Depressão da Minha Mãe

Minha mãe era uma mulher alegre, provocante e festeira até ficar viúva. Um amigo meu bolou um plano para animá-la. Eu confio nas boas intenções dele, mas, conforme vou testemunhando o desenrolar do plano, começo a entender que ele quer animá-la muito mais do que eu podia imaginar.

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Essa história aconteceu no verão passado, quando eu ainda tinha 18 anos. Era 1º de agosto, ou seja, o dia em que minha mãe e eu íamos para o apartamento que temos na praia. Meu nome é Juan e sou de Madrid. Moro com minha mãe, Ana, uma secretária de 36 anos. Se você fez as contas, deve ter notado que ela me teve aos 19 anos, quando ainda era muito jovem. O motivo? Bem, minha mãe se casou logo depois de terminar o colégio. Ela era apaixonada pelo meu pai, que era 8 anos mais velho que ela e na época estava começando a carreira de advogado. E digo "era" porque, infelizmente, um derrame cerebral o levou um ano e meio antes do começo dessa história.

Perdê-lo foi um golpe muito duro para nós. Como já disse, minha mãe o amava muito, e eu também. Com o tempo, fui superando, mas minha mãe estava sofrendo muito mais. Ao longo desse ano e meio, ela teve altos e baixos, com vários episódios de depressão e, longe de virar a página, foi se fechando cada vez mais em si mesma. Só saía de casa para trabalhar e fazer as compras necessárias, e mal mantinha contato com as amigas. Agora, a vida dela se resumia ao trabalho e às tarefas domésticas. Ela nem cuidava mais da aparência como antes. Minha mãe sempre teve muito orgulho do físico, porque era uma mulher gostosa e sempre teve um corpo que, além de curvas bem chamativas, era trabalhado a sério na academia. A desilusão geral que sentia pela vida a fez engordar uns quilinhos que, embora não chegavam a deixá-la gostosinha, teriam sido impensáveis antes da morte do meu pai. O jeito dela se vestir também tinha mudado. Ficaram para trás as minissaias e os shorts que deixavam à mostra as pernas longas dela, os decotes que faziam parecer que ela escondia dois peitões, e os vestidos ousados que ela adorava usar quando saía. Agora ela usava roupas menos coloridas, mais largas e mais discretas. Ela se maquiava e penteava para ficar apresentável, mas já não tentava se exibir como antes. Claro que ela não tinha deixado de ser atraente, afinal era bonita por natureza. Continuava sendo uma mulher de 1,69, olhos castanhos, cabelo castanho, pele morena e um corpo onde dois peitões e um quadril largo formavam curvas que muitas mulheres iam morrer de inveja. Ela simplesmente tinha passado de uma beleza que adorava paquerar e se sentir admirada, para uma mulher bonita que tentava passar despercebida.

Tanto as amigas dela quanto eu tentamos animá-la a voltar a ser quem era, mas foi impossível. No entanto, com a chegada de agosto, surgiu uma chance de melhorar o ânimo dela. Minha mãe sempre tirava 15 dias de férias nessa época, e a gente sempre aproveitava para passar essas duas semanas num apartamento que temos numa cidadezinha do litoral levantino. Essa ia ser a primeira vez que íamos sem meu pai, já que no verão passado, com a morte dele tão recente, foi impossível tirar minha mãe de Madrid. Este ano, porém, consegui convencê-la a ir. Ela precisava desesperadamente de uma mudança de ares e quebrar a rotina, e eu tinha esperança de que a viagem conseguisse reativá-la e ajudá-la a virar a página. Mal podia imaginar na época o quanto minha mãe ia se reativar nessas férias...

O apartamento que tínhamos na costa ficava numa área muito tranquila. A cinco minutos de casa, tínhamos uma pequena enseada de areia, que se ligava a uma praia de pedras bem maiores. Por serem praias pouco atrativas para o negócio hoteleiro, costumavam ficar praticamente vazias, o que era um luxo, já que toda a costa mediterrânea estava cheia de praias lotadas.

Durante nossa estadia na costa, sempre encontrávamos outra família que vinha para a cidade passar o verão. Eles moravam exatamente no apartamento ao lado, no mesmo prédio que a gente. Eram de Zaragoza e vinham para a cidade passar o verão inteiro. A família era formada por um casal bem mais velho que meus pais, e seus quatro filhos. Os três filhos mais velhos já estavam na casa dos trinta e tinham formado suas próprias famílias, então já fazia alguns anos que não vinham para a cidade passar o verão com os pais. No entanto, o caçula dos irmãos continuava vindo todos os verões. Com o passar dos anos, meus pais se tornaram amigos desse casal e eu me tornei amigo do quarto filho, que era dois anos mais velho que eu. O garoto se chamava Gonzalo, e eu sempre o admirei. Acho que é normal em crianças; quando um garoto mais velho te dá atenção e brinca com você, você adora e logo o vê como um modelo a seguir. Imagino que Gonzalo, que estava sempre rodeado de irmãos mais velhos, ficava feliz em ter um moleque mais novo por perto.

A primeira semana que passamos na costa foi tranquila. Todos os dias íamos à praia e geralmente jantávamos com nossos vizinhos. Minha mãe parecia um pouco menos deprimida, embora, infelizmente, continuasse se isolando dos outros e não se soltasse de vez, por mais que todos tentássemos mantê-la animada e ocupada. Ela se divertia em alguns momentos, mas logo dizia que "estava cansada" e voltava sozinha para o apartamento. Além disso, tinha trocado os biquínis provocantes dos anos anteriores por maiôs comportados de uma peça só. Já disse que ela tinha engordado apenas uns quilos nesse ano e meio, mas para uma mulher acostumada a estar espetacular, esses quilos a mais eram incompatíveis. de biquíni. Ela pouco se importava que seu corpo ainda desse mil voltas na maioria das garotas que iam à praia; se ela não se sentisse perfeita, não mostrava mais carne do que o estritamente necessário.

Eu, por minha vez, saí um par de noites para uma balada perto dali com o Gonzalo. A gente se divertiu pra caralho e pegou geral, pelo menos pra quem tava acostumado como eu. A real é que do lado do Gonzalo era fácil pegar mina. Ele era um cara bonito e ousado. Era um pouco mais alto que eu (devia passar do metro e oitenta), moreno de cabelo e pele, e tinha um corpo bem musculoso, fruto de horas de treino e competição de capoeira. O físico foda dele, o sorriso safado, o olhar penetrante dos olhos escuros e a confiança que mostrava o tempo todo faziam dele um sedutor nato. Cada noite que a gente saía, ele pegava uma, duas, ou praticamente todas que ele quisesse naquele dia, e eu aproveitava pra ficar com alguma amiga da mina que caía na rede do meu amigo. Eu me considero um cara normal pra caralho e em Madri pego só de vez em quando, então aqui eu aproveitava pra me esbaldar na cola do Gonzalo. Mas é, a gente não conseguiu comer ninguém porque não tinha carro nem um apê livre pra levar as conquistas. O máximo que rolou foi com uma mina que o Gonzalo tinha seduzido: depois de ficar se pegando e se apalpando na pista de dança, eles se enfiaram num banheiro e ela deu um boquete no meu amigo.

