Já tinha passado uma semana desde que começamos o jogo com a Roxy e eu já tava com um humor de cão. Ninguém tinha tocado a campainha em casa. É mais difícil do que parece. Quantas vezes, de verdade, tocam a campainha na casa de vocês? Não era que duas vezes por dia acontecia, todo santo dia. E nem por engano tocavam. Nem pra querer vender alguma coisa. Pra piorar, a área onde a gente morava era muito tranquila, bem residencial, e nunca tem muito movimento nem gente, só quem mora por ali e olhe lá.
Mas pelo menos, se eu tinha que tirar algo de bom, era que a Roxy também não tinha aumentado o placar. Ela ficou naqueles dois do começo e nada mais. Fiquei pensando que pra ela era muito mais fácil porque morava num apartamento. Eu num sobrado. Ela devia ter uns trinta e poucos vizinhos; no sobrado morávamos, contando eu, o Ariel e mais uns, seis no total. E meus vizinhos não iam tocar a campainha da rua. Não sei se valia se algum vizinho ou vizinha viesse e batesse na porta por algum motivo, mas aí eu morreria de vergonha de querer fazer alguma coisa com alguém que eu conhecia. Tinha que perguntar pra Roxy se valia. Aposto que ela ia dizer que sim, já que as duas conquistas dela não foram gente que tocou a campainha "da rua".
Algo é algo. Eu tava perdendo, sim, mas pelo menos a vantagem tinha ficado ali. Fixa. Vocês vão achar besteira, com certeza, mas a Roxy me conhece bem e sabe o quanto posso ser competitiva com essas coisas. Não importa se é jogar bolinha de gude ou dados, quero ganhar. Tá perdendo e ainda por cima tão rápido me deixava mal. Eu continuava firme na minha rotina de me arrumar, ficar gostosa e sexy depois que o Ariel ia trabalhar, e ficar assim até a tarde, mais ou menos até um pouco antes dele voltar. Não queria perder tempo me preparando se alguém tocasse a campainha, queria já estar pronta.
Foi na terça-feira que recebi uma mensagem que gelou meu sangue, juro, e comecei a sentir um frio na barriga do nada. Por sorte não era da Roxy, me dizendo que Tinha feito outro gol, não. Era um WhatsApp do Ariel.amor, me ligaram da TV a cabo, confirmei pra ir alguém na quinta-feira fazer a visita técnica, pra ver se arrumam ou trocam aquele deco.Eu entrei em pânico. Medo de palco, sei lá. Meu estômago borbulhava. Alguém ia chegar, iam tocar a campainha. O cara do cabo. Mais clássico e patético de pornô barato não podia ser.Beleza, ok. Tem que pagar alguma coisa?"
"Não, nada, eles arrumam ou trocam e pronto."
"Ok, valeu, beijo.Na hora comecei a mandar mensagem pra Roxy. Não sabia se valia a pena ou não. A idiota não me respondia e me deixou ainda mais nervosa. Aí liguei direto pra ela e expliquei.Para aí, boluda, devagar que não entendi...“Vai logo…”É que eu tô cozinhando...Eu suspirei: “Na quinta-feira vão vir do cabo pra arrumar o deco. Ou trocar, sei lá. Vai vir um cara, Ro.”
Ouvi ela rir,Ah, tá, legal. Você vai ficar de 1-2….Mas para aí, valeu?", perguntei pra ela.Claro que vale. Por que não?E por que a gente chama ele de…Pará, foi você quem chamou ele?Não… Ariel ligou pra TV a cabo pra reclamar, falaram que iam mand…", ela não me deixou terminar.Então tá. Você não ligou pra ele, Trini. Foi ele quem ligou. Que se foda!Mas, Ro…Não seja cagona, você quer sim!, ela riu,Acha que não te conheço, meu bem? Tô te falando que vale a pena e é melhor você aproveitar… senão daqui a pouco eu fico 3-0 na frente, hahaha…Ai, Ro… não sei…De que você tem medo?ela me perguntou.
Eu fiquei sem reação. Não sabia o que dizer pra ela. Tava com medo de tanta coisa. E nervosa com outras tantas. Fiquei pensando enquanto ouvia ela cozinhar pelo telefone.
“Sei lá… que ele faça alguma coisa comigo. Alguma coisa ruim, digo.”Não vai rolar, fica de boa...E quem sabe se não vai rolar? Você não sabe quem vem… eu também não…Não, não sei, mas sei que com certeza vai ser um cara que tá trampando, bucetuda. Ele não vai se arriscar a fazer algo ruim contigo e tu denunciar ele, ele ir pra cadeia e perder o trampo...Ele me disse. Tinha um pouco de razão.
“É, mas…”Dar em cima dele e terminar transando, isso eu garanto que vai rolar. Homem é homem, Trini. Acha que ele vai perder essa? Acha que vai deixar passar uma deusa como você que se entrega de bandeja? Mas ele não vai se arriscar a fazer nada contigo, pode acreditar.ele disse.
“Ai e se for feio? E se eu não gostar?”Você aguenta e faz do mesmo jeito. Meu amor, no seu lugar eu parava de ficar arrumando desculpa pra querer se livrar de tudo toda hora e me preocupava mais em ficar gostosa e em ir pensando como fazer ele entrar...ele disse.
Eu suspirei, “Bom…”Como fazer ele entrar entre as suas pernas, digo. Não como fazer ele entrar na sua casa, ela riu.
"É, sua burra, já sei… ufff…Vamos ver se você é um pouquinho mais otimista, Trini. Para de perder tempo e se prepara. Você entra em campo, minha gostosa!Já sei...Que sorte que você tem… caiu essa pra você. Eu, se soubesse como e quando vai rolar, ficaria super feliz. Em vez de ficar esperando o tempo todo, né? Não te mata a ansiedade?Sim, me destrói por dentro, Ro...Eu também. Mas quando chegar a hora… mmm… você vai adorar. Relaxa, se solta e vai ver… confia na sua amiga, sua idiota.“Tá bom…”Ah, e depois me avisa na hora, ok? Olha que tu tem que declarar o gol na mesma hora, senão não vale...Sim, vai nessa… bom, te ligo qualquer hora.Sim, óbvio.Terminei com a Roxy e, feito uma idiota, de puro nervoso, comecei a fuçar no meu armário pra ver o que eu podia vestir. Faltavam dois dias e eu já tava fazendo isso. Precisava me acalmar um pouco e deixar as coisas fluírem. A Roxy tava certa, como (quase) sempre. Eu tava muito pilhada com essa história toda. Tinha que relaxar e deixar rolar. Era o melhor jeito. Além do mais, de novo, faltavam dois dias... talvez alguém tocasse a campainha agora, já, em cinco minutos. E aí? Não era só a visita do técnico da TV a cabo na quinta, o jogo continuava agora. O jogo tava rolando naquele exato momento.
Os dois dias, no entanto, passaram como sempre, sem novidade em casa. Ninguém tocou a campainha. Chegou a quinta do encontro e eu comecei o dia mentalmente preparada, pelo menos era o que eu achava. Levantei como sempre, fiz o café da manhã pra mim e pro Ari como sempre, papeamos um pouco, dei um beijo nele e ele foi trabalhar.
Eu fui tranquila pro quarto e me despi, procurando o que vestir que fosse chamativo e sexy. Depois de dar umas boas voltas, no final escolhi um shortinho jeans bem justinho, que marcava bem a raba, e um top de biquíni vermelhinho. Era verão, tava calor e não era nada fora do comum, mas pela cor e por ser tão pequenininho, eu gostava e chamava muita atenção. Ia receber o cara assim, e que acontecesse o que tivesse que acontecer. Se ele não me desse bola com isso, eu não sabia mais o que fazer.
Também passei a manhã toda pensando e repensando o que dizer pra ele e como abordar, caso ele não fizesse isso. Talvez bastasse com olhares, algum toque ou carícia, algum comentário pra quebrar o gelo, não sabia. Ou talvez eu tivesse que ser mais decidida, mais puta, e confiar que não ia espantar o cara. A Roxy teria morrido de rir se tivesse me ouvido. "Imagina se o cara vai se espantar, que idiota...", ela teria dito.
