Naquele dia, deixei o escritório fechado e, desde cedo, fui fazer umas visitas de cortesia e inspeções que vinha enrolando há um tempinho.
Lá pro meio-dia, o Cacho me manda um salve.
E aí? Como você tá? O que cê tá fazendo?
Eu respondo com um áudio.
Fala, tô na rua fazendo umas vistorias, então nem passa no escritório que tá fechado".
Claro, supus que tava me chamando pra passar aqui e dar uma foda.
Que pena, ia adorar te ver um pouco.
Falei, ela tava me procurando pra meter.
Quer me buscar?", pergunto quase sem pensar, mandando o áudio antes mesmo da ideia brotar na minha cabeça.
Mais uma vez, remarco as duas últimas visitas pro dia seguinte, e paro na esquina da Pedro Goyena com a Miró pra esperar minha amante.
Tinha ido de carro, mas depois das mensagens do Cacho, me deu vontade de fazer algo que, mesmo arriscado, podia ser o melhor momento que a gente passasse junto.
Se a gente se encontrava era só pra transar, mas dessa vez eu não queria ir pra um hotel nem pro escritório, queria estar com ele no meu próprio terreno, no meu próprio ambiente.
Quem acompanha meus contos sabe que, quando me apaixono, ter aquela pessoa na minha própria cama é a consagração plena e absoluta desse sentimento.
Claro que trazer um homem pra dentro de casa é algo arriscado pra caralho, mas além dos perigos e das consequências fodidas que eu sofreria se meu marido ou minha sogra me pegassem "no flagra", ou seja, dando pra outro, é um impulso que não consigo controlar.
É mais forte até que a razão e o bom senso. Juro pra vocês que enquanto esperava o Cacho, eu pensava e repensava minha decisão, mas por mais que eu tentasse, sentia que a gente merecia transar no meu quarto, na minha própria cama de casal, onde durmo toda noite com meu marido.
Quando ele se aproxima, buzininha umas duas vezes pra chamar minha atenção. De onde tô, aceno pra ele, sorrindo toda empolgada.
Saio do lado do carona, fecho a porta e a gente se beija, longo e profundo, a língua de um mergulhando na boca do outro.
O que esse homem faz pra arrepiar até o último fio de cabelo do meu corpo só de sentir ele perto de mim?
Ele me pergunta se vamos pra um hotel, mas eu falo que tenho que passar em casa pra pegar uns documentos pra continuar com meus corres.
De Caballito é só um pulinho, então vinte minutos depois a gente já tá parando na frente do meu lar, doce lar.
—Não demoro nada — falo pra ela enquanto desço e finjo que vou atravessar a rua, mas no meio do caminho, volto e sugiro:
—Por que você não vem e enquanto eu procuro os documentos, você toma alguma coisa?
—Tem certeza? Não tem ninguém? Não quero que você se encrenque.
—Meu marido tá trabalhando e meu filho tá com os avós —tranquilizo ele, e com um gesto cúmplice, completo: —A gente tem o apartamento só pra nós dois...
Confiante então que não vai sofrer a ira de um marido traído, ele desce do táxi e me acompanha.
Entramos em casa separados, com a distância certa, pra que se trombar com alguém, a pessoa pense que tô levando um técnico pra fazer um conserto.
Acabamos de entrar e, depois de fechar a porta, tiramos as máscaras e nos beijamos de novo com aquela empolgação que já virou rotina nos nossos encontros.
—Vamos tomar alguma coisa? — pergunto depois do beijo, ainda saboreando a saliva dela entre meus lábios.
—Quero te pegar —ele me diz, me segurando junto ao corpo dele. —Quero te pegar toda... —insiste, chupando meu pescoço, cravando os dentes na jugular, como se quisesse apertar e sugar até a última gota de sangue.
-Vamos, que tá calor- respondi, e pegando na mão dele, entramos na cozinha.
Tiro do armário dois copos longos, coloco gelo neles e encho com Sprite.
