Minhas experiências como acompanhante (XXVIII)

Senti como prioridade, nos primeiros momentos da noite, ir avisar minha vizinha sobre a nova informação que eu tinha descoberto. Do jeito que estava, peguei minhas chaves, saí do meu apartamento e fui até o dela. Dava pra ouvir uma música clássica ao fundo, reconheci rapidamente a melodia, era "Cavalgada das Valquírias", o começo do terceiro ato de "A Valquíria", segunda ópera da tetralogia "O Anel do Nibelungo", composta por Richard Wagner — saber tanto dessa peça era só questão de observar a coleção de música do meu pai, onde o clássico abundava e predominava. Aí toquei a campainha tímida e esperei.

Depois de alguns momentos, dava pra ouvir vários barulhos lá dentro, até que escutei a música sendo abaixada e então a porta se abriu.

— E aí, Sofi, tudo bem? — ela perguntou me cumprimentando. O cabelo dela estava preso num coque. Ela usava uma regata preta de lycra e uma saia curta bem soltinha rosa. Estava descalça e com óculos de leitura.

— Sim, tudo bem, e você? — respondi devolvendo o cumprimento.

Conversamos assim uns dois ou três minutos na porta até que — com um pedido de desculpas pela bagunça — ela me convidou pra entrar. Tinha me contado que estava estudando, e que não conseguia fazer isso sem música, por isso o que eu tinha ouvido antes de vir. No centro do lugar tinha um cavalete, com uma moldura e desenhos a lápis nele, no chão tinha outras molduras, mas em branco. Num canto, três manequins, que reconheci na hora, eram pra provar o tamanho e as medidas das roupas que se desenham. Finalmente, ao redor desses, tinham bolsas grandes e abertas, com muitos estilos de tecidos, com cores diferentes, estampas e tal.

Sentamos no sofá dela pra conversar, com as pernas esticadas apoiadas na mesinha de centro. Ela me ofereceu abrir umas latas de cerveja, e aceitei de boa.

Perguntei como ela tava. meus estudos e meu trabalho de meio período no local, e aí eu contei sobre minha vida. Contei sobre o evento que eu esperava notícias pra realizar — aquele dos dois amigos, que minha amiga ainda não tinha me falado nada — e como eu tava levando o trampo.
— Posso trazer clientes pra você? — ela me perguntou na lata, o que me surpreendeu.
— Não vejo problema... Mas por que você faria isso? — respondi, dando um gole na minha cerveja.
— Tenho gente que pode se interessar, e principalmente um conhecido meu que precisa muito de uma visita sua... — ela me olhava e ria.
— Me conta um pouco sobre ele... — falei, intrigada.
— Chama Santiago, é dono de um jardim botânico lá em Palermo, vegetariano. Estudou biologia na faculdade e curte toda essa onda. Serve um chá de ervas de algum lugar do Mediterrâneo pra ele e é teu. Tem 30 anos, é bem estranho, mas é um cara gente boa. Se quiser, depois passo teu número — ela dizia enquanto ria.
— Olha... Não vou te dizer que não, tipo, passa meu número — foi aí que eu dei pra ela, pra depois passar pro amigo dela — mas alguma coisa não me cheira bem.
A chance do que eu tava pensando naquele momento se tornar real era pequena demais, mas se acontecesse... mudaria minha vida pra sempre.
Fiquei mais um tempo na casa da minha vizinha, terminando a cerveja e falando de besteira. Depois ela me disse que eu devia continuar estudando costura de roupas, ao mesmo tempo que precisava desenhar elas pra apresentar. Com isso, a gente se despediu e fui pra casa. Tava com vontade de sair um pouco pra algum lugar, então assim que entrei, procurei no meu quarto uns sapatos baixos de verniz preto, e pegando minha bolsa, saí de novo. Saí do prédio sem o carro, não queria ir longe, então não precisava.
Andei umas poucas quadras até entrar num bar jovem. Nessa época, a moda era cerveja artesanal, e os lugares que serviam se multiplicavam mais que coelho. Quando entrei, vi que a A clientela não passava dos trinta e cinco anos, no máximo. Tinha várias mesas, muitos casais sentados, e também grupos, pelo que eu vi, de amigos e amigas. Me aproximei do balcão, que, por sinal, era bem grande e comprido. Tinha uns quinze bancos ao longo, a maioria ocupados. Vi que uma das pontas estava vazia, então decidi sentar ali. Agora dava pra ver a quantidade de gente encarregada de servir as bebidas, que antes estavam escondidas atrás das cabeças dos clientes sentados na frente deles. Eram exatamente três: dois homens e uma mulher. Quando vi a mulher, me trouxe lembranças meio trágicas — não era a mesma, mas por compartilhar a profissão, me fazia lembrar dela. Reparei na roupa dela: um conjunto todo preto, os homens com gravata branca e a mulher com um laço dessa cor.

