Agreste[1]Recompensa Sexual[/1]

Aviso: Esta história contém vários gêneros, pode ir do sexo heterossexual ao lésbico e é provável que em alguns capítulos contenha "amor filial".


Agreste [1] - Recompensa SexualAs tábuas do estábulo rangiam mantendo um ritmo constante. Quem se esgueirasse lentamente para dentro do precário edifício de madeira não só ouviria este ranger, mas também chegaria aos seus ouvidos a inconfundível respiração de dois amantes. Se se aventurasse ainda mais para dentro, chegaria a ver uma mulher de cabelo cor masturbação recebendo todo o poder viril de um homem forte e suado. Alguns dos animais que os cercavam faziam coro com relinchos, grasnidos e cacarejos.

A matrona tinha a saia e as anáguas levantadas até as costas e deixava ver suas nádegas brancas e rechonchudas que se sacudiam a cada investida. Ela desfrutava em grande medida das atenções de seu marido, embora este não o soubesse e só buscasse a satisfação própria dentro da caverna úmida de sua esposa. Quando se aproximava o final, o homem extraiu seu pênis e permitiu que descarregasse seu conteúdo sexual na face interna das pernas da mulher.

Nesse momento, o casal de amantes ouviu o trote de um cavalo se aproximando; o camponês mal se apressou a esconder sua virilidade quando viu aparecer pela porta do estábulo José Pereyra. O recém-chegado nem se imutou com a cena; não lhe pareceu estranho ver seu patrão com o cano na mão e a esposa deste mostrando sua nudez feminina. Reparou em sua vagina dilatada, peluda e úmida apenas o suficiente para que o senhor Avelino não considerasse sua atitude impertinente.

A Esperança pouco se importou que o jovem peão visse sua intimidade; ela mesma já tinha visto várias vezes a da senhora esposa dele no dia em que assistiu ao parto de seu primogênito. A mulher nem se deu ao trabalho de ajeitar sua roupa; seu marido já estava caminhando para fora do edifício para falar com José.

— O que é tão importante, Pereyra? — sabia que o assunto era delicado porque do ombro de seu peão pendia um rifle.
— Faltam cinco cabeças, as viram pela última vez entrando nas terras dos Güemes.

Não foi... precisava ouvir mais. Ele pegou seu fiel alazão pelas rédeas e montou de um salto, partiu tão rápido que não deu tempo de reação a José. O jovem ficou com a vista fixa naquela mulher voluptuosa que estava decidida a terminar com os dedos o que seu marido começara poucos minutos antes. O peão não conseguiu reprimir uma ereção ao ver aquela exposição de autossatisfação feminina, mesmo que a mulher fosse o dobro da sua idade. Esperança achou que o barulho do galope era do cavalo do rapaz indo embora, por isso continuou introduzindo os dedos em sua cavidade viscosa sem reprimir seus gemidos de prazer, depois de alguns segundos se assustou ao ouvir um segundo cavalo partindo, olhou por cima do ombro e só viu nuvens de poeira.

Voltou a apalpar sua carnuda virilha em busca dos pontos que mais prazer lhe produziam, já estava habituada a essa tarefa porque era raro o dia em que seu marido a satisfazia por completo. Isso costumava acontecer quando ele estava muito bêbado e sua ereção se mantinha por mais tempo do que o habitual, por essa razão a matrona não se irritava se seu marido voltava embriagado da venda. Dessa vez levou vários minutos de inserção digital para chegar ao clímax e o fez resmungando como uma garota sexy no cio enquanto enfiava os dedos de uma mão e com a outra sacudia ágilmente sua inchada protuberância, que era o centro de todo seu prazer. Os dedos ficaram cobertos de fios formados por seus próprios fluidos, os quais ela lambeu saboreando aquele conhecido sabor de mulher que lhe trazia gratas lembranças.
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Don Avelino Irizarry avançava o mais rápido que podia montado em seu corcel, nem tinha tempo de pegar um pau sequer. Se o gado já tinha sido avistado na propriedade dos Güemes, isso só podia significar que estavam indo direto para atravessar o vau do rio Agreste, e se conseguissem, seria quase impossível recuperá-los. Ele precisava confiar na pontaria de José, seu jovem peão. Considerava o rapaz trabalhador e confiável, por isso mesmo lhe dava mais autoridade que aos outros trabalhadores sob seu comando. Na corrida veloz, o patrão se cruzou com Augusto Lozano e não hesitou em chamá-lo com um assobio agudo, feito apenas franzindo os lábios e deixando o ar escapar com força entre eles. Lozano percebeu a pressa dos homens e logo notou o rifle nas costas de Pereyra. Virou seu cavalo na direção deles e se juntou à marcha.

O dono das vacas roubadas o pôs a par da situação. Era sabido que Augusto carregava sua pistola até para ir ao banheiro e não hesitaria em somá-la às armas de qualquer homem de bem que precisasse. Com destreza e sem reduzir a velocidade, ele verificou o carregador de sua Colt 45, Peacemaker – na sua opinião, a melhor arma já fabricada, embora com seu inglês rudimentar, Lozano a chamasse de “Pismeiquer” sem nem saber o que o nome significava.

Deixaram uma longa trilha de poeira levantada atrás deles, mas nem uma vez olharam para trás. Soltavam nomes de bandidos conhecidos quase ao acaso, tentando adivinhar quem poderia ser o culpado, mas cada um dos nomeados era descartado pelo astuto José Pereyra, que parecia sempre lembrar de algum detalhe que colocava o bandido a muitos quilômetros do território de Don Avelino ou atrás de grossas grades de ferro.

A sorte estava com eles no galope, e isso se confirmou ao avistarem um pequeno grupo de homens fazendo esforços toscos para guiar cinco novilhos através do vau do rio Agreste. Como já os... eles à vista não se preocuparam, ainda mais considerando o quão ruins eram em conduzir o gado.

— São só quatro — disse Avelino Irizarry enquanto reduziam a distância; o trote de seus cavalos se confundia com o dos perseguidos, e estes não olhavam para trás, distraídos pelos bovinos que tentavam cruzar o rio.
— O que eu ganho, patrão? — perguntou José, passando o rifle das costas até apoiar a coronha em seu ombro direito.
— Três dias de descanso se acertar o que está usando chapéu de masturbação.
— Isso é injusto — reclamou Augusto Lozano — meu revólver só serve para distâncias curtas.
— Te prometo uma boa recompensa se seu revólver despachar dois, a distância não me interessa.

