Aquela única vez

Na primeira vez que ficamos juntos, a gente se encontrou em dois momentos bem diferentes. Você com suas amigas em Pádua, e eu vendo um filme esperando sua mensagem com ansiedade. Eu assistia ao filme com um olho no celular, segurando ele na mão pra saber no primeiro segundo que tocasse.

Foi assim que recebi sua mensagem dizendo pra eu ir. Com um pouco de nervosismo, fui até perto de você, sem saber o que me esperava, só como terminaria. A viagem de táxi num dia de chuva foi difícil, mas sem perceber, já estava na beira do bar esperando, quando te vi se aproximar com um sorriso de boas-vindas e duas amigas cuidando das costas!

Foda-se, um beijo, tímido, sabendo que tinha olhares nas minhas costas. Ali, a noite começa.

Já nas minhas pernas você estava, os dois soltando uma energia excitante que não passava despercebida, que a gente disfarçava sem sucesso nenhum. Entre olhares, gestos, palavras que a gente dizia, só aquela paixão, aquele desejo que a gente tinha, era o que mostrava sua presença!

A gente esperava elas não estarem por perto pra devorar as bocas um do outro, esquecendo todo motivo e todo fim. Ali, pra minha surpresa, você me tocou, tocou ele, duro, empurrando e lutando contra minha calça, prisioneiro da roupa, você tocou ele, escapando um suspiro meu, um suspiro de nervosismo, um suspiro de não saber o que fazer, um suspiro de segurar minha bestialidade, um suspiro lindo que o tempo dificilmente vai apagar.

A noite cai às 3, abraçados, a gente se despede, e vamos rápido pra minha casa, onde a verdadeira noite começa, onde aquela única vez.

Te faço entrar no meu quarto, você dá uma olhada rápida girando o corpo, e para no meu olhar, que derrama um sorriso, onde minha boca responde do mesmo jeito, seguido de um beijo, aquele beijo onde as palavras param de se comunicar, o tempo desaparece, e a gente vira um só.

Entre massagens e despindo as roupas, a cama nos abraça nus, entre beijos e carícias, entre violência e ternura, entre nervosismo e segurança, mas acima de tudo nossa paixão! Uma paixão que te molhava, que me endurecia, que te abria pra mim.

Nossos corpos se juntaram pela primeira vez, e se devia ser sujo, só foi lindo, foi melhor que qualquer sonho, qualquer história, qualquer lembrança e suposição, a gente se mexia junto, entre gemidos, que escapavam, como aquela necessidade que a gente tinha, nossos gemidos contavam a história, uma história que as palavras não conseguiam, na privacidade do escuro, nossos corpos mudavam de posição, sem parar de nos mexer, e sem perder aquela paixão que nos uniu.

Aquela noite foi o primeiro capítulo de uma história que busca o momento perfeito, o momento que nós dois nunca vamos esquecer, busca uma nova *aquela única vez*.



Aquela única vez

0 comentários - Aquela única vez