Agreste[1]Recompensa Sexual[/1]

Aviso: Este relato contém vários gêneros, pode passar do sexo Heterossexual ao Lésbico e é provável que em alguns capítulos contenha "amor Filial".


Agreste[1]Recompensa Sexual[/1]As tábuas do estábulo rangiam mantendo um ritmo constante. Quem se esgueirasse devagar naquele casebre de madeira não só ouviria esse barulho, mas também chegaria aos seus ouvidos a respiração inconfundível de dois amantes. Se se aventurasse mais pra dentro, veria uma mulher de cabelo cor de punheta recebendo toda a força viril de um homem forte e suado. Alguns dos bichos ao redor faziam coro com relinchos, grasnados e cacarejos.

A matrona tinha a saia e as anáguas levantadas até as costas, deixando à mostra as bundas brancas e gordas que balançavam a cada estocada. Ela curtia pra caralho as atenções do marido, mesmo que ele não soubesse e só buscasse a própria satisfação dentro da caverna molhada da esposa. Quando o final se aproximava, o homem tirou o pau e deixou jorrar o conteúdo sexual na parte de dentro das pernas da mulher.

Naquele instante, o casal de amantes ouviu o trote de um cavalo se aproximando. O camponês mal teve tempo de esconder a virilidade quando viu José Pereyra aparecer na porta do estábulo. O recém-chegado nem se abalou com a cena, não achou estranho ver o patrão com o canhão na mão e a esposa dele mostrando a nudez feminina. Ele reparou na boceta dilatada, peluda e molhada só o suficiente pra que Dom Avelino não considerasse a atitude dele impertinente.

Esperanza pouco se importou que o peão jovem visse sua intimidade; ela mesma já tinha visto várias vezes a da esposa dele no dia em que ajudou no parto do primogênito. A mulher nem se deu ao trabalho de arrumar a roupa; o marido já estava saindo do prédio pra falar com José.

— O que é tão importante, Pereyra? — sabia que o assunto era sério porque do ombro do peão pendia um rifle.
— Faltam cinco cabeças, viram elas pela última vez entrando nas terras dos Güemes. Precisava ouvir mais. Pegou as rédeas do fiel alazão e montou nele de um salto, partiu tão rápido que não deu tempo de reação pro José. O jovem ficou com o olhar fixo naquela mulher voluptuosa que estava decidida a terminar com os dedos o que o marido começou poucos minutos antes. O peão não conseguiu segurar uma ereção ao ver aquela exibição de autossatisfação feminina, mesmo a mulher sendo bem mais velha que ele. Esperança achou que o barulho do galope era do cavalo do rapaz indo embora, por isso continuou enfiando os dedos na sua buceta viscosa sem segurar os gemidos de prazer, mas depois de alguns segundos se assustou ao ouvir um segundo cavalo partindo, olhou por cima do ombro e só viu nuvens de poeira.

Voltou a apalpar a sua virilha carnuda procurando os pontos que mais lhe davam prazer, já estava acostumada com essa tarefa porque era raro o dia em que o marido a satisfazia por completo. Isso só acontecia quando ele estava bem bêbado e a ereção durava mais que o normal, por isso a matrona não se irritava se o marido voltava embriagado da venda. Dessa vez, levou vários minutos de dedada até chegar ao clímax e gozou resmungando que nem uma gostosa no cio, enquanto enfiava os dedos de uma mão e com a outra sacudia com agilidade o seu grelo inchado, que era o centro de todo o seu prazer. Os dedos ficaram cobertos de fios dos próprios sucos, que ela lambeu saboreando aquele gosto conhecido de mulher que lhe trazia boas lembranças.
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Dom Avelino Irizarry avançava o mais rápido que podia montado em seu corcel, não tinha tempo nem de pegar um pedaço de pau, se as cabeças de gado já tinham sido vistas na propriedade dos Güemes, isso só podia significar que estavam indo direto pra cruzar o vau do rio Agreste e, se fizessem isso, seria quase impossível recuperá-las. Ele precisava confiar na pontaria de José, seu jovem peão. Considerava o rapaz trabalhador e confiável, por isso mesmo dava a ele mais autoridade do que ao resto dos trabalhadores sob seu comando. Na corrida veloz, o patrão cruzou com Augusto Lozano, não hesitou em chamá-lo com um assobio agudo, feito só franzindo os lábios, deixando o ar sair com força entre eles. Lozano notou a pressa dos homens e logo reparou no rifle nas costas de Pereyra. Virou o cavalo na direção deles e se juntou à marcha.
O dono das vacas roubadas o colocou a par da situação; era sabido que Augusto carregava a pistola até pra ir ao banheiro e que não hesitaria em somá-la às armas de qualquer bom homem que precisasse. Com destreza e sem reduzir a velocidade, ele conferiu o carregador da sua Colt 45, Peacemaker, na opinião dele a melhor arma já fabricada, embora com seu inglês tosco Lozano a chamasse de "Pismeiquer", sem saber nem o que o nome significava.
Deixaram um longo rastro de poeira levantada atrás deles, mas em nenhum momento viraram pra olhar. Soltavam nomes de bandidos conhecidos quase ao acaso, tentando adivinhar quem podiam ser os culpados, mas cada um dos citados era descartado pelo astuto José Pereyra, que parecia sempre lembrar de algum detalhe que colocava o bandido a muitos quilômetros do território de Dom Avelino ou atrás de grossas grades de ferro.
A sorte os acompanhava no galope, e confirmaram isso ao ver um grupo reduzido de homens fazendo esforços toscos pra guiar cinco novilhos através do vau do rio Agreste. Como já os Tendo eles à vista, não se preocuparam, ainda mais sabendo como eram ruins pra tocar o gado.

— São só quatro — disse Avelino Irizarry enquanto diminuíam a distância; o trote dos cavalos deles se misturava com o dos perseguidos, e esses não viravam pra trás, ocupados com os bois que tentavam atravessar o rio.

— O que eu ganho, patrão? — perguntou José, passando o rifle das costas pra apoiar a coronha no ombro direito.

— Três dias de folga se você acertar o que tá de chapéu de punheta.

— Isso é injusto — reclamou Augusto Lozano — meu revólver só serve pra curta distância.

— Te prometo uma boa recompensa se seu revólver despachar dois, a distância não me importa.

