Quando me disseram que uma estagiária de veterinária ia chegar na fazenda, não dei muita importância. Pra mim, essas visitas de estudantes sempre pareceram mais uma formalidade que outra coisa: chegam com botas novas, caderninho na mão, se assustam com qualquer sujeira e vão embora sem aprender nada. Mas com essa moça foi diferente desde o começo. Ela se chamava Daniela. Vinha da universidade de Montería e, segundo o veterinário que nos ajuda com o gado, era uma das mais aplicadas. Mas quando ela desceu daquele carro na primeira tarde, com a calça justa cheia de terra até a panturrilha e o cabelo amarrado num coque desarrumado, a primeira coisa que pensei não foi em como ela era aplicada, mas em como ela era gostosa. Devia ter uns 24 anos, morena clara, com uns lábios carnudos, uns olhos escuros e vivos, e um corpo que dava pra ver que era trabalhado, não de academia, mas de andar no campo, de lidar com animais. E mesmo andando vestida com sua roupa de trabalho, tinha algo no jeito dela de olhar, de sorrir de lado, que me desconcertou desde o primeiro dia. — Boa tarde — ela me disse ao descer. — O senhor é o Andrés? — O mesmo. Bem-vinda — respondi, estendendo a mão. — Precisa de ajuda com alguma coisa? — De boa, eu me viro. Se for pra me ajudar, que seja pra conhecer bem as vacas — ela soltou com uma risada baixinha. Não pude evitar sorrir. Essa parada me pegou. Ela tinha personalidade, mas também um tom brincalhão que me deixou pensativo. Ela passou a tarde andando com o veterinário pelo curral, anotando coisas, examinando úberes, tirando fotos. Eu olhava pra ela de relance da varanda, fingindo estar ocupado com uns papéis. Mas na real, não conseguia parar de acompanhar os passos dela. Aquele jeito que ela se agachava sem vergonha, a forma como limpava o suor do pescoço com o dorso da mão… essa mulher tinha algo que entrava debaixo da pele. À noite, jantamos na mesa comprida da sala de jantar. Ofereci uma cerveja, e ela aceitou sem problema. Começamos a conversar sobre tudo um pouco: a universidade, os animais, o calor. Eu gostei dela. E ao mesmo tempo, ela começou a me deixar excitado. Havia algo no jeito dela falar: direto, sem rodeios, mas com aquele tom de quem sabe que está te provocando. —E você mora sozinho aqui? —ela me perguntou do nada. —Sim, já faz tempo. —Que tasty… ter toda essa tranquilidade. Mas eu tenho medo de ficar entediada. Ela me encarou enquanto terminava a cerveja. Eu fiz que não vi, mas aquela frase ficou pairando no ar. Os dias seguintes foram parecidos. Eu ia com ela até o curral, não tanto pra supervisionar, mas pra vê-la em ação. A Daniela se metia entre o gado como se fizesse aquilo há anos. Às vezes ela se agachava pra examinar um casco, e aquela calça esticava tanto que dava pra ver perfeitamente o formato do seu bumbum. E eu lá, com o pau meio duro dentro do jeans, segurando como um otário. Um dia em particular, lembro que o calor estava infernal. Ela andava toda suada, com a camiseta colada no corpo, e quando se mexia dava pra ver os mamilos marcando através do algodão. Era impossível não notar. Eu também estava suando, mas de pura ansiedade. Em um momento, ela limpou o rosto com um pano e disse: —Você não tem água lá na sua casa? Tô secando por dentro. —Claro, vamos —eu disse, e a guiei até a varanda. Passei uma garrafa térmica com gelo—. Toma, isso tá gelado. —Ai, que delícia… —ela encostou no pescoço e fechou os olhos—. Você não sabe o quanto isso é bom. Eu não disse nada, mas fiquei olhando pra ela. E ela percebeu. Me olhou com uma sobrancelha levantada. —Que foi, Andrés? Não tá acostumado a ver mulheres suadas ou o quê? Soltei uma risada curta. —Não é isso… mas raramente vejo uma que sue e ainda fique tão… interessante. Ela sorriu. Me olhou por alguns segundos, e depois entrou pra lavar as mãos na pia da cozinha. Fiquei parado ali, vendo ela de costas, vendo como as nádegas marcavam naquela calça já molhada de suor. Ela se virou e me pegou olhando. —Se você tem algo pra me dizer, fala. Tô ficando estressada. quando ficam calados — disse, meio séria, meio provocando. — E se eu te disser que desde que você chegou não consegui parar de te olhar?
— Acredito — disse sem hesitar. — Eu percebi.
Ela ficou calada, baixou o olhar e depois levantou de novo, direto nos meus olhos.
— E gosta do que vê?
Eu não respondi. Dei um passo na direção dela. O ambiente ficou denso, quente, como se tudo estivesse prestes a explodir.
— Muito — falei baixinho.
Ela não se mexeu. Só me olhou, respirando fundo. Seus olhos desceram até minha cintura, onde a ereção já se notava sem vergonha. Deu um passo na minha direção e, em vez de me beijar, passou por mim, roçando meu braço.
— Vou tomar banho. Se tiver coragem, o banheiro tem espaço pra dois — disse antes de sumir pelo corredor.
Eu fiquei ali, com a respiração pesada, sabendo que não tinha mais volta. O que começou como uma simples prática estava virando um desejo impossível de disfarçar.
