Alina. Capítulo 18 - É sério

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É o último que vou postar aqui.

O livro completo já está disponível.

Consultar no Instagram.Capítulo 18Não podia acreditar no que acabava de ouvir. As palavras dela flutuavam no ar, mas eu sentia que não se encaixavam em realidade nenhuma. Alina? Dizendo aquilo? Era como se o sol, de repente, negasse a própria luz.
Olhei pra ela, procurando nos olhos dela algum sinal de brincadeira, de ironia, de zoeira. Nada. Só firmeza e uma certeza que me desmontava mais que os silêncios dela. Naquele instante, me senti como o Gregor Samsa em A Metamorfose: acordado num mundo absurdo, onde o que era seguro tinha virado uma loucura sem sentido.
A razão gritava que era impossível, mas o tremor no meu peito sabia que era verdade.
Eu tinha decidido que não ia me afetar mais nada, mas... completamente pelada?
O que tinha na cabeça dela?
EU: Haha, cê tá doida, é?
ALI: Por quê? — Ela perguntou, segurando o lençol nos peitos.
Parecia que ainda não tinha se ligado que tava assim há um tempão comigo.
Tava claro que a excitação dominava ela, igual a mim...
EU: Por quê? Haha
ALI: Agora mesmo você me tirou uma assim...
EU: Sim, eu sei... Pode crer...
Ela mordeu o lábio, tentada e meio corada.
ALI: Haha, seu idiota! Vai logo! Antes que eu me arrependa.
Observei ela...
No olhar dela, tinha muita convicção. Mas não sei até que ponto carregava um pouco de engano inocente.
Ver ela completamente nua era algo extremo e, pelo que eu via, ela não parecia muito consciente disso.
EU: Mas, Ali... Olha... Não é que eu não goste... — Parei por causa da vergonha que me dava de falar.
ALI: O quê?
EU: Cê tem certeza que quer que eu veja você... Toda? Haha
Ela suspirou.
Depois olhou pro chão por um segundo.
Acho que pela primeira vez, ela parou pra pensar.
ALI: Hã... É, né?
EU: Sei que isso também pode ser um pouco quente ou tarado... Sendo sincero... Mas cê tem certeza que quer que eu te veja no pelo?
A expressão nos olhos dela foi fatal.
Acho que ela tava se tocando.
ALI: Nossa! Haha... É verdade...
EU: Não é que eu não goste, hein... Haha... — Falei sincero e brincando. No fim das contas, era verdade...
ALI: Agora que você falou... haha
EU: Viu...
ALI: Qual é o teu problema com isso?
EU: Como assim?
ALI: Sei lá, tipo... É estranho, né?
EU: Não, sei lá... Tamo junto nessa... Mas acho que tem coisa que dá pra evitar... Ou pensar um pouco haha
ALI: Agora me sinto uma porca haha
EU: Nada haha
Eu ri.
Ela ficou muito vermelha.
ALI: Ai, que merda, mano!
EU: Não, sério...
ALI: Claro que sim... Tô pelada... Olha pra mim...
Parecia que ela tava rindo, de qualquer jeito.
Não senti ela chateada.
EU: E eu?
ALI: Você o quê?
EU: Tô com o amigo aqui durasso faz tempo...
Ela arregalou os olhos.
ALI: Ah... Ainda tá assim, e ainda por cima haha
EU: Não me faz de filho da puta...
ALI: Porco... Somos porcos, os dois haha
EU: Mas com grana na conta...
Ela sorriu de lado, cúmplice.
ALI: É verdade, também...
EU: Sim...
ALI: E o que você sente quando me vê? O que passa por você?
Engoli seco.
Acho que era um bom momento pra me abrir. E não tô falando porque a pica tava doendo por baixo da roupa...
EU: Haha
ALI: Fala, bocó... Me conta...
EU: Sei lá... Culpa? Haha
ALI: Culpa? – Ela perguntou surpresa.
EU: É, sei lá... Você é minha irmã... E ainda temos que fazer isso... Sei lá...
Ela ficou me encarando por um instante.
Acho que dava pra ler no olhar dela uma certa camaradagem, de algum jeito.