Naquele exato instante, a onda sonora de um tiro se perdeu na imensidão da planície, e alguns pássaros largaram as copas das árvores próximas. Junto com eles, voou um chapéu de punheta que caiu no chão só segundos depois do homem barbudo que costumava usá-lo. Assustados, os outros três bandidos tentaram dar o fora.

— Tão desarmados! — gritou Dom Avelino pra Augusto enquanto este acelerava o cavalo.

O aviso não servia pra perdoar a vida dos ladrões, muito pelo contrário: por não portarem armas, se arriscavam a uma morte certa. Os cavalos dos que tentavam fugir corriam sem rumo. Lozano perseguiu dois que iam pro leste; quando chegou perto o bastante, apontou o Colt pra eles e fechou o olho esquerdo pra mirar melhor. Sabia que, se atirasse só uma vez, podia perder uma chance única. Tinha eles na mira e esvaziou o pente, tentando distribuir três balas pra cada. Os dois caíram pesado no capim. Avelino gritou de alegria, levantando o chapéu sobre a cabeça sem parar de avançar pro quarto ladrão, que tentava escapar pro norte, rio acima.

Dessa vez, não tinha bala pra dar conta. Fim da corrida, aqui só valiam músculos e destreza física, a combinação entre cavalo e cavaleiro. O pobre coitado se sacudia feito louco, com os olhos cheios de lágrimas, esperando seu fim iminente e se perguntando por que não atiravam nele. Dom Avelino Irizarry já tinha quarenta e oito anos bem vividos, mas seu corpo fibrado ainda permitia tamanho esforço, e ele confiava plenamente em seu alazão. A distância entre os dois homens diminuía cada vez mais, e o terror desfigurava o rosto do perseguido. Alguém atirou ao longe; ele nem sentiu o zumbido da bala, então soube que só estavam tentando assustá-lo. Poucos segundos depois, se desesperou ao descobrir o quão perto estava aquele homem de olhar irado e barba grisalha de vários dias. Levou um soco duro na mandíbula que o fez cair do cavalo e rolar pela grama, com a imensa sorte de parar bem antes de sua cabeça se espatifar numa pedra. Estava derrotado e já não tinha forças pra resistir.

Quando Augusto Lozano se aproximou dos dois sujeitos que ele tinha mandado pro beleléu, ficou enormemente surpreso ao ver que havia seis buracos de bala no total entre os dois corpos. Três e três, exatamente como ele tinha calculado. Nunca tinha feito disparos tão certeiros e sabia que isso lhe renderia uns tragos na venda por cortesia de quem quisesse ouvir sua história, mas pra ela ser crível, precisava de testemunhas. Então amarrou as pernas dos mortos no cavalo e os arrastou pela grama alta até deixá-los junto ao terceiro cadáver.

— Seis balas, seis buracos — se gabou pro jovem José Pereyra, que arqueou as sobrancelhas surpreso e assentiu com a cabeça, como quem parabeniza o atirador. — Não sou mais tão jovem quanto você, mas ainda tenho bom olho e mão firme — completou. — Ei! Mas você também fez um baita tiro — disse ao ver o cadáver de um homem de barba grisalha com um grande buraco de saída no centro da testa dele — esse homem foi dar a mão ao Senhor sem saber que tinha sido convidado pro reino dos céus.
— Acho que ele foi pro inferno — garantiu Pereyra — espero que o patrão lembre da promessa dele — viu Dom Avelino trazendo consigo o quarto bandido, que parecia estar desmaiado sobre o lombo do próprio cavalo.
— Ele vai lembrar se a gente mantiver ele alegre — sussurrou Lozano — Bem feito, patrão! Não ia escapar nem que o próprio Arcanjo Gabriel viesse resgatar ele — adorava referências bíblicas, embora conhecesse poucas e sempre repetisse as mesmas.
— Um dia desses vai deixar o Delegado sem serviço, patrão — completou o peão jovem.
— Aquele velho barrigudo não alcançava nem um manco pulando na perna ruim — Avelino inflou o peito orgulhoso, não só tinham livrado esse mundo de três ladrões de gado indesejáveis, como também tinha feito um prisioneiro.
— O que cê acha que vão fazer com ele? — perguntou José.
— O mais provável é que enfiem ele na "Llorona" — se referia à maior prisão da região, que ganhou esse apelido porque, segundo a lenda, almas penadas rondavam por lá. Se os criminosos não temessem o peso da lei, então temeriam os espectros do além.
— Como vai berrar o coitado quando souber pra onde vai — Augusto coçou a cabeleira dura de cabelos pretos riscados por fios grisalhos — aqui estão os dois corpos que prometi, patrão — apesar de não ser realmente empregado de Avelino, chamava ele assim por respeito.
— Vem hoje à noite lá em casa, Lozano, vamos tomar um pouco de cachaça e ver o que me vem à cabeça pra te recompensar.
— A cachaça já é recompensa suficiente pra mim — sorriu modestamente, mostrando uma fileira de dentes gastos e amarelados, mas ainda conservava todos eles.
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Só a risadinha aguda de duas garotas ecoava no celeiro. Elas se escondiam dos olhares e ouvidos de todos, refugiando-se naquele prédio isolado onde era bem improvável que fossem encontradas. As risadas vinham das cócegas e do nervosismo que a situação causava. As duas já eram bem desenvolvidas e exibiam seus peitos branquinhos e suculentos, que terminavam em pontinhas marrons. A mais encorpada das duas tinha uma mão entre as pernas da outra, e essa aqui estava com o vestido levantado até o umbigo, mostrando uma buceta suculenta cheia de pelinhos pretos e lábios carnudos e enrugados. Os dedos da amiga entravam e saíam daquela cavidade íntima, fazendo a risadinha nervosa dela explodir de novo e de novo. Não era a primeira vez que se divertiam com aquele jogo proibido, mas nunca tinham ido tão longe antes. Estavam deitadas numa pilha enorme de palha seca, que servia de colchão. A jovem e linda Flora abriu mais as pernas porque as enfiadas dos dedos começaram a agradar mais do que ela imaginava, a risadinha foi sumindo aos poucos enquanto o rosto dela ficava cada vez mais sério e o peito subia e descia no ritmo da respiração. Dolores acelerou o movimento da mão, focando em dar prazer pra melhor amiga porque sabia que depois receberia o mesmo tratamento. Os sucos que escorriam do centro feminino facilitavam muito o trabalho, e dois dedos conseguiam entrar juntos fácil, fazendo a cavidade alargar.

