Todo dia Eliana conferia os novos e-mails. Os dias passavam devagar, até que, finalmente, chegou a resposta de Luis com o link prometido. Ela agradeceu na hora.
Uns dias depois, um novo e-mail perguntava que tipo de leitura ela curtia, pra ele poder recomendar uns sites pra visitar.
Eliana disse que preferia contos e novelas curtas, e ainda comentou que adoraria escrevê-los, não só ler.
Luis respondeu que era só questão de decisão, que ele também tinha uma quedinha por escrever, mas que, por enquanto, se limitava a umas histórias curtas.
Eliana ficou surpresa com a revelação. Então Luis escrevia. Ela gostou disso. Mostrava uma sensibilidade especial que ela valorizava. Pediu na hora que ele mandasse algumas histórias pra ela ler, mas Luis se desculpou, dizendo que provavelmente não seriam do gosto dela e que não queria estragar a imagem que ela tinha dele.
Eliana insistiu, até que finalmente Luis confessou que o que ele escrevia eram contos eróticos pra adultos, especialmente sobre traição, e que não queria que ela se sentisse ofendida. Disse que usava um pseudônimo pra não prejudicar as relações familiares e profissionais.
A mulher ficou chocada. Contos eróticos. Inacreditável. Nunca imaginaria Luis nesse gênero. A curiosidade deu ainda mais vontade de ter acesso a esses contos. Ela poderia conhecer aquele homem de um jeito mais íntimo do que de qualquer outra forma.
Ela matutou a ideia por uns dias e, por fim, mandou um e-mail dizendo que já tinha lido uns contos desse gênero e que adoraria acessar os que ele escrevia, se estivessem publicados.
* * *
Luis levava uma vida tranquila. Separado há anos, ocupava o tempo com o trabalho e suas duas paixões: ler e escrever.
Ele adoraria escrever romances longos, com tramas complicadas, baseadas em acontecimentos reais, mas pra isso... Precisava de muita informação e tempo para pesquisar. Sempre achou que quando se aposentasse teria tempo pra isso, mas, enquanto isso, pra satisfazer seu hobby, se dedicava a escrever contos eróticos que depois publicava em sites especializados no assunto, muitas vezes recebendo parabéns e elogios dos seus leitores ocasionais. Muitos o seguiam, esperando ansiosamente por seus novos contos.
Seu tema favorito era a infidelidade, e ele adorava escrever e depois reler suas próprias histórias, assim como as de outros autores, dos quais sempre aprendia alguma coisa.
No trabalho, vivia cercado de meninas adolescentes que eram lindas e muitas delas já sexualmente ativas desde cedo, mas ele não gostava de ninfetinhas. Na verdade, preferia as mães dessas garotas e dos seus colegas homens que vinham periodicamente à escola para alguma reunião ou buscá-los.
Entre elas, achava especialmente atraente a mãe de um aluno do último ano, uma mulher de pouco mais de 40 anos, que ele conhecia desde que tinha 18 e tinha acabado de terminar o ensino médio. Como costuma acontecer, ele guardava na memória a beleza da juventude dela, mas, além disso, com o passar dos anos, essa beleza tinha se consolidado e se transformado numa MILF completa, como os americanos gostam de chamar. Cabelo castanho cacheado, olhos verdes, um rosto sem rugas, pele bronzeada, pescoço longo, ombros marcantes, seios pequenos mas firmes, magra, uma cintura e uns quadris que se destacavam sobre um par de pernas longas e torneadas. Uma verdadeira gostosa pra qualquer um, e mais do que ele podia sonhar. Mas sempre achava graça da frase de um dos seus colegas de estudo, lá na juventude: "Homens covardes nunca comeram mulher bonita", e dessa vez ele tava decidido a jogar pesado com essa mulher, sem se importar se levasse um fora.
Conseguiu localizá-la pelo Facebook e mandou um pedido de amizade. Passaram-se vários dias até que De repente, ela recebeu a notificação de que a solicitação dele tinha sido aceita. Esperou o aniversário dela, que faltava alguns dias, e mandou um parabéns, mas não no mural, e sim por mensagem privada. Queria deixar claro que o interesse dele era mais íntimo do que amigável. A resposta dela, também no privado, deu umas esperanças pra ele. Mas ele não se iludia. A diferença de idade era grande. Se ao menos pudesse ter se aproximado dela há 10 anos... Mas naquele momento não tinha nenhum contato nem jeito de chegar perto. Enfim. A vida dá as oportunidades quando bem entende, e a gente tem que aceitar como elas vêm.
