Depois dos meus vinte e cinco anos, concluí que já estava bem grandinha pra continuar morando com meus pais, então decidi me virar sozinha. Trabalhava numa sorveteria que ficava longe pra caralho de casa, e o trajeto me tomava tempo e dinheiro demais, a situação tava insustentável. Além disso, queria ter meu próprio espaço. Aluguei uma casinha modesta, interna, que ficava a dez minutos a pé do meu trampo, e logo me acostumei com a ideia da minha nova vida, da minha solidão, longe do pai e da mãe e da convivência de quarto com minhas duas irmãs mais novas. A sensação de liberdade foi estranha, me virar cem por cento sozinha no começo não foi tão fácil quanto imaginei. Não tinha mais ninguém pra fazer as compras, nem as comidas, nem a limpeza, ter que me virar pra pagar meus boletos e até lavar minhas calcinhas! Pai e mãe já não estavam mais ali.
O apê era simples, pequeno: cozinha americana, banheiro e um quartinho enxuto. Na parte de cima, um quincho envidraçado com um tanque e, do lado de fora, o varal. Nada além disso. Decorei do meu jeito, com plantas e livros, porque adoro ler, improvisei uma salinha com um par de sofás e uma TV pequena. A construção não era muito convencional; originalmente era uma casa grande que o dono teve a ideia de dividir, fazendo duas menores pra alugar e ganhar mais grana. Por isso, não tinha privacidade suficiente com a casa vizinha, e a distância entre as duas era curta demais.
Antes de continuar a história, quero deixar claro que sempre fui uma garota muito normal, nunca fui de chamar atenção, nem pelo meu jeito, nem pelo meu jeito de me vestir. Também não tinha o físico pra me achar uma gostosa. Criada, como vocês devem ter notado, no seio de uma família humilde, meus objetivos de vida se resumiam a encontrar um bom homem que fosse marido e pai dos meus filhos, nada além disso. Era bem na minha, cheia de complexos e muito pudica com tudo relacionado a esses assuntos. sexuais e costumava ficar vermelha fácil com qualquer conversa desse tipo. Só tinha transado com dois caras e não tinha beijado na boca mais de seis, talvez sete, se um selinho contar como beijo na boca. Mas as coisas dariam uma reviravolta inesperada na minha vida, e Adriano e Paula, meus vizinhos na casinha ao lado, seriam os culpados. Eles tinham uma academia e dava pra ver, eram donos. Por causa dos nossos horários, a gente mal se cruzava de manhã. Adriano era grandão, forte, de pele escura, moreno, com aquele porte de ator de filme de ação, com músculos tão definidos que parecia não ter pescoço. Descobri que apelidavam ele de "bulldog" e, ao olhar pra ele, era inevitável o apelido vir na minha cabeça. Não era um cara bonitinho, na verdade, diria que até era feio, mas tinha aquele "não sei o quê" que atrai as mulheres, e era difícil não olhar pra ele com olhos femininos. Me atraía, sem dúvida, mas ele tinha parceira. Paula era um pouco mais alta que eu, cabelos escuros e pele branca, sempre mascando chiclete ou fumando, com um olhar inquieto e profundo. O corpo dela era modelado quase na perfeição, algumas pintinhas e tatuagens davam um toque pessoal. Um detalhe? As tetas enormes dela, acreditem, era algo extremamente exagerado, maiores que a cabeça dela. Era impossível não olhar pra elas e se perder, mesmo sendo mulher. Lembro que uma vez ela me confessou os problemas de coluna que elas causavam e o quanto era desconfortável sentir que todo mundo ficava olhando. Mas, de qualquer forma, a verdade é que ela não escondia muito e costumava ostentar aquelas bolas de carne. Acho que foi na terceira noite depois de me mudar. Cheguei tarde do trabalho na sorveteria e só queria dormir, estava exausta. Mas, quando