Um dia tive que escolher entre minha família e meu futuro. Queria estudar comunicação social, mas na cidade pequena onde passei toda minha infância e adolescência era impossível. Então, ou eu mudava meus planos ou me mudava pra capital, deixando meus entes queridos pra trás.
Claro que pra uma garota bem "família" como eu, a decisão foi super traumática. Não era fácil, do dia pra noite, virar a página da minha vida, me afastar do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, das minhas amigas, do meu bairro, da minha história.
E de certa forma, foram meus pais que me empurraram e desequilibraram a balança. Eles queriam um futuro melhor pra mim, eles tinham tido uma vida muito sacrificada, muito dura. Ainda meus olhos ficam marejados quando lembro daquele último olhar da minha família na plataforma, enquanto o trem partia devagar. E mesmo que de vez em quando eu volte pra minha terra e a gente se fale pela internet, a falta do contato do dia a dia é enorme.
Capital Federal foi um mundo novo pra mim. Percebi o quanto minha terra natal era pequena e inocente. Fui parar na cidade universitária, onde jovens de baixa renda que vêm do interior encontram um lugar pra morar enquanto estudam.
O pavilhão masculino ficava na frente, virado pro norte. Atrás, ficava o nosso, e era preparado pra evitar que "estranhos" cruzassem de um lado pro outro. Era difícil, mas não impossível. Os quartos eram feitos pra duas pessoas, então quase todas nós tínhamos uma companheira de quarto.
No meu primeiro ano, dividi o quarto com uma moça um pouco mais velha que eu. Faltava pouco pra ela se formar, era meio na dela e me tratava como se eu fosse uma criança. Então a gente não conversava muito, cada uma vivia sua vida, só o básico do necessário.
Por sorte, no começo da primavera, ela largou os estudos. Percebeu que não era a vocação dela e voltou pra terra dela. Um alívio, eu preferia ficar sozinha. a mal acompanhada.
O recesso me permitiu voltar uns dias pra casa, arejar a mente e, ao voltar, conheceria minha nova colega de quarto, por três anos, os três anos mais gostosos que me lembro…
Naquela época eu tinha dezenove, ela um ano a menos, quando a vi pela primeira vez me impactou de cara, um pouco mais alta que eu, diria pouco mais de um metro e setenta, uns longos cabelos loiros, em grandes cachos caindo até o meio das costas, enormes olhos verdes e sobrancelhas grossas que apareciam de leve, quase escondidas por um chapéu charmoso, um nariz empinado e maçãs do rosto salientes que marcavam suas bochechas coradas, lábios perfeitos, carnudos, se movendo ritmado enquanto mascava um chiclete, soltando de vez em quando uma bolha, um corpo delicadamente harmônico, uma regata justinha rosa fluorescente com uma estampa da Hello Kitty na frente que se deformava entre os peitões, a barriga dela estava de fora, um piercing pendurado no umbigo e a cintura era tão fina que dava inveja, embaixo uma calça larga florida combinando com o chapéu, pra mim era horrível, mas dava pra adivinhar um quadril largo, uma bunda linda e umas pernas de sonho.
Com os dedos da mão esquerda pegou o chiclete pra amassar, enquanto esticava a direita pra me cumprimentar e dizer:
Oi! Sou a Natasha, vamos ser colegas! E você é…
Micaela, bem-vinda! Fica à vontade…
Foi minha resposta enquanto estendia a mão e ainda dava um beijo na bochecha dela, meu primeiro contato…
Ajudei com as coisas dela e, sem saber, a partir daquele momento começaram três anos diferentes na minha vida…
Natasha era de Rosário, uma cidade do norte, segundo ela onde estão as minas mais gostosas do país e, se todas eram como ela, era bem possível que não estivesse mentindo.
Ela não estudava a mesma coisa que eu, então muitas vezes nossos horários não batiam e, aos poucos, nossas vidas se cruzaram, consegui entrar no mundo dela, nos segredos dela… conhecer uma jovem gostosa, uma pessoa diferente.