Cumplicidade, essa é a palavra...
ALI: Não se sente assim...
EU: Haha é... É fácil falar...
ALI: Eu também sinto um pouco de culpa haha
Como?
EU: Você? Por quê?
ALI: Porque não gosto de te colocar em situações que te deixam desconfortável... E sei que você não curte muito essa situação...
Me deu uma ternura danada.
Ainda mais pelo tom de voz dela ao falar.
EU: Mas, Ali... Quem tá exposta é você...
ALI: Sim, mas você tá fazendo algo que não quer... Ou não?
Olhei pro chão.
ALI: Viu?
EU: Não me incomoda fazer isso com você... O que não gosto é que seja você a se expor com o corpo... Só isso...
ALI: Sério?
EU: Sim, por que você pergunta? Haha
ALI: Achei que te incomodava me ver de peito de fora, digamos... Além do resto, claro haha
Uff...
Só de mencionar...
EU: Haha o que não gosto é isso O que te falei… Mais ainda… Eu curto muito esses momentos…
ALI: Ah, é? — Exclamou com um sorrisão.
EU: Sim, haha…
ALI: Eu também haha. — Respondeu jogando o cabelo pra trás e aumentando o tom avermelhado do rosto.
EU: Hehe… Mas é… Também não quero que você faça coisas no calor do momento e depois se arrependa…
ALI: Isso é verdade… Tô muito empolgada… Mas os resultados me deixam louca haha
EU: Sei, sei… Mas no fim do dia, você é minha família e hoje eu vi suas tetas… Não sei se amanhã você acorda arrependida e não quer mais olhar na minha cara…
Ela me olhou, engolindo seco.
ALI: É, verdade…
EU: Então…
ALI: Cê tem razão haha…
Os olhos azuis dela me cegavam.
Era como se eu mergulhasse num mar de luz tão profundo quanto o oceano.
ALI: Mas… — Ela disse e parou.
EU: O quê?
ALI: Sei lá… Não sinto que isso me incomoda… Tá errado? Haha
Quase que eu babo.
Ela pensava isso mesmo?
Queria me jogar nela e abraçar com toda força.
Tão fofa, hein?
EU: Sério? Haha
ALI: Acho divertido haha
EU: Que bom haha… Não acredito, hein…
ALI: Sim… Não acontece com você?
EU: Te falei que eu gosto… Me divirto…
ALI: Até o pau sobe haha. — Falou pra me dar uma baita cutucada.
Meu Deus…
Já dava pra ver a confiança dela em mim.
ALI: E essas caras que você faz haha… Me alegram o dia…
EU: Exato…
ALI: Bom… Então tá de boa, né? Como te falei várias vezes… Não me incomoda que isso aconteça com seu amiguinho haha
EU: Ok…
ALI: Isso quer dizer que você gosta do que vê… E se você gosta do que vê… Significa que vai ter grana haha.
Hein…
Como explicar, né?
Além de qualquer quantia de dinheiro que a gente pudesse ganhar, eu sempre ia pirar com esse tipo de situação com ela.
Era óbvio…
EU: Haha, tipo isso… Algo assim…
ALI: Então, bora… — Exclamou levantando as sobrancelhas de um jeito engraçado.
EU: Bora o quê? Haha
ALI: Vamos fazer aquela foto… Assim já tenho ela… E aproveitando que a mãe ainda não veio… — E fez cara de tarada, de brincadeira.
Era Impossível não me excitar…
Tudo era muito safado. Demais…
EU: Bom, mas…
ALI: Você viu meus peitos antes, né?
EU: Hmm… Não muito…
ALI: Não?
EU: Só de lado…
ALI: E o que você achou?
Senti um baita vazio no estômago.
A libido dela tava nas alturas mas… A minha também.
EU: Não me faz falar, haha
ALI: Você gostou, haha
Uff…
Se eu dissesse exatamente…
EU: Você já sabe a resposta… Mas te ver de frente, completa, é diferente…
ALI: Mas você não precisa me ver, bobinho…
EU: Haha
ALI: Como a gente faz?
EU: Hmmm…
ALI: Isso também é muito divertido… Planejar, haha
EU: Já vi…
ALI: Siiiiim, haha
EU: Meu Deus…
ALI: E é você… Sabe que se tem uma pessoa no mundo em quem confio, é você…
EU: Ah, é? Em mais ninguém?