Foi assim que passou a primeira metade das nossas férias. A segunda metade acabou sendo bem diferente...

No oitavo dia, aconteceu uma coisa que desencadeou uma série de eventos que, embora eu não soubesse na época, mudariam minha vida e a da minha mãe. Os pais do Gonzalo receberam uma ligação de um hospital de Zaragoza. A avó do meu amigo, uma viúva nonagenária que morava sozinha, tinha quebrado o quadril ao cair de um ônibus. Isso fez com que os pais do Gonzalo tivessem que interromper as férias deles e voltar para Zaragoza. Eles insistiram com o filho que ele deveria ficar para aproveitar a praia. Disseram que davam conta de cuidar da avó sozinhos e que não fazia sentido ele ir junto. Então, eles foram embora e meu amigo ficou sozinho no apartamento dos pais.

Na manhã seguinte, descemos para a praia eu, minha mãe e Gonzalo. Meu amigo e eu percebemos que minha mãe estava mais apagada que o normal. Quando a gente entrava na água, ela ficava sozinha e entediada, sem os pais do Gonzalo para distrair ela. Tentamos ficar com ela e animá-la, mas não adiantou muito, e ela voltou pro apartamento pra "descansar antes de fazer o almoço".

Cara – me disse Gonzalo – me dá uma pena danada ver sua mãe assim...

Já sei, mano, não tem jeito dela superar isso – respondi.

É que me irrita pra caralho. Sua mãe era a alma da festa e não aguento ver ela tão triste...

Porra, nem eu, mas já não sei mais o que fazer.

Bom – ele disse num tom sério – acho que tem algo que eu posso fazer...

O quê?

Olha, pode parecer estranho... é algo que com meus pais aqui eu não me atrevia a fazer, e queria falar com você antes de fazer qualquer coisa.

Tá... – falei sem entender nada – então, me diz o que você pensou.

Bom... pensei que o que sua mãe precisa é se sentir viva de novo. Desde que seu pai morreu, o pessoal a protegeu o máximo que ela deixou, e isso é bom, mas não é o que ela precisa pra se sentir viva – ele me olhou fixo, pra ver se eu concordava.

Tá... – eu não fazia ideia de onde ele queria chegar.

Beleza, então, ao longo desses anos, o que aprendi sobre sua mãe é que o que a faz se sentir viva é ser a estrela. Por mais fiel que fosse ao seu pai, ela sempre gostou de estar gostosa, de receber olhares de outros caras, ganhar elogios e flertar. Ela precisa recuperar isso.

E o que você sugere?, que ela arrume um namorado?, cê acha que minha mãe tá a fim disso? – reagi meio puto. Parecia que não ter percebido que minha mãe não queria saber de ninguém.

Não exatamente, o que ela precisa é se sentir desejada. Se alguém fizer ela sentir o que sentia antes, ela vai querer voltar a ser como era. Alguém tem que dar aquela faísca... sabe, flertar com ela, aumentar a autoestima dela e fazer com que ela se ame mais. Assim que ela tiver isso de novo, com certeza vai voltar a ser como sempre foi.

É, e quem vai fazer ela sentir isso? Você não vê que ela tenta passar despercebida e evita as pessoas? – perguntei irritado

Olha... essa é a parte delicada – ele disse me encarando nos olhos – teria que ser eu.

O quê?! – achei que tinha ouvido errado.

Por isso que falei que ia achar estranho...

Pô, não fode! É normal um amigo pegar sua mãe, não tem nada de estranho! – exclamei sarcástico.

É, João, eu sei, mas pensa bem – ele disse ignorando meus gestos exagerados – em Madri ela passa o dia ou no trabalho ou trancada em casa, então tem que ser aqui... e aqui só eu consigo chegar perto o suficiente da sua mãe pra flertar.

Mas ela tem 18 anos a mais que você, idiota – falei desesperado – o que ela vai querer saber de você?

Cara, não é por me gabar, mas você já viu que eu sou bom com as minas – ele respondeu confiante – eu sei fazer elas se sentirem vivas... essa é a chave.

Você acha que minha mãe é uma garotinha? – tava indignado – você não vai comer ela.

Ei, eu não falei em comer ela – ele disse com cara de surpresa – nem tô dizendo que ela tem que me querer, só tô falando que tenho que fazer ela se sentir desejada e trazer de volta aquele lado brincalhão que ela tinha.

Eu não sabia o que dizer, fiquei em silêncio enquanto ele me olhava esperando.

Cara, me deixa tentar flertar com ela essa semana, e pronto – ele insistiu – você sabe que eu nunca tentaria fazer algo que ela não quisesse, só quero que ela pare de ser uma alma penada. Pensa nela, pô, é só uma semana... se der certo, ela volta a ser como era, e se der errado, Bem, não aconteceu nada e ponto final.

— Tá bom — cedi, fechando os olhos — se você acha que consegue animar ela, vai em frente, porque não aguento mais ver ela desse jeito, mas juro que se você machucar ela de novo, eu te mato.

— Cara, confia em mim — ele disse, me dando um tapinha no ombro — deixa comigo que vai dar tudo certo; você sabe que sou seu amigo e que nunca faria mal à sua mãe.

E ficou nisso. A partir daquela tarde, Gonzalo tentaria usar sua lábia pra despertar o lado sedutor da minha mãe. Sem dúvida, ia ser estranho ver meu amigo dando em cima dela, mas sabia que talvez ele estivesse certo e que essa fosse a única forma de minha mãe finalmente superar isso.

A tarde passou com uma calma surpreendente. Eu imaginava que Gonzalo partiria pro ataque igual eu tinha visto ele fazer na balada, mas não foi assim. Quando descemos eu, minha mãe e ele pra praia, ficamos conversando os três no mesmo tom de sempre, sem que ele dissesse nada fora do comum. Depois de um tempo, bateu vontade de dar um mergulho e sugeri que a gente entrasse na água, mas minha mãe não quis e Gonzalo disse que também não tava a fim, então fui sozinho. Fiquei um tempão me refrescando no mar; lutando contra as ondas e mergulhando perto da areia. De vez em quando olhava pra eles pra ver se notava algo estranho, mas não via nada de diferente; continuavam sentados nas toalhas, conversando. Decidi que não adiantava ficar bitolado e nadei mar adentro; fiquei umas duas horas, mais ou menos. Quando voltei, percebi que Gonzalo tava cochichando coisas no ouvido da minha mãe. Não faço ideia do que estariam falando, mas os dois estavam rindo. Continuei observando eles por um tempo e não vi mais nada, só que continuaram se divertindo pra caralho. Num dado momento, Gonzalo falou algo no ouvido da minha mãe que fez ela reagir rindo e dando um tapinha nele de brincadeira, como se meu amigo tivesse feito uma piada sem graça. Fiquei encucado por não saber do que estavam rindo, mas resolvi não dar muita importância... no fim das contas No fim, minha mãe parecia estar de bom humor. A verdade é que em qualquer outro dia ela já teria voltado pro apartamento a essa hora da tarde, mas ali estava ela, se divertindo como eu não via desde a morte do meu pai. Em uma hora e meia, o Gonzalo tinha conseguido mais do que todos os amigos e parentes da minha mãe em um ano e meio...

