O quase safado que sonhava acordado

P.S.: A intenção dessa história é que ela seja parecida com a que se chamaO formigueiro do prédiono qual é baseado. O que você vai ler aqui é a segunda parte, mais avançada no tempo.

Janeiro de 2015. Não aguentamos mais o calor, queremos bater a cabeça na parede ou nos jogar na piscina pública de Ezeiza até o fim dos tempos. O problema é que ela enche muito rápido, e é melhor pra gente a piscina de casa, debaixo da sombra de uma árvore grande e antiga. Você vê o pessoal passando a mão no rosto, com leques e roupas leves, conversando, tomando mate, reclamando, criticando alguém que não cai bem. Guido Garzón já é um homenzinho. Bom, pelo menos era assim que a família dele considerava, que no fim de dezembro comemorou os 18 anos dele, mas ele não era um "homem" de verdade. Era maduro, sério, antissocial, mas às vezes virava um idiota, especialmente quando passava muito tempo com os amigos. Por decisão própria, queria ficar sozinho por um tempo. Não tinha passado, e não se imaginava vivendo com alguém. A cabeça dele vivia em altos e baixos constantes, e isso ia destruindo ele. Planejar um futuro o aniquilava, sempre recomendaram que ele se deixasse levar pelo que viesse, seja uma proposta de trabalho ou alguma situação inesperada. Fazer planos fazia o cérebro dele se esforçar mais do que o normal, e chegava uma hora que os neurônios não aguentavam mais.
Guido tem três amigos que conhece desde a sala amarela e não se separaram nem no acampamento de fim de ano do ensino fundamental, e claro que estavam decididos a dividir o mesmo quarto na viagem para as serras de Córdoba (a empresa que levou eles ofereceu pra toda a turma mudar de destino por um preço mais barato). Mesmo que não compartilhassem das mesmas atividades, os três grandes fortes que sim (futebol, PlayStation e quadrinhos de super-heróis) os arrastavam por um caminho estranho, que os diferenciava muito dos outros garotos. Eles falavam com os outros, passavam as tarefas, iam nos aniversários, chamavam eles pra fazer time nas aulas de educação física, etcétera. Ninguém isolou eles nem eles escolheram fazer isso. A consistência do grupo no geral era boa, e embora não fossem amigos pessoais, eles se respeitavam.
Recusar ficar com uma mulher denunciava a postura dele diante do sexo: queria continuar virgem até se apaixonar pelo amor da vida dele e perder a pureza na noite de núpcias. Era um romântico convicto. Queria ter um relacionamento igual ao do Carl e da Ellie Fredricksen, os personagens do filme "Up!", eterno, alegre e maravilhoso, que às vezes faltam palavras pra descrever como eram lindos juntos. Não olhava pra mulheres, nem se masturbava, sofria a cada duas ou três semanas o fenômeno da "polução noturna" que deixava os ovos dele na bagaceira, mas sabia que aquele fluido o corpo solta porque não pode ficar tanto tempo dentro. Os amigos dele eram iguais a ele, mas achavam extremo o lance da "estreia" na noite de casamento, e zoavam ele pra caralho por causa disso. Enfim, uma tarde, nosso protagonista foi na casa do Marcelo, o "segundo irmão homem" dele, e entraram na piscina. Depois chegaram os outros dois caras, Brian e Amadeo. Se comportaram lá como quatro otários: se pegaram, roubaram as sungas um do outro, saíram da piscina, fizeram uma pelada (estilo futevôlei) quase no fundo do quintal e os vencedores prepararam um raviólão. Os hormônios deles estavam muito desregulados e não tinha jeito de pararem de comer, mesmo assim continuavam magros. Depois, pelados e de shorts, foram pra dentro ver TV e jogar PES, pra seguir com um eterno desabafo de xingamentos ("Ei, não marcou, véi! Até aqui são filhos da puta os árbitros, pô! Fala pro Laverni, esteja ou não neste jogo, que se curve e chupe!"), tapas, acusações falsas, discussões, mais zoações e umas gotas de uísque pros mais velhinhos. Não costumavam beber e a cachaça, quando entra assim no organismo, faz colapsar; por isso Brian e Amadeo se sacudiam. Cada um no seu ritmo, e o jeito de falar foi ficando mais lento. Não ficaram completamente bêbados, mas já tinham tomado um pouco. Estavam sem supervisão de ninguém porque os pais de todo mundo tinham ido viajar pra sei lá onde, e coincidentemente era sempre a segunda semana de janeiro até meados de fevereiro. Quando eles apagaram de vez, já era dia, umas sete da manhã. Guido se despediu do Marcelo e foi embora. Andou as sete quadras que separavam ele da casa dele. Enquanto isso, outra situação tava rolando bem perto dele. 3 criminosos conversam dentro de uma caminhonete. Quem dirige é a sub-chefe, a senhorita Magdalena, do lado dela tá o cabeça Condarco, e atrás o "puxa-saco" Rogelio.

