Já tínhamos tudo organizado. Alugamos um apartamento na costa com piscina própria, porque o Alejandro, meu marido, não curtia muito a praia. Em duas semanas, assim que começassem minhas férias do trampo como chefe do departamento de Tesouraria de uma das empresas mais importantes do país, pegaríamos o carro pra percorrer os cerca de 300 quilômetros que nos separavam do nosso lugar de veraneio dos sonhos.Infelizmente, o Alejandro tinha acabado de trocar de emprego e ainda não tinha direito a férias, então só podia me fazer companhia nos fins de semana. O resto dos dias eu passava sozinha, tomando um solzinho gostoso na praia ou curtindo um dos vários livros que estavam na minha lista. No fim das contas, as férias de verão iam me servir pra relaxar e desligar de vez da minha vida estressante no trabalho.Mas não esperava nem um pouco a ligação que acabara de receber, bagunçando nossos planos por completo.— Filha, você já sabe como sua tia está preocupada. O que custa pra você? — insistiu minha mãe pelo celular que estava colado na orelha.—Pois é, pra mim é difícil trocar umas férias pra ficar relaxada e curtir meu marido, já que a gente mal consegue aproveitar um ao outro normalmente, por três semanas tendo que bancar a babá.—Você fala como se ele fosse um bebê, o Dilan já tem 20 anos.—Sim, mas você sabe perfeitamente que ele não é nenhum santo. Se a tia quer afastá-lo do grupo de amigos dele, é justamente por algum motivo.—Olha, Verônica, você faz o que quiser, mas o garoto precisa de alguém que influencie ele positivamente. E ele sempre te respeitou pra caralho. Você é a prima mais velha dele! —soltou como se aquilo resolvesse tudo.A verdade é que, apesar dos mais de 10 anos de diferença entre nós, o Dilan e eu sempre fomos muito unidos. Ele foi o irmão mais novo que nunca tive e, como tal, cuidei dele, dando conselhos, sendo sua confidente e ajudando sempre que ele se metia em alguma enrascada. Mas, nos últimos anos, desde que nossa relação esfriou por causa do meu casamento e dele estar chegando na maioridade, o mais velho dos três filhos da minha tia começou a se desandar.O pequeno Dilan tinha crescido e agora era um jovem que adorava sair pra festa, começando a andar com más companhias, dando uns pegas nas drogas e se sentindo atraído por hobbies nada recomendáveis. O moleque tinha virado um delinquente precoce e deixou a família toda preocupada.Muito a contragosto, quando terminei a conversa no telefone já tinha uma decisão tomada. Mas o pior ainda estava por vir. Precisava contar pro Alejandro e tentar fazer com que ele não levasse a mal. Minha mãe tinha me convencido e meu primo Dilan passaria o verão com a gente.— Você sabe o que faz — meu marido me disse quando contei sobre a mudança de planos.—Alejandro, você sabe perfeitamente qual é o problema que temos com o Dilan. Se não tirarmos ele do círculo dele durante essas férias, podemos nos arrepender pelo resto da vida.—Eu sei, amor, tô perfeitamente ciente disso. O que quero te dizer é que eu só vou estar nos fins de semana e é você que vai ter que ficar sozinha lidando com o problema.—Já...Alejandro me fez duvidar. Eu tinha esperança de que as férias servissem pra trazer de volta o melhor Dilan, o garoto gente boa que sempre foi meu primo mais novo. Mas não sabia se ia conseguir segurar o putão em que ele tinha se transformado. De qualquer jeito, não tinha outra opção.