Almocei bem pouco, porque de nervoso meu estômago tava meio fechado, e depois tentei relaxar com música ou no computador, com alguma coisa. Enquanto esperava, ficava de olho no relógio do celular toda hora. Finalmente, lá pelas 2 da tarde, bem antes do horário que tinham dito, chegou um WhatsApp de um número que eu não conhecia. Era o técnico, avisando que tava a caminho e pedindo pra confirmar se tinha alguém no local. Respondi que sim, que viesse que eu tava.
E aí me pegou de novo aquele frio na barriga. Levantava, sentava, não sabia o que fazer. Minhas mãos suavam. Bateu um medo tão grande de repente que comecei a torcer pra que o cara, ao chegar, me avisasse pelo WhatsApp que tava lá fora, assim "tecnicamente" ele não precisava tocar a campainha e eu não precisava fazer nada. A esse nível de nervosinha besta eu tinha chegado. Verdade, não tava passando bem.
Tava vidrada nos meus nervos, andando pra lá e pra cá, bebendo água, qualquer coisa, quando o berro da campainha da rua tocou em casa e um arrepio percorreu meu corpo. E me deu aquela pele de galinha. Já era. Não tinha volta. A única volta era desistir, não fazer nada e ficar de otária com a Roxy.
Respirei fundo, enchi o peito, atendi o interfone dizendo que já ia. Me olhei uma última vez no espelho, ajeitando uns detalhes, e fui abrir pro cara.
Eu esperava o pior, sinceramente. Os medos inconscientes da gente são terríveis, mas assim que vi ele, me acalmei um pouco. Não era um cara horrível. Também não era um gato. Um cara normal, uns 35 anos, por aí. Assim que me viu abrindo o portão da rua do jeito que eu tava, os olhos dele foram direto pro meu top de biquíni, mas ele se recompor na hora e a gente se cumprimentou educadamente. Guiei ele até nosso sobrado pelo corredor comprido, conversando sobre nada, e tinha certeza que o cara tava de olho na minha raba, bem marcada no meu short jeans. Quando entramos, fiz ele passar, ele foi até onde tava a TV e o decodificador, e eu fiquei por perto olhando. Perguntei se precisava de algo e ele disse que não, que ia fazer umas medições. e que qualquer coisa me dizia.
Tentando fingir que não tava nervosa, me sentei meio deitada no sofá enquanto fazia que tava mexendo no celular, mas ficava de olho no cara e no que ele fazia. Ele não me parecia feio, não. Era meio corpulento, sim, mas nada desagradável. Tinha uma voz simpática também. Senti uns friozinhos na barriga… e pra ser totalmente sincera, um pouco mais pra baixo também… quando percebi o cara umas duas vezes me olhando no reflexo da tela da TV desligada.
Ele deve ter ficado uns dez ou quinze minutos assim trabalhando, medindo as coisas com as ferramentas que trouxe, enquanto de vez em quando a gente trocava umas palavras. Besteiras, tipo como a casa era bonita, a área tranquila… nada demais. Finalmente, ele se posicionou do lado da TV e começou a passar os canais: “Vamos ver… acho que já tá pronto.”
Eu me aproximei, peguei o controle e também comecei a passar. A verdade é que ele tinha arrumado tudo perfeito.
“Ah, sim, que bom, acho que tá funcionando…”, falei.
Ele sorriu e começou a guardar as ferramentas ali do meu lado: “É, o sinal não tava chegando depois do 200… tinha uma perda, mas já resolveu. Testa aí acima do 200…”
Fiz o que ele disse e tava perfeito. Me virei e dei um sorrisão pra ele: “É, show de bola, muito obrigada.”
“Qualquer coisa se der problema de novo, é só ligar e avisar, mas acho que não. Vai funcionar bem”, ele devolveu o sorriso.
“Beleza, então…”, eu continuei sorrindo. Já via que o cara tinha quase guardado tudo e não sabia o que fazer, ou o que dizer. Mandei a primeira coisa que veio na cabeça: “Ah… não quer um copo d’água ou algo? Me desculpa, não te ofereci…”
“Ah… bom, agradeço. Se não for incômodo…”
Eu dei um sorrisão enorme e fiz olhinhos pra ele: “Ah, por favor, imagina… já vou pegar…”, falei e fui pra cozinha, me certificando bem, mas bem mesmo, de rebolar a bunda que tava apertada no meu shortinho, pra ele ver.
Voltei com dois copos d’água e entreguei pra ele. Um, ele me agradeceu e ficou ali, tomando um pouco e a gente se olhou um instante.
"Valeu", ele falou, "Com esse calor que tá fazendo..."
"Hum, sim. Tá terrível, né?", perguntei, "Lá fora, digo, no sol e tal..."
"Sim, tá forte. Por sorte isso aqui é um sobrado e não peguei terraço...", ele sorriu.
Eu também ri, "Nada, pode levar..."
"Já tô acostumado com essas coisas, mas dias como hoje fodem com você do mesmo jeito."
Vi ele tomar mais um pouco de água e me olhar. Parece que finalmente se animou a se jogar, porque ficou me encarando um pouquinho, só uns segundos, e balançou a cabeça, "Vejo que você tá pronta pra piscina..."
Eu ri, "Não, aqui não tem piscina. Adoraria, mas não. Eu sempre fico assim aqui. Quando faz calor desse jeito...", falei e passei a mão no cabelo comprido enquanto tomava um gole da minha água.
"E não liga o ar?"
"Ufa, não. Odeio ar condicionado. Prefiro ventilador ou... nada, do jeito que tá". Mentira deslavada. Amo ar condicionado. Se dependesse de mim, viveria debaixo do ar ligado 24 horas por dia, mas o Ari não quer. "Meu namorado gosta de ar, eu não."
"Ah, ok...", ele concordou, "E quando você fala que fica do jeito que tá... é assim como agora? Ou...?"
"O quê?"
Ele riu, "Não, digo, do jeito que tá pode ser vestida assim como agora... ou pelada, né?"
Eu ri pra valer, não esperava por essa. Enquanto ria, deixei a mão no braço dele por um segundo, "Hahaha... não, assim como agora, eu..."
"Bom, você tá na sua casa, né? Pode ficar como quiser.", ele falou me olhando.
"É, sei lá... às vezes sim, que sei eu. Quando faz calor assim e tô sozinha, pode ser."
"E seu namorado, o que ele acha?", ele perguntou e deu um gole na água dele
"De quê?"
"De você às vezes ficar aqui... 'do jeito que tá'", ele falou e fez aspas com os dedos no ar. Eu sorri pra ele, "Hahaha, não. Ele não sabe. Não conto essas coisas pra ele. Não falo tudo", falei com um tom doce.
"Ah, bom. Ele tá perdendo muito, então...", ele sorriu pra mim.
"É, né... sabe como é...", tomei um pouco de água e olhei pra ele, "Sim... Ele não tá, óbvio que ele tá perdendo."
Ela me olhou por um instante e terminou o copo d'água, me agradecendo de novo e me devolvendo. "Bom... então vou seguir viagem... Trinidad, né?"
"Sim, Trini...", eu sorri pra ele.
"Prazer. Fico feliz que deu pra resolver...", ele disse e pegou a mochila. Eu fiquei desesperada sem saber o que falar pra ele ficar. Soltei de novo a primeira coisa que veio na cabeça.
"Ah... tem outra visita pra fazer?"
"Sim, em Merlo... é uma viagenzinha...", ele reclamou.
"Uh... que merda. E...", eu engoli seco sem ele ver, era agora ou nunca, "E... v-você não pode chegar tarde, né?"
"É... a gente tenta não deixar os outros esperando", ele falou sem olhar.
"Eh, mas às vezes acontece...", eu sorri.
Ele riu, "Sim... toda hora, na real, por um motivo ou outro... mesmo sem querer..."