Naquele exato instante, a onda sonora de um disparo se perdeu na imensidão da planície, e algumas aves abandonaram as copas das árvores próximas. Junto com elas, voou um chapéu de masturbação que caiu no chão poucos segundos depois do homem barbudo que costumava usá-lo. Assustados, os outros três bandidos tentaram empreender a retirada.

— Estão desarmados! — gritou Don Avelino para Augusto, enquanto este acelerava a marcha de seu cavalo.

O aviso não servia para que se poupasse a vida dos ladrões, mas sim o contrário: ao não portarem armas, estavam expostos a uma morte certa. Os cavalos dos que tentavam fugir corriam sem rumo fixo. Lozano perseguiu dois que corriam para o leste e, quando os teve suficientemente perto, mirou seu Colt para eles e fechou o olho esquerdo para conseguir uma pontaria mais precisa. Sabia que, se disparasse apenas uma vez, poderia perder uma oportunidade imbatível. Tinha-os ao alcance e esvaziou o carregador, tentando distribuir três balas para cada um. Ambos caíram pesadamente sobre a grama. Avelino gritou de júbilo, erguendo o chapéu sobre a cabeça sem parar de avançar em direção ao quarto ladrão que tentava escapar para o norte, rio acima.
Desta vez, não havia balas que Fim da corrida, aqui só se tratava de músculos e destreza física, a combinação entre corcel e cavaleiro. O pobre rapaz sacudia-se estrondosamente com os olhos cheios de lágrimas, aguardando seu fim iminente, e perguntava-se por que não atiravam nele. Don Avelino Irizarry já tinha quarenta e oito anos bem vividos, mas seu corpo fibroso ainda lhe permitia fazer tamanho esforço, e confiava plenamente em seu alazão. A distância ficava cada vez mais curta entre os dois homens, e o terror desfigurava o rosto do perseguido. Alguém atirou ao longe; ele nem sequer sentiu o assobio da bala, por isso soube que só tentavam assustá-lo. Apenas uns segundos depois, desesperou-se ao descobrir quão perto estava aquele homem de olhar irado e barba grisalha de vários dias. Recebeu um soco duro no queixo que o fez cair do cavalo, e rolou pela grama com a imensa sorte de parar logo antes que sua cabeça batesse contra uma pedra. Estava derrotado e já não tinha forças para opor resistência.

Quando Augusto Lozano se aproximou dos dois sujeitos que ele mandou para a melhor vida, surpreendeu-se enormemente ao comprovar que havia seis impactos de bala no total entre os dois corpos. Três e três, exatamente como ele havia calculado. Nunca tinha feito tiros tão certeiros e sabia que isso lhe renderia alguns tragos na venda, por cortesia daqueles que quisessem ouvir sua história. Mas, para que ela fosse crível, precisava de testemunhas, por isso amarrou as pernas dos mortos ao seu cavalo e os arrastou pela grama alta até deixá-los junto ao terceiro cadáver.

— Seis balas, seis buracos — gabou-se diante do jovem José Pereyra, que arqueou as sobrancelhas surpreso e assentiu com a cabeça, como parabenizando o atirador. — Não estou tão jovem quanto você, mas ainda conservo boa mira e mão firme — acrescentou. — Ei! Mas você também fez um grande tiro — disse ao ver o cadáver de um homem de barba grisalha com um grande buraco de saída na... no meio da testa - esse homem foi dar um aperto de mão no Senhor sem saber que tinha sido convidado pro reino dos céus.
- Acho que foi pro inferno - garantiu Pereyra - espero que o patrão lembre da promessa - viu como Don Avelino trazia consigo o quarto bandido, que parecia estar desmaiado sobre o lombo do próprio cavalo.
- Ele vai lembrar se a gente mantiver ele alegre - sussurrou Lozano - Muito bem, patrão! Não ia escapar nem se viesse resgatar ele o próprio Arcanjo Gabriel - ele adorava referências bíblicas, mesmo conhecendo poucas e sempre usando as mesmas.
- Um dia desses o senhor vai deixar o Comissário sem trabalho, patrão - acrescentou o jovem peão.
- Aquele velho barrigudo não conseguiria pegar nem um manco que estivesse pulando na perna ruim - Avelino inflou o peito orgulhoso, não só tinham livrado esse mundo pra sempre de três ladrões de gado indesejáveis, como também tinham capturado um prisioneiro.
- O que o senhor acha que vão fazer com ele? - perguntou José.
- O mais provável é que vão trancar ele na "Llorona" - se referia à maior prisão da região, que tinha esse apelido porque, segundo a lenda, almas penadas rondavam por lá. Se os criminosos não temiam o peso da lei, então iam temer os fantasmas do além.
- Como vai gritar o pobre coitado quando souber pra onde vai - Augusto coçou a dura mata de pelos pretos cortada por finos fios brancos - aqui estão os dois cadáveres que prometi, patrão - mesmo não sendo realmente empregado de Avelino, o chamava assim por respeito.
- Venha hoje à noite na minha casa, Lozano, vamos tomar um pouco de cachaça e ver no que eu penso pra te recompensar.
- A cachaça já é recompensa suficiente pra mim - sorriu modestamente, mostrando uma fileira de dentes gastos e amarelados, mas ainda tinha cada um deles.
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Só o risadinha aguda das duas garotas ecoava no celeiro. Elas se escondiam do olhar e dos ouvidos de todos ao se refugiarem nesse prédio isolado, onde era muito improvável que fossem encontradas. As risadas eram provocadas pelas cócegas e pelos nervos induzidos pela situação. Ambas já estavam bem desenvolvidas e exibiam seus seios brancos e suculentos que terminavam em pontas marrons. A mais corpulenta das duas tinha uma mão entre as pernas da outra, que mantinha o vestido levantado até o umbigo, mostrando uma buceta suculenta coberta por pelos negros e lábios carnudos e enrugados. Os dedos da amiga entravam e saíam de sua cavidade íntima, fazendo com que sua risadinha nerviosa explodisse de novo e de novo. Não era a primeira vez que se divertiam com esse jogo proibido, mas nunca antes tinham ido tão longe. Estavam deitadas sobre uma grande pilha de feno seco que lhes servia de colchão. A jovem e bela Flora abriu mais as pernas porque as inserções dos dedos começaram a agradá-la mais do que ela supunha; sua risadinha foi se dissipando aos poucos enquanto seu rosto adquiria um tom cada vez mais sério e seu peito subia e descia no ritmo de sua respiração. Dolores acelerou o movimento da mão, concentrando-se em dar prazer à sua melhor amiga, porque sabia que depois receberia o mesmo tratamento. Os fluidos que escorriam do centro feminino facilitavam muito a tarefa, e dois dedos podiam entrar facilmente juntos, fazendo com que a cavidade se alargasse. Isso lembrou Flora daquela tarde em que um dos jovens peões encarregados por seu pai a tocou da mesma forma sob a sombra de uma grande árvore; naquela ocasião, o rapaz a beijara, e ela quis reviver aquela sensação. Agarrou Dolores pela nuca, exatamente como o rapaz fizera com ela, e a puxou para si, fazendo com que os lábios se esmagassem no centro. Em seguida, levou a mesma mão que servira de gancho até a virilha da amiga, surpreendendo-se ao... sentir a grande umidade e calor que havia nela, mas não hesitou, começou a esfregar o clitóris da jovem intensamente enquanto suas bocas brincavam e se entrelaçavam desajeitadamente. Flora havia levado dias para convencer Dolores de que não havia nada de errado em dar prazer uma à outra, já que de qualquer maneira fariam isso sozinhas.