Entrei na casa com o coração batendo na garganta. O som do chuveiro preenchia o silêncio daquela noite quente. O banheiro ficava no fundo, mas de onde eu estava dava pra ver que a porta estava entreaberta. Uma luz amarelada escapava pela fresta, e com ela, o vapor e o cheiro do sabonete recém-aberto.
Me aproxiei devagar, sem dizer nada. Daniela não tinha me chamado, mas deixou aquela porta assim por um motivo. De fora, pude ver sua silhueta atrás do vidro embaçado: as costas finas, as curvas do quadril, o cabelo molhado escorrendo pelas costas. A cena era tão provocante que senti o pulso na ponta do pau.
— Vai ficar aí a noite toda olhando ou vai entrar? — disse de repente, com aquela voz mineirinha suave mas carregada de intenção.
Não respondi. Empurrei a porta e entrei. O banheiro estava quente, tudo cheirava a sabonete e pele molhada. Daniela se virou de leve, se cobrindo com a mão, mas sem pressa de se esconder de vez.
— Ah, tão cavalheiro que você é… veio me trazer a toalha, é?
— Vim tirar o que Que vergonha — respondi sem pensar. Ela soltou uma risada baixa, cheia de malícia. Deu um passo para trás, me dando espaço para entrar no chuveiro. Tirei a roupa sem tirar os olhos dela. Ela me encarava sem vergonha nenhuma, como quem já tinha decidido tudo. A água caía morna, escorrendo pelo corpo dela. Me aproximei e percorri ela com as mãos, do pescoço até a cintura, devagar, parando em cada curva, em cada cantinho molhado que enchia minhas mãos de calor. A pele dela cheirava a mistura de sabão e suor recente, aquele suor grosso do campo, do trabalho pesado, que me excitava tanto. Passei o nariz pelo pescoço dela, atrás da orelha, e aquele cheiro me fez fechar os olhos. — Ai, Andrés… não faz isso, não, parceiro… — murmurou baixinho, com a voz embargada —. Você vai me derreter. Mordi o ombro dela com suavidade, e ela colou o corpo no meu. Senti os peitos macios dela esmagados contra meu peito, o monte da sua buceta me roçando, o pau já duro esfregando entre as pernas dela. — Era isso que você queria, né? — sussurrei no ouvido dela. — Mmm… é… desde que cheguei. Mas não pensei que você fosse tão bravo. Nos beijamos. Devagar no começo, depois com mais fome. Ela apertava meu pescoço com uma mão, enquanto com a outra se segurava na parede para não cair. Percorri as costas dela, agarrei a bunda molhada com força, e ela gemeu baixinho, mordendo meu lábio. — Andrés… ai… põe os dedos, sem medo — pediu, entre gemidos. Fiz. Toquei ela por trás, sentindo como ela se abria, como tremia ao sentir meus dedos dentro dela. Estava molhada, quente, pulsando. Me surpreendeu que ela não estivesse totalmente depilada; tinha aquele pelo macio, natural, que achei tão excitante. Apertei ela contra a parede e levantei uma perna dela. Entrei devagar, sentindo ela apertadinha, acolhedora, úmida. Ela soltou um gemido longo, tapando a boca com a mão. — Ai, caralho! Assim você me mata! Ela me empurrava com força contra o corpo dela. Mordia meu pescoço, lambia minha orelha. A água continuava caindo, se misturando com o suor, com os gemidos, com o cheiro intenso do corpo molhado dela. Desci um pouco e beijei seu umbigo, a parte baixa do ventre, e depois fui descendo até seu monte suave. Minha língua se perdeu entre suas dobras, e ela se derretia contra a parede. —Não para, não para… —dizia com a voz embargada—. Eu adoro isso… ai, Andrés… Depois de um tempo, a sentei sobre a pia. Abri suas pernas e a segurei pela cintura. Enfiei com força, olhando nos seus olhos. Ela me envolveu com as pernas, mordia os lábios, pedia mais. —Me dá tudo, papi… esse pau todo… sim, assim… Sentia como ela apertava por dentro, como seu corpo reagia a cada investida. E no meio de tudo, entre o suor, o vapor e os corpos entrelaçados, aquele cheiro único: o cheiro dela, entre doce e salgado, animal, potente. Me deixava louco. Quando estava prestes a gozar, ela desceu, se ajoelhou no chão molhado e o enfiou na boca sem pedir permissão. Chupou com fome, com jeito. Me olhava enquanto fazia, com aqueles olhos negros brilhantes. Gozei dentro de sua boca, com um gemido abafado. Ela engoliu tudo e limpou os lábios com a mão. —Agora sim… prática completa —disse, sorrindo como se nada. Depois daquela noite no chuveiro, a coisa entre Daniela e eu mudou sem que precisássemos dizer nada. Não foi que viramos namorados nem nada disso, mas o clima tinha outro sabor. Nos procurávamos com o olhar, com o corpo, como se estivéssemos jogando de provocar um ao outro toda