Isso lembrou Flora daquela tarde em que um dos peões jovens a serviço do pai tocou ela do mesmo jeito, debaixo da sombra de uma árvore grande. Naquela vez, o rapaz tinha beijado ela, e ela quis reviver aquela sensação. Pegou Dolores pela nuca, igual o rapaz tinha feito com ela, e puxou pra perto, fazendo os lábios se chocarem no meio. Em seguida, levou a mesma mão que serviu de gancho até a entreperna da amiga, e se surpreendeu ao sentir a grande umidade e o calor que havia nela, mas não hesitou, começou a esfregar o clitóris da jovem intensamente enquanto suas bocas brincavam e se entrelaçavam desajeitadamente. A Flora tinha levado dias para convencer a Dolores de que não havia nada de errado em se dar prazer mutuamente, já que de qualquer jeito fariam isso sozinhas.

— Minha mãe me explicou que as mulheres têm que fazer isso de vez em quando, senão a buceta resseca — disse ela à amiga naquela vez — e ela é a melhor parteira da região, sabe muito bem o que diz.

Depois de vários dias de roçadas e apalpadelas escondidas, finalmente conseguiu que enfiassem os dedos nela, que era exatamente o que ela mais queria, além de que, entre todas as amigas, Dolores era a que mais lhe agradava e a mais gostosa. Todas invejavam seus lindos olhos verdes e o brilho do seu cabelo preto comprido. Agora era ela quem, pela primeira vez, explorava a intimidade da garota, não parava de mexer os dedos, dando e recebendo ao mesmo tempo, acumulando sensações que não conseguia explicar, mas que sabia aproveitar.

As duas estavam curtindo o momento de bobeira quando ouviram três rapazes conversando entre gritos e gargalhadas do lado de fora do celeiro. Levaram um baita susto, por um instante pensaram que tinham sido descobertas e lembraram que, por mais desculpas que inventassem, o que estavam fazendo era errado e, possivelmente, pecado. Ajeitaram suas roupas pesadas e se sacudiram mutuamente, tirando a porra que tinha grudado nas dobras do pano ou enroscado nos cabelos. Saíram do celeiro pela porta dos fundos, sabendo que o grupo de jovens passaria ou entraria pela porta da frente. Contornaram o grande prédio de madeira na direção oposta aos rapazes, sabiam que não conseguiriam se esconder do olhar deles por muito tempo, então a melhor opção era fingir normalidade, mesmo que ambas ainda sentissem o líquido dos seus sexos escorrendo e descendo pela lateral das pernas.

— O que vocês estão fazendo na propriedade? —Do meu pai? —perguntou Flora com o tom autoritário que herdou do progenitor.
—Flora! —gritou um jovem de cabelo ruivo e bagunçado, assim que virou para ver a moça — quase me mata do susto.
—Ramón, o que você faz aqui? O estábulo é para o outro lado — o rapaz era um dos peões mais novos da fazenda, mas ainda assim era dois anos mais velho que a filha de Dom Avelino.
—Estava te procurando. Seu pai mandou você ir pra casa agora.
—Aconteceu alguma coisa? — perguntou ela, assustada.
—Mataram três ladrões de gado que tentavam roubar o gado do seu pai.
—Ele está bem?
—Bem? — interveio o rapaz mais alto dos três, que era quase um homem feito, de pele escura como a noite mais fechada — ele está comemorando como se fosse o nascimento do primeiro filho homem dele — todo mundo sabia o quanto Avelino queria que Flora fosse homem, ou pelo menos que não fosse a única filha dele.
—Bom, já fui avisada. Voltem ao trabalho.
—Não vamos — sorriu Ramão com arrogância — seu pai deu a tarde de folga pra todo mundo. Tão feliz que tá. Por que suas bochechas estão vermelhas?
—Porque me enfurece ver vocês vagabundeando. Não importa o que meu pai diga, vocês deviam estar trabalhando. Ele paga vocês pra isso.
—Você não manda, pequena — a voz do negro era grave e às vezes podia intimidar muito — é justamente seu pai quem nos paga, e se ele diz que temos a tarde de folga, então folga a gente vai ter.
—Talvez seja hora de contar ao meu pai onde estão aquelas galinhas que supostamente sumiram misteriosamente. Da última vez, me pareceu ver uma delas entrando pela sua boca, Malik — o descendente de africanos quase ficou branco diante da ameaça da moça — ou talvez vocês prefiram reforçar a cerca. Se esses ladrões roubaram gado, é porque em algum lugar cortaram os arames. Não acham? Imagino que meu pai agradeceria enormemente se alguém tivesse a gentileza de sacrificar a tarde de folga pra consertá-la.

Os três rapazes apertaram os dentes e os punhos. ao mesmo tempo. Odiavam Flora, já que ela podia ser mais astuta e exigente que o próprio Avelino. Ela se esforçava pra que tudo funcionasse perfeitamente, pois tentava compensar a falta de um filho homem que pudesse dar continuidade ao sobrenome Irizarry. Dolores riu da ousadia e da esperteza da melhor amiga, e juntas voltaram pra casa, deixando os peões enrascados num dilema. Sabia muito bem que aquela cerca seria consertada; se o pai dela descobrisse que eles tinham comido duas galinhas, iam se ferrar feio, e o preço ia ser descontado do salário deles, que já era baixo pra caralho, a ponto de virar dívida se diminuísse mais. A reação puta da Flora era principalmente porque esses moleques sem noção tinham interrompido o momento de prazer dela, e quem sabe quanto tempo ia levar pra acalmar os nervos à flor da pele da Dolores pra ela se animar a brincar daquele jeito de novo.

Com apenas vinte e uma primaveras nas costas, Segundo Cuevas se preparava pra dar o passo mais importante da vida dele. O sol da manhã inspirava confiança e deixava ele apreciar a beleza da Rosalina, com o cabelão castanho esvoaçando na brisa suave, mas o que mais chamava a atenção do rapaz era o que o espartilho apertado fazia nos peitões cheinhos da mulherzinha — eles inchavam e subiam até o ponto máximo, e Segundo não conseguia evitar pensar como serviriam de travesseiro.

