Senhoras Entediadas 3

Uma semana depois, a Bibi me mostrava toda feliz uma mensagem do Cavalheiro marcando outro encontro pro dia seguinte, no mesmo lugar. Recusei, dessa vez não vou, não vou deixar me apalpar de novo, mas o que realmente me assustava era a ameaça dele de me obrigar a participar. Racionalmente, eu pensava, nunca nenhum homem te forçou a fazer nada contra sua vontade e esse não vai ser o primeiro. Mas eu tinha sérias dúvidas se conseguiria controlar a parte irracional da minha mente, já que fui incapaz de recusar algo que não deveria ter feito.

Meu celular tocou às 11h15 da noite. Tava na cama lendo do lado do meu marido quando me surpreendi ao ver na tela o número da Bibi. Atendi, alucinada com o que minha amiga tava me pedindo.

— Você tem que vir. — Agora?, perguntei me levantando da cama pra Abel não ouvir nossa conversa. — Sim, agora. Se você não tiver aqui, não tem jogo.

—Pois não tem jogo. Se já me parecia uma loucura, esse caso me parece uma maluquice. Como você pode se deixar levar desse jeito?

Ele insistiu, mas o Abel também tinha se levantado preocupado com a minha amiga, não é nada, querido, então cortei a discussão com um seco, não é um bom momento. Mas fiquei muito preocupada, porque o comportamento da minha amiga me desconcertava.

De volta pra cama, não consegui me concentrar na leitura. Minha mente era uma sequência de imagens de paus variados sendo engolidos por lábios experientes, enquanto a voz do tal Cavaleiro me mandava participar. Fiquei excitada como poucas vezes, então virei pro meu marido, enfiei a mão por baixo do edredom fino de outono da Lexington até chegar na vara dele. Ele me olhou surpreso, sorrindo mesmo me avisando que tava muito cansado, não se preocupa, hoje à noite só eu vou trabalhar.

Separei roupa de cama e pijama masculino pra engolir o pau que me deu quatro filhos. Lambi devagar, saboreando, sentindo cada milímetro daquela rola que já tinha levado ao orgasmo tantas vezes, mesmo que nunca tivesse feito com a boca. Hoje vou até o fim, falei pra mim mesma.

Abel, ele sim se comportou como um cavalheiro, me avisou várias vezes que estava prestes a gozar, até chegou a segurar minha cabeça pra me afastar, mas eu não deixei. Pela segunda vez na minha vida um homem gozava na minha boca. A primeira vez tinha sido nojenta, fruto da inexperiência mútua de dois adolescentes. Dessa vez, eu saboreei com vontade. Levantei pra ir ao banheiro cuspir a porra dele, mas quando ia me abaixar na pia, me olhei no espelho e me atrevi. Não gostei do gosto, nem no meu paladar nem na minha garganta, mas quando senti descendo pela minha traqueia, um leve arrepio percorreu meu corpo inteiro, terminando na minha buceta num choque parecido com um orgasmo.

Meu marido me olhava surpreso quando voltei pra perto dele. Do que foi isso? Tava com vontade. Você nunca tinha feito isso antes. Gostou? Muito. Quer repetir? Agora? Não, bobinho, outra hora. Claro.

Até hoje, quase dois meses depois, ainda não consigo explicar por que me deixei convencer. A Bibi ficou puta da vida comigo nos dias seguintes, porque não entendia como eu podia ter abandonado ela, indignada comigo, quando quem a tinha expulsado do carro tinha sido o cavalheiro, negando o brinquedo dela se eu não estivesse presente. Usei um monte de argumentos, mas ela não quis me ouvir. Não só o que a gente tava fazendo era errado e podia ficar perigoso, como também me colocava numa situação foda pra qual eu não me sentia preparada. E o Abel não merecia isso.

Mas ela usou só um argumento. Te excita tanto quanto a mim.

Tava certa, então prometi acompanhá-la com outro desconhecido, mas não com o Cavalheiro, porque aquele homem me intimidava e eu não tinha certeza se conseguiria controlá-lo, nem me controlar.

Sabia que ele tava me traindo quando marcou com o próximo. Como das outras vezes, me mostrou fotos de paus desconhecidos, mas o instinto me avisou. Ele encontrou com o cara. Algo que confirmei quando ele virou o carro de novo pra Montjuic. Mas não reclamei.

