Quando me disseram que ia chegar uma estagiária de veterinária na fazenda, não dei muita importância. Pra mim, essas visitas de estudante sempre foram mais um trâmite do que outra coisa: chegam com bota nova, caderninho na mão, se assustam com qualquer sujeira e vão embora sem aprender nada. Mas com essa menina foi diferente desde o começo. Ela se chamava Daniela. Vinha da universidade de Montería e, segundo o veterinário que ajuda com o gado, era uma das mais aplicadas. Mas quando ela desceu daquele carro na primeira tarde, com a calça justa cheia de terra até a panturrilha e o cabelo preso num coque bagunçado, a primeira coisa que pensei não foi o quanto ela era aplicada, mas sim o quanto ela era gostosa. Devia ter uns 24 anos, morena clara, com uns lábios grossos, uns olhos escuros e vivos, e um corpo que dava pra ver que era trabalhado, não de academia, mas de andar no campo, de lidar com bicho. E mesmo vestida com a roupa de serviço, tinha algo no jeito dela olhar, de sorrir de lado, que me desconcertou desde o primeiro dia. — Boa tarde — ela me disse ao descer —. Você é o Andrés? — O próprio. Bem-vinda — respondi, estendendo a mão —. Preciso de ajuda com alguma coisa? — Fica tranquilo, que eu me viro. Se for pra me ajudar, que seja pra conhecer bem as vacas — ela soltou com uma risadinha baixa. Não consegui evitar de sorrir. Aquela parada me agradou. Ela tinha personalidade, mas também um tom brincalhão que me deixou pensativo. Ela passou a tarde andando com o veterinário pelo curral, anotando coisas, examinando úberes, tirando fotos. Eu olhava ela de canto de olho da varanda, fingindo estar ocupado com uns papéis. Mas a verdade é que não conseguia parar de seguir cada passo dela. Aquele jeito dela se abaixar sem vergonha, a forma como limpava o suor do pescoço com as costas da mão… aquela mulher tinha algo que entrava debaixo da pele. De noite, jantamos na mesa comprida da sala. Ofereci uma cerveja, e ela aceitou sem problema. Começamos a conversar sobre tudo um pouco: a universidade, os animais, o calor. Gostei dela. E ao mesmo tempo, comecei a ficar com tesão. Tinha algo no jeito dela falar: direta, sem papas na língua, mas com aquele tom de quem sabe que tá te provocando. —E você mora sozinho aqui? —ela me perguntou do nada. —Sim, já faz um tempo. —Que gostoso… ter toda essa tranquilidade. Embora eu tenha medo de ficar entediada. Ela me olhou fixo enquanto terminava a cerveja. Eu fingi que não era comigo, mas aquela frase ficou pairando no ar. Os dias seguintes foram parecidos. Eu ia com ela pro curral, não tanto pra supervisionar, mas pra vê-la em ação. Daniela se metia entre o gado como se fizesse aquilo há anos. Às vezes se abaixava pra examinar um casco, e aquela calça esticava tanto que dava pra ver perfeitamente a forma da bunda dela. E eu ali, com uma meia-pau dentro da calça jeans, aguentando feito um otário. Um dia em especial, lembro que o calor tava pegando mais que o normal. Ela tava suada, com a camiseta colada no corpo, e quando se mexia, os bicos dos peitos marcavam no algodão. Era impossível não olhar. Eu também suava, mas de pura ansiedade. Num momento, ela limpou o rosto com um pano e me disse: —Você não tem água lá na sua casa? Tô secando por dentro. —Claro, vamos —falei, e guiei ela até a varanda. Passei um termo com gelo pra ela. —Toma, isso tá gelado. —Nossa, que delícia… —ela encostou no pescoço e fechou os olhos—. Você não sabe como isso é bom. Eu não falei nada, mas fiquei olhando pra ela. E ela percebeu. Me olhou com uma sobrancelha