Sábado
Mesmo meus amigos tendo me aconselhado a não casar, dizendo que isso acabava com a vida sexual de qualquer casal, cinco meses depois do casamento eu e minha mulher ainda transávamos todo dia. Talvez fosse por hábito e já estivesse ficando meio repetitivo, especialmente naquele dezembro tão frio que a gente teve, mas eu dormia satisfeito toda noite.Debaixo do meu edredom grosso, eu caía num sono profundo que nada conseguia perturbar. Um telefonema inoportuno era quase a única exceção. Naquela noite, meu celular tocou no nosso quarto. Eu odiava aquela porra de melodia, mas não podia ignorar. Mal abri os olhos, mas foi o suficiente pra ver as horas.
Eram quatro e meia da madrugada. Minha mente clareou na hora, pensando que uma ligação naquele horário nunca podia ser boa notícia. Rezei por dentro pra que tivessem se enganado, mas aí atendi e escutei. Do outro lado da linha estava minha irmã, Sol.
Quando desliguei, fiquei muito abalado, então minha mulher (que já tinha acordado) me perguntou preocupada:
- O que aconteceu?
- Meu cunhado morreu.
- Não pode ser.
— Cê acha que tô inventando? Minha irmã acabou de me contar.
- Merda... me desculpa, meu amor.
- Só tinha cinquenta anos e teve um maldito infarto.
- Os ataques cardíacos são imprevisíveis.
— Ela não merecia isso.
Já sei, querido. Como está sua irmã?
- Acabada, morreu nos braços dela.
- Onde ela está agora?
- Foi com ele na ambulância, tá no hospital.
- Vamos pra lá.
Meu cunhado era a melhor coisa que tinha acontecido pra minha irmã. Desde que o conheci, ele virou parte da nossa família, então pra mim também foi um baque enorme. Guido era um cara íntegro, trabalhador e puta engraçado, sempre me tratou como um irmão. Eu custava a acreditar que ele não tava mais entre a gente. Claro que eu sabia que ninguém escolhe quem morre, mas, se pudesse, não teria escolhido ele.
Sol, minha irmã, era uma pessoa muito peculiar. Eu gostava dela por ser minha irmã, mas nunca conheci alguém tão insuportável. Embora nossa família fosse bem humilde, a Sol tinha uns ares de grandeza impossíveis de entender. Sempre achei que essa soberba dela vinha do fato de saber que era fisicamente superior a quase qualquer mulher.
No carro, a caminho do hospital, só conseguia me arrepender das vezes que falei pra minha mulher que não entendia como o Guido aguentava a minha irmã, além do corpo dela, claro.
-Matías.- O quê?
- Trata ela bem, por favor.
Entrei sozinho no hospital e perguntei na recepção. Me levaram até um quartinho e, depois de me avisarem o que tinha lá dentro, me deixaram passar. Sol tava sentada numa cadeira, aos pés do corpo sem vida do marido dela. Os olhos dela estavam inchados de tanto chorar, nem percebeu que eu tava ali.
Tossi de leve pra ela levantar a cabeça e perceber que eu tava ali. No momento em que me viu, as lágrimas voltaram e ela me abraçou como nunca antes, com muita força. Eu também apertei ela nos braços e tentei confortar com palavras que pouco adiantavam naquela situação.
- Meus sentimentos, maninha.
- Não acredito nisso.
- Nem eu também, mas temos que começar a aceitar isso.
- A gente tava deitado, quase dormindo, ela pegou no peito e morreu.
- Essas coisas vêm quando você menos espera...
- Não quero me separar do Guido.
- Fica tranquila, logo você vai ver ele de novo.
Acompanhei minha irmã até o carro dos nossos pais, que tinham acabado de chegar pra acalmar a filha dela, e voltei pra cuidar dos trâmites necessários pro velório. Nunca tinha passado por uma parada dessas, mas não dava pra pedir pra Sol passar por esse perrengue. Me falaram que precisavam fazer a autópsia pra determinar a causa da morte e depois iam mandar o corpo pro lugar certo.
Já era dia quando chegamos na casa da minha irmã. Ficamos lá horas com ela, tentando animá-la. Me deixaram a tarefa de escolher o terno com que iam enterrar o coitado do Guido enquanto lembravam histórias que faziam ela chorar ainda mais, embora também arrancassem algum sorriso.
Minha irmã parecia estar muito abalada, mas ainda era muito nova e tinha umas curvas ideais pra conquistar outro otário. Pensando nisso, nas curvas da minha irmã, acabei dormindo.