deitei na cama, meus vizinhos tinham outros planos. Claramente, o quarto deles era do outro lado. Dava pra ouvir um "toc, toc, toc" contínuo e repetitivo da cama batendo na parede, gemidos e gritos, em especial da Paula, com uma boca suja que me fazia corar, mais do que transar parecia que estavam matando ela, ficaram insuportáveis, chatos, eu só queria dormir, e depois de uma hora sem descanso pensei que iam passar a noite inteira nessa, no final, montada na raiva, peguei o travesseiro e fui pro sofá da sala. No dia seguinte, meu corpo todo doía, tinha dormido mal e poucas horas, quando fui pro trabalho, cruzei por acaso com a Paula, ela tinha um sorriso de puta satisfeita que só me fez lembrar o quanto ela tinha se divertido e, com isso, o quanto eu tinha sofrido. Na noite seguinte, a história se repetiria do outro lado da parede, mas não desse lado, eu tava de bom humor e me deixei levar pelos barulhos, achei tudo muito excitante, os gemidos, o prazer, me imaginei no lugar da Paula, montando no Adriano, chupando a pica dele, comecei a me tocar e, conforme os gritos dela aumentavam, meu ritmo também aumentava, enfiei os dedos no meu buraco, tava toda molhada, respirei fundo, foi tudo muito louco mas tive um orgasmo do caralho. Do outro lado, parecia que nunca iam terminar, então dormi no sofá de novo. Depois de um mês, acabei alternando noites de ódio como a primeira com noites de auto-satisfação infinita, como a segunda, mas parecia condenada a dormir no sofá da sala, as coisas não podiam continuar assim, então decidi pegar o touro pelos chifres e falar cara a cara com minha vizinha, com quem eu tinha uma relação tranquila, não éramos amigas mas sim boas vizinhas, então uma tarde a gente se cruzou no corredor e ficou conversando, aí aproveitei a oportunidade e, me aproximando pra falar baixinho, disse como quem não quer nada: Paula, não leva a mal? Preciso te pedir um favorzinho? Sim, fala? Bom... como dizer? É que quando você e o Adriano... sabe? Ela olhava sem parecer entender e eu não queria ser direta, então me aproximei mais ainda e sussurrei: Quando vocês tão trepando, Paula, quando tão trepando? Transado? Sim, e daí? — ela apressou, com total desembaraço. Bom, é que... vocês são muito efusivos... os barulhos... os gritos... eu não consigo dormir... e preciso descansar... Minha vizinha riu pra caralho, com naturalidade, pediu desculpas e se justificou dizendo que Adriano era um amante foda pra cacete, e não só isso: me contou com todos os detalhes sobre a deformidade que ele tinha entre as pernas, que a impedia de não gritar de prazer. Depois, pediu desculpas de novo e prometeu que falaria com o marido pra ver o que fariam a respeito. Não sei por que, naquele momento, senti uma falsa modéstia e uma mentira pra se livrar da situação, o que eu comprovaria naquela mesma noite, quando os barulhos e os gritos se repetiram como de costume. Mas algo tinha mudado em mim depois daquela conversa rápida. Na minha cabeça, começou a passar a imagem da pica enorme do meu vizinho, e toda vez que eles transavam, eu me imaginava no lugar da Paula e acabava me masturbando até gozar gostoso pra caralho. Até improvisei com frutas e legumes pra preencher meu buraco quente. A relação com eles era das melhores, e toda vez que eu cruzava com o Adriano, não conseguia parar de imaginar a virilha dele, como se tentasse adivinhar se a Paula tinha dito a verdade ou só tinha tirado uma onda comigo. Além disso, o cara era um puxa-saco de primeira, e eu percebia que a Paula tinha contado sobre nossa conversa no corredor. A varanda parecia ser um lugar de testes pra eles. O varal dava quase no meu quintal, e me parecia coincidência