Fugir é a solução? (Parte 2)

No caminho pro meu quarto, dava pra ouvir as vozes vindo da cozinha, e no meio delas, a risada do meu primo se destacava. Como é que ele conseguia ficar tão tranquilo depois do que rolou no banheiro?

Larguei a toalha em cima da cama e me vesti com um conjunto de calcinha e sutiã branco, um shorts jeans desfiado e uma regata rosa de alcinha.

A regata era de costas nadadoras, então deixava à mostra parte das tatuagens que tenho nas clavículas. Do lado direito, tinha o símbolo da mão de Fátima, e do lado esquerdo, a frase "Let me be".

E acho que, sem perceber, peguei a regata do meu armário que mais valorizava meus peitos.

Levei uns dois minutos pra me acalmar e desci pro andar de baixo.

O sol ainda entrava pelas janelas quando entrei na cozinha. As vozes que eu tinha ouvido calaram na hora, e nove pares de olhos se cravaram em mim.

Minha tia Luísa, irmã da minha mãe, foi a primeira a chegar pra me dar dois beijos. Depois vieram o marido dela, meus outros tios e meus primos Carmen e Pablo, que era o irmão mais novo do Aitor. Meu avô Pedro foi o último a se aproximar, e com os olhos marejados, a gente se abraçou. Senti as mãos dele, cheias de calos e aspereza de tanto trabalhar na roça, se agarrarem nos meus ombros. A pele dele tava mais calejada do que eu lembrava, e as rugas marcavam os olhos dele. Não saberia explicar o que tinha mudado nele, além da idade, mas não era o mesmo que me corria atrás pela casa anos atrás.

- Aitor, cumprimenta sua prima – disse a mãe dele.

- A gente já se viu essa tarde, não é mesmo, prima? – ele falou, me olhando. No rosto dele, se desenhou um sorriso que me lembrava o de um lobo, e eu senti o sangue subir pras minhas bochechas.

O jantar foi normal. Minha avó insistia em encher a gente de comida, trazendo prato atrás de prato, e a família se divertia conversando e perguntando sobre mim, enquanto eu não conseguia tirar os olhos dele. Meu primo. Tava sentado na minha frente numa boa, mal cruzava o olhar comigo, mas ria de todas as piadas e não parecia nem um pouco desconfortável.
Já eu, mal falava na conversa, já tava cheia de dúvidas na cabeça. Enquanto comia um pedaço de tortilha, resolvi me enganar e pensar que, por mais anos que tivessem passado e a gente sem se ver, Aitor era meu primo e ninguém mudava isso.

Depois da janta, os mais velhos ficaram nostálgicos e começaram a contar suas histórias, então minha prima Carmen me chamou pra ir ao único bar da cidade tomar umas com ela e as amigas. Segundo ela, todas eram super legais e ia ser bom eu conhecer gente pra não passar o verão enfiada na casa dos avós. Eu não tava muito a fim, mas tentei me convencer de que era o melhor.

- Preciso sacar uma grana antes de descer pro bar – falei pra Carmen na porta de casa.
- Ah, então vou com você e a gente vai junto – ela respondeu.
- Não – ouvi a voz do meu primo Aitor, mas mal tive coragem de olhar pra ele – também tô duro, então vou com ela e depois a gente aparece no bar. Acho que meus amigos tão lá também.

Pra falar a verdade, pra esquecer o rolo no banheiro com meu primo, o melhor seria manter uma distância segura, mas na hora fiquei sem reação e teria sido estranho se ele não quisesse ir comigo. De qualquer forma, qual era o jogo do Aitor?

O carro dele tava estacionado na porta da casa da vó, então a gente entrou enquanto via pelo espelho Carmen e Pablo indo pro bar.

Preferia ter ido em silêncio, mas meu primo não tava na mesma vibe.