—Muito gostosa sua casa — comenta enquanto bebe do copo.
Valeu, a decoração é toda minha" — falo, tomando um gole do meu.
Por um momento, enquanto a gente se refresca, a gente conversa sobre coisas banais, sem tocar em nada que envolva sexo ou a relação que a gente tem.
Deixamos os copos na bancada, nos olhamos e, sorrindo daquele jeito que não precisa de mais explicação, voltamos a nos pegar pelas mãos.
Sem dizer nada, só nos olhando e sorrindo um pro outro feito dois pombinhos, saímos da cozinha e fomos até o sofá. Quando ele fica de costas pra ele, dou um empurrão, fazendo ele cair sentado.
Sem dar tempo pra ele reagir, subo em cima dele e, prendendo ele entre minhas pernas, começo a me esfregar no corpo dele, ronronando igual uma gatinha no cio.
Cacho me agarra na bunda e aperta com força, fazendo a umidade da minha buceta ficar ainda mais intensa.
Agarro o rosto dele com as duas mãos e beijo com uma raiva frenética. Tô tão tesuda que mordo os lábios dele, a língua, beijando até quase ficar sem fôlego.
Já entre minhas pernas posso sentir aquele inchaço tão desejado, a dureza pronta e tão esperada.
Deslizo uma mão pra baixo pra apertar e acariciar aquela extensão ainda contida, sentindo o calor vital dela através da roupa.
Volto a beijá-lo, com mordidas e chupões, e depois desço, me ajeitando no chão, para desabotoar a calça dele.
O pau surge de um salto, ereto, avermelhado, com as veias tão inchadas que só no toque dava pra seguir o caminho de cada uma.
Encho ela de beijos, esfregando ela no meu rosto inteiro, cheirando ela, ficando em êxtase com aquele aroma que deve estar entre os mais excitantes e afrodisíacos.
Não chego a chupar ela, só dou uns beijinhos aqui e ali, envolvendo com meu hálito, deixando ele com uma vontade que se reflete numa ereção do caralho.
Levanto. Pego meu celular e, colocando "I Put A Spell On You" da Annie Lennox, começo a fazer um striptease que deixa ele de olhos arregalados e a buceta dura que nem uma bomba.
Não sei o que um homem sente ao ver uma mulher se despir, só posso imaginar, mas o que posso garantir é que vê-lo batendo uma enquanto eu tiro a roupa me deixa completamente louca.
Quando eu tiro a calcinha, última peça que ainda está em mim, ela pega no ar e esfrega ela toda na cara, cheirando como se quisesse guardar na memória olfativa cada traço do meu cheiro natural.
Nua, pego na mão dele e levo ele pro meu quarto.
Esse passeio pelo interior da minha casa, com um homem que não é meu marido, disposto a me comer na minha própria cama, é a coisa mais safada e excitante que eu posso sentir.
Segurando a calça meio arriada com uma mão, Cacho vem comigo, de pau duro, andando pelo corredor onde nas paredes pendem os retratos da minha família.
Com meu marido saindo do Cartório de Registro Civil, no dia que a gente casou. Na nossa lua de mel. Nas nossas primeiras férias em Búzios. Com o Ro recém-nascido, na maternidade. O Ro no primeiro dia de escola. Umas férias em San Bernardo. Com o Ro recebendo a medalha de um campeonato infantil. Com meu marido na inauguração do meu escritório...
Entramos no quarto. A cama ainda tá desfeita. Aquela manhã a gente dormiu demais e teve que sair voando cada um pro seu trampo. Foi ali, na hora de se despedir, que meu marido me fala que tem o dia inteiro ocupado, que o mais provável é que chegue tarde da noite.
Abraço o Cacho e, rolando sobre os lençóis, nos beijamos com aquela paixão que se solta toda vez que estamos juntos.
Me prende debaixo do corpo dela e, se ajeitando entre minhas pernas, mete em mim com a urgência lógica de quem tá com um tesão que vai além do suportável.