demais que a roupa íntima dos dois estivesse sempre secando na linha mais perto da minha casa. Será que eu imaginava ou era provocação? Eu poderia descrever, com memória fotográfica, toda a lingerie da minha vizinha: umas calcinhas pornográficas que caberiam fácil no punho da minha mão pequena, ou os sutiãs exagerados, necessários pra segurar os peitos impressionantes dela, e até as cuecas justas que eu não conseguia parar de imaginar no corpo escultural do Adriano. Eles não sabem, mas uma... Uma vez o vento levou uma das cuecas dele e foi parar na minha varanda, virou meu fetiche, e toda vez que eu me masturbava junto com os gemidos dele e meus brinquedos improvisados, esfregar a roupa íntima dele no meu corpo era uma fonte de inspiração. E nesta última semana aconteceu a coisa mais bizarra. Na terça-feira fui na varanda pendurar minhas roupas recém-lavadas, mas algo me parou no quartinho de cima antes de sair pro varal, fiquei paralisada, dura, como se alguém tivesse pausado o mundo naquele momento. Da minha janela, quase escondida atrás das cortinas translúcidas, pude ver claramente o quartinho dos meus vizinhos, tudo estava nítido demais, a Paula estava sentada numa mesinha pequena, com as pernas abertas, nua, no meio, o Adriano metia nela com vontade, as costas largas do meu vizinho se contraíam em mil músculos, ela abraçava ele e arranhava com as unhas a ponto de deixar marcas, ele enfiava uma vez atrás da outra como um touro enfurecido, e ser uma bisbilhoteira atrás das cortinas me deu uma excitação incontrolável, me senti molhada, me senti febril, não conseguia tirar os olhos do sexo sem freio dos meus vizinhos, comecei a acariciar meus mamilos por cima da roupa e senti meu clitóris pulsar, os minutos passavam e eu não conseguia parar de olhar? De repente percebi que o olhar da Paula se virou pra onde eu estava, um arrepio percorreu meu corpo e fiquei mais petrificada que antes, ela não tirou mais os olhos da minha janela e eu também não consegui, será que ela me pegou? será que eles planejaram isso? será que era só minha imaginação? Ela me deu um sorriso, desci correndo a escada em pânico, me joguei na cama e me masturbei como uma louca, gritei igual ela gritava, meus vizinhos estavam me enlouquecendo? Passei meu dia, fui trabalhar, voltei, tomei um banho e me preparei pra festa dos meus vizinhos, mas pra minha surpresa, nada acontecia? Tinha ido pra cama, lia um livro quando meu telefone tocou. Alô? Alô Flopi, sou o Adriano, seu vizinho? Alô? Adriano, algum problema? Não, não? Só uma pergunta, pode ser? Sim? Claro que sim? Naquele momento eu soube o que ele ia perguntar. A Paula me disse que você ficou nos observando esta manhã? Sabe, no terraço? Meu silêncio foi tão pesado que percebi que estava encurralada. Talvez? Pode ser? Sabemos que você gostou de espiar? Gosta de espiar seus vizinhos? Dava pra sentir o sorriso no rosto dele mesmo sem ver. Chega, Adriano! Qual é o assunto? Calma, calma? Eu e a Paula gostamos do jogo? Então liguei só pra dizer: amanhã, mesmo horário, mesmo lugar. Não consegui falar mais porque o "click" do desligar veio na hora. Iba ligar de volta, mas hesitei, e os barulhos de sempre começaram do outro lado, como de costume, e como de costume terminei me masturbando na solidão do meu quarto. Naquela altura, já tinha assumido que se não achasse logo uma boa rola pra me aliviar, ia explodir. Na quarta-feira acordei cedo, excitada. Jurei que não subiria, uma e outra vez, mas ficava olhando pro relógio na parede sem parar, minuto a minuto. Meus princípios morais diziam que não devia, mas a puta escondida em mim falava mais alto. Minha resistência de ferro durou dez minutos depois