levantada. —O que foi, Andrés? Não tá acostumado a ver mulher suada ou o quê? Soltei uma risada curta. —Não é isso… mas raramente vejo uma que sue e fique tão… interessante. Ela sorriu. Me olhou por uns segundos, e depois entrou pra lavar as mãos na pia da cozinha. Fiquei parado ali, vendo ela de costas, vendo como as nádegas marcavam naquela calça já molhada de tanto suor. Ela se virou e me pegou olhando. —Se você tem algo pra me dizer, diz logo. Isso me estressa. Quando ficam em silêncio" —ela disse, meio séria, meio provocando. —E se eu te disser que desde que você chegou não consegui parar de te olhar? —Acredito em você —falei sem hesitar. —Percebi. Ela ficou calada, baixou o olhar e depois ergueu de novo, direto nos meus olhos. —E você gosta do que vê? Eu não respondi. Dei um passo em direção a ela. O clima ficou denso, quente, como se tudo estivesse prestes a explodir. —Muito —falei baixinho. Ela não se mexeu. Só me olhou, respirando fundo. Os olhos dela desceram até minha cintura, onde a ereção já aparecia sem vergonha. Ela deu um passo na minha direção e, em vez de me beijar, passou por mim, roçando meu braço. —Vou tomar banho. Se você se animar, o banheiro tem espaço pra dois —disse antes de sumir pelo corredor. Eu fiquei ali, com a respiração pesada, sabendo que não tinha mais volta. O que começou como uma simples prática estava se transformando num desejo impossível de disfarçar. Entrei na casa com o coração batendo na garganta. O som do chuveiro preenchia o silêncio daquela noite quente. O banheiro ficava no fundo, mas de onde eu estava dava pra ver que a porta estava entreaberta. Uma luz amarelada escapava pela fresta, e com ela, o vapor e o cheiro do sabonete recém-aberto. Me aproximei devagar, sem dizer nada. Daniela não tinha me chamado, mas tinha deixado aquela porta assim por algum motivo. Lá de fora, pude ver a silhueta dela atrás do vidro embaçado: as costas finas, as curvas do quadril, o cabelo molhado caindo pelas costas. A cena era tão provocante que senti o pulso na ponta da piroca. —Você vai ficar aí a noite toda olhando ou vai entrar? —ela disse de repente, com aquela voz paisinha suave, mas cheia de intenção. Não respondi. Empurrei a porta e entrei. O banheiro estava quente, tudo cheirava a sabonete e pele molhada. Daniela se virou de leve, se cobrindo com a mão, mas sem pressa de se esconder completamente. —Ai, que cavalheiro você é… veio me trazer a toalha, foi? —Vim tirar o que Que vergonha" — respondi sem pensar. Ela soltou uma risada baixinha, cheia de safadeza. Deu um passo pra trás, me deixando espaço pra entrar no chuveiro. Tirei a roupa sem tirar os olhos dela. Ela me encarava sem vergonha, como quem já tinha decidido tudo. A água caía morna, escorrendo pelo corpo dela. Me aproximei e passei as mãos nela, do pescoço até a cintura, devagar, parando em cada curva, em cada cantinho molhado que enchia minhas mãos de calor. A pele dela cheirava a uma mistura de sabão e suor recente, aquele suor grosso do campo, do trampo, que me excitava pra caralho. Passei o nariz pelo pescoço dela, atrás da orelha, e aquele aroma me fez fechar os olhos. — Nossa, Andrés… não faz isso, parceiro… — murmurou baixinho, com a voz trêmula —. Você vai me derreter. Mordi o ombro dela de leve, e ela colou o corpo no meu. Senti os peitos macios dela esmagados contra o meu peito, a buceta roçando em mim, o pau já duro esfregando entre as pernas dela. — Era isso que você queria, né? — sussurrei no ouvido dela. — Hum… sim… desde que cheguei. Mas não pensei que você fosse