Não tava pegando, eu tava me desesperando por dentro e tinha que falar algo logo. Mas logo. Não dava mais pra ser muito educada.
"Uh... ehhh... calma aí...", eu sorri e apoiei a mão suave no braço dele.
"Hm?", ele me olhou.
"Ehhh... não quer ficar um pouquinho?"
"Aqui?", ele estranhou.
"Sim, claro... Comigo. Me faz um pouco de companhia... senão fico sozinha aqui...", eu sorri e me aproximei um pouco mais.
"Ehhh...", vi que ele me olhou e meio que duvidava se isso tava mesmo acontecendo, "Mas... sei lá, tô trabalhando..."
Eu ri, "Dá lá, um pouquinho... quem vai te controlar? Tão te vigiando pelo celular?"
Ele sorriu, "Não..."
"Então vai! Vai, por favor fica um tempinho... a gente bate um papo. Senão eu fico entediada sozinha aqui..."
Ele me olhou e sorriu, "Beleza... só um pouquinho. Depois juro que tenho que seguir viagem."
Pronto. Eu senti que já era e meio que relaxei muito mais por dentro. As borboletas no estômago foram embora, quase toda a ansiedade, tudo isso. De repente, como uma revelação, percebi que meu problema era não saber o que falar, o que fazer, a incerteza... mas assim que me davam abertura, ou a situação se resolvia, eu já me sentia melhor. Muito melhor.
Eu sorri e apertei um pouco o braço dele, "Ai, Ótimo. Fico feliz… se você soubesse como eu me entedio aqui…”
“Imagino…”, ele sorriu.
“Ah… senta, senta, relaxa, fica à vontade… como se estivesse na sua casa…”, falei e apontei pro sofá. Ele foi e sentou, eu só acompanhei, de pé na frente dele, “Quer mais água? Outro copinho? Te trago…”
“É… bom, se você também beber…”
“Foda-se a água ou o que você quiser…”, sorri docemente, “Tenho coca…”
“Não, água tá bom… obrigado…”, ele sorriu e eu fui de novo pra cozinha. Ao sair, vi pelo reflexo na tela apagada da TV que ele tava de olho na minha bunda. Me ajeitei um pouco enquanto tava na cozinha servindo os copos, tentei me acalmar e voltei pra sala com um sorriso, sentando do lado dele no sofá e passando a água.
“Eu… e seu namorado, como é que fica?”, ele disse depois de tomar um gole.
“Hmm? Como é que fica o quê?”, respondi.
“Não, tô dizendo, ele não tá… te deixa sozinha…”
“É, ele trabalha.”
“Ah, sim, claro…”, ele concordou sem tirar os olhos de mim, “Sério que você se entedia muito aqui?”
“É… vejo TV às vezes, mas nunca tem nada que eu queira ver. Ou fico mexendo no computador, ou no celular… mas só isso.”, respondi olhando pra ele.
Ele me olhou e sorriu, “Coitada… imagino…”
Eu cruzei as pernas e me recostei um pouco de lado no encosto do sofá, encarando ele mais confortável, “É, mas é assim. Tudo bem ele trabalhar, sem problema, mas é… fico sozinha aqui…”
“Por isso que te faz bem um pouco de companhia, né?”, ele sorriu.
Eu sorri de volta e coloquei a mão de novo no braço dele, “Siiim… obrigada por ficar um tempinho. Você não sabe como me faz bem estar assim, conversando, com alguém.”
“E você não sente falta dele?”, ele perguntou.
“Do meu namorado?”, ele me olhou e concordou, “Não, ele volta toda noite, como vou sentir falta…”
“Não, linda… tô perguntando se você não sente falta dele durante o dia… se às vezes você tem vontade de estar com ele, ou com alguém… você me entende…”, ele fez uma carinha.
Eu ri, “Ah! Ah, ok, você tá dizendo… estar com alguém… assim íntimo, ok…”, ele concordou. e eu passei a mão no cabelo dela, afastando devagar uma das minhas mechas longas do rosto, "E... ssssim... a verdade é que às vezes sim."
Ele sorriu e continuou brincando com uma das minhas mechas, eu deixava, mas por dentro tava morrendo. Tava adorando como tudo tava rolando.
"E o que você faz quando sente falta dele assim?", ele perguntou me olhando nos olhos.
Eu mantive o olhar, "Sei lá... nada?"
"Como assim nada?"
"Nada, não sei... do que cê tá falando?"
"Não, tipo, você não se alivia?", ele sorriu.
Eu ri alto e fiz uma cara de vergonha, "Ai... olha a pergunta que cê faz! Kkkk..."
"Não, é pergunta séria... somos adultos, né?"
"Ai, meu Deus...", suspirei e olhei pra ele, tomando um gole da minha água, "Sim, claro que às vezes me alivio. Como todo mundo, né?"
"Hum-hum..."
"E você?", perguntei, "Tem namorada e tal?"
Ele assentiu, "Sim, tenho... moramos juntos também."
"Ah, que legal... e sente falta dela também?"
"Às vezes sim, às vezes não... se tô bem acompanhado, não...", ele riu e passou o dedo de leve na minha bochecha.
"E... quando cê sente falta dela, o que faz? Como se alivia?", perguntei.
"Ah... do jeito que dá. Quando dá...", ele sorriu.
A gente se olhou por um tempo, sentados no sofá, enquanto ele continuava acariciando de leve minha bochecha e mandíbula, e eu deixava. Tomando minha aguinha, mas sem tirar os olhos um do outro.
"Trinidad...", ele falou finalmente, meio baixinho, "Juro que daqui a pouco tenho que ir, sério... mas... você precisa de um alívio?", ele sorriu.
Eu olhei pra ele e engoli seco, a verdade é que toda a conversa e como tudo foi rolando me deixaram mais do que tesuda. Respondi no mesmo tom baixinho, igualmente íntimo, "Ah... pode ser... e você?"
"Eu sim...", ele disse firme.
"Então tá...", só sussurrei e sorri.
Ele também sorriu, e sem dizer nada, a gente aproximou os rostos e começou a se beijar. Devagar. Foi lindo. Me deixou ainda mais molhada. Deixamos os copos de água na mesinha do lado do sofá e nos apertamos de novo, mais forte. Mais fundo, mais apaixonado. Quando senti a língua dele entrar na minha boca, um arrepio de prazer me percorreu, e quando senti ele abraçar meu corpinho pra me apertar contra o dele, e uma das mãos dele começou a massagear minha bunda, não consegui evitar gemer de prazer na boca dele.
Ficamos assim nos beijando por um tempão lindo que me relaxou pra caralho, até que senti ele pegar minha mão e levar em cima do volume que já tava ali debaixo da calça dele, pra eu sentir. Eu gemi e apertei ele, enquanto sentia ele desabotoar meu shortinho.
“Ai… levanta…”, falei. Eu já não aguentava mais de tesão. A gente se levantou sem parar de se acariciar e eu me ajoelhei na frente dele, sorrindo e desabotoando a calça dele. Ele tirou a camisa que tava usando e vi que tinha bastante pelo no peito e em outros lugares, o que me deixou ainda mais molhada. Adorava homens assim e o pobre do Ari quase não tinha pelo, só na cabeça e nos genitais.
“Primeiro eu te alivio, tá?”, sorri pra ele e abaixei a cueca dele, deixando a rola sair pro ar. A verdade é que gostei de ver, era bonita. Do puro tesão que tava, não queria esperar mais. Puxei o top da bikini um pouquinho porque já tava com os mamilos duríssimos e tava me incomodando. Sorrindo um pro outro e nos olhando, peguei a rola dele e comecei a chupar. Gostoso, devagar, aproveitando. O gosto, o cheiro, a textura daquela pele e aquela dureza na minha boca. Não acreditava que tava fazendo aquilo com outro homem, um estranho, alguém que tinha conhecido meia hora atrás, mas como me excitava e me dava tesão fazer aquilo. Quando ouvi ele gemer baixinho pelo prazer que minha boca e minha língua tavam dando, e quando senti ela enrijecer um pouco mais dentro da minha boca, eu já tava morta. De tanto ficar com o Ari, quase tinha esquecido, mas… como eu adorava chupar paus. E ainda mais paus de homens assim.