Pouco depois, saí da água e voltei pra perto deles. Não parecia que eu tinha interrompido nada, e ficamos batendo papo por várias horas. Eles contavam piadas, então pensei que talvez fosse por isso que estavam rindo tanto. Sabia que tanto minha mãe quanto o Gonzalo tinham um bom repertório de piadas, e que se eles começassem, podiam ficar horas e horas de zoação.

Quando o sol se pôs, saímos da praia. Minha mãe e eu voltamos pro nosso apartamento pra tomar banho, e o Gonzalo foi pro dele fazer o mesmo. Como ele tinha ficado sozinho, combinamos que ele viria jantar com a gente. E assim foi; jantamos e nos divertimos muito. Tanto que ficamos de papo até depois das duas da manhã. Tinha sido um dia incrível, me senti aliviado ao ver que pelo menos uma parte da mãe que eu tinha um ano e meio atrás ainda estava ali.

Na manhã seguinte, não descemos pra praia porque acordamos bem tarde e o tempo não estava muito bom. Depois do almoço, o sol voltou a aparecer e nos animamos a descer. A tarde foi parecida com a anterior: ficamos os três conversando de boa enquanto tomávamos sol, e depois fui nadar sozinho, já que mais uma vez minha mãe e meu amigo preferiram ficar sentados nas toalhas.

Assim como na tarde anterior, fui nadando até me afastar bastante da costa e demorei um bom tempo pra voltar. Quando me aproximei de novo da beira, vi que o Gonzalo e minha mãe tinham entrado no mar. Estavam rindo e brincando de jogar água um no outro. Acho que era a terceira vez nos dez dias que estávamos ali que minha mãe entrava no mar, e com certeza era a primeira vez que brincava nela; as outras duas vezes que entrou na água foi só pra se refrescar dois minutos e sair. Gonzalo tinha conseguido mais um avanço.

Quando me aproximei deles, minha mãe me recebeu me espirrando água, me chamando pra entrar na brincadeira. A gente se divertiu, brincando na água, rindo, lembrando histórias de outros verões... foi mais uma tarde boa. O resto do dia foi praticamente igual ao anterior, jantamos juntos no apartamento e ficamos horas de putaria até o Gonzalo ir embora.

Quando descemos pra praia na manhã seguinte, nós três entramos direto na água. Ficamos um tempão nadando e brincando como no dia anterior, até que deu vontade de pegar um sol e voltei pra minha toalha. Eles ficaram se divertindo no mar enquanto eu observava. Notei algo diferente. Tinha mais cumplicidade entre eles do que nos dias anteriores. Não era só mais se espirrar água, mas também se afogavam de brincadeira, se jogavam um em cima do outro, se roçavam cada vez mais, e, num dado momento, Gonzalo mergulhou pra surpreender minha mãe por trás e fazer cócegas nela. As cócegas não duraram muito, mas ele ficou atrás dela, abraçando e falando umas coisas no ouvido dela. Eu não conseguia ouvir nada do que ele dizia, mas dava pra ver que, fosse o que fosse, tava fazendo minha mãe rir pra caralho. Fiquei meio desconfiado, mas não liguei muito.

A tarde seguiu na mesma vibe e eles foram sozinhos pra água continuar com as brincadeirinhas deles, que pra mim tavam cada vez mais quentes. Embora ficasse feliz em ver minha mãe se divertindo depois de tudo que ela passou, não tava gostando do que via. Achava que Gonzalo tava passando dos limites. A gente tinha combinado que ele ia só dar uma flertada nela e animar ela, não ficar passando a mão no corpo dela daquele jeito. Pensei que era hora de botar ordem na bagaça, então entrei na água com eles pra ver se cortava o clima. Eles não pareceram incomodados com a minha ver que eu me juntava à festa, mas pelo menos suavizaram o tom da brincadeira. Perfeito. Depois de uns dez minutos, eles voltaram pras toalhas pra pegar sol. Eu falei que ia me juntar a eles em alguns minutos, porque ainda queria nadar mais um pouco. Quando voltei, eles estavam conversando. Bom, na verdade flertando. E não, dessa vez não se seguraram na minha presença. Eu sentei na minha toalha e eles continuaram se provocando e rindo do meu lado.

— Mas por que você vem com essa sunga, Ana? — perguntou Gonzalo num tom de brincadeira — Cadê aqueles biquínis tão sexys?

— Ah, rapaz — disse minha mãe, meio sem graça — isso não me pergunta...

— Por quê? Se caíam tão bem em você...

— Pois é, caíam. Esse ano não tenho mais corpo pra isso.

— Mas que isso, se você continua uma gostosa — afirmou meu amigo enquanto colocava a mão no quadril da minha mãe — Não vê que tem um corpaço debaixo desse pano todo?

— Ah, cala a boca, puxa-saco — respondeu minha mãe, corada.

— Não dá pra me calar quando sou testemunha de um crime desses, esse corpo foi preso injustamente! — exclamou Gonzalo num tom de falsa indignação, enquanto levantava o dedo indicador.

— Kkkk — minha mãe ria que nem uma boba.

— Quando você vinha de biquíni, fazia uns topless espetaculares, lembra? Tem que libertar esses peitos de novo. Liberdade! Liberdade! Liberdade! — falava num tom de palhaço enquanto levantava o punho pra cima e pra baixo como se tivesse numa espécie de protesto pela libertação das tetas da minha mãe.

Não me fez nem um pingo de graça, mas pra minha mãe fez o mundo inteiro. Ela ria enquanto ele continuava com umas besteiras tipo "mamilo, amigo, o povo tá contigo". Finalmente minha mãe tentou encerrar o assunto dizendo que não tinha trazido biquínis, então esse ano não ia dar. Obviamente isso não parou Gonzalo, que disse que agora mesmo iam os dois comprar um em alguma loja. Minha mãe recusava, mas ele insistiu. dizendo que ia comprar um pra ela mesmo que fosse sozinho, e que se eu não acompanhasse ele, talvez acabasse comprando um que ela não gostasse. "Não vou descansar até que esse corpo receba justiça!" ele pressionava. Mas que buceta que meu amigo tava querendo? Eu tava com vontade de dar um tapa na cara dele, mas não quis falar nada e fazer um escândalo na frente da minha mãe, com medo de atrapalhar o ânimo dela e jogar fora o progresso desses dias.