— Bom dia, Rosalina — cumprimentou, tirando o chapéu com respeito; a moça sorriu ao vê-lo, o sorriso branco e os olhos castanhos do rapaz faziam ela esquecer todos os problemas.
— De novo enchendo o saco tão cedo, Segundo? — chamava ele pelo nome porque sabia muito bem que ele odiava.
— Seria incapaz de encher o saco de uma dama tão gostosa — ela soltou uma risadinha tímida enquanto fingia admirar as flores do jardim dos fundos da casa dela — vim até aqui pra te fazer uma pergunta.
— Não podia esperar — Pelo menos até o galo cantar?
— Não é tão cedo assim, o galo já cantou faz tempo, enquanto você dormia com a cara toda grudada no travesseiro.
— Você estava me espionando de novo?
— Não preciso te espionar toda noite pra saber como você dorme. Até me arrisco a dizer que você dormiu pelada.
— Você tá passando dos limites, Segundo — fingiu irritação.
— Por acaso não é a coisa mais linda do mundo ver uma mulher doce e gostosa dormindo, mostrando os dotes que Deus lhe deu? Esses peitos que parecem feitos de porra quando a luz da lua bate, ou essas pernas tão quentinhas e macias que convidam um amante vigoroso a entrar.
— Você tá me deixando tonta com essas palavras, já te falei que não gosto que você brinque de poeta comigo — na verdade, ela adorava o jeito complicado de falar do seu perseguidor, mas não admitiria.
— Mas tudo isso não é nada comparado àquela gruta que se abre no compasso das pernas e...
— Segundo! — corou — meu pai pode te ouvir, já te falei pra não passar do ponto. Além disso, você nunca vai tocar nessa gruta, e eu sei que você a chama assim porque esse é seu sobrenome. Quer botar seu nome nela também?
— Era justamente pra isso que eu vim.
— Não entendi.
— Vim botar meu nome em você. Rosalina Aragón, você quer casar comigo?

A mocinha ficou parada feito uma estátua, e a pele dela ficou tão pálida que parecia esculpida em mármore, só as bochechas vermelhas mostravam que ainda estava viva. Ela encarou Segundo Cuevas de boca e olhos bem abertos até que de repente soltou uma gargalhada. O rapaz sorriu nervoso, tentando mostrar bom humor, mas por dentro a incerteza o corroía.

— Casar com você, é? Você tá maluco?
— Maluco de amor por você — amassou o chapéu entre os dedos.
— Mas Segundo, se você nem tem um palmo de chão pra cair morto. Meu pai nunca deixaria você casar comigo... eu nunca deixaria você casar comigo. Tenho propostas melhores de homens mais estáveis que você. — Mas nenhuma te agrada tanto quanto eu — isso a deixou muda de novo, será que Segundo sabia mesmo que ela pensava nele toda noite? Até naquelas noites em que as mãos dela ficavam indecentes.
— Repito, não vou casar com você. Não posso casar com um morto de fome que só trabalha por um mísero prato de milho.
— Se eu conseguir dinheiro, você casa comigo?
— Você seria incapaz de conseguir…
— Me diz. Se de algum jeito, não importa qual, eu conseguir dinheiro, você casa comigo?
— Sim. Se fizer isso, caso com você — o coração da moça bateu descompassado, ser desposada por Segundo Cuevas era algo que ela desejava nas fantasias mais íntimas, mas quando caía na real sabia que ele não poderia ser um bom marido, já que nem teriam onde morar.
— Então não tem mais o que dizer. Pode ir escolhendo a data do nosso casamento e vai avisando seu pai. Amanhã venho pedir sua mão oficialmente, com dinheiro na mão.

Ele colocou o chapéu e seguiu na direção oposta ao sol, sabendo que não tinha outra escolha a não ser aceitar a proposta de trabalho que o "Roña" tinha feito. Não gostava daquele velho sujo, mas não via outra saída. Amaldiçoou-se por não ter cavalo próprio e ter que andar quase quatro quilômetros até a imunda casa de barro cheia de moscas e outros insetos. O cheiro podre o incomodava quase tanto quanto o velho, viu uma pilha de batatas e tomates podres que ocupavam o mesmo lugar desde a última visita, já fazia uma semana.

— Roña! — gritou mantendo distância, nem queria bater na porta desleixada de tábuas — Roña! Cê tá aí? — Esperou uns instantes, encarando com cara feia um cachorro sarnento que passava por ali — Roña! — gritou mais uma vez.

A porta rústica rangeu ao abrir e um homem de barba grisalha, vestindo uma camiseta de algodão que um dia foi branca, apareceu na soleira.

— Que porra você quer? Ah, Segundo. É você. Pensei que fosse um dos irmãos Pérez. me perturbando de novo.
—Não vi os Pérez, achei que você já tinha matado eles com sua praga.
—Você veio até aqui só pra me insultar? —andou até uma árvore perto e começou a mijar nela.
—Não, vim porque preciso de dinheiro —parecia o lugar mais errado do mundo pra pedir, mas o velho sabia do que ele tava falando.
—Você não dizia que não fazia esse tipo de serviço?
—Agora faço.
—Não se ofende, guri, mas a gente pode fazer o serviço sem você. Os Pérez conseguiram a localização das vacas, eu consegui o comprador. O que você pode oferecer?
—Os cavalos —o velho virou a cabeça com um solavanco rápido.
—De onde você vai tirar quatro cavalos?
—Meu sogro vai me emprestar. Mesmo que ele não saiba. Se a gente trabalhar rápido, ele nem vai perceber que pegamos emprestado.
—São quatro cavalos, rapaz, qualquer um notaria a falta deles.
—Tenho um método pra ele não descobrir.
—E que método é esse?
—Não vou te contar. Isso é parte do meu trabalho. Me diz se vão fazer hoje, e hoje mesmo eu trago quatro cavalos de primeira.
—Partes iguais pra todo mundo, se você trouxer até o meio-dia.

Segundo Cuevas voltou andando rápido até a própria casa e pegou duas garrafas de vinho que guardava pra uma ocasião como essa. De lá, seguiu pra pequena e humilde propriedade dos Aragão. Assim que chegou no estábulo caindo aos pedaços, cruzou com Patrício, um jovem que cuidava dos cavalos do patrão em troca de comida e um lugar pra dormir.

