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Compêndio IIIFoi uma noite longa. Só fui dormir umas 3 da manhã revisando os últimos dados dos relatórios. A falta de sono tava me matando, a ponto de mal conseguir funcionar. Nem consegui ir pra academia, o que, pra alguém que é obcecado por rotina, é praticamente um desastre. Mas, mesmo assim, eu e a Sonia estávamos revisando os dados com cuidado, entrada por entrada, pra garantir que não ia rolar o mesmo erro de digitação do ano passado (e que, provavelmente, vou contar depois, porque fui um "solteiro de verão" por um mês...), até que, finalmente, minhas tão merecidas férias começaram.
Enquanto atravessava o saguão, meus pensamentos voavam pra minha infalível Marisol. Mulheres como ela são perfeitas, porque, mesmo tendo viajado pra lugares exóticos como Japão, Indonésia e até voltado pro nosso país, ela mostra o mesmo entusiasmo se eu sugiro uma viagem de estrada, sem rumo, já que ainda estamos explorando esse país desconhecido.
E eu tava saindo... quase passando pela porta do saguão do prédio da empresa...
No meio do burburinho confuso, reconheci uma voz melosa...·—Marco? Marco? O que você tá fazendo aqui?
Isabella. Só de ouvir o nome dela, eu já ficava todo arrepiado. Apesar dela ser uma gostosa, os encontros com ela sempre foram mais encheção de saco do que prazer. E esse não parecia ser diferente.
Ela parou na minha frente, sedutora como sempre, com um vestido vinho de negócios, profissional e bem-feito, e saltos clássicos que realçavam suas curvas. O olhar dela, cheio de intenções safadas, se fixou em mim, enquanto os dedinhos brincavam descaradamente com minha gravata.— Trabalho aqui. — respondi seco, com um leve tom de irritação. — O que você tá fazendo aqui?
Um sorriso satisfeito se espalhou nos lábios vermelhos dela.·Meu marido está juntando fundos para o gabinete do prefeito. – ronronou ainda brincando com minha gravata. – Mas preciso dizer que é uma surpresa agradável te ver vestido tão formal.
- Ah, já entendi! Bem, te desejo muita sorte. Manda um abraço pra Lily. – me despedi quase seco dela, ansioso pra escapar dos encantos dela.
Os olhos dela se arregalaram em pânico na hora…·Espera um pouco! Talvez você possa me ajudar. – Ela me implorou, assumindo o papel de “dama em apuros” – Meu marido está na sala de conferências e não sei como chegar lá… se ao menos alguém me dissesse onde fica… Você teria a cavalheirice de me levar até lá?
Nem preciso dizer que os dotes dramáticos da Isabella deixam muito a desejar…
– É, acho que sim! – aceitei, meio de má vontade, guiando-a até os elevadores.
Não posso negar o charme da Isabella, mas é aí que mora o problema: mulheres como ela escondem suas intenções em encanto e sedução, dificultando decifrar seus verdadeiros motivos. É uma dança delicada de manipulação, onde cada sorriso e flerte segue um propósito previamente calculado. Minhas experiências com Isabella me ensinaram que entrar no jogo dela geralmente leva a situações bizarras, pra dizer o mínimo.
Em contraste, meu rouxinol é refrescantemente mais sincera. Com anos de história compartilhada, ela já entende minha natureza pragmática. Se ela quisesse, por exemplo, passar férias no Caribe, a gente conversaria sobre a viabilidade da viagem e ela se adaptaria a qualquer decisão que tomássemos. Já a Isabella, por outro lado, exigiria isso sem questionamentos, acreditando falsamente que merece luxos desse tipo.
E como eu descobriria naquela tarde, cada palavra dela merece um estudo minucioso.·Você é um amor! – respondeu, me dando um beijo barulhento na bochecha.
E embora pra ela aquilo fosse uma pequena vitória, pra mim, o beijo dela não causou grande impacto e, inconscientemente, foi a raiz de outro problema…
Mesmo assim, bem mais resignado com a ideia, pensei que era a oportunidade perfeita pra conhecer o tipo de pessoa que era o marido dela.
- Como é que tá a Lily? – perguntei, já que ela tinha se agarrado no meu braço sem minha permissão.