tão brabo. A gente se beijou. Devagar no começo, depois com mais fome. Ela apertava meu pescoço com uma mão, enquanto com a outra se segurava na parede pra não cair. Passei a mão nas costas dela, agarrei as bundas molhadas com força, e ela gemia baixinho, mordendo meu lábio. — Andrés… ai… enfia os dedos, sem vergonha — ela pediu, entre gemidos. Eu fiz. Toquei ela por trás, sentindo como ela se abria, como tremia ao sentir meus dedos dentro dela. Tava molhada, quente, pulsando. Me surpreendeu que ela não se depilasse toda; tinha aquele pelo macio, natural, que achei tão excitante. Encostei ela na parede e levantei uma perna dela. Enfiei devagar, sentindo ela apertadinha, acolhedora, molhada. Ela soltou um gemido longo, tapando a boca com a mão. — Nossa, porra! Assim você me mata! Ela me empurrava com força contra o corpo dela. Mordia meu pescoço, lambia minha orelha. A água continuava caindo, se misturando com o suor, com os Gemidos, com o cheiro forte do corpo molhado dela. Desci um pouco e beijei o umbigo dela, a parte baixa da barriga, e depois fui descendo até a bucetinha macia. Minha língua se perdeu entre os lábios dela, e ela se desmanchava contra a parede. —Não para, não para… —dizia com a voz trêmula—. Adoro isso… ai, Andrés… Depois de um tempo, sentei ela em cima da pia. Abri as pernas dela e segurei na cintura. Meti com força, olhando nos olhos dela. Ela me envolveu com as pernas, mordia os lábios, pedia mais. —Me dá tudo, papai… essa pica toda… isso, assim… Sentia ela apertando por dentro, como o corpo dela reagia a cada estocada. E no meio de tudo, entre o suor, o vapor e os corpos enroscados, aquele cheiro único: o cheiro dela, entre doce e salgado, animal, potente. Me deixava louco. Quando estava quase gozando, ela desceu, se ajoelhou no chão molhado e meteu na boca sem pedir permissão. Chupou com fome, com malícia. Me olhava enquanto fazia, com aqueles olhos pretos brilhantes. Gozei dentro da boca dela, com um gemido abafado. Ela engoliu tudo e limpou os lábios com a mão. —Agora sim… prática completa —disse, sorrindo como se nada tivesse acontecido. Depois daquela noite no chuveiro, a coisa entre Daniela e eu mudou sem a gente precisar falar nada. Não foi que a gente virou namorados nem nada, mas o clima já tinha outro gosto. A gente se procurava com o olhar, com o corpo, como se estivéssemos brincando de se provocar a todo momento. No outro dia, encontrei ela cedo no curral, jogando sal pras vacas, com uma camiseta branca colada no corpo e uma bermuda velha, daquelas folgadas que deixam ver a calcinha quando ela se abaixa. E ela se abaixava de propósito. Eu tava tomando café na varanda e não tirava os olhos dela. Ela se virou e me pegou olhando. Sorriu com malícia. —Que que você tá olhando tanto? Nunca viu uma mulher trabalhar? —Nunca uma que me deixasse tão louco. —Tão bobo… —disse rindo, mas com aquela cara de que adorava que eu tivesse olhando. Foi. Passaram-se uns dias assim, com indiretas, com toques disfarçados, até que numa sexta, quando a maioria do pessoal já tinha ido embora, ela me mandou uma mensagem: "Tô sozinha no quarto. Se você estiver entediado aí, vem ver Netflix…" Levei cinco minutos pra chegar. Ela estava na cama, deitada de bruços, com uma camiseta velha minha e uma calcinha azulzinha, daquelas que grudam no corpo. Tinha as pernas abertas e os pés sujos de poeira da fazenda. Só aquela imagem já me deixava doido. — Vem, traz creminho pros meus pés — ela disse sem me olhar, com aquele sotaque paisa que soava mais provocante do que nunca —. Hoje andei muito. Fui no banheiro, peguei um potinho de creme hidratante e sentei na beirada da cama. Peguei o pé dela, pequenininho, macio, e comecei a passar o creme, devagar. As solas estavam um pouco ásperas, sujas do trabalho, mas aquele cheiro natural que subia dos dedos dela me nublava a cabeça. — Uff… assim dá vontade de vir pra Netflix mesmo — falei, com a voz rouca, baixando a cabeça até cheirar os dedos dela sem vergonha. Ela ficou parada. Só me olhou por cima do ombro e soltou uma risadinha. — Cê gosta dos meus pés sujinhos ou o quê? — Não tão sujinhos… tão uma delícia. Passei a língua no calcanhar, nos dedinhos, e ela tremeu. Mordi o dedão dela e depois chupei ele com gosto. Ela gemeu baixinho. — Ai, Andrés… que doido gostoso… Fui beijando os dois pés, cheirando entre os dedos, sentindo aquele aroma denso que misturava suor com creme e um pouquinho de terra. Subi um pouco, até as panturrilhas, e levantei a camiseta dela. Ela não tava de sutiã. As costas dela eram uma delícia morena. E a calcinha… tava molhada na parte de baixo, com uma mancha escura que dizia tudo. — E isso? — perguntei, enfiando os dedos entre as nádegas pra tocar por cima do tecido. — Eu também tenho fetiches, papai — ela disse mordendo os lábios —. Fiquei molhada desde que você chupou meu dedo. Fui descendo a calcinha devagar, e um cheiro quente e Delicioso, me bateu na cara: era o cheiro íntimo dela, forte, puro, com aquele toque animal que me deixa louco. Abri com os dedos, e minha língua foi direto pra lá, como se já soubesse o caminho. Lambi devagar, enfiando o nariz entre os lábios dela, cheirando como quem se vicia naquilo. — Ai, filha da puta! — gritou sem vergonha —. Vai me fazer gozar assim, não seja safado… Ela tremia, suava, gemia que nem uma doida. Meti dois dedos enquanto chupava o clitóris dela, e ela empurrava minha cabeça com força. Gozou gritando, apertando minhas orelhas com as pernas. Depois se virou, com a cara suada e os olhos acesos. Me olhou fixo. — Agora é sua vez. E não vai me dizer que não. Se abaixou na minha frente, baixou minha calça e pegou minha pica como se fosse um prêmio. — Essa coisa me faz sonhar desde a primeira vez, sabia? Lambeu da base até a cabeça, e depois enfiou inteira, devagar, me olhando enquanto chupava. Me segurava pelas bolas, massageando com a outra mão. Era um boquete com carinho, com fome, com malícia. — Não me avisa quando for gozar, ouviu? — disse, olhando pra mim de baixo —. Gosto da surpresa. E foi assim. Gozei dentro da boca dela, e ela não tirou nem por um segundo. Engoliu tudo, me limpou com a língua e depois me deu um beijo com gosto de pecado. — Eu sabia que esse sítio ia render boas experiências — disse, deitando do meu lado, suada, satisfeita. Desde aquela primeira trepada no quarto de hóspedes, algo em mim ficou vibrando com a lembrança do corpo dela, do cheiro, e daquele gemido abafado que soltou bem na hora que gozou comigo dentro. Mas não era só isso. Daniela tinha algo mais: aquela mistura entre inocência e malícia, entre a menina boazinha que vinha treinar no sítio e a mulher que se soltava na cama como se tivesse anos de desejo guardado. E isso me deixava maluco. Depois daquele dia, as coisas entre nós mudaram sutilmente. Não que a gente falasse sobre o que rolou, mas os olhares, os toques, o jeito como ela me falava baixinho quando estávamos sozinhos… tudo carregado de intenção. Uma tarde, depois de um dia puxado marcando bezerros, ela chegou suada, com o rosto vermelho do sol e o macacão manchado. Tirou as botas na