De valentão a puta (troca de gênero)

A luz do sol filtrada pelas cortinas foi a primeira coisa que notei. Um feixe quente que banhava meu rosto, mas algo estava terrivelmente errado. Não era a sensação habitual de acordar. Meu corpo parecia... diferente. Leve, de certa forma, mas com um peso estranho no peito que nunca tinha experimentado antes. Tentei me mover e minhas pernas se roçaram com uma suavidade que me pareceu alienígena. Não havia aquele volume familiar, aquela presença constante entre minhas coxas que tinha acompanhado cada um dos meus vinte e dois anos de vida. Em vez disso, senti uma ausência oca, uma sensação de vazio que me fez abrir os olhos de repente. Meu quarto. Minha cama. Mas definitivamente não era meu corpo. Me levantei rápido demais e o movimento fez algo pesado e estranho se mover no meu peito. Olhei para baixo e o que vi me deixou sem fôlego. Duas protuberâncias redondas, perfeitas, coroadas por mamilos de cor rosa pálido que se enrijeciam com a brisa da manhã. Peitos. Peitos femininos, generosos, talvez um tamanho D, firmes e empinados de um jeito que desafiava a gravidade. —Que porra é essa...? —minha voz saiu diferente. Mais aguda, melodiosa, com um timbre que soava estranhamente sedutor até para os meus próprios ouvidos. Com mãos trêmulas, que notei agora serem menores e mais delicadas, com unhas cuidadas e longas pintadas de um vermelho escuro que eu nunca teria escolhido, puxei os lençóis para trás. Meu torso era uma obra de arte: cintura estreita que se alargava em quadris pronunciados, pele de porcelana sem uma única imperfeição, pelos pubianos escuros e aparados que formavam um triângulo perfeito sobre... Minha mão desceu instintivamente para onde deveria estar minha virilidade. Nada. Apenas uma fenda suave, úmida, que pulsava com uma sensibilidade que me fez gemer assim que meus dedos roçaram as dobras externas. Era real. Era tangível. Eu tinha uma buceta. Um clitóris que latejava forte sob meu toque, enviando ondas de prazer que me fizeram gemer involuntariamente. Pulei da cama, ignorando a estranha sensação dos meus peitos balançando a cada movimento, e corri para o espelho de corpo inteiro que tinha no armário. O que vi me deixou paralisado, com a boca aberta e os olhos arregalados. Era... linda. Não, mais que linda. Era espetacular. O tipo de mulher que aparecia em capas de revista, em vídeos de modelos do Instagram, nas suas fantasias mais selvagens. Cabelo longo e escuro que caía em ondas perfeitas até o meio das minhas costas. Olhos grandes cor de avelã com cílios longuíssimos. Lábios carnudos, naturais, de um rosa intenso que pareciam feitos para o pecado. Maçãs do rosto altas, nariz pequeno e arrebitado, pele sem poros nem imperfeições.De valentão a puta (troca de gênero)Mas era minha estrutura facial, reconhecível mas transformada, feminizada de um jeito que conservava certos traços mas os elevava a uma versão divina de si mesmos. Meu maxilar estava suavizado, minha testa mais delicada, meu pescoço longo e elegante como o de um cisne. Baixei o olhar pelo meu reflexo. Os peitos eram perfeitos, simétricos, com uma curva que convidava a ser tocada. Os mamilos, agora eretos pelo frio do quarto, eram do tamanho de moedas pequenas, de um tom rosado que contrastava com a brancura da minha pele. Meu abdômen tinha a suave definição de alguém que faz pilates, com linhas sutis que conduziam para... Afastei as pernas levemente e observei minha nova anatomia. Os lábios vaginais eram pequenos, rosados, molhados. Tudo estava raspado exceto aquele pequeno triângulo de pelo escuro sobre meu monte de Vênus. Era esteticamente perfeito, como se um cirurgião plástico tivesse desenhado cada milímetro. — Isso