Domingo
Meus últimos pensamentos antes de dormir me pregaram uma peça e tive um sonho erótico com a minha irmã. Não era a primeira vez que isso acontecia, mas nessas circunstâncias me fez acordar com um sentimento de culpa. Não tive vontade de tomar café da manhã, então fui direto pro chuveiro e depois me barbeie.
Depois de me arrumar, escolhi minha roupa e peguei o vestido que minha mulher tinha me pedido pra levar. Como se o frio já não bastasse, naquele dia tava caindo um toró. Consegui chegar até a casa da Sol e subi.
Coube a mim limpar e arrumar tudo enquanto ela tomava banho, e ainda tive que ligar para os familiares e amigos do Guido. Na minha opinião, ela tava se aproveitando da minha boa vontade, mas não era hora de reclamar. Quando ela ficou pronta, partimos pro salão velatório pra o que ia ser um dia tão longo quanto pesado.
Como não tinha avisado ninguém até aquela manhã, as primeiras horas passamos sozinhos. A Sol parecia ter perdido a vontade que tinha no dia anterior de não se desgrudar do cadáver. Depois de um tempo ali, foi pro bar tomar um café, deixando eu e meus pais sozinhos velando o defunto. Isso combinava bem mais com a Sol que eu conhecia.
Quando começou a chegar gente, minha irmã voltou a entrar no papel de viúva arrasada. Virou o centro das atenções na hora com aquele choro claramente fingido. Eu já tava começando a sentir vergonha alheia com aquele teatrinho ridículo, mas meus pais pareciam acreditar que ela tava sofrendo de verdade.
- Não consigo tocar o show.
- O que você tá dizendo?
- Nos deixou pra ir pro bar e agora tá fingindo tristeza.
- Claro que ela tá triste, mas às vezes parece que não caiu a ficha.
- Bom, não me faz falar.
— O que você tem contra sua irmã, Matías?
- Nada, mas eu queria que ela não fosse tão falsa.
O dia se arrastou pra caralho. Chegou uma hora que parecia que ninguém mais lembrava do falecido. O pessoal ali batia papo animado entre si e só de vez em quando alguém parecia sentir de verdade a morte. Teve um momento que senti que eu era a pessoa que tava mais mal com o fim triste do meu cunhado.
Na última hora, nos despedimos da família, que a gente ia ver de novo no dia seguinte no enterro, e fomos pra casa. Bem na hora de deixar ela, a Sol fez outro escândalo desnecessário, forçando meus pais a ficar com ela de novo.
Talvez fosse muito desrespeitoso da minha parte, considerando que o corpo do meu cunhado ainda estava quente, mas naquela noite eu bati uma punheta. Precisava desligar de tudo e não me vinha jeito melhor. Enquanto me masturbava, pensava na minha mulher, mas não consegui evitar que alguma imagem do sonho inconveniente da noite anterior escapasse na minha cabeça.
Segunda-feira
A primeira coisa que fiz ao acordar foi avisar meu chefe sobre o que tinha acontecido. Não quis encher o saco dele durante o fim de semana, mas ele precisava saber que naquele dia eu não ia conseguir ir trabalhar. Depois, comecei a mesma rotina de higiene da manhã anterior, pra ficar apresentável pro último adeus do meu querido cunhado.
A novidade daquela manhã foi que, ao chegar, encontrei minha irmã já pronta. Ela estava de preto, exatamente como o protocolo mandava, mas me surpreendeu a pouquíssima quantidade de pano que aquele vestido tinha. Nunca tinha visto uma mulher enterrar o marido com um decote de tirar o fôlego e uma saia que tinha um kitty hipersensual nas coxas.
Não sabia se o que mais me deixava pasmo era a visão daquele corpanzil, ou a cara de pau da minha irmã querendo exibir aquela rabeta num evento tão inapropriado. Mais uma vez, minha mãe parecia não ligar, então fui atrás dela no quarto enquanto se trocava, pra pedir que tentasse convencê-la a desistir.
- Cê acha normal tua filha sair assim?
- Do que você tá falando?
- Tem mais pano minha gravata do que o vestido inteiro dela.
—Não exagera. É o único vestido preto que eu tinha.
- Fala pra ela trocar de roupa.
