Arrumando a casa, encontrei umas fotos de… muitos anos atrás. Que lembranças que me trouxeram!! Já era curiosa (tava começando como putinha), as amiguinhas que tinham irmãozinhos já desenhavam pintinhas, e em algumas festinhas e brincadeiras já tinha roçado e sentido as dos mais “espertinhos”. Minha curiosidade crescia e eu esperava saciá-la na viagem de fim de ano em La Falda, Córdoba. O complexo era grande. Duas baladas no programa semanal, excursões… ia dar tempo e lugar pra realizar nossos desejos. Três amigas e eu queríamos ver ao natural, e não em desenhos, as pintinhas dos nossos coleguinhas. Pra não me alongar, vou direto aos detalhes interessantes. Cada uma de nós escolheu de quem queria ver, então na fogueira nos juntamos e, usando nossa superioridade feminina, sentamos eles do nosso lado. Sem ofender, os quatro não contribuíram em nada, então nós apresentamos a proposta. Cada uma mostraria a sua pinta pra gente, escondido no quintal dos fundos. Iríamos em duplas e os outros vigiavam. Só um se animou a dizer sim, mas com a condição de que a gente mostrasse os peitos. A Sofia tinha um problema: ainda não tinha se desenvolvido. Então, em troca, ela deixava eles apalparem por 1 minuto. Eles deliberaram. Nós deliberamos. E concordamos em fazer. Eu fui a segunda, com o Pablito. Levantei meu moletom de formatura e ele tocou nelas (isso não tava no combinado), então eu também toquei na dele. Uau, que dura!! E que desconfortável deve ser ter ela assim. Que pele macia!!! Esses foram meus primeiros pensamentos. Me surpreendeu, não esperava o que vi nem o que senti. Depois dessa experiência, comecei a entender o mecanismo da foda. Na viagem de volta, inventamos o jogo de adivinhar quanto pesávamos, que consistia em sentar no colo dos meninos e eles adivinharem nosso peso. Foram as primeiras apalpadas. Depois vieram as do metrô linha A e as do trem Sarmiento.
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