Fiquei uns momentos sentada, pensando no que pedir. Um ou dois minutos depois, quando um dos barmans se aproximou de onde eu estava pra me atender, pedi pra ele "me surpreender". O cara ficou um tempinho olhando os diferentes bicos de bebidas que estavam na frente do balcão, até que escolheu uma e começou a servir num copão grande de vidro. Rapidamente vi que era uma cerveja, de cor âmbar meio amarronzada. Quando terminou de servir, veio até mim com um sorriso e, enchendo um potinho com amendoim salgado, deixou tudo na minha frente. Agradeci e paguei a bebida com o dinheiro que já tinha separado enquanto via ele servir.

Peguei o copão e, meio tímida, provei. Tinha um gosto cítrico forte e, ao engolir, ficava um pouco mais ácida, ou amarga. Não era a coisa mais gostosa que já tinha provado, mas realmente me surpreendeu. Fiquei ali um tempão, tomando minha bebida e comendo aquele tira-gosto que me serviram. Lembrei que ainda não tinha resposta da minha amiga sobre o trabalho em conjunto, então, enquanto curtia a cerveja, mandei uma mensagem pra ela.

— Eu, cê Qual é a dessa parada que você me propôs uns dias atrás? — escrevi, mandando junto uma foto minha com o litrão de cerveja e rindo.
— Por enquanto suspendeu, tipo, vai rolar, mas mais pra frente, sei lá, vou te avisando, fica de boa — ela respondeu uns minutos depois — e relaxa com a cerveja, haha.

Lendo a mensagem da minha amiga, esqueci do assunto, achei melhor esperar acontecer quando tivesse que ser, e não ficar tão em cima. Fiquei um tempão entretida, até que senti uma mulher sentar do meu lado em outro banco. Olhando pelo canto do olho, sem encarar de frente, fiquei sem palavras, ela era totalmente imponente, diferente, e, sinceramente, uma gostosa.

Consegui distinguir entre a roupa dela, o cabelo e a pele, só três cores. Preto, turquesa e branco, respectivamente. Num momento, virei disfarçadamente a cabeça pra ver ela melhor, e vi que ela tinha umas botas de couro brilhante, meia arrastão, por cima um shortinho preto colado e um top da mesma cor. Por cima disso, ela usava o que parecia ser uma camiseta de rede, tampando o top e ao mesmo tempo a barriga, mas deixando tudo à mostra. Depois, uma luva do mesmo material em cada mão, e se cobria com um sobretudo de gabardine, tudo preto. Aí parei pra reparar na pele dela, era estranha e especialmente branca, muito provável que ela se maquiasse pra ficar assim, porque não parecia uma cor natural. Finalmente, tudo completado com lábios pretos brilhantes, bem parecidos com as botas, e como cereja do bolo, vi o cabelo dela, turquesa berrante, com um penteado bagunçado e umas ondas leves. Não vou mentir, eu olhei ela em detalhes, e minha buceta virou o forno mais quente do mundo inteiro.