—Patrício, preciso te pedir um grande favor —disse pro rapaz, mostrando as duas garrafas— esse vinho é muito bom e eu não tô muito bem do estômago pra tomar tudo, seria uma pena desperdiçar. Você me faz o favor de beber elas por mim?
—Valeu, Segundo! O que vai me custar dessa vez? Quer se enfiar na propriedade de novo à noite pra espiar a Rosalina? Se você tivesse visto ela ontem à noite… com a bucetinha peluda aberta no meio —um soco duro se estraçalhou contra o lado esquerdo da cabeça dele.
—Tá falando da minha futura esposa, então respeita ela. Te proíbo de ficar espiando ela de novo durante a noite.
—Desculpa, Segundo, peço perdão. Erro meu. No fim das contas, não vi quase nada, tava muito escuro.
—Escuros vão ficar teus olhos. Vou deixar as garrafas e levar quatro cavalos.
—Impossível! Cê tá louco?
—Vou trazer eles de volta hoje mesmo, sãos e salvos. Você só precisa cuidar pra ninguém entrar nos estábulos. Pode inventar o que quiser enquanto toma esse vinho bom, e amanhã te trago mais duas garrafas.
—Que sejam três a mais.
—Tá bom. Três. Mas não quero saber que cê tá nem olhando pra Rosalina, senão encho tua cara de dedo e enfio as quatro garrafas no teu cu.
—Cinco. Se trouxer três, vão ser cinco.
—Minha parada é língua, não número. Fica de olho e tenta assobiar bem claro se alguém vier, não seja tão viado de fazer igual criança.

Com os cavalos na mão, foi direto pra casa do Roña, esperando que o velho pelo menos tivesse avisado os irmãos Pérez. Não queria ser visto andando por aí montado num cavalo e levando mais três presos pelas rédeas. Ia ser só um trampo de um dia, depois usava a grana pra comprar ferramentas ou o que fosse preciso pra ter uma vida de trabalho honesto junto com a amada. Também pensou que podia comprar um pedacinho de terra pra plantar, mas talvez o dinheiro não desse pra tanto. Isso dependia de quantas vacas conseguissem. Calculava que tinham que ser pelo menos três pra tudo isso valer a pena.
Os últimos preparativos pro serviço foram feitos pelos próprios irmãos Pérez, que eram gêmeos e já tinham fama de ladrões de gado, mas como nunca foram pegos com a mão na massa, não tinha mandado de prisão pra eles nem recompensa pelas cabeças. Isso deixava eles trabalharem com mais liberdade. Os quatro homens partiram com rumo certo pra fazenda. de Dom Avelino Irizarry, conhecido por ter um monte de cabeças de gado. Os gêmeos Pérez tinham vasculhado a propriedade atrás de alguma cerca isolada que desse acesso e saída rápidos, quando acharam, souberam que era o lugar certo pro serviço, dava rota direta pro vau do rio Agreste, onde dava pra sumir do rastro por um bom tempo se depois subissem o rio. Os cavalos iam facilitar muito essa tarefa.

Cortaram o arame farpado com facas bem afiadas, não era a primeira vez que faziam isso, então não perderam muito tempo. O velho Roña ficou felizão quando viu quatro novilhos pastando por perto, mas pro Segundo Cuevas era pouco, ele sabia que com três o lucro já era bom, com quatro seria muito bom, mas lá longe dava pra ver um quinto boi, com cinco o esforço valia mesmo a pena. Ignorando as reclamações dos parceiros, ele acelerou no lombo do potro até que o novilho isolado percebeu a presença dele, mas não se assustou até o jovem rodear ele e começar a espantar, usando o tamanho que o cavalo dava e uns balanços fortes dos braços. O bicho começou a trotar na direção oposta à que ele queria, teve que se posicionar na frente e deu um coice na testa dele, isso assustou o boi que deu meia-volta e saiu correndo que nem doido, mas ia justo pra onde estavam Roña e os irmãos Pérez.

A tarefa de tocar as vacas não era tão fácil quanto imaginavam, elas pareciam mais nervosas que o normal e não respondiam aos estímulos. Os irmãos Pérez eram os mais experientes nisso, mas mesmo assim não conseguiam fazer os bois andarem em linha reta por mais de dez metros.

— Acho que o velho Roña tá espantando elas com o fedor que ele tem — disse Segundo Cuevas.
— Fecha a boca, cara, se você não tivesse ido atrás da outra vaca, já tava chegando na propriedade dos Güemes.
— Me Você vai agradecer a quinta vaca quando nos pagarem, seu velho de merda.

Poucos minutos depois, Ricardo Güemes avistou quatro cavaleiros fazendo uma tentativa tosca de guiar cinco cabeças de gado. Na hora, ele sacou do que se tratava. Sem perder um segundo, mandou o filho mais novo montar no melhor cavalo dele pra avisar o Dom Avelino. Pela marca das vacas, ele viu que eram dele. O Roña e os gêmeos Pérez não faziam ideia de que a sentença de morte já tinha sido dada — era só questão de tempo até ser cumprida.

Segundo Cuevas resmungava, tentando fazer o cavalo andar reto, mas o bicho parecia nervoso por ter que avançar no meio de tanto animal. Foi quando ele viu algo que o deixou pasmo. O chapéu de punheta do velho Roña voou pelos ares, e meio segundo depois um tiro ecoou nas costas dele. O sangue gelou nas veias, e o coração se encheu de cacos de gelo. Ele soube que iam matá-lo, igual tinham feito com o velho, que agora jazia no chão com uma mancha vermelha enorme na nuca. Amaldiçoou a si mesmo e amaldiçoou o morto. Não podia ser que fosse morrer só por tentar roubar umas vacas imundas. Ele não era mau caráter, só tinha cometido um erro — não queria morrer por causa disso. Bateu os calcanhares no lombo do cavalo e rezou pra ele correr mais rápido que o vento. Nem olhou pra trás quando ouviu uma sequência de tiros; sabia que eram pros gêmeos e que eles já deviam estar mortos. As lágrimas se acumularam no canto dos olhos dele. Alguém o perseguia — dava pra sentir a raiva daquele homem sem precisar olhar por mais de um segundo. Se perguntou por que não atiravam logo de uma vez, pra acabar com a vida dele e ele não sofrer mais essa agonia horrível. Quando levou um golpe duro na mandíbula, soltou um grito de dor, mas o que mais doeu foi a queda. A cabeça bateu no chão, e ele rolou, levantando poeira. Olhou pra cima, se protegendo com as Mãos esperando o tiro fatal, mas ele nunca veio. O homem de ombros largos desceu do cavalo e deu um golpe duro na testa dele, dessa vez a parte de trás da cabeça bateu contra o chão duro, deixando-o inconsciente.