No final, minha mãe acabou cedendo e, depois de tomar banho no apartamento, foram fazer compras. Claro que eu podia ter ido junto, e talvez devesse, mas na hora tava puto e com medo de, se fosse com eles, ter que aturar o Gonzalo pagando de idiota e gritando palavras de ordem sobre os peitos da minha mãe. Eu fui pro apartamento esperar eles. Demoraram muito. Recebi um WhatsApp da minha mãe dizendo que iam comer algo numa barraquinha do shopping, e que eu fizesse uma pizza de micro-ondas se batesse a fome. Porra, isso já não era normal. No final, minha mãe só apareceu em casa lá pela meia-noite. Ainda bem que veio sozinha, porque se eu tivesse que engolir mais as idiotices do Gonzalo... enfim, ainda bem que não veio. Nisso, minha mãe me mostrou as compras dela. Tinha comprado dois biquínis, um bege e um preto. Os dois pareciam ter um corte ousado, e a parte de baixo era tipo fio dental. Normalmente isso teria jogado mais lenha na fogueira que tava na minha cabeça, mas a verdade é que minha mãe sempre usou biquínis assim. Respirei fundo e decidi encarar como um bom sinal; como se fosse mais um passo pra recuperar minha mãe.

Se aquele dia tinha sido difícil, o seguinte foi muito pior. Minha mãe estreou o biquíni bege dela. Por mais que fosse minha mãe, eu tenho olhos e via que ficava uma delícia nela. Uns quilinhos a mais? Nada disso. Pode ser que tivesse um pouco mais de carne, mas era mínimo; ela continuava com um corpaço e aquele conjunto ousado de duas peças Ela não parava de exaltar as virtudes dela. Naturalmente, Gonzalo não perdeu um segundo e já começou a elogiar ela. Mas claro, ver minha mãe de biquíni não era suficiente pra ele. A gente mal tinha passado meia hora tomando sol quando ele voltou a insistir no assunto do dia anterior:

Bom... e aí, e o topless?

Haha, esquece isso, a essa altura já é tarde demais

Como assim tarde demais?

É que ali não pegou sol e vou ficar estranha com a pele branca. Isso tem que fazer no primeiro dia, não na última semana de férias.

Hahaha, não seja boba, se até dois dias atrás você passou as férias ou trancada no apartamento ou escondida debaixo do guarda-sol – disse Gonzalo enquanto colocava a mão na barriga dela – olha essa barriguinha, ficou coberta esses dias todos e quase não dá pra notar o contraste com o resto do corpo. Nem ontem nem anteontem fez tanto sol como hoje; é o dia perfeito pra começar... além disso, você pega cor rapidinho. Vamos, agora não vem com frescura, que você sempre gostou de tomar sol sem a parte de cima!

Uff, é que me dá preguiça, acabei de guardar o protetor – minha mãe enrolando

Que preguiçosa!... anda, fica tranquila que eu pego – disse enquanto metia a mão na bolsa da minha mãe – se quiser, posso até passar em você – piscou o olho, com a maior cara de pau do mundo.

Anda, idiota, me passa o vidro – minha mãe tirou o peso do assunto, embora não parecesse incomodada com a ousadia do meu amigo e tinha acabado aceitando ficar de topless.

Bom, então imagina que sou eu quem passa em você – disse enquanto abria aquele sorriso safado. Minha mãe fulminou ele com o olhar; aí ele tinha passado do limite – aqui está, gostosa, pega seu vidro – minha mãe pegou o vidro da mão dele sem olhar na cara, e tirou a parte de cima do biquíni.

Ao se livrar da peça, percebi que Gonzalo não tinha se enganado, porque o contraste do bronzeado não era muito chamativo. O chamativo era outra coisa: as peitões enormes que ela tinha. Vistos anos atrás, agora estavam enormes. Parece que os quilinhos a mais tinham ido parar no peito dela, porque dava a impressão de ter ganhado um ou dois números desde o último verão que passamos lá. Claro, não eram umas tetas desproporcionais nem dois sacos de gordura; eram dois peitos firmes e volumosos que atrairiam o olhar de qualquer homem que passasse por ali. Com certeza atraiu o olhar do Gonzalo. E como atraiu. O filho da puta se deliciava olhando minha mãe passar protetor solar naqueles melões. E, claro, os olhares vieram acompanhados de comentários idiotas sobre o grande favor que ela fazia à humanidade ao mostrar "aquelas duas obras de arte" para o mundo. Minha mãe corava e ria. Eu não gostava nada dessa merda toda, mas estava claro que minha mãe gostava. E pelo visto não só gostava, como também ficava excitada. Percebi que os mamilos da minha mãe estavam ficando duros. Muito duros. Porra, tinha visto poucas vezes uns mamilos daqueles. De repente, vieram na minha cabeça as imagens que saíram há um ano ou dois da Kelly Brook fazendo topless na praia. Os peitos crescidos pelo ganho de peso, os mamilos eretos, e o fato da minha mãe ter um biotipo, idade e traços parecidos com os da modelo, fazia com que minha mente comparasse as duas inevitavelmente. Acho que foi ali, ao ver a semelhança, que percebi o quanto minha mãe era gostosa. Comecei a entender por que o Gonzalo parecia se divertir tanto paquerando ela. E, pior ainda, comecei a suspeitar que o objetivo de todo esse plano pra ele não era ajudar minha mãe, mas sim comer ela.

A situação foi esquentando cada vez mais, até que minha mãe deve ter sentido a necessidade de baixar a temperatura e foi se jogar no mar. Mas o Gonzalo não estava disposto a deixar a coisa esfriar e foi com ela pra água. Logo estavam brincando igual ao dia anterior, só que dessa vez minha mãe estava com os peitos de fora e os roçados entre os corpos já não eram mais Tinham um pano no meio. Estavam armando um puta teatrinho e alguns banhistas não conseguiram evitar de olhar e cochichar entre si. Eu tava morrendo de vergonha alheia, mas minha mãe e meu amigo pareciam nem ligar de serem o centro das atenções. Eles continuavam na deles, com os afogamentos, cócegas, roçadas e flertes; não se cortavam nem um pouco. Eu tava puto e, quando minha mãe voltou pra toalha dela, saí correndo pra água pra falar com o Gonzalo a sós antes que ele escapasse. Queria saber que porra tava rolando e deixar tudo claro de uma vez.

— Ei, que porra é essa que cê tá fazendo? — falei na cara dele.

— Qual é o problema?

— Não vem com essa, me diz, o que cê tá fazendo com a minha mãe?

— Ah, isso... tá indo bem, né? — disse o hipócrita — parece que ela tá se soltando.

— Não me enche o saco, cara. Cê tá passando demais da conta — tava me custando um absurdo manter a calma.

— Do que cê tá falando? A gente tá se divertindo — ele me olhava como se minha raiva fosse surpresa — não tem nada rolando.

— Dava pra se segurar um pouco... era pra você só dar uma flertada nela pra levantar o astral. Pois bem, já foi, não precisa continuar com isso; para de dar em cima da minha mãe.

— Não posso fazer isso — ele falou num tom muito sério.

— Como assim não pode?!