Ele esperou uns dias pra falar com ela de novo e, com a desculpa de mandar um link, conseguiu o e-mail dela. De repente, descobriu que a literatura era um bom caminho pra chegar até ela. Até se animou a confessar um dos hobbies dele: escrever contos eróticos. E o interesse dela fez ele ficar na dúvida entre dar acesso aos contos ou não. Podia ser uma faca de dois gumes. Ia virar um cara super criativo e divertido, ou um tarado, nos olhos dela. Precisava pensar.
* * *
Quando teve um tempinho, fuçou no buscador e achou várias páginas de contos eróticos. Em qual será que o Luís publicava? Escolheu três que pareciam as mais visitadas e deu uma olhada por cima. Como não sabia o pseudônimo dele, era impossível rastrear. Entrou especialmente na seção de contos sobre traição, mas também não achou pista nenhuma. Por fim, desistiu.
Por uns dias, nada aconteceu, e a Eliana, cansada de ficar na expectativa do Luís, mandou outro e-mail insistindo no pedido pra acessar as histórias. Era curioso. Esse assunto tirava a preocupação dela com o marido, que cada vez mais tinha reuniões de trabalho em horários bizarros. Ela tinha certeza de que ele continuava com a puta da vez, mas não ia fazer escândalo. Não por causa do Momento. Dessa vez seria diferente.
E de repente, numa manhã, aconteceu. Um e-mail informava a página onde as histórias estavam publicadas e o pseudônimo do autor: Irre Fail.
Pensou em entrar na hora, mas tinha compromissos que não podia deixar. Não importava. Naquela noite estaria sozinha de novo, enquanto seu maridinho se esbaldava com a puta.
O dia se arrastou. Teve medo de que o e-mail sumisse por algum problema técnico e perdesse a chance de acessar a página, mas naquela noite, depois que o marido saiu, tomou um banho, vestiu sua roupa de dormir e se deitou para ler no tablet.
Entrou na página e a primeira coisa que fez foi fuçar o perfil do autor. Ele tinha publicado dezenas de histórias, algumas curtas e outras divididas em várias partes. Tinha até uma com 19 capítulos, que dava uma pequena novela. Ele era bem prolífico mesmo. Ela não teria imaginação pra escrever todo aquele material.
Decidiu começar pelo começo, pra acompanhar a evolução da técnica. A primeira história publicada era sobre um marido que traía a esposa que estava viajando, e ela descobria. Como vingança, ela contava numa carta que tinha se entregado a três homens ao mesmo tempo, que fizeram de tudo com ela, por todos os lados. Eliana, surpresa, percebeu que a história a tinha excitado, além de aumentar seu ódio, já que a situação era bem parecida com a do marido dela.
Em uma hora, leu várias histórias, cada uma com seus detalhes diferentes, algumas com troca de casais, relações de swing, e até algumas sem consentimento. Apesar do quanto essas histórias podiam ser vulgares, teve que admitir que eram bem resolvidas e que, acima de tudo, cumpriam seu objetivo principal. Tinham excitado ela, e ainda tinham dado algumas ideias pra sua vingança. Obrigada, Luís, pensou em voz alta.
Estava decidida a trair o marido e fazer com que ele soubesse. E por que não com Luis? Ele tinha sensibilidade suficiente pra que ela curtisse a vingança dela, e não corria risco de causar um escândalo generalizado. Era separado, então por parte dele não teria problema, e o maridinho corno dela ia se cuidar muito bem pra ninguém saber. O orgulho dele não ia tolerar que o povo descobrisse que ele tava usando uns chifres dignos da imagem de bode safado. E ele nunca ia esquecer aquilo.
Quando terminou de ler, elogiou o Luis por e-mail, deixando claro que tinha gostado dos contos, e principalmente, que tinha ficado excitada. Além disso, soltou como quem não quer nada que seria bom um dia se encontrarem, tomar um café e falar de literatura, especialmente do que ele escrevia. Mandou antes de revisar e se assustar com o avanço que tava dando em cima do Luis. Não ia precisar de muito pra ele entender o que ela tava propondo.
* * *
Quando Luis resolveu mandar o link e os dados sobre os contos dele, na verdade não tava muito seguro se era uma boa ideia. A Eliana era uma mulher muito delicada e podia se ofender com o explícito das histórias. Mas fazer o quê, ela insistia, e era o único jeito de se aproximar dela. Mandou a info e ficou na ansiedade. A sorte tava lançada.
Deixou o pc ligado enquanto via um filme. Quando o alarme avisou que tinha chegado um e-mail, deu um pulo. E quando leu, quase pulou de alegria. Ela tinha resolvido entrar no jogo. Era só questão de tempo até ele ter a chance de se aproximar e convencer ela a ser dele. Teve que desligar o computador pra não responder na hora e não parecer tão desesperado. Deixou pro dia seguinte, mas naquela noite custou a pegar no sono, e quando dormiu, sonhou com ela. Sonhou que possuía ela de todas as formas possíveis. Uma gozada da porra no pijama ao acordar mostrou claramente o que excitado que eu tava com aquela mulher.