Dom Avelino Irizarry estava tão contente depois de ter pego os ladrões que deu a tarde livre pra maioria dos seus peões. Naquela noite, mandou a mulher matar uma galinha gorda pra assar, e jantaram na companhia de Augusto Lozano. Alguns no povoado tinham chegado a pensar que esses homens eram irmãos, já que tinham várias semelhanças físicas entre eles: a pele de Lozano era um pouco mais escura e ele também era um pouco mais baixo que Irizarry, mas os narizes retos e o ângulo marcado das sobrancelhas eram muito parecidos. O convidado se comportou de forma cordial, sabendo que não podia nem fazer uma piada aludindo aos peitos branquinhos de Flora, a única filha de Avelino, por mais que eles estivessem escandalosamente apetitosos. Esperanza também não estava nada mal, a mulher madura estava no ponto, ele não conseguiu evitar olhar pra suas ancas largas que balançavam debaixo da saia comprida. Cumprimentou cordialmente o dono da propriedade por estar cercado por mulheres tão gostosas.

— Nessa casa sobra mulher — riu Avelino — mas sempre se dá um jeito de usar elas. Os pisos brilham de tão limpos e nunca acumula serviço doméstico.
— Vou me retirar pra vocês continuarem conversando — disse Flora se levantando — imagino que tenham assuntos de adulto pra tratar.
— Também vou dormir — Esperanza já tinha recolhido todos os pratos da mesa e podia deixar a limpeza pra manhã seguinte.

Os homens ficaram sozinhos e se aproximaram da lareira, mesmo sem ela estar acesa. Dom Avelino trouxe a melhor garrafa de cachaça que tinha e destampou pra brindar com seu companheiro de caça.

— Que venham mais ladrões de gado dispostos a morrer diante do temível revólver do Augusto. Lozano —disse ele, erguendo um copinho cheio de líquido âmbar.
—Pela “Pismeiquer” —completou o pistoleiro, virando sua dose de licor de uma só vez.

As velas que iluminavam a sala já estavam se apagando, e o licor da garrafa secava como num passe de mágica. Os homens riam baixinho, tentando não acordar as mulheres da casa, e repetiam sem parar velhas aventuras vividas no passado.

—Que bucetaço que tem a sua mulher, Dom Avelino! —a bebedeira fez ele falar a verdade sem medir as consequências.
—Isso que o senhor viu ela vestida. Não faz ideia do que é aquela raba nua —Lozano se surpreendeu com a resposta; por um segundo, achou que tinha passado dos limites.
—Com certeza são as melhores que se pode ver por essas bandas.
—Quer ver elas? —perguntou o dono da casa, tentando focar o olhar embaçado pelos efeitos do álcool.
—Ver… de verdade?
—Sim, cara. Seria uma boa recompensa pelos seus serviços. Você ia gostar ou não?
—Claro que ia gostar!

Os dois homens se levantaram e caminharam até o quarto onde Esperança dormia tranquilamente. Acenderam uma lamparina a óleo para enxergar melhor. Ela estava coberta só pelos lençóis, já que essa era a melhor forma de dormir numa noite quente. O marido se aproximou e a deixou exposta, puxando os lençóis de uma vez. Ela estava de bruços, e suas nádegas brancas e roliças apareceram diante dos olhos cheios de tesão de Augusto Lozano.

—São lindas —disse o homem, coçando a virilha por reflexo. Sentiu o pau crescendo, não conseguia desviar o olhar, não só porque a bunda era linda, mas porque dava pra ver a buceta dividida ao meio que Avelino tanto devia ter comido.
—Se quiser, pode tocar —Irizarry adorava ver outro homem desejando a esposa, mas era a primeira vez que deixava um chegar tão longe.

Lozano não esperou o convite se repetir. Deu uma palmada bruta numa das nádegas. Ao despertar Esmeralda, ela se assustou, mas imediatamente pensou no marido, virou a cabeça e o viu parado ao lado da cama. Se ele estava ali, quem estava tocando nela?

—Não se assuste, Esperança. Somos só nós.

Pelo “nós”, ela entendeu que o segundo homem era Augusto, não entendia nada, por que ele estava tocando nela tão descaradamente na frente do marido? Dava até pra sentir os dedos fuçando ao redor dos buracos mais íntimos dela. Não quis contradizer o marido, então não disse nada, sabia que ele devia estar bêbado, senão não permitiria tamanha invasão na privacidade dela. Os toques grosseiros estavam fazendo a buceta dela ficar molhada, e aí lembrou da vontade que tinha de ser penetrada pelo marido, estava esperando por aquele momento durante todo o jantar.

—Devo uma boa recompensa ao Lozano —a voz grave de Avelino ressoou tão alta que acordou a jovem Flora no quarto ao lado— e ele quer cobrar com a sua bunda.

Augusto nunca tinha pedido algo assim, mas a ideia agradava enormemente, Esperança tinha fantasiado centenas de vezes em ser fodida por um homem que não fosse o marido, e os dedos entrando indiscretamente na boceta dela estavam deixando ela com um tesão do caralho bem rápido.

—Ele pode fazer isso? —perguntou o marido.
—Sim, pode. Que me foda —ao dizer essas palavras, o coração dela disparou loucamente; por um momento, temeu que fosse só um teste do marido, mas as palavras seguintes a tranquilizaram.
—Então, homem, meta onde quiser. Se tem uma coisa que minha esposa é boa é em receber pica.

Os dois homens já estavam com o pau duro pra caralho, Augusto não precisou ser convidado duas vezes, tirou a calça em segundos, mostrando um pau peludo que não era tão grande quanto o do dono da casa, mas sabia como satisfazer uma mulher. Montou na senhora gordinha e apontou o pau pro buraco de trás. Esperança não estava tão acostumada com isso, nem sempre deixava que... O marido ia foder ela no cu, mas dessa vez era diferente, não era o marido dela. Era um novo amante, aquele com quem ela tanto tinha sonhado nas noites mais quentes. Tinha se casado nova com Avelino e, embora ele fodesse como um cavalo, ela sempre quis experimentar outra pica.

