— Oito caras no total — me anunciou a Nati, e me deu um beijinho engraçado no nariz. A gente tava deitado na cama, de barriga pra baixo, um do lado do outro, dividindo o caderno —: Seu Rogélio, o Tune, Gardelito, Cicuta, o Pampeano, Pepe Grillo, o senhor Benassi… quem diria, né? …e o doutor.
Uma semana e oito caras. Mais de uma pica nova por dia, em média. Essa era a minha mina! Com a testa cheia de chifre e meu amorzinho cheio de pica do meu lado, me senti orgulhoso dela. Mesmo assim, provoquei.
— São oito gozadas, não oito caras. Lembra que a ideia é que todos os homens da cidade te comam com frequência.
— O Tune tá me comendo todo dia. E os outros vagabundos do armazém — ela se referia aos citados Gardelito, Cicuta, o Pampeano e Pepe Grillo —, dia sim, dia não… E o doutor e o seu Rogélio tão indo pra uma transa por semana…
Eram quase duas da tarde. A Nati tinha acabado de ser comida pelo Tune, que tinha metido a pica nela do meio-dia até uma hora no armazém. Eu já tinha limpado ela, do jeito que ela gosta, e ela tinha tomado banho e se trocado com roupinha de puta pra ir num novo encontro com o seu Rogélio, na hora da sesta.
Conforme o boato se espalhasse e mais caras fossem entrando, o cronograma de fodas ia ficar congestionado e a gente ia ter que ajustar tudo. Por exemplo, o Tune comia ela todo dia na hora da sesta. E se a ideia era manter a farsa de que eu era um corno manso ignorante de verdade e ela uma mulher decente que só sucumbia por necessidade com o amante da vez (ela não contava pra ninguém que transava com outros), não ia ter tempo pra ela ser comida tanto assim.
Era óbvio que assim que os caras começassem a falar dela entre si, a farsa da Nati decente ia desmoronar. A gente esperava com muita ansiedade por esse momento. tentando adivinhar como os acontecimentos iam se desenrolar, e de olho em como os boatos sobre ela iam mudar e como sua fama de puta ia crescer.
A farsa da minha ignorância sobre a infidelidade dela, a gente queria manter, por isso ela continuava agindo como se tivesse cuidado comigo.
Nessa altura, os vagabundos do armazém já deviam ter conversado entre si. Nessa altura, com certeza cinco caras já estavam sabendo que a mulher do escritor — era assim que me chamavam — gostava mais de pica do que de doce de leite, que em uma semana já tinha dado pra cinco caras. Eu tinha uma aposta comigo mesmo sobre quando esses filhos da puta iam propor um gangbang pra minha namorada.
— Corno, vou ali dar pro seu Rogério… — Eu apalpei uma última vez, desesperado, aquele rabão entupido até o talo. Ela se levantou sem se importar com minha carência de punheteiro—. Como é que eu lido com a parada do amigo?
Seu Rogério, que tinha prometido com cara séria não contar pra ninguém que comia a mulher do vizinho, veio no dia anterior pra Nati com a história de que tinha um amigo, sozinho como ele, discreto como ele, experiente como ele, e que, sem ofensa, era só uma sugestão, que se ela um dia precisasse, ou tivesse vontade, que bom, sem compromisso, que o amigo era muito bom na cama, tinha boa fama, que experimentar não custava nada, que no fim das contas um chifre no marido ela já tinha posto, que dois era a mesma coisa. Nati, no papel dela, disse que não sabia. Que com ele — com seu Rogério — ela aliviava uma necessidade, mas que não queria que seu Rogério pensasse que eu era um puta corno manso (foi assim que Nati falou, com essas mesmas palavras).
Um tempo depois, enquanto ele metia por trás na minha amada e bombava até o saco, o velho: Que não, que não achava que eu era um corno manso — e amassava as bundinhas dela e enfiava a pica até o talo —, que dava pra ver que ela era uma mulher decente — e de novo a pica pra fora e empurrava com mais violência —, que fizesse de conta que ele não tinha dito nada, que só tinha mencionado porque o parceiro dele era tão discreto como ele. E aí, enquanto minha mina montava no velho, ela de joelhos em cima dele, que aproveitava pra massagear os peitos dela e brincar com os bicos, a putinha da Nati fez carinha de inocente e voltou no assunto, bem morbidinha.
—Mas se eu autorizar seu amigo a me ligar… Ahhh… e me encher de pica igual o senhor… Ahhhhh… Não quero que zoem meu namorado como se ele fosse um corno…
—Não, mocinha, pode ficar tranquila que ninguém vai faltar com respeito ao seu Marcelo —ele acalmava ela enquanto segurava na cintura dela e puxava com força pra enterrar mais fundo na pica dele.