— Se eu parar agora, depois de ter dado tanta bola pra ela, ela vai ficar deprimida de novo — afirmou com convicção — vai achar que eu tava brincando com ela pra me divertir às custas dela, ou que me interessei por outra mina. Ela vai se sentir insegura, vai achar que não é mais desejável o suficiente. As mulheres são assim, ficam remoendo essas besteiras. Tenho que continuar até vocês voltarem pra Madrid.

— Cê não vai parar até comer ela, né? — a pergunta saiu carregada de ódio e desprezo.

— Não vou parar até ela querer que eu pare. Mas, o que cê quer que eu te diga?... é, o normal é isso acabar com sexo no meio — confessou.

— O quê?! — gritei alto. Tive que me virar e ver se minha mãe não tinha me ouvido. Ouvido.
Olha – ele disse, baixando o tom – o que você quer? Que eu pare? Agora não dá. É verdade, talvez eu tenha passado um pouco do ponto em algum momento, desculpa, mas agora tô num ponto sem volta. Tenho que seguir. Sua mãe quer sexo, ou pelo menos não vai demorar pra querer; até você percebeu isso. Eu já não consigo mais segurar ela e não tô em posição de recusar, porque senão ela vai cair na depressão de novo.

Já, que grande sacrifício da sua parte... você é um merda de amigo.

Puta merda! – ele exclamou, ofendido – O que você quer que eu diga? Que eu admita que ia curtir com ela na cama? Então tá: sim. Qualquer um ia querer transar com uma mulher assim, é óbvio. Mas te juro que não esperava chegar nisso... sua mãe tava um caco e eu não imaginava que ela fosse ficar tão receptiva. E não vem com essa de que sou um mau amigo... você prefere arriscar que seu amigo coma sua mãe ou arriscar que ela caia de novo na depressão? Isso não é coisa de filho da puta? Não é de mau caráter? – ele me recriminava – Não me enche o saco e para de ser egoísta... entendo que não curta a situação, mas pensa nela. Percebe que é melhor você engolir isso durante os poucos dias que vocês tão aqui do que ter que ver sua mãe toda ferrada em Madri.

Fiquei calado. Tava puto, mas ele tinha razão. Devia ter parado isso antes. Talvez devesse ter ficado mais em cima deles... não ter deixado eles tanto tempo sozinhos e ter falado do assunto com o Gonzalo mais vezes. Agora já... era tarde. Não me restava outra a não ser me afastar e observar. Quem sabe, no final não rola nada, pensei. Olhei nos olhos do Gonzalo e concordei. “Tá bom, beleza” falei, derrotado. Ele sorriu pra mim e me deu um tapinha no ombro antes de voltar pra minha mãe. Eu me mergulhei na água, precisava ficar sozinho e tranquilo.

Nem preciso dizer que, depois daquela conversa, o Gonzalo não só continuou tentando seduzir minha mãe, como agora Saía pra pegar geral. As brincadeiras, joguinhos, roçadas e apalpadas foram aumentando durante a semana e cada vez ficavam mais sem vergonha. Lembro que na nossa penúltima manhã lá, meu amigo não se segurou e deu um tapa forte na bunda da minha mãe e disse "Viu como cê pegou cor rápido? Essa rabuda tá bem moreninha". A outra mão não ficou atrás e beliscou um dos mamilos durinhos dela "e essas duas maravilhas também" falou piscando o olho pra ela. Minha mãe ria e deixava ele fazer. Não importava que eu estivesse do lado, nem que a praia inteira pudesse ver; o filho da puta tinha ela na palma da mão.

Eu me consolava lembrando que no dia seguinte ao meio-dia a gente voltava pra Madrid. Em umas 24 horas tudo teria acabado, então só me restava pouco sofrimento pela frente. Além disso, apesar de como o clima tinha esquentado, eles não tinham transado. Comecei a ter esperança de que não iam dar esse passo. Talvez minha mãe não estivesse pronta pra se entregar de vez pra outro homem, ou talvez o Gonzalo tivesse pensado melhor e agora achasse que não seria certo chegar a esses extremos com minha mãe. "Tomara que parem por aqui e depois em Madrid minha mãe arrume um homem pra virar essa página", pensava comigo mesmo. Queria que minha mãe fosse feliz, e achava bom que fosse com um homem do lado, mas me dava nos nervos que esse homem pudesse ser um moleque dois anos mais velho que eu.

Lembro muito bem daquela tarde. Era minha última visita à praia porque tava rolando a festa da cidade e aquela noite ia ter forró até de madrugada. Como provavelmente a gente acordaria tarde no dia seguinte, não íamos ter tempo de voltar pra praia antes de ir embora ao meio-dia pra Madrid. O Gonzalo e minha mãe estavam se banhando enquanto eu tava sentado na minha toalha, perdido nos meus pensamentos. Quando saí do meu mundo, percebi que tinha perdido eles de vista. Levantei e olhei pro mar. Não via eles. Me virei ao redor e também não localizava. Era a primeira vez que estavam escapando de mim desse jeito... fiquei meio nervoso. Aí pensei que talvez eles tivessem ido nadar até a praia de pedras que tinha do lado. As duas enseadas eram separadas por uma formação rochosa que dava pra contornar nadando ou atravessar a pé. Escolhi a segunda opção.

Eu estava no meio do caminho entre as duas praias quando comecei a ouvir uns barulhos baixinhos. Não sabia bem o que era, os sons eram quase inaudíveis, mas parecia que tinha alguém na água, bem do lado onde eu estava. Me debrucei nas pedras e olhei pra baixo. Meu coração deu um pulo. Vi minha mãe e o Gonzalo se pegando na água. Deviam ter uma plataforma de pedra embaixo, porque estavam de pé e a água batia na cintura deles. Abraçados, se comiam de boca. As mãos do Gonzalo seguravam as bundas da minha mãe, e ela o envolvia com os braços, esfregando os peitões enormes nele. Não sabia quanto tempo estavam ali, mas com certeza continuaram naquela posição por um tempo, até que ele resolveu avançar. Parou o beijo e virou minha mãe com violência. Aí ele atacou por trás, passando as mãos em volta do corpo dela e colocando-as sobre os peitos. Brincava com os bicos enquanto mordiscava a orelha e o pescoço dela. Ela gemia, toda entregue. E gemeu mais ainda quando o Gonzalo deslizou uma das mãos dentro da parte de baixo do biquíni e começou a masturbá-la.

— Tá gostando, hein? — ele dizia, alto o bastante pra eu ouvir.

— Mmmm, siiiim... — minha mãe gemia de prazer.

— Você vai ser minha... porra, que buceta quente você tem, tava morrendo de vontade de tocar... vou arrebentar você de pica.

— Uff, tô morrendo de vontade, mas agora não — minha mãe falava entre gemidos — espera depois da festa que quero falar com o Juan... ele merece saber antes de acontecer. Além disso, se ele resolver nos procurar agora, pode nos pegar... a gente tem que Vai ser rápido assim.

Tá bom, gostosa, mas se quer gozar agora, é melhor me compensar bem essa noite...