Minha pergunta pegou ela de surpresa…·Ei!... Acho que tá bem... ela tá em casa... Com a babá?
Esse tom de desconfiança me irritava. No meu caso, sabia que minhas filhas provavelmente estavam vendo desenhos em casa com a Marisol, e que o Bastián, por ser sexta-feira, devia estar nas aulas de Taekwondo, junto com a Elena.
Enquanto esperávamos, uma figura familiar se aproximou da gente, com seus sapatos de salto sexy acelerando os passos dos pés macios, suaves e delicados, conforme o ciúme crescia...v— Chefe! Chefe! Que bom que te encontrei! — interrompeu a Gloria, nos examinando dos pés à cabeça junto com a Isabella.
E ao notar os olhos furiosos dela na minha bochecha, percebi que esqueci de limpar depois do beijo da Isabella.Minha ex-secretária tinha ciúme à flor da pele, o que dava pra ver pela implicância imediata com a Isabella e pelo tom de urgência na voz dela…
Ou pode ser que a Isabella seja daquelas mina que desperta essa reação por instinto.
Já fazem 4 anos desde que eu e a Sonia promovemos ela pro cargo atual. Nesse tempo todo, ela vem cuidando dos assuntos ambientais sem problema nenhum. E ainda sei que ela tá de caso com meu amigo Nelson.
Mas, mesmo assim, deu um chilique de ciúme.vChefe, preciso que você revise um documento pra mim!
- Agora?vSim, agora. Preciso que você me acompanhe até meu escritório.
Como eu sabia que era um ataque de ciúmes? Primeiro, porque ela nem me cumprimentou, mesmo a gente não se vendo pessoalmente há uns 2 meses. Segundo, pelo jeito que ela olhava pra Isabella.
Não nego que a Gloria é bonita, mas a Isabella é muito mais gostosa. Mesmo tendo cortado o cabelo e arrumado os cachos morenos de um jeito mais moderno, os olhos azuis e o corpo mais modesto dela não competiam com a exuberância natural da Isabella.
— Você não pode mandar pra Sonia revisar? — perguntei, seguindo o fluxo normal.vNão, chefe! Você tem que fazer isso…
- Não pode me mandar por e-mail? Tô saindo agora pra minha folga…vNão, chefe! É algo que não pode esperar.
Mas tudo aquilo era mentira. Como eu disse, a Sonia e eu estávamos revisando minuciosamente os últimos relatórios, pra garantir que não rolasse o mesmo erro de digitação do ano passado, que nos obrigou a sacrificar um dos nossos meses de descanso. Então, toda a informação que a Gloria me entregasse podia esperar até a volta das férias.
— Olha, Gloria! Se quiser, eu dou uma olhada assim que chegar em casa. Mas agora tenho que escoltar ela até a sala de conferências.vEntão, deixa eu te acompanhar!
- Pra quê? Você não precisa revisar o documento? A Sonia deve estar quase saindo. Com sorte, você ainda pega ela no escritório dela.vMas…
Ela ficou sem argumentos. Quando chegamos no nono andar, ela desceu de má vontade.·É difícil achar bons funcionários! – comentou Isabella, com uma satisfação maliciosa.
O comentário dela me irritou, confirmando meus pressentimentos.
Chegamos até a sala de conferências do 17º andar, que estava com as portas fechadas e, apesar de eu estar interessado em conhecer o marido dela, meu entusiasmo não era tanto a ponto de esperar junto com ela.·— Não vai me fazer companhia? – exigiu ela, provocante, que eu me sentasse ao lado dela. – Vai me deixar sozinha?
Não tive escolha a não ser me sentar no corredor vazio. Não posso negar que era bem bonito e elegante, com pisos de porcelanato cor de madeira brilhando impecavelmente. As paredes, de painel escuro, com entalhes elaborados de cenas de banquetes e prosperidade, davam um toque de opulência ao ambiente. Mas o que mais me agrada é a vista: janelas amplas, com uma vista panorâmica dos prédios vizinhos, complementadas por algumas plantas em vasos de mármore estrategicamente posicionados, trazendo uma sensação de paz e harmonia enquanto se espera.