Me fode com esse ritmo demolidor e desvairado com que tão bem soube me seduzir, enfiando até o talo, e mais também... não era que também enfiasse os ovos, hahaha, mas sim que essa era a sensação que me dava, que me penetrava não só com a pica, mas com o corpo inteiro.
Me agarro nele com braços e pernas, aproveitando cada estocada com suspiros que contextualizam o momento. Cacho também geme, grunha, berra, afundando triunfante em mim, em toda a sua extensão, sem deixar nada pra fora, me presenteando até com o último pedaço de pau.
É óbvio que não dá mais pra segurar, então um jorro vivo e impetuoso me pega de surpresa no meio do orgasmo.
Até então, Cacho nunca tinha gozado dentro de mim, eu já tinha engolido o esperma dele, sim, mas no momento do clímax ele sempre tirava. Agora, ele também tenta se afastar, mas eu o seguro entre minhas pernas. Esse aperto é mais que suficiente pra ele entender o que eu quero: que me encha de porra.
Um suspiro de alívio relaxa os pulmões dela, quando ela se entrega, disparando à vontade lá dentro de mim aquela munição quente e grossa com a qual os homens nos submetem aos seus desígnios.
Mantenho as pernas levantadas, flexionadas contra meu corpo, enquanto o precioso fluido se espalha por todos os meus canais.
Não tô me cuidando, então a chance de engravidar do Cacho deixa o negócio muito mais excitante.
Ficamos ali, exaustos, ele por cima de mim, os dois ronronando, sentindo aquele fluido se espalhar pelo fundo mais profundo e escondido do meu corpo.
Nós nos beijamos, nos saboreamos, ainda quentes apesar do orgasmo que estamos compartilhando.
O banheiro?" — ele pergunta, se levantando, tirando a pica de mim com um sonoro e molhado PLOP...
Aponto pra ele com um gesto, sem conseguir falar nada, exausta por aquele primeiro impacto.
Não fecha a porta quando entra no banheiro, então, de onde eu tô deitada, consigo ver ele levantar a tampa (ainda bem que ele levanta, diferente de outros) e soltar um mijo longo, barulhento e cheio.
Ele bate uma, aperta o botão da descarga e volta pra mim com uma ereção que ainda me deixa vislumbrar mais momentos como o que acabamos de ter.
Ela se deita ao meu lado e, enquanto acaricia meus peitos, pergunta se pode ficar ou se já precisa ir embora.
—Temos o dia inteiro... — respondo — Ou será que já cansou?
-Kkkkk...!- ela ri, e olhando pra piroca que ainda mantém aquela altivez privilegiada, completa -Tá parecendo que eu tô cansado?
Pego ela e começo a bater uma. Dos peitos, desce pro meu sexo e enfia os dedos. Abro as pernas pra mão dela inteira encaixar naquele ponto de prazer.
Nós nos masturbamos um ao outro, aumentando aquela vontade que nos faz pegar fogo.
Quando já tá escorrendo aquela espuminha gostosa, eu me inclino na frente dela, ávido, guloso, e agora sim, chupo ela sem pressa, saboreando ela todinha, em cima, embaixo, pelos lados, lambendo também as bolas, que parecem que tão enchendo de novo.
Eu como ela inteira, ou quase inteira, porque toda não cabe, mastigando com gosto, sentindo o sabor se espalhar pelo meu paladar, pela minha garganta e por cada canal ligado ao prazer.
Quando já tá no ponto máximo, sento em cima e enfio até onde cabe, curtindo com suspiros gostosos aquela sensação de sentir ele dentro de mim, me preenchendo, ocupando cada cantinho com a porra da virilidade dele.
Percebo que o Cacho também sente, porque ele treme e balbucia algo que não consigo entender, mas que traduz o que tá rolando no nosso corpo.
Não é só sobre a experiência física, é algo que envolve todos os sentidos, os que a gente conhece e os que nem sabe que tem.