não pode estar acontecendo — sussurrei, e o som da minha voz, aquele tom sensual e rouco, me fez estremecer. Passei as horas seguintes em um estado de choque absoluto. Revisei meu celular. Data normal. Mensagens de amigos perguntando por mim. Busquei na internet. "Transformação de homem para mulher", "síndrome de mudança de gênero repentina", "casos de metamorfose humana". Nada. Absolutamente nada que não fossem fóruns de ficção ou teorias conspiratórias de ficção científica. Finalmente, depois de me vestir com dificuldade — minhas roupas anteriores pendiam enormes sobre meu novo corpo diminuto e curvilíneo, então tive que revirar meu armário onde encontrei, para minha surpresa, nada que pudesse usar e vesti a primeira coisa que achei, decidi ir ao hospital. O trajeto foi um pesadelo. Cada pisada fazia meus peitos se moverem de maneira hipnótica sob a camiseta justa que eu tinha encontrado. Sentia o tecido da minha calcinha, uma seda finíssima, roçando contra minha nova anatomia com uma intimidade que me era perturbadora. E o roçar das coxas, essa ausência do meu membro, essa sensação de vulnerabilidade total... era avassaladora. No hospital, depois de horas de espera e olhares de médicos que oscilavam entre a confusão profissional e o desejo evidente, recebi o diagnóstico. —Senhorita... —começou o doutor, um homem de meia-idade que não conseguia parar de olhar meu decote—, os exames são... conclusivos. Seu corpo apresenta uma estrutura cromossômica XX perfeitamente normal. Seus níveis hormonais são típicos de uma mulher adulta em idade fértil. Não há vestígios de cirurgia reconstrutiva, não há cicatrizes, não há evidência de procedimento médico algum. —Mas eu era homem —insisti, minha voz tremendo, fazendo o doutor se arrepiar visivelmente com o som—. Ontem! Ontem eu tinha pau, tinha barba, tinha...! —Entendo sua confusão —me interrompeu, ajustando os óculos com nervosismo—, mas os fatos são irrefutáveis. Você é biologicamente uma mulher. Uma mulher perfeitamente saudável, com todos os sistemas funcionando corretamente. Sua... transformação, se é que podemos chamá-la assim, não tem precedentes médicos. Não existe tratamento porque não há doença. Não há cura porque não há nada para curar. —Então o que eu faço? —minha voz falhou, e as lágrimas que brotaram foram reais, embora meu reflexo na janela do consultório mostrasse uma beleza devastadora mesmo chorando—. Como eu vivo assim? O doutor suspirou, seus olhos percorrendo meu corpo de maneira pouco profissional mas compreensível dada minha aparência. —Aprenda. Aprenda a ser quem você é agora. Existem grupos de apoio, terapeutas especializados em identidade de gênero. Mas do ponto de vista médico... —fez uma pausa, engolindo em seco—, você está perfeita. Fértil, saudável, com um corpo que muitas pagariam fortunas para ter. Saí do hospital em transe. Não havia volta atrás. Não era um pesadelo do qual eu acordaria. Era minha nova realidade. As semanas seguintes foram um turbilhão de aprendizado forçado. Aprendi a colocar sutiãs, esses estruturas engenhosas mas desconfortáveis que sustentavam meus peitos. Aprendi a andar de salto alto, sentindo como meu corpo se movia de um jeito diferente, com os quadris balançando de forma sedutora. Aprendi a me maquiar, destacando meus olhos grandes com delineador, pintando meus lábios carnudos com cores que prometiam prazer.troca de corpoMas também aprendi outras coisas. Aprendi o que significava ser olhada como um objeto. Os olhares dos homens na rua, que antes eram invisíveis para mim como homem, agora eram palpáveis, famintos, alguns ameaçadores. Aprendi que minha voz, minha nova voz, tinha poder sobre os homens de um jeito que minha