hora. No outro dia, a encontrei cedo no curral, jogando sal nas vacas, com uma camiseta branca colada ao corpo e um short velho, daqueles largos que deixam ver a calcinha quando ela se abaixa. E ela se abaixava com toda a intenção. Eu estava tomando café na varanda e não tirava os olhos dela. Ela se virou e me pegou olhando. Sorriu com malícia. —O que tá olhando tanto? Nunca viu uma mulher trabalhar? —Nunca uma que me deixasse tão louco. —Que bobinho… —disse rindo, mas com aquela cara de que adorava que se ela disse. Passaram uns dias assim, com indiretas, com toques disfarçados, até que numa sexta, quando a maioria do pessoal já tinha ido embora, ela me mandou uma mensagem: "Tô sozinha no quarto. Se você tá entediado aí, vem ver Netflix…" Demorei cinco minutos pra chegar. Ela estava na cama, deitada de bruços, com uma camiseta velha minha e uma calcinha azulzinha, daquelas que colam no corpo. Tinha as pernas abertas e os pés sujos do pó da fazenda. Só aquela imagem já tinha me deixado todo fudido. —Vem, traz um creminho pros meus pés —ela disse sem me olhar, com aquele sotaque caipira que soava mais provocante que nunca—. Hoje andei muito. Fui ao banheiro, peguei um potinho de creme hidratante e me sentei na beirada da cama. Peguei um pé dela, pequeno, macio, e comecei a passar o creme, devagar. As solas estavam um pouco ásperas, sujas do trabalho, mas aquele cheiro natural que subia dos dedos dela me deixava com a cabeça zonza. —Ufff… assim sim dá vontade de vir ver Netflix —falei, com voz rouca, baixando a cabeça pra cheirar os dedos dela sem vergonha nenhuma. Ela ficou quieta. Só me olhou por cima do ombro e soltou uma risadinha. —Você gosta dos meus pés sujos ou o quê? —Não tão sujos… tão deliciosos. Passei a língua no calcanhar, nos dedinhos, e ela tremeu. Mordi o dedão e depois coloquei na minha boca, chupando com vontade. Ela gemeu baixinho. —Ai, Andrés… que doente gostoso… Fui beijando os dois pés, cheirando entre os dedos, sentindo aquele aroma forte que misturava suor, creme e um pouco de terra. Subi um pouco, até as panturrilhas, e levantei a camiseta. Ela não estava de sutiã. As costas dela eram uma delícia morena. E a calcinha… estava molhada na parte de baixo, com uma mancha escura que me dizia tudo. —E isso? —perguntei, enfiando os dedos entre as nádegas pra tocar por cima do tecido. —Eu também tenho meus fetiches, papi —ela disse mordendo os lábios—. Fiquei molhada desde que você chupou meu dedo. Desci a calcinha devagar, e um cheiro quente e Delicioso me atingiu no rosto: era seu cheiro íntimo, forte, puro, com aquele toque animal que me deixa louco. Abri ela com os dedos, e minha língua foi direto pra lá, como se soubesse o caminho. Lambi ela sem pressa, enfiando o nariz entre seus lábios, cheirando como quem se droga com aquilo. —Ai, filho da puta! —gritou sem vergonha—. Você vai me fazer gozar assim, não seja mau… Ela tremia, suava, gemía como uma doidinha. Enfiei dois dedos enquanto chupava seu clitóris, e ela empurrava minha cabeça com força. Gozou gritando, apertando minhas orelhas com as pernas. Depois se virou, com o rosto suado e os olhos acesos. Me encarou. —Agora é sua vez. E não vai dizer que não. Ela se ajoelhou na minha frente, abaixou minha calça e agarrou meu pau como se fosse um prêmio. —Essa coisa me faz sonhar desde a primeira vez, sabe? Lambeu da base até a cabeça, e depois enfiou tudo, devagar, me olhando enquanto chupava. Me agarrou nas bolas, massageando com a outra mão. Era um boquete com carinho, com fome, com manha. —Não me avise quando for gozar, ouviu? —disse, me olhando de baixo—. Gosto da surpresa. E assim foi. Gozei dentro da boca dela, e ela não se afastou nem um segundo. Engoliu tudo, me limpou com a língua e depois me deu um beijo com gosto de pecado. —Eu sabia que essa fazenda ia dar boas experiências —disse, deitando ao meu lado, suada, satisfeita. Desde aquela primeira trepada no quarto de hóspedes, algo em mim ficou vibrando com a lembrança do corpo dela, seu cheiro, e aquele gemido abafado que ela soltou bem quando gozou comigo dentro. Mas não era só isso. Daniela tinha algo mais: aquela mistura entre inocência e malícia, entre a menina boa que vinha estagiar na fazenda e a mulher que se soltava na cama como se estivesse anos desejando aquilo. E isso me deixava louco. Depois daquele dia, as coisas entre nós mudaram sutilmente. Não que conversássemos sobre o que aconteceu, mas os olhares, os toques, a forma como ela Ela falava baixinho