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Matías, a última coisa que me preocupa agora é a roupa da sua irmã.Sol tava tranquila, mais preocupada com o que o povo ia achar do look dela do que com o fato de que tava indo enterrar o marido. Quando a gente chegou no velório, ela entrou no personagem igual um ator quando o diretor do filme grita "ação". Virou a protagonista de novo, a gostosa do pedaço.
A atuação dela começou nos últimos acordes do velório, continuou durante a missa de despedida e estava prestes a atingir o auge, de forma magistral, enquanto o enterro rolava no cemitério. Mas no pior momento, quando o choro falso dela tava mais desolado, o celular tocou. Ninguém esperava que ela atendesse, mas ela atendeu. Ficamos todos pasmos enquanto ela falava animada. Quando desligou, em vez de continuar a encenação, veio na minha direção.
- Sabe onde fica a sede da produtora do Bailando?
— Sim, é aquele prédio enorme no centro.
- Preciso que você me leve.
- Agora?
- Assim que eu terminar isso.
- É urgente?
- Preciso resolver uns papéis com os produtores.
Assim que eu disse que ia levar ela, minha irmã voltou ao papel como se nada tivesse acontecido, deixando geral incrédulo. Quando o corpo do meu cunhado foi enterrado, a Sol me pediu pra levar ela pro prédio na hora, sugerindo deixar a filha dela no cemitério pra chegar o mais rápido possível.
Depois de deixar o carro no estacionamento da rua da frente, a gente correu pro prédio gigantesco enquanto a água caía na nossa cabeça. Os trovões tavam cada vez mais altos e eu só conseguia xingar minha irmã por ter me obrigado a fazer algo que eu nem sabia o que era, mas que, com certeza, só ia beneficiar ela.
O escritório pra onde a gente tava indo ficava no décimo quarto andar, então tivemos que subir de elevador. Fomos pra uma área onde tinha vários, numerados de um a cinco. Atrás de cada um deles tinha uma fila de gente enorme, e a gente decidiu esperar o primeiro.
Tivemos que esperar quase meia hora, mas finalmente conseguimos subir. Eu tava muito nervoso, algo me dizia que entrar naquela lata de sardinha de qualidade duvidosa era uma ideia horrível. Infelizmente, meu instinto acertou. A gente tava indo pro sétimo andar quando as luzes do elevador apagaram e ficamos presos lá dentro, pendurados a mais de vinte metros de altura.
- Não, porra... isso não pode estar acontecendo.
- Relaxa,Matías, esse prédio é o que há de mais moderno em tecnologia, vai levar só uns segundos.- Com certeza teve um apagão por causa da tempestade.
- Tudo vai voltar ao normal em alguns segundos.
- Se acontecer alguma coisa comigo por sua causa...
- Depois de perder meu Guido, pra mim tanto faz.
- Por favor, para logo com essa história.
— Como você ousa? Eu era perdidamente apaixonada pelo meu marido.
— Era o que eu achava, mas esses dias você tá muito sem vergonha.
- Será que deu pra perceber tanto assim?
- Não vão te dar um prêmio de melhor atuação, isso é certeza.
- O que você quer que eu te diga? Ela já tava me enchendo o saco.
- Mas ele era um bênção.
- Pois é por isso mesmo, eu precisava de ação na minha vida.
- E você esperou ela morrer pra pegar ela?
- Claro que não, tava esperando ela bater as botas pra parar de me esconder.8— Não me trouxe aqui pra ver um amante, trouxe?
— Não, vim garantir meu próprio futuro.
- Você merecia que o elevador caísse, mas não comigo dentro.
Os segundos que minha irmã tinha me prometido viraram minutos. Vários, na real. Já tava uns quinze minutos trancados e eu sentia que tava faltando ar, embora ela parecesse bem tranquila. Afrouxei o nó da gravata e olhei pro celular desesperado, na esperança de pegar sinal de novo. Mesmo sendo óbvio que já deviam saber que a gente tava preso ali.
Depois de meia hora, eu já não aguentava mais. Tava jogado no chão, e minha irmã, mostrando humanidade pela primeira vez desde que a conheço, sentou do meu lado pra tentar me acalmar. Agradecia o gesto de boa vontade dela, mas ter perto aquele decão exagerado e aquela saia que quase mostrava a calcinha dela me deixou ainda mais nervoso.
