Jogo psicológico 3

O apartamento cheirava a perfume denso. Sofia guardava trocas de roupa numa mala de viagem em cima da cama enquanto Juliano a observava com os punhos cerrados, sentindo a raiva queimar a garganta. Juliano: —Uma semana inteira, Sofia? Você tá me dizendo na cara que vai se mudar uma semana inteira pro apartamento do Camilo porque segundo ele tá com febre? Sofia: —Se ele tá com febre, Juliano, tá de cama, sozinho e sem ninguém pra dar um copo d'água —respondeu Sofia sem olhar pra ele, dobrando uns shorts minúsculos que marcavam as cadeiras dela—. Ele é meu irmão da vida. Se fosse você largado numa cama, eu ia querer que alguém cuidasse de você. Mas claro, como é o Cami, seu ego não deixa você pensar. Juliano: —Isso não é normal, porra! Você tem namorado! Se ele tá tão mal, que chame um médico em casa ou ligue pra mãe! Sofia largou a roupa na cama, pegou o celular, discou um número e botou no viva-voz sem hesitar um segundo. Em dois segundos, a voz da mãe dela respondeu. Mãe da Sofia: —Alô, meu amor lindo? O que aconteceu? Sofia: —Mãe, imagina que o Cami tá super doente de cama, sozinho no apartamento dele, e eu arrumei uma mala pra ir cuidar dele uns dias... mas o Juliano tá fazendo um escândalo danado, diz que eu sou sem-vergonha e que não posso ir. Teve um silêncio de dois segundos na linha antes da mãe da Sofia soltar um suspiro de profunda decepção. Mãe da Sofia: —Juliano? Sério, meu filho? Que decepção enorme ouvir você falar assim. Você tão cheio de inseguranças e ciúmes doentios... Você vai acabar com a saúde da minha filha com essas paranoias. O Camilo é como um filho pra mim e um irmão pra Sofia. Se você não tem maturidade pra entender que ela tem um coração de ouro e ajuda os dela, sinceramente, você não merece ela. Amadurece ou vai perder ela por ser tóxico. Juliano: —Dona, mas me entenda... Mãe da Sofia: —Não tem nada pra entender, Juliano. Respeita sua namorada e para de ser tão egoísta. Tchau. A ligação caiu. Sofia recolheu a dela. bolso, olhou para Julián com desprezo e caminou até a porta, ajustando o tecido justo sobre o corpo. Sofía: —Você já ouviu minha mãe. Tô indo embora. E nem pense em me procurar se for continuar com essa atitude de criança mimada. A porta bateu com força ao fechar, deixando Julián isolado, culpado e encurralado na própria sala. Passaram-se dois dias. As mensagens de Julián mal recebiam respostas secas de duas palavras: «Tô ocupada», «A Cami continua mal». Depois veio o silêncio absoluto. Durante vinte e quatro horas inteiras, o telefone de Sofía não tocou de novo. Julián não dormiu, andando de um lado para o outro do apartamento, olhando a tela do celular a cada três minutos. No dia seguinte, às quatro da tarde, Julián escreveu desesperado no WhatsApp: «Sofía, por favor me responde. Você tá sumida há um dia inteiro. Me diz se você tá bem, tô ficando louco.» Um minuto depois, o telefone vibrou. Não era uma mensagem de voz nem um texto dela. Era uma foto. Julián abriu a imagem e sentiu o chão sumir debaixo dos pés. Na foto, via-se Sofía parada de costas na frente de uma cama completamente bagunçada, com o cabelo preto caindo em ondas sobre as costas nuas, vestindo apenas uma calcinha fio dental preta minúscula que deixava à mostra a bunda redonda e as pernas dela. Ao fundo, deitado sobre as cobertas reviradas, via-se o torso nu e as pernas de Camilo descansando tranquilamente. Abaixo da imagem, chegou uma mensagem de texto do número de Sofía: Camilo (texto): «E aí Julián, sou o Cami. Fica tranquilo, mano, que aqui eu tô cuidando bem dela e mimando, deixei ela descansando porque ela me atendeu incrível... a gente tá quase colocando um filme.»Jogo psicológico 3A Julián faltou o ar. As mãos tremeram enquanto ele ligava na