Olá, sou Aurora e faço isso como um diário e pra saber a opinião de vocês. Espero que possam me ajudar ou pelo menos me aturar. Sou um cara que, escondido, se veste de mulher – um travecão, um viado, sei lá. Essa fascinação por me vestir de mulher vem desde pequeno. Morei com três irmãs, minha mãe e um pai que me amava muito, mas tinha um defeito: era machista pra caralho e homofóbico. Meu pai e eu sempre tivemos problemas, nunca conseguimos nos dar bem, mas ele me queria pra cacete porque eu era o único filho homem dele. Com isso, eu era o queridinho da casa, diferente das minhas irmãs e da minha mãe, que sofriam com os ataques de raiva dele.
O motivo de a gente não se dar bem era porque tínhamos gostos diferentes. Ele curtia boxe, eu basquete; ele gostava de futebol, eu de eventos de esportes radicais, e assim em tudo. Apesar das diferenças, a gente tava sempre junto, mas meu pai era bom em várias coisas, desde o trampo dele. Às vezes ele me levava pro serviço pra se gabar do filho homem pros colegas e tentar mostrar que eu era melhor que os filhos dos outros caras. E, sinceramente, isso me apavorava. Eu sentia que os sapatos dele eram grandes demais pra quem eu era.
- Agora vem a parte boa. Quando eu era pequeno, tipo uns 5 ou 6 anos, a casa onde a gente morava era a única construída, então não tinha vizinhos e, por isso, não tinha outras crianças pra brincar. Então, eu só brincava com minhas irmãs, mas separando bem: cada um com seus brinquedos, eu com os de menino e elas com os delas. E, apesar de eu ter mais e melhores brinquedos – porque, como falei, era o queridinho –, eu via as bonecas delas, como elas brincavam de maquiagem que pegavam escondido da minha mãe, e o jeito delas brincarem me chamava muita atenção, mas nunca falei nada. Lembro que minha curiosidade foi tão longe que rolou o evento que me deixou confuso por muitos anos: foi quando experimentei as roupas da minha mãe e das minhas irmãs num momento em que tava sozinho. Naquela época, eu não sabia o que era se masturbar, então só sentia o êxtase de me ver com roupa e ver como ficava em mim, mas logo viria a dor. Depois daquele dia lindo, virou um hábito: sempre que eu estivesse sozinho em casa, me travestir. Até peguei o costume das minhas irmãs de roubar maquiagem da minha mãe kkkk, mas um dia quase fui pego. Depois daquela vez, minha cabeça ficou num conflito danado, porque só pensava no que meu pai diria, em como ele se sentiria decepcionado comigo e no que ele faria se descobrisse o que eu fazia. E a partir daí, parei de me travestir.
Mesmo depois de 3 ou 4 anos, minha mente ainda estava confusa. Negava um monte de coisas que me interessavam e que eu gostava, coisas que eram "de menina". Até comecei a fazer e ver coisas que não gostava, tipo futebol e boxe, tudo pra tentar fazer meu pai ficar orgulhoso. Mas aí aconteceu uma coisa que, na época, partiu meu coração. Recebemos um convite pro aniversário de um dos meus primos, que eu só conhecia de foto. Eles tinham a minha idade e eram praticamente tudo que meu pai queria que eu fosse: bons no futebol, fortes, rápidos e, acima de tudo, rudes. Porque eu era muito andrógino e magro. Meu pai ficou fascinado por eles, passava tempo com eles, e eu tentava acompanhar, mas por mais que me esforçasse, não conseguia. Eu só me estressava e ficava frustrado.
Passaram-se uns dias e, graças a um amigo que é quase um irmão pra mim, ele me emprestou o Xbox dele. Eu fiquei fascinado, e isso me fez esquecer o problema com meu pai e a competição que eu tinha na cabeça com meus primos. Não lembro qual jogo foi, mas sei que foi por causa de um jogo que aprendi que não precisava buscar aprovação e que algumas atitudes do meu pai não eram boas, como a agressão com minha mãe e minhas irmãs. E desde aquele momento, jurei uma coisa: não era ser melhor que ele, mas sim nunca ser como ele.