- Valeu por tentar me acalmar. - Você fez a mesma coisa na outra noite. — Porque pensei que você tava triste de verdade. — Claro que estava. Minhas aventuras não significam que eu não queria ele. - Desde quando você estava traindo ele? - Se eu te contar, você guarda segredo pra mim? - Sim, só quero que você fale pra eu não pensar que a gente vai se matar. - Desde a noite seguinte ao primeiro encontro, acho. - Cê acha? - Estou convencida em noventa por cento. - Lá vai ela. - Eu sei o que você está pensando de mim, Matías. - Não, nem imagina. - Sempre fui muito fogosa, mas o Guido não acompanhava meu ritmo. - E quantos continuavam te seguindo? - Depende da época. Agora mesmo tô saindo com cinco caras diferentes. - Pelo amor de Deus... - Não me julgue, por favor, acho que tenho um problema. Em qualquer outra circunstância, eu teria confirmado que sim, que tinha um problema bem grande, mas naquele momento eu tava concentrado demais em não morrer. Mesmo assim, a insistência dela em me contar umas aventuras e em se remexer a ponto de quase os peitos escaparem me mantinha distraído e até a um passo de ficar excitado. O último que faltava pra completar esses três dias de pesadelo era eu ficar de pau duro pra minha irmã, mas ela, supostamente sem querer, parecia disposta a conseguir isso. Quando Sol desistiu e parou de pedir socorro, resolveu sentar na minha frente, com as pernas ligeiramente abertas. Ela não tava de calcinha. Apesar de ser um prédio majestoso, os elevadores deixavam muito a desejar, especialmente pelo tamanho e pela pouca luz que o gerador de emergência emitia. Mas mesmo assim era o suficiente pra eu poder ver a virilha da minha irmã. Não tinha um único fio de cabelo, deixando claro que a tragédia não tinha impedido ela de se depilar. - No final, vamos ficar sem oxigênio. - Mana, não fala isso. Era só uma brincadeira pra descontrair. - Você não tá com frio? - Muito, mas pra se exibir tem que sofrer. - Pega meu casaco. - Agradeço, Matías. Se quiser, eu também posso te ajudar a esquentar. - Eu me contento se você me der uma parte do que te render o contrato que você está prestes a assinar. - O quê? - Também posso brincar, né? - Claro, mas aquele papo de te dar uma mãozinha era na real. - Claro claro, acredito sim. - Se vamos morrer, você não prefere ir satisfeito? - Bom, se eu tiver que escolher… - Você não faz nada. Só respira e deixa comigo.
Juntaram-se todas as coisas necessárias pra que eu deixasse aquela mulher fazer o que quisesse sem ousar contrariar ela. Minha irmã abaixou meu zíper e não demorou nem um segundo pra tirar meu pau pra fora e dar um sorriso safado ao ver que já tava pronto pra ação. O jeito que ela se mexia me deixou claro que a experiência dela ia além do casamento.
Num piscar de olhos, ela já tinha levantado a saia até a cintura e tava montada em cima de mim, pronta pra enfiar minha estaca até o fundo. Todas as minhas ideias preconcebidas sobre comer uma mulher da minha própria família foram pro lixo quando senti meu pau dentro da buceta quente e molhada dela. Eu não tava preparado pro que ia rolar.
Segurando nos meus ombros, Sol começou a quicar com uma energia típica de uma garota fitness que nem ela. Agarrei na hora as bundas dela, mas mais por medo do que por tesão ou prazer, já que achava que os movimentos violentos iam fazer o elevador cair sete andares e nos deixar estourados ali dentro.
Tentei não pensar em nada além do prazer que minha irmã tava me dando, mas não consegui até os peitos dela escaparem. Eram grandes, bem grandes, mas continuavam no lugar certo. Os bicos eram escuros e pediam pra ser chupados, até mordidos. Fiquei parado, mas ela percebeu como eu tava olhando e aproximou eles da minha boca.
Quando ela já tava indo pro terceiro orgasmo, sem parar de gemer escandalosamente em nenhum momento, voltando ao papel de atriz, nesse caso pornô, senti que eu também tava prestes a gozar. Com as duas mãos na bunda dela e um dos bicos entre meus lábios, me animei a dar uns últimos empurrões de baixo pra cima que me fizeram gozar dentro da minha irmã.
Foi o frenesi dos nossos corpos esquentando, a sensação gostosa de descarregar meu gozo quente na buceta dela, que fez a gente não perceber que o Uma hora e meia depois, o elevador tinha voltado a funcionar. Sol ainda estava montada em mim quando as portas se abriram e um monte de gente nos flagrou.
