Ao nos despedirmos, depois de uma tarde só na putaria, o Marlon insistiu pra gente ver junto o jogo do Peru na repescagem das eliminatórias.
Claro que expliquei que sou uma mulher casada, que tenho um filho e que seria não só complicado, mas também inconveniente ficar fora de casa em certos horários, já que, por causa da diferença de fuso, a partida rolava quase meia-noite no nosso país.
Mesmo assim, mesmo sem acompanhar ele, fiquei de olho no resultado, mas o jogo terminou tão tarde que tive que levantar de madrugada e me enfiar no banheiro pra checar a informação no celular. Empate sem gols e esperar a decisão em Lima.
Foi aí que, sem pensar, mandei uma mensagem pra ele prometendo que estaria junto nesse jogo, sem saber ainda que seria na quarta-feira, também num horário em que desculpas costumam ser desnecessárias.
Até o próprio dia fiquei na dúvida se cumpriria ou não minha promessa.
Sou uma infiel de carteirinha, tem tentações que não consigo resistir, mas quando tô com outros caras, tento que seja num horário que não atrapalhe minha vida de casal e muito menos meu papel de mãe. Claro que tem exceções, situações que te colocam naquela encruzilhada em que não tem jeito senão inventar algum compromisso de trabalho urgente (naquela hora?), ou o já manjado aniversário de uma amiga. Acho que por isso tenho tantas amigas, pra poder apelar pra elas quando tô num aperto desses.
Decidida a cumprir o que prometi pro Marlon, na quarta-feira às sete da noite ligo pro meu marido, que nessa hora ainda tá no escritório.
— Oi, gordo, tô ligando porque a Irene (minha chefe) convidou a gente pra tomar umas, ela tá completando sei lá quantos anos na empresa e quer comemorar com a gente — falo com um tom meio de preguiça, como se não tivesse a fim de ir.
— Manda um abraço pra ela, certeza que tá lá enchendo o saco desde que a empresa foi fundada — ele brinca.
— Haha! É, mas não sei... Se for, o mais provável é que a gente fique até tarde e amanhã é quinta-feira...
— Não pode falhar com ela — ele me interrompe — Lembra de todas as vezes que ela te deu uma força.
— É, você tem razão, eu devo muito a ela, além do mais, do jeito que ela é, se eu não for, talvez ela leve a mal.
A verdade é que eu devia bastante pra Irene. Se eu mantive meu emprego depois de tantas faltas, chegadas atrasadas e saídas mais cedo, foi por causa dela. Claro que meu marido não sabia dessa parte.
— Dá um beijinho no Ro da minha parte e fala pra ele que amanhã vou preparar um café da manhã gostoso, com aqueles chococrispis que ele tanto gosta.
Quanto ao meu filho, eu ficava tranquila, porque minha sogra busca ele na escolinha e leva pra casa, ficando com ele até um de nós dois chegar. Então, com a desculpa já armada, me despeço do meu marido, aconselhando ele a não me esperar acordado.
Assim que desligo com ele, ligo pro Marlon pra avisar que já tô saindo.
— Vamos, Peru, caralho! — ele se anima.
Um tempo depois, já tô na porta da casa dele. Ele desce pra me abrir, e ali mesmo, na rua, me abraça e me beija com uma paixão que faz meu corpo todo arrepiar.
Subimos pro apartamento dele, e enquanto ele abre a porta, já tô me lambendo toda de tesão, imaginando que a gente entra e ele me come ali mesmo, no chão, porque a gente tá tão excitado que nem consegue chegar na cama. Mas infelizmente tudo fica só na fantasia, porque quando entro, vejo que tem duas pessoas lá dentro, um homem e uma mulher, ambos morenos, mais que o Marlon.
— Te apresento o Jerson e a Mayra, meus parças de toda a vida, da mesma quebrada que eu, Vicky — ele sorri cúmplice.
— Ela é a Mariela, uma amiga que conheci almoçando na frente, é argentina, mas por esta noite é mais uma torcedora da blanquirroja — ele continua, me apresentando agora.
Ele traz umas cervejas que a gente toma enquanto conversa animadamente, porque os dois são muito legais, principalmente ela, que é bem expressiva ao falar, mexendo os braços e até imitando quando se refere a algo específico. Entre outras coisas, me contam que são originários de um lugar chamado Chincha, mas que há vários anos se estabeleceram em Lima, mais precisamente em La Victoria, que é de onde conhecem o Marlon. São casados entre si e têm uma filha de nove anos chamada Xiomara (nome lindo) que está no Peru com os avós.