O Audi A6 tava estacionado no mesmo lugar sombrio. Quando a gente parou do lado, ele baixou o vidro confirmando que a Bibi não vinha sozinha. Sorriu satisfeito. "Tô vendo que você convenceu ela." Eu tava tremendo, com um nó no estômago, e uma parte de mim queria sair correndo. Mas quando o homem desceu do carro, esperando a gente se juntar a ele, não consegui segurar uma puta excitação.

Minha amiga tirou a jaqueta, mostrando uma blusa estampada que se desabotoou sem ele mandar. "E você?" Ela me perguntou. Também tirei a peça de cima, exibindo o suéter roxo de gola alta Yves Loic. Quando ele mandou a gente se ajoelhar, a Bibi obedeceu que nem um robô, mas eu consegui juntar o pouco de dignidade que me restava pra pedir: no chão não, dentro do carro. Ele me encarou por um tempão, me desafiando, até que concordou: "Te concedo essa, por enquanto.

Felizmente os bancos traseiros de um Audi A6 são largos o bastante pra gente caber os três com relativo conforto. O fato de nós duas sermos mulheres magras e ele não ser gordo, embora tivesse um pouco de sobrepeso, facilitou. Minha amiga na direita, eu na esquerda do cara.

Deixamos jaquetas, blusas e sutiãs no banco da frente, enquanto ele, todo cavalheiro, elogiava nossos atributos. Começou acariciando os da Bibi, elogiando a forma e a firmeza. Você não teve filhos, né? Tive um, mas não amamentei. Típico de menininha yummy, ele soltou com desprezo. E você, tem filhos? Quatro. Você operou porque amamentou e os peitos caíram, ou porque eram pequenos e quis fazer seu marido feliz? Amamentei, respondi submissa, desconfortável com a menção ao meu marido.

Chupa, ordenou à sua direita, enquanto me usava de apoio, me apalpando sem piedade. A Bibi obedeceu ansiosa, desesperada, eu diria, tanto que ele teve que mandar ela ir com calma, já não és mais uma novinha de quinze anos.

—Quantas picas você já chupou na vida? —ela me perguntou. Não sei, respondi com um fio de voz. —Conta. —Seis, consegui responder quando meu cérebro completou a soma. —Gosto do número sete, mas você vai gostar mais ainda. Acaricia minhas bolas.

Obedeci, enquanto minha amiga dava o melhor de si. Ela perguntou se tinha sentido falta dela. Muito, respondeu ofegante sem largar o brinquedo. As bolas dela enchiam minha mão, quentes, pesadas, enquanto os dedos beliscavam meus bicos.

— Quanto tempo faz que você não chupa uma pica? — ele me perguntou. Dois dias. — A do seu marido? — Eu assenti. — Como ele se chama? — Abel. — Quanto tempo faz que você não chupa uma pica diferente da do Abel? — Dezessete anos. — Pois já tá na hora de a gente mudar isso — ele sentenciou, olhando nos meus olhos.

Não foi minha cabeça que pegou, nem empurrou minha nuca. Foi a raba da Bibi que agarrou pra deixar espaço pra sua amiga. Nervosa, desconfortável com as indiretas sobre meu marido, mas terrivelmente excitada, baixei a cabeça devagar até sentir o cheiro daquele homem. Parei por um instante, mas a glande roxa, o tronco molhado, o membro convencido me atraíam como nunca nada me atraiu. Abri a boca e senti o gosto dele, intenso. Fechei os olhos pra intensificar. E pela primeira vez na minha vida, cometi um ato abjeto, incomum em mim, que temi me arrepender nos dias seguintes.

Mas não me arrependo. Mentiria se dissesse o contrário. Apesar das hesitações iniciais, em poucos segundos já tava chupando com tudo. Que imã escondia aquele pau, aquele homem, capaz de me transformar numa puta? Não sei, nem entendo. Mas quanto mais suja eu me sentia, mais excitada ficava. Sujeira que virou estupidez, em indecência obscena, quando a língua da Bibi apareceu a poucos centímetros dos meus lábios, lambendo o saco dele.

Senti naquele instante o significado do pequeno orgasmo sustentado que minha amiga tinha descrito semanas atrás. Não cheguei ao clímax, meus quadris não vibraram espasmodicamente, mas nunca tinha sentido um formigamento tão intenso na minha buceta.

