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Mas no meu caso, eu mantinha a mesma rotina que tenho até agora.

Apesar de entender que pra alguns essa quarentena é um martírio, pra mim, foi uma bênção.

Já que minha esposa tem blocos de aulas muito seguidos, as meninas preferem fazer as atividades comigo. Especialmente nos dias de calistenia, onde pedem pra eu participar também.

Elas também aproveitam pra me acompanhar e ajudar enquanto cozinho, e de certa forma, estou compensando os anos que passei no trabalho pesado, conhecendo elas mais a fundo.

No trabalho, por outro lado, também tava motivado. Finalmente, depois de alguns perrengues no fim do ano passado, consegui montar uma equipe, trazendo meu bom amigo Nelson, que conheci na lida, e a Glória, que oficialmente cuida das mediações e normas ambientais.

Mas acho que esses foram os motivos, somados ao espaçamento entre nossos encontros, que me deixaram sem tanta vontade de me encontrar com a Sarah.

Nesse aspecto (e conforme minhas expectativas), a Sarah é a amante perfeita, porque embora a gente conversasse pelo Whatsapp e ela perguntasse se eu podia arrumar um tempo extra pra nos vermos, viver com a Brenda e ficar confinada em casa também não dava muita liberdade pra ela.

Pra Marisol, isso não passou despercebido, e depois de algumas noites em que a peguei mais excitada que o normal, ela acabou confessando que queria que a gente fizesse um ménage com ela.

Eu ainda fico surpreso, porque minha mulher continua parecendo e sendo uma jovenzinha normal, e duvido que alguém espere que ela tenha esse tipo de vontade.

Mas perguntei se ela não tava afim de fazer um ménage com outro homem (ideia que não me atrai e me incomoda, mas ela merece), e no fim ela respondeu que Não.
E é que, como na juventude dela teve experiências ruins com homens mais velhos, ela disse que só comigo se sente mais à vontade, e é por isso também que não gosta de homens muito musculosos e tem um leve medo de homens negros, com medo de que possam passar dos limites com ela.

Já com outra mulher não é assim, e talvez o que mais me surpreendeu foi ouvir que ela quer me ver comendo a Sarah.

Não é a primeira vez que a gente faz um menage, e em várias ocasiões já fizemos com algumas parentes dela. Mas ouvir isso dela, falando como se fosse uma necessidade urgente, ainda me impressiona.

No sábado seguinte, ela veio com uma saia cor creme, que combinava com a jaqueta dela, meia-calça preta e uma camisa branca, que deixava ver de leve o sutiã dela e, ainda mais à vontade, aproveitando o estacionamento vazio, levou a mão na cintura e rebolou levemente a bunda, fazendo uma pose provocante, que eu recebi com um sorriso de espanto.

E eu contava pra Marisol que é isso que acontece comigo e a Sarah: me dá um tesão do nada quando vejo ela.

Diferente do que rolava com a Hannah ou com a Gloria, com a Sarah a gente foi quase direto pro sexo, e é uma coisa que minha mente, acostumada com romance e paquera antes, ainda tem dificuldade de aceitar, o que encheu minha Rouxinol de admiração, já que ela também não entendia como uma mulher tão gostosa quanto a Sarah mal me chamava a atenção.

No caminho pro hotel, eu não conseguia parar de olhar pras pernas dela, que, se esforçando pra disfarçar, tentava levantar a saia o máximo que podia.

Mas depois que chegamos no hotel e entramos no quarto, diferente das outras vezes, eu me segurei e mantive distância, fazendo a Sarah me olhar intrigada.

— Tem uma coisa que quero te pedir… — soltei num tom inseguro.

Ela, mais provocante e sorridente, respondeu de um jeito sensual.

* Fala.

— É que… — comecei com dificuldade, mexendo nas minhas mãos pra soltar minhas palavras. - Sei que você disse que não fazia... mas queria te perguntar se...

* Sim? - ela perguntou, arqueando levemente as sobrancelhas e abrindo um pouco mais os olhos, sem apagar aquele sorriso de satisfação.