—Não quero que quando vocês dois se encontrarem fiquem chamando ele de corno…
—Não, mocinha, não…
—Corno… corno vão chamar… porque tão me comendo…
—Não, mocinha, eu e meu amigo somos muito respeitosos com o corno… digo, com seu namorado!
—Tá bom, tá bom, o senhor pode chamar ele de corno, mas seu amigo não… Não quero que pensem que sou uma puta…
—Não, mocinha! A senhora não é uma puta! A senhora tem necessidades.
Foi uma soneca onde minha Nati conseguiu três gozadas: uma do velho e duas dela, que me fez limpar assim que passou pela porta. Ela disse pro seu Rogério que o amigo dele podia ligar pra ela, mas pra eu não desconfiar, ele devia chamar pelo WhatsApp e fingir que era um pedido de empada. Mas os velhos nem sabiam o que era WhatsApp, então marcaram um encontro na casa do seu Rogério, durante uma soneca. “Mas nada de fazer com os dois ao mesmo tempo —se fez de santinha a Nati— que não sou nenhuma puta!”, disse, e limpou um resto de porra do seu Rogério que ainda tinha nos lábios dela.
O outro velho se chamava seu Inácio. E embora o encontro com a Nati tenha rolado na segunda semana, vou contar agora.
No dia seguinte, seu Rogério veio no meio-dia e bateu na porta com a desculpa besta de pedir açúcar. O velho viu que eu não tava por perto e falou como se tivesse fofocando entre as madames.
—Dona Nati, já falei com meu parceiro. Ele tá muito ansioso e quer ver a senhora o quanto antes —falou baixinho e olhando de lado. Você continua dando olhadas furtivas pra dentro de casa, pra ter certeza de que eu não tava por perto.
—Ai, seu Rogélio, o que o senhor deve estar pensando de mim…
—Não tô pensando nada, mocinha. Só que a senhora é uma mulher muito jovem e muito gostosa e não pode viver sem alegria por causa do seu namorado…
—Tá bom. Acerta pra amanhã na hora da sesta, que meu namorado dorme.
—Fechado, dona Natália. A senhora não vai se arrepender. Seu Inácio tem fama muito boa.
A fama era verdade. No dia seguinte, a Nati pôde confirmar que seu Inácio tinha uma bela pica — mais grossa que qualquer coisa — e sabia usar bem (nada de fazer um monumento, mas usava bem). A Nati saiu de casa às 14h com um casacão que cobria tudo: uma legging putona e uma camiseta curta e largona, daquelas decotadas de ombro a ombro. Como das outras vezes, seu Rogélio mandou ela entrar na hora. Mas pra surpresa da Nati, lá dentro não tava só seu Inácio, mas outro cara também, um quarentão que a gente não conhecia. A Nati ficou dura porque não esperava. Os velhos interpretaram como rejeição e se apressaram em explicar.
—Dona Natália, não se assuste. É o Chico, capataz no estaleiro e amigo do seu Inácio.
E antes que minha namorada abrisse a boca pra falar alguma coisa, seu Inácio completou:
—Não trouxe ele pra somar, mocinha. Não é que a gente tá abusando da sua boa vontade, ele só veio me acompanhar.
A Nati respirou fundo de novo pra falar, mas deu uma boa olhada no Chico, um cara bem mais novo que os outros dois, com um corpo que já foi trabalhado e ainda parecia fibroso, uns bigodinhos estilo 1930 e uma cara de filho da puta que, quando olhou nos olhos dela, impassível, fez minha namorada ficar molhada na hora.
—Não é culpa deles, Nati — falou o Chico, calmo, e deu um sorriso. Minha namorada soube naquele instante que aquele cara sabia que tipo de puta ela era —. Me falaram que você se chamava Natália, posso te chamar de Nati, né? — A Nati se aproximou dois passos e ficou rodeada pelos três homens —. Eu tava na casa do seu Inácio. e quando ele me disse que ia sair, eu desconfiei de algo e insisti pra vir junto.
— Não falei que vinha te ver, dona Natalia!
— Falei que se não me trouxesse, ia seguir ele. Ele me conhece.
O coitado do seu Inácio se desesperava pra se explicar.
— Preferia não ter vindo, mas se não viesse, a senhora ia achar que eu tava desprezando...
Nati mal esboçou um sorriso de canto. O Chicho, ainda sentado, virou mais pra ela sem se levantar da cadeira e sorriu com arrogância.
— Ela sabe muito bem que nenhum homem despreza ela.
Nati tirou o casaco e os três homens abriram a boca, feito idiotas. Não que por baixo ela estivesse vestida de puta, mas naquele casebre cheio de homem, uma gostosa como minha mina de legging tão justa e regatinha sexy era um espetáculo de tirar o fôlego.