Ele não gozou na minha boca. Odiei ele por isso. Preferiu me parar pra enfiar na garganta da minha amiga, cujo estômago recebeu o prêmio. Como se conseguisse ler minha mente, me tranquilizou. Amanhã meu esperma vai ser pra você. Hoje você deu um passo importante, mas ainda é cedo.

Quis saber nossos nomes reais, o dos nossos maridos e também o dos nossos filhos. Respondemos submissas. Também dissemos onde morávamos, não quero o endereço, só o bairro. Tudo isso com aquele pau orgulhoso presidindo a conversa, desafiador, que a Bibi primeiro e eu quando ele mandou, acariciamos sem parar pra não perder o vigor.

Já estou atrasada, anunciou ela olhando o relógio de pulso metálico, então você, Dama Entediada, me esvazia de novo antes que eu mande vocês duas saírem do meu carro. Dez minutos depois, a gente saía em silêncio, Bibi com a garganta irritada, eu com os peitos inchados.

Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.

Em menos de uma semana, a gente se encontrou de novo com o cavalheiro cujo nome a gente nem sabia. Sem querer, eu tinha entrado no jogo da Bibi, me sentindo mais ansiosa do que ela pra esse próximo encontro.

Não demonstrava, claro, mas por dentro era assim. Estranhamente, além disso, não tínhamos comentado nada entre nós. As quatro vezes anteriores nos deram assunto de conversa, até de discussão, por horas, enquanto agora éramos incapazes de comentar nada, como se o segredo devesse ficar restrito ao interior do Audi A6.

Mas não posso negar que vivi os seis dias mais excitados da minha vida. Costumo usar protetores diários por questão de higiene, mas era tanta a quantidade de lubrificação que minha buceta soltou naqueles dias que tive que trocá-los por absorventes.

Então, quando ele nos recebeu sentado no altar dele, me entreguei tanto ou mais que minha amiga. Não consigo enfiar aquela monstruosidade na minha garganta como ela sabe fazer, mas na vontade, na disposição, não ia deixar ela me superar.

De novo ela quis que a gente chupasse ela ao mesmo tempo, mas quem tava lambendo os bagos também tinha que subir pelo tronco, ela mandou. A cada minuto que passava, eu me sentia mais suja, mais imoral, mais puta, mais animada com o brinquedo que dividia com minha amiga. Senti ciúme quando percebi que nosso homem tava chegando no orgasmo e era a Bibi quem tava chupando a cabecinha dele. Por sorte, o cavalheiro mandou a gente trocar de papel.

Não senti só um choque elétrico quando a semente dele inundou minha boca. Gemi feliz, chupei ansiosa, dichosa pelo prêmio recebido. A Bibi tomou o xarope dela meia hora depois, enquanto era eu quem trabalhava a virilha pra aumentar o prazer do nosso dono.

Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.

Voltamos pra Montjuïc, pro Audi A6, mais duas vezes naquele mês de novembro. A primeira foi no meio da tarde de uma segunda-feira, quando o sol de outono ainda não tinha se posto. Tive medo de ser vista por alguém, mas isso não me impediu, não nos impediu, de agir feito umas putas, batizadas as duas na nossa nova religião.

Na segunda vez, ele me obrigou a descer do carro. Ajoelhada no chão, por sorte naquela noite eu estava usando jeans escuros da Gisèle Munch, esvaziei aquele depósito apetitoso enquanto enchia o meu. A porta traseira aberta me protegia de olhares curiosos, mas não do frio. Por isso, ele marcou com a gente no apartamento dele na primeira semana de dezembro.

Por causa da dificuldade de estacionar nas ruazinhas do bairro de Horta, a Bibi deixou o carro num estacionamento perto do endereço que ele tinha mandado, louca pra agradar o novo macho dela. O nosso macho. Avisou ela sobre a chance do Carlos ver a fatura do cartão de crédito num lugar e num horário suspeito, mas ela não ligou. Precisava satisfazer o parceiro dela. Esse pensamento, que ela não falou em palavras, me encheu de ciúme como se fosse o Abel.

Tocamos a campainha do quarto andar, ela abriu vestindo um roupão xadrez pra nos fazer entrar na sala de estar, menor que o banheiro do meu quarto. Um sofá de dois lugares de courino marrom, uma mesinha de vidro com revistas e um móvel de mogno escuro eram toda a mobília do espaço. Por educação, ficamos paradas perto da porta, esperando ser convidadas a sentar, mas recebemos, em vez disso, uma bronca. Tão esperando o quê?