Nós dois ficamos nos curtindo assim, eu com a boca nele e ele no meu tesão, por um tempinho até que ele se sentou de novo e eu continuei. Continuei com aquela pica na minha boca. Não queria soltar, amava tudo que estava sentindo, tudo que estava fazendo aquele desconhecido sentir.
Enquanto eu brincava e lambia, descansando um pouco, sorri pra ele e perguntei: "Assim que você gosta, hmm?" Ele concordou com a cabeça, me olhando docemente. "Assim que te alivia?"
"Sim, gostosa... e você se alivia?", ele riu e acariciou meu cabelo.
"... eu amo...", falei enquanto continuava lambendo.
"Você vai se aliviar mais quando sentir ela bem dentro, se quiser...", ele sorriu safado.
Eu ri de forma brincalhona e coloquei de novo na boca, aproveitando ao máximo enquanto nos olhávamos, nossos olhos cheios de paixão e tesão. A única coisa que se ouvia era o silêncio da tarde, quebrado só pelos nossos gemidos suaves e pelos barulhos babados daquela pica linda, dura, entrando e saindo da minha boca faminta.
Mas logo o cara não aguentou mais minhas atenções. Eu queria ficar ali a tarde toda, a vida toda, chupando aquela pica… mas ele soltou um grunhido baixinho e se levantou, me pegando suavemente pelo braço e me virando no sofá: “Uffff… não aguento mais, gostosa… vira…”
Fiz o que ele pediu e me ajoelhei no sofá, arqueando um pouco as costas e oferecendo minha cintura bem no ar. Quando ele viu assim, riu e elogiou, massageando um pouco minha bunda com as mãos. Meu shortinho já tinha caído aos pés do sofá fazia um tempão, mas eu ainda estava de calcinha fio dental. Logo senti ele puxar e tirar, e então, sem dizer nada, senti o rosto dele entre minhas pernas, os lábios e a língua provando e saboreando minha buceta. Amei a sensação, não esperava por isso. Tava ficando gostoso quando senti ele se afastar e ficar atrás de mim, esfregando a ponta da pica na minha buceta molhada. Não tive tempo de reclamar ou falar nada, quando senti ele me segurar e deslizar pra dentro, soltando um gemido rouco e lindo de prazer. Que eu logo acompanhei com o meu. Eu já tava tão molhada que não custou nada pra nenhum de nós dois. Me sentir penetrada assim, por outro homem, por um estranho, me deixou completamente louca de tesão. A sensação de outra pica que não a do meu namorado dentro de mim era o máximo, nunca tinha me sentido assim antes.
O cara não perdeu tempo e, me segurando pela raba, começou a meter. Não muito forte, por sorte, mas gostoso e firme pra eu sentir. E olha que eu sentia mesmo. Nós dois estávamos nos curtindo de um jeito lindo, e meus gemidos de cachorra sendo comida eram testemunhas verdadeiras do prazer que ele tava me dando.
Ele me arrancou um orgasmo lindo assim, me comendo daquele jeito. Eu tava tão tesuda que não aguentei quase nada, e aquele orgasmo foi maravilhoso. Suave, doce e profundo, como há muito tempo eu não tinha. A pica do pobre do Ari, é uma merda falar isso mas é verdade, nunca nem de longe me comeu assim, nem me fez sentir assim. Assim de mulher, de comida e satisfeita.
Quando o cara sentiu que eu gozei, ele diminuiu o ritmo e me deixou aproveitar, me acariciando e me penetrando devagar, isso me deixou louca. Senti ele sair e ele falou: "Vem, gostosa, senta...". Ele sentou no sofá com a pica ainda dura e eu montei em cima, como ele tinha pedido. Na hora, tateei com a mão, achei a pica dele e guiei de novo pra minha buceta, que ainda tava com fome. Devagarinho, me deixei cair e senti ela me abrir e entrar de novo, me alargar tão docemente. E, naquela posição, me encher tanto, quase até o fundo.
Não aguentei e comecei a me comer sozinha naquela pica linda e dura. Subindo e descendo meu corpo, arqueando a cintura, metendo e tirando ela de mim, esfregando meu clitóris naquele pau estranho e novo que eu tinha debaixo. Que sensação gostosa, e como ele também tava curtindo. As mãos dele percorriam meus peitinhos, minha bunda e toda minha pele. E eu tava adorando estar tão cheia da pica de um desconhecido, igual uma puta, igual uma cadela no cio. Nunca na minha vida eu tinha me sentido tão, mas tão puta.
Foi uma pena, mas não consegui ficar muito mais tempo assim. Eu tava adorando pra caralho, mas o cara já tava perto de gozar. Ele rosnou, reclamou um pouco e, sem dizer nada, me pegou pela cintura e se levantou, me levantando junto com ele. Não fez o menor esforço pra me carregar daquele jeito, com meu corpinho magro e leve. Me deitou de barriga pra cima no sofá, abriu minhas pernas e guiou o pau de novo pra dentro da minha buceta.
Dessa vez ele meteu com força e começou a me comer mais duro e rápido, claramente precisava gozar, já não aguentava mais. Eu queria falar alguma coisa, pedir pra ele se cuidar, pra não gozar dentro, mas a sensação era tão gostosa que eu só conseguia olhar pra ele e continuar gemendo.
Ele me meteu com força e rapidez assim, enfiando fundo na minha pobrezinha buceta até as bolas, que eu sentia batendo de leve na minha raba, uma vez e outra. Rápido e forte. Não sei como consegui falar, entre meus gemidos.
“Ai! Aiiii… não… p-para….aaaahhhh….”
Ele bufou e rosnou pra mim: “Não… não consigo, gostosa… como você é lindaaaa… aaaaahhhh!”, disse soltando um urro final e uma enfiada de pau que me fez ver estrelas de prazer. E a gente gozou junto, meu corpinho tremendo enquanto eu sentia o pau dele cuspindo docemente o leite dentro de mim. Só uns segundos, até ele perceber ou sei lá o quê e tirar, batendo uma punheta forte e me salpicando a barriga e os lábios da buceta com o esperma quente. Eu tinha certeza que sentia que uma parte, as primeiras pulsadas tinham escapado pra dentro e pronto, já não dava mais pra fazer nada… mas a sensação e a visão de toda aquela porra que ele tava deixando na minha pele me encantou.
Eu só consegui ficar ali, de pernas abertas, toda manchada do esperma e do amor dele, olhando pra ele e sorrindo entre meus gemidinhos suaves.
Que sensação gostosa e como esse cara me comeu bem! Nunca esperava algo assim, de uma situação tão louca, desse jogo que no começo achei idiota e perigoso, mas do qual agora eu já era completamente viciada. Não tinha mais volta. Queria mais disso, dessa sensação, de me sentir tão desejada, tão comida. Não precisava mais que um namorado me fizesse amor, todo fofo e doce. Aquilo era bom, sim. Era legal. Mas o que eu queria agora e já tinha provado era um macho bom me comendo. Assim gostoso, assim forte, assim sujo.
A gente se deu mais uns beijos e eu fui rápido me limpar no banheiro. Verdade que tinha ficado uma bagunça gostosa entre minhas perninhas, mas eu amava. Quando voltei, a gente se sorriu, trocamos mais uns beijinhos e nos vestimos de novo. Dei outro copo d'água pra ele e nos despedimos, agradecendo um ao outro pelo momento bom que a gente tinha passado.
Assim que ele foi embora e eu voltei pra dentro de casa, fui pro meu quarto e me joguei na cama, um pouco exausta, mas ainda com a adrenalina de tudo que tinha rolado correndo pelo corpo. Peguei meu celular e, com um sorriso, escrevi rápido pra Roxy.2 a 1, filha da puta, chupa essa porra… kkkkkkk!Não passaram nem 20 segundos e o celular começou a vibrar com a ligação da Roxy. Eu ri sozinha e atendi. Ela nem falou "oi".Me conta tudo!!!! AGORA!, ela riu.
