Embora eu seja um senhor de quase 50 anos, sério, ponderado, quase cinza de tão sem graça, a verdade é que isso é só uma fachada, um jeito politicamente correto de me mostrar pro meu círculo, como pai trabalhador e marido exemplar... mas às vezes, quando o sangue ferve e o coração implora, o corpo aperta e a pele queima de tanta vontade de carinho, eu jogo tudo pro alto silenciosamente e me lanço de novo, como aos 18, na caça de um corpo feminino onde eu possa me sentir jovem outra vez, porque não existe elixir melhor nem fonte da eterna juventude do que a pele de uma mulher disposta ao prazer...
E foi numa dessas noites que seu nome, seu rosto, seu corpo, saltaram da minha mente pra mesa ensebada daquele bar de San Telmo onde eu armava minha nova armadilha... Já tinham passado mais de 30 anos da última vez, mas lembrar do seu corpo nu recortado na janela de um hotel na Juan B. Justo tinha me dado uma ereção.
Ela se chamava Sandra, era dois anos mais nova que eu, gordinha (ela gostava de dizer que era exuberante... pra mim bastava saber que era exatamente o tipo de mulher que me tirava o sono...), o cabelo comprido e ruivo chegava na cintura, os peitos grandes, firmes, com os bicos duros que se recusavam a se esconder atrás da blusa e do sutiã, as mãos com unhas longas e bem cuidadas, os olhos meigos... Eu queria ter ela mais uma vez...
Já fazia um tempo que a gente tinha se encontrado no Facebook, e apesar dos anos, a beleza dela, em vez de diminuir, tinha aumentado... sim, era a própria Vênus que me sorria da foto do perfil... A gente trocou umas ideias... Ela também tinha casado, tinha dois filhos grandes que já tinham saído de casa... Nesse ponto, perguntei se ela queria que a gente se encontrasse um dia pra tomar um café ou umas bebidas... ela disse pra gente continuar conversando e ver no que dava.
Naquela noite, não quis esperar mais... arriscando cortar o fio fino que ligava minha realidade àqueles doces lembranças do passado, falei que ela estava mais gostosa do que nunca. Linda que nunca, e que me esquentava como sempre... Ela riu com letras (que merda esse tal de fbk...!!!) e deixou ela passar... Essa atitude me animou ainda mais (junto com o volume que não parava de crescer na minha calça...) e perguntei se ela podia dar um jeito de escapar pra gente jantar juntos, pra rir da gente mesmo e sentir mais uma vez o perfume da pele dela, que ficou gravado em mim... E não sei se pelos velhos tempos que a gente viveu ou pelos novos que a gente podia viver, ela disse... que sim.
A gente se encontrou às nove na esquina de um restaurante que, igual a gente, tinha sobrevivido ao desgaste e ao esquecimento de três décadas... Quando ela chegou, peguei as mãos dela e dei um beijo na bochecha, e depois apertei ela num abraço amigo e paternal contra o meu peito... Senti ela tremer enquanto, simplesmente, se deixava abraçar... Que gostosa que ela tava...! Vestia como antes, com um vestido de bambula colorido que tentava disfarçar o corpo dela, mas em mim fazia o efeito contrário... Ela tinha se maquiado sutilmente, do jeito que sabia que eu gostava... Que pele linda...! Minha mão direita segurava a dela e a esquerda ganhou vida própria e não consegui evitar que acariciasse a bochecha dela... E naquele momento a gente percebeu... Percebi que amava ela como antes, que precisava beijar ela e fazer amor como sempre, como nunca..., que naquela noite a gente ia ser de novo as duas únicas pessoas do Universo... (Continua)
E foi numa dessas noites que seu nome, seu rosto, seu corpo, saltaram da minha mente pra mesa ensebada daquele bar de San Telmo onde eu armava minha nova armadilha... Já tinham passado mais de 30 anos da última vez, mas lembrar do seu corpo nu recortado na janela de um hotel na Juan B. Justo tinha me dado uma ereção.
Ela se chamava Sandra, era dois anos mais nova que eu, gordinha (ela gostava de dizer que era exuberante... pra mim bastava saber que era exatamente o tipo de mulher que me tirava o sono...), o cabelo comprido e ruivo chegava na cintura, os peitos grandes, firmes, com os bicos duros que se recusavam a se esconder atrás da blusa e do sutiã, as mãos com unhas longas e bem cuidadas, os olhos meigos... Eu queria ter ela mais uma vez...
Já fazia um tempo que a gente tinha se encontrado no Facebook, e apesar dos anos, a beleza dela, em vez de diminuir, tinha aumentado... sim, era a própria Vênus que me sorria da foto do perfil... A gente trocou umas ideias... Ela também tinha casado, tinha dois filhos grandes que já tinham saído de casa... Nesse ponto, perguntei se ela queria que a gente se encontrasse um dia pra tomar um café ou umas bebidas... ela disse pra gente continuar conversando e ver no que dava.
Naquela noite, não quis esperar mais... arriscando cortar o fio fino que ligava minha realidade àqueles doces lembranças do passado, falei que ela estava mais gostosa do que nunca. Linda que nunca, e que me esquentava como sempre... Ela riu com letras (que merda esse tal de fbk...!!!) e deixou ela passar... Essa atitude me animou ainda mais (junto com o volume que não parava de crescer na minha calça...) e perguntei se ela podia dar um jeito de escapar pra gente jantar juntos, pra rir da gente mesmo e sentir mais uma vez o perfume da pele dela, que ficou gravado em mim... E não sei se pelos velhos tempos que a gente viveu ou pelos novos que a gente podia viver, ela disse... que sim.
A gente se encontrou às nove na esquina de um restaurante que, igual a gente, tinha sobrevivido ao desgaste e ao esquecimento de três décadas... Quando ela chegou, peguei as mãos dela e dei um beijo na bochecha, e depois apertei ela num abraço amigo e paternal contra o meu peito... Senti ela tremer enquanto, simplesmente, se deixava abraçar... Que gostosa que ela tava...! Vestia como antes, com um vestido de bambula colorido que tentava disfarçar o corpo dela, mas em mim fazia o efeito contrário... Ela tinha se maquiado sutilmente, do jeito que sabia que eu gostava... Que pele linda...! Minha mão direita segurava a dela e a esquerda ganhou vida própria e não consegui evitar que acariciasse a bochecha dela... E naquele momento a gente percebeu... Percebi que amava ela como antes, que precisava beijar ela e fazer amor como sempre, como nunca..., que naquela noite a gente ia ser de novo as duas únicas pessoas do Universo... (Continua)
3 comentários - Relato: Voltar aos 18... Primeira Parte