A gente curtia os momentos juntas, saía pra passear, jantar, ela sabia se vestir e sempre roubava todos os olhares, e nem se fala quando a gente ia pegar sol no terraço, ela usava um biquíni tão pequenininho que até me dava vergonha alheia, mas com aquele corpão, quem não teria coragem? Lembro de um domingo que a gente foi a um balneário público onde costumavam ir da televisão filmar as minas do momento, ela foi a atração, fizeram ela desfilar e quando o sol se pôs, ela ganhou um biquíni open que fechava o dia.
Mas ela não era só ‘uma mina bonitinha’, Natasha era mais que uma amiga, era alguém que sabia todos os meus segredos, era alguém que sempre ligava pros meus caprichos, era alguém com quem eu podia falar, fantasiar, pensar.
Lembro uma vez que eu tinha que fazer uma prova importante e tava com uma gripe forte, de cama com quase quarenta graus de febre, e por mais que eu insistisse e insistisse, não consegui afastar ela do meu lado, ela ficou cuidando de mim como uma mãe, e esse pequeno detalhe no fim das contas fez com que eu não passasse na matéria.
No quarto, ela era muito extrovertida, totalmente sem vergonha, não tinha problema em tomar um banho e andar pelada pelo quarto, meus olhos observavam ela em silêncio, suas curvas perfeitas, os pequenos espaços brancos que os biquínis minúsculos deixavam na intimidade dela, contrastando com o bronzeado cobre da pele dela, era comum ela sentar na janela na luz do sol pra depilar a buceta, sempre se depilava, pra ela era normal e não se inibia com meu olhar atento.
Também era o ouvido dela, de vez em quando ela se iludia com algum cara do outro pavilhão, mas só comiam ela e pronto, mas as mulheres não são assim, e eu sofria junto com ela.
Rio lembrando o quanto ela era bagunceira, quantas vezes eu peguei as calcinhas pornográficas dela que ela esquecia no chão do banheiro, ou do lado da cama. E tudo parecia estar bem. Me chamava a atenção que ela não estranhasse nunca me ver com um cara, talvez não tivesse coragem de perguntar. Meu pai dizia que você não deve perguntar se não está pronta pra ouvir a resposta, e acho que era bem assim.
Um ano antes da despedida dela, as coisas começaram a complicar pra mim. Quando ela me apresentou o Kevin, pensei que seria mais um na longa lista dela, mas me enganei. A parada era séria, eles começaram a sair e eu senti que, aos poucos, perdia espaço na vida dela. Devagar, ele estava tirando ela do meu lado e arrancando meu coração. Em pouco tempo, a Natasha virou monotemática: que Kevin isso, que Kevin aquilo. Senti que ele lentamente tomava o lugar que eu queria ter, um lugar que nunca seria meu. Meu mural do Face tava cheio de selfies da Natasha, e o mural dela se enchia cada vez mais com fotos do novo amante. Era duro dormir sofrendo, apertando os olhos pra deixar as lágrimas correrem num mar de silêncio…
Uma tarde, ela chegou meio dolorida. Me surpreendi: ela tinha feito uma tatuagem que começava no peito esquerdo, descia por todo o lado, pela cintura, pela coxa, terminando no tornozelo. Eram linhas finas imitando uma trepadeira, com detalhes de florzinhas.
— Gostou? Foi ideia do Kevin! O que achou?
Kevin, maldito Kevin, nem tinha me consultado…
Senti o aço frio da lâmina do punhal cravando devagar no meu coração quando ela me disse que tinham decidido largar os estudos e ir morar juntos, formar uma família, construir um futuro. Nessa altura, eu já me mostrava pouco tolerante com ela, agressiva, odiosa, a relação parecia esfriar, mas o que eu podia fazer? Queria que ela fosse feliz, mas e eu? Tinha me apaixonado pela pessoa errada...