— Minha mãe me explicou que as mulheres precisam fazer isso de vez em quando, senão a buceta resseca — disse ela naquela vez à sua companheira — e ela é a melhor parteira da região, sabe muito bem o que diz.

Depois de vários dias de esfregadelas e apalpadelas escondidas, finalmente conseguiu que metessem os dedos, que era justamente o que ela mais desejava. Além disso, de todas as suas amigas, Dolores era a que mais lhe agradava e a mais gostosa. Todas invejavam seus lindos olhos verdes e o brilho de seus longos cabelos negros. Agora era ela quem, pela primeira vez, explorava a intimidade da garota, não parava de mover os dedos, dando e recebendo ao mesmo tempo, acumulando sensações que não conseguia explicar, mas que sabia aproveitar.

As duas estavam aproveitando plenamente o momento quando ouviram três rapazes conversando entre gritos e gargalhadas do lado de fora do celeiro. Assustaram-se muito, por um instante acharam que tinham sido descobertas e lembraram que, por mais desculpas que dessem, o que estavam fazendo era errado e, possivelmente, pecado. Ajeitaram suas roupas grossas e tiraram uma da outra a masturbação que havia ficado presa entre as dobras do tecido ou enredada em seus cabelos. Saíram do celeiro pela porta dos fundos, sabendo que o grupo de jovens cruzaria ou entraria pela porta da frente. Contornaram o amplo edifício de madeira na direção oposta aos rapazes, sabiam que não conseguiriam se esconder do olhar deles por muito tempo, então a melhor opção era aparentar normalidade, embora ambas ainda sentissem o líquido de suas bocetas escorrendo e descendo pelas pernas.

— O que vocês estão fazendo na propriedade? do meu pai? – perguntou Flora com o tom autoritário que herdou do seu progenitor.
– Flora! – gritou um jovem de cabelo ruivo e embaraçado, virando-se rapidamente para ver a moça – quase me matou do susto.
– Ramón, o que você está fazendo aqui? O estábulo fica do outro lado – o rapaz era um dos peões mais jovens da fazenda, mas mesmo assim era dois anos mais velho que a filha de Don Avelino.
– Estava te procurando. Seu pai disse para você ir imediatamente para a casa.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntou ela, assustada.
– Mataram três ladrões de gado que tentavam roubar do seu pai.
– Ele está bem?
– Bem? – interveio o rapaz mais alto dos três, que era quase um homem feito, com a pele escura como a noite mais fechada – está comemorando como se fosse o nascimento do seu primeiro filho homem – todo mundo sabia o quanto Avelino tinha desejado que Flora fosse homem ou que pelo menos não fosse sua única filha.
– Bom, já estou avisada. Voltem ao trabalho.
– Não vamos não – sorriu Ramón com arrogância – seu pai nos deu a tarde livre, todos nós. Tão feliz ele está. Por que suas bochechas estão vermelhas?
– Porque me enfurece vê-los vagabundear. Não importa o que meu pai diga, vocês deveriam estar trabalhando. Ele paga vocês para isso.
– Você não dá as ordens, pequena – a voz do negro era grave e às vezes podia intimidar muito – é justamente seu pai quem nos paga, e se ele diz que temos a tarde livre, então livre a teremos.
– Talvez seja hora de contar ao meu pai onde estão aquelas galinhas que supostamente desapareceram misteriosamente. Da última vez, me pareceu ver uma delas entrando pela sua boca, Malik – o descendente de africanos quase ficou caucasiano diante da ameaça da moça – ou talvez prefiram reforçar a cerca, se esses ladrões roubaram gado é porque em algum lugar cortaram os arames. Não acham? Imagino que meu pai agradeceria enormemente se alguém tivesse a gentileza de sacrificar sua tarde livre para consertá-la.

Os três rapazes apertaram os dentes e os punhos. ao mesmo tempo. Odiaram a Flora, já que ela podia ser mais astuta e exigente que o próprio Avelino. Ela se esforçava para que tudo funcionasse perfeitamente, pois tentava compensar a falta de um filho homem que pudesse dar continuidade ao sobrenome Irizarry. Dolores riu da ousadia e do engenho de sua melhor amiga, e juntas voltaram para a casa, deixando os peões presos num dilema. Sabia muito bem que aquela cerca seria consertada; se seu pai descobrisse que eles tinham comido duas galinhas, eles se foderiam muito, e o valor seria descontado do salário, que já era baixo o suficiente para virar dívida se fosse reduzido mais. A reação de raiva de Flora se devia principalmente ao fato de que aqueles rapazes inconvenientes tinham interrompido seu momento de prazer, e quem sabe quanto tempo ela levaria para acalmar os nervos à flor da pele de Dolores, para que ela se animasse a brincar daquela forma mais uma vez.

Com apenas vinte e uma primaveras nas costas, Segundo Cuevas se preparava para dar o passo mais importante de sua vida. O sol da manhã lhe inspirava confiança e lhe permitia admirar a bela figura de Rosalina, com seus longos cabelos castanhos ondulando com a brisa suave. Mas o que mais chamava a atenção do rapaz era o que o espartilho apertado fazia com os seios rechonchudos da moça — eles se inflavam e se levantavam ao máximo, e Segundo não conseguia evitar de pensar em como serviriam bem como travesseiros.

