
O TÔNICO FAMILIAR.
CAPÍTULO 3
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Como é lógico e normal, no dia seguinte acordamos mais tarde que o habitual. Umas dez da manhã, entrei na cozinha assobiando uma melodia alegre, meio cansado mas com o astral lá em cima. Minha avó tava preparando o café da manhã, com o avental florido cobrindo aquele conjunto de curvas de tirar o fôlego que eu agora conhecia tão bem. Ela não resistiu quando agarrei ela pela cintura e encostei meu corpo no dela, mas olhou pro teto e soltou um suspiro de contrariedade quando dei um beijo rápido na boca dela.
—Carlitos, por favor.
—O que foi? Tá puta comigo? — perguntei.
Suspirou de novo e olhou pra mim. Tinha um rubor saudável nas bochechas e os olhos verdes brilhavam. Apesar da expressão séria, estava radiante, e um sorriso lutava pra aparecer nos lábios dela. Não dava pra negar que tinha feito bem acabar com aqueles anos de celibato autoimposto. Nem parecia que tava com falta de sono, e olha que ela tinha dormido ainda menos que eu. Depois da nossa transa intensa, lavou os lençóis à mão pra tirar qualquer vestígio dos nossos fluidos e tomou um banho bem demorado.
Não, não tô brava. Mas não faz besteira onde alguém possa ver a gente — disse ela, finalmente.
Preferi não discutir o exagero da cautela dela. A gente tava sozinho em casa, e se aparecesse alguma visita, a gente ouviria aquele portão de ferro pesado abrindo, se fosse alguém da família, ou a campainha estridente, se fosse alguém da cidade ou um estranho. Me afastei dela pra agradar e fiquei olhando pras torradas quase com tanta vontade quanto olhava pra cozinheira. Meu estômago roncava, pedindo pra reabastecer o combustível que eu tinha gasto horas na cama de casal. O que minha avó disse em seguida quase me deu um treco.
—Falei no telefone com sua mãe.
—¡O quê?! Quando? —exclamei, tão alarmado que dei um passo pra trás.
—Faz um tempinho, antes de você acordar.
—Você... Você contou pra ela o que aconteceu ontem à noite?
—Claro que não! Você é louco? Ninguém pode ficar sabendo disso, ouviu? — ela disse, enquanto me servia o café e sentávamos à mesa.
Assenti e dei um gole longo na minha xícara. Quando meu coração voltou a bater normal, comecei a passar manteiga numa torrada e olhei pra minha companheira de mesa. Ela tomava café da manhã como se nada tivesse acontecido, mais rápido que o normal por causa do horário, e com uma fome que sem dúvida também vinha do exercício da noite.
—E do que vocês conversaram? — perguntei.
—Eles vão chegar ao meio-dia. Ela me ligou pra avisar que eu não preparasse comida porque vai trazer uns coelhos que um amigo caçador deu de presente pro seu pai.
Lembrei do que meu velho falou antes de pegar o táxi e me largar lá. "Sua mãe e eu vamos vir neste fim de semana ou no próximo." Caí na real que já era sábado; tava na casa há só seis dias, e tudo que tinha rolado fazia parecer muito mais tempo. Era normal a gente passar algum fim de semana na casa da vila durante o verão, e meus queridos pais tinham escolhido justamente esse. Se eu quisesse repetir a façanha de substituir meu avô na cama solitária da viúva dele, ia ter que esperar eles irem embora. Pelo menos ia poder ver minha mãe de biquíni, o que ia render material pras várias punhetas que eu teria que bater enquanto eles estivessem por lá. Imaginar a mamãe bronzeada e com a pele brilhando quando saía da água me fez pensar na piscina, e aí minha avó falou como se lesse meus pensamentos.
—Tem que limpar a piscina, que tá uma porcaria —ela disse—. Ultimamente não tô muito a fim de nadar e deixei ela meio largada.
—Mas hoje você vai tomar banho, né? — perguntei. Ver ela de biquíni de repente subiu pro topo da minha lista de desejos.
