Histórias Reais - Cap. XXI

HISTÓRIAS REAIS - CAPÍTULO XXI.
A faxineira.

Por quase 10 anos, desde que me separei e fui morar sozinho, uma senhora trabalhou na minha casa, me dando uma mãozinha com a limpeza do apartamento. Uma correntina grandona e mais boa que pão. E digo trabalhou porque, num dia nefasto, ela me contou que o marido tinha conseguido um trabalho numa obra importante em Misiones e então eles iam se mudar para Posadas.

Foi uma notícia tremenda, porque sou incapaz, dada minha inutilidade nas tarefas domésticas, de até passar um lenço. No entanto, a correntina, antes de ir embora pela última vez, tentou me explicar o básico para manter o apartamento minimamente limpo. Foram inúteis seus ensinamentos sobre as virtudes de produtos de limpeza com nomes como “Oxi”, “Gel”, “Vanish”, e não sei quantas denominações mais. Tenho certeza de que teria sido mais fácil entender os princípios da física quântica do que as aplicações de cada um desses frascos.

Imediatamente comecei a espalhar a notícia por todos os lados: familiares, amigos, colegas de trabalho, amigos do Facebook, para conseguir uma substituta para a correntina. Finalmente, Nancy, a moça que faz a limpeza no escritório, me comentou que sua tia trabalha em casas de família e tem alguns dias livres por semana para me dar uma mão. Sem hesitar, dei todos os meus dados para que ela passasse em casa e conhecesse seu local de trabalho. À tarde, Nancy me confirmou que, no dia seguinte, às 9 da manhã, a tia viria se apresentar.

Naquela noite, comprei uma pizza para não sujar a cozinha e, antes de ir dormir, arrumei o apartamento o máximo que pude, para que, quando essa senhora chegasse, não se assustasse com a bagunça e saísse correndo.

9 horas em ponto toca a campainha; era Rosana, minha salvadora.

Quando a vi, minha primeira impressão veio acompanhada de um pensamento: “coitada”… Era feia, sem brincadeira, muito feia. Sua cara imediatamente me lembrou a da Patora, a irmã do Patoruzú. Embora deva reconhecer que, apesar da apesar da feiura do rosto, o corpo dela estava mais do que bom para uma mulher de uns 45 anos, vestia muito bem e parecia bem cuidada no visual e nas roupas. Pelo pouco que conversamos, era evidente que ela tinha sofrido muito, sem marido nem filhos, tinha dedicado a vida toda ao trabalho, sem poder se dar um mínimo de luxo. E, principalmente, muito educada.

Mostrei o apartamento, indiquei o mínimo que precisava, ela deu uma olhada no estoque de produtos de limpeza (e ainda acrescentou uma lista de pelo menos dez itens a mais), expliquei mais ou menos como usar a máquina de lavar, combinamos o pagamento, os dias e o horário do trabalho, e com tudo acertado ela propôs começar naquela mesma sexta, o que aceitei sem hesitar. Entreguei um jogo de chaves e nos despedimos até lá.

Nas duas primeiras semanas não nos cruzamos em momento algum; eu saía para trabalhar antes dela chegar e voltava depois que ela tinha ido, mas todas as terças e sextas era nítida a diferença entre como o apartamento estava quando eu saía e quando voltava.

Até que um dia, com uma preguiça danada, resolvi não ir ao escritório e trabalhar de casa. Naquele dia a Rosana viria, então levantei cedo, tomei um banho, me vesti e arrumei o notebook e tudo o que precisava para o trabalho na mesa da sala. Foi quando ouvi a chave na porta.

— Bom dia, Rosana.
— Bom dia, senhor — ela não me tratava por "você", eu sim —, hoje não vai trabalhar?
— Não, vou trabalhar daqui. Se eu atrapalhar, pode falar, que eu me mudo.
— Não se preocupe, começo por outro cômodo. Com licença, vou me trocar…
— Claro.

Ela pegou a bolsa e foi direto para o quarto de hóspedes. Um tempo depois saiu vestida com a "roupa de trabalho", e acreditem, quase caí de cu pra trás… Na cabeça, usava um lenço prendendo o cabelo e vestia uma espécie de avental azul claro, abotoado na frente, que chegava até a metade das coxas, deixando à mostra umas pernas que nem fodendo eu imaginava que tivesse; pelo seu decote pronunciado despontavam um par de peitos sustentados por um corpetinho preto translúcido sob o tecido leve do avental. Ao passar atrás de mim, virei a cabeça para adivinhar a bunda que sustentava aquele belo par de pernas: o guarda-pó transparentava uma calcinha pequena, também preta, que mais abaixo da cintura se perdia entre as nádegas... "Como essa mulher me deixa com tesão! Com a luz apagada ou com a fronha de um travesseiro na cabeça, eu como ela até o Lamadrid ganhar a Libertadores", eu pensava...

