Jogo psicológico 4

Chegaram ao apartamento em absoluto silêncio. Julián jogou as chaves sobre o balcão da entrada, com a garganta apertada pela raiva do que aconteceu no corredor do Camilo, mas carregando nos ombros o peso das acusações da Sofía. Sofía trancou a porta com o seguro, tirou as sandálias e o olhou com aquela mistura de pena e frieza que sempre o desarmava. Não deu espaço para ele reclamar de novo. Caminhou até ele, pegou na mão dele e o arrastou devagar até o quarto. Sofía: — Já chega de cara feia, Julián. Tô cansada dos teus shows, mas vou tirar essa paranoia da tua cabeça na marra pra tu entenderes quem é a tua mulher. Empurrou ele pra cima da cama. Sem tirar a roupa toda, sentou por cima dele, segurando o rosto dele com as duas mãos enquanto puxava a calça dele pra baixo. Guiou a cabeça do Julián direto pra buceta quente dela. Sofía: — Usa a boca, meu amor... Me prova que tu tá a fim de me dar atenção em vez de ficar pensando besteira sobre o meu amigo.Jogo psicológico 4
infielJulián, cego de desejo e desesperado pra apagar as imagens da tarde, obedeceu sem reclamar. Afundou o rosto, beijando e lambendo com desespero. Sofia jogou a cabeça pra trás nos travesseiros, soltando suspiros profundos e entrecortados. Sofia: —Mmmh... ahh... isso, meu amor... aí... Na mente dela não havia o menor sentimento de culpa. Sentiu um tesão gelado e uma satisfação cínica sabendo que, só três horas antes, Camilo tinha deixado ela naquele mesmo ponto na beira da cama. Na lógica torta dela, o Julián estar ali engolindo a marca quente do amigo era o castigo perfeito por ele ter sido um ciumento e inseguro. Sofia: —Ahh... isso... Assim que eu gosto que você peça perdão...cornudo
namorada vadiaPassaram-se três dias. Para "provar" ao Julián que as suspeitas dele eram infundadas, a Sofía tomou uma decisão que apresentou como um ato de maturidade: convidar o Camilo para passar o fim de semana no apartamento dos dois. «Faço isso pela tua paz, meu amor», sussurrou no ouvido dele antes de o Camilo chegar com a mala. «Assim tens ele aqui, vês como nos tratamos e percebes que quem tem a mente doente és tu». No sábado à tarde, o Julián entrou na sala depois de sair da cozinha com dois copos de água. A Sofía estava sentada no sofá ao lado do Camilo, rindo enquanto viam algo na televisão. De repente, com toda a naturalidade e no meio da conversa casual, o Camilo esticou a mão e enfiou os dedos no decote dela, agarrando o peito nu da Sofía por baixo da blusa e apertando com firmeza. A Sofía soltou um gemido suave que disfarçou com uma risada. Sofía: —Mmmh... Cami, seu bobo...amigo do meu namoradoNem se tirou, não afastou a mão dele nem reclamou; continuou sorrindo enquanto ele moldava a carne dela com à vontade. O copo caiu da mão do Julián, estilhaçando no chão. Julián: —¡QUE PORRA TÁ ACONTECENDO COM VOCÊ, CAMILO?! ¡Sofía, ele tá pegando na sua teta na minha cara! Sofía virou pra olhar ele com um suspiro de puro tédio, cruzando os braços enquanto Camilo tirava a mão devagar. Sofía: —Ai, Julián, que saco com você! Eu tava ajeitando a alça do sutiã e massageando porque meu peito tava doendo. Tudo na sua cabeça tem que ser putaria e perversão? Você é um paranoico doente, sério. Não dá pra ficar em paz com você na mesma casa. No domingo de manhã a cena escalou. Julián tava de pé na bancada da cozinha servindo café. Camilo apareceu de bermuda e, ao passar do lado da Sofía, pegou ela pela cintura, colou a pélvis na bunda dela e enfiou a mão pra dentro da calça da pijama, apalpando a bunda nua bem a fundo. Sofía: —Ahh... mmmh...Jogo psicológico 4Um gemido abafado escapou de Sofia antes dela soltar uma risadinha, enquanto Julián jogava a caneca de café na bancada, dando um passo à frente pra encarar o Camilo. Julián: —NÃO ENCOSTA NA MINHA NAMORADA DE NOVO, MALDITO! SOFIA, FALA ALGUMA COISA! ELE METEU A MÃO NA SUA CALÇA! Sofia se interpôs de uma vez entre os dois, empurrando Julián pelo peito com uma raiva fria. Sofia: —Julián, não me grita de novo na minha própria casa! O Cami tem toda a liberdade comigo pra me tocar ou me zoar porque a gente é como irmãos desde criança. Se ele quer brincar assim comigo, é um assunto entre eu e ele. O único que tem a mente podre e cheia de sacanagem é você! Você me dá vergonha alheia fazendo esses escândalos. Dois dias depois, Julián chegou cedo do trabalho no próprio apartamento. Ao abrir a porta, ouviu o barulho contínuo da água caindo no banheiro principal e viu um vapor denso acumulado pela fresta de baixo. Ele se aproximou devagar pelo corredor. Colou o ouvido na madeira e o