- E aí, como foi o primeiro dia na cidade? – ele perguntou.
- Na verdade, foi bem tranquilo, não tenho do que reclamar. Senti falta de todo mundo e a paz na casa dos véio é ótima – falei sem tirar os olhos das ruas por onde a gente passava.
- Pô, e mais Tranquilidade depois da homenagem que você fez pra si mesma no chuveiro – as palavras dele me deixaram totalmente sem reação por alguns segundos, mas mesmo assim juntei forças e olhei pra ele.

- E como você sabe que eu fiz uma homenagem pra mim? – perguntei.

- Poxa, ninguém te avisou que as paredes da casa da vovó são de papel? – ele disse num tom de brincadeira – mas não sei se você deveria pensar no seu primo pra fazer essas coisas.

Aitor parou o carro na frente do banco e saiu, me deixando lá feito uma idiota. Por um tempo, fiquei sem conseguir me mexer, a pose metida do meu primo me intimidava um pouco, mas não posso negar o quanto ele me deixava excitada.

- Nerea, você vai sacar dinheiro? – ele perguntou com a porta do caixa eletrônico aberta.

Desci do carro como uma robô e entrei no cubículo pequeno. Aitor, em vez de esperar lá fora, entrou. Dava pra sentir a presença dele atrás de mim, e só ouvir a respiração dele já fazia minha pele se arrepiar. Percebi meus mamilos endurecerem e decidi que já era hora de jogar minhas cartas, que eu nunca fui de ficar calada nem de me acanhar, e não ia começar agora.

- E como você sabe que eu me toquei pensando em você? – falei pegando o dinheiro e me virando pra encarar ele.

- "Que porra é essa, Nerea? Aitor é seu primo" – ele disse repetindo as palavras que eu tinha falado no chuveiro – Além disso, você se tocou depois de falar pra vovó como eu estava gostoso. Não precisa ser muito esperto pra juntar os pontos, pequena – a resposta dele me deixou ainda mais ousada.

- E você teria gostado de ver? – perguntei num sussurro enquanto aproximava minha boca da orelha dele. Sentia o caixa eletrônico ficar menor, como se só a gente importasse naquele momento.

- Essa é a Nerea que eu esperava – disse meu primo, enquanto a respiração dele batia no meu pescoço. Aquele arrepio estava me deixando muito excitada – mas não se engana, eu não me contento só em olhar.

Ele aproximou os lábios da minha orelha e me mordeu. lóbulo, tirando depois dos meus brincos com os dentes. Ele percorreu com beijos o caminho que separava minhas orelhas da minha boca e me beijou. O corpo dele me empurrou contra o caixa eletrônico enquanto a boca dele devorava a minha, a língua dele brincava à vontade dentro de mim e a mão dele segurou minha cabeça com força contra a dele. Eu dei um pequeno pulo e me sentei no caixa, enrolando as pernas no meu primo. A mão que estava livre entrou dentro da minha camiseta e foi parar no meu peito esquerdo, com um puxão forte ele baixou a taça do meu sutiã e começou a beliscar meu mamilo.

- Cê viu como eu sei deixar eles duros, né? – ele perguntou separando a boca da minha, mas com nossas testas juntas.

Não consigo dizer quanto tempo durou aquele encontro, mas posso afirmar que, apesar de ter sido curto, foi um dos mais intensos que já tive.

De repente, ele se afastou de mim e abriu a porta do caixa para sair, me deixando sentada ali, com a putaria da situação estampada na minha cara e os lábios entreabertos esperando outro beijo.

- E é assim que eu confirmo de vez que você se toca pensando em mim, pequena – ele disse num tom que me irritou – A gente devia ir pro bar. Não demora tanto pra sacar dinheiro.

- Ué, você não ia sacar? – perguntei pulando do caixa.

- Não – respondeu todo seguro.

Enquanto eu me afundava no banco do carona, pensei que era a pessoa mais idiota desse mundo. A única coisa que eu queria era voltar pra casa dos meus avós e sentar na mesa da cozinha pra vovó fazer um chocolate quente, igual quando eu era pequena, mas tinha prometido pra minha prima que iria ao bar e conheceria as amigas dela.