—Se você tem certeza de que é isso que quer, pra mim tá de boa —ela sorriu pra mim, passando toda a confiança dela.Fiquei feliz que meu marido me entendesse. Ele era um homem maravilhoso por quem eu era completamente apaixonada. A bondade dele não tinha limites e às vezes eu me irritava comigo mesma por esquecer disso, como agora, pensando que ele podia ficar chateado porque minha mãe tinha enfiado o Dilan na gente. Mas a única preocupação dele era eu. Coisas assim eram o que me faziam pirar no Alejandro.Duas semanas depois, num sábado de manhã cedo, eu e meu marido estávamos dentro do carro, estacionado na frente da casa da minha mãe, conversando de boa enquanto esperávamos, exatamente como havíamos combinado, meu primo sair do portão que tínhamos bem na nossa frente.Quando a porta se abriu, vi o Siscu, o mais novo dos meus primos, sair disparado, me surpreendendo, porque não sabia que ele também estava na casa da minha mãe. Saí do carro pra cumprimentá-lo.—Oi, pequeno! —usei o apelido que toda a família chamava ele antes do moleque, de 13 anos recém-feitos, me dar um abraço carinhoso.—Tata! —ela me recebeu alegremente.Enquanto eu dava aquele abraço apertado, vi aparecer o Fernando, meu outro primo, um adolescente introvertido de 15 anos. Estranhei ver ele saindo arrastando uma mala.—E aí, Fer? —cumprimentei ele com um simples carinho. Sem dúvida era menos efusivo que o irmão mais novo.—Ai, filha, me ajuda com isso — minha mãe soltou, saindo do portão toda paramentada com uma maleta pequena e vários outros pacotes, fazendo meus alarmes dispararem.— Cadê o Dilan? — perguntei franzindo a testa.—Agora desce. Me ajuda —insistiu.—Deixa comigo —se ofereceu Alejandro, pegando as tralhas pra botar no carro.— De quem são as malas? — perguntei, já desconfiando da armadilha.—Nossas! —respondeu Siscu, que já estava correndo de um lado pro outro, tão bagunceiro como sempre.—Pequê, cuidado com os carros —avisou a tia dela.—Como assim, deles? —baixei o tom de voz, segurando o braço da minha mãe pra que só ela percebesse que eu não tava achando graça nenhuma no que tava rolando.—Ai, Vero, as crianças querem ir com o irmão delas…—Mãe, não me enche o saco! —levantei a voz mais do que pretendia, mas é que o sangue já começava a ferver.Tinha aceitado levar o Dilan por causa do problema familiar óbvio, mesmo correndo o risco de foder as férias que tinha planejado com o Alejandro. Mas levar os outros dois pivetes, isso não entrava nos meus planos, ainda mais sabendo que tinha sido vilmente manipulada pela minha mãe. Tava prestes a explodir quando o irmão que faltava apareceu.—Oi —cumprimentou com uma voz firme.Olhei pro Dilan, deixando a discussão de lado por um instante e me deparei com um homenzinho já crescido. Apesar da pouca idade, a longa juba loira, os brincos que furaram as duas orelhas, o braço todo tatuado e a roupa jovial, o rosto do cara de vinte e poucos anos era de um homem maduro. Adorei rever ele depois de alguns meses. No fundo, continuava sendo o mesmo moleque que sempre foi pra mim.—Oi, gostoso —sorri feito uma boba, sem conseguir calcular o quanto eu podia amar aquele moleque.Enquanto Dilan se acomodava no carro e seus dois irmãos ficavam se provocando, continuei a discussão que tinha deixado pela metade. Embora desde o início eu não pretendesse ceder, era inútil negar. Minha mãe tinha jogado as cartas muito bem, e a única coisa que eu podia fazer era decepcionar meus primos, o que eu não queria que acontecesse. Mas também não pretendia dar o gosto pra mulher que me botou no mundo.
Por sorte, o Alejandro interveio e acalmou a tensão que tinha se formado entre a gente. Me escudei nele, que fingiu que tava me convencendo pra eu finalmente aceitar que os três pequenos viessem pro apartamento. Sem dúvida, era bem mais fácil dar razão pro meu marido. E foi assim que umas férias tranquilas e a dois viraram de vez um verão com meus primos.