quando estávamos sozinhos… tudo carregado de intenção. Uma tarde, depois de um dia duro marcando bezerros, ela chegou suada, com o rosto vermelho do sol e o macacão manchado. Tirou as botas na entrada da cozinha e eu fiquei ali mesmo, pegando os pés descalços dela enquanto ela andava sobre o piso frio. Os dedinhos se mexiam relaxados, com aquele pozinho do trabalho em cima, e eu mordi os lábios disfarçadamente. Ela se abaixou para pegar algo e a calça esticou entre as nádegas, marcando o formato. Eu me ajeitei a calça. Já estava empinado. — O que tá olhando? — ela soltou, sem me ver, com aquele sotaque caipira e uma risadinha provocante. — Seus pés — respondi sem vergonha —. Você tá toda acabada, mas assim você fica mais gostosa. Ela me olhou de lado, com aquela expressão de flerte que só ela sabia fazer, e levantou um pé, mostrando a sola suja com um gesto brincalhão. — Gosta assim, sujinha? — Adoro. Ela não disse nada, mas foi andando mais devagar, como se estivesse me provocando. À noite, quando ela foi tomar banho, eu aproveitei que ela tinha deixado a roupa suja numa cadeira. Lá estavam as calcinhas do dia, suadas, molhadas na frente. Peguei com cuidado, como se fosse um tesouro. Cheirei fundo, fechando os olhos, sentindo aquele aroma entre ácido e doce, com um toque de trabalho duro e desejo contido. Me masturbei ali mesmo, com aquela calcinha contra o nariz, pensando na cara dela quando gozasse de novo. No dia seguinte, enquanto limpávamos uns currais, ela se aproximou de mim suada outra vez, e me disse no ouvido: — Ontem à noite sonhei com você… você estava lambendo meus pés. Acordei toda excitada. Eu engoli em seco. — Não foi um sonho — falei, meio sério —. Tô de olho em você desde que você chegou. — E por quê? — É que você tem um cheiro que me deixa doido… essa sua mistura de campo, suor e buceta molhada. Ela riu como se tivesse vergonha, mas não se afastou. Nesse mesmo dia, à tarde, enquanto ela tomava banho, fui e bati na porta do banheiro. — Quem? — perguntou. —Oi. Abre aí. —Tô pelada, bobão. —Por isso mesmo. E ela abriu. Estava enrolada numa toalha pequena, com o cabelo molhado e as pernas brilhando de água. Eu me aproximei sem dizer nada e puxei a toalha pra baixo. Ela não falou nada. Só me deixou olhar. A pele tava arrepiada, o umbigo cheio de gotinhas. Me abaixei e cheirei a buceta dela sem tocar. Um cheiro forte, gostoso, de mulher no ponto. Ela estremeceu. —Isso me dá vergonha, Andrés… —Você não tem do que ter vergonha. Eu adoro o seu cheiro. Você toda. E comecei a beijar as coxas dela, devagar, enquanto ela se apoiava na parede. Peguei os pés dela, ainda úmidos, e levei até o meu rosto. A língua saiu sozinha, lambendo os dedos, provando entre eles. Ela gemia baixinho. —Filho da puta, Andrés… isso me dá um tesão da porra. Coloquei ela na pia e comecei a chupar. Ela gozava como se não tivesse fim. Deixou eu lamber a buceta, o cu, os pés. Tudo. Ela mesma oferecia as partes como se soubesse que eram minha fraqueza. —Me diz, o que mais você gosta? —perguntou depois, com o rosto todo vermelho de desejo. —Quer saber a verdade? —Diz logo. —Me mata enfiar no seu cu. Ela ficou séria por um segundo. —Ai não, Andrés… isso me dá medo… nunca fiz. —Não vou enfiar na força, calma. Se rolar, rola. Mas um dia quero experimentar aí. Devagarinho. —E se doer? —A gente não faz se você não quiser. Mas te garanto que se você relaxar e eu te deixar bem molhada, você vai acabar pedindo. Ela não disse mais nada. Só me beijou. Um beijo de língua e com uma entrega diferente. Dois dias depois. Ela começou a me provocar mais, deixando eu ver quando se trocava, deixando as calcinhas por aí, cheirando a ela. E eu segui o jogo, sem forçar nada. Até que uma noite, enquanto ela estava montada em cima de mim, cavalgando no sofá da sala, suando e gemendo que nem uma puta no cio, ela disse baixinho: —Hoje sim… quero que você faça… —Tem certeza? —Sim… mas devagar. Tô com medo. Desci ela com cuidado, abri as nádegas e cuspi no buraquinho. Ela estremeceu. Enfiei um dedei com delicadeza, lubrificando com saliva. Ela gemeu com medo e com desejo. —Relaxa, gata… se doer, eu paro. —Vai então… Quando senti o corpo dela abrindo um pouco, coloquei a pontinha. Entrou com dificuldade, mas sem rejeição. Ela soltou um gritinho. —Devagar… ai, Andrés… —Calma… vou metendo devagarinho. Fui entrando lento, respirando junto com ela, agarrando suas coxas, beijando seus pés pra distrair. Depois de um tempo, já estava metendo tudo, e