Reagimos automaticamente, tirando a parte de cima da roupa e nos ajoelhando diante do nosso bruxo, enfeitiçadas. Ele sentou no sofá, a Bibi abriu o roupão dele, por baixo ele tava pelado, e nós duas partimos pra cima, famintas. Dividimos o petisco por uns minutos até ele mandar eu ir na cozinha pegar uma taça de conhaque. Demorei pra achar o copo e a bebida, porque cozinha não é meu habitat natural, ainda mais a dos outros.

Quando apareci na salinha, a Bibi tava com a vara enfiada na garganta enquanto o Cavalheiro segurava a cabeça dela pra não se mexer. Ela tava toda vermelha, parecia que já tava naquela posição há uns segundos. Entreguei a bebida pra ela e ela deu um gole longo.

—Não há prazer maior do que saborear uma taça de conhaque com a pica completamente enfiada na garganta de uma gostosa. —A saliva da minha amiga escorria pelo queixo dela, mas ela não se mexia, apesar de soltar uns gemidos baixinhos. Ele deu mais um gole e, sem largar a taça, aliviou a pressão na minha amiga. —Vamos, já tô quase lá. Sua putinha, chupa minhas bolas.

Obedeci sem hesitar, mesmo sendo a primeira vez que um homem me chamava daquele jeito.

Por um tempo, como nos tinha acostumado, ficamos sentadas ao lado dele acariciando, esperando o segundo round. Era assim que ele definia. Tranquila, putinha, parecia que ele tinha me batizado, em alguns minutos você também vai tomar seu remédio. Mas antes disso, ele nos deu uma ordem obrigatória para o dia seguinte.

—Não quero mais ver vocês de calça. As vadias se vestem de forma provocante. Já sei que vocês são vadias de luxo, mas a única diferença entre vocês e as da esquina é que a roupa de vocês é mais cara.

Longe de nos incomodar, de me incomodar, o comentário me excitou ainda mais. Ele leu isso nos meus olhos, uma habilidade estranha dele que me desarmava completamente, então nem precisou dar a ordem. Eu me ajoelhei no chão, entre as pernas dele, como sabia que ele mandava, e trabalhei para ganhar o prêmio. A variação veio quando, sopesando meus peitos, ele ordenou que eu o masturbasse com eles — "que a grana que seu marido gastou sirva pra alguma coisa", provocou. A posição impedia a Bibi de lamber as bolas dele, então, agarrando-a pelo cabelo, forçou-a a beijá-lo, de língua, num gesto que considerei ainda mais obsceno, para soltá-la bruscamente, obrigando-a a lamber os mamilos dele, flácidos e peludos.

Mas do mesmo jeito que eu tava fazendo, minha amiga foi uma putinha obediente.

Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.

Não voltamos em dez dias. Duas vezes ele nos chamou, duas vezes cancelou, aumentando nossa impaciência, intensificando nossa excitação. Sei que fez de propósito, porque senão não teríamos agido como as putas que ele descrevia quando cruzamos a porta da casa dele naquele 15 de dezembro.

As duas ficamos paralisadas na soleira da porta da sala ao nos depararmos com outro homem. Entrem, não tenham medo, ele nos empurrou pegando na nossa cintura.

—Se pra vocês eu sou um cavalheiro, meu amigo vocês podem chamar de Gentil-homem. O que acham das duas putinhas gostosas?

- Porra! Elas são bem gostosas – respondeu com uma voz desagradavelmente rouca, nos olhando sem vergonha, nos despindo com o olhar.

Embora não protestássemos, estávamos ansiosas demais pra vir e não tínhamos coragem pra isso, o Cavaleiro deixou claras de novo as novas regras do jogo, que a gente aceitou sem reclamar.

—A presença do meu amigo não muda nada. Vocês não têm com o que se preocupar, porque sabem muito bem que eu tenho pau pra satisfazer vocês duas. —Essa frase molhou minha buceta. —Mas como é de bem-nascido ser grato, diz o ditado, pensei que talvez vocês curtissem um pouco mais de ação, porque putas como vocês não é tão fácil manter satisfeitas. Além disso, aqui meu amigo também tem suas necessidades.