— Bom dia, Rosalina — cumprimentou, tirando o chapéu respeitosamente; a moça sorriu ao vê-lo, o sorriso branco e os olhos castanhos do rapaz a faziam esquecer todos os seus problemas.
— Outra vez incomodando tão cedo, Segundo? — Ela o chamava pelo nome, pois sabia muito bem que ele odiava.
— Eu seria incapaz de incomodar uma dama tão bela — ela soltou uma risadinha tímida enquanto fingia contemplar as flores do jardim dos fundos de sua casa — Vim até aqui para te fazer uma pergunta.
— Não podia esperar até o galo cantar pelo menos? -Não é tão cedo, o galo já cantou há um bom tempo, enquanto você dormia com a cara toda colada no travesseiro. -Você ficou me espiando de novo? -Não preciso te espiar todas as noites para saber como você dorme. Até me arrisco a dizer que você dormiu sem roupa. -Você está passando dos limites, Segundo – simulou irritação. -Acaso não é a coisa mais linda do mundo ver uma mulher doce e voluptuosa dormindo, mostrando os atributos que Deus lhe deu? Esses peitos que parecem feitos de espuma quando a luz da lua bate neles, ou essas pernas tão quentinhas e macias que convidam algum amante vigoroso a passar por elas. -Você está me deixando tonta com suas palavras, já disse que não gosto que você faça de poeta comigo – a verdade é que ela adorava a forma complicada de falar do seu assediador, embora não admitisse. -Mas tudo isso não é nada comparado com essa caverna que se abre ao som das pernas e… -Segundo! – ela corou – meu pai pode te ouvir, já disse para não exagerar. Além disso, você nunca vai tocar nessa caverna e sei que a chama assim porque esse é seu sobrenome. Quer colocar seu nome nela também? -Era exatamente disso que eu vinha falar. -Não entendo. -Vim colocar meu nome em você. Rosalina Aragón, quer se casar comigo? A jovem ficou parada como uma estátua e sua pele ficou tão pálida que dava a ilusão de estar esculpida em mármore, só suas bochechas avermelhadas indicavam que ainda estava viva. Ela olhou fixamente para Segundo Cuevas com a boca e os olhos bem abertos até que, de repente, explodiu em uma gargalhada. O rapaz sorriu nervoso, tentando mostrar bom humor, mas por dentro a incerteza o corroía. -Casar com você, você diz? Está louco? -Louco de amor por você – ele apertou o chapéu entre os dedos. -Mas Segundo, você nem tem um pedaço de terra onde cair morto. Meu pai nunca permitiria que você se casasse comigo… eu nunca permitiria que você se casasse comigo. Tenho propostas melhores de homens mais estáveis que você. - Mas nenhum te agrada tanto quanto eu – isso a deixou sem palavras mais uma vez, será que o Segundo realmente sabia que ela pensava nele todas as noites? Até mesmo naquelas noites em que suas mãos ficavam indecentes.
- Repito, não vou me casar com você. Não posso me casar com um fodido que só trabalha por um prato miserável de milho.
- Se eu conseguir dinheiro, você se casaria comigo?
- Você seria incapaz de conseguir…
- Me diga. Se de alguma forma, não importa qual, eu conseguir dinheiro, você se casaria comigo?
- Sim. Se você fizer isso, eu me casaria com você – o coração da moça bateu inquieto, ser desposada por Segundo Cuevas era algo que ela desejava em suas fantasias mais íntimas, mas quando descia à realidade sabia que ele não poderia ser um bom marido, já que nem teriam onde morar.
- Então não há mais nada a dizer. Pode começar a escolher a data do nosso casamento e vá avisando seu pai. Amanhã virei pedir sua mão oficialmente, com dinheiro nas minhas mãos.

Ele colocou o chapéu e seguiu na direção oposta ao sol, sabia que não tinha mais alternativa a não ser aceitar a proposta de trabalho que o "Roña" lhe fizera. Não gostava daquele velho nojento, mas não via outra saída. Amaldiçoou-se por não ter um cavalo próprio e ter que caminhar quase quatro quilômetros até a imunda casa de barro habitada por moscas e outros insetos. O cheiro de podre o desagradava quase tanto quanto o velho; viu uma pilha de batatas e tomates apodrecidos que ocupavam o mesmo lugar desde sua última visita, já fazia uma semana.

- Roña! – gritou mantendo a distância, nem sequer queria bater na porta desengonçada de tábuas – Roña! Você está aí? – Esperou alguns instantes, olhando com má cara para um cachorro sarnento que passeava por ali – Roña! – gritou mais uma vez.

A porta rústica rangeu ao abrir, e um homem de barba grisalha abundante, vestindo uma camiseta de algodão que um dia foi branca, apareceu no limiar.

- Que porra você quer? Ah, Segundo. É você. Pensei que fosse algum dos irmãos Pérez. enchendo meu saco de novo.
- Os Pérez eu não vi, imaginei que você já tivesse matado eles com seu fedor.
- Você veio até aqui só pra me insultar? – ele caminhou até uma árvore próxima e começou a mijar nela.
- Não, vim porque preciso de dinheiro – parecia o lugar menos apropriado do mundo pra pedir isso, mas o velho sabia do que ele estava falando.
- Não era você que não fazia esse tipo de trabalho?
- Agora faço.
- Não se ofenda, garoto, mas podemos fazer o serviço sem você. Os Pérez conseguiram a localização das vacas, eu arrumei o comprador. O que você tem pra oferecer?
- Os cavalos – o velho virou a cabeça num movimento rápido.
- De onde você vai tirar quatro cavalos?
- Meu sogro vai me emprestar. Mesmo que ele não saiba. Se trabalharmos rápido, ele nem vai perceber que pegamos emprestado.
- São quatro cavalos, garoto, qualquer um notaria a falta deles.
- Tenho um método pra ele não descobrir.
- E que método é esse?
- Não vou te contar. Isso faz parte do meu trabalho. Me diz se vão fazer hoje mesmo, e hoje mesmo eu trago quatro cavalos de primeira.
- Partes iguais pra todos, se você trouxer até o meio-dia.

Segundo Cuevas voltou caminhando a passo rápido até sua própria casa e pegou duas garrafas de vinho que guardava para uma ocasião como essa. De lá, seguiu direto para a pequena e humilde propriedade dos Aragón. Assim que chegou ao estábulo precário, encontrou Patricio, um jovem que cuidava dos cavalos do patrão em troca de comida e um lugar pra dormir.