Conto também um pouco de mim, do meu marido, do meu filho, da minha fuga planejada, e por algum motivo eles não se surpreendem por eu, sendo uma mulher casada, estar ali com eles.
Pela surpresa deles ao me ver chegar, tinha certeza de que o Marlon, como um verdadeiro cavalheiro, não tinha contado nada sobre nós, mas não precisava ser gênio pra perceber que entre ele e eu tinha muito mais que uma simples amizade.
Lá pelas dez e meia, Marlon, já com a camiseta do Peru, dessa vez toda vermelha, com a faixa branca, anuncia que a gente precisa ir saindo, já que não íamos ver o jogo no apartamento dele, como eu pensava, mas sim na frente, onde tinham preparado um evento especial.
Mal atravessamos a rua e já estamos no clima de eliminatória. Sentamos numa das mesas, já reservada com antecedência, e pra quebrar o gelo, Jerson pede uma rodada de Pisco Sour. Assim, ao som de "Porque yo creo en ti", "Contigo Perú" e "Perú campeón", a hora do jogo vai se aproximando.
Sou a única estrangeira naquele lugar lotado de peruanos, então Marlon vai me apresentando pra quase todo mundo, conhecidos dele tanto daqui quanto de Lima, que ao saberem que sou argentina falam "aproveita" e me lembram de quebra do recente empate entre nossas seleções.
Com o nervosismo e a ansiedade naturais de um momento que pra eles é histórico, os times entram em campo, os hinos são entoados e obviamente o peruano ("¡¡¡...que faltemos al voto solemne...!!!") é cantado a plenos pulmões, até por mim que nem sabia a letra. Aplausos, gritos de incentivo e... Vamos Peru, porra!
Quando o jogo começa, sento no colo do Marlon, sentindo em tudo Momento, essa efervescência não é culpa do ambiente, mas sim da proximidade do corpo dela.
As cervejas vão descendo uma atrás da outra, mais rápido que os jogadores em campo. Até que chega um passe na área, finalização do Farfán e... Gooooolllllll... GOL PERUANO!!! Eu e Marlon pulamos da cadeira e, depois de comemorar com nossos acompanhantes, nos beijamos com um entusiasmo pegando fogo.
"Se todas as comemorações forem assim, tomara que tenha goleada", penso enquanto continuamos bebendo e torcendo.
Já no segundo tempo, escanteio, finalização e... GOOOOOOOOLLLLLL!!! GOLAÇO!!! E o Peru já está na Copa do Mundo.
O autor do gol, que sai comemorando feito o Homem-Aranha, tem uma certa semelhança com o Jerson, principalmente pelo tom da pele.
– Já sabia que você ia trazer sorte pra gente – Marlon fala, passando a mão na minha bunda depois de mais um daqueles beijos que incendeiam os lábios.
O jogo acaba, o Peru classificado pra Rússia, e a bagunça começa, como eles mesmos dizem. Mas já tenho que ir. Ficou tarde demais e não posso continuar desafiando o destino.
– Achei que a gente fosse passar a noite junto – Marlon se decepciona.
– Eu até queria, mas supostamente estou com umas amigas, e não seria crível ficar a noite toda com elas.
– Mas você não pode me deixar assim, não sabe como eu estou.
– E como você está? – pergunto provocante.
– Tô com a pica babando por você – ele sussurra no meu ouvido no meio da algazarra geral.
Eu sorrio e olho pra ele como quem diz "me come!", que na gíria dele seria um "me pega!".
Claro que ele não precisa de tradução, porque na hora me pega pela mão e, me guiando no meio da multidão, me leva pra parte de trás do lugar.
– Não posso, Marlon, sério – falo sem muita convicção, me deixando levar por um corredor onde a gente cruza com gente indo e vindo, mas que parece tão ocupada que nem liga pra gente.
– Só te peço cinco minutos – ele insiste.
A gente anda quase colado, ele por trás, me envolvendo com um braço. braço na cintura. Entre minhas nádegas sinto como ele tá duro, a cock, e de propósito me mexo esfregando nela, fazendo crescer mais.