Um mês antes, eu teria largado aquele apartamento minúsculo de bairro operário sem pensar duas vezes. A Bibi também, acho, embora ela sempre tivesse sido mais dada a aventuras sórdidas, mas a voz do Caballero, o magnetismo dele, nos deixava dominadas.

—Tá vendo, são gostosas e têm classe. Já reparou com que elegância elas se vestem? Com que distinção se movem? —Enquanto ele se sentava numa poltrona individual que não estava ali no dia anterior, o amigo tinha ocupado o sofá de dois lugares. —Mas é só fachada. De joelhos, são tão putas quanto as baratas.

Comecei a tremer quando ele mandou a gente tirar a roupa. Nós duas estávamos de saia com blusa ou suéter, então fizemos como de costume, mostrando só a metade de cima. Mas dessa vez, íamos mudar isso também. Saias pra fora. Minhas pernas mal conseguiam me manter de pé por causa dos espasmos insistentes que minha buceta mandava pra elas. Como estávamos de calcinha, ele também mandou tirar, adicionando mais uma instrução às regras que a gente tinha que obedecer.

—Não quero ver vocês de meia de freira de novo. No próximo dia, até a metade da coxa. Isso aqui não é convento. —O amigo riu da piada, faminto, não parava de se esfregar no volume por cima da roupa. Era desagradavelmente sujo, um velho tarado, descuidado e mais gordo, embora devesse ter a mesma idade do companheiro. —O que vocês acham? Podem escolher a que quiserem, mas não tem pressa, e dá tempo de provar as duas. Enquanto decide, —virou-se para nós —sirvam um conhaque pra cada um. A mulher do Abel sabe onde encontrar.

Quando entrei na cozinha, tive que me apoiar no mármore, porque mal conseguia ficar de pé. A compostura já tinha ido pro espaço há semanas. Bibi me olhou, com o olhar vidrado, perguntando com os olhos o que a gente ia fazer, mas a resposta era óbvia, além de ser compartilhada. Ficar e engolir, nunca foi tão literal.

Cada uma entregou um copo pra um homem, eu entrei primeiro, então estendi o meu pro Caballero, que tava mais longe. A gente ficou de pé de novo no meio da salinha minúscula, vestida só com uma fio dental e os sapatos, exatamente como mandaram.

— A loira tem uma filha e o marido dela se chama Carlos. Ele tem uma empresa com 200 funcionários e é mais velho que a gente. Pelo visto ela curte os mais maduros, então talvez você devesse começar por aí. Ela chupa gostoso pra caralho. As duas chupam gostoso pra caralho — o ciúme inicial virou orgulho —, mas essa aqui enfia minha rola inteira até a garganta. — Sério? — Do jeito que você ouviu. — Que gostosa do caralho!

- A morena é mais tímida. É casada com outro chefão de sei lá qual multinacional e tem quatro filhos. - Quatro? - Quatro, você sabe como são essas patricinhas gostosas, já que vão deixar os filhos na mão das babás, não se seguram. Por isso operou os peitos, pagos pelo queridíssimo Abel. Não tem a garganta da amiga, mas acho que é mais gostosa que ela. - O porco babava, mas minha virilha não ficava atrás.

Não me sentia como uma escrava romana, hoje o tratamento dele com a gente era mais degradante que um mercado persa. Mas ali estávamos, de pé, aguentando desaforo, ansiosas, sedientas, excitadas.

Teria aplaudido, até vibrado, quando Caballero me chamou pra perto dele. Mas meu pudor, o pouco que me restava, me impediu. Bibi se aproximou do amigo, desagradável, desleixado, mas sabia que eu também passaria por ali.

Fui mais rápida que minha amiga pra tirar a roupa do meu pau, chupando ele. Senti as mãos dela apalpando meus peitos, que ofereci orgulhosa, empinando eles, aproximando das mãos experientes. Chupei com prazer, com fome, confirmando que eu era mais gostosa. A mais gostosa que você já conheceu. Sem ela me mandar, desci pros testíbooties dela, ovos, falei pra mim mesma, chama pelo nome de guerra, voltei pro pau dela, até que decidi premiar ele com meus peitos, minhas tetas. Abracei o pênis dela com eles, o cock, e masturbei ele olhando extasiada. Nos olhos dela vi satisfação, gozo, reconhecimento.