Quando ela sentou, vi que ela olhava pro balcão, pras garrafas que decoravam o lugar, e pro cardápio plastificado que tava colado no balcão. Mesmo tendo um visual dominante, forte e decidido, ela parecia ser super insegura, e tremia igual uma folha de árvore, em... pleno tornado. Percebi que ela olhava pra todo lado, os minutos passavam e ela não se decidia no que pedir, então tomei a liberdade de oferecer ajuda.
- Me desculpa, precisa de uma mão? - falei, sem trocadilho, apoiando uma das minhas mãos sobre uma das dela, que estavam ambas no balcão.
Ela deu um pulo forte, se assustando intensamente com o gesto mínimo que fiz, aí entendi que os nervos dela estavam a flor da pele. Mantive um olhar suave, calmo, com um sorriso.
- Não... Obrigada - respondeu, sem fazer questão de tirar minha mão de cima da dela, e pedindo um Cosmopolitan quando a garçonete se aproximou.
- Você se veste assim sempre ou hoje foi uma ocasião especial? - perguntei.
- Tô feia? - ela perguntou, com uma tristeza começando no rosto.
- Nada disso... você tá linda - tentei rapidamente desfazer o que ela tinha entendido na cabeça, porque nada estava mais longe do que eu queria transmitir.
- Sou modelo... E essa roupa foi pra uma sessão de fotos hoje... não costumo me vestir assim - falou me olhando nos olhos - Me chamo Constanza, e você?
- Bom, Cony - falei, tomando a liberdade de tratar ela por "você" - se essa não é sua roupa do dia a dia, termina o drink e vamos dar um passeio - sorri.
Tendo dito isso, vi o quanto ela relaxou. Aproximei meu banco pra ficar bem mais perto dela. Agora tinha uma mão apoiada na parte baixa das costas dela, quase na cintura, e a outra mão se movia entre a parte interna de uma das coxas dela e minha cerveja. Senti como ela relaxou os ombros, deixando as mãos caírem ao lado do corpo, acompanhado de algumas respirações fundas.
- Me chama de Turky, por favor... - Ela me olhava sorrindo.
- Já ficou com alguma garota alguma vez? - perguntei, enquanto minha cabeça estava apoiada num dos ombros dela, e minha boca, perigosamente perto do pescoço dela.
- Não... Não gosto, mas imagino que isso em alguns minutos vai mudar.
Ficamos assim por uns dez minutos. As bebidas estavam acabando, e me veio a ideia de fazer algo pra ver como tava a situação com a minha acompanhante. Falei pra ela beber o que tinha sobrado no copo, segurando o líquido na boca. No começo, ela ficou meio na dela, sem saber o que eu queria, mas depois de receber umas carícias nas pernas, aceitou e fez. Agora ela me olhava com uma careta leve de ter as bochechas cheias de líquido, tudo envolto num sorriso. Depois de admirar aquela cena e ver os lábios dela, pintados de preto, todos molhados, me aproximei da boca dela e beijei com língua, tentando fazer com que ela abrisse os lábios e compartilhasse aquele líquido comigo. Quando ela entendeu, a gente ficou trocando o fluido entre as duas bocas, se acariciando com as línguas. Eu segurei ela com as duas mãos na cintura, e ela pegou devagar no meu cabelo, levando as mãos pra trás da minha cabeça.

A gente continuou assim por uns dez minutos, já tínhamos bebido entre nós o líquido que a gente tava compartilhando no começo, e agora era só um beijo contínuo de língua. Quando eu abria os olhos de vez em quando, via que os dela ficavam fechados, meio forçados, como se ela tivesse fazendo força pra não abrir. Também vi uns olhares de "plateia", o que não me agradou, então acariciando a mão dela, tentei fazer com que ela entendesse que a gente devia parar.

— Quer ir pra minha casa? — perguntei.
— Sim, adoraria, o que você quiser — ela respondeu, com uma submissão evidente.

Com isso, peguei na mão dela e fiz com que andasse atrás de mim, eu liderando. Rapidamente percebi que ela tava com dificuldade pra andar com aquele calçado, e entendi ainda mais que não era a roupa típica dela. Pedi pra ela tirar as botas e eu guardei na minha bolsa na hora. Ver ela agora andando descalça de meia era uma visão muito excitante pra mim.

— Falta muito pra chegar? — ela perguntou. Faltavam só duas quadras.
— Umas cinco quadras... Por quê? — perguntei, mentindo.
— Tô... Tô apertada pra fazer xixi... — ela falou, toda envergonhada. Dava pra ver que as bochechas dela, apesar de Da maquiagem, começavam a ficar com um tom carmim.
— Desce o short, depois se inclina e segura em mim — falei, me aproximando dela e dando um beijo de língua.
— Tá bom... — ela fez, me segurando pela cintura e flexionando as pernas.