—Já vamos ver. Você cuida de limpar ela?
—Claro. Sem problema.
Valeu, meu anjo" —disse ele. Engoliu o resto do café da manhã e se levantou—. Vou dar comida pras galinhas, que hoje devem estar morrendo de fome, as coitadinhas.
Não queria que ela fosse embora sem antes sondar os pensamentos dela sobre o que rolou à noite. Tava claro que os efeitos do tônico tinham passado, e a atitude dela não era tão negativa quanto eu temia. Também não era especialmente positiva, e eu precisava de mais informações pra não pisar na bola quando tentasse meter o que vocês já sabem de novo.
—Espera... Posso te fazer uma pergunta? — falei, olhando nos olhos dela.
—Claro. Me fala.
—Você se arrepende do que aconteceu ontem à noite?
Fechou os olhos por uns segundos e soltou mais um daqueles suspiros dramáticos dela.
—Olha, filho... Não sei o que deu em mim ontem à noite. Não sei se foi o vinho, ou o calor, ou o fato de estar há muito tempo... sozinha, mas a gente não devia ter feito aquilo. Não foi certo.
—Você não se divertiu? — perguntei, embora soubesse muito bem a resposta.
—Eu não disse isso. Foi... enfim, foi... gostoso —admitiu, com uma timidez encantadora.
—Agradável? Você gozou que nem um animal.
—Carlitos!
—Haha! Desculpa. Mas você não me respondeu. Se arrepende de ter feito isso?
A resposta foi melhor do que eu esperava. Ela me sorriu com carinho, colocou a mão no meu ombro e se inclinou pra me dar um beijo longo na testa.
—Não, tesouro. Não me arrependo — sussurrou, tão perto que senti seu hálito quente na minha bochecha.
Dito isso, ela saiu da cozinha e foi vestir um dos seus vestidos de trabalho já surrados. Eu fiquei sentado com um sorrisão no rosto e um calhamaço no meio das pernas. Ficar perto dela já bastou pra me deixar de pau duro igual um jegue. Ela não se arrependeu, foi o que disse, e ainda por cima não soltou frases como "Isso não vai se repetir" ou algo do tipo. Eu tava decidido a fazer acontecer de novo, e sem precisar daquele tônico milagroso.
Limpar a piscina não me tomou muito tempo. Como já disse, ela era bem pequena, uns três metros de comprimento, e tão rasa que com meu 1,62m só me cobria até os ombros. Tirei as folhas e os bichos mortos com a rede, esvaziei, limpei os azulejos de dentro e coloquei pra encher. Passei o cortador na grama ao redor, limpei o guarda-sol e os móveis de jardim: a velha mesa de ferro forjado pintada de branco, umas cadeiras de plástico de bar e um par de espreguiçadeiras de vime bem confortáveis. Depois de ligar a bomba e ver que a água, fresca e cristalina, subia num ritmo constante, fui buscar minha avó.
Tava tirando os últimos trecos da garagem. Depois de cinco dias de trampo, finalmente conseguimos deixar ela vazia, pronta pra uma boa limpeza e uma mão de tinta. Trabalhamos como se nada de anormal tivesse rolado, batendo papo e zoando de vez em quando. Só uma vez ela mostrou preocupação com a chegada iminente dos meus pais, e eu jurei que não ia falar nem fazer nada que pudesse levantar suspeitas. De resto, nem Sherlock Holmes, Hércules Poirot e o Tenente Colombo formando um time poderiam ter deduzido que aquela viúva peituda e corada tinha sucumbido à safadeza com o netinho dela na noite anterior.
Meus velhos chegaram depois do meio-dia, no táxi cujo branco cegava sob o sol escaldante. A anfitriã cumprimentou eles com aquele jeito carinhoso de sempre, principalmente minha mãe, com quem se dava super bem. Meu pai me deu um cascudo carinhoso e deixou a mãozona no meu pescoço enquanto me interrogava.
—E você? Deve tá trampando, né? —perguntou.
