A Lagoa Escondida

Salve. Hoje trago um conto emocionante pra vocês. Que se divirtam.

A Lagoa Escondida


Desde moleque, várias vezes eu acordava de um sonho quase mágico, onde os passarinhos, de várias cores, cortavam o céu elegantes em danças idílicas que não dá pra descrever com palavras. Esses sonhos começaram a gerar em mim a esperança de que um dia, eu tiraria minha família da pobreza.

A gente morava num terreno numa área rural, uns 95 quilômetros longe da capital. O mais perto da civilização era um resort pra gente rica do outro lado da montanha, que, claro, nunca tive coragem de visitar, só de olhar de longe.

Meus pais trabalhavam de sol a sol no campo pra garantir uma comida decente em casa. Eu e meus dois irmãos, ainda pequenos, esperávamos o sol cair pra ver papai e mamãe voltando do trampo. Com o tempo, conseguiram me matricular numa escolinha que ficava na beira da estrada. A caminhada durava uns 45 minutos lá de casa. E assim, o tempo foi passando. Terminei o ensino médio na mesma escola, graças a um programa de estudos pra galera da zona rural.

Completei 18 anos bem na época da minha formatura. A festa não demorou pra rolar. Meus pais convidaram toda a galera da comunidade, e claro que minha namorada Clarita ia estar lá, uma mina um ano mais nova que eu, que conquistou o carinho da minha família por mérito próprio. A gente até já tinha data marcada pro nosso casamento.
— Tem certeza que quer fazer isso? — perguntou Clarita, preocupada.
- Já falamos sobre isso, meu amor. Quando eu tiver um bom cargo e ganhar dinheiro suficiente, vou buscar você pra morar comigo na cidade, incluindo sua família e a minha - respondi com segurança. Clarita me abraçou chorando e garantiu que guardaria esse amor até eu voltar pra buscá-la.
A festa seguiu seu rumo como planejado. Comemos, dançamos e bebemos cachaça até ninguém mais aguentar ficar de pé. Mesmo assim, a decisão já estava tomada. Em dois dias, eu partiria pra cidade em busca do meu futuro, viraria soldado das forças armadas.
sexo

A madrugada gelava os ossos. Os primeiros pássaros do dia saíam dos ninhos pra orquestrar a cantoria matinal. O vento entre as folhas soprava forte, fazendo os galhos das árvores acariciarem o telhado da minha casa. Olhei triste pra aqueles campos de pasto onde o gado come; aqueles bosques quase mágicos por onde passa o rio em que a gente pescava. Esse era o meu mundo e eu não conhecia outro. Meu pai me abraçou e colocou no bolso do meu casaco um envelope com dinheiro. Minha mãe beijou minha testa, chorava de orgulho e de tristeza. Meus irmãos se jogaram em cima de mim pra me apertar com força e desejar boa sorte. A Clarita não aparecia. Não dava mais pra esperar. Era hora de partir.

Cheguei na estrada quando os primeiros raios do sol começavam a banhar a terra, era a hora certa. O ônibus estacionou no ponto que corresponde. O motorista deu as instruções.
- Temos meia hora antes de partir, enquanto isso, podem ir comer algo - Disse o motorista gordinho, que seguiu o próprio conselho sem perder tempo. Achei que daria tempo caso a Clarita viesse se despedir; mas o tempo acabou e todos os passageiros subiram no ônibus. Olhei para trás antes de subir, mas ninguém vinha. Devastado, sentei no banco.
- Espera! Para o ônibus, por favor! - Ela gritou. Era a Clarita correndo desesperada pra se despedir de mim. Subiu rápido, me beijou, me abraçou e me desejou toda a sorte do mundo.

Foi assim que comecei minha nova vida na cidade. Foi difícil me adaptar. Mas sem perder tempo, me alistei no exército. Não precisaria mais de onde ficar ou o que comer, no destacamento dão tudo isso.