coração parou na hora: por cima do barulho do chuveiro, dava pra ouvir as palmadas secas da pele batendo, acompanhadas dos gemidos intensos da Sofia ecoando pelos azulejos. Sofia: —Ahh... ahh... Cami... mmmh... mais forte... ahh, isso...!infielCamilo: —Você gosta assim, né?... Fica quietinha... Sofía: —Mmmh... sim, ahh... mmmh! Poucos segundos depois, ouviu-se um último gemido abafado dela e a água fechando. Antes que Julián pudesse reagir, a porta do banheiro se abriu. Sofía e Camilo saíram entre a nuvem de vapor, quase nus, só com toalhinhas pequenas. Sofía vinha com o rosto corado, os lábios inchados e o rastro grosso do gozo do Camilo se misturando com as gotas de água morna que escorriam pela parte interna das coxas dela. Camilo vinha se secando os ombros, sorrindo à vontade. Julián olhou para eles possesso, apontando para as pernas da namorada. Julián: —Que porra vocês estavam fazendo aí dentro?! Eu ouvi vocês gritando e gemendo! Olha as tuas coxas, Sofía, acabaram de te encher no chuveiro da minha casa! Sofía passou a ponta da toalha na perna pra se limpar com toda a cara de pau, soltando um bufado de preguiça sem perder o cinismo. Sofía: —Ai, Julián, não começa com tuas viagens e teu tesão sujo! A gente entrou no chuveiro pra se lavar porque a gente tava atrasado pra sair pra comer alguma coisa. O Cami tava me ajudando a ensaboar as costas e o corpo porque eu não alcançava, qual é o drama? Agora meu amigo não pode passar sabão nas minhas pernas? O Cami me conhece pelada desde que a gente era criança, já me viu lavar cada canto mil vezes. Não tem nada de safadeza em tomar banho com ele. Me dá uma preguiça danada da tua mente tão doente. Camilo deu um tapa bem alto na bunda exposta da Sofía, fazendo ela dar um pulinho com um suspiro («Ai, Cami!»), enquanto passava pelo lado do Julián dando um tapa no ombro dele: "Relaxa, véio, a gente não tava se comendo". Naquela mesma madrugada, com o som da respiração calma da Sofía do lado dele, Julián não aguentou mais. A dúvida tava matando ele por dentro. Ele se levantou com cuidado, pegou o celular dela na mesa de cabeceira e se trancou no banheiro. Desbloqueou o telefone e abriu o chat do Camilo. Ao deslizar o histórico pra cima, o O coração dele deu um salto. Apareceu uma foto que ela tinha mandado dois dias antes: Sofia de costas na frente do espelho, completamente nua, vestindo só uma fio dental minúscula que se enterrava entre as nádegas.cornudoDeslizou mais para cima e encontrou uma imagem ainda mais explícita: a Sofia estava no sofá da sala, virada de costas, de quatro, com a camiseta levantada nas costas e a calça arriada até os tornozelos, exibindo a bunda completamente exposta para a câmera do celular.namorada vadiaJulián saiu do banheiro fora de si. Entrou no quarto, acendeu a luz de uma vez e colocou a tela acesa a milímetros do rosto de Sofía, acordando-a bruscamente. Julián: —OLHA ISSO! ME DIZ QUE ISSO TAMBÉM É MINHA IMAGINAÇÃO! ME DIZ QUE É MINHA MENTE DOENTE, SOFÍA! VOCÊ MANDA FOTOS DE QUATRO MOSTRANDO TUDO PRO SEU AMIGO! Sofía sentou na cama de um pulo. Arrancou o telefone da mão dele com um tapa, olhando pra ele com uma raiva feroz. Sofía: —CÊ TÁ ME REVISANDO O CELULAR, SEU DOENTE?! COM QUE DIREITO VOCÊ SE METE NA MINHA PRIVACIDADE, JULIÁN?! Julián: —VOCÊ TÁ DE QUATRO NO MEU SOFÁ PRA ELE!! Sofía soltou uma gargalhada seca, cheia de desprezo e frieza, olhando pra ele de cima com uma desenvoltura que gelou o sangue de Julián. Sofía: —E DAÍ, SEU PARANOICO?! ESSAS FOTOS EU MANDEI PRA ELE ME FALAR SE A ROUPA CAÍA BEM! O Camilo já me viu pelada, aberta e de todas as formas desde que a gente era adolescente! Ele me conhece inteira, não tem um único milímetro do meu corpo que ele não saiba de cor. Ele não liga de me ver assim porque é meu amigo de verdade e não tem a sua mente podre. O único porco que vê sexo e degeneração numa foto de confiança é você. Você dá até pena com esse ciúme de criança mimada. Julián ficou paralisado olhando pra ela, sentindo a realidade se desmanchando entre as mãos. Julián: —Sofía... a câmera abriu sua bunda... Sofía: —E ELE É MEU AMIGO! —sentenciou ela, apontando pra porta do quarto—. Vaza do meu quarto agora mesmo. Não vou dormir com um cara invasor de privacidade e doente mental. Vai pra sala pensar na merda que você acabou de fazer. Sofía bateu a porta na cara dele com um estrondo violento. Julián ficou parado no corredor escuro, caindo de joelhos no chão, destruído, humilhado e se perguntando no fundo se o único louco daquela casa era ele mesmo.

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