Parece clichê dizer que é uma experiência religiosa, mas imagino que algo assim deve ser o que sentem quem entra em comunhão com as emoções mais etéreas e espirituais.
Enquanto vou montando nele com toda minha empolgação, Cacho chupa meus peitos como se quisesse tirar algum tipo de líquido de dentro.
Tá "on fire", sem freio, e isso me excita, sentir ele assim bruto, animal, bem macho, um homem de verdade em todos os sentidos.
Ela me deita de bruços e monta em cima de mim. Sei o que ela quer, então levanto a raba e abro as nádegas, oferecendo meu buraco traseiro ansioso.
Sinto ele esfregar o peso dele pra cima e pra baixo, percorrendo fenda e vala, pintando todo o sulco com o suquinho que sai da ponta. Adoro essa brincadeira, mas a espera me deixa mais doida ainda, então pego ele e enfio no lugar onde sempre vai ser muito bem recebido, no cu.
Deixando que eu mesma encaixe na entrada, ele me segura pela cintura e, com uma enfiada violenta, manda ela inteira pra dentro.
Não me deixa nem aproveitar esse primeiro rasgo, já tá me bombando com tudo, sacudindo até a última vértebra da coluna a cada metida.
Sentir ele por trás, me comendo na minha própria cama, é a realização plena e total de todos os meus desejos. A traição gostosa no seu auge.
Depois de arrebentar bem minha buceta, ele enfia o pau de novo, mas eu tô tão molhada que a rola escorrega umas quantas vezes. Quando finalmente consegue meter, me aniquila com porradas, cada uma mais violenta que a outra.
Com uma mão, ele esmaga minha cabeça contra o colchão, me mantendo bem submissa sob o jugo da virilidade dele, me fazendo uivar/ delirar de prazer.
Tô tão molhada que os barulhos da fricção, PRRRR... PRRRR... PRRRR..., se intensificam, formando com nossos gemidos e ofegos, uma sinfonia de puro tesão.
Através do espelho na parede, eu vejo ele me comendo, de pé, inclinado pra frente, uma mão segurando minha cintura, a outra ainda na minha cabeça, e eu ali, deitada, com a bunda pra cima, recebendo ele com um sorriso de feliz aniversário estampado na cara.
Já nos últimos espasmos do prazer, ele deixa bem enterrada, e entre gemidos exaltados, goza dentro de mim de novo. Dessa vez não faz nenhuma tentativa de se retirar, muito pelo contrário, me dá gozada atrás de gozada, transbordando com essa efervescência tão gostosa.
Tudo gira ao meu redor e um milhão de estrelinhas coloridas piscam por todo lado quando meu orgasmo explode, se amarrando com o dele, ambos tão intensos e brutais que por um momento ficamos nocauteados.
Cacho desaba de lado, bufando satisfeito, o pau balançando pra lá e pra cá, todo melado de porra e do meu próprio gozo.
- Que pedaço de foda...! - exclama eufórica.
- Me deixou a buceta pegando fogo...! - completa, soprando-a de longe.
—E você me afogou de porra! — retruquei, abrindo as pernas pra deixar o sêmen jorrar pra fora.
Por um instante, Cacho fica olhando vidrado enquanto a própria essência dele escorre do meu interior.
Nós dois estamos encharcados, não só com nossos próprios fluidos corporais, mas com os do outro também.
Nós levantamos e entramos no banheiro pra tomar um banho juntos.
Depois, já vestidos, preparo uns mates pra ela e aí sim, muito a contragosto, já tá na hora de cair fora.
Meu marido ainda vai demorar um tempão pra chegar, mas antes disso, tenho que trocar os lençóis e perfumar o quarto pra disfarçar o cheiro de sexo que parece tomar conta de cada canto. Ah, e ainda tenho que buscar o carro, que ficou na casa do último cliente.
Acompanho ele até a porta e me despeço com um beijo daqueles que parecem não ter fim.