Condarco: - Senhora e senhor, declaro iniciado o plano "vamos pegar um otário".

Rogelio: - E que tipo de otário vai ser dessa vez, "gênio"? (irônico) Da última vez quase tomamos um chute no saco, e como pagamos uma nota pra polícia, escapamos de ser condenados.

Condarco: - Esse é um otário dos bons. Você não faz ideia…

Magdalena: - Não me decepciona, véio, te peço pelo amor de Deus… (gritando)

Rogelio: - É um velho ou um moleque?

Condarco: - Consultei minha fonte de novo, e nesse caso é um pivete.

Rogelio: - Você e sua fonte… Quem é sua fonte, o inspetor Bugiganga? (irônico)

Condarco: - É "top secret". Não vão arrancar isso de mim nem morto.

Magdalena: - Agora você fala inglês… Meu Deus, que surpresa. Você vai falar inglês? Não terminou nem a escola técnica, e vem com inglês… Aqui quem faz os negócios é o Rogelio, nosso informante.

Condarco: - Que chata que você é! Mas mesmo assim te amo muito.

Magdalena: - Também te amo.

Rogelio: - Voltando ao assunto. Não me fala nada. Já sei quem é…

Magdalena: - Quem?

Rogelio: - Quem vai ser? Hilário, o filho do verdureiro, que agora se acha agente da SIDE.

Magdalena: - Esse cara é um puta dum idiota… Agora, se ele acertou com a informação, vamos precisar mais dele.

Rogelio: - Hilário é um otário, já Sabemos. Não sei quem caralho esse cara pensa que é.
Magdalena: — Bom, foda-se tudo. Quem vai ser nossa vítima?
Condarco: — Como eu tava dizendo, nossa vítima é um moleque. Chama Guido Garzón, tem 18 anos e a família é classe média-média.
Rogelio: — Então eles têm grana?
Magdalena: — Me segura ou eu quebro o violão na cabeça desse idiota... (agressiva) Não, eles têm o normal; se tivessem grana seriam classe média-alta, seu burro intergaláctico. (enfatizando os últimos termos)
Rogelio: — Talvez eles tenham uma graninha...
Magdalena e Condarco: — Cala a boca, quer?
Condarco: — Vou dar um detalhe que pode ajudar, talvez sim, talvez não.
Magdalena: — O quê? Fala...
Condarco: — Esse cara é irmão do sujeito que você comeu há 12 anos, lembra?
Magdalena: — Bah, já nem lembro. Tenho tanta coisa na cabeça que deve ter passado... Talvez se eu ver ele, eu lembre...
Condarco: — Ali está o cara, desçam e peguem ele!