Ia responder de forma inteligente, mas a vó, que tava por perto e tinha um ouvido de águia, se adiantou.
—Mas como é que você pode dizer que seu filho é preguiçoso? —exclamou ela, depois de dar um tapinha no braço do filho—. Ele passou a semana inteira trabalhando que nem um burro. E não reclamou uma vez sequer.
—Bom... Isso eu teria que ver pra acreditar —disse meu pai, me olhando com um sorriso maroto.
O que tu não acreditaria é na quantidade de porra que eu enfiei no corpo da sua mãe ontem à noite, papai", pensei, com um sorriso beatífico. Por algum motivo, com certeza ligado à testosterona e alguma dinâmica primitiva de poder masculino, meu pai já não me intimidava tanto como antes. Pode ser que ele transasse com a minha mãe, mas eu tinha transado com a dele. Isso era pelo menos um empate.
Falando em mãe, a minha me recebeu com um abraço e um beijão na bochecha. Me senti meio culpado porque mal senti falta dela, e não pensei nela nem uma vez enquanto batia uma, obcecado pelos encantos da sogra dela. Deixei isso claro devolvendo o abraço com mais entusiasmo que o normal. Era bom abraçar alguém da minha altura, pra variar. A proximidade do corpo dela quase fez eu ficar duro de novo, então tentei pensar em outra coisa enquanto entrávamos em casa.
Pouco depois, as mulheres da casa trabalhavam lado a lado na cozinha, preparando os coelhos que tinham chegado no táxi e batendo papo animadamente sobre isso e aquilo. Meu pai assistia a um programa esportivo na sala de estar, e eu alternava minha presença entre os dois cenários, cerveja na mão. Eu gostava de esportes, mas gostava mais das cozinheiras. Fiquei um bom tempo sentado na mesa da cozinha, admirando elas. Elas se viravam na bancada, de costas pra mim, alheias ao meu olhar tarado.
As duas fêmeas não podiam ser mais diferentes. Felisa, pouco mais de um metro e setenta de curvas acentuadas por uma maturidade favorecedora e o ar saudável do campo, peitos como potes, quadris de gostosa e pernas de dar vontade de se agarrar como um coala no tronco de um eucalipto. Do lado dela, Rocío, sua nora, pouco mais de um metro e cinquenta, corpo enganosamente jovem de peito quase liso, bundinha dura de ginasta e pernas bem torneadas, com aquele bronzeado de classe trabalhadora que sumiria quando o outono chegasse. Uma ele já tinha possuído e a outra era uma fantasia inconfessável de punheta adolescente que talvez nunca se realizasse. Mas se tinha aprendido algo na noite anterior, era que até os desejos mais absurdos e proibidos podiam se realizar.
Naquele dia, mamãe estava usando um look de verão bem campestre. Um short jeans que deixava as coxas de fora e destacava a bunda bem definida dela, um tênis branco simples sem meia e uma camiseta branca de manga bem curtinha que colava no corpo dela, tanto que dava pra ver as alças do biquíni por baixo. Sem dúvida, ela tava doida pra pegar um sol e dar um mergulho, e fiquei feliz por ter deixado a piscina tão limpa.
Num dado momento, enquanto dava uns goles no meu litrão, percebi que minha avó tava cortando umas cenouras. As lembranças da noite anterior vieram à mente feito uma avalanche (aliás, até hoje não consigo ver uma cenoura sem ficar de pau duro), e apesar das minhas promessas, não resisti em mandar uma piada interna pra ela.
—Vó, quer que eu te ajudo a descascar as cenouras? —falei. Dei uma leve entonação na palavra “descascar” que só ela ia sacar.
Ela virou a cabeça e me fulminou com o olhar por cima dos óculos. Na mesma hora lembrou que tínhamos plateia e o rosto dela recuperou a doçura de sempre num piscar de olhos.
—Não precisa, amor. Eu me viro sozinha —respondeu. Deu uma ênfase leve na última frase que só eu entendi, e me deu uma alegria safada ela responder minha brincadeira com tanta sacada.