Eu também ri, suspirei, fiquei olhando pro teto deitada na cama e comecei a falar com minha amiga.
Mas pelo menos, se eu tinha que tirar algo de bom, era que a Roxy também não tinha aumentado o placar. Ela ficou naqueles dois do começo e nada mais. Fiquei pensando que pra ela era muito mais fácil porque morava num apartamento. Eu num sobrado. Ela devia ter uns trinta e poucos vizinhos; no sobrado morávamos, contando eu, o Ariel e mais uns, seis no total. E meus vizinhos não iam tocar a campainha da rua. Não sei se valia se algum vizinho ou vizinha viesse e batesse na porta por algum motivo, mas aí eu morreria de vergonha de querer fazer alguma coisa com alguém que eu conhecia. Tinha que perguntar pra Roxy se valia. Aposto que ela ia dizer que sim, já que as duas conquistas dela não foram gente que tocou a campainha "da rua".
Algo é algo. Eu tava perdendo, sim, mas pelo menos a vantagem tinha ficado ali. Fixa. Vocês vão achar besteira, com certeza, mas a Roxy me conhece bem e sabe o quanto posso ser competitiva com essas coisas. Não importa se é jogar bolinha de gude ou dados, quero ganhar. Tá perdendo e ainda por cima tão rápido me deixava mal. Eu continuava firme na minha rotina de me arrumar, ficar gostosa e sexy depois que o Ariel ia trabalhar, e ficar assim até a tarde, mais ou menos até um pouco antes dele voltar. Não queria perder tempo me preparando se alguém tocasse a campainha, queria já estar pronta.
Foi na terça-feira que recebi uma mensagem que gelou meu sangue, juro, e comecei a sentir um frio na barriga do nada. Por sorte não era da Roxy, me dizendo que Tinha feito outro gol, não. Era um WhatsApp do Ariel.amor, me ligaram da TV a cabo, confirmei pra ir alguém na quinta-feira fazer a visita técnica, pra ver se arrumam ou trocam aquele deco.Eu entrei em pânico. Medo de palco, sei lá. Meu estômago borbulhava. Alguém ia chegar, iam tocar a campainha. O cara do cabo. Mais clássico e patético de pornô barato não podia ser.Beleza, ok. Tem que pagar alguma coisa?"
"Não, nada, eles arrumam ou trocam e pronto."
"Ok, valeu, beijo.Na hora comecei a mandar mensagem pra Roxy. Não sabia se valia a pena ou não. A idiota não me respondia e me deixou ainda mais nervosa. Aí liguei direto pra ela e expliquei.Para aí, boluda, devagar que não entendi...“Vai logo…”É que eu tô cozinhando...Eu suspirei: “Na quinta-feira vão vir do cabo pra arrumar o deco. Ou trocar, sei lá. Vai vir um cara, Ro.”
Ouvi ela rir,Ah, tá, legal. Você vai ficar de 1-2….Mas para aí, valeu?", perguntei pra ela.Claro que vale. Por que não?E por que a gente chama ele de…Pará, foi você quem chamou ele?Não… Ariel ligou pra TV a cabo pra reclamar, falaram que iam mand…", ela não me deixou terminar.Então tá. Você não ligou pra ele, Trini. Foi ele quem ligou. Que se foda!Mas, Ro…Não seja cagona, você quer sim!, ela riu,Acha que não te conheço, meu bem? Tô te falando que vale a pena e é melhor você aproveitar… senão daqui a pouco eu fico 3-0 na frente, hahaha…Ai, Ro… não sei…De que você tem medo?ela me perguntou.
Eu fiquei sem reação. Não sabia o que dizer pra ela. Tava com medo de tanta coisa. E nervosa com outras tantas. Fiquei pensando enquanto ouvia ela cozinhar pelo telefone.
“Sei lá… que ele faça alguma coisa comigo. Alguma coisa ruim, digo.”Não vai rolar, fica de boa...E quem sabe se não vai rolar? Você não sabe quem vem… eu também não…Não, não sei, mas sei que com certeza vai ser um cara que tá trampando, bucetuda. Ele não vai se arriscar a fazer algo ruim contigo e tu denunciar ele, ele ir pra cadeia e perder o trampo...Ele me disse. Tinha um pouco de razão.
“É, mas…”Dar em cima dele e terminar transando, isso eu garanto que vai rolar. Homem é homem, Trini. Acha que ele vai perder essa? Acha que vai deixar passar uma deusa como você que se entrega de bandeja? Mas ele não vai se arriscar a fazer nada contigo, pode acreditar.ele disse.
“Ai e se for feio? E se eu não gostar?”Você aguenta e faz do mesmo jeito. Meu amor, no seu lugar eu parava de ficar arrumando desculpa pra querer se livrar de tudo toda hora e me preocupava mais em ficar gostosa e em ir pensando como fazer ele entrar...ele disse.
Eu suspirei, “Bom…”Como fazer ele entrar entre as suas pernas, digo. Não como fazer ele entrar na sua casa, ela riu.
"É, sua burra, já sei… ufff…Vamos ver se você é um pouquinho mais otimista, Trini. Para de perder tempo e se prepara. Você entra em campo, minha gostosa!Já sei...Que sorte que você tem… caiu essa pra você. Eu, se soubesse como e quando vai rolar, ficaria super feliz. Em vez de ficar esperando o tempo todo, né? Não te mata a ansiedade?Sim, me destrói por dentro, Ro...Eu também. Mas quando chegar a hora… mmm… você vai adorar. Relaxa, se solta e vai ver… confia na sua amiga, sua idiota.“Tá bom…”Ah, e depois me avisa na hora, ok? Olha que tu tem que declarar o gol na mesma hora, senão não vale...Sim, vai nessa… bom, te ligo qualquer hora.Sim, óbvio.Terminei com a Roxy e, feito uma idiota, de puro nervoso, comecei a fuçar no meu armário pra ver o que eu podia vestir. Faltavam dois dias e eu já tava fazendo isso. Precisava me acalmar um pouco e deixar as coisas fluírem. A Roxy tava certa, como (quase) sempre. Eu tava muito pilhada com essa história toda. Tinha que relaxar e deixar rolar. Era o melhor jeito. Além do mais, de novo, faltavam dois dias... talvez alguém tocasse a campainha agora, já, em cinco minutos. E aí? Não era só a visita do técnico da TV a cabo na quinta, o jogo continuava agora. O jogo tava rolando naquele exato momento.
Os dois dias, no entanto, passaram como sempre, sem novidade em casa. Ninguém tocou a campainha. Chegou a quinta do encontro e eu comecei o dia mentalmente preparada, pelo menos era o que eu achava. Levantei como sempre, fiz o café da manhã pra mim e pro Ari como sempre, papeamos um pouco, dei um beijo nele e ele foi trabalhar.
Eu fui tranquila pro quarto e me despi, procurando o que vestir que fosse chamativo e sexy. Depois de dar umas boas voltas, no final escolhi um shortinho jeans bem justinho, que marcava bem a raba, e um top de biquíni vermelhinho. Era verão, tava calor e não era nada fora do comum, mas pela cor e por ser tão pequenininho, eu gostava e chamava muita atenção. Ia receber o cara assim, e que acontecesse o que tivesse que acontecer. Se ele não me desse bola com isso, eu não sabia mais o que fazer.
Também passei a manhã toda pensando e repensando o que dizer pra ele e como abordar, caso ele não fizesse isso. Talvez bastasse com olhares, algum toque ou carícia, algum comentário pra quebrar o gelo, não sabia. Ou talvez eu tivesse que ser mais decidida, mais puta, e confiar que não ia espantar o cara. A Roxy teria morrido de rir se tivesse me ouvido. "Imagina se o cara vai se espantar, que idiota...", ela teria dito.