Quando ela ficou nessa posição, peguei a meia-calça dela pela cintura e puxei pra baixo, até revelar a bunda dela. Uns momentos depois, nenhuma de nós tinha dito nada, e comecei a ouvir um som leve e molhado, e senti que ela tava se mijando, molhando o chão. Enquanto ela seguia na dela, aproveitei pra beijar o pescoço dela com muita língua, adorava abusar daquele momento tão vulnerável e humilhante dela.

Umas cinco minutos depois, ela tinha terminado de se aliviar e me pediu pra vestir ela de novo e ajudar a levantar. Fui devagar, aproveitando cada momento. Depois, voltamos a andar, de mãos dadas de novo.

— Posso te perguntar uma coisa? — falei, olhando nos olhos dela.
— Sim, o que foi? — ela perguntou com um sorriso.
— É a primeira vez que você mija na rua? — eu ri baixinho.
— É... — as bochechas dela não perdiam o tom avermelhado.
— Valeu por me deixar participar disso — sorri pra ela, enquanto procurava as chaves do meu apê na bolsa, já que faltavam poucas quadras, menos do que minha companheira imaginava. Quando a gente percebeu, já tava lá.

— Você não falou que era umas cinco quadras? A gente andou só duas... — ela disse, surpresa.
— E perder aquela cena linda? Tenho certeza que se eu falasse a verdade de quanto faltava, você ia dizer que segurava até chegar... — sorri de forma maliciosa.
— Dizer que você é má é pouco... — ela falou, fazendo biquinho.

Quando achei as chaves, abri a porta e convidei ela pra entrar. Ela pensou uns segundos e depois me seguiu. Ao entrar no elevador, comentou que tava com calor, então tirou o casaco e segurou ele nas mãos. Chegamos no meu andar e saímos, e assim como na rua, ela seguia meus passos. Uma vez dentro de casa — Antes de me pedir permissão - ela deixou o casaco numa cadeira da sala, e eu deixei as botas dela de lado. Ela me pediu algo pra beber, e depois de me descalçar sozinha, servi duas doses do meu uísque pra gente.
- E agora? - ela perguntou, depois de dar um gole na bebida.
- Vem, vamos sentar - falei, sugerindo sentarmos no sofá.
A gente sentou, e ela continuava me olhando, esperando uma resposta.
- Quanto você cobrou pela sessão de fotos de hoje? - perguntei sem rodeios.
- Por quê?.. - ela respondeu.
- Tenho uma proposta pra te fazer.. Mas primeiro você precisa me responder isso.. - falei.
- Me pagaram cinco mil.. Agora me fala por que você queria saber disso.. - ela me olhava intrigada.
Sem falar nada, me levantei, fui até meu quarto, e peguei uma quantia de dinheiro e minha câmera de fotos. Era uma Canon 60D, com uma lente especial, eu tinha economizado muito e até pedido dinheiro emprestado pra poder comprá-la. Quando peguei tudo que fui buscar, saí e fui me encontrar de novo com minha recente "amizade".
Ao chegar no sofá, deixei dois maços de notas - que equivaliam a duas vezes o preço que ela tinha me falado, e um pouco mais - e coloquei a câmera entre mim e ela. Por alguns segundos, ficamos as duas em silêncio, ninguém falava nada.
- E isso? - ela perguntou, quebrando o silêncio.
- Não conseguiria viver comigo mesma se você for embora.. E eu não tenho um book seu com essa roupa pra mim.. - falei, sendo sincera, e pegando a câmera. Desde que a vi no bar, estava secretamente obcecada em realizar isso que acabei de propor.
- Te falei.. Me sinto muito desconfortável com essa roupa.. não gosto - ela confessou.
- Por favor.. - falei, acariciando uma das pernas dela.
- Você é muito manipuladora.. - ela disse, bufando, e arrumando o cabelo.
- Devo considerar isso como um sim? - falei, olhando nos olhos dela.
Passaram alguns segundos, e então ela se sentou melhor no sofá.
- Vamos ver, como funciona isso? - ela perguntou, pegando a câmera e começando a brincar com ela. Ela. Consegui ligar a câmera e comecei a focar em diferentes direções, finalmente tirando algumas fotos. Ela parecia divertida, entretida e feliz. Ensinei o básico pra ela, e fomos juntas até a sacada tirar umas fotos. Como era noite e a câmera permitia, conseguimos tirar várias fotos lindas dos corpos celestes que apareciam no céu noturno, além de alguns panoramas da cidade escura.