Depois de descarregar o carro e cada um se acomodar nos seus quartos, a gente se preparou pra fazer algo pra comer, porque já tinha ficado tarde. Enquanto comíamos na sala vendo alguma coisa na única TV que tinha no apartamento, a gente conversou sobre como íamos nos organizar durante as férias.Eu não ia ser a empregada de ninguém. Eu e o Alejandro costumávamos dividir as tarefas de casa, mas depois de passar a semana inteira trabalhando, não ia deixar meu marido ter que se ferrar nos fins de semana também, então exigi que os caras colaborassem. Meus primos toparam, mas com condições.Dilan queria liberdade pra poder sair à noite, enquanto Siscu pediu pra ir pra praia todo dia. Fernando, porém, aceitou minhas imposições sem reclamar.—Bom, Dilan, isso a gente vai vendo —falei pro mais velho.— Olha, Vero, é que se você não me deixar sair, eu vou embora do mesmo jeito — ele me desafiou.— Você sabe muito bem que por mim não tem problema nenhum — esclareci. — É você quem tem que provar que a gente pode confiar em você e que, se deixarmos você sair, vai ser responsável.—Dilan, homem —interveio Alejandro—, é que você quem procurou isso. Com a gente, você sabe que vai ter toda a liberdade do mundo, mas…—Que sim, seus chatos! —cortou ele—. Prometo ser um menino bonzinho —riu abertamente.—É o que eu espero —dei meu melhor sorriso—. De qualquer forma, como te falei, a gente vai vendo.Virei para o menor dos meus primos e, sem perder o sorriso animado, tratei de acalmar ele sobre os medos dele.—Claro que vamos pra praia. Assim que você começar a fazer os deveres da escola, a gente vai todo dia —brinquei, provocando a careta simpática de protesto do Siscu e as risadas do Fernando.— E você, do que tá rindo? — perguntou Alejandro brincando.—Do pequeno. Se ele tivesse se esforçado igual eu durante o ano, agora não teria lição de férias.—Calaboca, anão! —Dilan agarrou o irmão e esfregou os nós dos dedos na cabeça dele— CDF! —zoou ele.Na hora, o Siscu entrou na briga e voltou a bagunça típica e habitual que normalmente rodeava meus primos. Eu e o Alejandro nos olhamos e nos entendemos sem falar. Iam ser umas férias bem diferentes do que a gente tinha imaginado.Aproveitamos a tarde de sábado pra comprar tudo que precisava, já que o Alejandro ia levar o carro pra trabalhar e durante a semana a gente só podia se virar a pé. O apartamento ficava na segunda fileira da praia e a cidade era pequena o bastante pra que a parte central e a estação de trem não fossem tão longe. Então ficar sem carro próprio não devia dar problema nenhum.Depois de guardar as compras no apartamento, deixando tudo bem organizado, a gente foi preparar o jantar. Naquele dia, a gente tinha acordado cedo e tava cansado da viagem, então não demorou muito pra gente ir dormir.—Sinto muito que essas não sejam as férias que a gente sonhou — pedi desculpas para o Alejandro, assim que ficamos sozinhos no quarto.—Não fala besteira. As que a gente tinha planejado também não eram as melhores que a gente podia ter. Ano que vem a gente tem outra chance… — ela sorriu pra mim.—Você tem razão.—Você devia levar isso numa boa. Tédio você não vai passar —me fez rir.—É verdade. Mas também não vou ter liberdade pra ir pra praia caçar um gostosão pra me entreter — provoquei.—Pois uma das colegas do trampo novo diz que tá feliz que esse ano eu não vou ter férias —retrucou, conseguindo me divertir.—Você é idiota pra caralho…
Me joguei no meu marido, beijando ele com paixão. Quem sabe se naquela primeira noite a gente teria acabado transando se estivéssemos só nós dois. Provavelmente sim, mas não era o caso. A presença dos meus primos me cortou e não passamos de uns amassos e agarros.
Continua!!!!
ESSA É UMA HISTÓRIA QUE PEGUEI DE UM BLOG ESPANHOL, QUE ME DEIXOU MUITO EXCITADA, E QUERIA COMPARTILHAR. OBRIGADA PELA ESPERA, É SÓ PRA ENTRETER VOCÊS, JÁ QUE TÔ A MIL E COM POUCO TEMPO PRA SEGUIR MINHA HISTÓRIA.
Por sorte, o Alejandro interveio e acalmou a tensão que tinha se formado entre a gente. Me escudei nele, que fingiu que tava me convencendo pra eu finalmente aceitar que os três pequenos viessem pro apartamento. Sem dúvida, era bem mais fácil dar razão pro meu marido. E foi assim que umas férias tranquilas e a dois viraram de vez um verão com meus primos.
Dia 1. Sábado.
