Este é meu primeiro post e é só uma introdução pros próximos, ainda não rolou nada suculento😂 Vou postar todos os capítulos de dois em dois. Imagina poder parar o tempo. Seria foda. Né? Acho que todo mundo usaria isso pra tirar vantagem do jeito que desse. E foi assim que eu fiz...
O desejo (I) Naquela noite, eu tava acampando com uns amigos, batendo papo depois do churrasco e tomando uma breja quando, de repente, o Martin, meu amigo, viu uma luz no céu. _Uma estrela cadente! Ele exclamou. _Tem que pedir um desejo. Disse o Ariel. Eu fechei os olhos e mentalizei meu desejo, pedi pra poder parar o tempo pra tirar proveito disso. A gente continuou um tempo falando sobre como seria foda se nossos desejos fossem reais _Na real, eu só pediria mais desejos. Disse o Ariel rindo _Isso é tudo besteira, para de viajar. Disse o Darío.
Uma grande mudança (II) A gente mudou de assunto e logo depois foi dormir, enquanto eu ficava pensando em tudo que poderia fazer com essa habilidade... Voltamos do acampamento pelos 120 km que tinha até chegar na cidade. Moro numa cidade de 11.000 pessoas onde praticamente todo mundo se conhece. O Darío deixou todo mundo em casa, menos eu, que ele me deixou a uma quadra de distância porque tinha que ir em algum lugar ou algo assim. Moro com meus pais, mas no verão que vem vou morar em Rio Negro pra estudar, então tô tentando aproveitar ao máximo meu último verão na cidade. Sou o único filho que ainda mora na casa dos meus pais porque sou o caçula de 3, ano que vem vou morar num apartamento minúsculo com meu irmão mais velho.
Meus velhos foram viajar pra Bariloche por 3 semanas, então vou passar grande parte do verão sozinho em casa. Tava indo a pé e vi, pendurada na maçaneta da porta, uma caixinha verde com um laço roxo. Peguei ela e entrei em casa, sentei no sofá e abri. Tinha um cartão com uma estrela e, embaixo, um relógio de pulso com um botão grandão. Vermelho, achei muito bonito, então coloquei. O horário já estava ajustado. Achei que era dos meus pais ou algo assim. A casa normalmente ficava completamente vazia, já que eu sempre tinha algo pra fazer ou algum lugar pra ir. Dormi umas duas horas, almocei alguma coisa e fui pro rio com uns amigos. Chego na área de balneário, onde meus amigos já estavam me esperando com umas cervejas. Batemos papo, rimos e passamos umas horas assim. Num momento, Maria, uma amiga, me diz: _Fer, acabou o gelo. Vai comprar? Eu tinha ido a pé (nem tenho carro) e o quiosque mais perto ficava a uns 200 metros atravessando o campo, mas aceitei mesmo assim. Num instante, tropecei, mas levantei na hora. Me sentia muito tranquilo naquele caminho, o silêncio e a calma eram perfeitos. Cheguei no quiosque e pedi pro seu Javier uma sacola de gelo. Mas ele parecia não prestar atenção em mim, todo concentrado num livro. Gritei pra ele, mas ele nem se deu por achado. Sem o gelo, voltei pros caras pra contar como foi estranho o que aconteceu. Continuei andando e vi um pássaro num galho de uma árvore, completamente parado. Aquilo me surpreendeu, então me aproximei, tentei tocar nele pra ver se mexia, mas ele ficou feito pedra. Olhei a hora e parecia que o tempo tinha travado. Que porra é essa com esse relógio? Pensei. Apertei o botão vermelho pra ver se arrumava, os ponteiros voltaram a andar e, de repente, o pássaro voou. Isso me chocou tanto que apertei de novo, sem pensar que teria algo a ver, mas o pássaro ficou parado no ar, com as asas abertas. Olhei o relógio e os ponteiros estavam travados. A primeira coisa que veio na minha cabeça foi o desejo que pedi. Atônito, apertei o botão de novo e o pássaro continuou. Me belisquei pra ter certeza de que não era um sonho. Realmente parei o tempo. Se tudo isso era verdade, o melhor era só eu saber, então fui comprar o gelo de novo e voltei pros meus amigos como se nada. nada teria acontecido, mas pensando em como tudo mudaria dali em diante.