Meu tempo estava se esgotando, não me restavam muitas chances. Aquela noite marcaria o ponto de ruptura. Combinamos de ir a um canto bar, já tínhamos ido algumas vezes, um pequeno boteco onde não cabiam mais de vinte pessoas. Natasha tinha me confessado que queria estar deslumbrante naquela noite, que como sua 'amiga íntima' eu a ajudasse, porque depois iriam fazer amor e ela estava disposta a dar a ele seu último e mais precioso tesouro: a virgindade anal...
Ela tinha tomado banho, se depilado, se penteado, ia de um lado para o outro como uma histérica, passando na minha frente uma e outra vez, completamente nua, eu só suspirava...
Natasha vestiu uma calcinha fio dental branca quase invisível, mal cobria seu púbis lisinho, sumindo entre as nádegas. Mostrou a bunda virada para o meu lado e perguntou maliciosamente:
— Ele vai gostar?
Respondi com um sorriso, como não ia gostar...
Depois vestiu um vestido justíssimo, tomara que caia, de uma lycra ocre delicada, tão curto que estava no limite do precipício: se levantasse um pouco, os glúteos apareciam; se abaixasse um pouco, os peitos escapavam.
Calçou os sapatos que tinha comprado para aquela noite, com saltos finos de vinte centímetros, não sei como diabos não quebrava o pé, mas como ficavam elegantes nela! Como alongavam as pernas! Verificou se estava tudo certo: a maquiagem, as unhas compridas, os brincos, tudo nela estava perfeito.
Já no lugar, Kevin e ela estavam agarradinhos no balcão, havia alguns Caras mais, colegas de estudo, todo mundo se divertindo, todo mundo menos eu…
Natasha estava sentada num banco alto, com a bunda transbordando pra todo lado, de pernas cruzadas, fazendo o impossível pra não ficar nua. Ele estava de pé ao lado dela, falando no ouvido dela, e ela ria de um jeito safado, com certeza por causa das coisas sujas que ele dizia…
De vez em quando se beijavam, se acariciavam, levando as mãos além do permitido. Pedi um uísque, sob o olhar confuso do barman, e bebi quase sem respirar. Achei nojento…
De repente, os caras pediram pro Kevin subir no palco pra cantar, e ela ficou sozinha. Senti que era minha hora. Olhei pra ela com desejo, era perfeita. A luz dos refletores desviando dos cabelos loiros dela, as unhas pintadas, os olhos de gata, as coxas grossas, as joias. Terminei meu segundo copo de álcool…
Vou ao encontro dela, a surpreendo. Ela me olha sem entender, eu olho desafiando. Tem gente no lugar, não me importo. Pego as pernas dela e separo. O vestido curto me deixa ver a linda buceta dela coberta pela calcinha branca. Me ajoelho aos pés dela, me enfio no meio. Ela não quer, me rejeita envergonhada, mas não consegue. É uma loucura. Sinto a vergonha dela. Beijo o rendado da calcinha dela, sinto o cheiro de mulher. Nossos colegas viram espectadores VIP. Alguém tenta interferir, mas, como uma puta raivosa, mostro os dentes. Ninguém vai mexer com a gente, não vou permitir.
Natasha não sai do estado de choque. Ela tá no meio do rio, não sabe se se entrega pra multidão ou se me afasta. Não paro de insistir. Tenho minhas mãos nas coxas dela. Aos poucos, ela se deixa invadir. Sinto ela relaxar as pernas, vai abrindo. Se deixa levar, acomoda a bunda mais pra frente de um jeito que deixa a boceta dela ao meu alcance.