ela mesma empurrava pra trás. —Cuzão… isso é diferente… mas é gostoso. —Você tá divina, negra… tô te arrombando o cu e você tá gostando… E ela só gemía, com uma mão na buceta, se masturbando no ritmo das enfiadas. Gozamos juntos. Eu dentro do seu cu, e ela encharcando o sofá. Ficamos suados, abraçados, cheirando a sexo e a campo. —Isso eu nunca tinha feito, Andrés… —Tá vendo. Tudo com você é novo pra nós dois. Ficamos jogados naquele sofá como se tivessem tirado nossa bateria. O ventilador de teto mal movia o ar quente, mas mesmo assim eu sentia a pele da Daniela colada na minha como se fôssemos uma coisa só. Ela tinha a cabeça no meu peito, e eu acariciava seu cabelo molhado de suor. Ela ainda estava com o cu aberto, tremendo, mas com um sorriso tímido na boca. —Cuzão… me deixou tremendo —ela disse baixinho, como se não quisesse que ninguém mais ouvisse. —Eu também fiquei louco… —respondi enquanto massageava suas costas—. Você não sabe como foi te ter assim, tão minha. Ela ficou quieta um tempo. Só se ouvia sua respiração lenta, aquele silêncio que é gostoso depois de uma coisa bem feita. De repente ela me olhou, com os olhos meio fechados, e soltou: —Você sabe que eu nunca pensei em fazer isso com ninguém? Achava nojento, estranho… mas com você foi diferente. —É? —É… sei lá. Me senti cuidada. Desejada… até amada, cuzão. Não sei o que você tem, Andrés, mas me faz sentir como se fosse a mulher mais gostosa do mundo. Eu fiquei olhando pra ela um tempo. Aquele rosto dela, entre doce e desarrumado, com a pele brilhando pelo suor, os lábios rachados de tanto mordê-los, os pés sujos e lindos em cima de mim… me deu vontade de beijá-la de novo. E eu beijei. Um beijo lento, com carinho, sem pressa. —Talvez você seja a mais gostosa mesmo —falei baixo, quase sem ar. —Ai, não me fala isso que você vai me fazer apaixonar… —E o que tem de ruim? Ela riu, escondendo o rosto no meu peito como se tivesse vergonha. —É que eu volto pra Medellín em algumas semanas… e me dá uma coisa deixar algo assim largado. —Então não vamos largar. Isso não é só sexo, Daniela. Com você é diferente… eu juro. —É? E o que é então? —É aquela coisa que a gente não planeja. Que aparece assim, no meio da fazenda, do suor, dos bezerros… e acaba pegando gosto pelos seus cheiros, pelas suas calcinhas, pelo seu riso… e até pelos seus silêncios. Ela me olhou de novo, séria, com os olhos brilhando. —Você é mais louco que eu… —Sim… louco por você. E ela riu de novo, daquelas risadas que nascem do peito. Me beijou outra vez, mais devagar ainda. Ficamos ali um tempão, sem falar muito mais, enquanto a noite entrava pelas frestas, quente, úmida, com cheiro de campo, de sexo… e de promessa.
— Acredito — disse sem hesitar. — Eu percebi.
Ela ficou calada, baixou o olhar e depois levantou de novo, direto nos meus olhos.
— E gosta do que vê?
Eu não respondi. Dei um passo na direção dela. O ambiente ficou denso, quente, como se tudo estivesse prestes a explodir.
— Muito — falei baixinho.
Ela não se mexeu. Só me olhou, respirando fundo. Seus olhos desceram até minha cintura, onde a ereção já se notava sem vergonha. Deu um passo na minha direção e, em vez de me beijar, passou por mim, roçando meu braço.
— Vou tomar banho. Se tiver coragem, o banheiro tem espaço pra dois — disse antes de sumir pelo corredor.
Eu fiquei ali, com a respiração pesada, sabendo que não tinha mais volta. O que começou como uma simples prática estava virando um desejo impossível de disfarçar.
Entrei na casa com o coração batendo na garganta. O som do chuveiro preenchia o silêncio daquela noite quente. O banheiro ficava no fundo, mas de onde eu estava dava pra ver que a porta estava entreaberta. Uma luz amarelada escapava pela fresta, e com ela, o vapor e o cheiro do sabonete recém-aberto.
Me aproxiei devagar, sem dizer nada. Daniela não tinha me chamado, mas deixou aquela porta assim por um motivo. De fora, pude ver sua silhueta atrás do vidro embaçado: as costas finas, as curvas do quadril, o cabelo molhado escorrendo pelas costas. A cena era tão provocante que senti o pulso na ponta do pau.
— Vai ficar aí a noite toda olhando ou vai entrar? — disse de repente, com aquela voz mineirinha suave mas carregada de intenção.
Não respondi. Empurrei a porta e entrei. O banheiro estava quente, tudo cheirava a sabonete e pele molhada. Daniela se virou de leve, se cobrindo com a mão, mas sem pressa de se esconder de vez.
— Ah, tão cavalheiro que você é… veio me trazer a toalha, é?