Uff, sim, não me deixa assim, por favor – implorava a safada – essa noite você pode fazer o que quiser comigo, não vai se arrepender de deixar pra depois, eu juro.

Assim que ela falou isso, Gonzalo acelerou o ritmo dos dedos na buceta da minha mãe e, segundos depois, ela gozou como só a mais puta conseguiria. Teve que apertar os dentes pra não gritar de prazer. Não tinha volta: essa noite eles iam foder.

Ficaram se beijando mais um tempo antes de voltar pra praia. Eu tive que correr pra chegar na toalha antes que eles vissem que eu tinha saído do lugar. Quando sentaram do meu lado, agiram como se nada tivesse acontecido. Eu era de longe o mais tenso, mas disfarcei bem e ficamos conversando de boa, como nos dias anteriores. Já de noite, no apartamento, jantei só com a minha mãe. A gente tava comendo a sobremesa quando ela tocou no assunto:

Escuta, Juan, queria falar uma coisa com você...

Fala.

É sobre o Gonzalo...

Fala – engoli seco – o que foi?

Bom... ele e eu estamos nos divertindo muito juntos, sabe?

Sim – falei quase sem voz – vocês se dão muito bem – usei o tom mais inocente que pude, pra evitar que ela desconfiasse que eu sabia mais do que ela pensava.

É isso – ela tava nervosa – a gente se dá muito bem... e fazia tempo que eu não me dava tão bem com alguém, entende?

Sim, mãe – porra, que conversa mais desconfortável; tinha que concordar com ela logo – entendo, de verdade, e acho legal.

Sério? – ela me olhou com cara de quem não tinha certeza se eu entendia tudo

Sim – insisti – você precisa seguir em frente, já falamos sobre isso outras vezes – falei pra ela ver que eu entendia do que a gente tava falando.

Você acha mesmo bom? – ela me olhou nos olhos – Não te incomoda?

Não, de verdade – menti – na real, acho muito foda que você se interessou em alguém como o Gonzalo. Sabe que, além de ser meu amigo, sempre admirei ele e sempre achei ele um cara foda. Fico feliz que você tenha escolhido alguém como ele pra começar a superar isso – senti uma faca cravando nas minhas entranhas enquanto vomitava essas mentiras, mas pensei que era o que eu devia dizer. No fim, iam foder do mesmo jeito. Queria que pelo menos minha mãe ficasse de consciência limpa. A última coisa que eu precisava era que ela ficasse deprimida depois de tudo isso por achar que tinha me machucado.

E assim eu dei minha bênção. Ela pareceu surpresa com minha reação, mas acreditou nas minhas palavras. Até se emocionou e veio me dar um beijo e um abraço; estava grata, aliviada e orgulhosa pela maturidade das minhas palavras. Porra, quase comecei a chorar também... embora não soubesse se era pela beleza de vê-la tão feliz de novo, pela vergonha de ter mentido tão descaradamente, ou pela raiva que sentia ao pensar que o Gonzalo ia comer ela naquela noite. Vida de puta.

Depois do jantar, nos arrumamos pra ir pra festa. Pra mim bastou meia hora pra tomar banho, me barbear e me vestir, mas minha mãe caprichou pra se arrumar o melhor que pôde. Por mais que me doesse, ela queria deslumbrar quem ia ser o amante dela. Vestiu um vestido verde escuro com um decote de matar e uma barra curta que deixava ver as pernas torneadas. Nunca tinha visto antes, devia ter comprado aqui. O cabelo dela, mesmo solto, estava muito bem penteado; e a maquiagem destacava os olhos e os lábios carnudos de um jeito que parecia completamente natural. Minha mãe era uma mulher muito gostosa, mas poucas vezes tinha chegado ao nível daquela noite. Tava espetacular.

Quando o Gonzalo viu ela, quase saltou os olhos das órbitas. Fez questão de dizer que ela tava linda enquanto a cumprimentava com dois beijos. Minha mãe então deu um selinho nos lábios dele, indicando que eu tava sabendo do que rolava. O Gonzalo me olhou e eu devolvi o olhar e assenti com a cabeça. Ele sorriu e Senti de novo uma facada nas tripas. Peguei na mão da minha mãe e fomos pra praça da cidade, onde tava rolando a festa.

A praça tava lotada. A festa já tinha começado há umas horas, então já tava bem animada. Ficamos os três dançando, mas claro que eu tava mais dançando sozinho enquanto eles dois dançavam juntos. Aos poucos fomos nos separando, mas eu ficava de olho neles de vez em quando. Eles se esfregavam um no outro nas danças e se beijavam. Conforme a noite avançava, dançavam menos e se beijavam mais; e depois de um tempo começaram a se pegar e se tocar de um jeito que beirava o escândalo público. Queria que a terra me engolisse.

Umas três e meia da manhã, minha mãe chegou perto de mim.

— Juan... Gonzalo e eu cansamos um pouco de dançar. Vamos tomar um drink no apartamento dele... não se preocupa com a gente, continua se divertindo. A gente se vê amanhã.

Ou seja: "Gonzalo e eu vamos foder, fica aqui e não enche o saco. Não me espera acordada que vamos trepar igual coelhos a noite toda." Engoli a raiva e falei que beleza, que se divertissem. Dei um beijo de despedida nela e levantei a mão na direção do Gonzalo pra me despedir dele também. Quando foram embora, fiquei dançando um pouco, mas não conseguia relaxar. Tava pirando com a ideia de que um cara só dois anos mais velho que eu, meu amigo, ia comer minha mãe a qualquer momento. Não passou nem quinze minutos e decidi ir pra casa.

Voltar pro apartamento não adiantou nada. Não conseguia tirar da cabeça o que tava rolando na casa ao lado. O que será que eles tão fazendo agora? Tão no meio do sexo? Será que o Gonzalo tá obrigando minha mãe a fazer um boquete pra compensar por não ter deixado ele meter na praia? Porra, não sei por que penso nessas coisas, mas não consigo evitar. Aí percebi uma coisa. O quarto grande do nosso apartamento (o que usava minha mãe), se conectava pela sacada com a sacada do apartamento do Gonzalo, que por sua vez dava pro quartão daquele apê. Naquele quarto dormiam os pais do Gonzalo e era, portanto, o quarto que tinha uma cama de casal. O lógico seria que eles estivessem trepando naquele quarto, e eu poderia me enfiar na sacada pra dar uma espiada. A única coisa que podia me impedir era se eles tivessem fechado as cortinas, mas como era um apê de frente pro mar e sem vizinhos do lado, era possível que tivessem deixado abertas. Porra, espiar eles era errado, mas eu não aguentava mais... tinha que ver o que tava rolando. Sabia que ver só ia me foder mais, mas sei lá, talvez eu seja masoquista... o fato é que eu precisava ver. Corri pra sacada e me enfiei na deles. Bingo, as cortinas não estavam fechadas. A porta de vidro tava entreaberta; meu coração tava batendo a mil quando me inclinei pra olhar.