hora, mas a chamada foi recusada. Desesperado, mandou uma enxurrada de mensagens com os olhos cheios de lágrimas e a raiva transbordando: Julián (texto): «¡QUE PORRA É ESSA FOTO?! SOFÍA ME RESPONDE AGORA! VOCÊ TÁ QUASE PELADA NA CAMA DELE!» Três minutos depois, chegou a resposta de Sofía em um áudio. Dava pra ouvir o som dos lençóis ao fundo e a respiração dela sutilmente ofegante, com um tom calmo, frio e profundamente irritado: Sofía (áudio): —Você se ouve, doente do caralho, Julián? nhh... Sério, que preguiça do seu nível de paranoia. Qual pelada? Tô de calcinha e sutiã, não tô pelada. A gente tá descansando na cama porque eu cansei de cuidar dele o dia inteiro, como amigos que a gente é... ah. A Cami tirou a foto zoando pra você relaxar e ver que a gente tá bem. Você é um chato insuportável, com essa mente tão podre não dá pra ter paz. Julián jogou o celular no sofá. Não aguentou mais. Saiu do apartamento, entrou no carro e dirigiu a toda velocidade atravessando a cidade até o prédio do Camilo. Julián subiu os degraus de três em três e começou a socar a porta de madeira do apartamento com os punhos, fazendo um eco escandaloso no corredor inteiro. PUM! PUM! PUM! Julián: —Sofía! Abre a porta! Abre logo, porra! A porta se abriu de uma vez. Sofía apareceu na moldura vestida só com um roupão de banho de seda branca totalmente solto, entreaberto no peito, com a pele do colo quente e brilhando de suor, os lábios inchados, sem batom, e o cabelo bagunçado. Em vez de se assustar ou se esconder, ela saiu direto pro corredor levantando a voz pra ecoar no andar inteiro. Sofía: —¡Qual é o seu problema, seu maluco do caralho?! ¡Você veio derrubar a porta?! ¡Olha o show que você tá fazendo pro meu amigo na casa dele! Ele é um doente, não tá vendo que ele tá de cama! Atrás dela apareceu Camilo, de bermuda folgada, sem camiseta, com o peito suado marcando arranhões leves, se apoiando com uma mão no batente da porta e mostrando um sorriso tranquilo de superioridade. Camilo: —Calma, velho... Por que você tá gritando assim? Tá vendo coisa, relaxa que aqui entre amigos não tá acontecendo nada de mais... só tô dando um agrado nela por ter cuidado tão bem de mim. Julián: —Fecha a boca, Camilo! Sofía, você tava de fio dental na cama com ele! Te vi na foto! Olha como você tá de roupão, cheirando a suor! Sofía: —Eu tava descansando porque passei dias passando a mão no corpo dele pra baixar a febre, seu inseguro do caralho! Tô cansada dessa tua perseguição de polícia! Você veio me encher o saco até aqui! Se te incomoda tanto, vou pra casa agora mesmo pra você se acalmar, mas nunca mais me faz uma cena dessas na vida! Sofía empurrou o peito dele com força pra afastá-lo no corredor, voltou pra dentro do apartamento e bateu a porta com tudo pra se trocar. Julián ficou parado no tapete do corredor, agitado, suando frio e sentindo os olhares dos vizinhos julgando ele como um maluco descontrolado. Dentro do quarto, longe da vista de Julián, o roupão caiu no chão num instante. Camilo não perdeu um segundo: agarrou ela pelas cinturas por trás com brutalidade, colando a virilha quente e sem vergonha na bunda nua dela, que ainda tinha o fio dental preto de lado. Sofía soltou um suspiro entrecortado, —Ah!—, jogando a cabeça pra trás no ombro dele enquanto o roçar da pele suada os envolvia de novo.infiel