O trajeto de carro até o apartamento foi agradável, até divertido. A verdade é que eu sempre tive muitosentindoCom os caras e ficava feliz em descobrir que não tinha perdido isso. Alejandro também fazia a parte dele, já que desde que conheceu meus primos, sempre se deu bem com eles. Siscu e Fer pareciam contentes em passar as férias com a gente e, embora o Dilan tentasse se mostrar mais na dele nesse sentido, eu tinha certeza de que no fundo ele também tava a fim.Como dava pra ver nas fotos do site, o apartamento era uma casa geminada de um andar só que, junto com as vizinhas, fazia parte de um bloco inteiro de aluguéis. A entrada dava num corredor com duas portas na parede da direita. A primeira era o banheiro comum e a outra um quarto de casal com duas camas pequenas que o Siscu e o Fernando pegaram pra eles. No fim do corredor ficava o cômodo maior do apartamento, uma sala ampla separada da cozinha por uma bancada americana, bem do outro lado da entrada do quarto de casal, que tinha lavabo próprio e que eu e o Alejandro íamos usar. O Dilan teria que dormir no sofá-cama da sala.Mas o que nos fez escolher aquele apartamento foi a parte de trás. No fundo da casa tinha uma porta de correr de vidro enorme que dava pra um pátio privativo, onde tinha uma piscina de 8 metros de comprimento por 3 de largura. O terreninho tinha um caminho de pedra que cortava o gramado, da casa até a piscina, passando por um pinheiro bem frondoso. Era cercado por umas cercas de brejo altas o suficiente pra que os vizinhos não vissem o que rolava nos terrenos ao lado, então a privacidade tava garantida.Depois de descarregar o carro e cada um se acomodar nos seus quartos, a gente se preparou pra fazer algo pra comer, porque já tinha ficado tarde. Enquanto comíamos na sala vendo alguma coisa na única TV que tinha no apartamento, a gente conversou sobre como íamos nos organizar durante as férias.Eu não ia ser a empregada de ninguém. Eu e o Alejandro costumávamos dividir as tarefas de casa, mas depois de passar a semana inteira trabalhando, não ia deixar meu marido ter que se ferrar nos fins de semana também, então exigi que os caras colaborassem. Meus primos toparam, mas com condições.Dilan queria liberdade pra poder sair à noite, enquanto Siscu pediu pra ir pra praia todo dia. Fernando, porém, aceitou minhas imposições sem reclamar.—Bom, Dilan, isso a gente vai vendo —falei pro mais velho.— Olha, Vero, é que se você não me deixar sair, eu vou embora do mesmo jeito — ele me desafiou.— Você sabe muito bem que por mim não tem problema nenhum — esclareci. — É você quem tem que provar que a gente pode confiar em você e que, se deixarmos você sair, vai ser responsável.—Dilan, homem —interveio Alejandro—, é que você quem procurou isso. Com a gente, você sabe que vai ter toda a liberdade do mundo, mas…—Que sim, seus chatos! —cortou ele—. Prometo ser um menino bonzinho —riu abertamente.—É o que eu espero —dei meu melhor sorriso—. De qualquer forma, como te falei, a gente vai vendo.Virei para o menor dos meus primos e, sem perder o sorriso animado, tratei de acalmar ele sobre os medos dele.—Claro que vamos pra praia. Assim que você começar a fazer os deveres da escola, a gente vai todo dia —brinquei, provocando a careta simpática de protesto do Siscu e as risadas do Fernando.— E você, do que tá rindo? — perguntou Alejandro brincando.—Do pequeno. Se ele tivesse se esforçado igual eu durante o ano, agora não teria lição de férias.—Calaboca, anão! —Dilan agarrou o irmão e esfregou os nós dos dedos na cabeça dele— CDF! —zoou ele.Na hora, o Siscu entrou na briga e voltou a bagunça típica e habitual que normalmente rodeava meus primos. Eu e o Alejandro nos olhamos e nos entendemos sem falar. Iam ser umas férias bem diferentes do que a gente tinha imaginado.Aproveitamos a tarde de sábado pra comprar tudo que precisava, já que o Alejandro ia levar o carro pra trabalhar e durante a semana a gente só podia se virar a pé. O apartamento ficava na segunda fileira da praia e a cidade era pequena o bastante pra que a parte central e a estação de trem não fossem tão longe. Então ficar sem carro próprio não devia dar problema nenhum.Depois de guardar as compras no apartamento, deixando tudo bem organizado, a gente foi preparar o jantar. Naquele dia, a gente tinha acordado cedo e tava cansado da viagem, então não demorou muito pra gente ir dormir.—Sinto muito que essas não sejam as férias que a gente sonhou — pedi desculpas para o Alejandro, assim que ficamos sozinhos no quarto.—Não fala besteira. As que a gente tinha planejado também não eram as melhores que a gente podia ter. Ano que vem a gente tem outra chance… — ela sorriu pra mim.—Você tem razão.—Você devia levar isso numa boa. Tédio você não vai passar —me fez rir.—É verdade. Mas também não vou ter liberdade pra ir pra praia caçar um gostosão pra me entreter — provoquei.—Pois uma das colegas do trampo novo diz que tá feliz que esse ano eu não vou ter férias —retrucou, conseguindo me divertir.—Você é idiota pra caralho…
Me joguei no meu marido, beijando ele com paixão. Quem sabe se naquela primeira noite a gente teria acabado transando se estivéssemos só nós dois. Provavelmente sim, mas não era o caso. A presença dos meus primos me cortou e não passamos de uns amassos e agarros.
Continua!!!!
ESSA É UMA HISTÓRIA QUE PEGUEI DE UM BLOG ESPANHOL, QUE ME DEIXOU MUITO EXCITADA, E QUERIA COMPARTILHAR. OBRIGADA PELA ESPERA, É SÓ PRA ENTRETER VOCÊS, JÁ QUE TÔ A MIL E COM POUCO TEMPO PRA SEGUIR MINHA HISTÓRIA.
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