do horário combinado. Não consegui evitar e subi a escada pulando, até passando degraus. Cheguei na janela, de novo pra observar atrás da cortina. Eles estavam lá, exatamente como ele tinha dito na noite anterior, só que agora era ele quem estava apoiado na bancada e olhando pra minha janela, nu, lindo, perfeito. A esposa dele estava ajoelhada entre as pernas dele, claramente dando um boquete daqueles. Ela estava vestida. Eu me molhei na hora. Adriano levantou uma mão e piscou de um jeito que eu soubesse que ele estava me vendo. Em outro momento, isso teria me feito corar, mas naquela manhã foi diferente. Quase sem pensar, me despi da cintura pra baixo, arrumei uma cadeira e coloquei meu pé direito nela, me apoiando no outro, ficando toda aberta pra ele. Passei minha mão direita por trás da minha bunda, mal alcançando com meus dedos minha buceta aberta, era desconfortável, mas era a coisa mais pornográfica que naquele momento me ocorreu dar de presente pra eles. Um orgasmo curto, mas profundo, veio rápido, foi tudo muito estranho e acho que ele gostou de me observar, mas passado o prazer, a vergonha me invadiu, de repente me senti culpada, suja, peguei minhas roupas e desci correndo pro térreo, como no dia anterior. À tarde, na sorveteria, confirmei o que esperava, tinha ficado indisposta, já vinha com sintomas e um mau humor típico meu nessas horas. À noite, eu tava possessa, a última coisa que queria era ouvir meus vizinhos, minha surpresa foi ver que nada ia rolar, dormi tranquilamente, e a paz, curiosamente, se estendeu pela quinta-feira toda. Sexta de manhã, umas dez horas, o barulho do WhatsApp no meu celular chamou minha atenção, Paula do outro lado tinha escrito: "Bom dia, Flopy, ocupada?" "Bom dia, Paula, não, tô de boa." "Ok, você se importaria de vir aqui em casa uns minutinhos? Queria falar com você." "Não, sem problema, dá cinco minutos que eu vou." "Fechou, te espero." Que diabos ela queria? Me perguntei na hora, revisando na mente todas as cenas dos dias anteriores. Me higienizei, troquei o absorvente interno e os protetores, vesti uma jeans e uma camiseta, daquelas do dia a dia, de ficar em casa. Bati na porta e Paula me recebeu na hora, como se tivesse atrás dela me esperando? CONTINUA
O apê era simples, pequeno: cozinha americana, banheiro e um quartinho enxuto. Na parte de cima, um quincho envidraçado com um tanque e, do lado de fora, o varal. Nada além disso. Decorei do meu jeito, com plantas e livros, porque adoro ler, improvisei uma salinha com um par de sofás e uma TV pequena. A construção não era muito convencional; originalmente era uma casa grande que o dono teve a ideia de dividir, fazendo duas menores pra alugar e ganhar mais grana. Por isso, não tinha privacidade suficiente com a casa vizinha, e a distância entre as duas era curta demais.
Antes de continuar a história, quero deixar claro que sempre fui uma garota muito normal, nunca fui de chamar atenção, nem pelo meu jeito, nem pelo meu jeito de me vestir. Também não tinha o físico pra me achar uma gostosa. Criada, como vocês devem ter notado, no seio de uma família humilde, meus objetivos de vida se resumiam a encontrar um bom homem que fosse marido e pai dos meus filhos, nada além disso. Era bem na minha, cheia de complexos e muito pudica com tudo relacionado a esses assuntos. sexuais e costumava ficar vermelha fácil com qualquer conversa desse tipo. Só tinha transado com dois caras e não tinha beijado na boca mais de seis, talvez sete, se um selinho contar como beijo na boca. Mas as coisas dariam uma reviravolta inesperada na minha vida, e Adriano e Paula, meus vizinhos na casinha ao lado, seriam os culpados. Eles tinham