Guido chegou na porta de casa, mas os bandidos arrancaram ele do portão e levaram. Meteram ele dentro de um saco, injetaram sedativos e encheram ele de porrada até moer. Ele não sentiu nada, e já achavam que tava quase morto. Vazaram rapidão daqui (tavam a duas quadras da estação de Caseros) e foram pela avenida Gaona reto, tentando pegar o Acesso Oeste. Uma avioneta esperava eles no aeroporto de Morón. O destino ia ser sair do país, mais precisamente pros Estados Unidos da Améyummy, na cidade pioneira do jazz e do blues, na famosíssima... Memphis. Por que Memphis? Bom, esses criminosos faziam parte de uma rede internacional de distribuição de droga que ficava nessa cidade, e tinha grupos que levavam carregamentos pra lugares específicos espalhados pelo mundo. A seção deles era a Grande Buenos Aires e a Capital, e o lucro principal vinha da venda de balinhas pra usar nas festas eletrônicas da moda e nas baladas mais Caras de todo mundo. Durante o voo, ficaram monitorando o pulso cardíaco dele, meio acelerado, mas tava vivo. Das lesões, cuidariam depois. Já tinham um lugar pra ele ficar: um prédio abandonado em bom estado que antes pertencia a uma empresa importante, mas que tinha se mudado pra cinco quarteirões dali. Eles mesmos arrumaram pra que os quartos fossem de um hotel classe 3, mas o povo nem percebia porque nunca tinham demolido a porra. Essa construção chique-porém-cafona (não vagabunda) fizeram com o que ganharam vendendo a droga lá na cidade. Era um quartel-general onde armazenavam as paradas, a grana e os papéis que tinham, caso os do FBI resolvessem cair em cima.

Rogelio: - Mano, me ajuda a tirar o cara.
Condarco: - Já vou, cê não vê que tô dando uma mijada?
Magdalena: - Vocês dois não mudam nunca.
Rogelio: - E é… Somos assim, o que vai fazer? (rindo)
Magdalena: - Conda, cê vai se dignar a mexer essa bunda, puta que pariu? (brava)
Condarco: - Já vai, caralho, merda. (grita) Não tem um momento que não encham o saco, porra! (sussurra e eles não ouvem)
Rogelio: - Anda logo, quer?

Condarco corre até a cama e tiram o moleque do saco. Colocam ele com todo cuidado no colchão e põem o travesseiro atrás do pescoço.

Condarco: - Aqui está, senhora e senhor. Nossa presa. Um cara, se não me falha a memória. É… é um cara, idiota e sublime.
Rogelio: - Tá dormindo. Não morreu, né? Vê aí…
Condarco: - Tá com 75 de pulsação, acho que tá de boa.
Rogelio: - É um pouquinho acima do normal, mas tá suave. Magda, cê conhece o mano?
Magdalena: - Caralho… (coloca a mão na boca) É igual ao irmão… Igualzinho. Espero que seja igual em tudo. (muito surpresa) Quantos anos você disse que ele tem?
Condarco: - 18, fez agora no dia 28.
Magdalena: - Quase igual ao Rodrigo. Ele tinha 19 quando a gente pegou ele, lembram?
Rogelio: - Como esquecer! Foi aí que a gente te viu mais Violenta como nunca, nena. Espancou aquele cara na porrada.
Condarco: — E quando você teve que escravizar ele, foi igualmente violenta?
Magdalena: — Sim, meu amigo. Não se passa com os comentários senão eu pego suas bolas e bato na porta, hein? (ela e os outros quase morrendo de rir)
Rogelio: — Eu já sei disso… Sofri na pele. (fingindo que chora) Ela pegou minhas bolas por eu zuar o pijama que ela usava, e fiquei dois dias com 10 cubos de gelo nos ovos. Por sorte não preciso deles, e meu médico diz que não tem risco de câncer. (com segurança e relaxado)
Magdalena: — Senhores, chegamos ao nosso destino. O que vem agora?
Rogelio: — Bom, Conda e eu vamos buscar os pacotes na casa do velho Johnston. Quer vir pra nos ajudar?
Magdalena: — Se o cara ficar sozinho, pode escapar e vagar por aí. Vou ficar pra ele não dar o fora.
Rogelio: — Beleza, então a gente vai. Né, meu amor? (zoando o outro)
Condarco: — Sim, papai. (entre risos) Tchau, my wife.
Magdalena: — Tchau, galera. Me avisem quando casarem. (mais risos)