ALI: Do jeito que confio em você, não… Ninguém…
Eu ri, fiquei vermelho.
Não consegui evitar.
ALI: Ai, ele fica vermelho… Meu cuidado… – Ela tocou meu rosto com o braço.
EU: Haha, sai… Você vai ficar só de peitos…
ALI: Siiim… Daqui a pouco pra foto…
Suspirei.
O que eu sentia no meu corpo em momentos como esse era sobrenatural. De verdade.
E eu tava começando a sentir um certo vício nesses estímulos.
EU: Ok… Já sei como…
ALI: Como?
EU: Você fica ali… Onde eu te tirei antes…
ALI: Sim…
EU: E aí… Você tapa as partes… As duas… Eu te falo como… E depois, pra foto, eu não olho… Tá bom?
ALI: Oki… Do jeito que você mandar…
EU: Sério?
ALI: Sim… Gostei dessa ideia…
EU: Ok, então bora… Vamos fazer agora que a mamãe já deve estar chegando…
ALI: Bora!
Levantei na hora pra colocar a câmera no tripé.
Já sabia como ia ser a foto.
Mais que isso, tinha ela gravada na mente, como um quadro do Renascimento no Museu Nacional do Prado.
O mais engraçado foi que quando terminei de arrumar, Alina já estava parada junto à parede, completamente pelada e só tapando as partes, exatamente como eu tinha dito.
Meus olhos quase saltaram pra fora…
Se antes eu tava vermelho, agora tava azul igual ao Coração do Mar.
ALI: Você que mandou eu ficar assim, haha
Do jeito… em que os peitos dela se apertavam contra o braço ou como a mão dela morria naquela virilha delicada, era excitante demais.
Eu não ia aguentar…
Pra piorar, via aquela cintura doida e sabia que toda aquela carne de exportação podia ser alvo do meu olhar assassino a qualquer instante.
Ainda por cima, ela sorriu, com uma cumplicidade clara na reação, e deixou tudo pior.
Por que ela sorria daquele jeito?
Nunca imaginei que um momento pudesse parar o mundo. Mas ali estava ela: Alina, como uma visão que desafiava toda razão, desmontando o tempo e o pensamento só com a presença do corpo dela, que parecia esculpido no próprio mármore dos sonhos.
A pele dela, mal coberta pelos membros, era um poema que não precisava de palavras. Um tal de Lawrence disse uma vez: "O corpo da mulher é um país que nunca se acaba de explorar". E eu, naquele instante, era um explorador absorto, desarmado, diante de um território proibido e divino.
A figura dela era a própria definição da beleza sublime, aquela que Kant descrevia como um prazer doloroso, porque dói saber que nada será suficiente pra possuir por completo aquilo que deslumbra.
As curvas de Alina pareciam traçadas pela natureza no seu momento mais inspirado: um equilíbrio entre poder e delicadeza, entre força e fragilidade. Era a deusa de Botticelli andando pra fora da tela, era a Eva de Milton, concebida num instante de perfeição e condenação.
ALI: Vou descer assim, né? Pelos lados… – Ela exclamou pra me tirar um pouco do transe.
Com a vista nublada, só concordei com a cabeça.
ALI: Oki… Você me fala quando… De boa…
Voltei pro estado de alucinação…
O brilho da pele dela era como o crepúsculo dourado de um entardecer eterno, e o aroma que a envolvia, imperceptível e embriagador, despertava os instintos mais primários, como se o mundo inteiro fosse só um prelúdio pra aquele encontro.
Lembrei de Baudelaire, que em *As flores do mal* escreveu que "a mulher é a promessa de felicidade", e naquele momento entendi que a promessa ela tinha se transformado em carne e presença diante de mim.
Além disso, éramos só nós dois contra o mundo. O que podia ser mais sincero e genuíno do que isso?
Eu conseguia sentir a energia correndo pelo meu sangue.