Quando ela vai embora, fico com o gosto dela nos lábios, e melhor ainda, com a semente dela dentro de mim...

Lá pro meio-dia, o Cacho me manda um salve.
E aí? Como você tá? O que cê tá fazendo?
Eu respondo com um áudio.
Fala, tô na rua fazendo umas vistorias, então nem passa no escritório que tá fechado".
Claro, supus que tava me chamando pra passar aqui e dar uma foda.
Que pena, ia adorar te ver um pouco.
Falei, ela tava me procurando pra meter.
Quer me buscar?", pergunto quase sem pensar, mandando o áudio antes mesmo da ideia brotar na minha cabeça.
Mais uma vez, remarco as duas últimas visitas pro dia seguinte, e paro na esquina da Pedro Goyena com a Miró pra esperar minha amante.
Tinha ido de carro, mas depois das mensagens do Cacho, me deu vontade de fazer algo que, mesmo arriscado, podia ser o melhor momento que a gente passasse junto.
Se a gente se encontrava era só pra transar, mas dessa vez eu não queria ir pra um hotel nem pro escritório, queria estar com ele no meu próprio terreno, no meu próprio ambiente.
Quem acompanha meus contos sabe que, quando me apaixono, ter aquela pessoa na minha própria cama é a consagração plena e absoluta desse sentimento.
Claro que trazer um homem pra dentro de casa é algo arriscado pra caralho, mas além dos perigos e das consequências fodidas que eu sofreria se meu marido ou minha sogra me pegassem "no flagra", ou seja, dando pra outro, é um impulso que não consigo controlar.
É mais forte até que a razão e o bom senso. Juro pra vocês que enquanto esperava o Cacho, eu pensava e repensava minha decisão, mas por mais que eu tentasse, sentia que a gente merecia transar no meu quarto, na minha própria cama de casal, onde durmo toda noite com meu marido.
Quando ele se aproxima, buzininha umas duas vezes pra chamar minha atenção. De onde tô, aceno pra ele, sorrindo toda empolgada.
Saio do lado do carona, fecho a porta e a gente se beija, longo e profundo, a língua de um mergulhando na boca do outro.
O que esse homem faz pra arrepiar até o último fio de cabelo do meu corpo só de sentir ele perto de mim?
Ele me pergunta se vamos pra um hotel, mas eu falo que tenho que passar em casa pra pegar uns documentos pra continuar com meus corres.
De Caballito é só um pulinho, então vinte minutos depois a gente já tá parando na frente do meu lar, doce lar.
—Não demoro nada — falo pra ela enquanto desço e finjo que vou atravessar a rua, mas no meio do caminho, volto e sugiro:
—Por que você não vem e enquanto eu procuro os documentos, você toma alguma coisa?
—Tem certeza? Não tem ninguém? Não quero que você se encrenque.
—Meu marido tá trabalhando e meu filho tá com os avós —tranquilizo ele, e com um gesto cúmplice, completo: —A gente tem o apartamento só pra nós dois...
Confiante então que não vai sofrer a ira de um marido traído, ele desce do táxi e me acompanha.
Entramos em casa separados, com a distância certa, pra que se trombar com alguém, a pessoa pense que tô levando um técnico pra fazer um conserto.
Acabamos de entrar e, depois de fechar a porta, tiramos as máscaras e nos beijamos de novo com aquela empolgação que já virou rotina nos nossos encontros.
—Vamos tomar alguma coisa? — pergunto depois do beijo, ainda saboreando a saliva dela entre meus lábios.
—Quero te pegar —ele me diz, me segurando junto ao corpo dele. —Quero te pegar toda... —insiste, chupando meu pescoço, cravando os dentes na jugular, como se quisesse apertar e sugar até a última gota de sangue.
-Vamos, que tá calor- respondi, e pegando na mão dele, entramos na cozinha.
Tiro do armário dois copos longos, coloco gelo neles e encho com Sprite.
—Muito gostosa sua casa — comenta enquanto bebe do copo.