Quando o carro estacionou na praça, eu saí batendo a porta e entrei. Assim que abri a porta, alguns flashes vieram na minha direção. Era aquele bar típico de cidade pequena: de manhã, um senhor atendia a galera mais velha, e à noite o filho dele assumia, juntando a moçada nova da cidade. Logo vi minha prima Carmen me acenando de uma mesa e me aproximei com meu primo atrás de mim.

- Já que você me espia no banho, acho que não precisa me acompanhar até a mesa – falei com toda a arrogância que consegui, puta da vida por não ter terminado o que a gente tinha começado no banco.

- Não vem com essa marra que eu não te acompanho – ele respondeu, enquanto eu revirava os olhos.

Carmen estava na cabeceira da mesa e do lado dela sentavam mais três minas, que acho que ela me apresentou, mas nessa hora sou incapaz de lembrar o nome ou a cara delas. Sentei do lado da minha prima e Aitor fez o mesmo na frente. Nessa hora minha cara era um poema, mas ficou ainda mais quando ele beijou uma das amigas da Carmen.

- Não te falei nada, mas a Paola é a namorada do Aitor – minha prima sussurrou – Eles formam um belo casal, né?

Eu era incapaz de pensar ou falar algo coerente pra minha prima. Uma coisa era o joguinho que o Aitor tava fazendo comigo, outra era ele ter namorada. Obviamente meu primo era muito gostoso e não faltavam minas pra ele, mas na minha cabeça ele era mais um cara de uma noite do que de um relacionamento sério. Bom, tão sério quanto dá pra ser quando você beija sua prima no dia que ela chega na cidade.

Carmen e as amigas dela tentavam me incluir nas conversas, seja contando histórias engraçadas ou as últimas fofocas da cidade, enquanto eu não conseguia parar de olhar pro meu primo e pra Paola. Outra coisa que eu não conseguia parar de fazer era beber, então acabei enchendo, sozinha, a mesa de copos vazios de whisky com Booty. Na minha cabeça, eu não parava de repetir que aquele era o último, mas percebi que era incapaz de cumprir quando já tinha tomado 9. Tinha vindo pra cidade tentando não beber nem a água dos vasos, e já na primeira noite não conseguia cumprir.

- Carmen, preciso sair pra tomar um ar – falei enquanto tentava me manter de pé.

- Você — Te acompanho? — perguntou ela, preocupada.

— Não precisa, vou entrar num instante — encerrei a conversa com a fala mais embolada que o normal.

Abri a porta em busca de um pouco de ar que me aliviasse, mas só encontrei o calor típico das noites de verão. Sentei num dos portais ao lado do bar e apoiei a cabeça nas mãos. Queria fugir das confusões com os tios e das bebedeiras enormes, e no vilarejo me esperava isso.

Fiquei um tempão sentada lá até sentir todo o uísque que tinha bebido querendo sair. Acho que prendi o cabelo com a mão, tentando fazer um rabo de cavalo pra não me sujar, e vomitei.

Na manhã seguinte, acordei com uma sensação muito conhecida. A cabeça doía como se um prego atravessasse de têmpora a têmpora, a boca parecia sola de chinelo e meu estômago estava uma montanha-russa. Abri os olhos e vi que aquilo não era nem meu quarto nem a casa da vó, mas sim um sofá no meio de uma sala. Olhei o cômodo inteiro, tentando adivinhar onde estava, até que Aitor e Paola sorriram pra mim numa foto. Porra, será que podia piorar? Na noite anterior, eu tinha me embriagado num bar de vilarejo, onde a maior festa era três caras de trinta anos jogando cartas, tinha vomitado na praça e acabado dormindo, de regata e calcinha, no sofá da casa do meu primo.