- Patricio, preciso te pedir um grande favor – disse ao garoto, mostrando as duas garrafas – esse vinho é muito bom e eu não tô me sentindo muito bem do estômago pra tomar tudo, seria uma pena desperdiçar. Você me faria o favor de beber por mim?
- Valeu, Segundo! O que isso vai me custar dessa vez? De novo quer entrar na propriedade de noite pra espiar a Rosalina? Se você tivesse visto ela ontem à noite… com a bucetinha peluda aber lado esquerdo da sua cabeça.
- Você está falando da minha futura esposa, então respeite. Proíbo você de espioná-la de novo durante a noite.
- Perdão, Segundo, peço desculpas. Foi um erro meu. Afinal, quase não vi nada, estava muito escuro.
- Escuros vão ficar seus olhos. Deixo as garrafas e levo quatro cavalos.
- Impossível! Você tá louco?
- Trago de volta ainda hoje, sãos e salvos. Você só precisa cuidar para ninguém entrar nos estábulos. Pode inventar o que quiser enquanto toma esse vinho bom, e amanhã trago mais duas garrafas.
- Que sejam três a mais.
- Tá bom. Três. Mas se eu descobrir que você está até olhando para a Rosalina, eu te encho a cara de dedos e te enfio as quatro garrafas no cu.
- Cinco. Se trouxer três, serão cinco.
- Meu negócio é com línguas, não com números. Cuida pra vigiar e procura assobiar claramente se alguém vier, não seja tão maricas de fazer igual menininha.

Com os cavalos em seu poder, seguiu direto para a casa do Roña, esperava que o velho pelo menos tivesse avisado os irmãos Pérez. Não queria ser visto andando por aí montado a cavalo e levando mais três presos pelas rédeas. Seria só um trabalho de um dia, depois usaria os ganhos para comprar ferramentas ou o que fosse necessário para levar uma vida de trabalho honesto junto à sua amada. Também pensou que podia comprar um pequeno pedaço de terra para cultivar, mas talvez o dinheiro não desse para tanto. Isso dependeria de quantas vacas conseguissem. Calculava que deviam ser pelo menos três para que tudo isso valesse a pena.

Os últimos preparativos para o trabalho foram feitos pelos próprios irmãos Pérez, estes eram gêmeos e já tinham fama de ladrões de gado, mas como nunca tinham sido pegos em flagrante, não havia mandado de prisão para eles nem recompensa por suas cabeças. Isso permitia que continuassem trabalhando com mais liberdade. Os quatro homens partiram com rumo certo para a estância. de Don Avelino Irizarry, conhecido por possuir numerosas cabeças de gado. Os gêmeos Pérez haviam vasculhado a propriedade em busca de alguma cerca isolada que lhes permitisse acesso e saída rápidos, e quando a encontraram, souberam que era o local apropriado para o trabalho, pois dava uma rota direta para o vau do rio Agreste, onde poderiam perder o rastro por um bom tempo se depois seguissem rio acima. Os cavalos facilitariam muito essa tarefa. Cortaram o arame farpado usando facas bem afiadas, não era a primeira vez que realizavam essa tarefa, então não perderam muito tempo. O velho Roña ficou extremamente feliz ao ver quatro novilhos pastando nas proximidades, mas para Segundo Cuevas pareceu pouco; ele sabia que com três o lucro seria bom, com quatro seria muito bom, mas lá ao longe se via um quinto bovino — com cinco, o esforço realmente valeria a pena. Ignorando as reclamações dos companheiros, acelerou a galope em seu potro até que o novilho isolado notou sua presença, mas só se alterou quando o jovem o cercou e começou a afugentá-lo, apelando para o tamanho que o cavalo lhe conferia e para sacudidas enérgicas dos braços. O animal começou a trotar na direção oposta à que ele desejava, então teve que se posicionar à frente e deu um chute na testa do bicho, o que assustou o bovino, que deu meia-volta e começou a correr como um louco — justamente para onde estavam Roña e os irmãos Pérez. A tarefa de conduzir as vacas não era tão fácil quanto supunham; elas pareciam mais nervosas do que o normal e não respondiam aos estímulos. Os irmãos Pérez eram os mais experientes no assunto, mas mesmo assim não conseguiam fazer os bovinos andarem em linha reta por mais de dez metros. — Acho que o velho Roña tá assustando elas com o cheiro de podre que ele tem — disse Segundo Cuevas. — Cala a boca, cara! Se você não tivesse ido atrás da outra vaca, já estaríamos chegando na propriedade dos Güemes. — Me Você vai agradecer pela quinta vaca quando nos pagarem, seu velho de merda.

Poucos minutos depois, Ricardo Güemes avistou quatro cavaleiros fazendo uma tentativa tosca de guiar cinco cabeças de gado. Imediatamente, ele entendeu do que se tratava. Sem perder um instante, enviou seu filho mais novo montado em seu melhor cavalo para avisar Don Avelino — pela marca das vacas, ele soube que eram dele. O Roña e os gêmeos Pérez não faziam ideia de que sua sentença de morte já havia sido decretada; era apenas uma questão de tempo até ser executada.

Segundo Cuevas resmungava, tentando fazer seu cavalo andar em linha reta, mas o animal parecia nervoso por ter que avançar entre tantos bichos. Foi nesse momento que ele viu algo que o deixou atônito. O chapéu do velho Roña voou pelo ar e, meio segundo depois, um disparo ecoou atrás dele. O sangue gelou em suas veias e o coração se encheu de cacos de gelo. Ele sabia que iam matá-lo, assim como tinham feito com o velho, que agora estava caído no chão com uma grande mancha vermelha na nuca. Amaldiçoou a si mesmo e amaldiçoou o morto. Não era possível que o matassem só por tentar roubar umas vacas imundas. Ele não era uma pessoa má, só tinha cometido um erro, não queria morrer por isso. Bateu os calcanhares no lombo do cavalo e implorou que ele corresse rápido como o vento. Nem sequer olhou para trás quando ouviu uma sequência de tiros; sabia que eram para os gêmeos e que provavelmente já estavam mortos. As lágrimas se acumularam no canto dos seus olhos. Alguém o perseguia, e ele conseguia sentir a fúria daquele homem sem precisar olhar por mais de um segundo. Perguntou a si mesmo por que não atiravam de uma vez, assim sua vida terminaria e ele não sofreria mais esse tormento aterrorizante. Quando recebeu um golpe duro no queixo, soltou um grito de dor, mas o que mais doeu foi a queda. Sua cabeça bateu no chão e rolou, levantando poeira. Olhou para cima, protegendo-se com as Mãos esperando o tiro fatal, mas ele nunca veio. O homem de ombros largos desceu do cavalo e desferiu um golpe duro na testa dele; dessa vez, a parte de trás da cabeça bateu no chão duro, deixando-o inconsciente.