- Bom, espero que não tenha nenhum jornalista nessa multidão. Sua esposa não ia gostar nada…
Mesmo meus amigos tendo me aconselhado a não casar, dizendo que isso acabava com a vida sexual de qualquer casal, cinco meses depois do casamento eu e minha mulher ainda transávamos todo dia. Talvez fosse por hábito e já estivesse ficando meio repetitivo, especialmente naquele dezembro tão frio que a gente teve, mas eu dormia satisfeito toda noite.Debaixo do meu edredom grosso, eu caía num sono profundo que nada conseguia perturbar. Um telefonema inoportuno era quase a única exceção. Naquela noite, meu celular tocou no nosso quarto. Eu odiava aquela porra de melodia, mas não podia ignorar. Mal abri os olhos, mas foi o suficiente pra ver as horas.
Eram quatro e meia da madrugada. Minha mente clareou na hora, pensando que uma ligação naquele horário nunca podia ser boa notícia. Rezei por dentro pra que tivessem se enganado, mas aí atendi e escutei. Do outro lado da linha estava minha irmã, Sol.
Quando desliguei, fiquei muito abalado, então minha mulher (que já tinha acordado) me perguntou preocupada:
- O que aconteceu?
- Meu cunhado morreu.
- Não pode ser.
— Cê acha que tô inventando? Minha irmã acabou de me contar.
- Merda... me desculpa, meu amor.
- Só tinha cinquenta anos e teve um maldito infarto.
- Os ataques cardíacos são imprevisíveis.
— Ela não merecia isso.
Já sei, querido. Como está sua irmã?
- Acabada, morreu nos braços dela.
- Onde ela está agora?
- Foi com ele na ambulância, tá no hospital.
- Vamos pra lá.
Meu cunhado era a melhor coisa que tinha acontecido pra minha irmã. Desde que o conheci, ele virou parte da nossa família, então pra mim também foi um baque enorme. Guido era um cara íntegro, trabalhador e puta engraçado, sempre me tratou como um irmão. Eu custava a acreditar que ele não tava mais entre a gente. Claro que eu sabia que ninguém escolhe quem morre, mas, se pudesse, não teria escolhido ele.
Sol, minha irmã, era uma pessoa muito peculiar. Eu gostava dela por ser minha irmã, mas nunca conheci alguém tão insuportável. Embora nossa família fosse bem humilde, a Sol tinha uns ares de grandeza impossíveis de entender. Sempre achei que essa soberba dela vinha do fato de saber que era fisicamente superior a quase qualquer mulher.
No carro, a caminho do hospital, só conseguia me arrepender das vezes que falei pra minha mulher que não entendia como o Guido aguentava a minha irmã, além do corpo dela, claro.
-Matías.- O quê?
- Trata ela bem, por favor.
Entrei sozinho no hospital e perguntei na recepção. Me levaram até um quartinho e, depois de me avisarem o que tinha lá dentro, me deixaram passar. Sol tava sentada numa cadeira, aos pés do corpo sem vida do marido dela. Os olhos dela estavam inchados de tanto chorar, nem percebeu que eu tava ali.
Tossi de leve pra ela levantar a cabeça e perceber que eu tava ali. No momento em que me viu, as lágrimas voltaram e ela me abraçou como nunca antes, com muita força. Eu também apertei ela nos braços e tentei confortar com palavras que pouco adiantavam naquela situação.
- Meus sentimentos, maninha.
- Não acredito nisso.
- Nem eu também, mas temos que começar a aceitar isso.
- A gente tava deitado, quase dormindo, ela pegou no peito e morreu.
- Essas coisas vêm quando você menos espera...
- Não quero me separar do Guido.
- Fica tranquila, logo você vai ver ele de novo.
Acompanhei minha irmã até o carro dos nossos pais, que tinham acabado de chegar pra acalmar a filha dela, e voltei pra cuidar dos trâmites necessários pro velório. Nunca tinha passado por uma parada dessas, mas não dava pra pedir pra Sol passar por esse perrengue. Me falaram que precisavam fazer a autópsia pra determinar a causa da morte e depois iam mandar o corpo pro lugar certo.
Já era dia quando chegamos na casa da minha irmã. Ficamos lá horas com ela, tentando animá-la. Me deixaram a tarefa de escolher o terno com que iam enterrar o coitado do Guido enquanto lembravam histórias que faziam ela chorar ainda mais, embora também arrancassem algum sorriso.
Minha irmã parecia estar muito abalada, mas ainda era muito nova e tinha umas curvas ideais pra conquistar outro otário. Pensando nisso, nas curvas da minha irmã, acabei dormindo.