Chegamos numa porta, ele abre, olha pra dentro e, claramente satisfeito com o que vê, me faz entrar, trancando por dentro.
Tamo num tipo de depósito ou almoxarifado, com prateleiras nas paredes, caixas empilhadas e mercadoria pra todo lado.
Com o olhar turvo de tesão e álcool, ele me encurrala contra a parede, perto de uns engradados de cerveja, e me beija de boca aberta. Eu não fico atrás, me abrindo toda pra ele, enrolando minha língua na dele de um jeito bem ávido e suculento.
Sem me soltar, ele mete a mão por baixo da minha saia e acaricia a pussy, primeiro por cima da calcinha fio dental, depois por baixo, se ensopando com aquela umidade que já faz tempo me deixou bem lubrificada.
Ele tira os dedos e chupa eles com uma puta satisfação.
— Você tá se molhando...! — ele fala num sussurro, enfiando os dedos de novo.
— É você que me deixa assim...! — eu falo, e pegando ele pela nuca, agora sou eu que beijo a boca dele, beijando como se quisesse sufocar ele com minha língua.
Meus peitos tão duros, os bicos inchados, a pele avermelhada, quase febril. Tô tão caliente que eu mesma desabotoo a calça dele e, tirando a cock já bem dura, aperto e acaricio ela toda.
Adoro sentir ele assim, durasso, a virilidade fluindo em cada veia.
Me agacho, fico de cócoras e chupo ele, enchendo minha boca com esse manjar supremo vindo direto da terra do Sol. Ambrosia pura pros meus lábios, mas não dá pra continuar curtindo muito mais, porque ele logo me levanta, coloca uma camisinha e, me espremendo de novo contra a parede, puxa minha calcinha pro lado e mete.
Auuuuuuullllllo...!!! de prazer ao sentir ela dentro, dura, grande, inchada, transbordando testosterona.
Enrosco uma perna na cintura dele e me mexo junto, frenética, descontrolada, sentindo que cada batida da A pélvis me sacode até a última vértebra da coluna.
Ele mesmo levanta minha outra perna e, me segurando com as duas mãos no ar, arremete com tudo, na base da pica.
Me mijo de tesão, deixando espalhado no chão do depósito uma poça das minhas vontades.
Gemo, ofego e grito, enchendo o pescoço dele de mordidas e chupões, as marcas dessa paixão selvagem e desenfreada que ele provoca em mim.
As últimas estocadas e o orgasmo que me atinge no meio de flashes deslumbrantes de cores, como se alguém tivesse acendido fogos de artifício ao nosso redor.
Afundando em mim, Marlon também goza, tremendo contra meu corpo, me fazendo sentir a força e a intensidade da descarga dele através da camisinha.
Nos beijamos, ainda no auge do delírio, sem nos desgrudar mesmo já tendo conseguido o que tanto queríamos.
— Já tenho que voltar... — falo quase num sussurro.
Quando ele tira a pica, sinto um abandono terrível, como se arrancassem um membro do meu próprio corpo. Tão essencial Marlon estava se tornando pra mim.
Ajeito a calcinha, arrumo a saia e saímos do depósito pra voltar pros outros. Óbvio que até o mais distraído percebe que acabamos de dar uma trepada nos bastidores.
— É assim que se festeja o Peru, porra! — grita um.
— Agora sim que a gente fodeu a Argentina! — apoia outro.
Mesmo assim, mesmo sendo evidente pra todo mundo que ele acabou de me comer, não me sinto envergonhada nem constrangida. Aliás, pra todos eles somos o exemplo digno de como se deve comemorar a histórica classificação do Peru pra Copa.
Quando recebo o aviso de que o táxi que pedi já está me esperando, me despeço do Jerson e da Mayra. Marlon me acompanha até fora, me agradecendo por ter estado ao lado dele num momento tão marcante.
Ele me agradece, quando quem deveria agradecer sou eu pela trepada foda que ele me deu!
Chego em casa às duas e vinte e cinco da madrugada. Meu marido está dormindo, como eu sugeri.
Dou um beijo no Ro. beijo de boa noite e vou tomar um banho, pra tirar, mesmo sem querer, o cheiro de macho peruano que tá em mim.
Vou me deitar, tentando não acordar meu marido, e como se a relaxada do orgasmo tivesse feito efeito agora, durmo na hora, sonhando que pelo menos nessa noite o prazer é vermelho e branco.