Mas o mais devastador não era o corpo dela, e sim a explosão que ele provocava. Era um incêndio lento que começava no fundo da consciência, arrasando toda certeza e deixando só o desejo. O desejo puro, insaciável, primitivo. O mesmo que fez Humbert Humbert, em Lolita, se render à fascinação do inalcançável. O mesmo que empurrou Jay Gatsby, em O Grande Gatsby, a perseguir uma luz impossível.

Minhas mãos, que estavam sobre a câmera, queimavam sem se mexer, prisioneiras da distância, enquanto o olhar dela — puta merda, aquele olhar! — me transformava em escravo dos seus gestos e insinuações.

Não sei se foi um instante ou uma eternidade. Só sei que foi o momento mais erótico da minha vida, e sei que nenhuma palavra, nem mesmo estas, vão conseguir explicar isso. Porque tem coisas que só se sentem... E queimam dentro da gente pra sempre.

Totalmente envolto em suor e fogo, eu ordenei:

EU: Abaixa os braços quando quiser... E me avisa quando estiver pronta...

Sem mais, fechei os olhos.

Não sei se era o que ela esperava. Talvez ela não tivesse nenhum problema em ser vista.

Mas minha mente me disse que era o certo. Pelo menos, dessa vez.

ALI: Tô...

EU: Tenta não se mexer...

ALI: Oki...

EU: Lá vou eu...

“Clique” se ouviu.

Através das minhas pálpebras, vi um clarão de luz que iluminou o quarto como um farol na noite.

ALI: Será que focou bem?

EU: Sim, coloquei o tempo...

ALI: Oki...

Percebi no chão quando ela andou até a cama.

Também quando pegou o lençol nas mãos.

ALI: Já me cobri... Me mostra como ficou...

Abri os olhos.

Quase que eles tinham grudado de tanta força que fiz pra mantê-los fechados.

Ao ver ela, notei que também tava meio corada.

EU: Dá uma olhada, pega...

Tirei a câmera do tripé e passei pra ela.