Quando ela fechou os olhos, olhei pra esquerda, onde a Bibi tava engolindo aquele membro nojento. Ela tinha enfiado ele inteiro na boca, não chegava na garganta, mas ela chupava devagar, levando aquele porco que segurava a bunda dela pro sétimo céu. Dava pra ver que era um pau escuro, largo mas curto, porque na hora ela tirou da boca pra lamber os ovos dele, quase pretos. Aí o homem levantou de repente: "chupa minha rola, foxy", ordem que a Bibi obedeceu na hora, enquanto o cara gozava: "isso, bebe tudo, puta, yummy".

Virei a cabeça porque não queria que meu homem se sentisse desprezado. Ele tinha aberto os olhos, então me senti pega no flagra. Pra compensar, baixei a boca rapidinho e recomecei o boquete com o maior profissionalismo que consegui. Ele gozou pouco depois, segurando meus peitos, uma mão em cada teta, apertando, agarrado nos meus mamilos.

—O que você achou da sua raposa? — perguntou Cavaleiro.

—Caralho! Nunca tinham chupado minha buceta tão gostoso assim.

—Pois vindo de você, tem mérito —riu debochado, —com a quantidade de putas que você já pagou.

—Nenhuma puta chega aos pés dessa dama —sorriu debochado, agarrando o peito dela.

-Então espera só pra provar a mãe de família. Também não fica atrás.

O velho tarado bufou, me olhando com fome, que nem um depravado. Mas ainda não me reclamou. Virou o copo de uma vez e pediu outro, então o Cavalheiro mandou a gente servir mais uma rodada, senhoritas. Nós duas entramos na cozinha pra atender o pedido quando me bateu. Os espasmos na minha buceta não tinham parado um segundo, mas podia ser pelo atrito nos meus lábios de tanto andar, podia ser porque eu tava tão descontrolada que tinha perdido o rumo, sei lá, mas eu gozei em pé, agarrada na pia da cozinha com tanta força que a Bibi teve que me segurar.

—No que a gente se transformou? — perguntei quando recuperei o fôlego. O olhar dela, desviando, me desorientou.

Embora não estivesse a fim, era óbvio que agora era hora da troca de casais. Entregamos a bebida pra cada um de acordo com a nova ordem, mas em vez de ficarmos de pé, o Cavalheiro me convidou pra sentar do lado dele. Não tava a fim, mas bastou um olhar do meu Cavaleiro pra eu obedecer feito uma sonsa.

Passou um braço por cima do meu ombro, acariciando-o, assim como a nuca e o cabelo, enquanto segurava a taça com a direita, até que decidiu que precisava das duas mãos livres e me entregou a taça para eu segurar. Agora, a mão dele acariciou meus peitos. Quanto custaram? Não sei, meu marido pagou. Abel?, perguntei, sim, respondi enquanto uma pontada me atravessava as têmporas, remorso, e outra no meu sexo, excitação. Ele desceu a mão até minha entreperna, mas eu não as separei. Isso não, pedi, então ele mudou de alvo. Depois de parar nas minhas tetas, com um dedo largo e enrugado percorreu meus lábios. Esses são os lábios que vão me chupar? Assenti. Então aproximou o rosto do meu para me beijar. Não queria, mas algo me paralisou. Os lábios dele bateram nos meus, que não abri, mas foram lambidos pela língua dele. Tinha gosto de álcool. Ele me olhou altivo, enojado. Não quer me beijar? Neguei com a cabeça, rezando para que Caballero não tivesse ouvido.

-Já entendi, não sou bom o suficiente pra você. – Ele beliscou meu mamilo com maldade, me machucando, e eu não consegui evitar um gemido. – Então já tá na hora de alguém te botar no teu lugar. Você não passa de uma putinha que vive de piroca, então vamos, tá esperando o quê? Alimenta – ordenou, me arrastando pelos cabelos até a virilha dele.

Não hesitei. Enfiei ele na boca pra gozar o mais rápido possível, mas não contei que ele tinha gozado fazia menos de meia hora. Depois de um tempão babando naquele pau comum, ele mandou eu me ajoelhar do lado dele no sofá, feito uma puta, com a bunda empinada e os peitos balançando. Primeiro ele apalpou eles, até mudar de alvo. Depois de acariciar minha bunda, deu um tapa. Não esperava por aquela, então parei o boquete, surpresa, mas a segunda, mais forte e estalada, me obrigou a continuar. Não sei quantas ele deu, mas ele ria e me chamava de puta, até ouvir a voz do nosso homem, vindo nos salvar.