Puxo a calcinha dela. Finalmente você vai ser minha. Os lábios depilados dela, macios, beijo eles. São tão gostosos, tão bons. Minha língua desce pelo canal dela. O mel dela se mistura com minha saliva. Ela está deliciosa. O botão dela tá inchado, apoio meus lábios nele, acaricio, vou fazendo círculos, uma vez e outra, adoro, se ao menos eu imaginasse como queria isso, acaricio ela com meus dedos, o túnel dela se abre, enfio indicador e médio ao mesmo tempo, tá encharcada de sucos, acaricio ritmado o interior da pussy dela, acho que toco a porta do útero, levanto o olhar, ela tá entregue, de olhos fechados, boca aberta, ofegante, os mamilos dela aparecem durinhos por baixo do pano, pego o vestido com a mão livre, puxo pra baixo, não é difícil, os peitos dela parecem explodir quando são liberados, a luz da noite reflete neles, Natasha começa a se acariciar, os mamilos dela tão pontudos, ela toca, estica, aperta entre os dedos, olho pra plateia, todo mundo tá vendo, em silêncio, incrédulos com o que tão vendo, até o Kevin tá vidrado, parou de cantar, só olha…
Sinto ela chegando lá, acelero o ritmo dos meus dedos, ela me dá um orgasmo, o corpo dela treme, grita, as pernas dela se fecham de repente, me apertam que nem um torno, beijo o corpo dela, as coxas, subo, agora beijo os peitos dela, lambo os mamilos, sou dona dela, ela é minha, minha prisioneira, subo mais um pouco, nossos olhares se encontram, chego perto, sinto a respiração dela, encosto meus lábios nos dela, fecho meus olhos, beijo ela com o coração, nossas línguas se cruzam, tenho a sensação de que vou desmaiar, finalmente ela é minha, queria tirar meus peitos e acariciar os dela, queria tirar minha buceta e esfregar na dela, juntar nossos sexos, gozar juntas, mas não tenho coragem suficiente, não sou tão desinibida quanto ela…
Lembro que o Kevin tá ali, olho pra ele desafiando, lembro do que a Natasha me contou, pego Natasha pelo braço, faço ela ficar de pé apoiando o peito na barra, levanto o vestido dela pra galera do lugar ver a bunda perfeita, como se fosse um show, abro as pernas dela, abaixo a calcinha fio dental, vou por trás, abro as nádegas dela e passo a língua na O esfínter se contrai por instinto, repito, uma e outra vez até se acostumar com minha umidade, acaricio ela, sinto ela gemer, logo começa a empurrar na minha direção, quer que eu penetre ela com minha língua, fica difícil, é estreito demais, insisto, vou enchendo de saliva aos poucos, acaricio com a ponta do meu dedo indicador, paro ao lado dela sem parar de estimular, afasto o cabelo dela e sussurro no ouvido:
slut, te amo, sempre te amei…
Mas ela não consegue falar nada, está travada de prazer, vejo umas garrafas de bebida ao meu alcance, pego uma de bico largo, encosto na entrada dela, pressiono, ela resiste, ela mesma segura as próprias nádegas pra abrir, empurra pra trás e eu pra frente, ela pede pra eu não parar, não paro, finalmente cede, devagar, o bico vai sumindo na intimidade dela, o rosto dela mostra prazer, finalmente encosta no couro da garrafa, movo devagar, inclino ela esvaziando o conteúdo lá dentro, tô chegando ao orgasmo sem me tocar, gemo junto com ela, tiro a garrafa, o álcool jorra de dentro dela com força, escorre pelas pernas dela, fico bêbado junto com ela…
Nessa hora Kevin me pegou pelo braço, me sacudiu com força e falou:
Micaela! Eu… Micaela… cê tá bem?
Não entendi nada, tudo tava girando, demorei pra sacar…
Olhei pra ele confusa, minha amiga tava do lado, observando a cena, ouvi quando ela disse:
Bebeu demais, andava estranha ultimamente…
Eu ri, e foi difícil me equilibrar, Deus, tinha sido tão real, já era tarde, e eles iam embora…
Me acompanharam até o alojamento, até o quarto, fiquei sozinha, dormi pensando nela, me masturbei, chorei, tive que aceitar, nunca seria minha e eu devia ser feliz com a felicidade dela…
Depois de um tempo tudo acabou, nos despedimos com lágrimas, ela deixava a melhor amiga, eu deixava partir meu amor impossível…
Terminei meus estudos, voltei pra minha terra, faz tempo que não Nos vemos, mas continuamos em contato, pelo face, pelo whatsapp, por e-mail, e sabe, ela tá grávida! Primeiro filho.