Magdalena fez questão de que os homens fossem embora. Foi até a “cozinha”, um cômodo a 200 metros dali, e encheu um copo com água. Voltou e viu o adolescente largado, imóvel, e passou um dedo molhado no braço dele. Ele se mexeu um pouquinho. Podia ser sinal de lucidez ou de um sono falso. Passou o dedo pela mão e o jovem se sacudiu mais forte. “Com certeza deve estar saindo do sedativo”, pensou ela. Quando viu que ele se mexeu mais, tirou a camisa dele e o deitou de novo. Passou a mão inteira sobre o torso e ele gemeu um pouco mais alto que antes. Ela “se jogou de cabeça” nessa ação, que quase fez ele acordar: fez umas cócegas de propósito com as duas mãos no umbigo dele, e viu ele ficar vermelho. Mas não durou muito, ele já tinha dormido de novo. Não teve jeito senão baixar a calça e a cueca dele. Fez isso e deixou todas as roupas num banquinho ao lado da cama. Foi de novo. cautelosa, e passou um dedo de cada mão na virilha dele pra ver o que acontecia. Agora dava pra perceber a alegria que o garoto sentia sendo acariciado daquele jeito. Ali era o ponto sensível dele, e por isso não parava de se mexer. Se remexeu tanto que abriu os olhos, mas a fala ainda não tinha voltado completamente.
Quando viu que ele já tinha reparado nela, saiu correndo pro banheiro e voltou uns dois minutos depois com um pano molhado. Colocou na testa dele, e ele abriu os olhos de novo. Agora conseguia falar sem dificuldade, mas a expressão no rosto dele não era o que ela imaginava que pudesse ser.

Guido: — Onde é que eu tô?
Magdalena: — Não posso te dizer onde você tá. Só posso falar que você tá vivo, e bem.
Guido: — Quem é você? É enfermeira?
Magdalena: — Não, não sou enfermeira. Tô cuidando de você porque te encheram de porrada e você tá meio danificado, só isso.
Guido: — Por que eu tô pelado?
Magdalena: — Porque faz muito calor e você precisa se recuperar. Seu corpo tem que ficar fresco pra cicatrizar os ferimentos.
Guido: — Por que você não pode me dizer onde eu tô? Tão fazendo alguma coisa errada?
Magdalena: — Não sei se é errado, mas… Vou te falar onde você tá. Você tá em Memphis, Tennessee.
Guido: — E como é que eu fui parar aqui, porra? Não tá me enganando, não?
Magdalena: — Não tô te enganando.
Guido: — Me prova que isso aqui é Memphis.

Ela leva ele até a janela, e ele lê em silêncio centenas de cartazes em inglês, e pelo jeito dos telefones e pela informalidade da linguagem, parecia mesmo os EUA.

Guido: — Quero me vestir. Não quero que me vejam.
Magdalena: — Você tem que ficar fresco, já te falei.
Guido: — Pelo menos preciso de uma cueca. Vou pegar.
Magdalena: — Não se mexe, deixa eu te ajudar a voltar pra cama. Já vou pegar pra você. Por favor, deita.