— Vocês são três sem noção. Eu não sou puta, o que vocês pensam? — Ela virou pra dobrar o casaco no encosto da cadeira, só pra dar as costas e mostrar a raba apertada na legging até o impossível —. Ai, nem sei o que vão pensar do meu namorado...
Ela deu mais um passo, pegou seu Inácio pela mão e foi pro quarto. Nota que ninguém tinha pedido pra incluir o Chicho, mas antes de entrar no quarto e fechar a porta, minha mina falou:
— Tenho duas horas até meu namorado acordar, então vai ser uma hora com ele e uma hora com você — E apontou pro Chicho —. E o senhor, seu Rogério, devia ter vergonha, isso era só entre a gente.
Seu Inácio comeu ela das 14 até umas 14:30. Fiquei sabendo na hora, pelo zap: "Corno, me trouxeram um extra. Vão me comer o dobro do que a gente pensou."
Eu tava em casa me acabando na punheta. Não ia saber dos detalhes até a Nati voltar às 16, mas já dava pra imaginar, e saber que tinham levado mais um só aumentou meu tesão.
Acontece que seu Inácio tava com uma boa vara e comeu a Nati muito bem pra um primeiro encontro. Metia com gosto e adorava agarrar ela. Agarrar ela pela cintura e se esbaldar nisso. Dom Ignácio comia melhor que o amigo, e falava mais com ela, quando a Nati dizia alguma coisa.
— Que cock gostosa que o senhor tem, Dom Ignácio! Que sorte que Dom Rogélio contou que o cuck do meu namorado não me fuck…
— E eu como sinto ela apertadinha… Dá pra ver que seu namorado nunca usa!
— Quem…?
— Seu namorado, senhorita Natália…
— Ah, me confundi… Como Dom Rogélio sempre chama ele de cuck…
— Cor-cuck…?
— É, é mais fácil, acho… Sei lá, pra mim sai mais fácil…
Não sei se foi pelo tesão, ou porque a Nati é apertadinha de verdade, e com certeza porque um velho daquela idade, por mais cock rechonchuda que tenha, na sua slut vida ia conseguir comer uma mulher tão gostosa quanto minha namorada, Dom Ignácio gozou meia hora depois de começar a meter. Antes mesmo do velho insinuar uma segunda transa, a Nati tirou ele do quarto e mandou chamar o Chicho. A verdade é que minha namorada via ele como portador de uma essência safada e girl, e queria que ele comesse ela o quanto antes.
E era safado mesmo. Muito safado. E pilantra. Muito pilantra.
A primeira coisa que o Chicho fez ao cruzar a porta foi dar um tapão na bunda da minha namorada, suave mas sonoro, e dizer:
— Mais um chifre pra coleção do teu marido… — e passou a mão na Booty, enchendo uma das mãos, e com a outra foi pros peitos, e depois pro rosto dela, pros lábios. E sorriu pra ela—. O cuck não devia passar pela porta com uma gostosa igual você.
E como viu que minha Nati ia se fazer de sonsa, tapou a boca dela com um beijo.
Ele comeu ela igual um bicho até as 16: a hora dele e a meia hora que sobrou do outro. Comeu ela de quatro, e depois ela de pernas pra cima, e mais depois de lado. Fez ela cum um monte de vezes, enquanto gritava slut e enfiava a cock até o saco. O filho da slut gozou duas vezes, sempre dentro. Uma pela pussy apertada, a primeira. E a segunda gozada no cu no meio de tapas na bunda, de “slut, slut, slut” e de “aí vai mais um pro chifre!”. Enquanto entupiam a buceta dela de pica, antes de gozar, a puta da Nati falava de mim pra ele.
—Nunca me comeu a bunda! Meu namorado nunca me comeu a bunda!
E isso deixava o Chicho doido, que metia com mais violência.
—Tá me sacaneando... —ela gemia— Não pode ser tão corno! —e dava mais bomba, olhando a pica enterrar na bunda dela, alargando a cada metida funda. Dava pra ver entrar, sumir e se perder naquele cu que não era dele—. Ele merece! Merece tudo, sua puta gostosa! Merece que eu tô arrombando esse rabo enquanto ele dorme a sesta que nem um otário!
E Nati, gozando de novo:
—Sim, sim, vamos fazer dele o rei dos cornos!
E o próprio Chicho, sem Nati falar nada:
—Vamos transformar ele no corno da cidade, puta!
E com Nati gritando, gozando, o filho da puta do capataz do estaleiro começou a soltar a porra dentro do cu dela.
—Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh...!!!
Essa dose dupla de chifre se repetiu, desde aquele dia, toda quarta-feira. Mas como o Chicho era um dos mais tarados, logo Nati passou a fazer todo dia e nas quartas à tarde juntou os dois velhos: seu Rogélio e seu Inácio. Depois outros se juntaram, formando um esquema que vou contar outra hora.