entrada da cozinha e eu fiquei ali mesmo, pegando os pés descalços dela enquanto caminhava no chão frio. Os dedinhos dela se moviam relaxados, com aquele pozinho do trabalho em cima, e eu mordi os lábios disfarçadamente. Ela se abaixou pra pegar alguma coisa e a calça esticou entre as nádegas, marcando a forma. Eu me ajeitei a calça. Já tava duro. —Tá olhando o quê? —ela soltou, sem me ver, com aquele sotaque paisa e uma risadinha debochada. —Teus pés —respondi sem vergonha—. Cê tá acabada, mas assim cê fica mais gostosa. Ela me olhou de canto, com aquela cara de safada que só ela sabia fazer, e levantou um pé, mostrando a planta suja com um gesto brincalhão. —Cê gosta delas assim imundas? —Adoro. Ela não disse nada, mas foi andando mais devagar, como se tivesse me provocando. De noite, quando ela entrou no banho, eu aproveitei que ela tinha deixado a roupa suja numa cadeira. Lá estavam as calcinhas dela do dia, suadas, molhadas na frente. Peguei com cuidado, como se fossem um tesouro. Cheirei fundo, fechando os olhos, sentindo aquele cheiro entre azedo e doce, com um toque de trabalho pesado e desejo guardado. Bati uma punheta ali mesmo, com aquelas calcinhas no meu nariz, pensando na cara dela quando gozasse de novo. No dia seguinte, enquanto limpávamos uns currais, ela chegou perto de mim suada de novo, e falou no meu ouvido: —Ontem à noite sonhei com você… cê tava lambendo meus pés. Acordei molhada. Eu engoli seco. —Não foi sonho —falei, meio sério—. Tô de olho em você desde que cê chegou. —E por quê? —É que cê tem um cheiro que me deixa doido… essa mistura tua de campo, suor e buceta molhada. Ela riu como se tivesse vergonha, mas não se afastou. No mesmo dia, de tarde, enquanto ela tomava banho, fui e bati na porta do banheiro. —Quem é? —perguntou. —Ei. Abre aí. —Tô pelada, bobão. —Por isso mesmo. E ela abriu. Estava enrolada numa toalhinha, com o cabelo molhado e as pernas brilhando d'água. Eu me aproximei sem falar nada e puxei a toalha pra baixo. Ela não disse um pio. Só me deixou olhar. A pele dela tava toda arrepiada, o umbigo cheio de gotinhas. Me abaixei e cheirei a buceta dela sem encostar. Um cheirinho forte, gostoso, de mulher pronta. Ela tremeu. —Isso me dá vergonha, Andrés... —Não tem nada pra ter vergonha, não. Amo como você cheira. Você toda. E comecei a beijar as coxas dela, devagar, enquanto ela se apoiava na parede. Peguei os pés dela, ainda molhados, e levei até meu rosto. A língua saiu sozinha, lambendo os dedos, provando entre eles. Ela gemia baixinho. —Porra, Andrés... isso me acende toda. Levantei ela na pia e comecei a chupar. Ela gozava como se não tivesse fundo. Me deixou lamber a buceta, o cu, os pés. Tudo. Ela mesma oferecia as partes como se soubesse que eram minha fraqueza. —Me diz, o que mais você gosta? — perguntou depois, com a cara toda vermelha de tesão. —Quer saber a verdade? —Fala logo. —Me mata meter no teu cu. Ela ficou séria por um segundo. —Ah não, Andrés... isso me dá medo... nunca fiz. —Não vou meter na marra, fica tranquila. Se rolar, rola. Mas um dia quero provar você aí. Devagarzinho. —E se doer? —A gente não faz se você não quiser. Mas te juro que se você relaxar e eu molhar bem, vai acabar pedindo. Ela não disse mais nada. Só me beijou. Um beijo de língua, com uma entrega diferente. Passaram dois dias. Ela começou a provocar mais, me deixando ver quando se trocava, deixando as calcinhas dela por perto, com cheiro dela. E eu entrava na brincadeira, sem forçar nada. Até que uma noite, enquanto ela tava montada em cima de