Ele se deita de novo, e ela entrega a cueca, mas antes que ele pegue, ela se joga em cima dele e vai direto pros lábios. Beija ele com paixão e olha com doçura, como se lesse ele por inteiro. Um scanner nos olhos desse cara. Ele percebeu que ela era casta, e foi se apaixonando pela beleza irresistível dela. Beijou ela com mais força do que ela tinha beijado ele, foi pousando a boca no pescoço, para surpresa da criminosa. Agora ela estava sendo satisfeita por aquele gesto simples, e ele continuou descendo pelos braços, soltou suavemente a alça do sutiã e seguiu pelas costas. Ele não se entendia, o que o levava a fazer aquilo com uma desconhecida? Por que ela o beijou ou por que cuidou dele? Já não ficou pensando nos porquês e foi para os fatos. Quis continuar beijando a boca dela, sentir ela bem perto dele e que desses lábios saíssem mais gestos de prazer, mais gemidos, choramingos, tudo que mostrasse nossas melhores sensações. Atacou (em sentido figurado) os peitos dela, lambeu e relambeu, chupou enquanto os sons que ela soltava cresciam de intensidade. Já tava louco de desejo, e a língua dele precisava percorrer o corpo inteiro dela. Os dois já não tinham mais nada em cima e ele só queria que as peles deles se roçassem, se esfregassem, se sentissem. Queria abraçar ela e não soltar, queria se sentir mais protegido do que se sentiu naqueles minutos em que viu que ela tava fazendo companhia pra ele. Uma surpresa o chocou, e ele hesitou em aceitar: ela enfiou o pinto inteiro dele na boca e chupou por uns minutos. Ele recusou, mas ela convenceu ele garantindo que "não tem prazer comparável a esse pra um homem". Quando tirou aquela coisa da boca, ele a pegou de novo pelas costas e passou as mãos de cima pra baixo, tocando ela, sentindo as pernas longas dela, a bunda macia, o pescoço esbelto. Delirava por ela, e ela viu nele a mesma coisa que viu naquele jovenzinho de quem tirou a pureza 12 anos atrás: um homem adorável, tímido e sensível que sabia como fazer amor com uma mulher. Agora Madalena tava com dúvidas: por que fez o que fez? Por que faz desse jeito e não de um jeito pior? Respondeu pra si mesma: "porque caras como ele, na primeira vez, é importante e não acontece todo dia, e tem que ser a melhor, e porque foram criados pra respeitar os outros”.
Desde que os dois machões foram embora, já tinham se passado duas horas. Eles voltaram e encontraram os dois pelados, enrolados em lençóis, o Guido abraçado nos peitos dela, dormindo profundamente, enquanto ela acariciava o cabelo dele. Não trouxeram boas notícias. O FBI tava espionando eles há 5 anos e vinha buscar. Joseph Johnston, o traficante que fornecia a droga pra eles, era um agente duplo e dedurou eles. Tinham que vazar urgente com a droga se não quisessem ser presos. Ela acordou ele, mandou ele se vestir, que tinham que ir embora. Ela também se vestiu e fugiram com a van pro aeroporto. Lá tava o “Chamaco”, um cara de Villa Lynch que era o piloto deles, sempre disponível pra servir. Chegaram em Buenos Aires em 2 horas e a primeira coisa que fizeram foi deixar o adolescente na casa dele. Dona Malena, a vizinha dos Garzón, tava desconfiando. Não achava normal o filho mais novo sumir três dias sem avisar os pais. Eles deixaram ela louca porque não atendiam o telefone e agora ia ser a vez dela: a hora da investigação.
Três meses depois, em abril (e depois que a velha encheu o saco com os interrogatórios infalíveis dela), os três criminosos e o adolescente descontrolado foram a julgamento oral. O motivo? Pra eles, acusações de tráfico ilegal de entorpecentes e desaparecimento forçado de pessoa. Pra ele, testemunha/cúmplice, pra velha, testemunha.
As sessões rolaram nos tribunais da cidade de Morón, na rua Almirante Brown esquina com Colón, conhecido por casos azarados, tipo o que condenou o padre Grassi ou o que deixou a Moria Casán ainda mais famosa. O processo judicial levou três dias e o cara sumiu rápido do mapa, alegando que “a relação sexual foi consentida”, e que nunca sentiu que queriam levar ele do país. Disse também que “sabia da parada da Porra", mas foi porque ele ficou sabendo na viagem, não antes. Pediu pra soltarem a Magdalena, que "ela é uma boa pessoa e não fez mal a ninguém", a mesma coisa pros outros dois. Pra velha, "que ela cale a boca um pouco e vá fazer algo produtivo em vez de ficar tagarelando". O veredito foi: soltar todo mundo, mas o Rogélio pegar um ano de prisão suspensa.
Todo mundo livre, senhoras e senhores. Ninguém foi preso, e esse negócio de um ano suspenso é piada.

0 comentários - O quase safado que sonhava acordado