Vendo que teríamos que esperar um bom tempo, perguntei a ela como o conheceu…
Depois de fracassar no vestibular, Isabella se viu navegando pelos corredores da burocracia da cidade, trabalhando como assistente social no gabinete do prefeito. No começo, foi relegada a tarefas mundanas, como fazer entregas, revisar pesquisas e distribuir panfletos. Mas sua aparência deslumbrante e seu charme inato não passaram despercebidos.
Foi nos bastidores administrativos que ela cruzou o caminho de um homem mais velho e distinto, cativado pela sua beleza e vivacidade. A conexão inicial floresceu num romance intenso, que evoluiu a ponto de começarem a morar juntos, se casarem e, posteriormente, a ascensão meteórica do marido ao respeitável cargo de conselheiro do prefeito.
No entanto, embora esse novo status econômico e social trouxesse estabilidade ao casamento, veio com um preço. O trabalho exigente do marido consumia grande parte do seu tempo e atenção, deixando pouco espaço para cultivar o relacionamento. Os encontros se tornaram cada vez mais raros, assim como os momentos íntimos ficaram mais escassos, a ponto de a conexão vibrante entre eles começar a se desvanecer.
Já que as pressões das obrigações… Os contatos profissionais do marido cresciam, e junto com eles, as traições do esposo, corroendo a estrutura do casamento. Isabella foi rebaixada ao papel de uma mera "esposa troféu", com sua identidade ofuscada pelas exigências das obrigações sociais e pelas responsabilidades da maternidade com a filha.
No meio desse turbilhão emocional, Isabella buscou consolo e companhia fora do casamento, sem perceber o tempo passar. Catorze anos escaparam num piscar de olhos, deixando-a com a sensação amarga de que a vida que imaginara estava muito distante da realidade em que vivia.
Apesar da aparente sinceridade dela, eu não conseguia deixar de questionar a veracidade da história. Além de ainda não ter conhecido o marido, a ausência quase total de menções à Lily no seu relato lamuriento me incomodava. Diferente de Isabella, que parecia completamente alheia à rotina da filha, tenho orgulho de conhecer os hábitos e o paradeiro dos meus próprios filhos, a ponto de saber seus gostos e hobbies. No entanto, não posso negar que nossa breve conversa me atraiu mais para ela, apesar das minhas apreensões iniciais.
Pouco depois, as portas da sala de conferência se abriram e, para minha grata surpresa, me deparei com Edith, a CEO da nossa empresa.·— Marco! O que você tá fazendo aqui? Não me diga que resolveu voltar a trabalhar com a gente! — perguntou, me abraçando como um irmão.
Mesmo depois dos meus 4 anos de trabalho remoto, encontrar a Edith me encheu de uma saudade daquele ambiente disciplinado e ético que ela cultivava no escritório. Fiquei feliz em ver que o profissionalismo dela, firme como sempre, e o jeito admirável continuam sendo uma inspiração pra todo mundo que trabalha sob a liderança dela.
— Não. Vim deixar uns relatórios com a Sônia e acompanhei minha amiga, porque parece que o marido dela tá aqui… — respondi.
Mas, do mesmo jeito que nuvens escuras anunciam tempestade, senti uma pontada nas costelas quando distingui a silhueta dela…
Aqueles cachos loiros, aquele busto obsceno, aquela cintura de vespa e aquelas calças cor de creme, que lhe davam um mínimo de decência, mas escondiam um par precioso de pernas torneadas, com aquela camisola de seda tentadora, amargavam minha existência apesar da sua beleza.Para a Maddie, também não foi agradável me ver. Dava pra perceber que a tensão entre nós continuava tão forte tanto nela quanto em mim. Era claro que ela ainda não tinha superado o exílio do Albert, o noivo dela, e os maus bocados que fiz ela passar depois daquela maldita festa de Halloween de 2019, assim como eu também não esquecia que foi a sede de vingança dela que me obrigou a ir morar nos arredores da cidade, como já mencionei antes.
Mas a gente mantinha a civilidade das nossas emoções, já que a Edith ainda podia nos dar uma bronca se nos visse discutindo.
No entanto, tive uma pequena vitória quando ela me viu acompanhado pela Isabella, que também detestou na hora ver uma mulher com um corpo melhor que o dela.