— Vim tirar o que Que vergonha — respondi sem pensar. Ela soltou uma risada baixa, cheia de malícia. Deu um passo para trás, me dando espaço para entrar no chuveiro. Tirei a roupa sem tirar os olhos dela. Ela me encarava sem vergonha nenhuma, como quem já tinha decidido tudo. A água caía morna, escorrendo pelo corpo dela. Me aproximei e percorri ela com as mãos, do pescoço até a cintura, devagar, parando em cada curva, em cada cantinho molhado que enchia minhas mãos de calor. A pele dela cheirava a mistura de sabão e suor recente, aquele suor grosso do campo, do trabalho pesado, que me excitava tanto. Passei o nariz pelo pescoço dela, atrás da orelha, e aquele cheiro me fez fechar os olhos. — Ai, Andrés… não faz isso, não, parceiro… — murmurou baixinho, com a voz embargada —. Você vai me derreter. Mordi o ombro dela com suavidade, e ela colou o corpo no meu. Senti os peitos macios dela esmagados contra meu peito, o monte da sua buceta me roçando, o pau já duro esfregando entre as pernas dela. — Era isso que você queria, né? — sussurrei no ouvido dela. — Mmm… é… desde que cheguei. Mas não pensei que você fosse tão bravo. Nos beijamos. Devagar no começo, depois com mais fome. Ela apertava meu pescoço com uma mão, enquanto com a outra se segurava na parede para não cair. Percorri as costas dela, agarrei a bunda molhada com força, e ela gemeu baixinho, mordendo meu lábio. — Andrés… ai… põe os dedos, sem medo — pediu, entre gemidos. Fiz. Toquei ela por trás, sentindo como ela se abria, como tremia ao sentir meus dedos dentro dela. Estava molhada, quente, pulsando. Me surpreendeu que ela não estivesse totalmente depilada; tinha aquele pelo macio, natural, que achei tão excitante. Apertei ela contra a parede e levantei uma perna dela. Entrei devagar, sentindo ela apertadinha, acolhedora, úmida. Ela soltou um gemido longo, tapando a boca com a mão. — Ai, caralho! Assim você me mata! Ela me empurrava com força contra o corpo dela. Mordia meu pescoço, lambia minha orelha. A água continuava caindo, se misturando com o suor, com os gemidos, com o cheiro intenso do corpo molhado dela. Desci um pouco e beijei seu umbigo, a parte baixa do ventre, e depois fui descendo até seu monte suave. Minha língua se perdeu entre suas dobras, e ela se derretia contra a parede. —Não para, não para… —dizia com a voz embargada—. Eu adoro isso… ai, Andrés… Depois de um tempo, a sentei sobre a pia. Abri suas pernas e a segurei pela cintura. Enfiei com força, olhando nos seus olhos. Ela me envolveu com as pernas, mordia os lábios, pedia mais. —Me dá tudo, papi… esse pau todo… sim, assim… Sentia como ela apertava por dentro, como seu corpo reagia a cada investida. E no meio de tudo, entre o suor, o vapor e os corpos entrelaçados, aquele cheiro único: o cheiro dela, entre doce e salgado, animal, potente. Me deixava louco. Quando estava prestes a gozar, ela desceu, se ajoelhou no chão molhado e o enfiou na boca sem pedir permissão. Chupou com fome, com jeito. Me olhava enquanto fazia, com aqueles olhos negros brilhantes. Gozei dentro de sua boca, com um gemido abafado. Ela engoliu tudo e limpou os lábios com a mão. —Agora sim… prática completa —disse, sorrindo como se nada. Depois daquela noite no chuveiro, a coisa entre Daniela e eu mudou sem que precisássemos dizer nada. Não foi que viramos namorados nem nada disso, mas o clima tinha outro sabor. Nos procurávamos com o olhar, com o corpo, como se estivéssemos jogando de provocar um ao outro toda hora. No outro dia, a encontrei cedo no curral, jogando sal nas vacas, com uma camiseta branca colada ao corpo e um short velho, daqueles largos que deixam ver a calcinha quando ela se abaixa. E ela se abaixava com toda a intenção. Eu estava tomando café na varanda e não tirava os olhos dela. Ela se virou e me pegou olhando. Sorriu com malícia. —O que tá olhando tanto? Nunca viu uma mulher trabalhar? —Nunca uma que me deixasse tão louco. —Que bobinho… —disse rindo, mas com aquela cara de que adorava que se ela disse. Passaram uns dias assim, com indiretas, com toques disfarçados, até que numa sexta, quando a maioria do pessoal já tinha ido embora, ela me mandou uma mensagem: "Tô sozinha no quarto. Se você tá entediado aí, vem ver Netflix…" Demorei cinco minutos pra chegar. Ela estava na cama, deitada de bruços, com uma camiseta velha minha e uma calcinha azulzinha, daquelas que colam no corpo. Tinha as pernas abertas e os pés sujos do pó da fazenda. Só aquela imagem já tinha me deixado todo fudido. —Vem, traz um creminho pros meus pés —ela disse sem me olhar, com aquele sotaque caipira que soava mais provocante que nunca—. Hoje andei muito. Fui ao banheiro, peguei um potinho de creme hidratante e me sentei na beirada da cama. Peguei um pé dela, pequeno, macio, e comecei a passar o creme, devagar. As solas estavam um pouco ásperas, sujas do trabalho, mas aquele cheiro natural que subia dos dedos dela me deixava com a cabeça zonza. —Ufff… assim sim dá vontade de vir ver Netflix —falei, com voz rouca, baixando a cabeça pra cheirar os dedos dela sem vergonha