O treino consumia todas as horas do dia. O pouco tempo que me sobrava, eu usava pra jogar baralho ou pra olhar a foto da Clarita que ela mesma me deu quando se despediu de mim no ônibus. Mal tinham passado três meses desde que eu fui embora.
**Relato**

O sargento Campos nos levou pra um treinamento especial nos limites do país, no meio da selva. Era um treino de sobrevivência, onde iam nos deixar separados em grupos de três, com uma distância enorme entre cada grupo. Daí em diante, a gente ia ficar sozinho e teria que achar o caminho de volta pro acampamento principal num prazo de três dias. Depois disso, se não cumprisse o objetivo, o castigo ia ser no estilo puro do quartel militar. Cada grupo se separou depois de uma caminhada de dois dias. A gente podia levar o essencial: kit de primeiros socorros, água e comida pra um dia. Também podia levar paus, estacas e lona pra montar uma barraca.

Não tive problema com a prova, aquele era o meu elemento, mas meus colegas estavam cagados de medo. De vez em quando a gente cruzava o caminho de alguma fera predadora. Eles entravam em pânico, com certeza porque eram da cidade. Ensinei eles a controlar os nervos e a pensar com a cabeça fria. Essas feras sentem o medo, e o melhor era evitar elas.

Um dia tinha passado e a comida estava acabando. Victor e Charlie zoavam com lendas de terror que rolavam nos arredores daquela selva. Eu, claro, acreditava naquelas histórias. Caminhamos uns dois quilômetros pro sudeste, acompanhados por essas histórias, quando de repente encontramos uma lagoa escondida com uns cem metros de diâmetro. A água era cristalina, com certeza limpa. Charlie não esperou pra tirar a roupa e ficar completamente pelado. De um pulo, começou a nadar. Nos convidou pra fazer o mesmo. Victor se apressou em tirar a roupa pra seguir os passos do colega, eu, enquanto isso, fui com calma. Eles eram dois caras gostosos, com corpos desejáveis, coisa que não me interessava nem um pouco. Enquanto eu nadava, eles brincavam de luta corpo a corpo. Pra mim, era algo inocente. As mãos deles tocavam agressivamente os corpos um do outro, no clima de briga. O perdedor era dominado, mas se levantava com força pra pegar vantagem sobre o outro, e assim os paus deles se roçavam. Deitei numa pedra pra pensar na Clarita. O sorriso lindo dela me animava todo dia pra seguir em frente. De repente, Victor me pegou pelos braços e Charlie pelas pernas pra me jogar sem dó na lagoa. As risadas deles ecoavam até debaixo d'água. Jurei que iam pagar, então comecei a brigar com eles. Eram dois contra mim, a luta era desigual, mas pra eles. Sem esforço, dominei os dois. De bruços, seguros pelos meus braços, ficaram numa posição bem sugestiva. As bundas deles, prontas pra qualquer coisa, me deram uma ereção modesta. Soltei eles rapidinho e me joguei na lagoa pra não perceberem, mas no processo, roçei meu pau sem querer nas costas do Charlie. Entre brincadeiras e risadas, a noite chegou. Acampamos na beira da lagoa.

amigos

A gente deu uma volta por ali pra catar lenha e fazer uma fogueira. A lagoa nos deu uns peixes gordos e deliciosos que iam ser assados no fogo. A noite chegou e com ela os sons dos insetos e das corujas. Na proteção do fogo, a gente bateu um papo sobre nossas minas. Victor falou da Lucy, Charlie lembrou da Ximena e eu, claro, falei da Clarita. Comemos peixe assado e fomos pra barraca dormir. Falei pra eles descansarem bem, porque amanhã a gente tinha que chegar no acampamento antes do prazo final.