Almocei bem pouco, porque de nervoso meu estômago tava meio fechado, e depois tentei relaxar com música ou no computador, com alguma coisa. Enquanto esperava, ficava de olho no relógio do celular toda hora. Finalmente, lá pelas 2 da tarde, bem antes do horário que tinham dito, chegou um WhatsApp de um número que eu não conhecia. Era o técnico, avisando que tava a caminho e pedindo pra confirmar se tinha alguém no local. Respondi que sim, que viesse que eu tava.
E aí me pegou de novo aquele frio na barriga. Levantava, sentava, não sabia o que fazer. Minhas mãos suavam. Bateu um medo tão grande de repente que comecei a torcer pra que o cara, ao chegar, me avisasse pelo WhatsApp que tava lá fora, assim "tecnicamente" ele não precisava tocar a campainha e eu não precisava fazer nada. A esse nível de nervosinha besta eu tinha chegado. Verdade, não tava passando bem.
Tava vidrada nos meus nervos, andando pra lá e pra cá, bebendo água, qualquer coisa, quando o berro da campainha da rua tocou em casa e um arrepio percorreu meu corpo. E me deu aquela pele de galinha. Já era. Não tinha volta. A única volta era desistir, não fazer nada e ficar de otária com a Roxy.
Respirei fundo, enchi o peito, atendi o interfone dizendo que já ia. Me olhei uma última vez no espelho, ajeitando uns detalhes, e fui abrir pro cara.
Eu esperava o pior, sinceramente. Os medos inconscientes da gente são terríveis, mas assim que vi ele, me acalmei um pouco. Não era um cara horrível. Também não era um gato. Um cara normal, uns 35 anos, por aí. Assim que me viu abrindo o portão da rua do jeito que eu tava, os olhos dele foram direto pro meu top de biquíni, mas ele se recompor na hora e a gente se cumprimentou educadamente. Guiei ele até nosso sobrado pelo corredor comprido, conversando sobre nada, e tinha certeza que o cara tava de olho na minha raba, bem marcada no meu short jeans. Quando entramos, fiz ele passar, ele foi até onde tava a TV e o decodificador, e eu fiquei por perto olhando. Perguntei se precisava de algo e ele disse que não, que ia fazer umas medições. e que qualquer coisa me dizia.
Tentando fingir que não tava nervosa, me sentei meio deitada no sofá enquanto fazia que tava mexendo no celular, mas ficava de olho no cara e no que ele fazia. Ele não me parecia feio, não. Era meio corpulento, sim, mas nada desagradável. Tinha uma voz simpática também. Senti uns friozinhos na barriga… e pra ser totalmente sincera, um pouco mais pra baixo também… quando percebi o cara umas duas vezes me olhando no reflexo da tela da TV desligada.
Ele deve ter ficado uns dez ou quinze minutos assim trabalhando, medindo as coisas com as ferramentas que trouxe, enquanto de vez em quando a gente trocava umas palavras. Besteiras, tipo como a casa era bonita, a área tranquila… nada demais. Finalmente, ele se posicionou do lado da TV e começou a passar os canais: “Vamos ver… acho que já tá pronto.”
Eu me aproximei, peguei o controle e também comecei a passar. A verdade é que ele tinha arrumado tudo perfeito.
“Ah, sim, que bom, acho que tá funcionando…”, falei.
Ele sorriu e começou a guardar as ferramentas ali do meu lado: “É, o sinal não tava chegando depois do 200… tinha uma perda, mas já resolveu. Testa aí acima do 200…”
Fiz o que ele disse e tava perfeito. Me virei e dei um sorrisão pra ele: “É, show de bola, muito obrigada.”
“Qualquer coisa se der problema de novo, é só ligar e avisar, mas acho que não. Vai funcionar bem”, ele devolveu o sorriso.
“Beleza, então…”, eu continuei sorrindo. Já via que o cara tinha quase guardado tudo e não sabia o que fazer, ou o que dizer. Mandei a primeira coisa que veio na cabeça: “Ah… não quer um copo d’água ou algo? Me desculpa, não te ofereci…”
“Ah… bom, agradeço. Se não for incômodo…”
Eu dei um sorrisão enorme e fiz olhinhos pra ele: “Ah, por favor, imagina… já vou pegar…”, falei e fui pra cozinha, me certificando bem, mas bem mesmo, de rebolar a bunda que tava apertada no meu shortinho, pra ele ver.
Voltei com dois copos d’água e entreguei pra ele. Um, ele me agradeceu e ficou ali, tomando um pouco e a gente se olhou um instante.
"Valeu", ele falou, "Com esse calor que tá fazendo..."
"Hum, sim. Tá terrível, né?", perguntei, "Lá fora, digo, no sol e tal..."
"Sim, tá forte. Por sorte isso aqui é um sobrado e não peguei terraço...", ele sorriu.
Eu também ri, "Nada, pode levar..."
"Já tô acostumado com essas coisas, mas dias como hoje fodem com você do mesmo jeito."
Vi ele tomar mais um pouco de água e me olhar. Parece que finalmente se animou a se jogar, porque ficou me encarando um pouquinho, só uns segundos, e balançou a cabeça, "Vejo que você tá pronta pra piscina..."
Eu ri, "Não, aqui não tem piscina. Adoraria, mas não. Eu sempre fico assim aqui. Quando faz calor desse jeito...", falei e passei a mão no cabelo comprido enquanto tomava um gole da minha água.
"E não liga o ar?"
"Ufa, não. Odeio ar condicionado. Prefiro ventilador ou... nada, do jeito que tá". Mentira deslavada. Amo ar condicionado. Se dependesse de mim, viveria debaixo do ar ligado 24 horas por dia, mas o Ari não quer. "Meu namorado gosta de ar, eu não."
"Ah, ok...", ele concordou, "E quando você fala que fica do jeito que tá... é assim como agora? Ou...?"
"O quê?"
Ele riu, "Não, digo, do jeito que tá pode ser vestida assim como agora... ou pelada, né?"
Eu ri pra valer, não esperava por essa. Enquanto ria, deixei a mão no braço dele por um segundo, "Hahaha... não, assim como agora, eu..."
"Bom, você tá na sua casa, né? Pode ficar como quiser.", ele falou me olhando.
"É, sei lá... às vezes sim, que sei eu. Quando faz calor assim e tô sozinha, pode ser."
"E seu namorado, o que ele acha?", ele perguntou e deu um gole na água dele
"De quê?"
"De você às vezes ficar aqui... 'do jeito que tá'", ele falou e fez aspas com os dedos no ar. Eu sorri pra ele, "Hahaha, não. Ele não sabe. Não conto essas coisas pra ele. Não falo tudo", falei com um tom doce.
"Ah, bom. Ele tá perdendo muito, então...", ele sorriu pra mim.
"É, né... sabe como é...", tomei um pouco de água e olhei pra ele, "Sim... Ele não tá, óbvio que ele tá perdendo."
Ela me olhou por um instante e terminou o copo d'água, me agradecendo de novo e me devolvendo. "Bom... então vou seguir viagem... Trinidad, né?"
"Sim, Trini...", eu sorri pra ele.
"Prazer. Fico feliz que deu pra resolver...", ele disse e pegou a mochila. Eu fiquei desesperada sem saber o que falar pra ele ficar. Soltei de novo a primeira coisa que veio na cabeça.
"Ah... tem outra visita pra fazer?"
"Sim, em Merlo... é uma viagenzinha...", ele reclamou.
"Uh... que merda. E...", eu engoli seco sem ele ver, era agora ou nunca, "E... v-você não pode chegar tarde, né?"
"É... a gente tenta não deixar os outros esperando", ele falou sem olhar.
"Eh, mas às vezes acontece...", eu sorri.
Ele riu, "Sim... toda hora, na real, por um motivo ou outro... mesmo sem querer..."
Não tava pegando, eu tava me desesperando por dentro e tinha que falar algo logo. Mas logo. Não dava mais pra ser muito educada.
"Uh... ehhh... calma aí...", eu sorri e apoiei a mão suave no braço dele.
"Hm?", ele me olhou.
"Ehhh... não quer ficar um pouquinho?"