Como contei, o Tune já tinha comido ela. E tão bem que nesse primeiro encontro já combinaram de repetir sempre que pudessem. Como eu supostamente não sabia de nada, marcaram de fazer nas sestas, que era quando o armazém fechava e quando o corno supostamente tirava um cochilo (quando na verdade tava era batendo uma punheta). No mesmo dia que ele comeu ela — mas de tarde —, o Tune, naquela reunião de amigos que rolava todo dia lá pelas 6-7, contou pros outros que tinha comido a novata, e que era uma puta tremenda e bem apertadinha.
Os vagabundos ficaram empolgados, numa festa. O negão era o mais folgado de todos — embora todos fossem folgados — e, no fim, meio que o líder do grupinho. Curtiram a história, parabenizaram o Tune, mas, tenho certeza como sou o maior corno da América Latina, no fundo guardaram a expectativa de boas chances de comer eles também “a novata”. Suponho que naquele momento finalmente viram a vantagem de comprar aquelas empadas e a Nati levar até a casa deles.
Naquela mesma noite, Nati recebeu o pedido do Pepe Grilo, um dos vagabundos do armazém.
— Corno, tão me procurando pra transar — me anunciou Nati, toda animada.
— Que cê sabe? — provoquei — Quem sabe tão com fome e querem empada de verdade.
— Com certeza ele tá com fome. E eu vou cuidar de dar de comer pra ele. É meu trabalho, não é?
Ela respondeu na mensagem que preparava e levava, e foi tomar banho. Eu fiquei acompanhando sentado no vaso.
— Com certeza ele quer te comer. Mas tem que ver se ele vai ter coragem de chegar em você.
Nati soltou uma risadinha curta.
— Ai, corno, corno… — disse com um tom maternal.
— Não, sério. Isso aqui é uma cidade pequena, não uma balada de Buenos Aires.
— Corno, não seja bobo. A essa altura o Pepe Grilo e os outros já devem saber que você é corno e que eu e o Tune vamos foder todo dia. Pepe Grilo vai querer dar uma sondada. o terreno, pra ver se eu sou uma mina mais ou menos decente que pintou com um cara, ou uma puta remachada que come tudo que põem na frente dela.
—Sim, love, já sei —Agora a gente tava no quarto, ela numa tanguinha quase invisível de tão enfiada na bunda que tava, escolhendo o que vestir— Mas tem que ver se ele vai se animar hoje. O mais provável é que ele insinue algo e te encurrale quando estiver mais seguro.
Terminei de falar isso bem na hora que a Nati terminou de se vestir, e percebi que o que eu pensava era pura besteira. Minha namorada tava vestida bem putona, botas altas de putona, minissaia preta bem curta e um top que dava vontade de arrancar.
—Você não se preocupa que daqui a pouco vão me ter enfiada até o talo.
Ela vestiu um casacão e pegou as chaves da caminhonete. Dei o pacotinho com quatro empanadas quentes e tentei fazer ela raciocinar:
—Love, me excita como você tá vestida, mas não tem nada a ver com você ir assim. Supostamente, eu não deixaria você sair vestida desse jeito.
—Corninho, deixa a mamãe que sabe o que dizer pra um cara tarado.
E deve ter sabido, porque voltou uma hora e quinze depois, toda comida. Sabendo o que tinha rolado, me joguei na buceta dela buscando minha participação. Ela abriu as pernas, acariciou minha cabeça e começou a gemer e me contar o que aconteceu.
Efetivamente, o Pepe Grillo tinha a intenção de dar em cima dela. Mas a roupa de puta e o olhar e a atitude de vagabunda que minha namorada levou desencadearam tudo rapidinho. Depois da surpresa de vê-la tão gostosa, vieram os elogios. A Nati, cujo único objetivo na cidade era me transformar no corno do lugar, entrou na casa sem pedir permissão e partiu pra cima direto: que ele também era um cara bonito, que parecia bruto e macho, diferente do marido dela. Isso fez o Pepe Grillo perguntar se era verdade que eu não comia ela. Ele não acreditava. Então a Nati encolheu os ombros, escondeu um pouco o rosto pra baixo e fingiu um soluço.
—É que meu marido tem um problema de saúde… e Bom, não… — A Nati fez que tava deixando o Pepe Grillo entender, mas não segurou a língua e aproveitou pra me humilhar—. Não sobe, entendeu? — O Pepe Grillo concordou em silêncio—. Eu amo ele, mas… Sou nova… Amo ele, mas não consigo viver sem… cê sabe… Mesmo que seja de vez em nunca, eu traio ele… Com muita culpa… Me dá tanta vergonha…
Terminou de falar isso já em cima da cama e sem a saia, com o Pepe Grillo acariciando os ombros e as costas dela. Aí ela calou a boca e ele levou as mãos pra cintura e pra raba, e beijou os ombros e o pescoço dela enquanto apalpava cada vez mais safado.