antiga voz nunca teve. E aprendi sobre a frustração. A frustração da minha nova anatomia. Meu corpo tinha necessidades diferentes, reações diferentes. Minha libido, antes direta e simples, agora era um labirinto de sensibilidades. Meus peitos respondiam ao mais leve toque, mandando faíscas direto pra minha virilha. Meu clitóris, esse pequeno botão de nervos, era uma fonte de prazer tão intensa que me deixava tremendo só de pensar nele. Me masturbar foi uma descoberta. No começo tentei fazer como antes, procurando uma ereção que nunca vinha, uma rigidez que não existia. Mas quando deixei meus dedos explorarem suavemente, quando roçaram meu clitóris com a ponta de um dedo, o orgasmo que me sacudiu foi tão intenso, tão diferente, tão... prolongado, que gritei até ficar rouca. Era um prazer mais profundo, mais ondulante, que se espalhava por todo o meu corpo como ondas de calor líquido. Não era aquela explosão fugaz e localizada que eu conhecia. Era um tsunami que me consumia por completo, me deixando sem ar, sem forças, sem pensamentos coerentes. Mas também tinha algo mais. Uma sensação de... submissão. Não conseguia evitar. Na minha vida anterior eu tinha sido o dominante, o agressor, o que impunha sua vontade. Agora, com esse corpo, sentia uma estranha vulnerabilidade que me excitava de jeitos que eu não queria admitir. A ideia de ser tomada, de ser penetrada, de entregar o controle... me fazia molhar a calcinha só de imaginar. Tentei lutar contra esses pensamentos. Tentei manter minha antiga personalidade, minha antiga arrogância. Mas era difícil quando os homens te olhavam como presa, quando seu corpo reagia com submissão ao mínimo demonstração de dominância masculina. Um mês depois da minha transformação, decidi voltar para a universidade. Eu estava evitando, usando desculpas médicas, mas sabia que eventualmente teria que encarar minha antiga vida. Andar por aqueles corredores foi surreal. Os mesmos corredores onde eu tinha reinado como rei, onde tinha intimidado e humilhado quem me parecia fraco. Agora eu andava por eles com saltos de seis polegadas, uma saia curta que deixava ver minhas pernas perfeitas, e uma blusa branca justa que deixava pouco para a imaginação em relação ao meu generoso decote. As reações foram imediatas. Os caras que antes me cumprimentavam com respeito agora me olhavam com luxúria desenfreada. As garotas que antes temiam minha presença agora me olhavam com inveja e desdém. E os que eu tinha feito bullying... bom, isso era o que mais me preocupava. Especialmente ele. Carlos. O gordo. O otaku. O inútil. Carlos tinha sido minha vítima favorita durante anos. Gordo, baixinho, com óculos grossos e uma obsessão por anime e videogame que o tornavam o alvo perfeito. Eu tomava o dinheiro do almoço dele, escondia as coisas dele, empurrava ele contra os armários, humilhava ele na frente de todo mundo. Era minha diversão favorita, minha válvula de escape, minha forma de me sentir poderoso. E agora, andando pelo campus, eu vi ele. Estava sentado no lugar de sempre, embaixo de uma árvore, com o notebook, vendo algum anime com fones de ouvido. Continuava gordo, continuava patético, continuava... presa fácil. Uma faísca do meu antigo eu se acendeu. Por que não? Eu podia fazer isso. Podia recuperar meu poder. Podia mostrar pra ele que mesmo com esse corpo de mulher, eu ainda era o predador e ele a presa. Esperei até o final da última aula. Sabia que Carlos costumava ficar até tarde, usando os laboratórios de computação vazios pra ver anime ou jogar sem que ninguém o incomodasse. Naquele dia, a sorte estava do meu lado. Vi ele entrar na sala 304, a última do corredor, onde costumava ter menos gente. Esperei cinco minutos, depois