"Aqui?", ele estranhou.
"Sim, claro... Comigo. Me faz um pouco de companhia... senão fico sozinha aqui...", eu sorri e me aproximei um pouco mais.
"Ehhh...", vi que ele me olhou e meio que duvidava se isso tava mesmo acontecendo, "Mas... sei lá, tô trabalhando..."
Eu ri, "Dá lá, um pouquinho... quem vai te controlar? Tão te vigiando pelo celular?"
Ele sorriu, "Não..."
"Então vai! Vai, por favor fica um tempinho... a gente bate um papo. Senão eu fico entediada sozinha aqui..."
Ele me olhou e sorriu, "Beleza... só um pouquinho. Depois juro que tenho que seguir viagem."
Pronto. Eu senti que já era e meio que relaxei muito mais por dentro. As borboletas no estômago foram embora, quase toda a ansiedade, tudo isso. De repente, como uma revelação, percebi que meu problema era não saber o que falar, o que fazer, a incerteza... mas assim que me davam abertura, ou a situação se resolvia, eu já me sentia melhor. Muito melhor.
Eu sorri e apertei um pouco o braço dele, "Ai, Ótimo. Fico feliz… se você soubesse como eu me entedio aqui…”
“Imagino…”, ele sorriu.
“Ah… senta, senta, relaxa, fica à vontade… como se estivesse na sua casa…”, falei e apontei pro sofá. Ele foi e sentou, eu só acompanhei, de pé na frente dele, “Quer mais água? Outro copinho? Te trago…”
“É… bom, se você também beber…”
“Foda-se a água ou o que você quiser…”, sorri docemente, “Tenho coca…”
“Não, água tá bom… obrigado…”, ele sorriu e eu fui de novo pra cozinha. Ao sair, vi pelo reflexo na tela apagada da TV que ele tava de olho na minha bunda. Me ajeitei um pouco enquanto tava na cozinha servindo os copos, tentei me acalmar e voltei pra sala com um sorriso, sentando do lado dele no sofá e passando a água.
“Eu… e seu namorado, como é que fica?”, ele disse depois de tomar um gole.
“Hmm? Como é que fica o quê?”, respondi.
“Não, tô dizendo, ele não tá… te deixa sozinha…”
“É, ele trabalha.”
“Ah, sim, claro…”, ele concordou sem tirar os olhos de mim, “Sério que você se entedia muito aqui?”
“É… vejo TV às vezes, mas nunca tem nada que eu queira ver. Ou fico mexendo no computador, ou no celular… mas só isso.”, respondi olhando pra ele.
Ele me olhou e sorriu, “Coitada… imagino…”
Eu cruzei as pernas e me recostei um pouco de lado no encosto do sofá, encarando ele mais confortável, “É, mas é assim. Tudo bem ele trabalhar, sem problema, mas é… fico sozinha aqui…”
“Por isso que te faz bem um pouco de companhia, né?”, ele sorriu.
Eu sorri de volta e coloquei a mão de novo no braço dele, “Siiim… obrigada por ficar um tempinho. Você não sabe como me faz bem estar assim, conversando, com alguém.”
“E você não sente falta dele?”, ele perguntou.
“Do meu namorado?”, ele me olhou e concordou, “Não, ele volta toda noite, como vou sentir falta…”
“Não, linda… tô perguntando se você não sente falta dele durante o dia… se às vezes você tem vontade de estar com ele, ou com alguém… você me entende…”, ele fez uma carinha.
Eu ri, “Ah! Ah, ok, você tá dizendo… estar com alguém… assim íntimo, ok…”, ele concordou. e eu passei a mão no cabelo dela, afastando devagar uma das minhas mechas longas do rosto, "E... ssssim... a verdade é que às vezes sim."
Ele sorriu e continuou brincando com uma das minhas mechas, eu deixava, mas por dentro tava morrendo. Tava adorando como tudo tava rolando.
"E o que você faz quando sente falta dele assim?", ele perguntou me olhando nos olhos.
Eu mantive o olhar, "Sei lá... nada?"
"Como assim nada?"
"Nada, não sei... do que cê tá falando?"
"Não, tipo, você não se alivia?", ele sorriu.
Eu ri alto e fiz uma cara de vergonha, "Ai... olha a pergunta que cê faz! Kkkk..."
"Não, é pergunta séria... somos adultos, né?"
"Ai, meu Deus...", suspirei e olhei pra ele, tomando um gole da minha água, "Sim, claro que às vezes me alivio. Como todo mundo, né?"
"Hum-hum..."
"E você?", perguntei, "Tem namorada e tal?"
Ele assentiu, "Sim, tenho... moramos juntos também."
"Ah, que legal... e sente falta dela também?"
"Às vezes sim, às vezes não... se tô bem acompanhado, não...", ele riu e passou o dedo de leve na minha bochecha.
"E... quando cê sente falta dela, o que faz? Como se alivia?", perguntei.
"Ah... do jeito que dá. Quando dá...", ele sorriu.
A gente se olhou por um tempo, sentados no sofá, enquanto ele continuava acariciando de leve minha bochecha e mandíbula, e eu deixava. Tomando minha aguinha, mas sem tirar os olhos um do outro.
"Trinidad...", ele falou finalmente, meio baixinho, "Juro que daqui a pouco tenho que ir, sério... mas... você precisa de um alívio?", ele sorriu.
Eu olhei pra ele e engoli seco, a verdade é que toda a conversa e como tudo foi rolando me deixaram mais do que tesuda. Respondi no mesmo tom baixinho, igualmente íntimo, "Ah... pode ser... e você?"
"Eu sim...", ele disse firme.
"Então tá...", só sussurrei e sorri.
Ele também sorriu, e sem dizer nada, a gente aproximou os rostos e começou a se beijar. Devagar. Foi lindo. Me deixou ainda mais molhada. Deixamos os copos de água na mesinha do lado do sofá e nos apertamos de novo, mais forte. Mais fundo, mais apaixonado. Quando senti a língua dele entrar na minha boca, um arrepio de prazer me percorreu, e quando senti ele abraçar meu corpinho pra me apertar contra o dele, e uma das mãos dele começou a massagear minha bunda, não consegui evitar gemer de prazer na boca dele.
Ficamos assim nos beijando por um tempão lindo que me relaxou pra caralho, até que senti ele pegar minha mão e levar em cima do volume que já tava ali debaixo da calça dele, pra eu sentir. Eu gemi e apertei ele, enquanto sentia ele desabotoar meu shortinho.
“Ai… levanta…”, falei. Eu já não aguentava mais de tesão. A gente se levantou sem parar de se acariciar e eu me ajoelhei na frente dele, sorrindo e desabotoando a calça dele. Ele tirou a camisa que tava usando e vi que tinha bastante pelo no peito e em outros lugares, o que me deixou ainda mais molhada. Adorava homens assim e o pobre do Ari quase não tinha pelo, só na cabeça e nos genitais.
“Primeiro eu te alivio, tá?”, sorri pra ele e abaixei a cueca dele, deixando a rola sair pro ar. A verdade é que gostei de ver, era bonita. Do puro tesão que tava, não queria esperar mais. Puxei o top da bikini um pouquinho porque já tava com os mamilos duríssimos e tava me incomodando. Sorrindo um pro outro e nos olhando, peguei a rola dele e comecei a chupar. Gostoso, devagar, aproveitando. O gosto, o cheiro, a textura daquela pele e aquela dureza na minha boca. Não acreditava que tava fazendo aquilo com outro homem, um estranho, alguém que tinha conhecido meia hora atrás, mas como me excitava e me dava tesão fazer aquilo. Quando ouvi ele gemer baixinho pelo prazer que minha boca e minha língua tavam dando, e quando senti ela enrijecer um pouco mais dentro da minha boca, eu já tava morta. De tanto ficar com o Ari, quase tinha esquecido, mas… como eu adorava chupar paus. E ainda mais paus de homens assim.