Don Avelino Irizarry estava tão feliz depois de deter os ladrões que deu a tarde livre para a maioria de seus peões. Naquela noite, mandou sua mulher matar uma galinha gorda para assar, e jantaram na companhia de Augusto Lozano. Alguns na cidade chegaram a pensar que esses homens eram irmãos, já que havia várias semelhanças físicas entre eles: a pele de Lozano era um pouco mais escura e ele também era um pouco mais baixo que Irizarry, mas seus narizes retos e o ângulo marcado de suas sobrancelhas eram muito parecidos. O convidado se comportou de forma cordial, sabendo que não podia nem mesmo fazer uma brincadeira aludindo aos seios brancos de Flora, a única filha de Avelino, por mais que parecessem escandalosamente apetitosos. Esperanza também não estava nada mal; a mulher madura estava no ponto, e ele não pôde evitar olhar para seus quadris largos que balançavam sob a saia longa. Ele cumprimentou cordialmente o dono da propriedade por estar cercado por mulheres tão encantadoras.

- Nesta casa sobram mulheres – riu Avelino – mas sempre se pode encontrar alguma utilidade para elas. Os pisos brilham de limpos e os afazeres domésticos nunca se acumulam.
- Vou me retirar para que possam continuar conversando – disse Flora, levantando-se – imagino que terão assuntos de adultos para tratar.
- Também vou dormir – Esperanza já havia recolhido todos os pratos da mesa e podia deixar a limpeza para a manhã seguinte.

Os homens ficaram sozinhos e se aproximaram da lareira, apesar de não estar acesa. Don Avelino trouxe consigo a melhor garrafa de cachaça que tinha e destampou para brindar com seu companheiro de caça.

- Que haja mais ladrões de gado dispostos a morrer diante do temível revólver de Augusto Lozano — disse, erguendo um pequeno copo cheio de líquido âmbar.
— Pela "Pismeiquer" — completou o pistoleiro, tomando sua dose de licor de uma só vez.

As velas que iluminavam a sala já estavam se apagando, e o licor da garrafa secava como por arte de magia. Os homens riam baixo, tentando não acordar as mulheres da casa, e repetiam velhas aventuras vividas outrora.

— Que rabo que sua mulher tem, Don Avelino! — a bebedeira o fez falar a verdade sem medir as consequências.
— E isso que você a viu vestida. Não imagina como são essas nádegas peladas — Lozano se surpreendeu com a resposta; por um segundo, achou que tinha passado dos limites.
— Certamente são as melhores que se pode ver por esta região.
— Quer vê-las? — perguntou o dono da casa, tentando fixar o olhar turvo pelos efeitos do álcool.
— Vê-las… de verdade?
— Sim, homem. Seria uma boa recompensa pelos seus serviços. Gostaria ou não?
— Claro que gostaria!

Ambos se levantaram e caminharam até o quarto onde Esperanza dormia placidamente. Acenderam uma lamparina para vê-la melhor. Ela estava coberta apenas pelos lençóis, já que era a melhor forma de dormir numa noite quente. Seu marido se aproximou e a expôs, puxando os lençóis com um gesto brusco. Ela estava de bruços, e suas nádegas brancas e rechonchudas apareceram diante dos olhos luxuriosos de Augusto Lozano.

— São lindas — disse o homem, acariciando a virilha por reflexo; sentiu seu membro crescendo, incapaz de desviar o olhar, não só porque o rabo lhe parecia deslumbrante, mas porque conseguia ver a vulva dividida em duas que Avelino certamente já fornicara tantas vezes.
— Se quiser, pode tocar — Irizarry gostava de ver outro homem desejando sua esposa, mas era a primeira vez que permitia que um chegasse tão longe.

Lozano não esperou que repetissem as palavras — deu uma palmada bruta em uma das nádegas. Ao acordar Esmeralda, ela se assustou, mas logo pensou no marido. Virou a cabeça e o viu de pé ao lado da cama. Se ele estava ali, quem estava tocando nela?

- Não se assusta, Esperança. Somos só nós.

Pelo "nós", ela entendeu que o segundo homem era Augusto. Não entendia nada — por que ele a tocava tão descaradamente na frente do marido? Até conseguia sentir os dedos dele vasculhando em volta dos seus buracos mais íntimos. Não quis contrariar o marido, então ficou calada. Sabia que ele devia estar bêbado, senão nunca permitiria uma invasão dessas na privacidade deles. Os toques grosseiros estavam deixando sua buceta molhada, e ela lembrou da vontade que tinha de ser penetrada pelo marido. Esperara por esse momento o jantar inteiro.

- Devo uma boa recompensa ao Lozano — a voz grave de Avelino ecoou tão alto que acordou a jovem Flora no quarto ao lado — e ele quer cobrar com seu cu.

Augusto nunca tinha pedido uma coisa dessas, mas a ideia o agradava enormemente. Esperança já tinha fantasiado centenas de vezes ser comida por um homem que não fosse o marido, e os dedos entrando sem cerimônia na sua xota a estavam deixando com tesão rapidinho.

- Pode fazer? — perguntou o marido.
- Sim, pode. Que me coma — ao dizer essas palavras, seu coração acelerou vertiginosamente. Por um instante, temeu que fosse só um teste do marido, mas as palavras seguintes a tranquilizaram.
- Então, homem, mete nela onde mais quiser. Se tem uma coisa que minha esposa sabe fazer bem, é levar pica.

Os dois homens já estavam com uma ereção bem evidente. Augusto não fez cerimônia, tirou a calça em segundos, exibindo um pau peludo que não era tão grande quanto o do dono da casa, mas que sabia satisfazer uma mulher. Subiu em cima da senhora gordinha e apontou o pau para o buraco de trás. Esperança não estava tão acostumada com aquilo, nem sempre deixava o marido... O marido a comeria pelo cu, mas desta vez era diferente, não era seu marido. Era um novo amante, aquele com quem tanto sonhara em suas noites mais fogosas. Casarara-se jovem com Avelino e, embora ele transasse como um cavalo, ela sempre quisera experimentar outro pênis.