Claro que expliquei que sou uma mulher casada, que tenho um filho e que seria não só complicado, mas também inconveniente ficar fora de casa em certos horários, já que, por causa da diferença de fuso, a partida rolava quase meia-noite no nosso país.
Mesmo assim, mesmo sem acompanhar ele, fiquei de olho no resultado, mas o jogo terminou tão tarde que tive que levantar de madrugada e me enfiar no banheiro pra checar a informação no celular. Empate sem gols e esperar a decisão em Lima.
Foi aí que, sem pensar, mandei uma mensagem pra ele prometendo que estaria junto nesse jogo, sem saber ainda que seria na quarta-feira, também num horário em que desculpas costumam ser desnecessárias.
Até o próprio dia fiquei na dúvida se cumpriria ou não minha promessa.
Sou uma infiel de carteirinha, tem tentações que não consigo resistir, mas quando tô com outros caras, tento que seja num horário que não atrapalhe minha vida de casal e muito menos meu papel de mãe. Claro que tem exceções, situações que te colocam naquela encruzilhada em que não tem jeito senão inventar algum compromisso de trabalho urgente (naquela hora?), ou o já manjado aniversário de uma amiga. Acho que por isso tenho tantas amigas, pra poder apelar pra elas quando tô num aperto desses.
Decidida a cumprir o que prometi pro Marlon, na quarta-feira às sete da noite ligo pro meu marido, que nessa hora ainda tá no escritório.
— Oi, gordo, tô ligando porque a Irene (minha chefe) convidou a gente pra tomar umas, ela tá completando sei lá quantos anos na empresa e quer comemorar com a gente — falo com um tom meio de preguiça, como se não tivesse a fim de ir.
— Manda um abraço pra ela, certeza que tá lá enchendo o saco desde que a empresa foi fundada — ele brinca.
— Haha! É, mas não sei... Se for, o mais provável é que a gente fique até tarde e amanhã é quinta-feira...
— Não pode falhar com ela — ele me interrompe — Lembra de todas as vezes que ela te deu uma força.
— É, você tem razão, eu devo muito a ela, além do mais, do jeito que ela é, se eu não for, talvez ela leve a mal.
A verdade é que eu devia bastante pra Irene. Se eu mantive meu emprego depois de tantas faltas, chegadas atrasadas e saídas mais cedo, foi por causa dela. Claro que meu marido não sabia dessa parte.
— Dá um beijinho no Ro da minha parte e fala pra ele que amanhã vou preparar um café da manhã gostoso, com aqueles chococrispis que ele tanto gosta.
Quanto ao meu filho, eu ficava tranquila, porque minha sogra busca ele na escolinha e leva pra casa, ficando com ele até um de nós dois chegar. Então, com a desculpa já armada, me despeço do meu marido, aconselhando ele a não me esperar acordado.
Assim que desligo com ele, ligo pro Marlon pra avisar que já tô saindo.
— Vamos, Peru, caralho! — ele se anima.
Um tempo depois, já tô na porta da casa dele. Ele desce pra me abrir, e ali mesmo, na rua, me abraça e me beija com uma paixão que faz meu corpo todo arrepiar.
Subimos pro apartamento dele, e enquanto ele abre a porta, já tô me lambendo toda de tesão, imaginando que a gente entra e ele me come ali mesmo, no chão, porque a gente tá tão excitado que nem consegue chegar na cama. Mas infelizmente tudo fica só na fantasia, porque quando entro, vejo que tem duas pessoas lá dentro, um homem e uma mulher, ambos morenos, mais que o Marlon.
— Te apresento o Jerson e a Mayra, meus parças de toda a vida, da mesma quebrada que eu, Vicky — ele sorri cúmplice.
— Ela é a Mariela, uma amiga que conheci almoçando na frente, é argentina, mas por esta noite é mais uma torcedora da blanquirroja — ele continua, me apresentando agora.
Ele traz umas cervejas que a gente toma enquanto conversa animadamente, porque os dois são muito legais, principalmente ela, que é bem expressiva ao falar, mexendo os braços e até imitando quando se refere a algo específico. Entre outras coisas, me contam que são originários de um lugar chamado Chincha, mas que há vários anos se estabeleceram em Lima, mais precisamente em La Victoria, que é de onde conhecem o Marlon. São casados entre si e têm uma filha de nove anos chamada Xiomara (nome lindo) que está no Peru com os avós.