uma academia e dava pra ver, eram donos. Por causa dos nossos horários, a gente mal se cruzava de manhã. Adriano era grandão, forte, de pele escura, moreno, com aquele porte de ator de filme de ação, com músculos tão definidos que parecia não ter pescoço. Descobri que apelidavam ele de "bulldog" e, ao olhar pra ele, era inevitável o apelido vir na minha cabeça. Não era um cara bonitinho, na verdade, diria que até era feio, mas tinha aquele "não sei o quê" que atrai as mulheres, e era difícil não olhar pra ele com olhos femininos. Me atraía, sem dúvida, mas ele tinha parceira. Paula era um pouco mais alta que eu, cabelos escuros e pele branca, sempre mascando chiclete ou fumando, com um olhar inquieto e profundo. O corpo dela era modelado quase na perfeição, algumas pintinhas e tatuagens davam um toque pessoal. Um detalhe? As tetas enormes dela, acreditem, era algo extremamente exagerado, maiores que a cabeça dela. Era impossível não olhar pra elas e se perder, mesmo sendo mulher. Lembro que uma vez ela me confessou os problemas de coluna que elas causavam e o quanto era desconfortável sentir que todo mundo ficava olhando. Mas, de qualquer forma, a verdade é que ela não escondia muito e costumava ostentar aquelas bolas de carne. Acho que foi na terceira noite depois de me mudar. Cheguei tarde do trabalho na sorveteria e só queria dormir, estava exausta. Mas, quando deitei na cama, meus vizinhos tinham outros planos. Claramente, o quarto deles era do outro lado. Dava pra ouvir um "toc, toc, toc" contínuo e repetitivo da cama batendo na parede, gemidos e gritos, em especial da Paula, com uma boca suja que me fazia corar, mais do que transar parecia que estavam matando ela, ficaram insuportáveis, chatos, eu só queria dormir, e depois de uma hora sem descanso pensei que iam passar a noite inteira nessa, no final, montada na raiva, peguei o travesseiro e fui pro sofá da sala. No dia seguinte, meu corpo todo doía, tinha dormido mal e poucas horas, quando fui pro trabalho, cruzei por acaso com a Paula, ela tinha um sorriso de puta satisfeita que só me fez lembrar o quanto ela tinha se divertido e, com isso, o quanto eu tinha sofrido. Na noite seguinte, a história se repetiria do outro lado da parede, mas não desse lado, eu tava de bom humor e me deixei levar pelos barulhos, achei tudo muito excitante, os gemidos, o prazer, me imaginei no lugar da Paula, montando no Adriano, chupando a pica dele, comecei a me tocar e, conforme os gritos dela aumentavam, meu ritmo também aumentava, enfiei os dedos no meu buraco, tava toda molhada, respirei fundo, foi tudo muito louco mas tive um orgasmo do caralho. Do outro lado, parecia que nunca iam terminar, então dormi no sofá de novo. Depois de um mês, acabei alternando noites de ódio como a primeira com noites de auto-satisfação infinita, como a segunda, mas parecia condenada a dormir no sofá da sala, as coisas não podiam continuar assim, então decidi pegar o touro pelos chifres e falar cara a cara com minha vizinha, com quem eu tinha uma relação tranquila, não éramos amigas mas sim boas vizinhas, então uma tarde a gente se cruzou no corredor e ficou conversando, aí aproveitei a oportunidade e, me aproximando pra falar baixinho, disse como quem não quer nada: Paula, não leva a mal? Preciso te pedir um favorzinho? Sim, fala? Bom... como dizer? É que quando você e o Adriano... sabe? Ela olhava sem parecer entender e eu não queria ser direta, então me aproximei mais ainda e sussurrei: Quando vocês tão trepando, Paula, quando tão trepando? Transado? Sim, e daí? — ela apressou, com total desembaraço. Bom, é que... vocês são muito efusivos... os barulhos... os gritos... eu não consigo