Nós dois ficamos nos curtindo assim, eu com a boca nele e ele no meu tesão, por um tempinho até que ele se sentou de novo e eu continuei. Continuei com aquela pica na minha boca. Não queria soltar, amava tudo que estava sentindo, tudo que estava fazendo aquele desconhecido sentir.Enquanto eu brincava e lambia, descansando um pouco, sorri pra ele e perguntei: "Assim que você gosta, hmm?" Ele concordou com a cabeça, me olhando docemente. "Assim que te alivia?"
"Sim, gostosa... e você se alivia?", ele riu e acariciou meu cabelo.
"... eu amo...", falei enquanto continuava lambendo.
"Você vai se aliviar mais quando sentir ela bem dentro, se quiser...", ele sorriu safado.
Eu ri de forma brincalhona e coloquei de novo na boca, aproveitando ao máximo enquanto nos olhávamos, nossos olhos cheios de paixão e tesão. A única coisa que se ouvia era o silêncio da tarde, quebrado só pelos nossos gemidos suaves e pelos barulhos babados daquela pica linda, dura, entrando e saindo da minha boca faminta.
Mas logo o cara não aguentou mais minhas atenções. Eu queria ficar ali a tarde toda, a vida toda, chupando aquela pica… mas ele soltou um grunhido baixinho e se levantou, me pegando suavemente pelo braço e me virando no sofá: “Uffff… não aguento mais, gostosa… vira…”Fiz o que ele pediu e me ajoelhei no sofá, arqueando um pouco as costas e oferecendo minha cintura bem no ar. Quando ele viu assim, riu e elogiou, massageando um pouco minha bunda com as mãos. Meu shortinho já tinha caído aos pés do sofá fazia um tempão, mas eu ainda estava de calcinha fio dental. Logo senti ele puxar e tirar, e então, sem dizer nada, senti o rosto dele entre minhas pernas, os lábios e a língua provando e saboreando minha buceta. Amei a sensação, não esperava por isso. Tava ficando gostoso quando senti ele se afastar e ficar atrás de mim, esfregando a ponta da pica na minha buceta molhada. Não tive tempo de reclamar ou falar nada, quando senti ele me segurar e deslizar pra dentro, soltando um gemido rouco e lindo de prazer. Que eu logo acompanhei com o meu. Eu já tava tão molhada que não custou nada pra nenhum de nós dois. Me sentir penetrada assim, por outro homem, por um estranho, me deixou completamente louca de tesão. A sensação de outra pica que não a do meu namorado dentro de mim era o máximo, nunca tinha me sentido assim antes.
O cara não perdeu tempo e, me segurando pela raba, começou a meter. Não muito forte, por sorte, mas gostoso e firme pra eu sentir. E olha que eu sentia mesmo. Nós dois estávamos nos curtindo de um jeito lindo, e meus gemidos de cachorra sendo comida eram testemunhas verdadeiras do prazer que ele tava me dando.
Ele me arrancou um orgasmo lindo assim, me comendo daquele jeito. Eu tava tão tesuda que não aguentei quase nada, e aquele orgasmo foi maravilhoso. Suave, doce e profundo, como há muito tempo eu não tinha. A pica do pobre do Ari, é uma merda falar isso mas é verdade, nunca nem de longe me comeu assim, nem me fez sentir assim. Assim de mulher, de comida e satisfeita.Quando o cara sentiu que eu gozei, ele diminuiu o ritmo e me deixou aproveitar, me acariciando e me penetrando devagar, isso me deixou louca. Senti ele sair e ele falou: "Vem, gostosa, senta...". Ele sentou no sofá com a pica ainda dura e eu montei em cima, como ele tinha pedido. Na hora, tateei com a mão, achei a pica dele e guiei de novo pra minha buceta, que ainda tava com fome. Devagarinho, me deixei cair e senti ela me abrir e entrar de novo, me alargar tão docemente. E, naquela posição, me encher tanto, quase até o fundo.
Não aguentei e comecei a me comer sozinha naquela pica linda e dura. Subindo e descendo meu corpo, arqueando a cintura, metendo e tirando ela de mim, esfregando meu clitóris naquele pau estranho e novo que eu tinha debaixo. Que sensação gostosa, e como ele também tava curtindo. As mãos dele percorriam meus peitinhos, minha bunda e toda minha pele. E eu tava adorando estar tão cheia da pica de um desconhecido, igual uma puta, igual uma cadela no cio. Nunca na minha vida eu tinha me sentido tão, mas tão puta.
Foi uma pena, mas não consegui ficar muito mais tempo assim. Eu tava adorando pra caralho, mas o cara já tava perto de gozar. Ele rosnou, reclamou um pouco e, sem dizer nada, me pegou pela cintura e se levantou, me levantando junto com ele. Não fez o menor esforço pra me carregar daquele jeito, com meu corpinho magro e leve. Me deitou de barriga pra cima no sofá, abriu minhas pernas e guiou o pau de novo pra dentro da minha buceta.Dessa vez ele meteu com força e começou a me comer mais duro e rápido, claramente precisava gozar, já não aguentava mais. Eu queria falar alguma coisa, pedir pra ele se cuidar, pra não gozar dentro, mas a sensação era tão gostosa que eu só conseguia olhar pra ele e continuar gemendo.
Ele me meteu com força e rapidez assim, enfiando fundo na minha pobrezinha buceta até as bolas, que eu sentia batendo de leve na minha raba, uma vez e outra. Rápido e forte. Não sei como consegui falar, entre meus gemidos.“Ai! Aiiii… não… p-para….aaaahhhh….”
Ele bufou e rosnou pra mim: “Não… não consigo, gostosa… como você é lindaaaa… aaaaahhhh!”, disse soltando um urro final e uma enfiada de pau que me fez ver estrelas de prazer. E a gente gozou junto, meu corpinho tremendo enquanto eu sentia o pau dele cuspindo docemente o leite dentro de mim. Só uns segundos, até ele perceber ou sei lá o quê e tirar, batendo uma punheta forte e me salpicando a barriga e os lábios da buceta com o esperma quente. Eu tinha certeza que sentia que uma parte, as primeiras pulsadas tinham escapado pra dentro e pronto, já não dava mais pra fazer nada… mas a sensação e a visão de toda aquela porra que ele tava deixando na minha pele me encantou.
Eu só consegui ficar ali, de pernas abertas, toda manchada do esperma e do amor dele, olhando pra ele e sorrindo entre meus gemidinhos suaves.
Que sensação gostosa e como esse cara me comeu bem! Nunca esperava algo assim, de uma situação tão louca, desse jogo que no começo achei idiota e perigoso, mas do qual agora eu já era completamente viciada. Não tinha mais volta. Queria mais disso, dessa sensação, de me sentir tão desejada, tão comida. Não precisava mais que um namorado me fizesse amor, todo fofo e doce. Aquilo era bom, sim. Era legal. Mas o que eu queria agora e já tinha provado era um macho bom me comendo. Assim gostoso, assim forte, assim sujo.A gente se deu mais uns beijos e eu fui rápido me limpar no banheiro. Verdade que tinha ficado uma bagunça gostosa entre minhas perninhas, mas eu amava. Quando voltei, a gente se sorriu, trocamos mais uns beijinhos e nos vestimos de novo. Dei outro copo d'água pra ele e nos despedimos, agradecendo um ao outro pelo momento bom que a gente tinha passado.
Assim que ele foi embora e eu voltei pra dentro de casa, fui pro meu quarto e me joguei na cama, um pouco exausta, mas ainda com a adrenalina de tudo que tinha rolado correndo pelo corpo. Peguei meu celular e, com um sorriso, escrevi rápido pra Roxy.2 a 1, filha da puta, chupa essa porra… kkkkkkk!Não passaram nem 20 segundos e o celular começou a vibrar com a ligação da Roxy. Eu ri sozinha e atendi. Ela nem falou "oi".Me conta tudo!!!! AGORA!, ela riu.
Eu também ri, suspirei, fiquei olhando pro teto deitada na cama e comecei a falar com minha amiga.
1 comentários - Jogo da Porta - Parte 2