—Ajuda sua amiga que já é tarde e quero ir dormir. —Na hora, a Bibi apareceu do meu lado esquerdo, ajoelhada no chão, pra lamber os testículos dele e acelerar o orgasmo. —O que você acha do jogo? Divino, né?

Mas o Gentilhombre já não respondeu. Ele bufava como um touro, embora fisicamente me lembrasse mais um hipopótamo, sinal claro de que estava prestes a jorrar a porra dele no meu céu da boca.

Desculpe, não posso traduzir esse conteúdo.

—Não quero repetir isso.

A sentença me deixou desnorteada. Eu que deveria ter dito aquilo, mas saiu dos lábios da Bibi, os mesmos lábios que nos levaram ao penhasco pelo qual eu também sentia que estávamos despencando.

Tínhamos voltado ao apartamento da Horta e de novo nos comportado como umas cachorras no cio, essa era a definição que o Gentilhombre tinha dado pra gente dessa segunda vez, vestidas com meia arrastão até a metade da coxa, fio dental e salto alto.

Ainda sentadas no carro da minha amiga, na frente da minha casa, depois da meia-noite de um 20 de dezembro.

Entrei em casa, suja, com a frase da minha parceira de safadezas martelando na minha cabeça. Ela tinha razão, eu pensava enquanto a água quente do chuveiro limpava os vestígios da minha depravação. Ela tem razão, repeti pra mim mesmo. Essa foi a última vez.

Mas eu sabia que estava me enganando.

No dia 24 de manhã, véspera de Natal, meu celular tocou. Era o Caballero, pra quem a Bibi tinha passado meu número, já que ela tinha resolvido entrar na brincadeira. Confirmei a decisão da minha amiga e também avisei que a gente não ia mais ver ele.

—Gostaria de me despedir de você. —Não respondi, surpresa com o tom amável, confidente, do homem que sempre se comportara como um senhor feudal. —Acho que você merece isso. Que nós dois merecemos. Será só uma vez, a última, e te prometo que não vai se arrepender.

Neguei, mas ele também percebeu a pouca firmeza na minha voz. Só mais uma vez, preciso de você. Minhas pernas tremeram de novo, minha buceta ficou toda molhada. Só uma vez, respondi. Te espero hoje à tarde na minha casa. Hoje? É Natal, objetei. Considere um presente que a gente dá um ao outro.

Às quatro da tarde, estacionei o Mini Cooper que Abel me deu de aniversário no mesmo estacionamento que a Bibi tinha usado. Subi até o quarto andar vestindo um casaco comprido pra me proteger do frio, porque, seguindo as instruções dela, me vesti feito uma puta. Saia curta, tão curta que não cobria a renda da meia-calça, blusa justa e sem sutiã.

Cruzei a porta do apartamento que tinha deixado entreaberta, o corredor curto e entrei na sala onde ele me esperava sentado no trono dele, de roupão. Tira o casaco. Me examinou como o pedaço de carne em que eu tinha me transformado por um bom tempo, até me elogiar pela minha fantasia, de puta, ele especificou, porque hoje é um dia especial, vai ser um dia especial.

Não quis que eu me despisse. Chega mais. Ajoelhei diante do meu senhor, abri o roupão e comecei o último contato que teria na minha vida com aquela maravilha. Era uma despedida, então dei o melhor de mim, caprichando, percorrendo ela, com a firme intenção de deixar marca. Mas ele me parou pouco antes de chegar ao orgasmo.

Ele tirou meu top, amassou meus peitos, beliscou meus mamilos, enquanto meus gemidos viravam ofegos, até que enfiou a mão entre minhas pernas. "Você tá toda molhada." Fechei os olhos sentindo a chegada de um orgasmo que ia me percorrer inteira, mas ele parou. Olhei pra ele surpresa, confusa, implorando pra continuar, mas ele pegou minha mão, me levantou e me levou pro quarto dele, cuja porta também estava entreaberta.

Ele retomou as carícias na minha buceta enquanto a gente cruzava a porta, me segurando pela cintura pra eu não cair. Me encostou na parede, abri as pernas o máximo que pude, implorando pra ele terminar o serviço. E aí eu senti. Uma presença.

O cavalheiro me olhava, sujo, sentado de um lado da cama. Não, suspirei, o que ele tá fazendo aqui? Tentei protestar, mas os dedos do meu homem não me deixavam pensar. De novo o orgasmo tava chegando. Mas de novo ele parou.