Ela já tinha se sentado como antes. Mas isso não impedia que vi ela de lado, a perna inteira e o quadril...
Engoli saliva. Muita...
Não olhei pro aparelho, mas a reação dela ao ver meu trabalho me fez saber que tava tudo certo.
Ela abriu os olhos de um jeito que parecia que um morto tava andando pelo quarto.
Sorriu de lado.
EU: Ficou bom, né? Kkk
ALI: Ruim... — falou, atônita.
EU: Beleza... Manda pra você...
ALI: Bora...
Ela tava branca.
O rubor do rosto já tinha sumido.
Como será que ficou? Pensei.
Tava morrendo de vontade de ver, mesmo sabendo que não era o certo, o ideal. Mas só de pensar que aquela partezinha de mamilo rosado que eu vi antes ia aparecer inteira na foto, já me agitava só de imaginar a possibilidade de olhar.
Como seriam as aréolas?
Seriam grandes?
Não me parecia que fossem...
Caralho...
Minha cabeça voava.
ALI: Pronto... — falou pra me trazer de volta à Terra.
Me passou a câmera.
Depois riu.
Peguei o aparelho na mão.
EU: O quê? Kkk
ALI: E olha que você não me viu... — exclamou irônica, mas rindo.
Foi aí que percebi a real.
Tava sentado do lado dela com uma barraca gigante entre as pernas.
EU: Kkk é... Não faço de propósito...
ALI: Devem trabalhar muitos funcionários nesse circo... — falou e caiu na risada.
Nada...
Ela tava me zuando...
EU: Cê tá feliz com a foto? Posso ir embora?
ALI: Kkk sim, tô feliz...
EU: Não sai dando ela... Guarda de reserva pra alguma hora...
ALI: Sim, eu sei...
Ia levantar, mas percebi que ia ficar mais evidente o volume.
EU: Kkk
ALI: O quê?
EU: Nada kkk
ALI: Tá complicado? Kkk
EU: Pra caralho kkk
Ela mordeu o lábio.
ALI: Ai, mano... Que loucura... Cê tá... — tapou o rosto.
EU: Não complica mais, por favor...
ALI: Mas, me explica... Como é que...? — perguntou e parou de repente.
Nós dois nos olhamos.
Eram passos no corredor.
"Mãe!" — falamos juntos.
Eu pulei da cama igual uma mola debaixo de uma tonelada de pressão.
Alina se cobriu toda com o lençol.
EU: O que eu faço?
Ela olhou pra minha virilha e arregalou os olhos, entre risadas.
EU: O quê?
Olhei pra baixo e vi como a barraca ficava horrível em mim.
Faa…
Sem perceber, enfiei a mão dentro da roupa pra ajeitar.
Alina engoliu seco ao me ver fazer isso e desviou o olhar com uma cara indescritível.
EU: Desculpa, mas não dá pra ficar assim…
ALI: De boa… Me passa a roupa… A camiseta pelo menos…
Rápido igual uma lebre, joguei toda a roupa pra ela.
EU: Pego o notebook pra você…
A porta bateu.
“Toc toc”
Alina me olhou, com uma cara de pânico, misturada com ansiedade e graça.
ALI: Sim?
“Posso entrar? Ou tá ocupada?”
Uff…
Meu coração disparou.
Me virei pra pelo menos ela conseguir vestir a camiseta e, com o notebook na mão, fui até a janela.
ALI: Sim, sim… Pode entrar, véi… – Respondeu.
Não sei se ela conseguiu abaixar tudo, mas pelo menos escondeu debaixo do lençol toda a roupa, incluindo a de baixo…
Eu sentei no batente da janela com o notebook dela na mão.
MÃE: Licença… Ahh… Vocês tão os dois aqui…
ALI: Hum… Sim, eu… – Disse hesitante.
Debaixo daquele pano, ela tava de buceta na cama…
EU: É… Me contrataram como suporte técnico… – Falei num tom de brincadeira.
Não sei como saiu, mas saiu assim.
MÃE: Haha, desde quando, né?
ALI: Haha, que sirva pra alguma coisa… – Respondeu com um certo tom de satisfação.
EU: Ainda mais que eu arrumo pra ela… Viu como é?
Minha mãe riu.
ALI: Tá melhor da dor de cabeça?
MÃE: Tô, hoje me sinto um pouco melhor… Queria saber o que vocês querem pro jantar… Pensei que você não tivesse aqui, Joaquim…
EU: Cheguei há pouco…
Ela olhou pro tripé.
ALI: Tava gravando um vídeo pro Instagram… – Disse rapidamente.
Pra quê? Haha
MÃE: Ah… Tá bom…
EU: A gente cuida do jantar… Não se preocupa…
MÃE: Sério?
ALI: Sim, claro…
MÃE: Tá bem, hehe… Assim descanso um pouco… Obrigada…
EU: Fechou… Daqui a pouco a gente cozinha… Quando terminar isso… – Falei já mais tranquilo.
Era estranho minha mãe não querer cozinhar.
Ou melhor, não insistir. Mas só pra escapar dessa situação, hehe.
MÃE: Tá bom… Vou ver Netflix enquanto meus filhos me Agradaram… — Exclamou sorrindo.
ALI: Óbvio!
MAM: E obrigada… De novo…
EU: Por quê?
MAM: Pelo que vocês fazem… Não acredito que vocês saíram de… De… Aquilo… Não parece…
ALI: Hehe… Somos os melhores!
MAM: Sim, claro que sim…
Todos rimos.
Por sorte, minha ereção já tinha baixado.
MAM: Bom, terminem suas coisas tranquilos…