E as palavras da Edith só pioraram o clima entre elas.oAh, então você deve ser a esposa do conselheiro! – exclamou Edith, pegando as mãos de Isabella. – Por um momento, pensei que era sua esposa!O comentário arrancou um suspiro irritado de Isabella, que me olhou com desgosto.·Com licença!... Como é que você acha que uma mulher como eu…? — começou Isabella, mas eu a interrompi rapidamente, aproveitando a chance de esvaziar aquele ego inflado dela.
— Claro que não! — continuei cordial, olhando Isabella nos olhos. — A Marisol é muito mais gostosa, sexy, e tem um caráter muito melhor.
O incômodo inicial de Isabella se derreteu em vários sentimentos. De um lado, frustração, ao reconhecer que, apesar da beleza dela, a Marisol ainda a supera. Do outro, diversão, ao desviar o olhar sorrindo e com um leve tom de rubor nas bochechas, que podia ser interpretado entre vergonha e prazer, deixando claro que o comentário não a ofendeu muito.
Enquanto isso, a reação da Madeleine era inequívoca. A intensidade ardente do olhar dela traía o ódio profundo que sentia por mim. Parecia que cada palavra que eu trocava com Isabella a enchia de sede de vingança. As mãos cerradas e o maxilar apertado mostravam isso com sutileza.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Quem temos aqui? – comentou uma voz masculina profunda, que surgiu por trás de Edith.
A figura dele era imponente. Embora fosse um homem mais velho que eu, beirando os 50 anos, seu queixo quadrado endurecia o rosto, dando-lhe uma espécie de charme masculino e rústico, que, complementado por seus olhos azul-claros profundos, lhe conferia uma expressão dominante, capaz de encantar e intimidar ao mesmo tempo. Seus cabelos loiros e desgrenhados revelavam um estilo de vida ativo, como se tivesse voltado de uma excursão.
No entanto, sua compleição física robusta e sua alta estatura (eu estimava cerca de 1,95m), junto com a cor da pele bronzeada, sugeriam uma vida que aproveita o sol australiano. Por fim, seus ombros largos e postura ereta exalavam um ar de confiança e capacidade física.
Já sua roupa seguia o estilo executivo, perfeitamente sob medida, dando-lhe um ar sofisticado do mundo dos negócios.
Ainda assim, achei muito curioso que, embora Isabella tenha se alegrado brevemente ao ver o marido, ele pareceu nem sequer reconhecer a existência dela, como se a presença dela fosse totalmente irrelevante. Essa observação me fez questionar o compromisso dos dois dentro do casamento e os motivos reais de Isabella para acompanhar Victor até a empresa.
Uma leve sensação de desconforto pousou sobre meus ombros ao considerar a possibilidade de que a presença de Isabella no saguão do prédio não foi acidental. Será que ela foi capaz de esperar por mim, mesmo eu indo só uma vez por semana ao escritório da Sonia?
Esse pensamento me deixou ainda mais intrigado por ela, sem saber direito se era admirável ou preocupante. E bem inseguro sobre como interpretar isso.oEle é o Marco. É um dos nossos melhores funcionários. – Me apresentou Edith, irritando um pouco a Maddie. – Ele mesmo cuida de coordenar uns 60% dos planos de manutenção dos nossos serviços.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Incrível! – disse o homem, estendendo a mão enorme pra me cumprimentar, mas me encarando com aqueles olhos intensos, como se tentasse me hipnotizar.oMarco, ele é o conselheiro Victor. Veio pedir verba pro gabinete do prefeito.Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Mas me conta, Marco. Você já participou dos nossos processos democráticos?
Por algum motivo, senti que ele tentava me doutrinar, pelo tom de voz e pelos gestos assertivos das mãos. Enquanto conversava com ele, ficava cada vez mais claro que ele seguia os próprios interesses, tentando enfiar a perspectiva dele goela abaixo. Isso não me agradou nem um pouco, já que sou do tipo que prefere um diálogo aberto a impor opiniões nos outros.
Expliquei que tanto eu quanto a Marisol, mesmo tendo residência, não nos sentimos confiantes o suficiente pra criticar o sistema australiano, porque a gente compara ele direto com o do nosso país. E, sim, tem uns probleminhas menores, mas não achamos tão graves a ponto de reclamar.