Os minutos passavam, e o começo dessa atividade, que tinha parecido um fracasso, ficava cada vez mais no passado. Com a câmera nas minhas mãos, tirei um close do rosto dela, com as luzes do meu apartamento iluminando ela de leve, e o cabelo dela sendo levantado e acariciado por uma brisa suave.

— Que vampiresa gostosa que tenho na minha casa — falei sorrindo, depois de tirar a foto e mostrar pra ela.

— E você é uma pobre vítima com muito sangue pra mim, né? — ela respondeu, se aproximando de mim e passando a língua no lado direito do meu pescoço.

— Por favor, não me faça nada, senhorita vampiresa — falei com uma voz bem suave, seguindo a brincadeira.

Seguindo nessa troca, consegui que ela fosse se soltando cada vez mais. Ela foi tirando a roupa bem sensual, e agora me incentivava a tirar mais fotos dela. Eu, mais que feliz, aceitava e só tirava foto atrás de foto. Quando vi ela só de lingerie, percebi que o que tinha me impressionado no bar — e que eu pensei que fosse maquiagem — era na verdade a cor natural da pele dela: ela era extremamente pálida.

As fotos ficavam cada vez mais sensuais, exóticas e, finalmente, sim, sexuais. Ela posava abrindo as pernas; apertando e amassando os peitos; virando de costas e mostrando a bunda e tudo mais.

— Larga a câmera e vem me beijar — ela falou depois de alguns minutos. Ela subiu e sentou na grade da minha sacada, me esperando de pernas abertas. Dava pra ver o reflexo da lua na umidade agora. visível dela usa a palavra: buceta. Eu fiz de novo o que me pediram, e deixando a câmera numa das espreguiçadeiras que tinha ali, me aproximei da mulher que estava me esperando. Quando ficamos coladas uma na outra, ela me enroscou com as pernas, se segurando no meu corpo, e eu agarrei o corrimão, enquanto a beijava com muita paixão e um excesso obsceno de língua. Os barulhos "amorosos" já estavam presentes, e eram os protagonistas principais da noite. Sentia como ela acariciava a parte de trás das minhas pernas, fazendo carícias suaves com os pés, enquanto eu, soltando minhas mãos do corrimão, acariciava suas costas e sua bunda aprisionada — por causa disso último.
— Isso não vai acabar bem — ela disse ofegante, no meio dos beijos que não se permitia parar de me dar.
— Por que você diz isso? — interrompia por milésimos de segundo os beijos que eu dava, pra saber por que ela disse aquilo.
— Tô me apaixonando demais, rápido demais, e não quero ir embora, nem parar de te ver — ela disse, aí sim parando os beijos e me olhando nos olhos com um toque de preocupação nos dela.
— Você não gostava de garotas nem tinha experimentado há menos de duas horas e já vicou? — falei sorrindo e acariciando ela.
— O que posso te dizer?... Você é muito manipuladora — sorriu e me deu um beijo curto, mas intenso, de língua.
— Quer ficar esta noite pra dormir aqui em casa? — falei, e os olhos dela se arregalaram, como se fosse uma criança de três anos que tivesse acabado de ganhar o vestido de princesa que sempre quis.
— Adoraria — ela mantinha o sorriso de orelha a orelha e agora me abraçava.
Foi assim que o que tinha começado como duas estranhas passou a ser duas "conhecidas", depois duas mulheres com intenções sexuais mútuas e agora... não saberia detalhar o que seríamos até este ponto.

1 comentários - Minhas experiências como acompanhante (XXVIII)

Vengo siguiendo tu saga de relatos hace bastante, me atrapaste, quedé "enganchado". Te dejo puntos.
Y te ganaste nuevo seguidor