Ela se virou pra sair.
Eu e Alina respiramos aliviados.
Mas antes de sair, ela se virou mais uma vez.
Olhou pra Alina com cara de suspeita.
Fiquei quietinho, só observando.
E agora?
O que ela tava pensando?
Acho que não…
MAM: Filha? Posso te perguntar uma coisa?
ALI: Sim, mãe… — Me olhou.
O terror tinha aparecido nela.
Uff…
Tomara que não se entregue, pensei…
MAM: Por acaso, você é… como se diz? Influente? — Perguntou pra desconcertar.
Hã?
O quê?
ALI: Como?
MAM: Sim, isso… Que falam, postam vídeos, falam de tudo… Você é influente?
Eu e Alina nos olhamos e começamos a morrer de rir.
Não deu pra segurar.
MAM: O quê? Do que vocês tão rindo?
ALI: Influente? Kkk
MAM: O que eu falei? — Riu.
ALI: Influencer!
MAM: Sim, exato! Isso! O que eu falei? — Ria.
EU: Mortal… Foi mortal… Anota essa, Ali… Influente…
ALI: Tecnicamente, é isso mesmo kkk
Eu ri.
Foi demais…
EU: É verdade…
ALI: Influencer… Não, mãe… Não sou influencer… Mas, bom… Como sou gostosa… Posso divulgar algum produto e ganhar uma grana extra kkk
Minha velha sorriu.
MAM: Ah, claro, claro… Por isso a câmera… Bom… Sim, não tenho dúvida de como você é linda…
Alina se fazia de bonitinha, com gestos.
Eu ria.
Como a gente tinha escapado…
Minha mãe saiu do quarto, deixando a porta aberta.
Não sei se ela chegou a pensar na possibilidade de a Alina não estar com roupa na parte de baixo do corpo.
Talvez nem percebeu…
A única coisa real de tudo isso foi o riso cúmplice que ela colocou no rosto naquele momento. Como se pensasse “por pouco!”.
Mas pra falar a verdade, nenhum de nós dois podia negar a satisfação que aquela olhada da nossa velha nos causava.
Admiração, Tranquilidade, orgulho…
Como falhar com ela?
Não, impossível…
Caminhei até a cama pra devolver o notebook.
Ela ria, toda provocante e vermelhinha.
EU: Sem palavras kkk
ALI: Boludo… Kkk…
EU: Demos um jeito…
ALI: Vou descer agora pra te ajudar com a comida… Você é o melhor…
Passei o computador pra ela e fiz menção de ir embora, mas ela segurou meu braço.
Olhei pra ela, meio surpreso.
ALI: Você é… Sério… – Disse ela, com os olhos azuis brilhando e destruindo cada pedaço da minha força de vontade.
Pra completar, era tão doce…
EU: Você também…
Quando já tava saindo, ela me olhou de novo.
ALI: Shhh… – Fez baixinho, levando o dedo à boca e encostando nos lábios.
Nosso segredo?
Haha…
Claro que sim…
Pisquei o olho pra ela e saí do quarto.
Lá fora, respirei aliviado, como se tivesse tirado um peso enorme das costas.
Não tinha sido um dia qualquer…
Não…
Teve de tudo. Uma mistura de sensações do caralho.
E naquela noite, a cozinha virou o coração pulsante da nossa casa. Entre risadas e conversas, improvisamos um jantar com o que tinha. Um pouco disso, um pouco daquilo…
E como sempre acontece com o inesperado, o resultado foi mágico. O cheiro da comida caseira enchia o ambiente, quentinho, real. Como se cada garfada tivesse o gosto daqueles momentos que ficam gravados na alma.
Minha mãe, com aquele sorriso que só aparece quando ela se sente completa, saboreava cada instante mais do que o prato na frente dela. Minha irmã e eu acompanhávamos, trocando olhares cúmplices, cheios de um segredo que era só nosso.
Aquele segredo… Nosso pacto silencioso, era a força que movia os dias dela e a luz que devolvia o brilho aos olhos.
E o que podia ser melhor que isso? Nada. Porque ver a mamãe feliz, sentir a risada sincera dela e fazer parte daquela bolha de amor e simplicidade era a verdadeira recompensa.
Sim, também tinha o tesão que eu sentia em compartilhar esses momentos indescritíveis com a Alina. O prazer…
Mas, olhando o quadro completo, fazia com que não houvesse mais nada a pedir…
Já na última hora, eu estava no meu quarto.
Pensava…
Estava deitado na minha cama, olhando pro teto enquanto o som distante da cidade chegava amortecido pela janela entreaberta.
Os últimos dias tinham sido uma sequência de momentos desconcertantes, como se tudo que eu conhecia tivesse virado de cabeça pra baixo, como se eu tivesse cruzado uma fronteira invisível onde as regras eram outras.
No entanto, no meio da incerteza e do caos cada vez mais viciante, algo dentro de mim permanecia firme: a meta estava ao alcance.
Os eventos, tão atípicos e imprevisíveis, pareciam tecer uma espécie de destino que nos levava, passo a passo, até os 10 mil dólares. Ninguém sabia, mas eu sentia que cada decisão, cada ação, nos aproximava um pouco mais do objetivo.