Lá estava ela. Minha mãe tava deitada de barriga pra cima na cama; uma calcinha fio-dental preta era a única peça que ainda vestia. Reparei nos mamilos dela. Tavam durinhos, igual quando o Gonzalo esquentava ela na praia, mas dessa vez pareciam brilhar. Parecia que os peitos da minha mãe estavam babados; o filho da puta do meu amigo devia ter chupado eles enquanto eu tava no apê do lado. Naquele momento ele apareceu. Entrou pela porta do quarto vestindo só uma cueca vermelha, inchada pelo que devia ser uma ereção. Parou aos pés da cama, admirando a mulher que ia comer naquela noite. Minha mãe levantou um pé e começou a esfregar no volume do Gonzalo. Alternava movimentos circulares com movimentos de cima pra baixo enquanto o volume escondido no pano vermelho parecia crescer ainda mais. O outro pé começou a brincar com o elástico da cueca, dando a entender pro Gonzalo que já era hora de se despedir dela. Meu amigo se afastou uns centímetros e tirou a cueca, liberando o pau ferramenta. Era grande... não era tipo ator pornô, mas com certeza tinha um tamanho pra ele se sentir orgulhoso, tanto no comprimento quanto na grossura. E se ele podia se sentir orgulhoso, minha mãe parecia estar encantada. Ela lambeu os lábios igual uma puta faminta ao ver as dimensões da pica que tinha na frente dela. As solas dos pés dela agora acariciavam diretamente o pau e as bolas do Gonzalo. O filho da puta sorria, curtindo a maciez daqueles pés deslizando por todo o sexo dele.

Um minuto depois, as mãos do Gonzalo seguraram os tornozelos da minha mãe. Firmando bem, ele afastou os pés do mastro e os separou pra abrir as pernas dela. De repente, puxou os tornozelos dela na direção dele, arrastando o corpo todo dela até os pés da cama. A brusquidão do movimento surpreendeu minha mãe, mas não diminuiu nem um pouco a excitação dela. Não, com certeza não diminuiu, porque ao ver a vara do Gonzalo tão perto, ela não perdeu tempo e meteu na boca. Ela tava sentada na beirada da cama e, dessa posição, se inclinou pra frente e envolveu a cabeça do pau que tava na frente dela com os lábios. No começo, ela enfiava e tirava da boca... brincava com ele, dando lambidas e beijinhos; mas a fome de pica dela aumentou e não demorou pra começar a chupar com gosto. A safada fechava os olhos, curtindo o sabor da barra de carne que deslizava entre os lábios dela. A cabeça da minha mãe subia e descia enquanto chupava com capricho a pica do amante. Não sei como ela fazia, mas conseguia ir até quase a base daquele tronco. E se não chegava até o fim, o porco do Gonzalo ajudava, empurrando a cabeça dela com as mãos e fazendo movimentos pélvicos como se tivesse fodendo a boca que envolvia a pica dele.

Ficaram assim por vários minutos, embora pra mim parecessem horas. "Continua assim, Ana, que você me deve um orgasmo", ele dizia, o cachorro, me fazendo lembrar A cena grotesca que eu tinha visto na praia, “tá bom, porra, vou te dar uma boa dose de porra”. Eu pensei que isso faria minha mãe se afastar, enojada com a ideia de gozarem na boca dela, mas eu tava enganado. E como eu tava enganado. Parece que eu subestimei o quão puta minha mãe era, porque essas palavras pareciam ter deixado ela ainda mais excitada. Ela chupava com toda a safadeza do mundo, cada vez mais rápido; cada vez mais fundo. A vagabunda não só não parava, como acelerava o ritmo. Me parte a alma admitir, mas minha mãe parecia saber chupar um pau melhor que qualquer atriz pornô que eu já vi. Gonzalo começou a ofegar; devia estar perto. Minha mãe percebeu e agarrou as nádegas do meu amigo, como pra garantir que aquele pauzão não escapasse e a privasse do néctar que ela tanto queria provar. E então veio. “Siimm, vou gozar!” gritou Gonzalo enquanto jorrava a porra na boca da minha mãe. O orgasmo pareceu durar uns dez segundos, mas minha mãe manteve a rola na boca por muito mais tempo. Ela olhava nos olhos dele enquanto limpava a cabecinha com a língua; a safada não queria desperdiçar uma gota sequer.

Assim que a mamada terminou, Gonzalo se jogou na cama de barriga pra cima.

Vem cá – ele ordenou – quero chupar essas tetonas de novo.

Minha mãe riu e se aproximou dele com obediência. Ela ficou de quatro sobre a cabeça do amante, deixando os peitões enormes caírem na cara de Gonzalo. Ele chupava um mamilo enquanto amassava a outra teta com uma das mãos. A língua de Gonzalo percorria agora toda a superfície do busto da minha mãe. Ele virava a cabeça pra enfiar o rosto no meio dos peitos, beijava os seios, chupava os mamilos e lambia em círculos; tava usando todo tipo de técnica pra chupar aquelas tetas.

Uff – ela suspirou – adoro como você chupa meus peitos!

E eu adoro chupá-los, gostosa – respondeu Gonzalo. — mas agora que minha boca já provou elas, é hora de outra parte do meu corpo provar também.

Minha mãe entendeu perfeitamente o que meu amigo estava pedindo. Com um sorriso lascivo na boca, ela desceu, deslizando os peitões por todo o corpo do Gonzalo. A pica daquele filho da puta já tinha endurecido de novo. Sem mais delongas, minha mãe prendeu ela entre os melões e começou a fazer um espanhol. Meu estômago revirava ao ver a cara de prazer daquele filho de uma puta... mas olhando pra cara da minha mãe, que mordia os lábios de tão tarada que tava, ficava claro que o único filho de uma puta de verdade aqui era eu. Depois de uns minutos curtindo como as tetas da minha mãe batiam uma punheta pra vara dele, o Gonzalo decidiu que já era hora de partir pra algo maior.

Com um gesto, ele mandou minha mãe tirar a calcinha fio dental. Ela obedeceu na hora e, em seguida, esfregou ela de brincadeira na cara daquele porco.

— Olha como você me deixou molhada — disse minha mãe com luxúria.

— Então sobe em cima e vê o que você vai curtir.