Avançando uns 2 anos, com meus 13 anos, eu já estava mais confiante. Quase não convivia com meu pai, porque pedi um Xbox Live e ficava jogando. Com meus amigos, tudo louco. E se tão se perguntando se eu já não tava mais buscando aprovação, porque eu parei de me vestir daquele jeito, a razão era mais que óbvia: se minhas irmãs me vissem, iam dar o alarme pros meus pais. E elas começaram a ficar mais em casa, e eu não queria arriscar tomar a maior surra da minha vida. Além disso, de tanto zoar, até esquecia de me arrumar — eu vestia um horror nessa fase da minha vida.
Mas exatamente nos meus 13 anos, aconteceram umas paradas que hoje eu falo "wtf" kkkk. Voltando pros meus 12, a gente conheceu o primo de um amigo, da mesma idade, e ele nos apresentou o pornô e como se masturbar — algo que vocês vão achar normal, talvez. Mas depois de nos passar essa sabedoria, eu e meus 3 amigos começamos a buscar novas formas de satisfação. Às vezes a gente trocava fotos das nossas irmãs, e nossos encontros eram pra ver pornô ou compartilhar revistas e desenhos quentes. Eu sei, super bizarro.
Lembro que, brincando com um amigo na minha casa, ele falou pra eu chupar ele, e ele ia chupar eu também, mas queria saber como era a sensação. Eu hesitei, porque tinha esquecido completamente que, em algum momento, eu me vestia com a roupa das minhas irmãs e via pornô hétero, e naquela época tava convencido de que era hétero. Mas no fim, eu fiz. E bem na hora que era a minha vez, minha mãe chegou, e eu nem consegui abaixar as calças. Com esse amigo, tive dois momentos assim, mas nunca por sentir algo um pelo outro, só porque a gente tava no tesão.
Por enquanto é só. Vou postando minha história aos poucos até chegar nos dias de hoje. Espero que vocês se interessem, e se sim, queria saber a opinião de vocês. Tchau, beijos na bunda.
O motivo de a gente não se dar bem era porque tínhamos gostos diferentes. Ele curtia boxe, eu basquete; ele gostava de futebol, eu de eventos de esportes radicais, e assim em tudo. Apesar das diferenças, a gente tava sempre junto, mas meu pai era bom em várias coisas, desde o trampo dele. Às vezes ele me levava pro serviço pra se gabar do filho homem pros colegas e tentar mostrar que eu era melhor que os filhos dos outros caras. E, sinceramente, isso me apavorava. Eu sentia que os sapatos dele eram grandes demais pra quem eu era.
- Agora vem a parte boa. Quando eu era pequeno, tipo uns 5 ou 6 anos, a casa onde a gente morava era a única construída, então não tinha vizinhos e, por isso, não tinha outras crianças pra brincar. Então, eu só brincava com minhas irmãs, mas separando bem: cada um com seus brinquedos, eu com os de menino e elas com os delas. E, apesar de eu ter mais e melhores brinquedos – porque, como falei, era o queridinho –, eu via as bonecas delas, como elas brincavam de maquiagem que pegavam escondido da minha mãe, e o jeito delas brincarem me chamava muita atenção, mas nunca falei nada. Lembro que minha curiosidade foi tão longe que rolou o evento que me deixou confuso por muitos anos: foi quando experimentei as roupas da minha mãe e das minhas irmãs num momento em que tava sozinho. Naquela época, eu não sabia o que era se masturbar, então só sentia o êxtase de me ver com roupa e ver como ficava em mim, mas logo viria a dor. Depois daquele dia lindo, virou um hábito: sempre que eu estivesse sozinho em casa, me travestir. Até peguei o costume das minhas irmãs de roubar maquiagem da minha mãe kkkk, mas um dia quase fui pego. Depois daquela vez, minha cabeça ficou num conflito danado, porque só pensava no que meu pai diria, em como ele se sentiria decepcionado comigo e no que ele faria se descobrisse o que eu fazia. E a partir daí, parei de me travestir.