Mesmo que a situação fosse perigosa e as peças do quebra-cabeça se movessem rápido, algo dentro de mim dizia que não tinha mais volta. A noite seguia seu curso do lado de fora do vidro embaçado, alheia ao meu mundo, aos meus pensamentos.
Um sorrisinho leve brotou nos meus lábios enquanto eu fazia uns cálculos. A distância entre nossa vida cotidiana e a meta já não parecia tão grande, e pela primeira vez em muito tempo, a certeza me invadiu. A gente estava prestes a conseguir…
Suspirei fundo olhando pra fora.
Foi aí que ela se apresentou pra mim como o destino inesperado.
A Lua cheia se exibia linda no céu e eu era um espectador de primeira, de novo.
“Tenho que tirar uma foto dessa belezinha…” pensei.
E ainda por cima, ela tá lá, brilhando lá em cima, como um sinal marítimo na escuridão da noite. Não consigo parar de olhar pra ela, tão perfeita, tão enorme.
Decidi que vou me levantar pra capturá-la.
Passo a passo, deslizo da cama, meus pés roçam o chão frio, e o ar do quarto tem aquela calma inquietante que se sente bem antes de algo importante acontecer.
Pego minha câmera com cuidado, como se fosse um objeto sagrado. Bom, Ultimamente tá sendo assim…
Ao ligar ela, espero que a lente capture a majestade do céu, que faça justiça àquele satélite tão necessário.
Mas o que aparece na tela não é o que eu esperava.
Algo… Algo não tá certo.
Meu pulso acelera enquanto olho a última foto que aparece no dispositivo.
A imagem tá distorcida, provavelmente na minha mente, e nela, entre sombras, dá pra ver uma figura borrada que eu nunca tinha visto.
Um arrepio percorre meu corpo todo, e antes que eu consiga processar o que tá rolando, começo a ter convulsões, como se a própria câmera tivesse me devolvido uma imagem que não deveria existir. O que é isso? eu repito pra mim mesmo enquanto tento recobrar os sentidos.
Quem é?
É a Alina…
E ela tá…
Ela tá completamente pelada.
Sinto um frio no corpo todo, como se eu estivesse no inverno mais cruel, vagando por aí.
Como?
Não entendo…
Olho a fotografia. Sou eu o autor, claro.
Enquanto meu coração acelera, não consigo tirar os olhos dali…
Deus…
Não pode ser…
Ela, de frente, mostra as tetas lindas dela pra câmera. Pra mim…
Ela junta elas com os braços, só de leve.
Passo a língua nos lábios…
Tô vendo em alta definição a forma dos bicos dos peitos dela. Rosados, divinos…
Salivo como nunca enquanto meu pau cresce e cresce por baixo da cueca.
Agora sim, eu sei como são as tetas dela. As tetas lindas dela…
Não acredito. Sério, não.
Ela nunca apagou a foto?
Por quê?
Eu pedi pra ela fazer isso?
Não lembro…
Mas não acaba aí…
Meus olhos, já virando cúmplices, continuam descendo na imagem.
Sinto uma pontada violenta no estômago e seguro minha cabeça.
Meus cabelos são testemunhas em primeira mão do descontrole das minhas mãos.
Isso é a…?
Uff…
Uma moitinha de pelos cobre a parte mais baixa da virilha dela, da intimidade dela.
Tô sonhando?
Não…
Acho que não…
Meu corpo inteiro vibra.
É a buceta dela…
Como que eu tô vendo isso?
A cabeça do meu pau Já está doendo. Tá apertada, dobrada dentro da minha calcinha. Quer sair pro mundo e ser…
Respiro fundo.
Finalmente, tô vendo a Alina completamente nua.
Mas não é só o fato de ver os peitos dela ou a buceta que me fode a cabeça. Não…
Esse olhar que ela tem…
Esse sorriso safado…
Tô completamente desequilibrado, como se algo dentro de mim tivesse balançado. Alina me olha, e não sei como descrever, mas esse sorriso que se desenha no rosto dela é algo… Único…
É um sorriso maroto, mas tem algo mais nele, algo que me eletriza por completo. Uma faísca excitante que não consigo ignorar, como se ela soubesse que eu tô observando ela... Cada curva da boca dela parece sussurrar segredos pra mim, enquanto os olhos brilham com uma cumplicidade que me atravessa. É como se o tempo congelasse por um segundo, e eu, totalmente consciente do que tá rolando, percebo que essa imagem, essa expressão, é algo que nunca vou conseguir esquecer.
Algo no jeito dela se mostrar, tão desafiadora e tão ousada, me deixa sem palavras. É como se, naquele instante, tudo que eu sou e tudo que eu quero se resumisse a esse sorriso, tão descarado quanto sedutor. E eu sei, tenho certeza. Vou lembrar desse momento, desse rosto e desse corpo, pra sempre.Alina. Capítulo 18 - É sério

