Um dos atributos ou desgraças que tenho com a minha esposa é que ela é meio esquecida. E não tô falando de esquecer onde deixou as chaves ou coisas assim, mas sim que ela tem o hábito de não prestar atenção nas coisas que faz, fala ou que fazem com ela.
Uma diferença e contraste enorme comigo, que sou mais como uma memória seletiva — não chego a ser memória eidética, mas quase lá. Consigo lembrar com todos os detalhes das experiências ou conversas, e ela não: esquece quem são as pessoas envolvidas nos eventos ou simplesmente não lembra do que aconteceu. E não, não posso ficar bravo com ela por algo que ela não lembra, embora isso não mude o fato de que realmente aconteceu. Isso já nos causou problemas no relacionamento quando estávamos começando, mas hoje em dia não me afeta tanto — já dominei isso e até tiro proveito da situação.
Embora eu já esteja acostumado e adaptado, não tiro da cabeça que talvez ela brinque com a ideia de que eu acredito nisso, mas na real ela sabe muito bem o que faz. Ela lembra sim das coisas que rolaram, mas prefere se fazer de desentendida pra eu não encher o saco. Teve uma vez que ela foi viajar com uns amigos da escola. Pra aqueles lugares turísticos onde o frio é a estação do ano o ano inteiro. Eu fiz de tudo pra conseguir ir junto também, mas meus esforços foram em vão. Mesmo desconfiando, porque esses amigos com quem ela foi eram de farra, passando o tempo todo bebendo, ainda assim, quando foram, ela me garantiu que ia se controlar. No caminho, tudo normal, ela falava comigo, foi uma viagem de estrada que levou umas 8 horas (com paradas e tudo mais). Chegando no destino, como eu tava no turno do trabalho e saindo da escola, a gente mal se falava, só à noite. Postaram fotos onde todo mundo tava numa casa só, perto da lareira, jogando uns jogos. O interessante da história não é isso, mas sim quando, meses depois dessa viagem, ela me conta que naquela noite em que postaram a foto, "rolou algo mais"...
Eu, meio inquieto e cheio de incerteza, esperava o desenrolar do que ela começava a me contar (ela não disse o nome), mas que alguém, um cara, naquela noite, tentou abusar dela. Obviamente, a surpresa do que ela me dizia tomou conta de mim e comecei a fazer um monte de perguntas. Ela só conseguiu me dizer que não rolou nada, só que quando estavam num ponto da noite com muito álcool na cabeça, ela foi ao banheiro de um quarto. Esse quarto estava vazio, então ela entrou confiante e não trancou a porta. Enquanto estava no banheiro, ouviu uns passos se aproximando, então perguntou: "Quem tá aí?" Mas não teve resposta. Meio na dúvida, decidiu parar de fazer o que tava fazendo e esticou o braço pra colocar o trinco na porta do banheiro, quando de repente, bem no movimento em que ela ficou desequilibrada, o cara entra de supetão, com a calça na metade da bunda, uma mão segurando um copo de bebida perto do peito e o pau na outra mão...
Ela semi nua, fica chocada, escorrega e cai no chão do banheiro, ficando com os pés para o ar tentando empurrá-lo para trás.
Enquanto ela me conta tudo isso, só me arrepio toda e sinto um nojo percorrer meu corpo, que começa na nuca e vai até a planta dos meus pés, com o coração acelerado e quase puto comigo mesmo por não ter conseguido ir naquela viagem, ou ter tentado impedir ela. Ela continua o relato, na cabeça dela diz que o cara tava muito bêbado, então talvez nem viu que ela estava lá dentro e só foi no banheiro pra fazer as necessidades dele. Mas eu não penso igual e sinto que foi de propósito. Ela se levantou, puxou a calcinha pra cima e saiu assustada. Quando tava saindo, sentiu que ele pegou no braço dela e com o mesmo impulso os dois caíram numa cama que tava do lado de fora, ao mesmo tempo que derramou a bebida do copo na blusa dela, ele tentava tirar a blusa dela, segundo ele pra "ajudar" e evitar um resfriado; até que ela falou que não, depois de várias vezes e puxões, ele se afastou. Ela saiu daquele quarto e voltou pro grupo pra continuar a bebedeira. No dia seguinte, diz que o cara agia como se nada tivesse acontecido e ela fez vista grossa, também não falou nada nem reclamou. Eu só deixo a imaginação voar sobre como devem ter rolado os fatos e se tem algo mais... Ela termina de me contar isso e eu não aguentava a lógica tão idiota dela. Então, como qualquer um faria, perguntei quem era. Depois de muita insistência e quase chegando a briga, ela me disse de quem se tratava e o que mais me deu raiva era que ela continuava sendo amiga dele e agindo como se isso nunca tivesse acontecido.