Mesmo depois de 3 ou 4 anos, minha mente ainda estava confusa. Negava um monte de coisas que me interessavam e que eu gostava, coisas que eram "de menina". Até comecei a fazer e ver coisas que não gostava, tipo futebol e boxe, tudo pra tentar fazer meu pai ficar orgulhoso. Mas aí aconteceu uma coisa que, na época, partiu meu coração. Recebemos um convite pro aniversário de um dos meus primos, que eu só conhecia de foto. Eles tinham a minha idade e eram praticamente tudo que meu pai queria que eu fosse: bons no futebol, fortes, rápidos e, acima de tudo, rudes. Porque eu era muito andrógino e magro. Meu pai ficou fascinado por eles, passava tempo com eles, e eu tentava acompanhar, mas por mais que me esforçasse, não conseguia. Eu só me estressava e ficava frustrado.
Passaram-se uns dias e, graças a um amigo que é quase um irmão pra mim, ele me emprestou o Xbox dele. Eu fiquei fascinado, e isso me fez esquecer o problema com meu pai e a competição que eu tinha na cabeça com meus primos. Não lembro qual jogo foi, mas sei que foi por causa de um jogo que aprendi que não precisava buscar aprovação e que algumas atitudes do meu pai não eram boas, como a agressão com minha mãe e minhas irmãs. E desde aquele momento, jurei uma coisa: não era ser melhor que ele, mas sim nunca ser como ele.
Avançando uns 2 anos, com meus 13 anos, eu já estava mais confiante. Quase não convivia com meu pai, porque pedi um Xbox Live e ficava jogando. Com meus amigos, tudo louco. E se tão se perguntando se eu já não tava mais buscando aprovação, porque eu parei de me vestir daquele jeito, a razão era mais que óbvia: se minhas irmãs me vissem, iam dar o alarme pros meus pais. E elas começaram a ficar mais em casa, e eu não queria arriscar tomar a maior surra da minha vida. Além disso, de tanto zoar, até esquecia de me arrumar — eu vestia um horror nessa fase da minha vida.
Mas exatamente nos meus 13 anos, aconteceram umas paradas que hoje eu falo "wtf" kkkk. Voltando pros meus 12, a gente conheceu o primo de um amigo, da mesma idade, e ele nos apresentou o pornô e como se masturbar — algo que vocês vão achar normal, talvez. Mas depois de nos passar essa sabedoria, eu e meus 3 amigos começamos a buscar novas formas de satisfação. Às vezes a gente trocava fotos das nossas irmãs, e nossos encontros eram pra ver pornô ou compartilhar revistas e desenhos quentes. Eu sei, super bizarro.
Lembro que, brincando com um amigo na minha casa, ele falou pra eu chupar ele, e ele ia chupar eu também, mas queria saber como era a sensação. Eu hesitei, porque tinha esquecido completamente que, em algum momento, eu me vestia com a roupa das minhas irmãs e via pornô hétero, e naquela época tava convencido de que era hétero. Mas no fim, eu fiz. E bem na hora que era a minha vez, minha mãe chegou, e eu nem consegui abaixar as calças. Com esse amigo, tive dois momentos assim, mas nunca por sentir algo um pelo outro, só porque a gente tava no tesão.
Por enquanto é só. Vou postando minha história aos poucos até chegar nos dias de hoje. Espero que vocês se interessem, e se sim, queria saber a opinião de vocês. Tchau, beijos na bunda.
1 comentários - Diário de uma Sissy