Valeu, a decoração é toda minha" — falo, tomando um gole do meu.
Por um momento, enquanto a gente se refresca, a gente conversa sobre coisas banais, sem tocar em nada que envolva sexo ou a relação que a gente tem.
Deixamos os copos na bancada, nos olhamos e, sorrindo daquele jeito que não precisa de mais explicação, voltamos a nos pegar pelas mãos.
Sem dizer nada, só nos olhando e sorrindo um pro outro feito dois pombinhos, saímos da cozinha e fomos até o sofá. Quando ele fica de costas pra ele, dou um empurrão, fazendo ele cair sentado.
Sem dar tempo pra ele reagir, subo em cima dele e, prendendo ele entre minhas pernas, começo a me esfregar no corpo dele, ronronando igual uma gatinha no cio.
Cacho me agarra na bunda e aperta com força, fazendo a umidade da minha buceta ficar ainda mais intensa.
Agarro o rosto dele com as duas mãos e beijo com uma raiva frenética. Tô tão tesuda que mordo os lábios dele, a língua, beijando até quase ficar sem fôlego.
Já entre minhas pernas posso sentir aquele inchaço tão desejado, a dureza pronta e tão esperada.
Deslizo uma mão pra baixo pra apertar e acariciar aquela extensão ainda contida, sentindo o calor vital dela através da roupa.
Volto a beijá-lo, com mordidas e chupões, e depois desço, me ajeitando no chão, para desabotoar a calça dele.
O pau surge de um salto, ereto, avermelhado, com as veias tão inchadas que só no toque dava pra seguir o caminho de cada uma.
Encho ela de beijos, esfregando ela no meu rosto inteiro, cheirando ela, ficando em êxtase com aquele aroma que deve estar entre os mais excitantes e afrodisíacos.
Não chego a chupar ela, só dou uns beijinhos aqui e ali, envolvendo com meu hálito, deixando ele com uma vontade que se reflete numa ereção do caralho.
Levanto. Pego meu celular e, colocando "I Put A Spell On You" da Annie Lennox, começo a fazer um striptease que deixa ele de olhos arregalados e a buceta dura que nem uma bomba.
Não sei o que um homem sente ao ver uma mulher se despir, só posso imaginar, mas o que posso garantir é que vê-lo batendo uma enquanto eu tiro a roupa me deixa completamente louca.
Quando eu tiro a calcinha, última peça que ainda está em mim, ela pega no ar e esfrega ela toda na cara, cheirando como se quisesse guardar na memória olfativa cada traço do meu cheiro natural.
Nua, pego na mão dele e levo ele pro meu quarto.
Esse passeio pelo interior da minha casa, com um homem que não é meu marido, disposto a me comer na minha própria cama, é a coisa mais safada e excitante que eu posso sentir.
Segurando a calça meio arriada com uma mão, Cacho vem comigo, de pau duro, andando pelo corredor onde nas paredes pendem os retratos da minha família.
Com meu marido saindo do Cartório de Registro Civil, no dia que a gente casou. Na nossa lua de mel. Nas nossas primeiras férias em Búzios. Com o Ro recém-nascido, na maternidade. O Ro no primeiro dia de escola. Umas férias em San Bernardo. Com o Ro recebendo a medalha de um campeonato infantil. Com meu marido na inauguração do meu escritório...
Entramos no quarto. A cama ainda tá desfeita. Aquela manhã a gente dormiu demais e teve que sair voando cada um pro seu trampo. Foi ali, na hora de se despedir, que meu marido me fala que tem o dia inteiro ocupado, que o mais provável é que chegue tarde da noite.
Abraço o Cacho e, rolando sobre os lençóis, nos beijamos com aquela paixão que se solta toda vez que estamos juntos.
Me prende debaixo do corpo dela e, se ajeitando entre minhas pernas, mete em mim com a urgência lógica de quem tá com um tesão que vai além do suportável.