Conto também um pouco de mim, do meu marido, do meu filho, da minha fuga planejada, e por algum motivo eles não se surpreendem por eu, sendo uma mulher casada, estar ali com eles.
Pela surpresa deles ao me ver chegar, tinha certeza de que o Marlon, como um verdadeiro cavalheiro, não tinha contado nada sobre nós, mas não precisava ser gênio pra perceber que entre ele e eu tinha muito mais que uma simples amizade.
Lá pelas dez e meia, Marlon, já com a camiseta do Peru, dessa vez toda vermelha, com a faixa branca, anuncia que a gente precisa ir saindo, já que não íamos ver o jogo no apartamento dele, como eu pensava, mas sim na frente, onde tinham preparado um evento especial.
Mal atravessamos a rua e já estamos no clima de eliminatória. Sentamos numa das mesas, já reservada com antecedência, e pra quebrar o gelo, Jerson pede uma rodada de Pisco Sour. Assim, ao som de "Porque yo creo en ti", "Contigo Perú" e "Perú campeón", a hora do jogo vai se aproximando.
Sou a única estrangeira naquele lugar lotado de peruanos, então Marlon vai me apresentando pra quase todo mundo, conhecidos dele tanto daqui quanto de Lima, que ao saberem que sou argentina falam "aproveita" e me lembram de quebra do recente empate entre nossas seleções.
Com o nervosismo e a ansiedade naturais de um momento que pra eles é histórico, os times entram em campo, os hinos são entoados e obviamente o peruano ("¡¡¡...que faltemos al voto solemne...!!!") é cantado a plenos pulmões, até por mim que nem sabia a letra. Aplausos, gritos de incentivo e... Vamos Peru, porra!
Quando o jogo começa, sento no colo do Marlon, sentindo em tudo Momento, essa efervescência não é culpa do ambiente, mas sim da proximidade do corpo dela.
As cervejas vão descendo uma atrás da outra, mais rápido que os jogadores em campo. Até que chega um passe na área, finalização do Farfán e... Gooooolllllll... GOL PERUANO!!! Eu e Marlon pulamos da cadeira e, depois de comemorar com nossos acompanhantes, nos beijamos com um entusiasmo pegando fogo.
"Se todas as comemorações forem assim, tomara que tenha goleada", penso enquanto continuamos bebendo e torcendo.
Já no segundo tempo, escanteio, finalização e... GOOOOOOOOLLLLLL!!! GOLAÇO!!! E o Peru já está na Copa do Mundo.
O autor do gol, que sai comemorando feito o Homem-Aranha, tem uma certa semelhança com o Jerson, principalmente pelo tom da pele.
– Já sabia que você ia trazer sorte pra gente – Marlon fala, passando a mão na minha bunda depois de mais um daqueles beijos que incendeiam os lábios.
O jogo acaba, o Peru classificado pra Rússia, e a bagunça começa, como eles mesmos dizem. Mas já tenho que ir. Ficou tarde demais e não posso continuar desafiando o destino.
– Achei que a gente fosse passar a noite junto – Marlon se decepciona.
– Eu até queria, mas supostamente estou com umas amigas, e não seria crível ficar a noite toda com elas.
– Mas você não pode me deixar assim, não sabe como eu estou.
– E como você está? – pergunto provocante.
– Tô com a pica babando por você – ele sussurra no meu ouvido no meio da algazarra geral.
Eu sorrio e olho pra ele como quem diz "me come!", que na gíria dele seria um "me pega!".
Claro que ele não precisa de tradução, porque na hora me pega pela mão e, me guiando no meio da multidão, me leva pra parte de trás do lugar.
– Não posso, Marlon, sério – falo sem muita convicção, me deixando levar por um corredor onde a gente cruza com gente indo e vindo, mas que parece tão ocupada que nem liga pra gente.
– Só te peço cinco minutos – ele insiste.
A gente anda quase colado, ele por trás, me envolvendo com um braço. braço na cintura. Entre minhas nádegas sinto como ele tá duro, a cock, e de propósito me mexo esfregando nela, fazendo crescer mais.
Chegamos numa porta, ele abre, olha pra dentro e, claramente satisfeito com o que vê, me faz entrar, trancando por dentro.