Minha mãe também me olhou, com uma sobrancelha levantada e um sorriso irônico nos lábios finos.
—Mas ela te ajuda na cozinha? —perguntou pra sogra, embora olhasse pra mim— Tem certeza que esse é meu filho?
As duas riram e eu também. Quando a comida ficou pronta e nós quatro sentamos à mesa, recebi uma notícia que mudou minha forma de encarar o fim de semana. Meu velho não ia dormir aqui. Ia embora de tarde e só voltaria no fim da tarde do dia seguinte.
—Mas filho, você realmente não vai ficar? Trabalha demais — disse minha avó, sinceramente triste com a notícia.
—Até gostaria, mas hoje à noite tem um festival de música importante na cidade e o centro vai estar bem agitado. Vai ter trabalho pra chuchu — explicou, antes de deixar no osso com uma só mordida uma coxa de coelho.
Como bom taxista que era, meu pai era muito pão-duro. Não ligava de trabalhar no fim de semana, de dia ou de noite, sempre de olho nos eventos da cidade, caçando cliente que desse uma boa corrida. Por um lado, me irritava ele ir embora, já que a gente tinha o costume de passar a tarde jogando Stratego quando ficava na casa da roça, um dos poucos hobbies que a gente dividia. Por outro, a ideia de ficar sozinho com as duas mulheres era excitante. Se vocês tão se perguntando, e já adiantando os acontecimentos, aviso logo que não rolouménage à troisMas, como vocês vão ver mais adiante, eu garanto que não desperdicei a tarde e a noite daquele sábado de verão.
Depois de comer, meu pai tirou uma soneca rápida no quarto de hóspedes e foi embora umas cinco horas. Nós, o resto, estávamos na sala, vendo um filme família meloso. Pra ser sincero, só eu tava assistindo. Minha mãe tinha apagado no sofá e a vovó dava umas cabeçadas engraçadas na poltrona, tentando prestar atenção na tela. Quando o filme acabou, mamãe espreguiçou e se levantou.
—Bom, vou tomar um banhozinho. Vocês vão entrar? —disse ela, ainda sonolenta.
O cabelo curto e loiro dela tinha se bagunçado durante a soneca e a franja rebelde tapava um olho. Claro que eu topei na hora e olhei pra minha avó cheio de esperança. Depois de uma pausa rápida, ela concordou e foi pro quarto trocar de roupa. Eu fiz o mesmo. Peguei da minha mala o meu sungão tipo bermuda, de cores chamativas e comprido até o joelho, bem anos noventa. Coloquei sem nada por baixo. Se minha ereção ficasse muito evidente, eu entrava na água ou deitava de barriga pra baixo na toalha. Ou então as senhoras iam ter que lidar com a visão da minha masculinidade vigorosa. Peguei o radinho a pilha, o cigarro e o isqueiro antes de sair.
Já do lado de fora, sob o sol ainda abafado da tarde, encontrei minha mãe sentada numa das espreguiçadeiras, ao lado da bolsa de piscina dela. Enquanto me aproximava, dei uma boa olhada na sua figura familiar e ao mesmo tempo excitante. Ela usava um biquíni branco simples com bolinhas vermelhas minúsculas, que combinava super bem com o tom da pele dela e se ajustava ao corpo pequenino, deixando pouco para a imaginação, mas sem ser escandaloso. Protegia os olhos com uns óculos escuros grandes e, mesmo assim, percebi o olhar dela enquanto estendia minha toalha na grama.
— O campo tá te fazendo bem, filho. Até parece que cê tá mais forte — comentou.
Só concordei e sorri, me sentindo lisonjeado pra caralho com o comentário dela, mesmo eu não tendo notado mudanças no meu corpo magro. Talvez, depois daqueles dias de trampo pesado, eu estivesse mais definido. Aí ela abriu a bolsa de plástico transparente com estampa de fundo do mar e tirou um pote de bronzeador. Passou o creme branco nos braços e nas pernas, e a pele já bronzeada dela ficou com aquele brilho que eu amava. Depois, estendeu o pote na minha direção e fez um gesto que eu entendi na hora.