Começou a meter nela na hora, com a Nati toda agitada, sacudida pelas estocadas curtas e furiosas do macho, falando putaria:
— Ai, Pepe… — entre suspiros—. Não pensa que sou uma mulher fácil, hein? Ahhhh… É só dessa vez e nada mais… — e apertava lá embaixo pra rola encaixar mais.
E o Pepe Grillo, bobo ou esperto, agarrava a bunda dela e enterrava a rola dando razão:
— Claro, Nati, claro… É só dessa vez… Só dessa…
Mas um tempinho depois ela tava gozando e o Pepe Grillo enchia ela de rola gritando “puta! puta! puta! Como cê gosta de rola, filha da puta!”, que parecia que ia virar o hit do verão.
E a Nati, que conseguiu pegar o celular pra gravar o áudio do próprio orgasmo:
— Aaahhhhhhh…!! Isso, Pepe!! Arromba tudo, enfia até o saco!! Aaahhhhh…!!!
O Pepe, obediente, enfiava a rola bem no fundo, tirava até a cabeça e metia de novo.
— É só dessa vez… É só dessa vez que eu faço de corno o meu namorado… — recitava a Nati enquanto o orgasmo ia passando. O outro continuava metendo forte, agora querendo gozar também.
— Cê é uma puta danada, meu amor! Aaahhhhhh…! Fodo o Tune, fodo você… Aaahhhhhh…! E vão comer você todos os caras… Ohhhh…!! Vou gozar, meu amor… Aaahhhhhh… Toma a porra toda, puta…!
— Isso, isso! Goza dentro!
— Aaahhhhhh…!! Filha da puta, toda vez que você pedir empada vou te devolver pro chifre toda fodida! Ahhhhhh...!
—Sim, sim, sim, Pepe, siiiim... Assim... Ahhhhh...
—Ahhhhhhhhhhhhhhhh...!!!
Naquela tarde, às 18:30, Nati me levou ao armazém. Como sempre pra sair em público, vestiu uma legging que marcava tudo e fazia suas pernas e sua bunda brilharem, mais uma camiseta justa com decote normal e uma jaqueta por cima (o calor não tinha chegado de vez naquela primavera). Com dez dias no lugar, já conhecíamos alguns vizinhos e cumprimentávamos quando reconhecíamos alguém. Igual ao dia que o seu Rogelio nos levou, cruzamos de novo com o casal jovem e o filhinho deles. Nessa altura já sabíamos que a Elizabeth — a mulher — era comida pelo açougueiro e pelo Tune, e calculava que algum dos outros quatro vagabundos também. Foi estranho por um momento não ser o corno do encontro. O coitado do marido, muito simpático e gente boa, tinha a mulher comida por pelo menos — e com certeza — dois paus alheios, e tava lá sorrindo e abraçando a sua metade infiel, e correndo atrás do moleque que escapava toda hora. Foi só um minuto que a gente conversou, ali na rua com o ar úmido dos pântanos, onde perguntaram educadamente como a gente tava se adaptando. Notei que a Elizabeth desviava o olhar da minha mina, então ela me olhava mais. E num momento — só por um instante — me pareceu que me viu com cara de “coitadinho”.
E eu entendi.
Assim como a Nati tinha cruzado com ela vindo do açougue em horários suspeitos, ela também tinha visto a Nati vindo da casa do Tune na mesma situação. Me perguntei se ela teria feito o mesmo cálculo, sobre a Nati, que eu fiz sobre ela: que algum dos amigos do Tune com certeza também tava comendo ela. Também me perguntei se mais A seguir, essas duas mulheres, com a infidelidade como denominador comum, acabariam sendo amigas ou, pelo contrário, inimigas ciumentas dos males a dividir.Seguimos e cruzamos e cumprimentamos alguns outros vizinhos, até chegarmos ao mercadinho. Estavam o Tune e os mesmos vagabundos da outra vez, embora já não fossem os mesmos.
Agora elas sabiam.Sabiam que a gostosa portenha que tava ali na frente, com cara de safada e boazinha ao mesmo tempo, dava a buceta fácil. Sabiam que ela fazia isso pelas minhas costas. E que eu era um puta dum corno manso ignorante. Porra, dois deles tinham comido ela nas últimas 24 horas.
Olhar na cara dos amantes da Nati quando eles não sabem que eu sei, sempre me desperta um milhão de emoções, algumas contraditórias. Primeiro, me dá uma puta curiosidade. De ver os gestos e reações deles quando tão na minha frente. Será que vão me olhar com culpa? Será que vão me olhar com deboche? Ou com indiferença? Por outro lado, encarar esses olhares muitas vezes me dava vergonha, pela humilhação de saber — todos eles — que como homens sexuais eram por natureza superiores a mim, eram escolhidos pela minha mulher acima de mim. Queria olhar nos olhos deles, enfrentar, desafiar, superar mesmo que fosse nesse duelo de olhares, ser mais macho com os olhos, já que não podia ser com minha rola. Mas ao mesmo tempo também queria fugir deles. Me dava vergonha que soubessem que eu era um corno. E me dava muito mais vergonha quando os amantes eram mais de um.