Domingo
Meus últimos pensamentos antes de dormir me pregaram uma peça e tive um sonho erótico com a minha irmã. Não era a primeira vez que isso acontecia, mas nessas circunstâncias me fez acordar com um sentimento de culpa. Não tive vontade de tomar café da manhã, então fui direto pro chuveiro e depois me barbeie.
Depois de me arrumar, escolhi minha roupa e peguei o vestido que minha mulher tinha me pedido pra levar. Como se o frio já não bastasse, naquele dia tava caindo um toró. Consegui chegar até a casa da Sol e subi.
Coube a mim limpar e arrumar tudo enquanto ela tomava banho, e ainda tive que ligar para os familiares e amigos do Guido. Na minha opinião, ela tava se aproveitando da minha boa vontade, mas não era hora de reclamar. Quando ela ficou pronta, partimos pro salão velatório pra o que ia ser um dia tão longo quanto pesado.
Como não tinha avisado ninguém até aquela manhã, as primeiras horas passamos sozinhos. A Sol parecia ter perdido a vontade que tinha no dia anterior de não se desgrudar do cadáver. Depois de um tempo ali, foi pro bar tomar um café, deixando eu e meus pais sozinhos velando o defunto. Isso combinava bem mais com a Sol que eu conhecia.
Quando começou a chegar gente, minha irmã voltou a entrar no papel de viúva arrasada. Virou o centro das atenções na hora com aquele choro claramente fingido. Eu já tava começando a sentir vergonha alheia com aquele teatrinho ridículo, mas meus pais pareciam acreditar que ela tava sofrendo de verdade.
- Não consigo tocar o show.
- O que você tá dizendo?
- Nos deixou pra ir pro bar e agora tá fingindo tristeza.
- Claro que ela tá triste, mas às vezes parece que não caiu a ficha.
- Bom, não me faz falar.
— O que você tem contra sua irmã, Matías?
- Nada, mas eu queria que ela não fosse tão falsa.
O dia se arrastou pra caralho. Chegou uma hora que parecia que ninguém mais lembrava do falecido. O pessoal ali batia papo animado entre si e só de vez em quando alguém parecia sentir de verdade a morte. Teve um momento que senti que eu era a pessoa que tava mais mal com o fim triste do meu cunhado.
Na última hora, nos despedimos da família, que a gente ia ver de novo no dia seguinte no enterro, e fomos pra casa. Bem na hora de deixar ela, a Sol fez outro escândalo desnecessário, forçando meus pais a ficar com ela de novo.
Talvez fosse muito desrespeitoso da minha parte, considerando que o corpo do meu cunhado ainda estava quente, mas naquela noite eu bati uma punheta. Precisava desligar de tudo e não me vinha jeito melhor. Enquanto me masturbava, pensava na minha mulher, mas não consegui evitar que alguma imagem do sonho inconveniente da noite anterior escapasse na minha cabeça.
Segunda-feira
A primeira coisa que fiz ao acordar foi avisar meu chefe sobre o que tinha acontecido. Não quis encher o saco dele durante o fim de semana, mas ele precisava saber que naquele dia eu não ia conseguir ir trabalhar. Depois, comecei a mesma rotina de higiene da manhã anterior, pra ficar apresentável pro último adeus do meu querido cunhado.
A novidade daquela manhã foi que, ao chegar, encontrei minha irmã já pronta. Ela estava de preto, exatamente como o protocolo mandava, mas me surpreendeu a pouquíssima quantidade de pano que aquele vestido tinha. Nunca tinha visto uma mulher enterrar o marido com um decote de tirar o fôlego e uma saia que tinha um kitty hipersensual nas coxas.
Não sabia se o que mais me deixava pasmo era a visão daquele corpanzil, ou a cara de pau da minha irmã querendo exibir aquela rabeta num evento tão inapropriado. Mais uma vez, minha mãe parecia não ligar, então fui atrás dela no quarto enquanto se trocava, pra pedir que tentasse convencê-la a desistir.
- Cê acha normal tua filha sair assim?
- Do que você tá falando?
- Tem mais pano minha gravata do que o vestido inteiro dela.
—Não exagera. É o único vestido preto que eu tinha.
- Fala pra ela trocar de roupa.
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Matías, a última coisa que me preocupa agora é a roupa da sua irmã.Sol tava tranquila, mais preocupada com o que o povo ia achar do look dela do que com o fato de que tava indo enterrar o marido. Quando a gente chegou no velório, ela entrou no personagem igual um ator quando o diretor do filme grita "ação". Virou a protagonista de novo, a gostosa do pedaço.