— Molha com sua saliva — sugeriu a mulher ao atordoado Lozano — e enfia bem fundo.

A aceitação de ser penetrada analmente por sua mulher excitou enormemente Avelino. Teve que soltar seu pau duro para que não doesse dentro da calça. Não sabia que uma doce e jovem garota de seios brancos e redondos esgueirava-se pelo corredor escuro, como tantas vezes fizera no passado. Ela sabia muito bem que a escuridão da noite a abrigava e que a lâmpada do quarto não a iluminava. Supôs que encontraria a cena que tantas vezes vira, seu pai comendo sua mãe, mas não. Havia um segundo homem ali. Levou alguns segundos para perceber que era Augusto Lozano. O que ele fazia ali?

A nua Flora ficou hipnotizada com o que seus olhos viam. Parecia que o homem entraria por trás; sua mãe estava levantando as nádegas apoiando-se no joelho enquanto Lozano pressionava para dentro. O cu apertado não permitia a passagem, mas ele não ficaria na vontade; deu estocadas duras até que, em uma, seu pênis atravessou aquele buraco que não pôde mais oferecer resistência. O pau enfiou-se profundamente e Esperanza gritou de dor. Sabia que diminuiria após alguns segundos, por isso não pediu ao homem que parasse; além disso, queria ser comida. Se metade dos peões da fazenda viesse, ela se deixaria foder por todos. Fazia meses, talvez anos, que seu marido não a satisfazia como devia, e ela sempre fora uma mulher de instintos sexuais poderosos, mas jamais trairia seu amado esposo. Pelo menos não com um homem.

Separou as nádegas, puxando-as para os lados com as mãos, e recebeu uma dura... estocada lá dentro, dessa vez o pau entrou mais fundo, ela soltou um gemido e esperou pela próxima, queria que entrasse tudo de uma vez e que seu cu se dilatasse o suficiente para ela gozar completamente. Sentada no corredor, com as costas contra a parede de madeira e as pernas abertas, Flora tocava sua buceta peluda espalhando seus fluidos por toda a área erógena enquanto observava como enfiavam na sua mãe e como seu pai tocava seu pau longo com bolas peludas que balançavam como sacos de legumes.

Augusto estabeleceu um ritmo constante para sua ida e volta quando percebeu que aquele buraco já estava se adaptando à rigidez do seu pênis, seu membro nunca tinha sentido algo assim, poucas vezes tinha conseguido experimentar o cu de uma dama e nenhuma delas gemía como Esperança. A matrona sabia como esquentar um homem e Avelino tinha muita razão em uma coisa, ela realmente sabia receber um pau. Ela o esperava com a bunda levantada e bufava como uma gostosa no cio a cada investida. A mulher levou a mão à virilha e começou a se masturbar exatamente como sua filha estava fazendo no corredor. Castigando o clitóris com força.

Em questão de segundos já estava aproveitando ao máximo o sexo anal, Lozano estava mostrando que, embora não tivesse o temperamento animal de Avelino, estava se dedicando muito à situação. Ele se movia rapidamente, entrando e saindo sem preocupação enquanto a mulher se cobria de gotículas de suor. Agradecia internamente que seu marido permitisse que ela aproveitasse aquilo e, assim que virou a cabeça para ele, alegrou-se ao vê-lo com o pau duro, fez sinais para que se aproximasse e, quando ele o fez, a mulher começou a mostrar toda sua gratidão com a boca. Engoliu habilmente o pênis do marido e começou a chupá-lo enquanto recebia, de novo e de novo, aquele segundo membro pelo cu. Chupou vigorosamente, movendo o pescoço para frente e para trás, muitas vezes tinha atendido o marido dessa forma, mas nunca en uma situação dessas. Era mais do que ela tinha sonhado na vida, ter dois só para ela a deixava louca e ela queria expressar isso.

—Deixa bem aberto, Lozano! Que depois vai ser meu marido quem me come pelo cu!

Essas palavras animaram tanto o homem que em poucos segundos ele gozou dentro daquela cavidade proibida. Agarrou-se aos peitos carnudos da mulher enquanto esvaziava até a última gota de suas bolas cheias. Flora enfiava os dedos sem parar nem um segundo, não sabia que uma mulher pudesse transar com dois homens ao mesmo tempo, mas sua mãe estava mostrando como se fazia. Seu pai tirou o pau da boca de Esperança, muitos fios de saliva pendiam dele. Flora achou ter visto algo branco saindo do cu de sua mãe assim que Lozano se afastou, mas apenas um instante depois Avelino tomou seu lugar e penetrou sua amada esposa com força. Ele balançou um pouco no começo, já que o álcool na cabeça dificultava manter o equilíbrio, mas se havia algo que ele adorava era foder sua esposa estando bêbado, e mais ainda se ela o esperava com a bunda bem aberta e lubrificada. Começou a meter com força, alargando o buraco. Augusto observou como aquele pau poderoso penetrava a matrona com tanta decisão e pensou se sua filha seria tão puta quanto a mãe. Enquanto via aqueles peitões balançando com as enfiadas fortes, não conseguia parar de pensar no corpinho suculento de Flora, uma moça que já estava na idade de merecer — até se surpreendia que ainda não a tivessem casado com alguém.