Uns dias depois, um novo e-mail perguntava que tipo de leitura ela curtia, pra ele poder recomendar uns sites pra visitar.
Eliana disse que preferia contos e novelas curtas, e ainda comentou que adoraria escrevê-los, não só ler.
Luis respondeu que era só questão de decisão, que ele também tinha uma quedinha por escrever, mas que, por enquanto, se limitava a umas histórias curtas.
Eliana ficou surpresa com a revelação. Então Luis escrevia. Ela gostou disso. Mostrava uma sensibilidade especial que ela valorizava. Pediu na hora que ele mandasse algumas histórias pra ela ler, mas Luis se desculpou, dizendo que provavelmente não seriam do gosto dela e que não queria estragar a imagem que ela tinha dele.
Eliana insistiu, até que finalmente Luis confessou que o que ele escrevia eram contos eróticos pra adultos, especialmente sobre traição, e que não queria que ela se sentisse ofendida. Disse que usava um pseudônimo pra não prejudicar as relações familiares e profissionais.
A mulher ficou chocada. Contos eróticos. Inacreditável. Nunca imaginaria Luis nesse gênero. A curiosidade deu ainda mais vontade de ter acesso a esses contos. Ela poderia conhecer aquele homem de um jeito mais íntimo do que de qualquer outra forma.
Ela matutou a ideia por uns dias e, por fim, mandou um e-mail dizendo que já tinha lido uns contos desse gênero e que adoraria acessar os que ele escrevia, se estivessem publicados.
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Luis levava uma vida tranquila. Separado há anos, ocupava o tempo com o trabalho e suas duas paixões: ler e escrever.
Ele adoraria escrever romances longos, com tramas complicadas, baseadas em acontecimentos reais, mas pra isso... Precisava de muita informação e tempo para pesquisar. Sempre achou que quando se aposentasse teria tempo pra isso, mas, enquanto isso, pra satisfazer seu hobby, se dedicava a escrever contos eróticos que depois publicava em sites especializados no assunto, muitas vezes recebendo parabéns e elogios dos seus leitores ocasionais. Muitos o seguiam, esperando ansiosamente por seus novos contos.
Seu tema favorito era a infidelidade, e ele adorava escrever e depois reler suas próprias histórias, assim como as de outros autores, dos quais sempre aprendia alguma coisa.
No trabalho, vivia cercado de meninas adolescentes que eram lindas e muitas delas já sexualmente ativas desde cedo, mas ele não gostava de ninfetinhas. Na verdade, preferia as mães dessas garotas e dos seus colegas homens que vinham periodicamente à escola para alguma reunião ou buscá-los.
Entre elas, achava especialmente atraente a mãe de um aluno do último ano, uma mulher de pouco mais de 40 anos, que ele conhecia desde que tinha 18 e tinha acabado de terminar o ensino médio. Como costuma acontecer, ele guardava na memória a beleza da juventude dela, mas, além disso, com o passar dos anos, essa beleza tinha se consolidado e se transformado numa MILF completa, como os americanos gostam de chamar. Cabelo castanho cacheado, olhos verdes, um rosto sem rugas, pele bronzeada, pescoço longo, ombros marcantes, seios pequenos mas firmes, magra, uma cintura e uns quadris que se destacavam sobre um par de pernas longas e torneadas. Uma verdadeira gostosa pra qualquer um, e mais do que ele podia sonhar. Mas sempre achava graça da frase de um dos seus colegas de estudo, lá na juventude: "Homens covardes nunca comeram mulher bonita", e dessa vez ele tava decidido a jogar pesado com essa mulher, sem se importar se levasse um fora.
Conseguiu localizá-la pelo Facebook e mandou um pedido de amizade. Passaram-se vários dias até que De repente, ela recebeu a notificação de que a solicitação dele tinha sido aceita. Esperou o aniversário dela, que faltava alguns dias, e mandou um parabéns, mas não no mural, e sim por mensagem privada. Queria deixar claro que o interesse dele era mais íntimo do que amigável. A resposta dela, também no privado, deu umas esperanças pra ele. Mas ele não se iludia. A diferença de idade era grande. Se ao menos pudesse ter se aproximado dela há 10 anos... Mas naquele momento não tinha nenhum contato nem jeito de chegar perto. Enfim. A vida dá as oportunidades quando bem entende, e a gente tem que aceitar como elas vêm.
Ele esperou uns dias pra falar com ela de novo e, com a desculpa de mandar um link, conseguiu o e-mail dela. De repente, descobriu que a literatura era um bom caminho pra chegar até ela. Até se animou a confessar um dos hobbies dele: escrever contos eróticos. E o interesse dela fez ele ficar na dúvida entre dar acesso aos contos ou não. Podia ser uma faca de dois gumes. Ia virar um cara super criativo e divertido, ou um tarado, nos olhos dela. Precisava pensar.