A atuação dela começou nos últimos acordes do velório, continuou durante a missa de despedida e estava prestes a atingir o auge, de forma magistral, enquanto o enterro rolava no cemitério. Mas no pior momento, quando o choro falso dela tava mais desolado, o celular tocou. Ninguém esperava que ela atendesse, mas ela atendeu. Ficamos todos pasmos enquanto ela falava animada. Quando desligou, em vez de continuar a encenação, veio na minha direção.
- Sabe onde fica a sede da produtora do Bailando?
— Sim, é aquele prédio enorme no centro.
- Preciso que você me leve.
- Agora?
- Assim que eu terminar isso.
- É urgente?
- Preciso resolver uns papéis com os produtores.
Assim que eu disse que ia levar ela, minha irmã voltou ao papel como se nada tivesse acontecido, deixando geral incrédulo. Quando o corpo do meu cunhado foi enterrado, a Sol me pediu pra levar ela pro prédio na hora, sugerindo deixar a filha dela no cemitério pra chegar o mais rápido possível.
Depois de deixar o carro no estacionamento da rua da frente, a gente correu pro prédio gigantesco enquanto a água caía na nossa cabeça. Os trovões tavam cada vez mais altos e eu só conseguia xingar minha irmã por ter me obrigado a fazer algo que eu nem sabia o que era, mas que, com certeza, só ia beneficiar ela.
O escritório pra onde a gente tava indo ficava no décimo quarto andar, então tivemos que subir de elevador. Fomos pra uma área onde tinha vários, numerados de um a cinco. Atrás de cada um deles tinha uma fila de gente enorme, e a gente decidiu esperar o primeiro.
Tivemos que esperar quase meia hora, mas finalmente conseguimos subir. Eu tava muito nervoso, algo me dizia que entrar naquela lata de sardinha de qualidade duvidosa era uma ideia horrível. Infelizmente, meu instinto acertou. A gente tava indo pro sétimo andar quando as luzes do elevador apagaram e ficamos presos lá dentro, pendurados a mais de vinte metros de altura.
- Não, porra... isso não pode estar acontecendo.
- Relaxa,Matías, esse prédio é o que há de mais moderno em tecnologia, vai levar só uns segundos.- Com certeza teve um apagão por causa da tempestade.
- Tudo vai voltar ao normal em alguns segundos.
- Se acontecer alguma coisa comigo por sua causa...
- Depois de perder meu Guido, pra mim tanto faz.
- Por favor, para logo com essa história.
— Como você ousa? Eu era perdidamente apaixonada pelo meu marido.
— Era o que eu achava, mas esses dias você tá muito sem vergonha.
- Será que deu pra perceber tanto assim?
- Não vão te dar um prêmio de melhor atuação, isso é certeza.
- O que você quer que eu te diga? Ela já tava me enchendo o saco.
- Mas ele era um bênção.
- Pois é por isso mesmo, eu precisava de ação na minha vida.
- E você esperou ela morrer pra pegar ela?
- Claro que não, tava esperando ela bater as botas pra parar de me esconder.8— Não me trouxe aqui pra ver um amante, trouxe?
— Não, vim garantir meu próprio futuro.
- Você merecia que o elevador caísse, mas não comigo dentro.
Os segundos que minha irmã tinha me prometido viraram minutos. Vários, na real. Já tava uns quinze minutos trancados e eu sentia que tava faltando ar, embora ela parecesse bem tranquila. Afrouxei o nó da gravata e olhei pro celular desesperado, na esperança de pegar sinal de novo. Mesmo sendo óbvio que já deviam saber que a gente tava preso ali.
Depois de meia hora, eu já não aguentava mais. Tava jogado no chão, e minha irmã, mostrando humanidade pela primeira vez desde que a conheço, sentou do meu lado pra tentar me acalmar. Agradecia o gesto de boa vontade dela, mas ter perto aquele decão exagerado e aquela saia que quase mostrava a calcinha dela me deixou ainda mais nervoso.