- Se você me chuparia um pouco...

(If you could blow me a bit...)

O olhar dela se encheu de surpresa e ela levou a mão ao queixo, avaliando a situação.

- Quer dizer... se você não quiser fazer, eu entendo. - falei, tentando amenizar.

* Não! Não! Tá tudo bem! - ela apontou, tão nervosa quanto eu. - ... quer dizer... é o mais justo... você fez isso o tempo todo comigo.

- Mas não se sinta obrigada! Eu fiz porque gosto de fazer!

* Eu sei! Eu sei! E te agradeço! - ela expressou, com um nervosismo crescendo exponencialmente. - ... mas... mas é grande demais.

Senti como se levasse um soco na mandíbula, pensando que teria que me resignar.

* Não é que eu não tenha pensado nisso... - ela continuou em voz suave, pensativa.

(It isn’t that I haven’t thought about it...)

Nos olhamos de novo, surpresos com o olhar um do outro.

* Não é que eu pense em você quando durmo! - ela prosseguiu frenética. - Quer dizer... não é que eu escute eles à noite... só quero dizer...

- Desculpa por ter perguntado! - interrompi, pra ela não continuar falando.

Vermelha, com um olhar atônito, com leves ares de alívio, ela se calou.

- Quer dizer, não é que não me chupem. - continuei, fechando os olhos. - Marisol faz no mínimo uma ou duas vezes por dia...

* Duas vezes! - ela repetiu, surpresa e em voz baixa.

Tive que morder a língua. Não podia dizer que em "dias normais", Marisol me dá uma ou duas mamadas.

Tem domingos que ela me dá umas quatro ou cinco vezes (e só porque ela tá entediada e não tem nada melhor pra fazer) e que quando começamos nosso relacionamento, a obsessão bucal dela pelo meu instrumento exercia uma grande influência sobre mim.

- Mas conheço a física e sei a sensação. - respondi com minha parte racional. - Mesmo assim, me perguntei como será sentir a sua... lábios.
O fato de ela ser tão honesta me chamou a atenção, e ao vê-la em silêncio, tive que falar.

- Quer dizer, seus lábios são mais carnudos que os da Marisol…

Por reflexo e impressionada, ela levou os dedos aos lábios, apalpando a carnosidade.

Enquanto eu fazia isso, comparava com os lábios carnudos e tempestuosos da Pamela, que beijam de um jeito incrível e cujos boquetes são únicos.

E comecei a tirar a ideia da cabeça e a me aproximar para soltar a saia, quando ela recuou.

* Como… como eu deveria fazer? – gaguejou, se afastando de mim.

- O quê?

* Como… você gostaria que eu fizesse?

(How… would you like me to do it?)

E tê-la ali, hesitando e me dizendo isso, me congelou no lugar.

O que quero dizer é que eu tinha a fera advogada que mora ao lado, uma mulher fisicamente escultural, me encarando com olhos desafiadores, esperando saber como eu queria que ela me desse um boquete.

No fundo, uma mulher loira, desafiadora, de olhos azuis e um corpo estupendo, estava disposta a me devolver o prazer que eu tinha dado a ela nas últimas semanas.

A mim. Que no meu país, mal se destacava da média…

- Que… você se ajoelhasse. – minha boca se moveu, sem conseguir processar com o cérebro o que estava rolando.

E a sequência, por si só, foi excitante:

Como mencionei, Sarah usava uma saia longa e justa. Mas ao se ajoelhar no estilo geisha, o tecido esticou, revelando a carnosidade das coxas dela.

A barra da saia, por sua vez, subiu, deixando ver as meias-calças escuras, me lembrando novamente que ela é uma advogada de prestígio.

E os peitos dela, deliciosos e maleáveis, balançaram com violência quando os joelhos tocaram o chão.

* Eu deveria tirar ela pra fora. – ela disse, ao ver minha estupefação, olhando para a fivela do meu cinto.

Ela removeu o cinto e desabotoou a calça, baixando até a metade das minhas coxas.

Mas a arma do crime estava carregada…

* É… grande. – exclamou, como se me olhasse com reprovação.