dez. Me olhei no espelho do banheiro. Passei batom vermelho, ajustei meu sutiã pra que meus peitos ficassem perfeitamente apresentados, alisei a saia. Queria ver a cara dele quando me reconhecesse, quando percebesse quem eu era, que o pior pesadelo dele ainda estava ali, só que agora numa embalagem muito mais atraente. Caminhei pro salão com determinação. A porta estava entreaberta. Entrei. Carlos estava sentado na última fileira, exatamente onde eu esperava, com o notebook e uma mochila cheia de action figures de anime. Estava sozinho, como sempre. Perfeito. —Oi, gordo —falei, minha voz nova saindo com um tom de deboche que soava estranhamente sedutor até pra mim. Carlos levantou a cabeça, confuso. Os olhos dele pararam em mim e se arregalaram. Percorreram meu corpo de cima a baixo, parando nos meus peitos, nas minhas pernas, no meu rosto. Vi ele ficar vermelho, ficar nervoso na presença de uma mulher tão gostosa. —Q-quê...? —gaguejou, tirando o fone. Cheguei mais perto, colocando meu melhor sorriso arrogante, andando com aquela nova cadência sensual que meu corpo tinha naturalmente. —Não me reconhece, inútil? —parei na frente da mesa dele, me inclinando de leve pra que ele pudesse ver meu decote, uma tática intimidadora que eu sabia que funcionava com homens como ele—. Sou eu. Seu pior pesadelo. O que te roubava. O que te fazia chorar nos banheiros. Carlos piscou. A expressão dele mudou de confusão pra... reconhecimento? Me estudou mais de perto, franzindo a testa. —Você é...? Não, impossível. Ele era... —parou, os olhos percorrendo meu corpo de novo, procurando sinais, procurando algo que conectasse—. É você? O...? —O mesmo —confirmei, me endireitando e cruzando os braços embaixo dos peitos, fazendo eles se destacarem ainda mais—. Surpreso, né? O grande valentão, seu medo, agora com peitos. Mas não se engana, gordo. Continuo sendo eu. Continuo sendo quem te fazia tremer. E continuo querendo o que sempre quis. Estendi minha mão, palma para cima, no gesto universal que ele conhecia muito bem. —O dinheiro. Me dá o teu dinheiro de hoje. E de quebra, tudo o que tu tem nessa mochila. Essas figuras de anime ridículas devem valer alguma coisa. Considera isso um imposto por ter que ver tua cara nojenta todo dia. Esperei que ele cedesse. Esperei que tremesse, que tirasse a carteira, que baixasse o olhar como sempre fazia. Esperava ver aquela submissão que me alimentou durante anos. Mas algo estava diferente. Carlos não se mexeu. Não tremeu. Não baixou o olhar. Na verdade, fez algo que nunca tinha feito antes: sorriu. Não era um sorriso nervoso ou forçado. Era um sorriso... calculista. Predatório. Como se estivesse esperando por esse momento. —Interessante —disse ele, e sua voz soava diferente. Mais profunda, mais confiante—. Muito interessante. O grande bully. O que me empurrava, me roubava, me fazia sentir menos que humano. —Ele se levantou lentamente, e percebi que não era tão baixo como lembrava. Ou talvez eu fosse mais baixa agora. Sua altura me ultrapassava por vários centímetros—. E agora tu vem aqui, com esse corpo de puta, com essas tetas falsas, achando que pode continuar me tratando como lixo. —Escuta, gordo, tu não sabe com quem tá se metendo —tentei manter minha voz firme, mas notei que tremia levemente. Algo no olhar dele, na postura dele, me fazia sentir... pequena. Vulnerável—. Só me dá o dinheiro e... —E o quê? —deu um passo na minha direção, invadindo meu espaço pessoal—. E o quê? Vai me bater? Com essas mãos minúsculas? Com esse corpo de boneca que parece que se quebraria só de olhar? Recuei um passo por instinto. Minhas costas bateram na parede. Estava encurralada. —Carlos, isso não é engraçado —tentei soar