- Valeu por tentar me acalmar. - Você fez a mesma coisa na outra noite. — Porque pensei que você tava triste de verdade. — Claro que estava. Minhas aventuras não significam que eu não queria ele. - Desde quando você estava traindo ele? - Se eu te contar, você guarda segredo pra mim? - Sim, só quero que você fale pra eu não pensar que a gente vai se matar. - Desde a noite seguinte ao primeiro encontro, acho. - Cê acha? - Estou convencida em noventa por cento. - Lá vai ela. - Eu sei o que você está pensando de mim, Matías. - Não, nem imagina. - Sempre fui muito fogosa, mas o Guido não acompanhava meu ritmo. - E quantos continuavam te seguindo? - Depende da época. Agora mesmo tô saindo com cinco caras diferentes. - Pelo amor de Deus... - Não me julgue, por favor, acho que tenho um problema. Em qualquer outra circunstância, eu teria confirmado que sim, que tinha um problema bem grande, mas naquele momento eu tava concentrado demais em não morrer. Mesmo assim, a insistência dela em me contar umas aventuras e em se remexer a ponto de quase os peitos escaparem me mantinha distraído e até a um passo de ficar excitado. O último que faltava pra completar esses três dias de pesadelo era eu ficar de pau duro pra minha irmã, mas ela, supostamente sem querer, parecia disposta a conseguir isso. Quando Sol desistiu e parou de pedir socorro, resolveu sentar na minha frente, com as pernas ligeiramente abertas. Ela não tava de calcinha. Apesar de ser um prédio majestoso, os elevadores deixavam muito a desejar, especialmente pelo tamanho e pela pouca luz que o gerador de emergência emitia. Mas mesmo assim era o suficiente pra eu poder ver a virilha da minha irmã. Não tinha um único fio de cabelo, deixando claro que a tragédia não tinha impedido ela de se depilar. - No final, vamos ficar sem oxigênio. - Mana, não fala isso. Era só uma brincadeira pra descontrair. - Você não tá com frio? - Muito, mas pra se exibir tem que sofrer. - Pega meu casaco. - Agradeço, Matías. Se quiser, eu também posso te ajudar a esquentar. - Eu me contento se você me der uma parte do que te render o contrato que você está prestes a assinar. - O quê? - Também posso brincar, né? - Claro, mas aquele papo de te dar uma mãozinha era na real. - Claro claro, acredito sim. - Se vamos morrer, você não prefere ir satisfeito? - Bom, se eu tiver que escolher… - Você não faz nada. Só respira e deixa comigo.
Juntaram-se todas as coisas necessárias pra que eu deixasse aquela mulher fazer o que quisesse sem ousar contrariar ela. Minha irmã abaixou meu zíper e não demorou nem um segundo pra tirar meu pau pra fora e dar um sorriso safado ao ver que já tava pronto pra ação. O jeito que ela se mexia me deixou claro que a experiência dela ia além do casamento.Num piscar de olhos, ela já tinha levantado a saia até a cintura e tava montada em cima de mim, pronta pra enfiar minha estaca até o fundo. Todas as minhas ideias preconcebidas sobre comer uma mulher da minha própria família foram pro lixo quando senti meu pau dentro da buceta quente e molhada dela. Eu não tava preparado pro que ia rolar.
Segurando nos meus ombros, Sol começou a quicar com uma energia típica de uma garota fitness que nem ela. Agarrei na hora as bundas dela, mas mais por medo do que por tesão ou prazer, já que achava que os movimentos violentos iam fazer o elevador cair sete andares e nos deixar estourados ali dentro.
Tentei não pensar em nada além do prazer que minha irmã tava me dando, mas não consegui até os peitos dela escaparem. Eram grandes, bem grandes, mas continuavam no lugar certo. Os bicos eram escuros e pediam pra ser chupados, até mordidos. Fiquei parado, mas ela percebeu como eu tava olhando e aproximou eles da minha boca.
Quando ela já tava indo pro terceiro orgasmo, sem parar de gemer escandalosamente em nenhum momento, voltando ao papel de atriz, nesse caso pornô, senti que eu também tava prestes a gozar. Com as duas mãos na bunda dela e um dos bicos entre meus lábios, me animei a dar uns últimos empurrões de baixo pra cima que me fizeram gozar dentro da minha irmã.
Foi o frenesi dos nossos corpos esquentando, a sensação gostosa de descarregar meu gozo quente na buceta dela, que fez a gente não perceber que o Uma hora e meia depois, o elevador tinha voltado a funcionar. Sol ainda estava montada em mim quando as portas se abriram e um monte de gente nos flagrou.
- Bom, espero que não tenha nenhum jornalista nessa multidão. Sua esposa não ia gostar nada…
1 comentários - Ascensores pro Bailando