O desejo (I) Naquela noite, eu tava acampando com uns amigos, batendo papo depois do churrasco e tomando uma breja quando, de repente, o Martin, meu amigo, viu uma luz no céu. _Uma estrela cadente! Ele exclamou. _Tem que pedir um desejo. Disse o Ariel. Eu fechei os olhos e mentalizei meu desejo, pedi pra poder parar o tempo pra tirar proveito disso. A gente continuou um tempo falando sobre como seria foda se nossos desejos fossem reais _Na real, eu só pediria mais desejos. Disse o Ariel rindo _Isso é tudo besteira, para de viajar. Disse o Darío.
Uma grande mudança (II) A gente mudou de assunto e logo depois foi dormir, enquanto eu ficava pensando em tudo que poderia fazer com essa habilidade... Voltamos do acampamento pelos 120 km que tinha até chegar na cidade. Moro numa cidade de 11.000 pessoas onde praticamente todo mundo se conhece. O Darío deixou todo mundo em casa, menos eu, que ele me deixou a uma quadra de distância porque tinha que ir em algum lugar ou algo assim. Moro com meus pais, mas no verão que vem vou morar em Rio Negro pra estudar, então tô tentando aproveitar ao máximo meu último verão na cidade. Sou o único filho que ainda mora na casa dos meus pais porque sou o caçula de 3, ano que vem vou morar num apartamento minúsculo com meu irmão mais velho.
Meus velhos foram viajar pra Bariloche por 3 semanas, então vou passar grande parte do verão sozinho em casa. Tava indo a pé e vi, pendurada na maçaneta da porta, uma caixinha verde com um laço roxo. Peguei ela e entrei em casa, sentei no sofá e abri. Tinha um cartão com uma estrela e, embaixo, um relógio de pulso com um botão grandão. Vermelho, achei muito bonito, então coloquei. O horário já estava ajustado. Achei que era dos meus pais ou algo assim. A casa normalmente ficava completamente vazia, já que eu sempre tinha algo pra fazer ou algum lugar pra ir. Dormi umas duas horas, almocei alguma coisa e fui pro rio com uns amigos. Chego na área de balneário, onde meus amigos já estavam me esperando com umas cervejas. Batemos papo, rimos e passamos umas horas assim. Num momento, Maria, uma amiga, me diz: _Fer, acabou o gelo. Vai comprar? Eu tinha ido a pé (nem tenho carro) e o quiosque mais perto ficava a uns 200 metros atravessando o campo, mas aceitei mesmo assim. Num instante, tropecei, mas levantei na hora. Me sentia muito tranquilo naquele caminho, o silêncio e a calma eram perfeitos. Cheguei no quiosque e pedi pro seu Javier uma sacola de gelo. Mas ele parecia não prestar atenção em mim, todo concentrado num livro. Gritei pra ele, mas ele nem se deu por achado. Sem o gelo, voltei pros caras pra contar como foi estranho o que aconteceu. Continuei andando e vi um pássaro num galho de uma árvore, completamente parado. Aquilo me surpreendeu, então me aproximei, tentei tocar nele pra ver se mexia, mas ele ficou feito pedra. Olhei a hora e parecia que o tempo tinha travado. Que porra é essa com esse relógio? Pensei. Apertei o botão vermelho pra ver se arrumava, os ponteiros voltaram a andar e, de repente, o pássaro voou. Isso me chocou tanto que apertei de novo, sem pensar que teria algo a ver, mas o pássaro ficou parado no ar, com as asas abertas. Olhei o relógio e os ponteiros estavam travados. A primeira coisa que veio na minha cabeça foi o desejo que pedi. Atônito, apertei o botão de novo e o pássaro continuou. Me belisquei pra ter certeza de que não era um sonho. Realmente parei o tempo. Se tudo isso era verdade, o melhor era só eu saber, então fui comprar o gelo de novo e voltei pros meus amigos como se nada. nada teria acontecido, mas pensando em como tudo mudaria dali em diante.
5 comentários - Pare o Tempo I
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