Levantei da sala pra pegar um copo d'água, mas enquanto andava pelo corredor comecei a ouvir uns barulhos, como se fossem gemidos. Decidi deixar a água pra depois e caminhei, tentando achar de onde vinham aqueles sons. Os gemidos me levaram até o quarto do meu primo. A porta estava entreaberta, então hesitei entre espiar e olhar ou me virar e voltar pra casa dos meus avós sem fazer barulho, mas a curiosidade de saber como meu primo transava e a necessidade de me vingar, de alguma forma, da mentira de que ele tinha namorada me fizeram espiar.

O quarto não Era excessivamente grande, e é que uma cama enorme ocupava quase todo o espaço. Meu primo estava deitado nela, de barriga pra cima, e Paola, ajoelhada no colchão, engolia o pau dele.

- Caralho, gata, continua assim – eu ouvia meu primo falar entre gemidos – que boquinha boa que você tem.

As palavras do meu primo me deram um arrepio. Naquele momento, senti que era eu quem queria dar aquele prazer pra ele, então não pude evitar que aquela cena fizesse meus bicos ficarem durinhos. Aitor segurava a cabeça da namorada, fazendo ela engolir o pau inteiro, e de onde eu estava, dava pra ouvir Paola engasgando umas duas vezes. Aquela grossura fazia minha bucetinha ficar cada vez mais molhada, então, sem pensar duas vezes, desci uma mão até minha calcinha fio dental e comecei a me tocar por cima do tecido. Nessa hora, meu primo puxou o cabelo de Paola, mandando ela parar, e com força colocou ela de quatro na cama. Durante todo esse processo, pude ver o pau do meu primo, que não era lá muito comprido, mas era grosso pra caralho. O que mais me chamou a atenção era como as veias dele apareciam. Aitor se posicionou atrás dela e, sem cerimônia nenhuma, enfiou o pau até o fundo. Paola, que apoiava a cabeça no colchão, soltou um grito de prazer, e eu afastei o tecido da minha calcinha pro lado e enfiei dois dedos na minha boceta, tentando seguir o mesmo ritmo que meu primo tava metendo. Assim, eu podia sentir, de forma mais real, que era eu que ele tava comendo.

Eu não conseguia parar de olhar pro meu primo, como os músculos dele se marcavam e como ele fechava os olhos morrendo de prazer. Num dado momento, ele abriu os olhos e ficou olhando pra porta, me encarando. Eu parei, com medo do meu primo falar alguma coisa, mas em vez disso, ele começou a comer a namorada com mais força. Sem tirar os olhos dos meus. Sentir aqueles olhos verdes me encarando penetrantes me fez continuar me tocando no mesmo ritmo de antes.

- Se toca, gostosa – meu primo disse. Paola levou Uma das mãos dela foi pra bucetinha e ela começou a se tocar, embora nós dois soubéssemos que aquelas palavras eram pra mim.

Eu mordi o lábio tentando não gemer ou gritar e comecei a acariciar meu clitóris com dois dedinhos. Aquela mistura de olhar e me tocar estava me levando ao céu.

— Que promíscua você é — meu primo disse de novo, sem tirar os olhos agora da minha mão e da minha buceta, enquanto macetava a namorada dele — não vou demorar pra gozar.

Aitor deu vários tapas na Paola, fazendo o som das palmadas ocupar o quarto inteiro e ecoar nos meus ouvidos. Os gemidos dele ficaram cada vez mais seguidos e eu me toquei com mais violência, como se fossem as mãos grandes do meu primo que estivessem fazendo aquilo.

— Porra, vou gozar — gritou meu primo — vou gozar.

Ouvir meu primo dizer aquilo me fez explodir de prazer, sentindo meus dedos se encherem de líquido e parte escorrer pelas minhas pernas. Aitor saiu de cima da namorada e se deitou na cama.

— Gordão, me ajuda a terminar — disse Paola, deitando ao lado dele.

— Termina você, pra isso você tem dedos — respondeu meu primo, seco.

Eu me afastei da porta, com a relaxada de ter gozado e a satisfação e o tesão de ter visto meu primo, e esperei até minha respiração se acalmar pra voltar pra sala, me vestir e ir pra casa dos meus avós.

Continua…

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