Acho que um dia vou encontrar uma parceira, mas duvido que seja alguém como ela…
Se tiver comentários ou sugestões, me escreve com o título ‘SÓ AMIGAS’
dulces.placeres@live.com
Claro que pra uma garota bem "família" como eu, a decisão foi super traumática. Não era fácil, do dia pra noite, virar a página da minha vida, me afastar do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, das minhas amigas, do meu bairro, da minha história.
E de certa forma, foram meus pais que me empurraram e desequilibraram a balança. Eles queriam um futuro melhor pra mim, eles tinham tido uma vida muito sacrificada, muito dura. Ainda meus olhos ficam marejados quando lembro daquele último olhar da minha família na plataforma, enquanto o trem partia devagar. E mesmo que de vez em quando eu volte pra minha terra e a gente se fale pela internet, a falta do contato do dia a dia é enorme.
Capital Federal foi um mundo novo pra mim. Percebi o quanto minha terra natal era pequena e inocente. Fui parar na cidade universitária, onde jovens de baixa renda que vêm do interior encontram um lugar pra morar enquanto estudam.
O pavilhão masculino ficava na frente, virado pro norte. Atrás, ficava o nosso, e era preparado pra evitar que "estranhos" cruzassem de um lado pro outro. Era difícil, mas não impossível. Os quartos eram feitos pra duas pessoas, então quase todas nós tínhamos uma companheira de quarto.
No meu primeiro ano, dividi o quarto com uma moça um pouco mais velha que eu. Faltava pouco pra ela se formar, era meio na dela e me tratava como se eu fosse uma criança. Então a gente não conversava muito, cada uma vivia sua vida, só o básico do necessário.
Por sorte, no começo da primavera, ela largou os estudos. Percebeu que não era a vocação dela e voltou pra terra dela. Um alívio, eu preferia ficar sozinha. a mal acompanhada.
O recesso me permitiu voltar uns dias pra casa, arejar a mente e, ao voltar, conheceria minha nova colega de quarto, por três anos, os três anos mais gostosos que me lembro…
Naquela época eu tinha dezenove, ela um ano a menos, quando a vi pela primeira vez me impactou de cara, um pouco mais alta que eu, diria pouco mais de um metro e setenta, uns longos cabelos loiros, em grandes cachos caindo até o meio das costas, enormes olhos verdes e sobrancelhas grossas que apareciam de leve, quase escondidas por um chapéu charmoso, um nariz empinado e maçãs do rosto salientes que marcavam suas bochechas coradas, lábios perfeitos, carnudos, se movendo ritmado enquanto mascava um chiclete, soltando de vez em quando uma bolha, um corpo delicadamente harmônico, uma regata justinha rosa fluorescente com uma estampa da Hello Kitty na frente que se deformava entre os peitões, a barriga dela estava de fora, um piercing pendurado no umbigo e a cintura era tão fina que dava inveja, embaixo uma calça larga florida combinando com o chapéu, pra mim era horrível, mas dava pra adivinhar um quadril largo, uma bunda linda e umas pernas de sonho.
Com os dedos da mão esquerda pegou o chiclete pra amassar, enquanto esticava a direita pra me cumprimentar e dizer:
Oi! Sou a Natasha, vamos ser colegas! E você é…
Micaela, bem-vinda! Fica à vontade…
Foi minha resposta enquanto estendia a mão e ainda dava um beijo na bochecha dela, meu primeiro contato…
Ajudei com as coisas dela e, sem saber, a partir daquele momento começaram três anos diferentes na minha vida…
Natasha era de Rosário, uma cidade do norte, segundo ela onde estão as minas mais gostosas do país e, se todas eram como ela, era bem possível que não estivesse mentindo.
Ela não estudava a mesma coisa que eu, então muitas vezes nossos horários não batiam e, aos poucos, nossas vidas se cruzaram, consegui entrar no mundo dela, nos segredos dela… conhecer uma jovem gostosa, uma pessoa diferente.