nenhuma. Ela ficou quieta. Só me olhou por cima do ombro e soltou uma risadinha. —Você gosta dos meus pés sujos ou o quê? —Não tão sujos… tão deliciosos. Passei a língua no calcanhar, nos dedinhos, e ela tremeu. Mordi o dedão e depois coloquei na minha boca, chupando com vontade. Ela gemeu baixinho. —Ai, Andrés… que doente gostoso… Fui beijando os dois pés, cheirando entre os dedos, sentindo aquele aroma forte que misturava suor, creme e um pouco de terra. Subi um pouco, até as panturrilhas, e levantei a camiseta. Ela não estava de sutiã. As costas dela eram uma delícia morena. E a calcinha… estava molhada na parte de baixo, com uma mancha escura que me dizia tudo. —E isso? —perguntei, enfiando os dedos entre as nádegas pra tocar por cima do tecido. —Eu também tenho meus fetiches, papi —ela disse mordendo os lábios—. Fiquei molhada desde que você chupou meu dedo. Desci a calcinha devagar, e um cheiro quente e Delicioso me atingiu no rosto: era seu cheiro íntimo, forte, puro, com aquele toque animal que me deixa louco. Abri ela com os dedos, e minha língua foi direto pra lá, como se soubesse o caminho. Lambi ela sem pressa, enfiando o nariz entre seus lábios, cheirando como quem se droga com aquilo. —Ai, filho da puta! —gritou sem vergonha—. Você vai me fazer gozar assim, não seja mau… Ela tremia, suava, gemía como uma doidinha. Enfiei dois dedos enquanto chupava seu clitóris, e ela empurrava minha cabeça com força. Gozou gritando, apertando minhas orelhas com as pernas. Depois se virou, com o rosto suado e os olhos acesos. Me encarou. —Agora é sua vez. E não vai dizer que não. Ela se ajoelhou na minha frente, abaixou minha calça e agarrou meu pau como se fosse um prêmio. —Essa coisa me faz sonhar desde a primeira vez, sabe? Lambeu da base até a cabeça, e depois enfiou tudo, devagar, me olhando enquanto chupava. Me agarrou nas bolas, massageando com a outra mão. Era um boquete com carinho, com fome, com manha. —Não me avise quando for gozar, ouviu? —disse, me olhando de baixo—. Gosto da surpresa. E assim foi. Gozei dentro da boca dela, e ela não se afastou nem um segundo. Engoliu tudo, me limpou com a língua e depois me deu um beijo com gosto de pecado. —Eu sabia que essa fazenda ia dar boas experiências —disse, deitando ao meu lado, suada, satisfeita. Desde aquela primeira trepada no quarto de hóspedes, algo em mim ficou vibrando com a lembrança do corpo dela, seu cheiro, e aquele gemido abafado que ela soltou bem quando gozou comigo dentro. Mas não era só isso. Daniela tinha algo mais: aquela mistura entre inocência e malícia, entre a menina boa que vinha estagiar na fazenda e a mulher que se soltava na cama como se estivesse anos desejando aquilo. E isso me deixava louco. Depois daquele dia, as coisas entre nós mudaram sutilmente. Não que conversássemos sobre o que aconteceu, mas os olhares, os toques, a forma como ela Ela falava baixinho quando estávamos sozinhos… tudo carregado de intenção. Uma tarde, depois de um dia duro marcando bezerros, ela chegou suada, com o rosto vermelho do sol e o macacão manchado. Tirou as botas na entrada da cozinha e eu fiquei ali mesmo, pegando os pés descalços dela enquanto ela andava sobre o piso frio. Os dedinhos se mexiam relaxados, com aquele pozinho do trabalho em cima, e eu mordi os lábios disfarçadamente. Ela se abaixou para pegar algo e a calça esticou entre as nádegas, marcando o formato. Eu me ajeitei a calça. Já estava empinado. — O que tá olhando? — ela soltou, sem me ver, com aquele sotaque caipira e uma risadinha provocante. — Seus pés — respondi sem vergonha —. Você tá toda acabada, mas assim você fica mais gostosa. Ela me olhou de lado, com aquela expressão de flerte que só ela sabia fazer, e levantou um pé, mostrando a sola suja com um gesto brincalhão. — Gosta assim, sujinha? — Adoro. Ela não disse nada, mas foi andando mais devagar, como se estivesse me provocando. À noite, quando ela foi tomar banho, eu aproveitei que ela tinha deixado a roupa suja numa cadeira. Lá estavam as calcinhas do dia, suadas, molhadas na frente. Peguei com cuidado, como se fosse um tesouro. Cheirei fundo, fechando os olhos, sentindo aquele aroma entre ácido e doce, com um toque de trabalho duro e desejo contido. Me masturbei ali mesmo, com aquela calcinha contra o nariz, pensando na cara dela quando gozasse de novo. No dia seguinte, enquanto limpávamos uns currais, ela se aproximou de mim suada outra vez, e me disse no ouvido: — Ontem à noite sonhei com você… você estava lambendo meus pés. Acordei toda excitada. Eu engoli em seco. — Não foi um sonho — falei, meio sério —. Tô de olho em você desde que você chegou. — E por quê? — É que você tem um cheiro que me deixa doido… essa sua mistura de campo, suor e buceta molhada. Ela riu como se tivesse vergonha, mas não se afastou. Nesse mesmo dia, à tarde, enquanto ela tomava banho, fui e bati na porta do banheiro. — Quem? — perguntou. —Oi. Abre aí. —Tô pelada, bobão. —Por isso mesmo. E ela abriu. Estava enrolada numa toalha pequena, com o cabelo molhado e as pernas brilhando de