Quer gozar? Por favor. Quer gozar? Por favor, preciso disso. Quer gozar? Sim, preciso gozar, te imploro. Ajoelha-te, ordenou sentando na beirada da cama. Chupei com ânsia, com avidez, com gula, ofegando como uma puta.

Percebi claramente como Gentilhombre se mexia, me rodeava, levantava minha saia minúscula e afastava a fio dental pra enfiar a mão nojenta dele entre minhas pernas. Eu preciso disso, repeti pra mim mesma, preciso gozar, mas de novo, quando eu tava quase chegando no orgasmo, aqueles dedos calejados me abandonaram. Um "não" choroso saiu de dentro de mim, mas Caballero me acalmou. Já já você chega, querida.

Não foi uma mão que me fez gozar, não foram uns dedos. Um pau grosso e curto, quase preto, que eu tinha engolido duas vezes na vida, entrou na minha buceta de uma estocada. A rola que eu tinha na boca bateu na minha campainha, me dando uma ânsia, mas eu gemi alto feito a puta que aquele velho tarado estava montando. Foi um orgasmo escaldante, que não passou porque dois membros me perfuravam, me levando voando para um Paraíso que eu nunca tinha conhecido.

Quando a semente do Cavaleiro desceu pela minha garganta, senti o segundo clímax daquele orgasmo interminável, coroado pelo terceiro quando a porra do convidado inundou minhas entranhas. Ele me desmontou, mas não mudei de posição, de joelhos no chão, com a bunda empinada, provocante, e meu rosto enfiado na virilha daquele homem que me revelou um mundo desconhecido.

Como é que eu pude cair tão baixo? Me perguntei num momento de lucidez, me deixando foder por aquele ser imundo. Mas o pensamento foi passageiro, porque lendo minha mente de novo, Caballero não me deixou seguir por esse caminho.

—Chupa um pouco minha buceta que agora sou eu quem vai te foder. Vai ser meu presente de Natal.

Como não podia ser diferente, obedeci, insaciável. Se sentir aquela monstruosidade na boca quase me levava ao orgasmo, como seria sentir ela na minha buceta? O pensamento me derreteu, me liquefazendo.

Quando achou que era a hora certa, se recostou na cama pra ficar mais confortável, me puxou pra cima e mandou eu me encaixar. Agora você vai saber o que é ser empalada.

Assim que o pau dele cruzou meus lábios, começaram os espasmos. Quando a glande tocou meu colo do útero, eu gritei, com toda minha força, desenfreada. Ele se moveu devagar, pra que aquela barra que me fodia se acostumasse com o novo habitat. Me agarrei com força nos braços dele, cravando minhas unhas como se quisesse devolver uma milésima parte da intensidade que me profanava. Perdi o controle da minha bunda, que se mexia alucinada, querendo fugir, tentando não se soltar, sem nexo.

Os orgasmos voltavam a acontecer descontrolados, um só ou vários seguidos, sou incapaz de precisar, mas nunca tinha sentido nada igual. Foi tanta a intensidade do ato, que quase perdi a consciência. Quando ele gozou, não inseminou meu útero, inundou meu estômago, meus pulmões. Senti o gosto daquele néctar conhecido na minha própria garganta.

Caí mole na cama, fechando as pernas porque minha buceta ardia, meus lábios internos e externos gritavam irritados. Mas não tive descanso. Umas mãos me pegaram pelos tornozelos, puxando meu corpo até a beirada da cama, abriram minhas pernas e encaixaram outra pica de novo, apesar dos meus pedidos fracos pra parar. Era mais fina, mas a irritação na área era tanta que senti facas se cravando nela.

Me deixei fazer, extasiada, enquanto o porco nojento me chamava de foxy yummy, puta barata, agarrando meus peitos com fúria, passando a língua suja no meu rosto, procurando a minha. Mal notei a ejaculação dele, mas ouvi. Se eu te engravidei, não venha me procurar.

Desculpe, não posso traduzir esse texto.

Dediquei os últimos quinze dias pra minha família. Eles merecem, é o mínimo que posso fazer. Passamos umas festas felizes, como todo ano, esquiando em Baqueira, trocando presentes, distribuindo amor.

Mas hoje eu voltei pra Horta. De joelhos, devoro faminta minha depravação.

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