Ela começou com sua tarefa e eu sempre tinha algum motivo para ir até onde ela estava: se estava na cozinha, eu ia esquentar água para o mate; se ia ao quarto, eu ia buscar um lenço. Finalmente, ela me pediu para liberar a sala de jantar para poder varrê-la; sentei-me em uma poltrona da sala e liguei a TV. De lá, eu podia observála balançando os quadris com o vai e vem da vassoura, o que descuidadamente fazia sua saia subir, mostrando-me cada vez um pouco mais de suas coxas, até que ela percebia e a colocava de volta no lugar...

Terminada a sala de jantar, ela decidiu começar com o banheiro.

— Senhor, a sala de jantar já está pronta, vou continuar com o banheiro, se precisar, use-o agora, por favor.

— Não, não, está tudo bem. Faz o teu serviço.

— Bom, obrigada.

Imaginem a quantidade de vezes que passei em frente à porta aberta do banheiro apenas para espiá-la agachada esfregando a banheira ou ajoelhada limpando a privada. Por um instante, pensei em abordá-la por trás, assim agachada, levantar seu avental, arrancar sua calcinha e enfiá-la de uma vez até as bolas enquanto ela me pedia mais e mais... "Não, estou louco", eu disse a mim mesmo, indo me sentar em frente ao notebook tentando esconder minha ereção.

Dediquei-me então a responder uma enxurrada de e-mails que começaram a chegar, fiz algumas ligações telefônicas e assim passaram as horas até que seu horário terminou e, já vestida com roupas de sair, ela me cumprimentou de longe, comunicando que volta na sexta-feira antes de fechar a porta. Na mesma hora, eu me uma punheta brutal imaginando como seria bom tê-la comido a manhã toda...

Na sexta, fingi um começo de gripe para não ir trabalhar e esperar a Rosana. Como todas as manhãs, levantei, tomei um banho, vesti uma roupa de esporte e fiquei esperando por ela tomando uns mates enquanto assistia ao noticiário na TV. Pontualmente, ela abre a porta:

— Bom dia, senhor, que surpresa!

— Oi, Rosana, bom dia.

— Parece que hoje você também não vai trabalhar... — comentou com seu sotaque paraguaio, me tratando por "tu" às vezes sim, às vezes não.

— Não, nos deram folga porque vão fumigar o escritório — menti.

— Bom. Com licença, vou me trocar...

Com muito disfarce, fui atrás dela até meu quarto, de cuja janela se vê o do cômodo onde ela estava se trocando, que tinha a persiana levantada até o topo. Sem que ela percebesse, pude observar como ela se despia até ficar de calcinha e sutiã, lamentando não ter preparado a filmadora enquanto apalpava meu pau. De novo, roupa íntima preta que mal contrastava com sua pele um pouco morena. Não tinha tido oportunidade antes de reparar em seus seios: redondos, lindos, de tamanho proporcional ao seu corpo... Enfim, se não fosse pelo rosto, era uma mulher linda, que me deixava com muito tesão. Antes que ela calçasse o avental, corri para minha poltrona para que ela não suspeitasse de nada. Quando voltou com seu sensual jaleco azul-claro, eu disse:

— Hoje não tenho trabalho, então vou ficar por aqui vendo TV ou no computador; se eu atrapalhar, é só me dizer.

— Não, está bem... Vou começar pela cozinha, com licença. — E lá foi ela, me deliciando com a transparência de seu avental.

Fiquei entediado com o noticiário, troquei o mate e trouxe o notebook para fazer besteira um pouco. De propósito, me ocorreu buscar um vídeo em algum site pornô. Encontrei um de milf, coloquei em tela cheia com o áudio no mínimo e chamei a Rosana para tomar um mate:

— Rosana, vem cá, quer um mate? — ofereci em voz alta da minha poltrona.

— Não, obrigada, senhor, não me... Gosto muito de mate, mas prefiro tereré – ela responde, aparecendo a cabeça pela abertura do balcão.
– Não importa, toma um que nem está muito quente…
– Bom, sim, obrigada – ela aceitou.
Quando veio buscar, não estiquei o braço com o mate, mas deixei bem perto de mim para que ela se aproximasse e visse o monitor. E assim foi.
– Ai, senhor, me desculpe…
– Não, por quê? Toma. – ofereci o mate, que ela aceitou enquanto na tela um jovem com uma rola do tamanho do meu antebrazo metia numa velha pelo cu.
– Mas senhor, o que é que o senhor está vendo?!
– Gostou?
– Não. – disse sem esconder a curiosidade.
– Vem, senta, descansa e toma uns mates…
Ela não sentou ao meu lado, mas ficou de pé junto ao apoio de braço da minha poltrona, sem tirar os olhos atônitos do monitor.
– Não entendo como a gente é capaz de fazer essas coisas pra todo mundo ver – ela me disse quase indignada, me devolvendo o mate vazio.
– Ajuda a pessoa a descarregar as ansiedades, a se soltar – expliquei quase filosoficamente. – Ou vai me dizer que não sente nada, será?
– É, sei… – confessou corada, sorrindo com cumplicidade.
Passei outro mate e deslizei minha mão por baixo do avental, apoiando-a atrás da sua coxa. Ela fez um leve movimento como tentando evitar o contato, mas mínimo, parecia que estava esperando por isso. Acariciei suavemente sua perna, notando que não havia resistência, então desnudei meu membro, deixando à mostra uma ereção notável. Ela perdeu a parte do filme em que o jovem gozava nas nádegas da velha, porque seu olhar estava fixo no meu pau. Com minha mão acariciando suas nádegas, ofereci:
– Quer ele? É seu – disse, pegando sua mão e levando-a até a rola.
Quase sem perceber, ela começou a me masturbar suavemente, com os olhos grudados no monitor, onde a cena havia mudado e agora uma loira de peitos caídos fazia um boquete num negro com uma pica enorme.
– Chupa ele como no negro… Vem…
Fiquei de pé na frente dela e empurrei seus ombros. convidando-a a se ajoelhar. Com prazer, ela abraçou com os lábios a base da glande e senti sua língua percorrendo-a. Confesso que faltou pouco para eu gozar em sua boca quando pedi:
— Vamos pro quarto…
— Mas, senhor…
— Vamos.