Não precisou pedir duas vezes. Ela se posicionou sobre a barriga do Gonzalo e, com uma mão, guiou a pica até a entrada da boceta dela. Minha mãe tava tão lubrificada que só precisou se deixar cair pra sentir aquela espada de carne se cravando no fundo das entranhas dela. Ela soltou um gemido de prazer ao sentir aquela vara grossa enchendo ela. Depois de trocar um olhar cúmplice com meu amigo, começou a cavalgar ele. Não teve frescura; tava tão tarada que começou a pular em cima dele com tudo. O ritmo da transa era rápido e os peitões enormes da minha mãe balançavam pra alegria do Gonzalo, que não perdia um detalhe enquanto mexia os quadris pra acompanhar o movimento da amazona que tava em cima. Os gemidos da minha mãe ecoavam na minha cabeça; ficavam mais altos a cada segundo que passava. Ela gemia como uma puta entregue enquanto se aproximava do orgasmo e, quando ele finalmente Finalmente, ela soltou um gemido enorme de prazer e desabou, exausta, sobre o amante.
Depois de ficar em êxtase, os lábios dela buscaram os de Gonzalo. Eles se beijaram com paixão, se pegando de língua fundo. Não duraram muito assim, porque ele ainda não tinha gozado e não estava disposto a esperar mais. Com um movimento rápido, virou minha mãe de lado e ficou por cima dela; assumiram a posição missionária e retomaram o exercício de paixão. Agora era ele quem estava descontrolado. Mexia a pélvis com força, cravando a vara inteira na minha mãe a cada estocada. Ela curtia como uma puta no cio; se agarrava nele e abria mais as pernas pra facilitar a entrada. Os gritos de prazer da minha mãe mostravam que ela tava gozando de novo, o que parecia dar mais coragem pra Gonzalo, que cada vez metia mais forte e mais rápido. O tio tinha uma furadeira entre as pernas. Uma furadeira com a pilha bem carregada, porque o filho da puta aguentou o ritmo igual um touro por vários minutos até não aguentar mais e avisar que ia gozar. Pra minha surpresa, e também pra de Gonzalo pelo que dava pra ver na cara dele, minha mãe enroscou as pernas na cintura do amante, convidando ele a gozar dentro, mesmo eles estando sem camisinha. Preso pelas pernas da minha mãe, que tava gozando de novo, Gonzalo continuou bombando a buceta dela até o pau dele explodir num orgasmo potente e vomitar todo o esperma.
Os dois se olhavam nos olhos, extasiados. Depois de trocarem olhares e risadas cúmplices, as bocas deles se fundiram de novo em outro beijo longo e apaixonado. Gonzalo saiu de cima e se deitou de lado; os dois se abraçaram e ficaram uns minutos trocando carinhos e beijos em silêncio, até ele falar.
— Que buceta apertada você tem. Que maravilha!
— Kkkk — minha mãe gostou do elogio — bom, é que fazia um ano e meio que eu não fazia isso...
— Pois isso não tá certo, Ana. Você é um espetáculo de mulher; você não é só gostosa pra caralho, na cama você fode como uma leoa. Tem que fazer isso mais vezes...

Haha, você é um puxa-saco. – minha mãe ficou vermelha – É que tudo tem sido muito difícil pra mim desde que meu marido morreu.

É, mas a gente se divertiu junto, né?

Sim... foi uma semana incrível – minha mãe deu um selinho no Gonzalo – você foi incrível; eu quase tinha esquecido o que era ser feliz, mas você me lembrou.

E vou continuar lembrando a noite toda – ele piscou um olho

Hahaha, não foi isso que eu quis dizer, idiota – ela disse, corando – sua companhia durante esses dias foi muito especial... você é um anjo – os olhos da minha mãe brilhavam; comecei a temer que ela tinha se apaixonado.

Pra mim também foi muito especial... adoro ver você sorrir de novo. – Agora era ele quem dava um selinho nela – Ei, e como é que você ainda toma a pílula se não transou nesse tempo todo?

Que pílula? – minha mãe olhou estranho

A anticoncepcional... você deixou eu gozar dentro, então acho que toma, né?

PORRA! – exclamou minha mãe – não tinha pensado nisso. É que meu marido teve caxumba que deixou ele estéril pouco depois que eu engravidei... nunca precisei me preocupar com isso e claro, não pensei...

Porra, que merda! – Gonzalo estava agitado – o que a gente faz?

Bom, não se preocupa – minha mãe parecia um pouco mais calma – tô num período seguro do meu mês. Acho que a gente pode ficar tranquilo.

Tem certeza?

Sim, fica tranquilo... não se estressa, vamos continuar aproveitando a noite – ela beijou os lábios do amante de novo – da próxima vez goza fora se quiser e pronto.

Nesses peitões eu vou gozar – ele disse enquanto se agarrava neles, esquecendo completamente as preocupações – olha, já deixou ele duro de novo... fica de quatro que quero continuar arrombando esse coelhinho apertado de colegial.

Minha mãe sorriu excitada e se ajeitou na posição de quatro. Puta. Eu, por mim, não aguentava mais aquilo. Saí da varanda e voltei quietinho pro nosso apartamento, me xingando por ter ido espiar eles. Mais de três horas depois, ouvi minha mãe entrar em casa. Eram quase nove horas... será que tinham transado por cinco horas? Isso era possível? A verdade é que eu não queria saber; a única coisa que eu queria naquele momento era dormir de uma vez, mas não consegui. Não era mais tanto pelo trauma de ver minha mãe agindo como uma verdadeira vadia, mas pelo medo de que ela tivesse se apaixonado por aquele porco e engravidado.

Lá pelo meio-dia, minha mãe entrou no meu quarto pra ver se eu já estava acordado e me lembrar que em uma hora a gente tinha que ir pra estação de ônibus voltar pra Madrid. Arrumamos tudo, nos preparamos e fomos pra estação na companhia do Gonzalo. Eles continuavam naquela vibe de casal; andavam de mãos dadas e se beijavam. O caminho pareceu uma eternidade... não conseguia evitar sentir humilhação e impotência pelo que tinha acontecido. Quando chegou a hora da despedida, Gonzalo me deu um apertão de mão forte. Eu não consegui olhar nos olhos dele. Minha mãe e ele se despediram com um beijo longo e intenso que quase nos fez perder o ônibus.

Já sentados no veículo, vi minha mãe enxugando umas lágrimas. Fiquei horrorizado, pensando que ela realmente tinha se apaixonado por aquele babaca e que agora a distância ia fazer ela cair na depressão de novo. Se minha mãe voltasse a ficar como antes da viagem, eu teria engolido toda essa merda à toa...

Por sorte, eu estava errado. As lágrimas deviam ter sido só coisa do momento, porque ela não caiu na depressão de novo. Nas semanas seguintes, vi com alegria como minha mãe retomava a vida antiga. Voltou a ver as amigas, se vestia gostosa, voltou pra academia, e passava o dia rindo. A sensação de frustração que eu sentia foi diminuindo ao ver que o plano, por mais difícil que tivesse sido... resultado, tinha funcionado e ela voltava a ser feliz. Também não perdeu tempo em arrumar um parceiro: não fazia nem um mês que estávamos em casa quando ela começou a sair com o chefe dela, que já estava dando em cima dela sem sucesso há muito tempo. Isso foi o que mais me alegrou em tudo, porque eu sabia que, se ela tivesse namorado, não cairia nas garras do Gonzalo no verão seguinte. Por mais promíscua que ela pudesse ser, não era uma mulher infiel. Disso eu tinha certeza.

2 comentários - Depressão da Minha Mãe

¡Qué suertudo tu amigo por haberse tirado a semejante mujer! Nada más rico que follar con una mujer madura. Si es cierto, pasa fotos de la muy puta tetona de tu madre.