Isso último é difícil de explicar. Supostamente, quando vira corno, a gente já tá completamente humilhado; quero dizer, a gente não é mais corno só porque a mulher transa com dois em vez de um. Mas quando a Nati me exibia pra dois ou mais amantes, minha vergonha se multiplicava, e o problema era se comportar com uma gestualidade normal.
Foi o que aconteceu quando entramos no mercadinho e o Tune e os outros filhos da puta nos cumprimentaram com um sorriso que pra mim pareceu debochado. A Nati cumprimentou com naturalidade, alegre mas sem exageros, fiel ao jogo. Ninguém que passasse por ali naquele momento teria suspeitado de nada dela.
— Como vai o casal novo? — cumprimentou o Tune com muita empatia, me dando um sorriso amigável.
Eu queria desviar o olhar, mas não conseguia. Tive medo de ficar vermelho de vergonha.
— Boa tarde, dona Natalia. Boa tarde, seu Marcelo.
Pepe Grillo foi assim de formal, e ele falou muito sério conosco. Eu ainda tinha fresco na memória a própria voz dele gritando "slut, vou te encher de porra" enquanto metia o pau na minha namorada.
Ficou duro. Os outros dois também cumprimentaram, e neles eu vi sim um certo brilho de deboche nos olhos. Eu sabia — não supunha, sabia — que iam comer a minha Nati naquela mesma noite ou, no máximo, na seguinte. Fomos dar uma volta no armazém pra comprar umas coisas, virando as costas pra eles por um bom tempo, com a Nati andando devagar e se abaixando de vez em quando pra olhar uns artigos nas prateleiras de baixo. Eu sentia os olhares dos quatro vagabundos cravados na bunda dela e nos meus chifres.
Na volta, a Nati com as mãos vazias e eu com dois cestinhos cheios de coisas, encontramos no caixa mais vizinhos, que o Tune nos apresentou. Dois caras grandes, bravos, rústicos: Ángel e Pergamino, que deram na minha namorada um olhar que não deixava dúvidas.
— A senhora faz umas empanadas deliciosas — disse o Pepe Grillo pros velhos —. A senhora chama ela, pede e ela vai na sua casa e faz a entrega.
Os caras bravos se afrouxaram um pouco, mas só um pouco. Olharam pra mim, que tentei manter uma cara de pôquer.
— Pode ser útil — comentou o que estava pagando.
A Nati se apressou em dar o celular pra eles.
— Tô começando, por enquanto só à noite. O senhor liga a qualquer hora, que eu vou e dou o que o senhor gostar.
— Sim, sim, ela é muito boa — falei eu, mais pra não ficar totalmente de escanteio. Mas com meu comentário, fiquei parecendo um otário, o que com certeza excitou a Nati. Os dois velhos sacaram naquela hora que eu era um puta dum corno manso, não precisariam que ninguém contasse nada.
— Vou experimentar ela — disse o tal de Ángel, olhou ela de cima a baixo pela última vez e foi embora.
Enquanto o Tune ia fazendo a conta pro outro velho — o Pergamino —, o Cicuta falou pra gente:
— Hoje à noite eu faço um pedido pra vocês.
Eu esbocei um sorriso idiota; o que deu, na real, porque quis parecer grato, mas na mesma hora já imaginei ele comendo ela. Nati se endireitou mais, empinando os peitos.
—É, eu também —confirmou outro, o Pampeano—. Hoje tô com preguiça de cozinhar.
Saímos do mercadinho, Nati mexendo no celular, e eu carregado com três sacolas cheias de coisas e um puta tesão entalado na calça.
Naquela noite, minha namorada foi comida pelos dois, Cicuta e o Pampeano. Teve que sugerir umas fodas mais curtas, porque não podia ficar duas horas fora de casa sem levantar suspeitas. Segundo ela me contou enquanto eu batia uma no rabo dela, os dois vagabundos não comeram ela tão bem quanto o Tune, o Chicho ou o doutor, mas a sacanagem de estar dando pra um sabendo que minutos antes ou depois tava dando pro outro (e que no dia seguinte iam contar entre si o quão puta ela era) já foi o suficiente pra arrancar um orgasmo com cada um.
—Cuckold, meu amor… Olha! Olha!
A mensagem dizia: “Precisamos das tuas empadas pra hoje à noite. Tô com meu parceiro Pergamino. Tu entrega no mesmo endereço pra nós dois ou cada um separado? O Pergamino não tem celular”.