Não conseguia dormir. Pensava confuso nos meus sentimentos sexuais pelos meus colegas — Por quê? — Me perguntava. Talvez porque era virgem ou só seria um sentimento primitivo que todo mundo tem quando não tem o que realmente quer por perto. Meus olhos ficavam pesados, estava quase dormindo quando ouvi um som de garganta engasgada e uns gemidos de prazer. Me virei e vi como o Victor chupava a pica do Charlie. Fiquei apavorado pra caralho e tentei fingir que tava dormindo. Fechei meus olhos com força, mas meus ouvidos não conseguiam ignorar o que tava rolando. Devagar, meti a mão na minha calça pra massagear o tronco da minha linguiça leitosa. O Victor percebeu isso, puxou o botão da minha calça, depois abaixou o zíper pra deixar no ar a cueca onde um baita volume ereto pulsava de desejo. Ele chegou o nariz pra dar uma cheirada forte e logo soltar meu desejo na boca dele. A língua dele roçou o tronco inteiro, de cima a baixo e vice-versa. O Charlie me colocou no meio dos dois pra se juntar às mamadas junto com o Victor. Os dois brincavam com meu pau enquanto entrelaçavam as línguas. O Victor desceu até minhas bolas pra lamber com cuidado e chupar com gosto. O Charlie se ajoelhou e colocou a piroca grossa dele na minha boca. Abri deixando o convidado entrar. Ele metia e tirava cuidando pra meus dentes não machucarem ele. A sacola de esperma dele tava pesada. Batia no meu rosto toda vez que ele se mexia. O Victor se animou a fazer o mesmo e de uma sentada colocou a pica dele junto com a do Charlie. Os dois mastros batiam um no outro, como se duas espadas soltassem faíscas no contato. Os dois de joelhos se beijaram fazendo as línguas dançarem um ritmo erótico.

Nós três provamos um do outro as rolas suculentas. O Victor subiu em cima de mim, lambeu a mão e passou no cu, depois, aos poucos, começou a meter meu bicho dentro dele, mas a rola do Charlie continuava se aproveitando da minha boca. Foi uma sensação deliciosamente indescritível que me fez gemer de prazer. O Victor aumentou a velocidade e a força das metidas, que fizeram o prepúcio ceder. Eu já não era mais virgem. O Charlie ficou tão excitado que sentou no pau do Victor e começou a rebolar com força enquanto se masturbava. Um jorro de porra saiu do pinto do Charlie e molhou minha cara toda. Ele tirou o pau do Victor e começou a punhetar ele. O Victor também descarregou uma porrada de leite que banhou meu peito. O Charlie passou a língua naquela área e depois no meu rosto, e me beijou loucamente enquanto esses fluidos se misturavam. Não aguentei mais e gozei dentro do Victor. O cu dele deixava cair fios de porra no meu pelo pubiano. Nós três nos beijamos.
trio

Acordei todo excitado. Os primeiros raios de sol iluminavam aquela área verde. Tava completamente vestido e molhado na região íntima. Preocupado, percebi que tudo não passava de um sonho. Mas, Víctor e Charlie estavam transando do jeito mais silencioso possível. Levantei sem dar bola e saí da barraca assustado. Eles continuaram na deles.

Tava confuso, muito confuso. Aquilo foi tão vívido que até gostei. Pra ver se era real ou não, examinei meu pau procurando provas. A evidência era inegável, meu pau não era mais virgem — Mas como? — Me perguntei. Abaixei o pano pra olhar melhor e doeu um pouco. Lavei com água da lagoa pra aliviar a ardência. Voltei pra barraca, onde Victor e Charlie ainda estavam transando. Eu olhei da entrada como Charlie enfiava a vara no cu do Victor. Os dois gemiam com o tesão. Victor por cima do Charlie. Não perdi tempo, tirei o pau da calça e comecei a bater uma vendo aquela cena. Bem antes de gozar, me aproximei da trepada e derramei meu leite que caiu até no tronco do Charlie. Os dois gozaram ao mesmo tempo. Ofegantes, se abraçaram e me deixaram entrar na brincadeira.

De volta ao acampamento, não trocamos uma palavra sequer. Fomos os primeiros a chegar. Ainda era cedo e nos deixaram descansar. Eu tava sentado aos pés de uma árvore frondosa, quando de repente apareceram Charlie e Victor.
— Agora a gente sabe o motivo da nossa loucura de amor — Charlie me disse.
— Sim e não vai acreditar — acrescentou Victor. Preocupado, pedi que me contassem.
- Lembra daqueles peixes que a gente comeu? – Perguntou Charlie e continuou – Então, olha só, eu ouvi o sargento conversando com o pessoal da saúde sobre aquele lago. Acontece que a água de lá é um puta estimulante afrodisíaco. As comunidades locais usam essa água pra rituais de fertilidade e desejo, onde criam arenques, peixes que também são conhecidos por serem afrodisíacos. O ritual é se banhar na água do lago e depois comer os peixes pra aumentar a fertilidade e o tesão. Nos homens é mais óbvio. Funciona como um viagra – Explicou. A gente ficou se olhando por um tempão.
- Agora entendo por que pensei que era um sonho - falei preocupado.
—Mas por que eu e o Víctor gostamos dela? — perguntou Charlie, preocupado.
— E mais, eu repetiria — esclareceu Victor com uma gargalhada.
- Eu também curti, mas não sou gay - falei firme. Eles, ao mesmo tempo, disseram que também não eram.
gay