Uma diferença e contraste enorme comigo, que sou mais como uma memória seletiva — não chego a ser memória eidética, mas quase lá. Consigo lembrar com todos os detalhes das experiências ou conversas, e ela não: esquece quem são as pessoas envolvidas nos eventos ou simplesmente não lembra do que aconteceu. E não, não posso ficar bravo com ela por algo que ela não lembra, embora isso não mude o fato de que realmente aconteceu. Isso já nos causou problemas no relacionamento quando estávamos começando, mas hoje em dia não me afeta tanto — já dominei isso e até tiro proveito da situação.
Embora eu já esteja acostumado e adaptado, não tiro da cabeça que talvez ela brinque com a ideia de que eu acredito nisso, mas na real ela sabe muito bem o que faz. Ela lembra sim das coisas que rolaram, mas prefere se fazer de desentendida pra eu não encher o saco. Teve uma vez que ela foi viajar com uns amigos da escola. Pra aqueles lugares turísticos onde o frio é a estação do ano o ano inteiro. Eu fiz de tudo pra conseguir ir junto também, mas meus esforços foram em vão. Mesmo desconfiando, porque esses amigos com quem ela foi eram de farra, passando o tempo todo bebendo, ainda assim, quando foram, ela me garantiu que ia se controlar. No caminho, tudo normal, ela falava comigo, foi uma viagem de estrada que levou umas 8 horas (com paradas e tudo mais). Chegando no destino, como eu tava no turno do trabalho e saindo da escola, a gente mal se falava, só à noite. Postaram fotos onde todo mundo tava numa casa só, perto da lareira, jogando uns jogos. O interessante da história não é isso, mas sim quando, meses depois dessa viagem, ela me conta que naquela noite em que postaram a foto, "rolou algo mais"...
Eu, meio inquieto e cheio de incerteza, esperava o desenrolar do que ela começava a me contar (ela não disse o nome), mas que alguém, um cara, naquela noite, tentou abusar dela. Obviamente, a surpresa do que ela me dizia tomou conta de mim e comecei a fazer um monte de perguntas. Ela só conseguiu me dizer que não rolou nada, só que quando estavam num ponto da noite com muito álcool na cabeça, ela foi ao banheiro de um quarto. Esse quarto estava vazio, então ela entrou confiante e não trancou a porta. Enquanto estava no banheiro, ouviu uns passos se aproximando, então perguntou: "Quem tá aí?" Mas não teve resposta. Meio na dúvida, decidiu parar de fazer o que tava fazendo e esticou o braço pra colocar o trinco na porta do banheiro, quando de repente, bem no movimento em que ela ficou desequilibrada, o cara entra de supetão, com a calça na metade da bunda, uma mão segurando um copo de bebida perto do peito e o pau na outra mão...
Ela semi nua, fica chocada, escorrega e cai no chão do banheiro, ficando com os pés para o ar tentando empurrá-lo para trás.
Enquanto ela me conta tudo isso, só me arrepio toda e sinto um nojo percorrer meu corpo, que começa na nuca e vai até a planta dos meus pés, com o coração acelerado e quase puto comigo mesmo por não ter conseguido ir naquela viagem, ou ter tentado impedir ela. Ela continua o relato, na cabeça dela diz que o cara tava muito bêbado, então talvez nem viu que ela estava lá dentro e só foi no banheiro pra fazer as necessidades dele. Mas eu não penso igual e sinto que foi de propósito. Ela se levantou, puxou a calcinha pra cima e saiu assustada. Quando tava saindo, sentiu que ele pegou no braço dela e com o mesmo impulso os dois caíram numa cama que tava do lado de fora, ao mesmo tempo que derramou a bebida do copo na blusa dela, ele tentava tirar a blusa dela, segundo ele pra "ajudar" e evitar um resfriado; até que ela falou que não, depois de várias vezes e puxões, ele se afastou. Ela saiu daquele quarto e voltou pro grupo pra continuar a bebedeira. No dia seguinte, diz que o cara agia como se nada tivesse acontecido e ela fez vista grossa, também não falou nada nem reclamou. Eu só deixo a imaginação voar sobre como devem ter rolado os fatos e se tem algo mais... Ela termina de me contar isso e eu não aguentava a lógica tão idiota dela. Então, como qualquer um faria, perguntei quem era. Depois de muita insistência e quase chegando a briga, ela me disse de quem se tratava e o que mais me deu raiva era que ela continuava sendo amiga dele e agindo como se isso nunca tivesse acontecido.
0 comentários - Curto prazo