* * *
Quando teve um tempinho, fuçou no buscador e achou várias páginas de contos eróticos. Em qual será que o Luís publicava? Escolheu três que pareciam as mais visitadas e deu uma olhada por cima. Como não sabia o pseudônimo dele, era impossível rastrear. Entrou especialmente na seção de contos sobre traição, mas também não achou pista nenhuma. Por fim, desistiu.
Por uns dias, nada aconteceu, e a Eliana, cansada de ficar na expectativa do Luís, mandou outro e-mail insistindo no pedido pra acessar as histórias. Era curioso. Esse assunto tirava a preocupação dela com o marido, que cada vez mais tinha reuniões de trabalho em horários bizarros. Ela tinha certeza de que ele continuava com a puta da vez, mas não ia fazer escândalo. Não por causa do Momento. Dessa vez seria diferente.
E de repente, numa manhã, aconteceu. Um e-mail informava a página onde as histórias estavam publicadas e o pseudônimo do autor: Irre Fail.
Pensou em entrar na hora, mas tinha compromissos que não podia deixar. Não importava. Naquela noite estaria sozinha de novo, enquanto seu maridinho se esbaldava com a puta.
O dia se arrastou. Teve medo de que o e-mail sumisse por algum problema técnico e perdesse a chance de acessar a página, mas naquela noite, depois que o marido saiu, tomou um banho, vestiu sua roupa de dormir e se deitou para ler no tablet.
Entrou na página e a primeira coisa que fez foi fuçar o perfil do autor. Ele tinha publicado dezenas de histórias, algumas curtas e outras divididas em várias partes. Tinha até uma com 19 capítulos, que dava uma pequena novela. Ele era bem prolífico mesmo. Ela não teria imaginação pra escrever todo aquele material.
Decidiu começar pelo começo, pra acompanhar a evolução da técnica. A primeira história publicada era sobre um marido que traía a esposa que estava viajando, e ela descobria. Como vingança, ela contava numa carta que tinha se entregado a três homens ao mesmo tempo, que fizeram de tudo com ela, por todos os lados. Eliana, surpresa, percebeu que a história a tinha excitado, além de aumentar seu ódio, já que a situação era bem parecida com a do marido dela.
Em uma hora, leu várias histórias, cada uma com seus detalhes diferentes, algumas com troca de casais, relações de swing, e até algumas sem consentimento. Apesar do quanto essas histórias podiam ser vulgares, teve que admitir que eram bem resolvidas e que, acima de tudo, cumpriam seu objetivo principal. Tinham excitado ela, e ainda tinham dado algumas ideias pra sua vingança. Obrigada, Luís, pensou em voz alta.
Estava decidida a trair o marido e fazer com que ele soubesse. E por que não com Luis? Ele tinha sensibilidade suficiente pra que ela curtisse a vingança dela, e não corria risco de causar um escândalo generalizado. Era separado, então por parte dele não teria problema, e o maridinho corno dela ia se cuidar muito bem pra ninguém saber. O orgulho dele não ia tolerar que o povo descobrisse que ele tava usando uns chifres dignos da imagem de bode safado. E ele nunca ia esquecer aquilo.
Quando terminou de ler, elogiou o Luis por e-mail, deixando claro que tinha gostado dos contos, e principalmente, que tinha ficado excitada. Além disso, soltou como quem não quer nada que seria bom um dia se encontrarem, tomar um café e falar de literatura, especialmente do que ele escrevia. Mandou antes de revisar e se assustar com o avanço que tava dando em cima do Luis. Não ia precisar de muito pra ele entender o que ela tava propondo.
* * *
Quando Luis resolveu mandar o link e os dados sobre os contos dele, na verdade não tava muito seguro se era uma boa ideia. A Eliana era uma mulher muito delicada e podia se ofender com o explícito das histórias. Mas fazer o quê, ela insistia, e era o único jeito de se aproximar dela. Mandou a info e ficou na ansiedade. A sorte tava lançada.
Deixou o pc ligado enquanto via um filme. Quando o alarme avisou que tinha chegado um e-mail, deu um pulo. E quando leu, quase pulou de alegria. Ela tinha resolvido entrar no jogo. Era só questão de tempo até ele ter a chance de se aproximar e convencer ela a ser dele. Teve que desligar o computador pra não responder na hora e não parecer tão desesperado. Deixou pro dia seguinte, mas naquela noite custou a pegar no sono, e quando dormiu, sonhou com ela. Sonhou que possuía ela de todas as formas possíveis. Uma gozada da porra no pijama ao acordar mostrou claramente o que excitado que eu tava com aquela mulher.
3 comentários - Surpresas gostosas (parte 2)