Só de ler a mensagem, meu coração acelerou. A Nati respondeu: “melhor os dois juntos”, e foi tomar banho, me mandando esquentar as empadas assim que os novos clientes dela mandassem o pedido. Ela foi de novo com a caminhonete — o que ia dar problema, porque qualquer um podia perceber que o carro dos portenhos demorava meia hora pra fazer uma entrega que devia levar cinco minutos —, com doze empadas e uma roupa bem ousada: legging cinza-escura bem justinha e um suéter fúcsia decotado, sem camiseta por baixo.
Eles mandaram ela entrar em casa e em menos de cinco minutos já tavam fodendo ela. O tal do Ángel, no quarto, contra a parede. Enquanto o outro beliscava uma empada na sala.
Com a Nati, a gente tinha combinado que ela entrasse com a câmera do celular gravando, pra eu poder ouvir toda a conversa que fizessem e como iam comer ela. Infelizmente, não consegui ver muito — só um momento — porque o celular ficou apontado pra cima, gravando o teto. Mas o som era excelente e me rendeu várias punhetas naquela semana.
Assim que minha gostosa chegou, o Ángel mandou ela entrar, com a desculpa de que não achava o dinheiro e que ela não esperasse lá fora com aquele frio (não tava frio, só um pouco fresco). Lá dentro, os dois velhos elogiaram ela de cima a baixo, como ela era linda, como aquela roupa caía bem nela. Na real, eles tavam sondando a minha mina, pra ver a cara dela, as reações e a postura enquanto enchia o saco. A Nati não precisava de nada pra começar. Se quer pau, Ela te olha de um jeito que não deixa dúvidas, e o jogo que ela tava jogando naquele povoado era o de comer regularmente todos os homens no menor tempo possível. Depois de um breve cruzamento de olhares e sorrisos, minha namorada disse:
—Não posso perder muito tempo, o corno me espera de volta num prazo razoável.
Ela falou isso enquanto abaixava as calças, e com o filho da puta do Ángel, surpreso, desabotoando as calças.
—Bom, mas você foi entregar dois pedidos. Ele não precisa saber que é tudo na mesma casa.
O suéter rosa foi parar no chão e em um minuto Ángel pegou minha namorada pelo braço e a encostou na parede, ela de costas pra ele, com a tanga preta e minúscula enterrada na bunda perfeita. Ele começou a meter sem demora, cuspindo e penetrando com uma leve dificuldade.
—Porra, que você é apertadinha, china... O que o corno deve curtir!
Esse tipo de comentário sempre lubrifica a Nati.
—O corno não me fode, seu Ángel! Ahhhh...! Não consegue, coitado...
O velho começou uma metida lenta.
—Como assim não consegue? É viado?
Nati, contra a parede, arrebitou a bunda pra abrir melhor e o pau entrar mais fundo. O velho entendeu e enfiou até as bolas.
—¡¡Ahhhhhhhhh…!! —ela gritou.
Com os dedos cravados nas nádegas, um enganchado no elástico da tanga pra manter ela puxada de lado, Ángel acelerou a metida.
Nati continuou provocando:
—Ele tem uma pica de merda e ainda não sobe...!! Oh, Deus, que pau bom, seu Ángel…!!
A gravação focava o teto, mas dava pra ouvir perfeitamente o que diziam e até o estalo da barriga do velho safado contra a raba da minha namorada.
—Você gosta de pau, putinha... Assim que te vi, percebi que você se perde por uma boa rola...
—Sim, seu Ángel, sim...! Sou sua putinha...!
—Você vai ser minha putinha e de Pergamino. Vamos fazer tudo que o corno não consegue...
O tapa tapa da barriga do velho contra a bunda da Nati ficava cada vez mais rápido e forte.
—Sim, sim, seu Ángel! Tudo que o corno Pau mole não pode! Tudooo!
—Vamos encher todos os seus buracos, puta, e vamos te inundar de porra pra você levar escorrendo pro corno!
—Sim… Sim, seu Anjo… Escorrendo, sim… Ahhhhh…
—E vamos apresentar uns amigos pra você, sabia? Aqui na vila tem gente que vai querer ajudar o corno a satisfazer a mulher dele…
O tal de Anjo comeu ela por mais um tempo até que, num momento, Nati voltou ao papel de mulher infiel de verdade, que tinha um corno de verdade esperando em casa.
—Seu Anjo… tenho que ir… —disse ela com o barulho da barriga bombando ela— Não quero que o corno desconfie…
A bombada afrouxou, e ouviu-se seu Anjo, preocupado.
—Mas falta o Pergamino. E eu não gozei.
—Tenho que ir, seu Anjo. É pelo corno, tem que respeitar.
—Deixa o Pergamino entrar, você vai gostar do que ele tem…
—Mas e o senhor…?