A cena de um filho com fantasias imorais passando bronzeador na sua mãe gostosa já foi tão repetida e explorada em contos e filmes que não vou perder muito tempo descrevendo ela. Só vou dizer que, quando minhas mãos escorregadias se moviam pela parte de trás das coxas dela, me deixei levar e toquei uma das bundas dela. Ela me deu um chute leve e me repreendeu num tom mais brincalhão do que irritado.
—Essas mãos, tarado.
Não era a primeira vez que acontecia, e ela levava na brincadeira, uma piada meio picante, mas aceitável entre mãe e filho. Claro, a massagem deixou minha pica dura igual a um cacete de pastor, e eu sentei na toalha pra disfarçar. Não tive nem um minuto pra tentar esfriar a cabeça, porque naquela hora chegou minha avó, e assim que pus os olhos nela, o sangue ferveu e o volume no meu shorts ameaçou rasgar o tecido.
Ela usava um maiô de uma peça só, verde turquesa, que combinava perfeitamente com seus cabelos ruivos maduros, sem nenhum outro enfeite além de uma pequena estrela-do-mar branca no decote. E que decote... A roupa justa só cobria metade dos seus peitos absurdos, que vibravam levemente no ritmo dos seus passos rápidos. Eu tinha certeza de que qualquer movimento brusco os faria pular para fora daquela frágil prisão de lycra. Em volta dos seus quadris largos, um pareô florido ondulava, destacando o volume da bunda avantajada e deixando à mostra apenas uma das suas coxas grossas. Ela tinha tirado os óculos e completava o visual de piscina com um chapéu redondo e charmoso, enfeitado com uma fita azul.
Ciente de que eu não tirava os olhos dela, ela caminhou pela grama até a espreguiçadeira que ficava embaixo do guarda-sol. Sorria com timidez e notei que ela estava meio sem graça, como se, em vez do neto, estivesse sendo observada por milhares de pessoas num estádio.
— Preciso comprar um maiô. Este ficou pequeno pra mim — disse ela, falando com a nora.
Minha mãe abaixou os óculos escuros e deu uma olhada nele.
—Fica bem em você, mulher. E essa cor te cai muito bem — disse a mamãe.
—Te falo que ficou pequeno pra mim. Engordei pra caramba desde o verão passado.
—Qual é! Você tá gostosa pra caralho, Feli. Te vejo até mais novinha do que da última vez que a gente veio.
Os parentes e amigos próximos chamavam minha avó de "Feli", diminutivo de Felisa. Eu as ouvia conversar em silêncio e não pude evitar me sentir cheio de orgulho, pois, sem dúvida, o desabafo da noite anterior tinha tirado vários anos daquela viúva solitária. Tive que me segurar para não soltar uma centena de elogios e cantadas que me vieram à cabeça, todos inapropriados na presença da minha mãe. Quando ela se levantou e tirou o pareô, pude ver que o maiô estava com sérios problemas para cobrir toda a sua bunda redonda. Era verdade que estava apertado, e isso não podia me deixar mais feliz.
—Bom, vou me refrescar que tá um calorão —disse a gostosa sereia de biquíni verde.
Ela entrou na água e minha mãe ficou deitada de bruços na espreguiçadeira, com a cabeça apoiada nos braços. Sabia que ela ainda ia pegar um solzinho por um bom tempo antes de se molhar, então não perdi a chance e me joguei na água.
—Ai! Mas que bruto você é —reclamou minha avó, toda respingada pelo impacto do meu corpinho.
Ela se vingou jogando água em mim com a mão e começou a se movimentar devagar na água, mexendo os braços e com as pernas dobradas para que a água cobrisse até o pescoço dela. Depois de confirmar que minha mãe não estava olhando, me aproximei dela e falei perto do ouvido dela. As espreguiçadeiras estavam longe o bastante da piscina para a gente poder conversar em sussurros sem preocupação, e além disso a música do rádio de pilha dominava os outros sons na tarde tranquila de verão.