A gente curtia os momentos juntas, saía pra passear, jantar, ela sabia se vestir e sempre roubava todos os olhares, e nem se fala quando a gente ia pegar sol no terraço, ela usava um biquíni tão pequenininho que até me dava vergonha alheia, mas com aquele corpão, quem não teria coragem? Lembro de um domingo que a gente foi a um balneário público onde costumavam ir da televisão filmar as minas do momento, ela foi a atração, fizeram ela desfilar e quando o sol se pôs, ela ganhou um biquíni open que fechava o dia.
Mas ela não era só ‘uma mina bonitinha’, Natasha era mais que uma amiga, era alguém que sabia todos os meus segredos, era alguém que sempre ligava pros meus caprichos, era alguém com quem eu podia falar, fantasiar, pensar.
Lembro uma vez que eu tinha que fazer uma prova importante e tava com uma gripe forte, de cama com quase quarenta graus de febre, e por mais que eu insistisse e insistisse, não consegui afastar ela do meu lado, ela ficou cuidando de mim como uma mãe, e esse pequeno detalhe no fim das contas fez com que eu não passasse na matéria.
No quarto, ela era muito extrovertida, totalmente sem vergonha, não tinha problema em tomar um banho e andar pelada pelo quarto, meus olhos observavam ela em silêncio, suas curvas perfeitas, os pequenos espaços brancos que os biquínis minúsculos deixavam na intimidade dela, contrastando com o bronzeado cobre da pele dela, era comum ela sentar na janela na luz do sol pra depilar a buceta, sempre se depilava, pra ela era normal e não se inibia com meu olhar atento.
Também era o ouvido dela, de vez em quando ela se iludia com algum cara do outro pavilhão, mas só comiam ela e pronto, mas as mulheres não são assim, e eu sofria junto com ela.
Rio lembrando o quanto ela era bagunceira, quantas vezes eu peguei as calcinhas pornográficas dela que ela esquecia no chão do banheiro, ou do lado da cama. E tudo parecia estar bem. Me chamava a atenção que ela não estranhasse nunca me ver com um cara, talvez não tivesse coragem de perguntar. Meu pai dizia que você não deve perguntar se não está pronta pra ouvir a resposta, e acho que era bem assim.
Um ano antes da despedida dela, as coisas começaram a complicar pra mim. Quando ela me apresentou o Kevin, pensei que seria mais um na longa lista dela, mas me enganei. A parada era séria, eles começaram a sair e eu senti que, aos poucos, perdia espaço na vida dela. Devagar, ele estava tirando ela do meu lado e arrancando meu coração. Em pouco tempo, a Natasha virou monotemática: que Kevin isso, que Kevin aquilo. Senti que ele lentamente tomava o lugar que eu queria ter, um lugar que nunca seria meu. Meu mural do Face tava cheio de selfies da Natasha, e o mural dela se enchia cada vez mais com fotos do novo amante. Era duro dormir sofrendo, apertando os olhos pra deixar as lágrimas correrem num mar de silêncio…
Uma tarde, ela chegou meio dolorida. Me surpreendi: ela tinha feito uma tatuagem que começava no peito esquerdo, descia por todo o lado, pela cintura, pela coxa, terminando no tornozelo. Eram linhas finas imitando uma trepadeira, com detalhes de florzinhas.
— Gostou? Foi ideia do Kevin! O que achou?
Kevin, maldito Kevin, nem tinha me consultado…
Senti o aço frio da lâmina do punhal cravando devagar no meu coração quando ela me disse que tinham decidido largar os estudos e ir morar juntos, formar uma família, construir um futuro. Nessa altura, eu já me mostrava pouco tolerante com ela, agressiva, odiosa, a relação parecia esfriar, mas o que eu podia fazer? Queria que ela fosse feliz, mas e eu? Tinha me apaixonado pela pessoa errada...Meu tempo estava se esgotando, não me restavam muitas chances. Aquela noite marcaria o ponto de ruptura. Combinamos de ir a um canto bar, já tínhamos ido algumas vezes, um pequeno boteco onde não cabiam mais de vinte pessoas. Natasha tinha me confessado que queria estar deslumbrante naquela noite, que como sua 'amiga íntima' eu a ajudasse, porque depois iriam fazer amor e ela estava disposta a dar a ele seu último e mais precioso tesouro: a virgindade anal...
