que aconteceu
DJ: então ainda não contou pra ele, ha ha
Y: claro que não, não quero problemas
DJ: beleza gata, recado recebido
Y: do que cê tá falando?
DJ: de nada, se não contou é por algum motivo
Y: já contei, não quero problemas entre vocês
DJ: não quer problemas pra ele
Y: cê tá me ameaçando?
DJ: não, só tô dizendo que seu marido é muito novo e tranquilo, acho que você não quer ver ele encarar comigo
Y: …(silêncio)
DJ: já deu, prefiro gastar minha energia em outras coisas, já vou te mostrar, por enquanto quero que você venha pra festa
Y: já te falei, meu marido não vai aceitar, não quero meter ele em encrenca
DJ: pois já tá metido, você escolhe, desconto nele ou em você!
Y: …(silêncio)
DJ: assim que eu gosto, só fala que a tia convidou, cê vai ver que ele aceita, se não, convence ele, mas quero você lá
Fiquei gelado, era pesado demais o que tinha rolado e ela não tinha me contado antes, pior, tinha feito exatamente o que mandaram, sabia que ela tava muito estranha, agora sabia por quê.
Y: como eu disse, não quero te meter em encrenca
K: acho que não vai dar nada, ele só tá falando por falar
Y: pode ser, mas se preferir ficar, vou entender
K: então a gente fica
Y: não, pode ficar, mas eu vou do mesmo jeito
K: mas que porra é essa?
Y: já me arrumei pra ir e se eu for, vou acabar com o problema
K: cê acha que é só aparecer e pronto?, não acha que ele tem outras intenções?
Y: imagino que tenha, mas já dei minha palavra que a gente vai
K: e vai fazer só porque ele mandou?
Y: sei que parece estranho, mas sim, vou porque ele pediu, mas já que sou sincera, tenho que te falar que tô curiosa, tudo que a gente fantasiou com ele me fez querer continuar o jogo, mesmo sabendo o risco que tem
K: é verdade que a gente brincou e teve fantasias usando o nome dele, mas achei que já tinha deixado pra trás
Y: e era, até ele começar a vir com sua tia e acontecer o que te contei
K: não sei mais o que te dizer, não tô gostando da ideia
Y: eu também não Me agrada, a situação me dá muito medo, mas também me atrai. A gente tem feito essa parada de cuckold com outros e sempre se comunicou e esteve de acordo.
K: Isso não vai ser igual às outras vezes, Dom José não é do meio.
Y: Eu já sei, se a gente contasse pra ele, acho que ele não ia querer você por perto.
K: Você tá me pedindo pra te deixar sozinha?
Y: Tô te pedindo que, assim como eu entendo e realizo suas fantasias, você me entenda nas minhas. Além disso, é só um suposto, nada garante que role algo no meio de tanta gente. Eu só quero ir e brincar com ele, dançar, flertar e voltar pra casa pra extravasar minhas vontades com você.
Ela tinha razão em várias coisas. Na época, ela tinha topado realizar a fantasia, sempre ficava nervosa quando a gente saía e acabava superando. Agora, ela tava me pedindo pra eu enfrentar esses nervos e apoiar a decisão dela, mesmo que cruel pra mim, era o justo. Depois dos argumentos dela, não me restou opção a não ser aceitar ir pra festa e entrar na onda da Yes. Saímos em direção ao bairro, e enquanto eu caminhava, não conseguia evitar de reparar de novo como ela tava gostosa. Naquele momento, caí na real de que minha esposa tinha se esforçado pra caralho pra se arrumar, mas enquanto fazia isso, provavelmente não era eu quem tava nos pensamentos dela, e sim Dom José.
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