—Tá gostosa demais com esse biquíni.
—Psiu! Cuidado com o que você fala, sua mãe pode ouvir a gente — ela sussurrou, olhando nervosa por cima da borda da piscina.
—Fica tranquila, ele não nos ouve.
Deixei a água me cobrir até o pescoço também, o que no meu caso foi bem mais fácil, e a segui quando ela se afastou um pouco. Num espaço tão pequeno, não tinha pra onde correr.
—Também acho que tu tá melhor que no verão passado — falei pra ela.
—Anda logo. Não tá me vendo mais gorda?
—Gorda, você me deixa de pau duro.
—Carlitos! —ela me repreendeu. Olhou de novo pra minha mãe imóvel e de novo tentou se afastar de mim.
Como se quisesse provar meu ponto, puxei a sunga até as bolas, deixando minha cobra faminta balançar à vontade debaixo d'água. Me aproximei da minha presa por trás e agarrei sua cintura, apertando a cabeça da pica contra o pano molhado que cobria a bunda dela. Ela percebeu, tentou se soltar sem sucesso e virou a cabeça pra me encarar. As bochechas dela já estavam bem vermelhas e os olhos brilhavam na sombra do chapéu. Em outras circunstâncias, ela teria gritado comigo, mas teve que se contentar com um sussurro enérgico, entre furioso e suplicante.
—Fica quieto. Você me prometeu que não ia fazer nada estranho com seus pais aqui.
—O que acontece debaixo d'água não conta —afirmei, debochado—. Não se preocupa com a minha mãe. Certeza que ela dormiu de novo.
Empurrei um pouco mais e meu pau entrou na fresta apertada do cu dela, arrastando o tecido da sunga. Ela se remexeu um pouco, com medo de chamar atenção. Não só não conseguiu se livrar de mim como mudei o ponto de apoio da cintura dela para a parte de baixo das tetas dela. Ela conteve um suspiro fundo e tentou evitar, de novo sem sucesso. A situação e a luta estavam me esquentando até limites insuspeitados, mas me esforcei pra não passar do ponto.
—Carlitos, pelo amor de Deus... Para.
—Fica tranquila, não vou enfiar no teu cu não.
—Cara, só faltava essa mesmo!
Desci uma das minhas mãos pela barriga dela até a virilha e enfiei por baixo do tecido, colado como uma segunda pele na buceta carnuda dela. Ela deu um pulo que balançou a superfície da água quando meus dedos cutucaram por baixo dos pelos ruivos. Ela respirava como se tivesse nadado vários lances numa piscina olímpica e tremeu quando sentiu meus lábios na pele quente do pescoço e do ombro dela.
—Para de uma vez... Por favor —implorou, com menos convicção que antes.
—Vai pro banheiro e me espera lá. Eu vou daqui a cinco minutos.
—Tá maluco? Nem pensar.
—Minha mãe não vai perceber.
—E se ele sentir nossa falta e vier nos procurar? Hein? E se ele entrar em casa pra beber água ou sei lá o quê? Para de falar besteira, pelo amor de Deus.
Não ia convencer ela a dar uma rapidinha no banheiro, mas pelo menos tava considerando a situação e já não tava mais resistindo. Tava deixando ela com tesão sem precisar do tônico, e isso já era vitória suficiente. Quase. Não dava pra sair da piscina com um pau duro daquele jeito e eu precisava me aliviar de qualquer forma sem chamar a atenção da minha mãe, que continuava deitada de bruços, torrando no sol e sem dar sinais de atividade.
—Vem aqui.
Apoiei as costas na parede da piscina, numa posição de onde dava pra vigiar as espreguiçadeiras. Puxei minha avó com cuidado, segurando ela pelo pulso, e fiz ela ficar do meu lado. Levei a mão dela até minha buceta e ela me olhou assustada, com os olhos verdes bem arregalados.