autoritária, mas minha voz saiu mais aguda, mais... suplicante—. Só me dá o que eu quero e... —Sabe o que é engraçado? —outro passo. Agora estava na minha frente, seu corpo grande bloqueando qualquer fuga. Podia sentir seu calor, sentir o cheiro do seu perfume barato misturado com algo mais intenso, mas masculino—. Durante anos você me humilhou. Me fez sentir um lixo. E agora, aqui está você. Uma puta com cara de anjo e corpo de pecado, achando que ainda pode mandar. A mão dele se levantou e antes que eu pudesse reagir, seus dedos se fecharam ao redor do meu queixo, segurando com uma força que me surpreendeu. Não era doloroso, mas era firme. Dominante. Ele me forçou a olhar nos olhos dele. —Mas as coisas mudaram, não é? —a voz dele baixou para um sussurro rouco—. Agora você é pequena. Agora você é fraca. Agora... você é minha. Tentei resistir. Realmente tentei. Levantei minhas mãos para empurrá-lo, mas ele simplesmente usou a outra mão para prender os dois pulsos com uma facilidade humilhante. O aperto dele era de ferro. Não conseguia me mexer. —Me solta —rosnei, mas soou mais como um gemido. —Ou o quê? —ele zombou, aproximando o rosto do meu. Podia sentir a respiração quente dele contra meus lábios—. Vai chorar? Vai chamar alguém? Quem você acha que vão acreditar? A puta nova ou o pobre gordo que ela estava perturbando? Ele tinha razão. A realidade me atingiu com força. Ninguém ia acreditar em mim. Ninguém ia pensar que essa mulher perfeita, essa deusa, tinha sido algum dia um homem, muito menos que estava tentando roubar alguém de alguém. Eu seria a agressora em qualquer história. Carlos notou minha resignação e o sorriso dele se abriu mais. Seus dedos soltaram meus pulsos, mas ele não recuou. Em vez disso, a mão livre dele desceu, roçando meu pescoço, minha clavícula, e finalmente parou sobre meu peito esquerdo. O contato me fez gemer. Foi elétrico. Seus dedos, grossos mas quentes, se fecharam sobre meu peito, apertando com firmeza que beirava o doloroso mas não ultrapassava. Meu mamilo endureceu instantaneamente contra a palma dele, me traindo completamente. —Olha isso —murmurou ele, observando como meu corpo reagia ao toque dele—. Tão sensível. Tão receptiva. Esses peitos são reais, né? Não são implantes. São... seus. A mão dele massageava agora, movimentos circulares que enviavam ondas de prazer diretamente no meu núcleo. Sentia como minha buceta ficava molhada, como meus joelhos tremiam, como minha respiração acelerava. —Por favor... —não sabia se estava pedindo para ele parar ou continuar. —Por favor o quê? —a outra mão dele subiu para agarrar meu outro peito, agora trabalhando os dois simultaneamente. Apertava, levantava, beliscava. Cada movimento fazia meu clitóris pulsar de necessidade—. Por favor, pare? Ou por favor, me foda como a puta que você é? As palavras dele eram cruas, humilhantes, e de alguma forma perversa, excitantes. Meu eu antigo se rebelava, mas meu novo corpo... meu novo corpo desejava aquilo. Anseiava por isso. A humilhação, a submissão, a dominação. Quando os polegares dele roçaram meus mamilos endurecidos, beliscando-os com a pressão perfeita, senti minhas pernas cederem. Um gemido escapou da minha garganta, alto e sem vergonha. Eu estava molhada. Tão molhada que podia sentir a umidade entre minhas coxas, manchando minha calcinha de renda. —Deus, te ouvir gemer —Carlos se inclinou mais perto, o hálito dele no meu ouvido—. Durante anos você me fez sentir pequeno, insignificante. Agora vou te fazer sentir exatamente o mesmo. Você vai saber o que é ser usada. O que é ser um objeto. Meu objeto. A mão direita dele deixou meu peito e desceu, rápida e decidida. Antes que eu pudesse protestar, os dedos dele