Quando ele percebeu meu total desinteresse, resolveu se despedir da gente, já que a agenda dele tava cheia. Mas não pude deixar de notar a intimidade na conversa dele com a Maddie, com a mão dele bem mais pra baixo, quase rodeando a cintura dela — um gesto bem íntimo, comparado com o da Edith, que ele mantinha a distância com o braço esticado na altura do quadril. Era difícil ignorar as implicações, ainda mais pelo fato de ele nem ter dirigido uma palavra pra própria mulher.·Valeu, Marco! Por tudo! – exclamou Isabella, ao ver que eu não tava prestando atenção nela. E quando estranhei ouvir ela me agradecer pela primeira vez, ela sorriu daquele jeito tão safado que ela tem…·Embora estivesse pensando que… você e eu, não passamos muito tempo juntos… – ela começou de novo com seu joguinho de manipulação, ao pegar minha gravata mais uma vez.
– É verdade, Isabella. Mas como você pode perceber, eu trabalho… – respondi, com a mera curiosidade de saber onde ela queria chegar.·Que malvado você é!" – continuou ela, com uma voz provocante e mimada. – "Já fiz tanta coisa por você e você não fez nada!"
Não consegui evitar dar risada…
– "Como é que é?"
Ela continuou focada na minha gravata, pra evitar olhar nos meus olhos…·Bom… não é que eu tenha feito coisas por si só… mas já te perdoei muitas coisas… como quando você insultou minha filha, por exemplo… ou como no passeio com a associação de pais, que me deixou sozinha e indefesa… ou como agora, que te apresentei meu marido.
- Ah, pelo amor de Deus! – exclamei, diante da cara de pau dela. - Você sabe muito bem que nada disso é verdade, né?
E de fato, ela teve a cara de pau de olhar nos meus olhos.·Mas é verdade sim! Me incomodou!... e tava pensando que… o único jeito de te perdoar é… se me convidar pra um encontro agora.
- Como assim? Agora? – perguntei, olhando pro relógio. Já eram quase 5 e meia da tarde.·—Sim, agora! — exigiu com energia. — Já que estamos no Downtown, você tá tão gostoso e não tem nada melhor pra fazer.
Na real, eu discordava do último ponto dela, mas já que ela não ia me deixar em paz com essas "supostas dívidas", não tive outra opção a não ser aceitar.
— Tá bom! — respondi, sorrindo da cara de pau dela.·Sério? — Ela perguntou, dando um pulinho de incredulidade.
— Sim, mas te aviso que não tenho muito tempo.·Não se preocupa! - Ela sentenciou, vitoriosa. - Um encontro comigo, você nunca vai esquecer…
Lá no fundo, eu repetia exatamente a mesma coisa…
Voltamos pros elevadores e, como vocês podem imaginar pelo horário, eles não estavam tão vazios. São feitos pra 20 pessoas e naquela hora (a da saída) surpreendia como iam lotando.
Aproveitamos pra nos acomodar no fundo e, conforme o espaço ia diminuindo, peguei a oportunidade pra apalpar a bunda dela.

·Seu menino malvado! Seu menino malvado!" – ela começou a ofegar baixinho, sentindo meus dedos subindo e descendo pelo sulco da bunda dela.
No 12º andar, aproveitei para me colocar atrás dela e esperar que o movimento das pessoas fizesse o resto.
De fato, já chegando ao décimo andar, Isabella começou a esfregar a bunda na minha pélvis.·Maldito!... agh... Maldito!... -suspirava baixinho, rebolando sobre minha ereção.
Mas foi no nono andar, o antigo andar onde ficavam meus escritórios, que tudo ficou mais intenso.
Avistei a Gloria brava, forçando as pessoas pra conseguir entrar. Mas do lado dela, meu bom amigo Nelson, que com seu corpanzil se colocou ao lado dela, fazendo a pressão da galera apertar ainda mais a Isabella contra mim.·Aghp…— ela exclamou, enquanto minha mão esquerda rodeava sua cintura e estimulava sua pélvis, com massagens circulares em torno do seu púbis. — Menino safado!... Safado!... — sentenciava entre sussurros.