Ela tinha tomado banho, se depilado, se penteado, ia de um lado para o outro como uma histérica, passando na minha frente uma e outra vez, completamente nua, eu só suspirava...
Natasha vestiu uma calcinha fio dental branca quase invisível, mal cobria seu púbis lisinho, sumindo entre as nádegas. Mostrou a bunda virada para o meu lado e perguntou maliciosamente:
— Ele vai gostar?
Respondi com um sorriso, como não ia gostar...
Depois vestiu um vestido justíssimo, tomara que caia, de uma lycra ocre delicada, tão curto que estava no limite do precipício: se levantasse um pouco, os glúteos apareciam; se abaixasse um pouco, os peitos escapavam.
Calçou os sapatos que tinha comprado para aquela noite, com saltos finos de vinte centímetros, não sei como diabos não quebrava o pé, mas como ficavam elegantes nela! Como alongavam as pernas! Verificou se estava tudo certo: a maquiagem, as unhas compridas, os brincos, tudo nela estava perfeito.
Já no lugar, Kevin e ela estavam agarradinhos no balcão, havia alguns Caras mais, colegas de estudo, todo mundo se divertindo, todo mundo menos eu…
Natasha estava sentada num banco alto, com a bunda transbordando pra todo lado, de pernas cruzadas, fazendo o impossível pra não ficar nua. Ele estava de pé ao lado dela, falando no ouvido dela, e ela ria de um jeito safado, com certeza por causa das coisas sujas que ele dizia…
De vez em quando se beijavam, se acariciavam, levando as mãos além do permitido. Pedi um uísque, sob o olhar confuso do barman, e bebi quase sem respirar. Achei nojento…
De repente, os caras pediram pro Kevin subir no palco pra cantar, e ela ficou sozinha. Senti que era minha hora. Olhei pra ela com desejo, era perfeita. A luz dos refletores desviando dos cabelos loiros dela, as unhas pintadas, os olhos de gata, as coxas grossas, as joias. Terminei meu segundo copo de álcool…
Vou ao encontro dela, a surpreendo. Ela me olha sem entender, eu olho desafiando. Tem gente no lugar, não me importo. Pego as pernas dela e separo. O vestido curto me deixa ver a linda buceta dela coberta pela calcinha branca. Me ajoelho aos pés dela, me enfio no meio. Ela não quer, me rejeita envergonhada, mas não consegue. É uma loucura. Sinto a vergonha dela. Beijo o rendado da calcinha dela, sinto o cheiro de mulher. Nossos colegas viram espectadores VIP. Alguém tenta interferir, mas, como uma puta raivosa, mostro os dentes. Ninguém vai mexer com a gente, não vou permitir.
Natasha não sai do estado de choque. Ela tá no meio do rio, não sabe se se entrega pra multidão ou se me afasta. Não paro de insistir. Tenho minhas mãos nas coxas dela. Aos poucos, ela se deixa invadir. Sinto ela relaxar as pernas, vai abrindo. Se deixa levar, acomoda a bunda mais pra frente de um jeito que deixa a boceta dela ao meu alcance.