Os dias foram passando enquanto um sentimento de culpa crescia em mim. Ficava pensando na Clarita e na desaprovação dela diante daquele lamentável ocorrido. Com isso, meu interesse pelos homens também aumentava. Charlie me explicou que isso era por não termos mulheres por perto, que eu não me preocupasse, que logo passaria. Eles também estavam confusos. Nossos encontros estavam cada vez mais estranhos, mas, ao mesmo tempo, sentíamos falta um do outro sempre que nos separavam. Quando nos vimos de novo, nos recebemos com abraços que ficavam cada vez mais intensos. Sempre sentávamos os três juntos, fosse na mesa ou numa reunião informal de soldados. Víctor roçava os dedos dele nos meus, Charlie fazia o mesmo e, de vez em quando, eu também. Entre olhares e sorrisos, começamos a sentir algo mais do que amizade.
militar

Um dia, chegou a notícia de que seríamos separados pra diferentes destacamentos do país. Isso me gelou o sangue. De algum jeito, eu sentia algo forte por esses dois colegas. Sem demora, nos encontramos na escuridão da noite num canto escondido do destacamento. Corríamos o risco de ser punidos, porque estávamos quebrando a regra de não sair do dormitório.
- Não quero ir embora. Me separar de vocês vai ser doloroso - Disse Charlie enquanto nos abraçava com carinho.
- Eu também não, mas a gente tem que obedecer. É nosso dever - Expliquei calmo. Victor ficou quieto, a única coisa que ele podia dizer, ele dizia com as mãos. Ele nos abraçou forte e começou a nos beijar. No entanto...
- Sinto algo grande por vocês. Isso me faz gay? – perguntou Victor.
- Não, isso nos faz amar - Respondi triste.

No dia seguinte, nos formaram pra dar as instruções e os comandos. Cada soldado era chamado, seguido da cidade de destino mais próxima. Eu tava todo dolorido, porque na noite anterior, o Charlie e o Victor me comeram. A gente viveu uma cena de sexo muito quente. Tava feliz, porque prometemos não perder o contato. O Charlie foi mandado pra fronteira sul do país. O Victor ia pra região do mar, e eu ia ficar na zona norte, perto da lagoa onde essa aventura virou paixão.
desejo

Já fazem muitos anos desde aquela vez.Meu sonho dos pássaros cortando o céu já sumiu. Agora minha visão onírica é representada pela água de uma lagoa mágica que não quero abandonar.
Hoje em dia sou coronel respeitado das forças armadas do meu país. Como prometi, casei com a Clarita e a trouxe pra morar comigo. Nossos pais não quiseram deixar suas terras. De vez em quando a gente vai visitar eles com um caminhão cheio de mantimentos. Quanto aos meus colegas: o Víctor saiu da militarizada pra cuidar do negócio da família. Ele não é casado, mas tem um filho com a então namorada dele, a Lucy. Já o Charlie casou com outra mulher e já tem três filhos. Ele ficou no quartel. Agora é tenente do destacamento onde a gente começou nossa conscrição.
A Lagoa Escondida

Nunca perdemos o contato, muito menos o contato físico. Quando nos encontramos, a putaria rola solta, mostrando toda a vontade guardada por tanto tempo. Somos muito unidos. Conhecemos as famílias um do outro. Às vezes, a gente vai na lagoa pra reviver aqueles tempos de loucura escondida. E eu me pergunto: por que a gente tem que viver na surdina se o que sentimos é mais forte do que essas vidas falsas? Mas eu baixo a cabeça toda vez que meus filhos olham nos meus olhos e falam "te amo, pai".

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