estavam sob minha saia, empurrando minha calcinha para o lado, encontrando minha fenda encharcada. —Não! —gritei, mas foi fraco, sem convicção. —Tão molhada —sussurrou ele, deslizando um dedo grosso entre meus lábios, encontrando meu clitóris sem esforço—. Tão pronta. Para quem você está tão molhada, puta? Para mim? Para o gordo que você costumava humilhar? O dedo dele circulou meu clitóris com movimentos experientes, como se estivesse esperando a vida toda por isso. Minha cabeça caiu para trás contra a parede, batendo suavemente, meus olhos se fecharam com força. O prazer era intenso, avassalador, diferente de quando eu me tocava. Havia algo na força da mão dele, na dominação do seu aperto, que multiplicava a sensação por dez. —Olhe para você —ordenou, sua voz firme—. Abra os olhos e olhe para você. Veja o que você é agora. Com esforço, abri os olhos. Ao nosso lado havia uma janela que refletia nossa imagem. O que vi me horrorizou e excitou simultaneamente. Ali estava eu, a gostosa do campus, com a cabeça jogada para trás, a boca aberta num "O" de prazer, meus peitos sendo amassados pelas mãos daquele homem. E ele, o gordo, o inútil, tinha uma expressão de poder absoluto, de triunfo, de posse. O dedo dele entrou em mim. Primeiro um, depois dois, me esticando, me preenchendo de um jeito que me fez ver estrelas. Minha buceta se apertou em volta dos dedos dele, sugando-os, pedindo mais. Eu estava tão perto. Tão perto da borda. —Você vai gozar —declarou, não perguntou—. E quando gozar, vai saber que é minha. Que esse corpo, mesmo sendo novo, responde a mim. Que você é uma puta necessitada que precisa ser usada. O polegar dele pressionou meu clitóris enquanto os dedos curvavam dentro de mim, encontrando um ponto que fez minhas pernas se convulsionarem. O orgasmo me atingiu como um trem. Minhas costas se arquearam, minhas unhas se cravaram nos ombros dele, e eu gritei. Gritei tão alto que com certeza deu para ouvir no prédio inteiro. Era um som animal, desenfreado, vergonhoso. As contrações me sacudiram uma e outra vez. Minha buceta se apertava e soltava em volta dos dedos dele, meu clitóris pulsava contra o polegar dele, e o prazer... Deus, o prazer era cegante. Lágrimas correram pelo meu rosto, não de tristeza mas de pura intensidade. Quando finalmente cedeu, quando o último espasmo me deixou tremendo e sem forças, percebi que Carlos tinha aproveitado meu estado de vulnerabilidade. Tinha abaixado as calças e a cueca, e seu... seu pau estava livre. Era... grande. Maior do que eu esperava. Grosso, venoso, com a cabeça vermelha e brilhante de presemen. Ele o segurava na mão, acariciando devagar, me olhando com uma mistura de desejo e vingança. —Agora —disse ele, sua voz gutural—. Você vai pagar por todos esses anos. De joelhos. Tentei recusar. Tentei encontrar meu orgulho, minha dignidade. Mas meu corpo traiçoeiro ainda tremia do orgasmo, minhas pernas não respondiam, e algo dentro de mim, algo que eu não queria reconhecer, queria obedecer. Queria saborear. Queria ser usada. Deslizei para baixo, minhas costas roçando na parede, até ficar de joelhos diante dele. O cheiro era intenso, masculino, musculoso. Seu pau pulsava diante do meu rosto, quase tocando meu nariz. —Abre —ordenou ele. Separei meus lábios. Meu coração martelava no peito. Isso estava errado. Isso era humilhante. Mas minha língua saiu instintivamente, lambendo a ponta, saboreando o líquido salgado e amargo que já escorria dela. O sabor me fez gemer. Me fez querer mais. Carlos grunhiu e entrelaçou seus dedos no meu cabelo, assumindo controle total. Depois empurrou. Entrou na minha boca com força, enchendo-a completamente. Seu tamanho me fez engasgar levemente, meus olhos se arregalaram, lágrimas brotaram pelos cantos. Mas não parei. Não consegui parar. Comecei a chupar, a mover minha língua ao redor do seu eixo, a lamber cada centímetro que conseguia alcançar.troca de genero