— Molha com a sua saliva — sugeriu a mulher pro atordoado Lozano — e mete bem fundo.

A aceitação da mulher em ser penetrada no cu excitou Avelino pra caralho. Teve que soltar a pica dura pra não doer dentro da calça. Não percebeu que uma jovem gostosa de peitos brancos e redondos se esgueirava pelo corredor escuro, como tantas vezes tinha feito no passado. Ela sabia muito bem que a escuridão da noite a protegia e que a luz do quarto não chegava a iluminar ela. Imaginou que ia encontrar a cena que já tinha visto tantas vezes, o pai fodendo a mãe, mas não. Ali tinha um segundo homem. Levou uns segundos pra perceber que era Augusto Lozano — o que ele tava fazendo ali?

A nua Flora ficou hipnotizada com o que os olhos viam. Parecia que o homem ia entrar por trás, a mãe dela tava levantando a bunda se apoiando no joelho enquanto Lozano pressionava pra dentro. O cu apertado não deixava ele passar, mas ele não ia ficar na vontade, deu estocadas fortes até que numa delas a pica atravessou aquele buraco que já não conseguia mais resistir. A rola entrou fundo e Esperança gritou de dor, sabia que ia passar em alguns segundos, por isso não pediu pro homem parar, além disso, queria ser fodida. Se tivesse vindo metade dos peões da fazenda, ela teria deixado todo mundo comer ela, fazia meses, talvez anos, que o marido não satisfazia ela direito e ela sempre foi uma mulher de instintos sexuais poderosos, mas nunca trairia o amado esposo. Pelo menos não com um homem.

Ela separou a bunda puxando pra os lados com as mãos e recebeu uma estocada forte. Estocada lá dentro, dessa vez o pau foi mais fundo, ela soltou um gemido e esperou pela próxima, queria que entrasse tudo de uma vez e que o cu dela dilatasse o suficiente pra poder gozar de verdade. Sentada no corredor, com as costas na parede de madeira e as pernas abertas, Flora tocava a boceta peluda dela, espalhando os próprios fluidos por toda a zona erógena, enquanto via o pau entrando na mãe dela e o pai se tocando no pauzão com os sacos peludos pendurados como bolsas de feijão.

Augusto foi estabelecendo um ritmo fixo naquela enfiada quando percebeu que aquele buraco já tava se adaptando à rigidez do pau dele, o membro dele nunca tinha sentido uma sensação igual, poucas vezes tinha provado a bunda de uma mulher e nenhuma delas gemia que nem a Esperança. A coroa sabia como esquentar um homem e o Avelino tinha toda razão numa coisa, ela sabia mesmo receber uma rola. Esperava ele com a raba levantada e bufava que nem uma gostosa no cio a cada estocada. A mulher levou a mão na virilha e começou a se masturbar, exatamente igual a filha dela tava fazendo no corredor. Batendo forte no clitóris.

Em questão de segundos já tava curtindo o sexo anal de verdade, o Lozano tava mostrando que, mesmo sem o temperamento animal do Avelino, tava botando muita vontade na parada. Se mexia rápido, entrando e saindo sem preocupação, enquanto a mulher suava em gotinhas. Agradecia por dentro o marido deixar ela aproveitar aquilo e, quando virou a cabeça pra ele, ficou feliz em ver o pau dele duro. Fez sinal pra ele chegar perto e, quando ele veio, a mulher começou a mostrar toda a gratidão dela com a boca. Engoliu o pau do marido com habilidade e começou a chupar enquanto recebia sem parar aquele segundo membro no cu. Chupou com força, movendo o pescoço pra frente e pra trás, já tinha atendido o marido assim muitas vezes, mas nunca na uma situação dessas. Era mais do que ela tinha sonhado na vida, ter dois pra ela só a deixava louca e queria demonstrar isso.

—Deixa bem aberto pra mim, Lozano! Depois vai ser meu marido quem vai me comer no cu.

Essas palavras animaram tanto o homem que em poucos segundos ele gozou dentro daquela cavidade proibida. Ele se agarrou nos peitos carnudos da mulher enquanto expelia até a última gota das suas bolas cheias. Flora enfiava os dedos sem parar um segundo, não sabia que uma mulher podia foder com dois homens ao mesmo tempo, mas a mãe dela estava mostrando como fazer. O pai dela tirou o pau da boca de Esperança, muitos fios de saliva pendurados nele. Flora achou que viu algo branco saindo do cu da mãe quando Lozano se afastou, mas só um instante depois Avelino tomou o lugar e penetrou com força a sua amada esposa. Ele cambaleou um pouco no começo porque a bebida na cabeça dificultava manter o equilíbrio, mas se tinha uma coisa que ele amava era foder a esposa bêbado, ainda mais quando ela o esperava com a buceta bem aberta e lubrificada. Começou a meter com força, alargando o buraco. Augusto reparou como aquele pau poderoso penetrava a matrona com tanta decisão e pensou se a filha dele seria tão puta quanto a mãe, enquanto via aqueles peitos grandes balançando com as pancadas fortes, não conseguia parar de pensar no corpinho gostoso da Flora, uma moça que já estava na idade de casar, até se surpreendia que já não tivessem casado ela com alguém.