—Vem cá... Faz uma punheta pra mim e te deixo em paz, juro.
—Mas o que você tá dizendo? —exclamou, perto do meu ouvido. Olhou pra minha mãe e depois de novo pra mim—. Você não pode... soltar isso aqui na água. E se sua mãe engravidar?
Quase soltei uma gargalhada com o argumento da minha companheira ingênua.
—Não fala bobagem, vó. Isso aí é só lenda. Os espermatozoides morrem na água, ainda mais se tiver cloro — expliquei, me achando o expert em biologia.
—Tem certeza?
—Claro que sim. Era um aluno ruim, mas aprendi alguma coisa no colégio.
Após alguns segundos de hesitação, finalmente consegui que seus dedos envolvessem meu pau, como os tentáculos amorosos de um polvo. Sem parar de olhar para minha mãe, ela começou a me masturbar debaixo d'água. A mão dela se movia mais rápido do que eu gostaria, mas admiti que era uma boa ideia terminar logo, por mais vontade que tivesse de passar horas brincando com ela na piscina. A água estava tão clara que, se eu olhasse para baixo, podia ver a mão branca estimulando o tronco moreno.
—Mas não olha! Disfarça, pelo amor de Deus — ela disse, e acelerou o ritmo de um jeito que a água se agitava ao redor do peito dela.
Passei o braço por cima dos ombros dela e agarrei um peito. Enfiei a mão por baixo do tecido do biquíni até encontrar o mamilo, durinho por causa da água fresca, e apertei até ouvi-la segurar um gemido fraquinho.
—Carlitos...
—Só um pouquinho... Assim eu termino mais cedo.
E não me enganei. Amassar aquela teta monumental e o movimento hábil da mão dela me levaram ao êxtase em poucos minutos. Apertei os lábios para não rugir de prazer e meu corpo inteiro tremeu enquanto minhas bolas cheias se esvaziavam em várias descargas submarinas intensas. Quando minha avó viu o esperma suspenso na minha frente, formando na água algo parecido com a fumaça de um cigarro, sussurrou uma nova invocação ao deus dela e tateou debaixo d'água pra fazer sumir logo as provas do crime. Antes que ela se afastasse de mim, dei um beijo rápido nos lábios dela.
Apenas cinco minutos depois, minha mãe se virou e se sentou, olhando para a piscina com seu sorriso irônico de sempre. Não havia nada que denunciasse a luxúria desenfreada de pouco antes. Eu flutuava de barriga pra cima, relaxado sob o sol, e minha avó nadava bem devagar de um lado pro outro da piscina pequena. Nós dois ficamos olhando pra ela, na expectativa. Se ela tinha notado algo estranho enquanto se bronzeava, não dava sinais disso.
—Parece que vocês dois ficaram bem amiguinhos, hein? Não param de cochichar —disse por fim, num tom de brincadeira, mas sem nenhum sinal de desconfiança.
Minha avó sorriu, e apesar dos esforços dela pra disfarçar, eu vi que o comentário deixou ela nervosa. Não precisava ficar assim. Minha mãe tinha percebido os sussurros, mas era óbvio que não fazia ideia do que era.
—A gente tava falando de como você cozinha mal. Devia deixar a vó te dar umas aulas antes de voltar pra casa —falei, antes que o silêncio ficasse estranho.
—Ah, é? Agora você vai ver.
Dito isso, tirou os óculos escuros e se jogou na água. Pulou em cima de mim pra tentar afundar minha cabeça, e mesmo eu tendo acabado de gozar, o roçar do corpo dela endureceu de novo meu ávido tentáculo do amor. Rimos e aproveitamos o resto da tarde, até o sol começar a sumir atrás das montanhas. Foi uma tarde boa, sem dúvida, uma tarde agradável em família, temperada com atos de natureza pecaminosa, tórridos e submarinos. Mas o dia não tinha acabado. Ainda faltava a noite daquele sábado interessante de junho.
CONTINUA...
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