—A gente te come junto, meu amor…
—Ai, seu Anjo, não sei… Dois homens ao mesmo tempo… O que vão pensar de mim…
E a safada sorria. A bombada recomeçou e ouviu-se o grito do velho.
—Pergamino, vem meter nela!
A risadinha de Nati se misturou com o barulho da porta abrindo. E então de novo o Anjo:
—Vem, vamos meter nela juntos, que o corno tá esperando.
Ouviu-se a gargalhada grossa do Pergamino — gargalhada que ela ouviria mil outras vezes depois, na vila, em situações públicas e cotidianas —, depois um silêncio, um reajuste, e de repente o teto tremeu na tela da filmagem. Os três tinham subido na cama, e com a pressa e a vontade ninguém tinha tirado o celular. E enquanto os três se ajeitavam, Nati no meio e um velho atrás e outro na frente, a imagem várias vezes focou, de baixo, corpos, caras, pernas, bundas e até um pau médio e grosso, propriedade do Pergamino. Finalmente a câmera ficou junto a uma perna da minha namorada, sempre apontando pra cima. Daí em diante a câmera pegou a coxa dela, coxa e cintura do Pergamino bombando ela por trás. E muito movimento.
—Não deixa Diz assim pro meu namorado… Ahhhh… Que pau gostoso, Pergamino… Meu namorado é bom… é um homem bom… Que pau gostoso…
—Um bom cuck! —apoiou seu Ângelo, que agora estava ajoelhado na frente da minha Nati—. Abre a boca mais, puta… Assim… Engole o pau… Muito bem…
—Você tinha razão que ela gostava de pau, Ângelo… Toma até o fundo, chinita…
Parece que Pergamino enfiou forte, porque Nati bufou como se estivesse sendo empalada.
—Ahhhhh…! —mas logo se corrigiu—: Me comam rápido! Não quero que o cuck fique de cara feia porque cheguei tarde!
—Vamos te comer todo dia, pedaço de puta, e ele nunca vai desconfiar de nada!
Nati completou, assim enfiada como estava, ofegante, sacudida, bombada de pau pela buceta e pela boca:
—E pros amigos dele… Ahhh… Fala que quando me ligarem… Ahhh… façam o pedido “Especial”… Uhhh Deus… Aí eu já sei que vou demorar um pouco mais… Ahhhhhhssiiimmm…!!!
A coxa da minha namorada se mexia cada vez mais frenética, pra frente e pra trás, e a carne do segundo velho dava choques cada vez mais violentos.
—Me encham! —pediu Nati—. Me encham que tenho que voltar!
Os velhos não precisaram ser implorados, especialmente o Ângelo, que já tinha comido ela um tempinho.
—Vou gozar, puta! To indo…!
E o chup-chup da boca da minha namorada engolindo pau acelerou.
—Eu quero te comer mais um pouco, chinita —Pergamino, que continuava sacudindo.
—Amanhã… Faz um pedido especial que eu venho…
—Não solta meu pau, meu amor, que to quase gozando! —seu Ângelo.
O chup-chup recomeçou e o Ângelo não esperou mais.
—AAAAHHHHHH…!
A coxa e a bunda da minha namorada continuavam se mexendo, com Pergamino batendo nela por trás. Seu Ângelo ainda estava gozando e no meio da bagunça da trepada eu ouvi claramente a garganta da Nati engolindo a porra do velho. Imagino que isso deve ter acelerado o Pergamino, porque ele começou a gemer forte, muito forte, e a dar tapas na bunda da minha mulher.
Não disse nada. Não anunciou. Simplesmente começou a gozar.
—!!Ahhhhhhhhhhhhhh…!! ¡¡Por Deus do céuuuuu…!!
Eu vi o choque das carnes, as coxas coladas. Não dava pra ver a penetração, mas era como se eu estivesse vendo. O segundo velho safado foi se esvaziando e, aos poucos, o gemido ritmado da minha namorada voltou a aparecer.
Um minuto depois, tudo tinha passado.
— A gente tem que repetir com mais tempo… Você não gozou!
— Relaxa, esses dez minutos com vocês foram mil vezes melhores do que uma hora perdida com o cuck.
Aí, pelo visto, deixaram ela sozinha pra se trocar, porque ela pegou o celular — a câmera — e se filmou, ainda de fio dental e sutiã, depois apontou pro rosto e sorriu pra mim com aquela carinha de felicidade e de garota que me apaixonava. Depois, a gravação desligou.
—Corninho, tô com vontade… Quero que me coma do jeito que só você sabe fazer.
Ela abriu as pernas, puxou a tanga de lado, e eu mergulhei na buceta dela, recém-comida, pra limpar e amar, e provocar o primeiro orgasmo da noite dela.
autor: rebeldeb
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