Mas no avanço lento e na parada do elevador, aproveitei a indiferença do sujeito à minha direita para apalpar o peito de Isabella e apertá-lo, comprimindo o mamilo dilatado entre meus dedos.
— Tá se sentindo bem, putinha? — sussurrei no ouvido dela, notando como seus suspiros ficavam mais intensos. — Quer que eu te faça gozar aqui? Com meus dedos? Na frente de todo mundo?·— Seu menino malvado!... Não, por favor!... — ela respondeu, fracamente, enquanto meus dedos se banqueteavam entre suas pernas.
— Tem certeza? — insisti, sussurrando no ouvido dela, pressionando meus dedos contra sua pélvis. — Posso fazer você gozar antes de chegar no primeiro!
Isabella soltou um gemido leve...·Por favor! – repetiu, embora acho que entendi errado...
Levantei a saia dela discretamente com a esquerda, escondida da vista dos outros, e fui direto pra calcinha fio dental. Como esperado, a esposa do conselheiro do prefeito tava molhadíssima e não foi problema aplicar a técnica favorita da Marisol pra enfiar meus dedos lá dentro.
Ela começou a ofegar cada vez mais, rebolando sem parar em cima do meu pau. O mamilo dela entre meus dedos tava inchado e duro, então eu aproveitava pra apertar e amassar ele de um jeito maquiavélico.
Chegávamos no terceiro andar e meu movimento de dedos era quase olímpico: meu dedo anelar e o do meio entravam e saíam com bastante fluidez, fazendo ela se segurar pra não gemer.
E quando a campainha do segundo andar tocou, Isabella gozou: a pélvis dela convulsionava gostosa em cima dos meus dedos e achei prudente tirar pra gente se ajeitar.
Foi aí que Isabella soltou um suspiro leve que chamou a atenção do cara à minha direita, que viu quando ela se soltou do meu peito e afastou a bunda do meu pau.
Ao contemplar a beleza da Isabella, o cara ficou de boca aberta, enquanto ela arrumava o cabelo e a parte do peito que eu tava apalpando. Divertido com a situação, mandei o cara ficar quieto, colocando meus dedos molhados nos lábios e sentindo pela primeira vez o gosto dos sucos dela.
Quando chegamos no primeiro andar, a Glória e o Nelson já tavam brigados e meu bom amigo seguia minha ex-secretária, tentando em vão fazer as pazes.
Mas o cara à minha direita não conseguia tirar os olhos da Isabella, que, sabendo que foi descoberta, queria que a gente saísse do elevador o mais rápido possível.·Como você teve coragem de fazer isso comigo?" – ela protestou, ao sair do prédio.
– Olha, foi você quem insistiu pra gente sair num encontro. – respondi, sem ceder.·Sim, mas…
- Então, vamos parar por aqui. – falei simples e diretamente, parando no meio do caminho.·O quê?
- Sim, vamos parar por aqui. – respondi, sem ceder. – Na primeira vez que falei com você, te disse que não saio com caretas… e se você acha que vou perder meu precioso tempo com você… (enfatizei, olhando o relógio) é livre para ir embora.·Mas Marco…—suplicou, tentando se fazer de vítima de novo em vão.
—Não! Você já sabe minhas regras! — me impus diante dela. — Se quiser sair comigo, vai ter que seguir minhas instruções sem reclamar.·Tá bom! – respondeu fracamente.
E aproveitando a submissão dela, agarrei a bunda dela…
- Isso aqui, você tem que preparar. – os olhos dela me olharam com terror. – Quando eu voltar das férias, vai ser uma das primeiras coisas que vou querer provar, então você tem que estar pronta, entendeu?
Mesmo tensa e assustada, dava pra ver a submissão nos olhos dela.·— Sim! — respondeu ela, ainda surpresa com minha mudança de atitude.
— Boa garota! — elogiei, já ansioso pra testar minha autoridade recém-conquistada sobre ela. — Acho que você merece uns presentinhos pelo seu bom comportamento…
Ofereci meu braço. Isabella estava toda sorridente. Quem sabe o que ela tava pensando, mas meus presentes eram bem diferentes do que ela esperava…Post seguinte
1 comentários - PDB 14 Só na saída… (I)
Necesita que le rompan bien el orto.