Comentários em Destaque

18 capitulos de humo y esperas que se compre tu libro? El verdadero "Cuidado! Aca roban!"
@Messi7373 por algo estás siempre tan pendiente!
@hiphop911 Sisi, quería ver si era verdad que en el capítulo 50 pasaba algo y al final tenía razón
@Messi7373 En el 39 pero si

17 comentários - Alina. Capítulo 18 - É sério

partió maravilloso y terminó muy mal, que pena no leer el final
Ryujitsu +12
Casi un mes de espera para un capítulo flojo y queriendo monetizar un relato más de todos los que hay acá.
Nos volvemos a ver cuando te vaya mal el "negocio" y subas la historia gratis.
Dale man no la podés cortar así, seguí subiendo los capítulos paulatinamente como venías haciendo y el que quiera todo de una que te lo pague y ya.
No es que no valore tu trabajo pero no da, lo hubieras echo pago desde el principio y ya está man
Veremos
increíble!! ya leido y esperando el siguiente libro!!
muy bueno, muchas gracias por mantener tu estilo sin acelerar las cosas como te pedian algunos 😊
Maxxxp9 +1
Compré el libro y desde ya les digo que es excelente, si les gustó hasta ahora, vale la pena la compra. Pagas y lo tenes, sin vueltas
cuanto lo pagaste?
Pasalo
Siempre manteniendo el misterio y la ansiedad por leer el próximo capitulo.
Son relatos muy buenos.
Segui publicando, lo bueno se hace esperar, y al que no le guste...que no te lea.
Esperamos ansiosos el 19, a no bajar los brazos
exelente.. ojala y lo pienses bien y tengamos el gusto y placer depoder leer la historia completa aca .. los que tiran malas vibras no hay que darles cabida ... al final y al cabo leyeron todos los capitulos cuando los fuiste subiendo asi que no se de que se quejan .. si no les gustaba no hubieran leido mas desde el capitulo 1
Fer_789 +7
Tantos meses de este bodrio lento hermano y queres monetizarlo. Si saben inglés entren a LITEROTICA que está plagado de relatos buenisimos. Esto es una poronga gigante.
taio05
Nadie lo consiguió completo? Lo busque y busque pero nada
Lo compré $20.000. el mejor relato que leí en mi vida. Valió cada centavo
Te jubile de poringa
Mirá si me va a jubilar un dolobu
@hiphop911 bastante putito te pusiste por unos comentarios jajaja