Troca de Genero—Assim, sua puta —rosnou ele, começando a mover os quadris, fodendo minha boca com movimentos profundos e rítmicos—. Chupa direito. Me mostra o quanto você está arrependida. Me mostra que você sabe que seu lugar é de joelhos, com meu pau na garganta. Suas palavras me degradavam, me humilhavam, e cada uma delas me excitava mais. Uma das minhas mãos deslizou entre minhas pernas, encontrando meu clitóris ainda sensível, e comecei a me esfregar enquanto o chupava. Estava perdendo a sanidade. Estava me tornando exatamente o que ele dizia: uma puta necessitada. O som da minha boca trabalhando o pau dele enchia a sala. Chupadas molhadas, gemidos abafados, o golpe ocasional dos quadris dele contra meu rosto. Podia senti-lo ficando mais duro, mais grosso, podia saborear mais da essência dele a cada empurrão.De homem para mulher
De valentão a puta (troca de gênero)—Vou te encher —anunciou, sua voz tensa, seus dedos puxando meu cabelo quase dolorosamente—. Vou encher essa sua boca de puta com meu sêmen, e você vai engolir cada gota. Entendeu? Assenti o melhor que pude com o pau dele bloqueando minha garganta. Eu queria aquilo. Precisava daquilo. Precisava ser marcada, possuída, dominada completamente. Seu ritmo ficou errático, desesperado. Suas estocadas ficaram mais profundas, mais selvagens. Sentia a cabeça dele batendo no fundo da minha garganta repetidamente, o gosto do seu pré-gozo inundando minha boca. —Ah, porra! —gritou, e então parou, enterrado até a base na minha boca. O primeiro jato atingiu minha garganta com força. Quente, grosso, abundante. Depois outro. E outro. Era interminável. Seu sêmen enchia minha boca, minha garganta, transbordando pelos cantos dos meus lábios, caindo na minha blusa branca, manchando-a.troca de corpo
troca de genero—Engole —ordenou, puxando meu cabelo para me obrigar a olhá-lo—. Engole tudo, sua puta. Engoli. Uma vez, duas vezes, três vezes. O sabor era intenso, salgado, alcalino, dominante. Escorria pela minha garganta, me enchendo com sua essência, me marcando por dentro. Continuava saindo mais, e eu continuava engolindo, aceitando minha humilhação, aceitando minha nova posição. Quando finalmente terminou, quando seu pau começou a amolecer entre meus lábios, ele me soltou. Recuou, ofegante, me olhando com uma satisfação que nunca antes tinha visto em seus olhos. Eu permaneci de joelhos, ofegante, com o esperma dele escorrendo do meu queixo, manchando minha roupa, sentindo o gosto ainda na língua. Minha mão ainda estava entre minhas pernas, e percebi envergonhada que estava à beira de outro orgasmo só pela humilhação, pela submissão, pela degradação. Carlos ajustou as calças, recuperando a compostura, mas seus olhos nunca deixaram os meus. —Isso é só o começo —disse, sua voz calma mas cheia de promessas sombrias—. Agora eu sei quem você é. Sei seu segredo. E vou usar isso. Todo dia. Toda vez que eu quiser. Você vai ser minha puta pessoal, meu brinquedo, minha vingança viva. E vai amar cada segundo disso. Ele se agachou, pegou meu queixo com os dedos, e me beijou. Foi um beijo duro, possessivo, cheio do próprio sabor dele que ainda persistia na minha boca. Quando se afastou, sorriu. —Nos vemos amanhã, princesa. Não ouse faltar. Depois ele foi embora, me deixando ali, de joelhos, coberta de esperma, com o coração partido e o corpo traiçoeiramente excitado, sabendo que minha vida nunca mais seria a mesma. **Fim da primeira parte**

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