cornudoCamilo: —Esse infeliz aí fora no corredor vai ter um troço, Sofi... —sussurrou com a voz rouca, cravando os dedos na carne do quadril dela enquanto se abria caminho sem cerimônia—. Escuta como ele respira do outro lado da porta... Sofía: —Que se foda por ser paranoico, Cami... ahh... uf!... Anda logo... nhh... mete rápido que eu vou embora com ele pra casa pra ele passar esse chilique... ah, isso, assim!namorada infielO som surdo do impacto dos corpos apertados contra a borda da cama ecoou pelo quarto. Plac… plac… plac… Camilo a pegou com força pelos cabelos, metendo com uma fúria rápida, fazendo ela morder o travesseiro pra abafar os gemidos de puro prazer que ameaçavam atravessar a madeira e chegar aos ouvidos do namorado dela no corredor. Camilo: — Você vai chegar em casa com toda a minha marca lá dentro, Sofi... limpinha pra ele. Sofía soltou uma risadinha abafada entre os suspiros, apertando as pernas em volta do amante enquanto a humilhação e a sacanagem percorriam a espinha dela.A amiga da minha namoradaSofía: —Mmm... que aprenda... ahh... Ele fica com raiva porque meu "amigo" me atende assim... ah, Cami, aí!... Na mente de Sofía, a lógica do cinismo dela era implacável. Na cabeça dela, ter sido interrompida e julgada no corredor era uma falta de respeito imperdoável do Julián. E enquanto Camilo se soltava dentro dela num último empurrão violento e quente, derramando tudo e deixando ela completamente encharcada por dentro, Sofía tomou uma decisão fria e extremamente morbosa: não ia se lavar, não ia ao banheiro se limpar nem trocaria aquela lingerie. «Por ciumento, paranoico e inseguro, ele vai ter que me receber assim», pensou Sofía sentindo o líquido morno do Camilo escorrendo devagar pela coxa dela por baixo da calcinha preta. «Esse é o castigo dele por vir me espionar. Ele vai ter que aguentar com a porra quente do meu amigo dentro e me agradecer por voltar». Cinco minutos depois, Sofía saiu do apartamento vestindo de novo a calça justa e a blusa, despenteada na correria, com as bochechas coradas e os olhos brilhando de uma autossuficiência absoluta. Camilo se despediu dela na porta com um tapa sonoro e descarado na bunda. Ploc! Ao chegar no carro onde Julián esperava com as mãos apertadas no volante e o maxilar travado, Sofía subiu no banco do carona, fechou a porta com firmeza e suspirou com uma mistura de cansaço e autoridade. Ajeitou as pernas no assento, sentindo perfeitamente a umidade alheia retida na lingerie preta. Sem pedir desculpas, se aproximou dele, segurou o rosto dele com firmeza e plantou um beijo profundo e molhado nos lábios, deixando na boca dele o gosto sutil da própria excitação misturada com o rastro do Camilo. Abriu a calça dele e começou a chupar ele no carro. Julián: mmmmm Sofía nem pensa mmmmm... Deus não mmmmJogo psicológico 3Sofia: —Que seja a última vez que você me faz uma cena dessas na casa dos meus amigos, Juliano. Olha como você me deixou, estressada e cansada por causa das suas palhaçadas. Eu te respeito, em todo lugar eu falo que você é meu namorado e foda-se o resto... mas não vou aguentar mais esses surtos de ciúme doentio. Entendeu? Juliano olhou nos olhos dela, sentindo a raiva se afogar no peito. O peso da ligação da sogra, a culpa que ela plantava nele e o desejo repentino que ela provocava ao vê-la tão altiva o deixaram sem argumentos. Engoliu seco, pegando a mão dela sobre a coxa dele. Juliano: —É que me dá raiva te ver lá com ele, Sofia... me entende também. Sofia (sorrindo com superioridade e passando os dedos pelo cabelo dele): —Para, não seja bobo. Vamos pra casa melhor. Vou tirar essa cara de amargurado pra você ver quem é a mulher que você tem do lado. Enquanto o carro seguia pela avenida rumo ao apartamento, Sofia sorria em silêncio olhando pela janela, se acomodando devagar no banco pra sentir como o castigo do Camilo ainda permanecia nela. Sabia perfeitamente que naquela mesma noite, na cama dela, daria ao Juliano o melhor sexo da semana, mimando ele e tratando como o namorado rei diante do mundo, deixando ele convencido de que a paranoia era só coisa da cabeça dele.

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