De pé aos pés da cama, desabotoei seu avental, deixando-o cair no chão, passei minhas mãos por trás de suas costas e soltei seu corpete, que lentamente deslizou para baixo, acariciando em seu percurso seus seios, revelando finalmente duas belas tetas com mamilos pequenos, negros e bem duros, que não demorei a beijar loucamente. Com a cabeça jogada para trás, ela se estremecia com minhas mordidinhas. Suavemente, a empurrei para a cama, deitando-a sobre ela. Rapidamente, tirei toda a minha roupa e também sua calcinha. Ela tinha uma buceta bem peluda. Aproximei minha cabeça de sua virilha e, entre carícias, afastei seus pelos para me encontrar com uma linda vulva suculenta, carnuda, com um par de lábios largos que franqueavam a entrada para uma caverna rosa e profunda… Beijei e lambi com extremo prazer. Um gosto delicioso de sexo invadia minha língua com seus fluidos.
— Senhor… — ela tentou dizer algo.
— Shhhh…

Com uma ereção total, peguei-a pelas pernas, aproximando suas nádegas da borda do colchão. Sem que ela resistisse, afastei amplamente suas pernas e apoiei a cabeça do meu pau na entrada de sua buceta. Com um movimento suave dos quadris, fiz a glande penetrar.
— Ahhh!!! — exclamou com prazer.

Suavemente, enfiei completamente até sentir os pelos do seu cu escovando minhas bolas. Entre gemidos, comecei a bombear, acompanhado ritmicamente pelos movimentos de seus quadris. Pouco depois, senti seu orgasmo; fortes contrações vaginais junto com gritos de prazer e leves emissões de lubrificação me permitiram confirmar. Foi nesse momento que tentei uma penetração anal.
— Não, senhor, por favor não — implorou.

Não insisti e voltei a comê-la pela buceta, não por muito tempo mais porque já não tinha como evitar que eu gozasse. Tirei de dentro dela assim que senti a corrente de porra subindo dos meus ovos e jorrei um fluxo grosso de sêmen branco e denso, que contrastava com a escuridão dos pelos do seu pubiano. Ela relaxou e, exausto, deitei ao seu lado acariciando seus seios, ainda firmes.
— Obrigada, senhor. — ela disse depois.
— Nada de obrigada… Quer tomar um banho?
— Nããão, aqui é a casa do senhor…
— Mas por favor! Vem, vamos tomar banho juntos.
Sob a chuva morna, ensaboei todo o seu corpo, acariciando cada centímetro de pele que cobria de espuma, caprichando na sua bucetinha. Depois foi a vez dela, parando para ensaboar minuciosamente meu membro semi ereto, que não demorou a ganhar a firmeza necessária para, mesmo ensaboado, penetrá-la pelo cu sem maiores dificuldades, a não ser por uma leve queixa pela ardência que sentia, que no entanto era mínima comparada ao prazer provocado. Era uma beleza vê-la de costas, totalmente entregue ao sexo, com as pernas separadas levemente flexionadas e as mãos, com os braços estendidos para cima, arranhando os azulejos enquanto eu, segurando-a pela cintura, bombava no seu cu e suas nádegas sacudiam a cada golpe contra minha pelve. Só por respeito não gozei dentro. O sêmen que depositei no final de suas costas escorreu rapidamente com a água do chuveiro.
Naquele dia ela foi embora sem levar o dinheiro do seu dia de trabalho, que eu rigorosamente deixava diariamente sobre a mesa da sala de jantar.

A partir daquele dia, ela deixou de ser simplesmente a "faxineira" para se tornar "polivalente". Repetimos essa situação muitas vezes e até a chamei várias noites para me acompanhar a jantar, assistir a um pornô, fazer amor e dormir abraçados até a manhã seguinte.
Já não penso mais no seu rosto, exceto quando me ataca o sentimentalismo e penso se não estou me apaixonando…

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