dormir... e preciso descansar... Minha vizinha riu pra caralho, com naturalidade, pediu desculpas e se justificou dizendo que Adriano era um amante foda pra cacete, e não só isso: me contou com todos os detalhes sobre a deformidade que ele tinha entre as pernas, que a impedia de não gritar de prazer. Depois, pediu desculpas de novo e prometeu que falaria com o marido pra ver o que fariam a respeito. Não sei por que, naquele momento, senti uma falsa modéstia e uma mentira pra se livrar da situação, o que eu comprovaria naquela mesma noite, quando os barulhos e os gritos se repetiram como de costume. Mas algo tinha mudado em mim depois daquela conversa rápida. Na minha cabeça, começou a passar a imagem da pica enorme do meu vizinho, e toda vez que eles transavam, eu me imaginava no lugar da Paula e acabava me masturbando até gozar gostoso pra caralho. Até improvisei com frutas e legumes pra preencher meu buraco quente. A relação com eles era das melhores, e toda vez que eu cruzava com o Adriano, não conseguia parar de imaginar a virilha dele, como se tentasse adivinhar se a Paula tinha dito a verdade ou só tinha tirado uma onda comigo. Além disso, o cara era um puxa-saco de primeira, e eu percebia que a Paula tinha contado sobre nossa conversa no corredor. A varanda parecia ser um lugar de testes pra eles. O varal dava quase no meu quintal, e me parecia coincidência demais que a roupa íntima dos dois estivesse sempre secando na linha mais perto da minha casa. Será que eu imaginava ou era provocação? Eu poderia descrever, com memória fotográfica, toda a lingerie da minha vizinha: umas calcinhas pornográficas que caberiam fácil no punho da minha mão pequena, ou os sutiãs exagerados, necessários pra segurar os peitos impressionantes dela, e até as cuecas justas que eu não conseguia parar de imaginar no corpo escultural do Adriano. Eles não sabem, mas uma... Uma vez o vento levou uma das cuecas dele e foi parar na minha varanda, virou meu fetiche, e toda vez que eu me masturbava junto com os gemidos dele e meus brinquedos improvisados, esfregar a roupa íntima dele no meu corpo era uma fonte de inspiração. E nesta última semana aconteceu a coisa mais bizarra. Na terça-feira fui na varanda pendurar minhas roupas recém-lavadas, mas algo me parou no quartinho de cima antes de sair pro varal, fiquei paralisada, dura, como se alguém tivesse pausado o mundo naquele momento. Da minha janela, quase escondida atrás das cortinas translúcidas, pude ver claramente o quartinho dos meus vizinhos, tudo estava nítido demais, a Paula estava sentada numa mesinha pequena, com as pernas abertas, nua, no meio, o Adriano metia nela com vontade, as costas largas do meu vizinho se contraíam em mil músculos, ela abraçava ele e arranhava com as unhas a ponto de deixar marcas, ele enfiava uma vez atrás da outra como um touro enfurecido, e ser uma bisbilhoteira atrás das cortinas me deu uma excitação incontrolável, me senti molhada, me senti febril, não conseguia tirar os olhos do sexo sem freio dos meus vizinhos, comecei a acariciar meus mamilos por cima da roupa e senti meu clitóris pulsar, os minutos passavam e eu não conseguia parar de olhar? De repente percebi que o olhar da Paula se virou pra onde eu estava, um arrepio percorreu meu corpo e fiquei mais petrificada que antes, ela não tirou mais os olhos da minha janela e eu também não consegui, será que ela me pegou? será que eles planejaram isso? será que era só minha imaginação? Ela me deu um sorriso, desci correndo a escada em pânico, me joguei na cama e me masturbei como uma louca, gritei igual ela gritava, meus vizinhos estavam me enlouquecendo? Passei meu dia, fui trabalhar, voltei, tomei