Fazia muito tempo que Esperanza não curtia tanto transar com seu marido, nem tinha se entregado tanto a ele. Enquanto Lozano limpava os restos de porra de sua arma de carne usando os lençóis, uma imagem fixa voltou à sua cabeça — e isso estava o deixando desesperado. Os peitos de Flora poderiam ser sua perdição, mas ele daria tudo que tinha só para tocá-los uma vez. Percebeu que Avelino só tinha olhos para as as nádegas de sua esposa e ela tinha o rosto afundado no travesseiro para abafar seus gritos, naquele instante o pistoleiro escapou pela porta.
Flora quase gritou de surpresa, mas soube que tinha poucos segundos para reagir antes de ser descoberta. Correu nua até seu quarto, tomando cuidado para que seus calcanhares não batessem com tanta força no piso de madeira duro. Entrou no quarto, fechou um pouco a porta e pulou na cama para fingir que estava dormindo. Poucos segundos depois, a porta se abriu completamente e, com os olhos entreabertos, a jovem pôde ver Augusto Lozano se aproximando com o pênis flácido em uma mão e sua calça na outra. O homem abriu cuidadosamente a janela, permitindo que a luz da lua e das estrelas entrasse no quarto, ficou maravilhado quando viu aquele monte de vênus peludo, o abdômen rígido e plano de Flora e, o melhor de tudo, aqueles peitos grandes pendurados para os lados. Ainda conseguia ouvir os gemidos de Esperança, certamente seu marido estava metendo mais forte que antes, e isso lhe indicava que ninguém o interromperia por enquanto, podia contemplar a garota dormindo o quanto quisesse.
Não se contentou em apenas olhar por nem dez segundos. Aqueles mamilos marrons o atraíam como uma garrafa de bom vinho atrai um alcoólatra. Aproximou-se e estendeu a mão, quando sentiu a morna maciez do seio e a dureza do mamilo, seu pênis reagiu instantaneamente. A respiração da garota se alterou, mas ele nem percebeu, continuou a tocá-la acreditando que ela dormia profundamente. A excitação e o álcool se encarregavam de tirar suas preocupações, ele fazia tudo o que queria. Deslizou a mão para baixo até tocar o abundante pelo pubiano da garota, parou ali só por alguns segundos e depois tocou a cavidade virginal. Surpreendeu-se ao encontrá-la tão úmida e pronta, mas isso não importou muito. Baixou a cabeça até que seus lábios tocaram o peito mais próximo e imediatamente começou a dar lambidas despreocupadas enquanto seus dedos brincavam com o clitóris.
Flora passou do desgosto à submissão em poucos segundos. Estava totalmente excitada, e alguém tocá-la daquela forma a transportava ainda mais fundo no mundo da luxúria. Poderia ter falado, poderia ter dito a Lozano que não estava dormindo e poderia ter pedido para ele a comer, mas não o fez. Sabia que isso lhe traria sérios problemas com seu pai; era melhor continuar fingindo. E se alguém descobrisse Lozano, o matariam, e ela só precisaria chorar de angústia porque um degenerado havia se passado com seu corpinho inocente.
O calor desmedido do pistoleiro o fez descer com a língua até encontrar a salgada e suculenta buceta da jovem. Começou a lambê-la sem medo de que ela acordasse; na verdade, nem passava pela sua cabeça que a garotinha poderia despertar a qualquer momento. Era burro o suficiente e estava bêbado o bastante para acreditar que poderia comê-la sem que ela percebesse. Não a penetrou por medo de deixá-la grávida, mas continuou a devorar sua buceta com gosto, enquanto se tocava no pênis endurecido.
Esperanza continuava de nádegas abertas, aproveitando a dureza e o vigor de seu marido. Seu ânus estava em êxtase — nunca o havia sentido daquela maneira. Ser comida por trás por tanto tempo era exatamente o que ela precisava para satisfazer seus desejos mais obscuros. Avelino estava encantado com o cu de sua esposa e tinha que admitir que Lozano havia feito um bom trabalho ao abrir o caminho. Ele nem percebeu que seu companheiro já não estava no quarto, mas, se tivesse percebido, jamais imaginaria que o homem estava chupando a buceta de sua filhinha. No máximo, acharia que ele havia ido embora para casa.
Lozano chupou o clitóris de Flora, e ela sentiu algo estranho em seu corpo: um calor intenso que subia e descia vertiginosamente por dentro. Ela não sabia como... controlá-lo e se viu obrigada a apertar os lençóis com os dedos enquanto expelia uma quantidade maior de líquido pela sua buceta, que acabou na boca do seu intrépido amante, mas ele nem percebeu o orgasmo da jovem, só estava concentrado no seu próprio prazer físico. Logo antes do seu pau avisar que iria gozar mais uma vez, ele cometeu outro ato impulsivo movido pela luxúria, apontou seu membro para a boca de Flora, que estava aberta o suficiente para que a porra pudesse entrar. Não por pontaria, mas por mera casualidade, o primeiro jato de sêmen caiu bem na língua da jovem, o segundo na sua bochecha e não houve um terceiro, foram só algumas gotinhas que caíram no chão.

O homem se apressou para vestir a calça e, na pressa, quase caiu de cabeça contra a parede. Lembrou que estava bêbado e precisava medir seus movimentos; se Avelino Irizarry o encontrasse dentro do quarto de sua única filha, o mataria, mesmo que a moça já tivesse idade suficiente para transar e ser comida.

Flora ouviu o homem cambaleante sair do seu quarto e quase imediatamente começou a se masturbar intensamente. Não sabia o que tinha caído na sua boca, mas imaginou que fosse aquele líquido branco que às vezes ficava entre as pernas da sua mãe. Sempre achou que era produzido pela mulher ao receber um pau de verdade dentro da vagina, mas um dia pareceu-lhe ver que esse líquido leitoso saía do pau do seu pai, embora não pudesse afirmar. Dessa vez, não conseguia ver a cor do que estava engolindo, mas havia algo sujo e proibido em tudo aquilo que a deixou muito excitada. Enfiou os dedos até chegar a um segundo orgasmo, embora ela não soubesse que se chamava assim; para ela, eram simples reações do corpo que só aconteciam quando o prazer a dominava completamente.

Avelino despejou grandes quantidades de sêmen dentro da cavidade anal da sua esposa e ela, satisfeita e exausta, caiu pesadamente. sobre a cama. Ninguém se importou que Lozano não estivesse lá, já não precisavam mais dele para nada. O bêbado Irizarry deitou ao lado de Esperança e adormeceu quase instantaneamente com seu pênis ainda duro. A mulher nem se deu ao trabalho de limpar suas nádegas e deixou que o sêmen morno escorresse livremente para fora e descesse pelo canal que sua buceta formava.

Enquanto Lozano caminhava para casa sob a luz da lua que lhe sorria maliciosamente, pensou que havia recebido a melhor recompensa possível por matar dois bandidos. Tinha comido o belo cu da matrona, aquele que tanto desejavam os homens da região, e tinha chupado a boceta da bela Flora, outro tesouro cobiçado por peões e camponeses. Avelino Irizarry era um bom amigo e Lozano sabia muito bem que os amigos se conquistam com boas ações e se mantêm com discrição, por isso não diria a ninguém sobre o que acontecera naquela noite, talvez algum dia pudesse repetir.
Fim do Capítulo 1. Ler Capítulo 2:
Agreste
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- Mãe Superprotetora
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