De fato, não a culpava, porque com tudo aquilo… Aconteceu, a ponta estava saindo da cueca.
- É por sua causa. – respondi.

Ela sorriu satisfeita e começou a puxar minha cueca pra baixo.

Caiu como um malho de juiz…

Bem interessada, pegou ele com as mãos e, da minha perspectiva, percebi que, assim como com a Marisol, ele ocupava a altura do rosto dela e que, se ela se escondesse atrás dele, dava pra cobrir até um pouco mais da metade da cara.

Sorrindo divertida, explorando com a ponta dos dedos, ela me perguntou:

* E agora, o que eu faço?

- Não sei! – falei, com um sorriso largo. – Se quiser, beija ele.

Ela fez uma cara de leve desconfiança…

* Mas você vai ficar de boa?

- Como assim?

Ela olhou pro meu pau de novo e eu entendi o que ela queria dizer.

- Sim, eu consigo me controlar! – sorri, surpreso. – O Gavin não conseguia?

Ela fez uma careta. Uma lembrança ruim…

- Só fiz isso umas duas vezes. Isso te incomoda? – respondeu, desviando a pergunta.

De certa forma, senti uma pulsação no meu membro e ele inchou um pouco.

Seria o primeiro boquete dela depois de 20 anos.

- Não! Faz o que quiser… – respondi animado.

Ela sorriu de novo e ficou pesando ele nas mãos. Tocava a cabeça com cuidado, segurando com dois dedos.

Também cuidou das minhas bolas, acariciando elas na palma das mãos mornas.

Quando percebeu que eu não tava mentindo e que conseguia manter o controle, o olhar dela ficou mais ousado e safado, massageando o tronco e, de repente, ela fechou os lábios e soltou um sopro leve.

O hálito fresco dela era marcante e o olhar, cativante e preocupado, com aqueles olhos azuis lindos, tentando ler minha resistência.

Era uma sensação gostosa e diferente, e conforme ela foi ganhando mais e mais confiança, começou a massagear meu tronco devagar.

* Você tá gostando?

- Sim! Isso é algo que não fazem comigo com frequência!

O sorriso radiante e angelical dela me lembrou uma menina.

* Você acredita que eu achava que isso era um boquete?

Não consegui evitar um sorriso, me colocando no lugar dela.

É verdade, “blow” também se Entende como "soprar" e, pra uma mulher jovem como ela, cujo primeiro homem foi um casado, numa época em que a internet tava começando a decolar, me parecia bem crível.

— O Gavin conseguia se controlar? — perguntei, curtindo a atenção incomum dela.

Ela sorriu de novo.

* Na real, não. Em algumas vezes, acabei com a cara e a roupa toda suja.

— Devia ser difícil — respondi, lembrando do que a gente tinha conversado nas outras semanas. — Estar no estágio de um escritório…

Ela parou e me olhou, satisfeita com o detalhe.

— Comigo, cê não precisa se preocupar — falei, olhando nos olhos dela. — A Marisol me preparou bem pra aguentar…

Achei que percebi um certo ciúme no ar.

Mas durou pouco, quando eu enfatizei que minha jovem namorada era obcecada por sexo, minha preocupação com a diferença de idade e as várias tretas que passei pra manter ela longe das minhas calças.

E finalmente, chegou a hora da verdade.

De fato, fiel à minha promessa, eu tinha me segurado todo esse tempo, mesmo com a Sarah não largando ele das mãos. E por isso, eu olhava com mais cuidado, especialmente pra cabeça.

— Lavo todo dia.

* Que que cê disse? — ela perguntou, saindo do transe.

— Que lavo ela todo dia — repeti. — Já te falei que a Marisol chupa todo santo dia.

Mais uma vez, aquele curto-circuito controlado no olhar dela, como se tivesse ciúmes da Marisol.

* Preciso lamber alguma parte específica?

— Não, onde você quiser — respondi no tom mais compreensível que consegui. — É sua primeira vez…

Isso animou ela de novo.

Ela abriu a boca e senti o hálito morno dela no meu pau…
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