Tamo num tipo de depósito ou almoxarifado, com prateleiras nas paredes, caixas empilhadas e mercadoria pra todo lado.
Com o olhar turvo de tesão e álcool, ele me encurrala contra a parede, perto de uns engradados de cerveja, e me beija de boca aberta. Eu não fico atrás, me abrindo toda pra ele, enrolando minha língua na dele de um jeito bem ávido e suculento.
Sem me soltar, ele mete a mão por baixo da minha saia e acaricia a pussy, primeiro por cima da calcinha fio dental, depois por baixo, se ensopando com aquela umidade que já faz tempo me deixou bem lubrificada.
Ele tira os dedos e chupa eles com uma puta satisfação.
— Você tá se molhando...! — ele fala num sussurro, enfiando os dedos de novo.
— É você que me deixa assim...! — eu falo, e pegando ele pela nuca, agora sou eu que beijo a boca dele, beijando como se quisesse sufocar ele com minha língua.
Meus peitos tão duros, os bicos inchados, a pele avermelhada, quase febril. Tô tão caliente que eu mesma desabotoo a calça dele e, tirando a cock já bem dura, aperto e acaricio ela toda.
Adoro sentir ele assim, durasso, a virilidade fluindo em cada veia.
Me agacho, fico de cócoras e chupo ele, enchendo minha boca com esse manjar supremo vindo direto da terra do Sol. Ambrosia pura pros meus lábios, mas não dá pra continuar curtindo muito mais, porque ele logo me levanta, coloca uma camisinha e, me espremendo de novo contra a parede, puxa minha calcinha pro lado e mete.
Auuuuuuullllllo...!!! de prazer ao sentir ela dentro, dura, grande, inchada, transbordando testosterona.
Enrosco uma perna na cintura dele e me mexo junto, frenética, descontrolada, sentindo que cada batida da A pélvis me sacode até a última vértebra da coluna.
Ele mesmo levanta minha outra perna e, me segurando com as duas mãos no ar, arremete com tudo, na base da pica.
Me mijo de tesão, deixando espalhado no chão do depósito uma poça das minhas vontades.
Gemo, ofego e grito, enchendo o pescoço dele de mordidas e chupões, as marcas dessa paixão selvagem e desenfreada que ele provoca em mim.
As últimas estocadas e o orgasmo que me atinge no meio de flashes deslumbrantes de cores, como se alguém tivesse acendido fogos de artifício ao nosso redor.
Afundando em mim, Marlon também goza, tremendo contra meu corpo, me fazendo sentir a força e a intensidade da descarga dele através da camisinha.
Nos beijamos, ainda no auge do delírio, sem nos desgrudar mesmo já tendo conseguido o que tanto queríamos.
— Já tenho que voltar... — falo quase num sussurro.
Quando ele tira a pica, sinto um abandono terrível, como se arrancassem um membro do meu próprio corpo. Tão essencial Marlon estava se tornando pra mim.
Ajeito a calcinha, arrumo a saia e saímos do depósito pra voltar pros outros. Óbvio que até o mais distraído percebe que acabamos de dar uma trepada nos bastidores.
— É assim que se festeja o Peru, porra! — grita um.
— Agora sim que a gente fodeu a Argentina! — apoia outro.
Mesmo assim, mesmo sendo evidente pra todo mundo que ele acabou de me comer, não me sinto envergonhada nem constrangida. Aliás, pra todos eles somos o exemplo digno de como se deve comemorar a histórica classificação do Peru pra Copa.
Quando recebo o aviso de que o táxi que pedi já está me esperando, me despeço do Jerson e da Mayra. Marlon me acompanha até fora, me agradecendo por ter estado ao lado dele num momento tão marcante.
Ele me agradece, quando quem deveria agradecer sou eu pela trepada foda que ele me deu!
Chego em casa às duas e vinte e cinco da madrugada. Meu marido está dormindo, como eu sugeri.
Dou um beijo no Ro. beijo de boa noite e vou tomar um banho, pra tirar, mesmo sem querer, o cheiro de macho peruano que tá em mim.
Vou me deitar, tentando não acordar meu marido, e como se a relaxada do orgasmo tivesse feito efeito agora, durmo na hora, sonhando que pelo menos nessa noite o prazer é vermelho e branco.
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Me encantaria poder comerte la concha, besos preciosa.-