mim, cavalgando no sofá da sala, suando e gemendo igual uma puta no cio, ela falou baixinho: —Hoje sim... quero que você faça... —Tem certeza? —Sim... mas devagar. Tô com medo. Eu a desci com cuidado, abri as nádegas dela e cuspi no buraquinho. Ela tremeu. Enfiei um dedo com delicadeza, lubrificando ela com saliva. Ela gemia com medo e com desejo. —Relaxa, bebê… se doer, eu paro. —Vai então… Quando senti que o corpo dela se abriu um pouco, coloquei só a pontinha. Entrou com dificuldade, mas sem rejeição. Ela soltou um gritinho. —Devagar… ai, Andrés… —Calma… vou colocando só um pouquinho. Fui entrando devagar, respirando junto com ela, segurando as coxas dela, beijando os pés pra distrair. Depois de um tempo, já tava metendo tudo, e ela mesma empurrava pra trás. —Porra… isso é diferente… mas gostoso pra caralho. —Você tá divina, neguinha… tô arrombando teu cu e você adora… E ela só gemia, com uma mão na buceta, se masturbando no ritmo das metidas. Gozamos juntos. Eu dentro do cu dela, e ela molhando o sofá. Ficamos suados, abraçados, cheirando a sexo e a mato. —Isso eu nunca tinha feito, Andrés… —Viu só. Tudo com você é novo pra nós dois. Ficamos largados naquele sofá como se tivessem descarregado a gente. O ventilador de teto mal movia o ar quente, mas mesmo assim eu sentia a pele da Daniela colada na minha como se fôssemos uma coisa só. Ela tava com a cabeça no meu peito, e eu acariciava o cabelo molhado de suor. Ainda tava com o cu aberto, tremendo, mas com um sorriso tímido na boca. —Porra… me deixou toda bamba —ela falou baixinho, como se não quisesse que ninguém mais ouvisse. —Eu também fiquei doido… —respondi enquanto passava a mão nas costas dela—. Você não sabe como foi ter você assim, tão minha. Ela ficou quieta um tempo. Só se ouvia a respiração lenta dela, aquele silêncio gostoso depois de algo bem feito. De repente me olhou, com os olhos meio fechados, e soltou: —Você sabe que eu nunca pensei em fazer isso com ninguém? Achava sujo, estranho… mas com você foi diferente. —Sério? —É… sei lá. Me senti cuidada. Desejada… até amada, porra. Não sei o que você tem, Andrés, mas você me faz sentir como se eu fosse a mulher mais gostosa do mundo. Eu fiquei olhando pra ela um tempo. Aquela cara dela, entre doce e bagunçada, com a pele brilhando Pelo suor, os lábios rachados de tanto morder, os pés sujos e lindos em cima de mim… me deu vontade de beijar ela de novo. E eu beijei. Um beijo lento, com carinho, sem pressa. — Talvez você seja a mais gostosa mesmo — falei baixinho, quase sem fôlego. — Ah, não me diz isso que você vai me fazer apaixonar… — E o que tem de errado nisso? Ela riu, escondendo o rosto no meu peito como se estivesse com vergonha. — O problema é que eu volto pra Medellín daqui a umas semanas… e me dá um medo de largar uma parada dessas pra trás. — Então não vamos largar. Isso não é só sexo, Daniela. Com você é diferente… juro. — É mesmo? E o que é, então? — É aquela parada que ninguém planeja. Que aparece assim, no meio da fazenda, do suor, dos bezerros… e a gente acaba pegando gosto pelos seus cheiros, pelas suas calcinhas, pela sua risada… e até pelos seus silêncios. Ela me olhou de novo, séria, com os olhos brilhando. — Você é mais doido do que eu… — Sim… doido por você. E ela riu de novo, daquelas risadas que saem do fundo do peito. Me beijou de novo, mais devagar ainda. Ficamos ali um tempão, sem falar muito, enquanto a noite entrava pelas frestas, morna, úmida, com cheiro de mato, de sexo… e de promessa.
3 comentários - Daniela, a veterinária gostosa