água. Eu me aproximei sem dizer nada e puxei a toalha pra baixo. Ela não falou nada. Só me deixou olhar. A pele tava arrepiada, o umbigo cheio de gotinhas. Me abaixei e cheirei a buceta dela sem tocar. Um cheiro forte, gostoso, de mulher no ponto. Ela estremeceu. —Isso me dá vergonha, Andrés… —Você não tem do que ter vergonha. Eu adoro o seu cheiro. Você toda. E comecei a beijar as coxas dela, devagar, enquanto ela se apoiava na parede. Peguei os pés dela, ainda úmidos, e levei até o meu rosto. A língua saiu sozinha, lambendo os dedos, provando entre eles. Ela gemia baixinho. —Filho da puta, Andrés… isso me dá um tesão da porra. Coloquei ela na pia e comecei a chupar. Ela gozava como se não tivesse fim. Deixou eu lamber a buceta, o cu, os pés. Tudo. Ela mesma oferecia as partes como se soubesse que eram minha fraqueza. —Me diz, o que mais você gosta? —perguntou depois, com o rosto todo vermelho de desejo. —Quer saber a verdade? —Diz logo. —Me mata enfiar no seu cu. Ela ficou séria por um segundo. —Ai não, Andrés… isso me dá medo… nunca fiz. —Não vou enfiar na força, calma. Se rolar, rola. Mas um dia quero experimentar aí. Devagarinho. —E se doer? —A gente não faz se você não quiser. Mas te garanto que se você relaxar e eu te deixar bem molhada, você vai acabar pedindo. Ela não disse mais nada. Só me beijou. Um beijo de língua e com uma entrega diferente. Dois dias depois. Ela começou a me provocar mais, deixando eu ver quando se trocava, deixando as calcinhas por aí, cheirando a ela. E eu segui o jogo, sem forçar nada. Até que uma noite, enquanto ela estava montada em cima de mim, cavalgando no sofá da sala, suando e gemendo que nem uma puta no cio, ela disse baixinho: —Hoje sim… quero que você faça… —Tem certeza? —Sim… mas devagar. Tô com medo. Desci ela com cuidado, abri as nádegas e cuspi no buraquinho. Ela estremeceu. Enfiei um dedei com delicadeza, lubrificando com saliva. Ela gemeu com medo e com desejo. —Relaxa, gata… se doer, eu paro. —Vai então… Quando senti o corpo dela abrindo um pouco, coloquei a pontinha. Entrou com dificuldade, mas sem rejeição. Ela soltou um gritinho. —Devagar… ai, Andrés… —Calma… vou metendo devagarinho. Fui entrando lento, respirando junto com ela, agarrando suas coxas, beijando seus pés pra distrair. Depois de um tempo, já estava metendo tudo, e ela mesma empurrava pra trás. —Cuzão… isso é diferente… mas é gostoso. —Você tá divina, negra… tô te arrombando o cu e você tá gostando… E ela só gemía, com uma mão na buceta, se masturbando no ritmo das enfiadas. Gozamos juntos. Eu dentro do seu cu, e ela encharcando o sofá. Ficamos suados, abraçados, cheirando a sexo e a campo. —Isso eu nunca tinha feito, Andrés… —Tá vendo. Tudo com você é novo pra nós dois. Ficamos jogados naquele sofá como se tivessem tirado nossa bateria. O ventilador de teto mal movia o ar quente, mas mesmo assim eu sentia a pele da Daniela colada na minha como se fôssemos uma coisa só. Ela tinha a cabeça no meu peito, e eu acariciava seu cabelo molhado de suor. Ela ainda estava com o cu aberto, tremendo, mas com um sorriso tímido na boca. —Cuzão… me deixou tremendo —ela disse baixinho, como se não quisesse que ninguém mais ouvisse. —Eu também fiquei louco… —respondi enquanto massageava suas costas—. Você não sabe como foi te ter assim, tão minha. Ela ficou quieta um tempo. Só se ouvia sua respiração lenta, aquele silêncio que é gostoso depois de uma coisa bem feita. De repente ela me olhou, com os olhos meio fechados, e soltou: —Você sabe que eu nunca pensei em fazer isso com ninguém? Achava nojento, estranho… mas com você foi diferente. —É? —É… sei lá. Me senti cuidada. Desejada… até amada, cuzão. Não sei o que você tem, Andrés, mas me faz sentir como se fosse a mulher mais gostosa do mundo. Eu fiquei olhando pra ela um tempo. Aquele rosto dela, entre doce e desarrumado, com a pele brilhando pelo suor, os lábios rachados de tanto mordê-los, os pés sujos e lindos em cima de mim… me deu vontade de beijá-la de novo. E eu beijei. Um beijo lento, com carinho, sem pressa. —Talvez você seja a mais gostosa mesmo —falei baixo, quase sem ar. —Ai, não me fala isso que você vai me fazer apaixonar… —E o que tem de ruim? Ela riu, escondendo o rosto no meu peito como se tivesse vergonha. —É que eu volto pra Medellín em algumas semanas… e me dá uma coisa deixar algo assim largado. —Então não vamos largar. Isso não é só sexo, Daniela. Com você é diferente… eu juro. —É? E o que é então? —É aquela coisa que a gente não planeja. Que aparece assim, no meio da fazenda, do suor, dos bezerros… e acaba pegando gosto pelos seus cheiros, pelas suas calcinhas, pelo seu riso… e até pelos seus silêncios. Ela me olhou de novo, séria, com os olhos brilhando. —Você é mais louco que eu… —Sim… louco por você. E ela riu de novo, daquelas risadas que nascem do peito. Me beijou outra vez, mais devagar ainda. Ficamos ali um tempão, sem falar muito mais, enquanto a noite entrava pelas frestas, quente, úmida, com cheiro de campo, de sexo… e de promessa.
3 comentários - Daniela, a veterinária gostosa