Me fode com esse ritmo demolidor e desvairado com que tão bem soube me seduzir, enfiando até o talo, e mais também... não era que também enfiasse os ovos, hahaha, mas sim que essa era a sensação que me dava, que me penetrava não só com a pica, mas com o corpo inteiro.
Me agarro nele com braços e pernas, aproveitando cada estocada com suspiros que contextualizam o momento. Cacho também geme, grunha, berra, afundando triunfante em mim, em toda a sua extensão, sem deixar nada pra fora, me presenteando até com o último pedaço de pau.
É óbvio que não dá mais pra segurar, então um jorro vivo e impetuoso me pega de surpresa no meio do orgasmo.
Até então, Cacho nunca tinha gozado dentro de mim, eu já tinha engolido o esperma dele, sim, mas no momento do clímax ele sempre tirava. Agora, ele também tenta se afastar, mas eu o seguro entre minhas pernas. Esse aperto é mais que suficiente pra ele entender o que eu quero: que me encha de porra.
Um suspiro de alívio relaxa os pulmões dela, quando ela se entrega, disparando à vontade lá dentro de mim aquela munição quente e grossa com a qual os homens nos submetem aos seus desígnios.
Mantenho as pernas levantadas, flexionadas contra meu corpo, enquanto o precioso fluido se espalha por todos os meus canais.
Não tô me cuidando, então a chance de engravidar do Cacho deixa o negócio muito mais excitante.
Ficamos ali, exaustos, ele por cima de mim, os dois ronronando, sentindo aquele fluido se espalhar pelo fundo mais profundo e escondido do meu corpo.
Nós nos beijamos, nos saboreamos, ainda quentes apesar do orgasmo que estamos compartilhando.
O banheiro?" — ele pergunta, se levantando, tirando a pica de mim com um sonoro e molhado PLOP...
Aponto pra ele com um gesto, sem conseguir falar nada, exausta por aquele primeiro impacto.
Não fecha a porta quando entra no banheiro, então, de onde eu tô deitada, consigo ver ele levantar a tampa (ainda bem que ele levanta, diferente de outros) e soltar um mijo longo, barulhento e cheio.
Ele bate uma, aperta o botão da descarga e volta pra mim com uma ereção que ainda me deixa vislumbrar mais momentos como o que acabamos de ter.
Ela se deita ao meu lado e, enquanto acaricia meus peitos, pergunta se pode ficar ou se já precisa ir embora.
—Temos o dia inteiro... — respondo — Ou será que já cansou?
-Kkkkk...!- ela ri, e olhando pra piroca que ainda mantém aquela altivez privilegiada, completa -Tá parecendo que eu tô cansado?
Pego ela e começo a bater uma. Dos peitos, desce pro meu sexo e enfia os dedos. Abro as pernas pra mão dela inteira encaixar naquele ponto de prazer.
Nós nos masturbamos um ao outro, aumentando aquela vontade que nos faz pegar fogo.
Quando já tá escorrendo aquela espuminha gostosa, eu me inclino na frente dela, ávido, guloso, e agora sim, chupo ela sem pressa, saboreando ela todinha, em cima, embaixo, pelos lados, lambendo também as bolas, que parecem que tão enchendo de novo.
Eu como ela inteira, ou quase inteira, porque toda não cabe, mastigando com gosto, sentindo o sabor se espalhar pelo meu paladar, pela minha garganta e por cada canal ligado ao prazer.
Quando já tá no ponto máximo, sento em cima e enfio até onde cabe, curtindo com suspiros gostosos aquela sensação de sentir ele dentro de mim, me preenchendo, ocupando cada cantinho com a porra da virilidade dele.
Percebo que o Cacho também sente, porque ele treme e balbucia algo que não consigo entender, mas que traduz o que tá rolando no nosso corpo.
Não é só sobre a experiência física, é algo que envolve todos os sentidos, os que a gente conhece e os que nem sabe que tem.
Parece clichê dizer que é uma experiência religiosa, mas imagino que algo assim deve ser o que sentem quem entra em comunhão com as emoções mais etéreas e espirituais.