Puxo a calcinha dela. Finalmente você vai ser minha. Os lábios depilados dela, macios, beijo eles. São tão gostosos, tão bons. Minha língua desce pelo canal dela. O mel dela se mistura com minha saliva. Ela está deliciosa. O botão dela tá inchado, apoio meus lábios nele, acaricio, vou fazendo círculos, uma vez e outra, adoro, se ao menos eu imaginasse como queria isso, acaricio ela com meus dedos, o túnel dela se abre, enfio indicador e médio ao mesmo tempo, tá encharcada de sucos, acaricio ritmado o interior da pussy dela, acho que toco a porta do útero, levanto o olhar, ela tá entregue, de olhos fechados, boca aberta, ofegante, os mamilos dela aparecem durinhos por baixo do pano, pego o vestido com a mão livre, puxo pra baixo, não é difícil, os peitos dela parecem explodir quando são liberados, a luz da noite reflete neles, Natasha começa a se acariciar, os mamilos dela tão pontudos, ela toca, estica, aperta entre os dedos, olho pra plateia, todo mundo tá vendo, em silêncio, incrédulos com o que tão vendo, até o Kevin tá vidrado, parou de cantar, só olha…
Sinto ela chegando lá, acelero o ritmo dos meus dedos, ela me dá um orgasmo, o corpo dela treme, grita, as pernas dela se fecham de repente, me apertam que nem um torno, beijo o corpo dela, as coxas, subo, agora beijo os peitos dela, lambo os mamilos, sou dona dela, ela é minha, minha prisioneira, subo mais um pouco, nossos olhares se encontram, chego perto, sinto a respiração dela, encosto meus lábios nos dela, fecho meus olhos, beijo ela com o coração, nossas línguas se cruzam, tenho a sensação de que vou desmaiar, finalmente ela é minha, queria tirar meus peitos e acariciar os dela, queria tirar minha buceta e esfregar na dela, juntar nossos sexos, gozar juntas, mas não tenho coragem suficiente, não sou tão desinibida quanto ela…
Lembro que o Kevin tá ali, olho pra ele desafiando, lembro do que a Natasha me contou, pego Natasha pelo braço, faço ela ficar de pé apoiando o peito na barra, levanto o vestido dela pra galera do lugar ver a bunda perfeita, como se fosse um show, abro as pernas dela, abaixo a calcinha fio dental, vou por trás, abro as nádegas dela e passo a língua na O esfínter se contrai por instinto, repito, uma e outra vez até se acostumar com minha umidade, acaricio ela, sinto ela gemer, logo começa a empurrar na minha direção, quer que eu penetre ela com minha língua, fica difícil, é estreito demais, insisto, vou enchendo de saliva aos poucos, acaricio com a ponta do meu dedo indicador, paro ao lado dela sem parar de estimular, afasto o cabelo dela e sussurro no ouvido:
slut, te amo, sempre te amei…
Mas ela não consegue falar nada, está travada de prazer, vejo umas garrafas de bebida ao meu alcance, pego uma de bico largo, encosto na entrada dela, pressiono, ela resiste, ela mesma segura as próprias nádegas pra abrir, empurra pra trás e eu pra frente, ela pede pra eu não parar, não paro, finalmente cede, devagar, o bico vai sumindo na intimidade dela, o rosto dela mostra prazer, finalmente encosta no couro da garrafa, movo devagar, inclino ela esvaziando o conteúdo lá dentro, tô chegando ao orgasmo sem me tocar, gemo junto com ela, tiro a garrafa, o álcool jorra de dentro dela com força, escorre pelas pernas dela, fico bêbado junto com ela…
Nessa hora Kevin me pegou pelo braço, me sacudiu com força e falou:
Micaela! Eu… Micaela… cê tá bem?
Não entendi nada, tudo tava girando, demorei pra sacar…
Olhei pra ele confusa, minha amiga tava do lado, observando a cena, ouvi quando ela disse:
Bebeu demais, andava estranha ultimamente…
Eu ri, e foi difícil me equilibrar, Deus, tinha sido tão real, já era tarde, e eles iam embora…
Me acompanharam até o alojamento, até o quarto, fiquei sozinha, dormi pensando nela, me masturbei, chorei, tive que aceitar, nunca seria minha e eu devia ser feliz com a felicidade dela…
Depois de um tempo tudo acabou, nos despedimos com lágrimas, ela deixava a melhor amiga, eu deixava partir meu amor impossível…
Terminei meus estudos, voltei pra minha terra, faz tempo que não Nos vemos, mas continuamos em contato, pelo face, pelo whatsapp, por e-mail, e sabe, ela tá grávida! Primeiro filho.
Acho que um dia vou encontrar uma parceira, mas duvido que seja alguém como ela…
Se tiver comentários ou sugestões, me escreve com o título ‘SÓ AMIGAS’
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