Fazia muito tempo que Esperança não aproveitava tanto ao fornicar com o marido nem esteve tão entregue a ele. Enquanto Lozano limpava os restos de porra da sua pistola de carne usando os lençóis, ele teve de novo uma imagem fixa na cabeça, que o estava desesperando. Os peitos da Flora podiam ser a perdição dele, mas ele daria tudo o que tinha para poder tocá-los uma vez. Percebeu que Avelino só tinha olhos para as as nádegas da esposa dele e que ela tinha o rosto enterrado no travesseiro pra abafar os gritos, naquele instante o pistoleiro escapuliu pra porta. Flora quase gritou de susto, mas sabia que tinha poucos segundos pra reagir antes de ser descoberta. Correu nua até o quarto dela, tentando não bater os calcanhares com tanta força no chão duro de madeira. Entrou no quarto, encostou a porta e pulou na cama pra fingir que tava dormindo. Poucos segundos depois, a porta se abriu de vez e, com os olhos semiabertos, a mocinha conseguiu ver Augusto Lozano se aproximando com o pau mole numa mão e a calça na outra. O homem abriu a janela com cuidado, deixando a luz da lua e das estrelas entrar no quarto, ficou maravilhado quando viu aquele monte de Vênus peludo, o abdômen liso e firme da Flora e, melhor de tudo, aqueles peitões enormes pendendo pros lados. Ainda dava pra ouvir os gemidos da Esperanza, com certeza o marido dela tava metendo mais forte que antes, e isso indicava que ninguém ia interrompê-lo por enquanto, ele podia contemplar a garota dormida à vontade. Não bastou olhar nem por dez segundos. Aqueles bicos marrons atraíam ele como uma garrafa de vinho bom atrai um alcoólatra. Ele se aproximou e esticou a mão, quando sentiu o calor do seio e a dureza do bico, o pau dele reagiu na hora. A respiração da garota mudou, mas ele nem percebeu, continuou tocando ela achando que tava dormindo profundamente. A excitação e o álcool tiravam qualquer preocupação dele, ele fazia tudo que queria. Deslizou a mão pra baixo até tocar a mata de pelos pubianos da garota, parou ali só por uns segundos e depois tocou a cavidade virgem. Se surpreendeu ao encontrar ela tão molhada e pronta, mas isso não importou muito. Baixou a cabeça até os lábios dele tocarem o peito mais próximo e começou a dar lambidas despreocupadas ao mesmo tempo que seus dedos brincavam com o clitóris.
Flora passou do desgosto à submissão em poucos segundos. Estava totalmente excitada e alguém tocá-la daquela forma a transportava ainda mais fundo no mundo da luxúria. Podia ter falado, podia ter dito a Lozano que não estava dormindo e podia ter pedido pra ele foder ela, mas não fez. Sabia que isso ia causar sérios problemas com o pai dela, era melhor continuar fingindo e, se alguém descobrisse o Lozano, iam matar ele e ela só precisava chorar de desespero porque um degenerado tinha se aproveitado do corpinho inocente dela.
O tesão desmedido do pistoleiro fez ele descer com a língua até encontrar a buceta salgada e suculenta da jovem. Começou a lamber ela sem medo de que acordasse, na verdade nem passava pela cabeça dele que a garotinha podia acordar a qualquer momento, ele era burro o suficiente e estava bêbado o bastante pra acreditar que podia foder ela sem que ela percebesse. Não fez por medo de engravidar ela, mas continuou comendo a ppk dela com gosto enquanto se tocava no pau duro.
Esperança continuava com a bunda aberta, aproveitando a dureza e o vigor do marido, o cu dela estava em êxtase, nunca tinha sentido daquele jeito, ser fodida por trás por tanto tempo era exatamente o que precisava pra satisfazer os desejos mais obscuros dela. Avelino estava encantado com a bunda da esposa e tinha que admitir que Lozano tinha feito um bom trabalho abrindo caminho, nem percebeu que o parceiro não estava mais no quarto, mas se tivesse percebido, jamais imaginaria que ele estava chupando a buceta da filhinha dele. No máximo, ia achar que o homem tinha ido embora pra casa.
Lozano chupou o clitóris de Flora e ela sentiu algo estranho no corpo, era um calor intenso que subia e descia vertiginosamente por dentro dela, não sabia como controlá-lo e foi forçada a apertar os lençóis com os dedos enquanto expelia uma quantidade maior de líquido pela sua buceta, que acabou na boca do seu amante intrépido, mas ele nem percebeu o orgasmo da moça, só estava concentrado no próprio prazer físico. Bem antes de seu pau avisar que ia jorrar mais uma vez, cometeu outro ato bárbaro movido pela luxúria: apontou o membro para a boca de Flora, que estava aberta o suficiente para o esperma entrar. Não por mira, mas por pura sorte, o primeiro jato de porra masculina caiu bem na língua da moça, o segundo acertou a bochecha dela e não houve um terceiro, só algumas gotinhas que caíram no chão.

O homem se apressou a vestir a calça e, na pressa, quase caiu de cabeça na parede. Lembrou que estava bêbado e precisava controlar os movimentos — se Avelino Irizarry o encontrasse dentro do quarto da filha única, ia matá-lo, não importava que a garota já tivesse idade suficiente pra dar e ser fodida.

Flora ouviu o homem cambaleante sair do quarto e quase de imediato começou a se masturbar intensamente. Não sabia o que tinha caído na boca, mas supôs que era aquele líquido branco que às vezes ficava entre as pernas da mãe. Sempre achou que aquilo era produzido pela mulher ao receber um pau de verdade dentro da buceta, mas um dia pareceu ver que aquele líquido leitoso saía do pau do pai, embora não pudesse afirmar. Dessa vez não conseguia ver a cor do que estava engolindo, mas havia algo sujo e proibido nisso tudo que a deixou muito excitada. Enfiou os dedos até chegar a um segundo orgasmo, embora não soubesse que se chamava assim — no entendimento dela, eram simples reações do corpo que aconteciam só quando o prazer a transbordava.

Avelino descarregou grandes quantidades de esperma dentro do cu da esposa, e ela, satisfeita e exausta, caiu pesadamente. Em cima da cama. Ninguém ligou que o Lozano não estivesse ali, já não precisavam mais dele pra nada. O bêbado Irizarry se deitou do lado da Esperanza e dormiu quase na hora, com o pau ainda duro. A mulher nem se deu ao trabalho de limpar a bunda e deixou o esperma morno escorrer livremente pra fora e descer pelo canal que a buceta dela formava.

Enquanto o Lozano caminhava pra casa sob a luz da lua, que sorria safada pra ele, pensou que tinha recebido a melhor recompensa possível por matar dois bandidos. Tinha comido a bunda gostosa da matrona, aquela que tanto os homens da região desejavam, e tinha lambido a buceta da bela Flora, outro tesão cobiçado por peões e camponeses. Avelino Irizarry era um bom amigo, e o Lozano sabia muito bem que amigos se conquistam com boas ações e se mantêm com discrição, por isso não contaria pra ninguém o que rolou naquela noite — quem sabe um dia poderia repetir a dose.
Fim do Capítulo 1.

Ler Capítulo 2:
Agreste
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- Mãe Superprotetora
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