um banho e me preparei pra festa dos meus vizinhos, mas pra minha surpresa, nada acontecia? Tinha ido pra cama, lia um livro quando meu telefone tocou. Alô? Alô Flopi, sou o Adriano, seu vizinho? Alô? Adriano, algum problema? Não, não? Só uma pergunta, pode ser? Sim? Claro que sim? Naquele momento eu soube o que ele ia perguntar. A Paula me disse que você ficou nos observando esta manhã? Sabe, no terraço? Meu silêncio foi tão pesado que percebi que estava encurralada. Talvez? Pode ser? Sabemos que você gostou de espiar? Gosta de espiar seus vizinhos? Dava pra sentir o sorriso no rosto dele mesmo sem ver. Chega, Adriano! Qual é o assunto? Calma, calma? Eu e a Paula gostamos do jogo? Então liguei só pra dizer: amanhã, mesmo horário, mesmo lugar. Não consegui falar mais porque o "click" do desligar veio na hora. Iba ligar de volta, mas hesitei, e os barulhos de sempre começaram do outro lado, como de costume, e como de costume terminei me masturbando na solidão do meu quarto. Naquela altura, já tinha assumido que se não achasse logo uma boa rola pra me aliviar, ia explodir. Na quarta-feira acordei cedo, excitada. Jurei que não subiria, uma e outra vez, mas ficava olhando pro relógio na parede sem parar, minuto a minuto. Meus princípios morais diziam que não devia, mas a puta escondida em mim falava mais alto. Minha resistência de ferro durou dez minutos depois do horário combinado. Não consegui evitar e subi a escada pulando, até passando degraus. Cheguei na janela, de novo pra observar atrás da cortina. Eles estavam lá, exatamente como ele tinha dito na noite anterior, só que agora era ele quem estava apoiado na bancada e olhando pra minha janela, nu, lindo, perfeito. A esposa dele estava ajoelhada entre as pernas dele, claramente dando um boquete daqueles. Ela estava vestida. Eu me molhei na hora. Adriano levantou uma mão e piscou de um jeito que eu soubesse que ele estava me vendo. Em outro momento, isso teria me feito corar, mas naquela manhã foi diferente. Quase sem pensar, me despi da cintura pra baixo, arrumei uma cadeira e coloquei meu pé direito nela, me apoiando no outro, ficando toda aberta pra ele. Passei minha mão direita por trás da minha bunda, mal alcançando com meus dedos minha buceta aberta, era desconfortável, mas era a coisa mais pornográfica que naquele momento me ocorreu dar de presente pra eles. Um orgasmo curto, mas profundo, veio rápido, foi tudo muito estranho e acho que ele gostou de me observar, mas passado o prazer, a vergonha me invadiu, de repente me senti culpada, suja, peguei minhas roupas e desci correndo pro térreo, como no dia anterior. À tarde, na sorveteria, confirmei o que esperava, tinha ficado indisposta, já vinha com sintomas e um mau humor típico meu nessas horas. À noite, eu tava possessa, a última coisa que queria era ouvir meus vizinhos, minha surpresa foi ver que nada ia rolar, dormi tranquilamente, e a paz, curiosamente, se estendeu pela quinta-feira toda. Sexta de manhã, umas dez horas, o barulho do WhatsApp no meu celular chamou minha atenção, Paula do outro lado tinha escrito: "Bom dia, Flopy, ocupada?" "Bom dia, Paula, não, tô de boa." "Ok, você se importaria de vir aqui em casa uns minutinhos? Queria falar com você." "Não, sem problema, dá cinco minutos que eu vou." "Fechou, te espero." Que diabos ela queria? Me perguntei na hora, revisando na mente todas as cenas dos dias anteriores. Me higienizei, troquei o absorvente interno e os protetores, vesti uma jeans e uma camiseta, daquelas do dia a dia, de ficar em casa. Bati na porta e Paula me recebeu na hora, como se tivesse atrás dela me esperando? CONTINUA
0 comentários - Sonrisa de puta complacida