Enquanto vou montando nele com toda minha empolgação, Cacho chupa meus peitos como se quisesse tirar algum tipo de líquido de dentro.
Tá "on fire", sem freio, e isso me excita, sentir ele assim bruto, animal, bem macho, um homem de verdade em todos os sentidos.
Ela me deita de bruços e monta em cima de mim. Sei o que ela quer, então levanto a raba e abro as nádegas, oferecendo meu buraco traseiro ansioso.
Sinto ele esfregar o peso dele pra cima e pra baixo, percorrendo fenda e vala, pintando todo o sulco com o suquinho que sai da ponta. Adoro essa brincadeira, mas a espera me deixa mais doida ainda, então pego ele e enfio no lugar onde sempre vai ser muito bem recebido, no cu.
Deixando que eu mesma encaixe na entrada, ele me segura pela cintura e, com uma enfiada violenta, manda ela inteira pra dentro.
Não me deixa nem aproveitar esse primeiro rasgo, já tá me bombando com tudo, sacudindo até a última vértebra da coluna a cada metida.
Sentir ele por trás, me comendo na minha própria cama, é a realização plena e total de todos os meus desejos. A traição gostosa no seu auge.
Depois de arrebentar bem minha buceta, ele enfia o pau de novo, mas eu tô tão molhada que a rola escorrega umas quantas vezes. Quando finalmente consegue meter, me aniquila com porradas, cada uma mais violenta que a outra.
Com uma mão, ele esmaga minha cabeça contra o colchão, me mantendo bem submissa sob o jugo da virilidade dele, me fazendo uivar/ delirar de prazer.
Tô tão molhada que os barulhos da fricção, PRRRR... PRRRR... PRRRR..., se intensificam, formando com nossos gemidos e ofegos, uma sinfonia de puro tesão.
Através do espelho na parede, eu vejo ele me comendo, de pé, inclinado pra frente, uma mão segurando minha cintura, a outra ainda na minha cabeça, e eu ali, deitada, com a bunda pra cima, recebendo ele com um sorriso de feliz aniversário estampado na cara.
Já nos últimos espasmos do prazer, ele deixa bem enterrada, e entre gemidos exaltados, goza dentro de mim de novo. Dessa vez não faz nenhuma tentativa de se retirar, muito pelo contrário, me dá gozada atrás de gozada, transbordando com essa efervescência tão gostosa.
Tudo gira ao meu redor e um milhão de estrelinhas coloridas piscam por todo lado quando meu orgasmo explode, se amarrando com o dele, ambos tão intensos e brutais que por um momento ficamos nocauteados.
Cacho desaba de lado, bufando satisfeito, o pau balançando pra lá e pra cá, todo melado de porra e do meu próprio gozo.
- Que pedaço de foda...! - exclama eufórica.
- Me deixou a buceta pegando fogo...! - completa, soprando-a de longe.
—E você me afogou de porra! — retruquei, abrindo as pernas pra deixar o sêmen jorrar pra fora.
Por um instante, Cacho fica olhando vidrado enquanto a própria essência dele escorre do meu interior.
Nós dois estamos encharcados, não só com nossos próprios fluidos corporais, mas com os do outro também.
Nós levantamos e entramos no banheiro pra tomar um banho juntos.
Depois, já vestidos, preparo uns mates pra ela e aí sim, muito a contragosto, já tá na hora de cair fora.
Meu marido ainda vai demorar um tempão pra chegar, mas antes disso, tenho que trocar os lençóis e perfumar o quarto pra disfarçar o cheiro de sexo que parece tomar conta de cada canto. Ah, e ainda tenho que buscar o carro, que ficou na casa do último cliente.
Acompanho ele até a porta e me despeço com um beijo daqueles que parecem não ter fim.
Quando ela vai embora, fico com o gosto dela nos lábios, e melhor ainda, com a semente dela dentro de mim...

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felicitaciones